Volume 1 – Direito Civil
Volume 2 – Direito Penal
Volume 3 – Direito e Processo do Trabalho
Volume 4 – Processo Civil
Volume 5 – Lei dos Servidores Públicos Federais (Lei n. 8.112/90)
Volume 6 – Lei de Licitações e Contratos da Administração Pública (Lei n. 8.666/93)
Volume 7 – Informática
Volume 8 – Direito Constitucional
Volume 9 – Direito Administrativo
Volume 10 – Processo Penal
Volume 11 – Direito Tributário
Volume 12 – Direito Eleitoral
Volume 13 – Matemática
Volume 14 – Contabilidade
Volume 15 – Raciocínio Lógico
Volume 16 – Português
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Manaia, Luiz
Português / Luiz Manaia ; coordenadores Fábio Vieira Figueiredo e Ales-sandro Ferraz. — São Paulo : Saraiva, 2011. — (Coleção resposta certa : Fundação Carlos Chagas ; v. 16)
1. Direito - Linguagem 2. Português - Concursos I. Figueiredo, Fábio Vieira. II. Ferraz, Alessandro. III. Título. IV. Série.
11-06281 CDU-340.113.1:806.90(079)
Índice para catálogo sistemático: 1. Português : Concursos na área jurídica :
Linguagem jurídica : Direito 340.113.1:806.90(079)
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Data de fechamento da edição: 5-7-2011
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Diretor editorial Luiz Roberto Curia
Gerente de produção editorial Lígia Alves
Editor Jônatas Junqueira de Mello
Assistente editorial Sirlene Miranda de Sales
Assistente de produção editorial Clarissa Boraschi Maria
Arte, diagramação e revisão Know-how Editorial
Serviços editoriais Elaine Cristina da Silva
Kelli Priscila Pinto
Produção gráfica Marli Rampim
Impressão
Acabamento
UMA RESPOSTA A SUA ALTURA:
FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS E EDITORA SARAIVA
De todo mundo a vida exige respostas.
Somos questionados em casa, no trabalho, perante a sociedade e em nossas atitudes, o tempo todo. Até
mesmo antes de você nascer já pediam uma resposta: Será menino ou menina? É para quando? Está saudável?
Como vai se chamar?
Pois é, queira ou não, as respostas acompanham você vida afora. Não importam a classe social, o sexo,
a idade, o grau de escolaridade, a cidade, elas existem e assim deve ser, por um simples motivo. Elas
estimu-lam o passo seguinte, o que você conquista depois.
É exatamente a isso que se dedica a presente Coleção. Às respostas que todos nós buscamos para as
etapas que pretendemos vencer com a ajuda do conhecimento.
Mas, para isso, não basta qualquer resposta: é preciso que seja a certa.
Tão certa quanto a escolha da Editora Saraiva e dos coordenadores desta obra ao elegerem a Fundação
Carlos Chagas como uma das principais referências dessa rica fonte de estudo, agora ao alcance de suas
mãos. Uma instituição séria que – com todo o respeito – tem respostas para tudo. Não só pela natureza
ime-diata de sua atividade como planejadora e aplicadora de processos seletivos, mas notadamente por sua larga
contribuição à educação no Brasil.
Criada em 1964, a Fundação Carlos Chagas é uma instituição privada sem fins lucrativos, reconhecida
como de utilidade pública nos âmbitos federal, estadual e municipal. Em 45 anos de existência, mais de 74
milhões de pessoas em todo o território nacional já foram avaliadas pelos rigorosos exames da entidade, em
número superior a 2.600 projetos realizados para cerca de 500 instituições. Números que só poderiam ser
atingidos por marcas de tão alta confiabilidade, segurança e qualidade na prestação de serviços.
Dessa forma, a Fundação Carlos Chagas representa para milhões e milhões de pessoas em nosso país o
passaporte para a concretização de tantos sonhos e projetos de vida.
É para isso que ela trabalha. É esse seu firme propósito.
Há décadas, ser avaliado por essa instituição é sinônimo de ser efetivamente testado (e aprovado) nos
limites do próprio conhecimento, não importa em que fase da vida você esteja: se está prestando vestibular,
disputando uma vaga no mercado de trabalho ou consolidando sua carreira.
Por essas razões, a Editora Saraiva foi buscar na Fundação Carlos Chagas a resposta certa para você.
Se a Saraiva é líder no segmento de livros jurídicos e uma das maiores no mercado de materiais didáticos
para o Ensino Fundamental, Médio e Superior, isso se deve a sua vocação educativa e a seu compromisso com
a formação de várias gerações de brasileiros. Responsabilidade tão bem alinhada com a da Fundação Carlos
Chagas que não poderia resultar em parceria mais certa.
Agora é com você, caro leitor.
Que as respostas presentes neste livro venham à altura de seus objetivos pessoais e profissionais. Que
encontrá-las seja o menos árduo possível e venha como merecimento pelo que você, de fato, construiu ao
longo de seu processo de aprendizagem.
Deixamos registrado nosso agradecimento à Fundação Carlos Chagas, pela parceria, e também a você,
a quem jamais poderíamos deixar de dar uma resposta à altura.
NOTA DOS COORDENADORES
Coleção Resposta Certa
Fundação Carlos Chagas
Esta Coleção foi desenvolvida para suprir a maior necessidade do concursando: fixar a matéria por meio
da resolução de exercícios. Assim, avaliamos que, para ser aprovado em concursos públicos, o aluno precisa
treinar sempre e, sobretudo, aplicar o que aprendeu com o texto legal e com a teoria, pois, caso contrário, não
obterá êxito em sua caminhada, tendo em vista que a concorrência é enorme.
A escolha das provas aplicadas pela Fundação Carlos Chagas deveu-se ao grande número de concursos
normalmente realizado pela organização. A título de exemplo, os que são promovidos para ingresso nas
seguintes instituições:
Banco Central
Câmara dos Deputados
Defensorias Públicas
ICMS – Agentes Fiscais
ISS – Auditor de São Paulo
Magistraturas Estaduais
Ministério Público Estadual
Ministério Público da União
Procuradorias Municipais, Estaduais e Federais
Tribunais de Justiça
Tribunais de Contas
Tribunais Regionais Eleitorais
Tribunais Regionais Federais das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Regiões
Tribunais Regionais do Trabalho etc.
Antecipamos ao leitor que os comentários de cada volume são breves e objetivos, especialmente quando
o tratamento de um tema específico exige exame mais profundo.
Em função da sistemática adotada, pudemos selecionar um número bastante razoável de questões, o que
possibilitou a diversificação dos temas. Além disso, demonstramos ao concursando que muitas vezes as
in-dagações dos examinadores são as mesmas para carreiras distintas.
