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Academic year: 2021

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16°

TÍTULO: O EMPODERAMENTO DO JURISDICIONADO COMO MEIO PARA A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

TÍTULO:

CATEGORIA: EM ANDAMENTO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS ÁREA:

SUBÁREA: DIREITO SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS - FEOB INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): ADRIANA CAMPOS MESQUITA SILVA AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ROSANA RIBEIRO DA SILVA ORIENTADOR(ES):

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I- INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A presente pesquisa visa ressaltar a importância dos meios alternativos de resolução de conflitos, tais como a mediação e a conciliação, promovendo desta forma a efetividade processual e a pacificação social, estimulando assim o jurisdicionado, através da autocomposição, a melhor resolver seus conflitos sem necessidade de recorrer à via judicial.

Com a edição da Resolução nº125/2010, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu a Política Judiciária Nacional de tratamento dos conflitos de interesses, com o objetivo expresso em seu artigo 1º de assegurar a todos o direito à solução dos conflitos. E em junho de 2015 foi editada a Lei nº 13140, que em seu artigo 24 estabelece que os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação, pré-processuais e processuais, e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.

O Novo Código de Processo Civil, que entrou em vigor em março de 2016, também instituiu a conciliação e a mediação como pilares de um novo modelo do processo civil brasileiro, onde estes meios passam a fazer parte de um sistema integrado de resolução de disputas.

II- OBJETIVOS E HIPÓTESES

Tanto a mediação como a conciliação são meios alternativos de resolução de conflitos por meio dos quais, com auxílio de um terceiro para tanto capacitado, as partes constroem um acordo que resolva o conflito sem que seja necessária decisão judicial, restando ao magistrado a função de homologar o acordo realizado e que pela vontade das partes colocou fim ao conflito judicializado.

O mediador atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo prévio entre as partes, auxiliando os interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções

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consensuais que gerem benefícios mútuos e que potencialize futuras soluções consensuais em eventuais novos conflitos.

Já na conciliação, o conciliador deve se manter igualmente neutro, podendo, todavia, incentivar as partes à resolução consensual do conflito, manifestando inclusive sua opinião sobre a solução mais justa e adequada para o conflito.

O objetivo da pesquisa é analisar a mediação e a conciliação como mecanismos modernos e eficazes para a pacificação social, atendendo assim o princípio da efetividade processual através da promoção do empoderamento e da validação da atuação dos jurisdicionados como aptos a buscarem por si próprios solução para os conflitos em que possam se ver envolvidos.

III- METODOLOGIA

A metodologia empregada na pesquisa será quantitativa, através da análise de dados estatísticos disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça do período que vai dos anos de 2016 a 2017, de forma a demonstrar no Estado de São Paulo o número de comarcas existentes e quantas destas comarcas têm CEJUSC instalado, qual o número de ações, quantas foram resolvidas através da pacificação e qual o número de reincidências.

Como forma de complementação pretendo apontar, das sessões realizadas no CEJUSC da cidade de São João da Boa Vista, de agosto de 2016 à agosto de 2017, quantos acordos foram obtidos e como foi seu procedimento.

E através da analise dos dados quantitativos obtidos será possível analisar se está sendo colocado à disposição das pessoas este meio de pacificação social e assim confirmar se vem atingido seu objetivo de propiciar o empoderamento dos jurisdicionados das formas de resolução pacifica de conflitos nos quais venham a se encontrar envolvidos.

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IV- RESULTADOS ESPERADOS

O bom andamento do procedimento das audiências depende, justamente, da vontade e da colaboração das partes. E através disso espera-se o empoderamento, ou seja, a conscientização do jurisdicionado de que a utilização dos meios alternativos de resolução de conflitos é o método mais eficaz para se obter o acesso à justiça de forma satisfatória ao capacitá-lo para a utilização de tais meios na solução de seus próprios conflitos.

V- IMPACTOS DO PROJETO PARA A ÁREA DO CONHECIMENTO

Desta forma, para se alcançar o princípio de acesso integral à justiça e da efetividade processual foi necessário que houvesse uma reformulação dos institutos processuais. E os meios alternativos de resolução de conflitos podem se comprovar como instrumentos úteis e eficientes para resolução dos conflitos e pacificação social, devendo assim, ter caráter preferencial, prioritário e educacional da população na nova cultura da paz.

