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FACT INVESTMENTS GESTÃO DE RECURSOS LTDA.

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Academic year: 2021

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Empresa:

Fact Investments Gestão de Recursos Ltda.

Documento:

Política de Gestão de Risco

Atualização:

13/06/2016

(2)

1.

RISCOS ABORDADOS

2

1.1. RISCO DE MERCADO 2 1.2. RISCO OPERACIONAL 2 1.3. RISCO DE CRÉDITO 2 1.4. RISCO DE LIQUIDEZ 2 1.5. RISCO LEGAL 2

2.

ESTRUTURA PARA O GERENCIAMENTO DOS RISCOS

3

2.1. RISCO DE MERCADO 3

2.2. RISCO OPERACIONAL 3

2.3. RISCO DE CRÉDITO E CONTRAPARTE 4

2.4. RISCO DE LIQUIDEZ 4

2.5. RISCO DE LEGAL 5

3.

ESTRUTURAS COMPLEMENTARES DE APOIO AO GERENCIAMENTO DOS RISCOS

5

3.1. COMPLIANCE 5

3.2. ADMINISTRADORA DE FUNDOS 5

4.

ESCOPO DE ATUAÇÃO DA ÁREA DE RISCO

6

5.

INFORMAÇÕES PARA DECISÃO DE INVESTIMENTO

6

(3)

1. RISCOS ABORDADOS

Esta Política tem o objetivo de apresentar o modelo de gerenciamento de risco adotado pela Fact Investments Gestão de Recursos Ltda. (“Fact”), nos termos artigo 23, § 1°, incisos da Instrução CVM nº 558/2015.

Abaixo, seguem os riscos abordados neste documento:

1.1. Risco de Mercado

Risco de Mercado trata sobre a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado. O risco de mercado inclui os riscos das operações sujeitas à flutuação das variáveis macroeconômicas, como juros, câmbio, inflação, entre outras. O controle desse risco será feito pela gestora com o apoio dos relatórios dos administradores dos fundos, pelo método do VaR e Stress Test. Todos os fundos geridos pela Fact estão submetidos aos controles de risco de mercado.

1.2. Risco Operacional

Risco Operacional trata sobre a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas ou sistemas. Esse risco será controlado pela Diretoria de Risco da gestora, com o apoio da área de compliance. A Diretoria de Risco tem autonomia para implantação dos controles necessários, estando subordinada apenas ao Comitê Executivo.

1.3. Risco de Crédito e Contraparte

Risco de Crédito trata sobre a avaliação da possibilidade de perdas resultantes do não recebimento de valores em decorrência da incapacidade econômico-financeira do emissor de honrar suas obrigações. Esse risco será avaliado e controlado pelo Comitê de Investimentos da Fact, juntamente com os relatórios da área de research, submetidos à Diretoria de Gestão de Investimentos.

O Comitê de Investimentos da Fact também analisará, quando vier a ser necessário, riscos de crédito relativos à aquisição de ativos financeiros representativos de dívidas ou obrigações não soberanas (“Créditos Privados”), em conformidade com as exigências do Artigo 28 do Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas de Fundos de Investimento, de 24/04/2014.

1.4. Risco de Liquidez

Sobre Risco de Liquidez, o mesmo consiste na possibilidade de a Fact não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias, bem como não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado. O Risco de Liquidez pode ser subdividido em Risco de Liquidez de Fluxo de Caixa e Risco de Liquidez de Mercado.

a) Risco de Liquidez de Fluxo de Caixa: esta definição se refere ao perfil de descasamento do passivo e ativo de um fundo.

b) Risco de Liquidez de Mercado: é o risco de incorrer em perdas ao liquidar uma ou mais posições devido a variações dos preços dos ativos. Quanto maior for o prazo necessário para liquidar uma posição, maior o seu risco.

1.5. Risco Legal

O risco legal pode ser definido como uma medida numérica da incerteza dos retornos de uma instituição caso seus contratos não possam ser legalmente amparados por falta de representatividade por parte de um negociador, por documentação insuficiente, insolvência ou ilegalidade.

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2. ESTRUTURA PARA O GERENCIAMENTO DOS RISCOS

A Fact possui sistemas adequados para o bom fluxo das operações, eficiente backup de informações relevantes, equipamentos de primeira geração e pessoal qualificado para a mensuração e controle permanente das exposições aos riscos. Além disso, possui Comitês de Risco e de Investimentos, subordinados diretamente ao Comitê Executivo, responsáveis pela definição do critério de alocação de recursos, bem como pela definição da margem de segurança do risco de liquidez. As reuniões dos Comitês poderão ser convocadas pela Diretoria Executiva sempre que houver fato que as justifiquem. Diante deste contexto, estarão minimizadas todas as vertentes de risco abordadas nesta política. Segue abaixo uma objetiva descrição dos controles implementados:

2.1. Risco de Mercado

Com base nos relatórios do administrador, a Fact realizará internamente: a) Controle de exposição por ativos.

b) Controle de exposição setorial. c) Controle de duration.

d) Controle de fluxo de caixa e relatórios complementares.