Importante mencionar que todos os autores já foram um dia aprovados em concurso. Entre eles há
pro-fessores especializados em cursos preparatórios. Isso denota a importância de conhecer a instituição
orga-nizadora, o que é fundamental para a obtenção do êxito.
Para facilitar o manuseio, a Coleção foi dividida por matérias, cada uma apresentando um número
mínimo de questões que possa, por assim dizer, “cobrir” os editais dos diversos concursos públicos ou
priva-dos. Com essa sistemática, estamos absolutamente certos de que os comentários propiciarão uma excelente
ferramenta de desenvolvimento e depuração do raciocínio do candidato.
Em algumas das questões, o autor diverge do gabarito oficial. Para esses casos, os respectivos
comen-tários apresentam a fundamentação legal, doutrinária e jurisprudencial.
Por óbvio, não houve por parte dos autores de cada volume específico a pretensão de esgotar os
diferen-tes temas. Nosso desejo é levar o aluno a diferen-testar seus conhecimentos e, acima de tudo, descobrir exatamente
qual é a tônica da arguição da banca que o examinará em sua prova.
Com essa receita, estamos convencidos de que o candidato atingirá seu objetivo: ser aprovado!
Sucesso a todos os concursandos e estudiosos.
Que Deus ilumine o caminho de vocês nesta jornada.
Por oportuno, agradecemos à diretoria da Editora Saraiva, sobretudo aos amigos Nilson e Luiz Roberto,
pela atenção dispensada aos projetos encaminhados. Aos queridos amigos e companheiros que nos
acom-panham nos últimos anos: Vanderlei, Edson e Jônatas, que, em primeiro lugar, tiveram contato com os
projetos e sempre ofereceram apoio incondicional, não medindo esforços para a sua realização, inclusive
deste, em especial, oferecemos nossa eterna estima e grande carinho.
Aos amigos do editorial: Clarissa, Lígia, Manuella, Thiago e Vinícius.
Aos queridos amigos do departamento comercial: ao Rubens, que lidera uma equipe de profissionais do
mais alto gabarito, trabalhando duro pelo sucesso comercial de nossos projetos. Ao estimado Sérgio e a
to-dos os demais amigos: André, Antônio Roberto, Clarice, Diná, Roberto e Tiago.
A todos vocês o nosso especial agradecimento.
Os Coordenadores
Alessandro Ferraz
Advogado. Ex-serventuário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Professor de Direito Constitucional e Administrativo em cursos preparatórios
para carreiras públicas. Professor do Obcursos São Paulo, Curso Formação
e Complexo Jurídico Damásio de Jesus.
Fábio Vieira Figueiredo
Advogado e consultor jurídico.
Doutorando e Mestre em Direito Civil Comparado pela PUCSP.
Pós-graduado (lato sensu) em Direito Empresarial e Direito Contratual.
Professor em diversos cursos de graduação e pós-graduação (USCS, USJT e FDDJ)
APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
Neste trabalho, você encontrará toda a teoria apresentada nos programas para concursos relativos aos
segundo e terceiro graus, contendo itens ligados à gramática, bem como à interpretação de textos.
Cabe lembrar que esta pequena obra não substitui o livro. Portanto, havendo dúvidas, caro leitor,
con-sulte uma gramática, pois o livro ainda é a melhor “apostila” que existe.
Quanto ao índice, a ideia de facilitar a consulta levou-nos a dividi-lo por assuntos. Dessa forma, o leitor
poderá estudar os temas gradativamente.
Em tempos de concursos, costuma-se ouvir todo tipo de argumento. Não perca tempo ouvindo
“palpi-tes ou lendas”, pois, se sua dúvida for de Língua Portuguesa, procure um profissional habilitado para tal, ou
seja, “Se persistirem os sintomas, procure um professor de português”.
Que este pequeno trabalho seja de enorme valia para seus estudos e desde agora...
Boa Sorte!
ÍNDICE
I
NTERPRETAÇÃODETEXTOQuestões: 1, 2, 4, 11, 12, 13, 19, 20, 26, 30, 31, 41, 49, 50, 51, 58, 59, 60, 66, 67, 69, 71, 72, 73, 74, 81, 82, 83,
85, 86, 93, 103, 108, 125, 126, 127, 129, 134, 145, 146, 149, 155, 156, 159, 189, 190, 193, 199, 205, 206, 207,
208, 210, 214, 221, 222, 230, 231, 234, 235, 236, 239, 241, 248, 257, 260, 263, 269, 270, 271, 272, 273, 279,
280, 283, 288, 289, 290, 294, 298, 299.
E
STRUTURA,
FORMAÇÃOECOMPOSIÇÃODASPALAVRAS,
ORTOGRAFIAEACENTUAÇÃOGRÁFICAQuestões: 3, 21, 37, 38, 53, 62, 67, 79, 86, 90, 94, 107, 119, 132, 135, 142, 143, 152, 160, 161, 162, 163, 164,
165, 166, 167, 168, 170, 172, 173, 174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 196, 197, 203, 212, 249, 250, 266, 292.
S
INTAXEDEPALAVRAS,
DECOLOCAÇÃOEREDAÇÃOOFICIALQuestões: 7, 14, 36, 46, 56, 57, 88, 92, 94, 102, 103, 110, 113, 121, 131, 137, 185, 213, 220, 223, 225, 229, 235,
251, 253, 254, 256, 259, 261, 268, 282, 286, 287.
V
ERBO. V
OZES,
TEMPOEFLEXÃOQuestões: 5, 6, 8, 16, 23, 28, 34, 42, 47, 54, 64, 65, 70, 77, 78, 80, 83, 96, 98, 100, 101, 103, 104, 107, 109, 114,
116, 117, 118, 122, 139, 143, 147, 150, 151, 153, 158, 184, 192, 197, 219, 224, 226, 228, 262, 276, 285, 288, 293.
S
INTAXEDEORAÇÃOEPERÍODO. E
LEMENTOSDAPARÁFRASE–
ADVÉRBIOSECONJUNÇÕESQuestões: 10, 18, 19, 27, 29, 32, 33, 35, 43, 44, 53, 55, 56, 63, 75, 79, 83, 84, 85, 86, 87, 89, 94, 95, 99, 105,
109, 115, 124, 126, 128, 135, 136, 137, 138, 146, 148, 149, 157, 182, 183, 186, 187, 188, 191, 194, 195, 198,
200, 202, 203, 209, 215, 223, 232, 238, 240, 242, 243, 244, 245, 247, 252, 255, 258, 267, 275, 281, 283, 284,
285, 295, 300, 301.
S
INTAXEDECONCORDÂNCIANOMINALEVERBALQuestões: 15, 17, 22, 39, 40, 45, 61, 70, 76, 88, 90, 100, 106, 110, 111, 113, 117, 130, 131, 144, 152, 154, 158,
169, 171, 197, 217, 241, 262, 277, 278, 282, 283, 291, 297, 299.