VI- CONTRIBUIÇÃO DO PROJETO PARA INOVAÇÃO DE

PRODUTOS, PROCESSOS OU POLÍTICAS PÚBLICAS

Diante de uma sociedade de consumo e globalizada em que vivemos hoje, os mecanismos processuais tradicionalmente, eminentemente adversariais, utilizados para dirimir os conflitos vem se mostrando ineficazes, sendo necessário aprimorar e ampliar as formas efetivas de acesso à justiça.

Sendo assim, os meios alternativos de resolução de conflitos, que ganharam relevância com o advento do Novo Código de Processo Civil, confere ao cidadão um tutela jurisdicional mais eficaz, diminuindo, deste modo, a carga do serviço judiciário e o retardo da prestação jurisdicional, além de capacitar os jurisdicionados para a solução de seus próprios conflitos.

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VII- CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

 Início do Programa de Iniciação Científica – 02 de agosto de 2016  Organização de cursos, palestras, workshop aos participantes do

programa de iniciação científica – outubro de 2016  Relatório Parcial – até 31 de janeiro de 2017

 Organização de cursos, palestras, workshop aos participantes do programa de iniciação científica – abril de 2017

 Relatório Final – até 30 de setembro de 2017

 Encontro Científico Acadêmico da UNIFEOB – Novembro de 2017

VIII- REFERÊNCIAS

- Rosenberg. Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para

aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais I Marshall B.

Rosenberg ; [tradução Mário Vilela]. -São Paulo: Ágora, 2006.

- LEI Nº 13.140, DE 26 DE JUNHO DE 2015: Dispõe sobre a mediação entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Brasília, 26 de junho de 2015

- RESOLUÇÃO Nº 125, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010: Dispõe sobre a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências. Conselho Nacional de Justiça

- TARTUCE, Fernanda. Mediação nos conflitos civis. São Paulo, Método, 2008. ___________ Mediação no novo CPC.

- Conciliação e Mediação: Estruturação da Política Judiciária Nacional – Coordenadores Ministro Antonio Cezar Peluso e Morgana de Almeida Richa, Editora Gen/Forense, 2011.

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- Alguns aspectos relevantes sobre a mediação de conflitos. Adolfo Braga Neto. In: SALES, Lídia Maia de Morais (Org.). Estudos sobre mediação e arbitragem. Rio de Janeiro: ABC Ed., 2003.

- O que é Mediação de Conflitos. Adolfo Braga Neto e Lia Regina Castaldi Sampaio. São Paulo: Ed. Brasiliense, 2007.

- Fundamentos da Mediação e da Conciliação. Petrônio Calmon. São Paulo: Ed.Forense, 2007.

- Como chegar ao sim. FISHER, Roger; URY, William; PATTON, Bruce. São Paulo: Imago, 1994.

- Mediação no Judiciário – Teoria na Prática e Prática na Teoria, Organização Claudia Frankel Grosman e Helena Gurfinkel Mandelbaum, Primavera Editorial, 2011.

- Dinâmica da Mediação. SIX, Jean-François.Tradução de Águida Arruda Barbosa, Eliana Riberti Nazareth e Giselle Groeninga. Belo Horizonte: Del Rey, 2001.

- Mediação – Teoria e Prática e Guia para Utilizadores e Profissionais. VEZZULLA, Juan Carlos. Edição Conjunta. Lisboa: Agora Publicações Ltda., 2001-a.

- Mediação: um projeto inovador. WATANABE, Kazuo. Brasília: Conselho da Justiça Federal, 2002-a. p. 70 (Série Cadernos do CEJ. v. 22).

- Cultura da sentença e cultura da pacificação. WATANABE, Kazuo. In: MORAES, Mauricio Zanoide; YARSHELL, Flávio Luiz (Coords.). Estudos em homenagem à professora Ada Pellegrini Grinover. São Paulo: DPJ Ed., 2005-b, p. 684-690.

Referências

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