Além destes controles, a Fact poderá se utilizar das seguintes ferramentas técnicas para avaliação de risco de seus investimentos:

a) VAR (Value-At-Risk): é a medida estatística da variação máxima potencial no valor de uma carteira de investimentos financeiros, dado determinado nível de probabilidade, para um intervalo de tempo.

b) Volatilidade: é a sensibilidade evidenciada pela cotação de um ativo ou de uma carteira de ativos às variações globais dos mercados financeiros. Indica o grau médio de variação das cotações de um ativo em um determinado período. Ocorre quando a cotação do ativo tem variações frequentes e intensas.

c) Índice de Sharpe: é o cálculo que leva em consideração a volatilidade e o retorno do fundo acima do benchmark. Quanto maior o retorno e menor o risco, maior será o índice de Sharpe. d) Tracking Error: é a medida, em percentual de quão aproximadamente um portfólio replica o

seu benchmark.

2.2. Risco Operacional

Os itens listados a seguir representam as medidas internas adotadas para mitigação do Risco Operacional:

a) Adoção de sistema para controle de limites.

b) Avaliação da eficiência operacional das contrapartes. c) Manutenção do sistema de backups e outros de relevância.

d) Avaliação e identificação dos riscos operacionais de novos produtos, processos, atividades e sistemas envolvidos em momento antes da implantação.

e) Criação de filtros para identificação, avaliação, monitoramento e de mitigação do risco operacional.

f) Conferência de operações ao final do dia e verificação dos relatórios das contrapartes. g) Observância do manual de marcação a mercado.

h) Monitoramento, administração, manutenção e atualização de sistema de controle dos riscos operacionais.

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2.3. Risco de Crédito e Contraparte

Com relação ao Risco de Crédito, a Fact realiza os seguintes processos:

a) Controle do cumprimento das obrigações pela contraparte em uma eventual operação. b) Controle dos recebimentos das obrigações devidas por parte do emissor de um título ou

cedente de crédito.

c) Avaliação da qualidade de risco de emissores e contrapartes.

d) Atribuição de Ratings e classificação da qualidade de risco de emissores e contrapartes para processos internos de crédito.

e) Otimização de portfólios.

f) Precificação de papéis emitidos por empresas não financeiras e bancos. g) Marcação a Mercado para papéis não apreçados pela Anbima.

h) Estabelecimento de limites para emissores e contrapartes.

Quando diante da oportunidade de aquisição de créditos privados, a Fact fará a análise de risco caso-a-caso, respeitando, em caráter incondicional, os limites por emissor e por modalidade de ativos de crédito referidos nos regulamentos dos fundos sob sua gestão. Ainda assim, tal análise, não se limitando a, terá um roteiro indicativo base, o qual terá como foco o devedor, seus garantidores e a natureza da operação.

Análise do devedor e seus garantidores: Sem prejuízo de outras variáveis que se mostrarem necessárias, essa vertente da análise observará a situação econômico-financeira da empresa, bem como seu grau de endividamento, sua capacidade de gerar resultados financeiros, seu fluxo de caixa, sua pontualidade no pagamento de suas obrigações, seus planos de contingência e o setor de atividade econômica na qual se insere.

Análise da operação: De maneira análoga, serão observadas a natureza e a finalidade da operação, bem como a existência e as características das garantias (sobretudo a liquidez e a suficiência), o rating do crédito – quando aplicável –, o prazo da operação, a taxa de juros, a duration, a convexidade, a volatilidade e o risco de fungibilidade de caixa – quando verificado que a cobrança ocorre em conta corrente de titularidade do cedente.

A Fact negocia prioritariamente ativos listados em bolsa. Os intermediários e custodiantes são selecionados mediante critérios qualitativos que levam em consideração o patrimônio da instituição e a porcentagem de Market Share nos mercados onde atua.

2.4. Risco de Liquidez

Na Fact, o gerenciamento do risco de liquidez dos ativos é realizado pela área de Risco, não havendo qualquer subordinação com a Área de Operações ou com o Gestor dos fundos. Tal fato garante total independência na elaboração dos critérios e na execução dos procedimentos abaixo:

a) Controle de fluxo de caixa.

b) Controle diário de liquidez dos ativos. c) Controle de lastros e depósitos de margens.

d) Definição de cenários hipotéticos de liquidação de posições.

O controle dos ativos das carteiras sob gestão é feito diariamente por meio de controle próprio. Os administradores dos fundos sob gestão realizam o monitoramento dos limites de enquadramento de cada portfólio.

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É importante mencionar que em alguns casos, a estratégia de uma carteira é elaborada com foco em estruturas fechadas e com ativos de pouca liquidez. Nestas situações, os critérios de gerenciamento de risco de liquidez não se aplicam e não é feito monitoramento específico por índices de liquidez.