S
INTAXEDER
EGÊNCIAVERBALENOMINALEUSODAPREPOSIÇÃOQuestões: 24, 25, 48, 56, 62, 65, 79, 99, 102, 105, 106, 110, 111, 112, 123, 124, 131, 133, 141, 152, 188, 201,
211, 216, 220, 221, 233, 242, 243, 246, 264, 265.
P
ONTUAÇÃOTRE/AC – ANALISTA JUDICIÁRIO –
ÁREA JUDICIÁRIA – 2010
Atenção: As questões de 1 a 10 referem ‑se ao texto seguinte.
Mordacidade de Montesquieu
O grande pensador Montesquieu, uma das mais iluminadas inteligências da França do século
XVIII, um mestre para os estudos jurídicos, era também um exuberante talento artístico. Em 1721
aparece sua primeira obra literária, as Cartas persas, nas quais retrata satiricamente toda a civiliza‑
ção francesa, por meio da suposta correspondência de dois viajantes persas em andanças por Paris
e desejosos de “instruir ‑se nas ciências do Ocidente”. Em Paris, contemplam uma cidade onde “as
casas são tão altas que se as julgaria habitadas por astrólogos” e tão extremamente povoadas que,
“quando todo mundo desce para as ruas, faz ‑se uma bela confusão.”
O rei da França parece ‑lhes “o mais poderoso príncipe da Europa. Não tem minas de ouro
como o rei da Espanha, seu vizinho, mas tem mais riquezas porque as tira da vaidade dos súditos,
inesgotável mais que as minas... Esse rei é um grande mágico: exerce seu império sobre o próprio
espírito dos súditos, fazendo ‑os pensar como ele. Se não tem mais que um milhão de escudos em
seu tesouro e tem necessidade de dois, não precisa fazer mais do que persuadi ‑los de que um escudo
vale dois, e todo mundo acredita.”
À crítica da autoridade política, característica do Século das Luzes, junta ‑se à da autoridade
religiosa, quando os persas encontram “um outro mágico, mais forte que o rei e não menos mestre
de seu próprio espírito quanto do espírito dos outros. Esse mágico chama ‑se Papa e faz crer aos
súditos que três não é mais que um, que vinho não é vinho, que pão não é pão, e mil outras coisas
da mesma espécie. Para não dar descanso aos súditos e não deixá ‑los perder o hábito da crença,
fornece a eles, de quando em quando, certos tratados de fé.”
O sarcasmo estende ‑se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de admi‑
ração ao encontrarem mulheres muito habilidosas que “fazem da virgindade uma flor que perece e
renasce todos os dias”. Os caprichos da moda entre os franceses parecem ‑lhes surpreendentes, e
“não se acreditaria em quanto custa ao marido colocar sua mulher na moda.”
Extraído do encarte a Montesquieu. São Paulo: Abril, Os pensadores, 1973.
B) a habitual usura dos súditos franceses. C) a atuação dos símbolos na linguagem católica. D) a dissimulação feminina das experiências sexuais. E) os traços de um autoritarismo ludibrioso e inescru‑
puloso.
Alternativa B – CERtA
A resposta a esta afirmativa está no segundo parágrafo na demonstração de poder do rei em convencer seus súditos, e não que os franceses fossem usurários.
Alternativa A – ERRADA
A resposta a esta afirmativa está no final do primeiro pa‑ rágrafo.
Alternativa C – ERRADA
O texto traz à tona que, muito mais poderoso que o sím‑ bolo real, estão os símbolos da igreja.
Alternativa D – ERRADA
Este item encontra ‑se no último parágrafo do texto.
Alternativa E – ERRADA
Este item é a síntese do texto, ou, a autoridade do rei que engana e não se recente de escrúpulos, no que concerne “à coisa pública”.
Gabarito oficial: alternativa B
3
tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Comenta ‑se corretamente um aspecto do texto, em re‑ dação conforme a norma culta, em:
A) Nas Cartas persas, Montesquieu valeu ‑se de um documento genuinamente histórico, quanto mais não seja para fazê ‑lo insurgir ‑se diante do regime francês.
B) Apropriando ‑se imaginariamente de uma corres‑ pondência entre dois persas, Montesquieu os consi‑ ta para si e faz deles emissores de sua própria crítica. C) Com o estratagema de uma forjada correspondência entre dois persas, Montesquieu acaba por denunciar as mazelas que vê na França do Século das Luzes. D) Pustulando a autoria de cartas efetivamente per‑
sas, Montesquieu deseja satirizar os hábitos fran‑ ceses, e acaba estendendo ‑os a todos os demais do Século das Luzes.
E) Estreiando na literatura com as Cartas persas, Montesquieu já apregoava os maus costumes fran‑ ceses, deblaterando ‑os à revelia do monarca e do próprio Papa.
1
tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Em relação à apresentação e à organização do texto, é correto afirmar que
A) a referência, no primeiro parágrafo, à contribuição de Montesquieu para os estudos jurídicos encontra sustentação no último parágrafo.
B) a utilização das aspas indica que os trechos assim ressaltados correspondem a uma tradução de frag‑ mentos das Cartas persas de Montesquieu. C) o segundo e o terceiro parágrafos encerram críticas
de Montesquieu às baldadas tentativas dos man‑ datários que buscavam amenizar o autoritarismo do regime.
D) o último parágrafo corresponde a uma efetiva con‑ clusão do texto, já que nele se comprovam as teses propostas nos parágrafos anteriores.
E) seu autor não se furtou, utilizando para isso as aspas de praxe, a emitir opinião pessoal acerca do mérito mesmo das questões satirizadas por Montesquieu.
Alternativa B – CERtA
Questão típica sobre pontuação, caro leitor. O uso das as‑ pas indica a possibilidade de ressaltar ‑se em um texto algo que tenha sido dito ou escrito por alguém que não o autor.
Alternativa A – ERRADA
O último parágrafo refere ‑se ao sarcasmo de Montesquieu.
Alternativa C – ERRADA
Não há crítica, e sim uma referência ao rei e sua maneira de agir em relação ao povo; não há efetiva conclusão no último parágrafo.
Alternativa D – ERRADA
Pois Montesquieu “põe na boca dos persas”, não sendo, portanto, uma conclusão, e sim uma explicação.
Alternativa E – ERRADA
Induz o aluno ao erro, pois as aspas só serão usadas para indicar citação, e não dizeres próprios. Portanto, o autor, para dizer algo “seu”, não necessitaria das aspas.
Gabarito oficial: alternativa B
2
tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Esta é uma questão que Não foi contemplada, no tex‑ to, como objeto da sátira de Montesquieu:
Português
15
Alternativa C – CERtA Alternativa A – ERRADA
A alternativa A apresenta desvio de compreensão “quanto mais não seja...”; nas alternativas seguintes, o desvio refere ‑se à parte ortográfica.
Alternativa B – ERRADA
Ortograficamente, escreve ‑se o verbo concitar (excitar, incitar) com “c”, e não como consta, “consita”.
Alternativa D – ERRADA
O correto é postulando.
Alternativa E – ERRADA
O correto é estreando. Vale aqui, caro leitor, um adendo extremamente importante: cuidado com os verbos em “ear”. Na verdade não existe a vogal “i”, que a maioria coloca por desvio fonético. Tomemos, por exemplo, o verbo cear no presente do indicativo: Eu ceIo, tu ceIas, ele ceIa. A partir daí, a semivogal I desaparece: nós ceamos, vós ceais, o que ocorre com todos os verbos terminados em “ear”.
Gabarito oficial: alternativa C
4
tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Deve ‑se entender, pelo sentido que há no contexto, que o segmento
A) era também um exuberante talento artístico é uma informação enfática e inclusiva.
B) por meio da suposta correspondência é uma alusão à eventual legitimidade das cartas.
C) porque as tira da vaidade dos súditos é uma reite‑ ração da vaidade do rei da França.
D) exerce seu império sobre o próprio espírito dos sú‑
ditos é uma condenação da subserviência imperial.
E) não menos mestre de seu próprio espírito quanto
do espírito dos outros é uma comprovação das prá‑
ticas piedosas do Papa.
Alternativa A – CERtA Alternativa B – ERRADA
O termo, suposta, refere ‑se não à legitimidade das cartas, e sim à intenção do autor quanto à veracidade dos fatos que vinham ocorrendo na França naquele momento.
Alternativa C – ERRADA
Não há reiteração, mas, sim, a causa do sucesso do rei.
Alternativa D – ERRADA
O autor não se refere à subserviência, mas à vaidade hu‑ mana muito bem explorada pelo rei.
Alternativa E – ERRADA
A ironia usada pelo autor em relação às atitudes do Papa não estão ligadas às práticas piedosas, mas a uma denún‑ cia à exploração da crença.
Gabarito oficial: alternativa A
5
tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
A forma verbal resultante da transposição para a voz passiva da frase
A) quanto às minas de ouro, o rei as tira da vaidade
dos súditos será tê ‑las ‑á tirado.
B) retrata satiricamente toda a civilização francesa será tem ‑na retratado.
C) exerce seu império sobre o próprio espírito dos sú‑
ditos será têm sido exercidos.
D) fornece a eles (...) certos tratados de fé será são‑
‑lhes fornecidos.
E) custa ao marido colocar sua mulher na moda será
custa ‑lhe tê ‑la colocado. Alternativa D – CERtA Alternativa A – ERRADA
A voz passiva correta é: “as minas são tiradas pelo rei”.
Alternativa B – ERRADA
O correto é: “toda a civilização é retratada”.
Alternativa C – ERRADA
O correto é: “é exercido”.
Alternativa E – ERRADA
O verbo custar no sentido de dificultar é transitivo indi‑ reto, não havendo, portanto, possibilidade de voz passiva.
Gabarito oficial: alternativa D
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tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
o verbo indicado entre parênteses deverá ser flexiona‑ do numa forma do singular para preencher de modo correto a lacuna da frase:
A) Nem mesmo se ... (atrever) a repudiar as morda‑ zes críticas de Montesquieu quem por elas se sen‑ tisse atingido.
B) ... (vir) somar ‑se ao autoritarismo político as in‑ gerências autoritárias do poder religioso. C) Não ... (ficar) à margem da dura crítica de Mon‑
tesquieu nem mesmo algumas características das construções parisienses.
D) ... (constituir) matéria para o riso do filósofo até mesmo os ritos e os símbolos católicos.
E) Não ... (escapar) à crítica de Montesquieu quais‑ quer atitudes que lhe parecessem viciosas.
Alternativa A – CERtA
O verbo atrever ‑se deverá concordar com o pronome inde‑ finido quem, portanto, na 3ª pessoa do singular. “Nem mesmo se atreve a repudiar as mordazes críticas de Montes‑ quieu quem por elas se sentisse atingido.” O verbo atrever ‑se – pronominal – é transitivo indireto, exigindo a presença da preposição a, não permitindo, portanto, o plural.
Alternativa B – ERRADA
O verbo deve concordar com o núcleo substantivo “inge‑ rências”, portanto, virem.
Alternativa C – ERRADA
“Ficam” concordará com o núcleo substantivo “caracte‑ rísticas”.
Alternativa D – ERRADA
“Constituem” concordará com os núcleos substantivos “ritos e símbolos”.
Alternativa E – ERRADA
“Escapam” concordará com o substantivo núcleo “atitudes”.
Gabarito oficial: alternativa A
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tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Com o tempo, o sarcasmo de Montesquieu tornou ‑se proverbial, mas no século XVIII temiam esse sarcasmo todos os que se sentissem objetos possíveis dele, já que o filósofo explorava esse sarcasmo com a arte de quem sabe tornar o sarcasmo uma arma mortal. Evitam ‑se as viciosas repetições do período acima substituindo ‑se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
A) temam ‑no – lhe explorava – o sabe tornar. B) lhe temiam – o explorava – lhe sabe tornar. C) temiam ‑no – o explorava – sabe torná ‑lo. D) temiam a ele – explorava ‑lhe – sabe torná ‑lo. E) o temam – explorava ‑o – sabe tornar ‑lhe.
Alternativa C – CERtA
Trata ‑se de questão sobre substituição do termo substan‑ tivo pelo pronome equivalente, senão vejamos: para o objeto direto, caro leitor, usaremos sempre os pronomes
o e a, e, para o objeto indireto, usaremos o pronome lhe,
correto? Nesta questão, estamos diante de verbos transi‑ tivos diretos: temer, explorar e tornar. Se o verbo estiver na 3ª pessoa do plural, terá o som nasal, sendo, portanto,
no, na, nos, nas, e, com verbos terminado em r, s e z, su‑
primimos a consoante acrescentando lo, la, los, las. As‑ sim, temiam ‑no, o explorava e sabe torná ‑lo.
Alternativas A, B, D e E – ERRADAS
Gabarito oficial: alternativa C
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tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Está correta a flexão de todas as formas verbais na frase:
A) Muitos dos contemporâneos de Montesquieu con‑ viram em que ele cometia intoleráveis abusos no exercício de sua crítica.
B) o que hoje não mais constitue escândalo, à época de Montesquieu podia ser uma abominável prática social.