As carteiras sob gestão da Fact não realizam operações de compra e venda de ações, derivativos, venda a descoberto, aluguel de ações etc.

2.5. Risco de Legal

A Fact será assessorada por escritório externo, que será consultado previamente a qualquer operação que envolva aquisição de risco de crédito em eventuais operações estruturadas;

Este escritório externo dará suporte à gestora em eventuais conflitos entre a gestora e seus parceiros operacionais.

As principais subáreas do risco legal estão relacionadas a seguir:

a) Risco de legislação: é o risco de perdas resultante de sanções por reguladores e indenizações por danos a terceiros por violação da legislação vigente. Exemplos: multas por não cumprimento de exigibilidade e indenizações pagas a clientes por não cumprimento da legislação.

b) Risco tributário: definido como o risco de perdas em virtude da criação ou nova interpretação da incidência de tributos. Dois exemplos são dados por:

 Criação de impostos novos sobre ativos e/ou produtos e;

 Recolhimento de novas contribuições sobre receitas, não mais sobre lucros.

c) Risco contratual: considera-se o risco de perdas em razão de julgamentos desfavoráveis por contratos omissos, mal redigidos ou sem o devido amparo legal. Três exemplos são dados:

 Pessoa sem poder para assinar contratos, representante da instituição;

 Não execução pronta de garantias, requerendo o acionamento do departamento jurídico e;

 Responsabilidades cobertas nos contratos de terceirização colocadas de maneira pouco objetiva.

3. ESTRUTURAS COMPLEMENTARES DE APOIO AO GERENCIAMENTO DOS RISCOS

3.1. Compliance

A área de Compliance da Fact frequentemente verifica os procedimentos de forma independente das áreas de negócios. Com isto, garante a conformidade destes procedimentos com a legislação vigente, bem como com as normas da gestora. Estão entre suas atribuições:

a) Manutenção dos manuais da instituição.

b) Acompanhamento da política de negociação dos sócios, colaboradores, estagiários, e prestadores de serviços.

c) Realização de testes de aderência entre as rotinas operacionais e as normas da instituição. d) Promoção do permanente aperfeiçoamento dos processos executados na instituição.

3.2. Administradora de Fundos

Serão utilizadas como apoio para o gerenciamento dos riscos de mercado e para o enquadramento dos fundos os relatórios das instituições administradoras dos fundos. No caso do gerenciamento de risco, o controle é baseado nos métodos de VaR (Value at Risk) e Stress Testing, podendo ser complementados pelos já mencionados anteriormente.

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Com relação ao enquadramento, será verificado no relatório do administrador a aderência das posições de cada fundo em relação aos limites estabelecidos na legislação vigente.

4. ESCOPO DE ATUAÇÃO DA ÁREA DE RISCO

O Diretor da área de Risco terá as seguintes responsabilidades: a) Controle dos riscos mencionados no corpo desta Política.

b) Participação em todos os Comitês (Investimentos; Macroeconomia; Risco e Compliance e; Remuneração).

c) Parametrização dos riscos assumidos por cada fundo de investimentos gerido internamente. d) Manutenção e atualização do Política de Gestão de Risco, junto à área de Compliance. e) Fornecimento de informações de risco a outras áreas e clientes.

f) Acompanhamento e checagem dos preços informados pelo administrador. g) Elaboração de relatórios gerenciais para apoio à área de gestão.

Também compete à Área de Risco advertir aos gestores quando os limites de risco estiverem próximos. Quando necessário, a mesma possui autonomia para agir no sentido de regularizar eventual desenquadramento em relação aos limites estabelecidos.

5. INFORMAÇÕES PARA DECISÃO DE INVESTIMENTO

Na Fact, os potenciais investidores são previamente informados, antes de tomarem qualquer decisão de investimento, sobre os riscos inerentes às operações financeiras internamente estruturadas. Todas as informações relevantes são disponibilizadas para a avaliação dos fatores de risco.

Nos casos de investimentos em ativos sem liquidez ou liquidez considerada reduzida, todos os seus riscos associados serão cuidadosamente levantados e informados, levando-se em conta todos os critérios abordados nesta Política

Dentre as informações mais relevantes para o investidor, a Fact destaca, os créditos ou outros ativos que podem integrar a carteira de um Fundo que estão sujeitos a flutuações de mercado e/ou a riscos de crédito das contrapartes e podem gerar perdas até o montante das operações contratadas e não liquidadas.

6. DISPOSIÇÕES FINAIS

As informações constantes neste relatório serão atualizadas com base na seguinte periodicidade: a) Anual, para as informações de natureza qualitativa, ou quando houver alteração relevante e;

b) Trimestral, relativamente às datas-bases de 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 e dezembro, para as informações de natureza quantitativa.

A atualização das informações será realizada no prazo máximo de sessenta dias para as datas-bases de 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro, e de noventa dias para a data-base de 31 de dezembro.

Referências

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