C) os herdeiros intelectuais de Montesquieu recom‑ poram suas ideias ao longo do tempo e as adapta‑ ram a diferentes circunstâncias.
D) Mesmo que os católicos mais críticos intervissem junto às autoridades, Montesquieu não arrefeceria o tom de suas ironias.
E) Nada faria com que um espírito crítico como o de Montesquieu detivesse sua mordacidade diante das mazelas de sua época.
Alternativa E – CERtA Alternativa A – ERRADA
O correto é convieram.
Alternativa B – ERRADA
ConstituI (cuidado, caro aluno, pois essa troca de vogais
é comum em verbos terminados em “ear”, “iar” e “uar”).
Alternativa C – ERRADA
O correto é recompuseram, pois o verbo recompor, deriva‑ do por prefixação do verbo pôr, deverá ser conjugado tal qual o primitivo.
Alternativa D – ERRADA
O verbo intervir, derivado do verbo vir por prefixação, deverá ser conjugado como tal, ou seja, se (...) viessem, se... interviessem.
Gabarito oficial: alternativa E
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tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judiciá‑
ria – 2010.
Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:
A) Por meio das Cartas persas, Montesquieu, acabou atingindo de forma inapelável, não apenas as insti‑ tuições políticas, mas também a própria Igreja Ca‑ tólica satirizada, nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima, a figura do Papa.
B) Por meio das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo, de forma inapelável, não apenas as ins‑ tituições políticas, mas também, a própria Igreja Católica; satirizada nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima a figura do Papa.
C) Por meio das Cartas persas Montesquieu acabou atingindo de forma inapelável, não apenas as insti‑ tuições políticas mas também a própria Igreja Cató‑ lica, satirizada nada mais nada menos, que em sua autoridade máxima, a figura do Papa.
D) Por meio, das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo de forma inapelável: não apenas as insti‑ tuições políticas, mas, também, a própria Igreja Ca‑ tólica; satirizada nada mais, nada menos, que em sua autoridade máxima: a figura do Papa.
Português
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E) Por meio das Cartas persas, Montesquieu acabou atingindo, de forma inapelável, não apenas as ins‑ tituições políticas, mas também a própria Igreja Católica, satirizada, nada mais, nada menos, que em sua autoridade máxima: a figura do Papa.
Alternativa E – CERtA
Note, caro leitor, na alternativa E, as vírgulas isolando os adjuntos adverbiais “Por meio de...” e “de forma inapelá‑ vel...”, as vírgulas intercalando orações aditivas: “... não apenas..., mas também...”, isolando explicação: “satiriza‑ da”, isolando termos ilustrativos, como “... nada mais, nada menos...” e o aposto determinante de atenção ao termo: “o Papa”.
Alternativa A – ERRADA
Não haverá vírgula entre “Montesquieu”, o sujeito, e “acabou”, o verbo.
Alternativa B – ERRADA
Não poderá haver vírgula após mas também.
Alternativa C – ERRADA
Vírgulas obrigatórias em após “Cartas persas” e após “instituições políticas”.
Alternativa D – ERRADA
Duas vírgulas desnecessárias no adjunto adverbial “por meio de”. Totalmente incorreto o uso de dois ‑pontos. Ex‑ cesso de vírgulas, isolando conjunções aditivas, todas elas desnecessárias.
Gabarito oficial: alternativa E
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tRE/AC – Analista Judiciário – Área Judi‑
ciária – 2010.
Atente para as seguintes afirmações:
I – o sentido da frase “Esse rei é um grande mágico: exerce seu império sobre o próprio espírito dos súdi‑ tos” não se altera caso se substitua o sinal de dois‑ ‑pontos por conquanto.
II – Na frase “o sarcasmo estende ‑se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de admi‑ ração ao encontrarem mulheres muito habilidosas (...)”, a conjunção e pode ser substituída por haja vista que. III – Com a afirmação “fazem da virgindade uma flor que perece e renasce todos os dias”, Montesquieu re‑ conhece os sinceros escrúpulos da moralidade francesa. Está correto apenas o que se afirma em
A) II. B) III. C) I e II. D) II e III. E) I. Alternativa B – CERtA
Item III – resposta certa: Perecer e renascer são ideias contrá‑ rias sendo interpretados como pontos de referência moral. Item I – resposta errada: A conjunção conquanto não po‑ deria substituir os dois ‑pontos, uma vez que represente oposição de ideias.
Item II – resposta errada: A conjunção E não estabelece relação de causa. É uma conjunção aditiva.
Alternativas A, C, D e E – ERRADAS
JUDICIÁRIA – EXECUÇÃO DE MANDADOS – 2010
Atenção: As questões de 11 a 18 referem ‑se ao texto que segue.
O poder nuclear e a civilização
Considerando que nosso futuro será, em grande parte, determinado por nossa atitude perante
a questão nuclear, é bom nos perguntarmos como chegamos até aqui, com o poder de destruir a
civilização. O que isso nos diz sobre quem somos como espécie?
Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos capazes de garantir nossa sobrevivência
mesmo tendo em mãos armas de destruição em massa? Infelizmente, armas nucleares são monstros
que jamais desaparecerão. Nenhuma descoberta científica “desaparece”. Uma vez revelada, perma‑
nece viva, mesmo se condenada como imoral por uma maioria. O pacto que acabamos por realizar
com o poder tem um preço muito alto. É irreversível. Não podemos mais contemplar um mundo
sem armas nucleares. Sendo assim, será que podemos contemplar um mundo com um futuro?
O medo e a ganância – uma combinação letal – trouxeram ‑nos até aqui. Por milhares de anos,
cientistas e engenheiros serviram o Estado em troca de dinheiro e proteção. Cercamo ‑nos de inimi‑
gos reais ou virtuais e precisamos proteger nosso país e nossos lares a qualquer preço. O patriotismo
é o maior responsável pela guerra. Não é à toa que Einstein queria ver as fronteiras abolidas.
Olhamos para o Brasil, os Estados Unidos e a Comunidade Europeia, onde fronteiras são cada
vez mais invisíveis, e temos evidência empírica de que a união de Estados sem fronteiras leva à es‑
tabilidade e à sobrevivência. A menos que as coisas mudem profundamente, é difícil ver essa esta‑
bilidade ameaçada. Será, então, que a solução – admito, extremamente remota – é um mundo sem
fronteiras, uma sociedade de fato globalizada e economicamente integrada? Ou será que existe ou‑
tro modo de garantir nossa sobrevivência a longo prazo com mísseis e armas nucleares apontando
uns para os outros, prontos a serem detonados? O que você diz?
Português
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11
tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Entre as razões que podem sustentar uma posição pes‑ simista, no que toca ao futuro de uma civilização com o poder de se destruir, estão
A) a globalização político ‑econômica e o aferrado sentimento patriótico.
B) a inevitabilidade de uma detonação nuclear e o protecionismo econômico.
C) a permanência inexorável das armas nucleares e a exacerbação do patriotismo.
D) a desintegração econômica dos Estados e o desejo de se abolirem as fronteiras.
E) o pacto com o poder a qualquer preço e a iminência de uma globalização econômica.
Alternativa C – CERtA
A resposta para esta questão está no terceiro parágrafo, quando o autor, ao citar Einstein, culpa o patriotismo como questão preponderante para a existência da guerra.
Alternativa A – ERRADA
O autor não caracteriza globalização como elemento de destruição.
Alternativa B – ERRADA
O autor não vê o processo nuclear como “inevitabilida‑ de”, ou seja, algo inevitável.
Alternativa D – ERRADA
Nesta alternativa, encontram ‑se elementos que podem servir como elementos que possam evitar a guerra nuclear.
Alternativa E – ERRADA
O autor considera a globalização uma ideia contrária à guerra nuclear.
Gabarito oficial: alternativa C
12
tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Atente para as seguintes afirmações:
I – Diante da questão das fronteiras entre os Estados, a posição do autor do texto e a de Einstein, uma vez con‑ frontadas, acusam uma séria divergência.
II – A indagação anterior a O que você diz? é um exem‑ plo de pergunta retórica.
III – o autor não isenta cientistas e engenheiros da res‑ ponsabilidade pelas consequências do emprego do po‑ der nuclear, mas não os vincula às razões de Estado. Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afir‑ ma em A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) II e III. Alternativa B – CERtA
A pergunta retórica consiste em, ao fazer a pergunta, espe‑ rar uma resposta afirmativa.
Questão típica para interpretação, caro aluno.
Item I – resposta errada: as opiniões do autor e de Eins‑ tein convergem.
Item III – resposta errada: vincula engenheiros e cientis‑ tas aos negócios de Estado.
Alternativas A, C, D e E – ERRADAS
Gabarito oficial: alternativa B
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Ao considerar que nenhuma descoberta científica “de‑
saparece” o autor sugere que
A) as evidências do progresso da ciência são tantas que não temos razões para colocá ‑lo em questão. B) nada se extingue no campo da ciência porque tudo
obedece ao princípio básico da transformação. C) os cientistas têm razões éticas para alterar o rumo
de descobertas que lhes pareçam nocivas. D) a ciência implica acumulação e preservação, e não
o descarte das suas descobertas.
E) a ciência, em seu processo de desenvolvimento, é imune à ingerência do poder político.
Alternativa D – CERtA
Atente, caro leitor, que a alternativa D nada mais é que uma paráfrase, ou seja, apenas disse com outras palavras a afirmativa do segundo parágrafo, em que o autor afir‑ ma que “nenhuma descoberta científica desaparece; uma vez revelada, permanece viva.”
Alternativa A – ERRADA
Segundo o autor, as evidências do progresso da ciência são tantas que devemos, sim, colocá ‑lo em questão.
Alternativa B – ERRADA
Segundo o texto, tudo que, na ciência, foi feito, segundo o autor, ficará “guardado” e nunca será destruído.
Alternativa C – ERRADA
Segundo o autor, o poder e a ganância sobrepõem ‑se à ética.
Alternativa E – ERRADA
Segundo o texto, a ciência subjuga ‑se poder político.
Gabarito oficial: alternativa D
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Nossa aniquilação é inevitável ou será que seremos ca‑ pazes de garantir nossa sobrevivência mesmo tendo em mãos armas de destruição em massa?
A) mesmo as tendo em mãos é correta alternativa de construção, com emprego pronominal.
B) o termo ou expressa uma alternância repetitiva. C) o segmento mesmo tendo pode ser corretamente
substituído por desde que tenhamos.
D) ou será que a seremos capazes de garantir é cor‑ reta alternativa de construção, com emprego pronominal.
E) o segmento nossa aniquilação é inevitável pode ser substituído pelo equivalente nossa conflagra‑
ção é irredutível. Alternativa A – CERtA
O verbo ter, caro aluno, é transitivo direto, exigindo a presença do pronome pessoal do caso oblíquo as, em substituição a “armas de destruição em massa”.
Alternativa B – ERRADA
Temos uma única alternativa; o termo “mesmo tendo” estabelece relação de oposição, enquanto o termo “desde que” estabelece relação de condição – apresentando senti‑ do hipotético.
Alternativa C – ERRADA
“Mesmo” estabelece relação de oposição, enquanto “des‑ de que” estabelece uma hipótese ou relação de condição.
Alternativa D – ERRADA
O correto seria “será que seremos capazes de garanti ‑la”.
Alternativa E – ERRADA
O termo “conflagração” não é sinônimo de “aniquilação”.
Gabarito oficial: alternativa A
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Está adequada a concordância verbal nesta construção: A) nem negligência, nem incúria: a combinação letal
do medo e da ganância trouxeram ‑nos até aqui. B) dizem muito, sobre nós e nossa espécie, o que nos
fez chegar até aqui?
C) diante do inimigo, real ou virtual, lançam ‑se mão dos recursos nucleares.
D) são cada vez mais difíceis considerar como perma‑ nentes as fronteiras entre os Estados.
E) repousa nas providências que levem a Estados sem fronteiras a expectativa de que sobrevivamos.
Alternativa E – CERtA
O verbo repousa concorda com o sujeito “a expectativa”. Repare, caro aluno, que o período está na ordem inversa.
Alternativa A – ERRADA
O núcleo do substantivo é combinação. Portanto, o verbo deverá estar no singular: trouxe ‑nos.
Alternativa B – ERRADA
O correto é: “diz muito... o que nos fez chegar até aqui”.
Alternativa C – ERRADA
“Lança ‑se mão.”
Alternativa D – ERRADA
“É cada vez mais difícil considerar...”
Gabarito oficial: alternativa E
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Está INADEQUADA a correlação entre os tempos e mo‑ dos verbais nesta reconstrução de uma frase do texto: A) Cercar ‑nos ‑íamos de inimigos reais ou virtuais e
precisaríamos proteger nosso país.
B) o pacto que acabássemos por realizar com o poder teria um preço muito alto.
C) A menos que as coisas venham a mudar profunda‑ mente, será difícil ver essa estabilidade ameaçada. D) tivesse sido assim, será que possamos contemplar
um mundo com futuro?
E) teria sido bom se nos houvéssemos perguntado como chegamos até aqui.
Alternativa D – CERtA
A alternativa D estaria correta se o verbo poder estivesse
no futuro do pretérito, ou seja: “... tivesse sido assim, será que poderíamos contemplar...?”.
Alternativas A, B, C e E – ERRADAS
Gabarito oficial: alternativa D
17
tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
A) Não adiantam nem o otimismo nem o pessimismo: o que urge é tomarmos providências no sentido de se dirimir nossa divisão em países com fronteiras. B) Uma das denúncias do texto constitue de fato um
alerta: que não se tome como reversível qualquer conquista a que a ciência chegue a alcançar. C) Para Albert Einstein, uma medida radical e respon‑
sável para se evitar a calamidade de uma guerra nuclear seria, pura e simplesmente, a abolição das fronteiras.
D) Conquanto não tenham em vista essa mesma fina‑ lidade, muitos cientistas e engenheiros acabam servindo aos artifícios excusos de quem lucra com a ganância.
E) Quanto mais os estados consigam se unir a despei‑ to das fronteiras, assim também haverá a evidência empírica de que sejam levados à estabilidade e à sobrevivência.
Português
21
Alternativa A – ERRADA
O correto é “não adianta...”.
Alternativa B – ERRADA
O correto é constitui.
Alternativa D – ERRADA
Há um erro ortográfico em “escuso”.
Alternativa E – ERRADA
O correto é “quanto mais... conseguirem”; a correlação verbal correta deverá ocorrer no futuro do presente do subjuntivo.
Gabarito oficial: alternativa C
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Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Indica ‑se uma construção com sentido equivalente ao de um segmento do texto em:
A) Não é à toa que Einstein queria ver as fronteiras abolidas / Com toda a razão, Einstein desejava ver abolidas as fronteiras.
B) Será, então, que a solução – admito, extremamente remota – é um mundo sem fronteiras (...) ? / A solu‑ ção, pois, advirá – digamos que a longo prazo – de um mundo não demarcado? Não só os termos "re‑
mota" e "a longo prazo" diferem na interpretação,
como também diferem no contexto intelectivo os termos sem fronteiras e não demarcado.
C) o medo e a ganância – uma combinação letal – trouxeram ‑nos até aqui / Por uma combinação mortal, aportamos no medo e na ganância. D) Uma vez revelada, permanece viva, mesmo se con‑
denada como imoral por uma maioria / Conquanto revelada, resta viva, embora acusada de imoral pela maioria.
E) o pacto que acabamos por realizar com o poder tem um preço muito alto / o que já terminamos de pactuar com o poder tem custo muito alto.
Alternativa A – CERtA
A paráfrase está perfeita.
Alternativa B – ERRADA
O termo será indica futuro hipotético, enquanto o termo “então” estabelece relação de modo, o termo “pois”, entre vírgulas, indica conclusão.
Alternativa C – ERRADA
“O medo e a ganância” – sujeito composto – agente da ação. No segundo segmento, “nós” sujeito – agente – aportamos, não havendo, por isso, a paráfrase.
Alternativa D – ERRADA
“Uma vez...” estabelece relação de causa, enquanto “con‑
quanto” estabelece hipótese.
Alternativa E – ERRADA
Desaparece a paráfrase entre os termos “preço muito alto” e “custo muito alto”.
Gabarito oficial: alternativa A
Atenção: As questões de 19 a 25 referem ‑se ao texto que segue.
Pensando os clássicos
Os pensadores da antiguidade clássica deixaram ‑nos um tesouro nem sempre avaliado em sua
justa riqueza. O filósofo Sêneca, por exemplo, mestre da corrente estoica, legou ‑nos uma série pre‑
ciosa de reflexões sobre a tranquilidade da alma – este é o título da tradução para o português. É ler
o livrinho com calma e aprender muito. Reproduzo aqui três fragmentos, para incitar o leitor a ir
atrás de todo o restante.
I. Quem temer a morte nunca fará nada em prol dos vivos; mas aquele que tomar consciência
de que sua sorte foi estabelecida já na sua concepção viverá de acordo com a natureza, e saberá que
nada do que lhe suceda seja imprevisto. Pois, prevendo tudo quanto possa de fato vir a suceder,
atenuará o impacto de todos os males, que são fardos somente para os que se creem seguros e vivem
na expectativa da felicidade absoluta.
II. Algumas pessoas vagam sem propósito, buscando não as ocupações a que se propuseram,
mas entregando ‑se àquelas com que deparam ao acaso. A caminhada lhes é irrefletida e vã, como a
das formigas que trepam nas árvores e, depois de subir ao mais alto topo, descem vazias à terra.
III. Nossos desejos não devem ser levados muito longe; permitamos ‑lhes apenas sair para as
proximidades, porque não podem ser totalmente reprimidos. Abandonando aquilo que não pode
acontecer ou dificilmente pode, sigamos as coisas próximas que favorecem nossa esperança (...). E
não invejemos os que estão mais alto: o que parece altura é precipício.
São princípios do estoicismo: aprender a viver sabendo da morte; não se curvar ao acaso, mas
definir objetivos; viver com a consciência dos próprios limites. Nenhum deles é fácil de seguir, nem
Sêneca jamais acreditou que seja fácil viver. Mas a sabedoria dos estoicos, que sabem valorizar o que
muitos só sabem temer, continua viva, dois mil anos depois.
Belarmino Serra, inédito.
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Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
No primeiro e no último parágrafo, o autor do texto busca, respectivamente,
A) particularizar a contribuição de Sêneca e resumir teses de outros filósofos da mesma época. B) apresentar linhas gerais do pensamento estoico e
resumir três teses de Sêneca.
C) valorizar a atualidade da filosofia estoica e ressal‑ tar os aspectos místicos dessa doutrina.
D) destacar a contribuição do pensamento de Sêneca e enunciar alguns fundamentos estoicos.
E) contextualizar os filósofos estoicos e repropor te‑ ses que derivam dessa filosofia.
Alternativa D – CERtA
Na alternativa D, encontramos a síntese dos parágrafos introdutório e conclusivo do texto.
Alternativa A – ERRADA
Não encontramos no texto o resumo de teses de outros filósofos.
Alternativa B – ERRADA
Temos a apresentação, e não o resumo das teses.
Alternativa C – ERRADA
Não há aspectos místicos apresentados ou argumentos que possam levar o leitor a esse fim.
Alternativa E – ERRADA
O texto coloca em evidência as teses de Sêneca, mas não contextualiza os filósofos estoicos.
Gabarito oficial: alternativa D
20
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Atente para as seguintes afirmações:
I – No fragmento I, Sêneca vê como injustificável e in‑ consequente nosso medo de morrer, pois isso nos leva a não confiar nas surpresas positivas da vida.
II – No fragmento II, Sêneca vale ‑se do exemplo das formigas para ilustrar o malogrado esforço de quem busca reconhecimento para suas virtudes.
III – No fragmento III, Sêneca lembra que a esperança humana deve estar associada a desejos que não extra‑ polem nossas possibilidades.
Está correto APENAS o que se afirma em A) I. B) II. C) III. D) I e II. E) II e III. Alternativa C – CERtA
Item I – resposta errada: Sêneca dá como injustificável ou inconsequente o medo de morrer – que o ser humano traz consigo – apenas justifica que este medo leva ‑nos a não aceitar o imprevisto.
Item II – resposta errada: ao usar como exemplo as for‑ migas, Sêneca não se refere à busca do reconhecimento para suas virtudes, mas, sim, pela atitude irrefletida e inútil que causa o imprevisível.
Alternativas A, B, D e E – ERRADAS
Gabarito oficial: alternativa C
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Considerando ‑se o contexto, traduz ‑se adequadamen‑ te o sentido de um segmento em:
A) avaliado em sua justa riqueza = examinado judicio‑ samente.
B) sua sorte foi estabelecida já na sua concepção = desde o início seu destino foi malogrado.
C) A caminhada lhes é irrefletida = o caminho parece‑ ‑lhes sem sentido.
D) não podem ser totalmente reprimidos = não são passíveis de absoluta prevenção.
E) que favorecem nossa esperança = que permitem sermos esperançosos.
Português
23
Alternativa A – ERRADA
Avaliar não se traduz em examinar.
Alternativa B – ERRADA
Não há identidade entre os termos concepção e início.
Alternativa C – ERRADA
Não há também identificação entre os termos irrefletido e
sem sentido.
Alternativa D – ERRADA
Não há sinonímia entre “repreensão” e “prevenção”.
Gabarito oficial: alternativa E
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Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
As normas de concordância verbal estão plenamente acatadas na frase:
A) Não devem os leitores de hoje imaginar que ca‑ biam aos filósofos antigos preocupar ‑se com ques‑ tões que já não fazem sentido.
B) Leitores de hoje, não devemos imaginar que a um filósofo clássico ocorressem tão somente questões específicas de sua época histórica.
C) Nenhum de nossos desejos, de acordo com Sêneca, deveriam transpor nossos limites, fronteiras que se deve sempre determinar.
D) A cada um dos princípios do estoicismo devem cor‑ responder, como se postulavam entre os estoicos, lúcida e consequente iniciativa nossa.
E) Àqueles que não temem refletir sobre a morte reserva ‑se as recompensas de uma das mais lúcida e mais intensa.
Alternativa B – CERtA
Ocorre uma silepse, ou seja, a concordância é com a ideia, e não com a gramática: “Leitores de hoje, não devemos imaginar...” coloca ‑se o vocativo na 3ª pessoa – leitores –, passando o verbo para a 1ª pessoa – nós –, concluindo que o autor também coloca ‑se como leitor.
Alternativa A – ERRADA
O período está na ordem inversa, caro leitor; sugerimos, nessa situação, que o aluno coloque ‑o na ordem direta, ou seja: “preocupar ‑se com questões que já não fazem sen‑ tido, não cabia aos filósofos antigos”.
Alternativa C – ERRADA
O pronome indefinido nenhum está no singular, obrigan‑ do o verbo a concordar com ele (pronome), ficando, as‑ sim, no singular: “Nenhum (...) deveria transpor...”.
Alternativa D – ERRADA
Ocorre problema de concordância: “A cada um dos prin‑ cípios deve corresponder (...) iniciativa nossa”.
Alternativa E – ERRADA
Problemas com a voz passiva sintética que levam a erros de concordância – “... reservam ‑se as recompensas”.
Gabarito oficial: alternativa B
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
A construção que Não admite transposição para voz passiva é:
A) os que vivem na expectativa da felicidade absoluta. B) os pensadores da antiguidade clássica deixaram‑
‑nos um tesouro.
C) Sigamos as coisas próximas.
D) E não invejemos os que estão mais alto. E) Favorecem nossa esperança.
Alternativa A – CERtA
O verbo viver é intransitivo, não permitindo, portanto, a voz passiva.
Alternativa B – ERRADA
“... um tesouro foi ‑nos deixado pelos pensadores da anti‑ guidade.”
Alternativa C – ERRADA
“... as coisas próximas sejam seguidas.”
Alternativa D – ERRADA
“... e não sejam invejados os que estão mais alto.”
Alternativa E – ERRADA
“... nossa esperança seja favorecida.”
Gabarito oficial: alternativa A
24
tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:
A) o pensamento clássico encerra uma riqueza em cujo valor poucos prestam o devido reconhecimento. B) A morte, cujo o temor nos faz querer esquecer dela,
é uma questão permanente da filosofia estoica. C) Quase nunca atentamos para os limites a que deve‑
mos impor aos nossos desejos.
D) Nossas esperanças não devem projetar ‑se para além do espaço cujo domínio estamos assegurados. E) Quem vagueia sem propósito pela vida fere um dos
princípios de que os estoicos jamais descuram.
Alternativa E – CERtA
O substantivo “princípio” rege a preposição de: “... princí‑ pio de que...”.
Alternativa A – ERRADA
“... riqueza a cujo valor poucos prestam o devido reco‑ nhecimento.”
Alternativa B – ERRADA
O pronome “cujo” não aceita artigo após “... cujo X temor...”.
Alternativa C – ERRADA
“... limites X que devemos impor aos nossos desejos.” O verbo impor é transitivo direto e indireto, ou seja, quem
impõe algo o impõe a alguém. Não existe, portanto, a pre‑
posição A antes do pronome QUE.
Alternativa D – ERRADA
“... a cujo domínio estamos assegurados.” O uso da prepo‑ sição A é obrigatório, pois quem está assegurado está asse‑ gurado A.
Gabarito oficial: alternativa E
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tRt/9ª Região – Analista Judiciário – Área
Judiciária – Execução de Mandados – 2010.
É preciso CoRRIGIR, por falha estrutural, a redação da frase:
A) Não empreendamos caminhadas sem primeiro de‑ finir o trajeto a seguir, o esforço a despender, os objetivos a alcançar.
B) temerárias são as jornadas que mal definimos seus objetivos, assim como não avaliamos o esforço cujo trajeto nos exigirá.
C) Quando não definimos o trajeto a cumprir e o es‑ forço a despender em nossa caminhada, ela não nos trará qualquer recompensa.
D) Dificilmente algum objetivo será alcançado numa caminhada para a qual não previmos um roteiro a ser seguido com segurança.
E) Nenhum benefício poderemos colher de uma via‑ gem para a qual não nos preparamos com um míni‑ mo de cuidados e de antecedência.
Alternativa B – CERtA
Há um desvio gramatical na alternativa devido à omis‑ são da preposição EM. Com a devida correção, teremos: “Temerárias são as jornadas em que mal definimos seus objetivos...”.
Alternativas A, C, D e E – ERRADAS