Centro III
Curso de Engenharia de Automa¸c˜ao e Controle
Curso de Engenharia Sanit´aria e Ambiental
Curso de Engenharia da Computa¸c˜ao
Curso de Engenharia de Produ¸c˜ao
´
Algebra Linear
e
Geometria Anal’itica
por
Prof.Dr. Claus Haetinger – e-mail: [email protected] URL http://ensino.univates.br/˜chaet
e
Profa.Drnda. M. Madalena Dullius – e-mail: [email protected]
1 Introdu¸c˜ao 1
2 O Plano 5
3 O Espa¸co 19
4 Curvas Planas, Equa¸c˜oes Param´etricas e Coordenadas
Po-lares 27 5 Matrizes 58 5.1 Introdu¸c˜ao . . . 58 5.2 Conceito . . . 58 5.3 Tipos Especiais . . . 61 5.3.1 Exemplos . . . 62 5.4 Opera¸c˜oes . . . 63 5.4.1 Adi¸c˜ao . . . 64 5.4.2 Subtra¸c˜ao . . . 65
5.4.3 Multiplica¸c˜ao por um N´umero Real . . . 66
5.4.4 Multiplica¸c˜ao de Matrizes . . . 67
5.4.5 Transposi¸c˜ao . . . 74
5.5 Exerc´ıcios de Fixa¸c˜ao e Problemas de Aplica¸c˜ao . . . 75
5.6 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 83
6 Sistemas Lineares 87 6.1 Introdu¸c˜ao . . . 87
6.2 Conceitos . . . 88
6.3 Forma Escalonada . . . 90
6.3.1 Opera¸c˜oes Elementares . . . 91
6.3.2 Procedimento para a Redu¸c˜ao de uma Matriz `a Forma Escalonada . . . 92
6.4 Sistema Linear Escalonado . . . 93
6.4.1 Resolu¸c˜ao de um Sistema Linear Escalonado . . . 94
6.4.2 Escalonamento de um Sistema Linear . . . 94 i
6.4.3 Algoritmo que Reduz uma Matriz `a Forma Escalonada
Reduzida por Linhas . . . 95
6.5 Solu¸c˜oes de um Sistema Linear . . . 95
6.5.1 Exemplos . . . 97
6.6 Exerc´ıcios de Fixa¸c˜ao e Problemas de Aplica¸c˜ao . . . 97
6.7 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 101
7 Determinante e Matriz Inversa 104 7.1 Breve Relato Hist´orico . . . 104
7.2 Conceitos . . . 104
7.3 Determinante . . . 105
7.3.1 Desenvolvimento de Laplace . . . 108
7.4 Matriz Adjunta – Matriz Inversa . . . 109
7.5 Regra de Cramer . . . 111
7.6 M´etodo Pr´atico para Encontrar A−1 . . . 115
7.7 Exerc´ıcios de Fixa¸c˜ao e Problemas de Aplica¸c˜ao . . . 116
7.8 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 117
8 Introdu¸c˜ao `as Transforma¸c˜oes Lineares 118 9 Espa¸cos Vetoriais 131 9.1 Introdu¸c˜ao . . . 131
9.2 Vetores no Plano e no Espa¸co . . . 131
9.2.1 Vetores no Plano . . . 132 9.2.2 Vetores no Espa¸co . . . 135 9.3 Espa¸cos Vetoriais . . . 136 9.3.1 Exemplos . . . 137 9.4 Subespa¸cos Vetoriais . . . 137 9.4.1 Exemplos . . . 138 9.4.2 Contra-Exemplos . . . 138 9.4.3 Propriedades . . . 140 9.4.4 Exemplos . . . 140 9.4.5 Exemplos . . . 141 9.5 Combina¸c˜ao Linear . . . 142 9.5.1 Exemplos . . . 142
9.6 Dependˆencia e Independˆencia Linear . . . 143
9.6.1 Exerc´ıcios . . . 143
9.7 Base de Um Espa¸co Vetorial . . . 143
9.7.1 Exemplos . . . 144
9.7.2 Exemplos . . . 145
9.8 Mudan¸ca de Base . . . 147
9.8.1 A Inversa da Matriz de Mudan¸ca de Base . . . 149
9.8.2 Exemplos . . . 149
9.9 Exerc´ıcios de Fixa¸c˜ao e Problemas de Aplica¸c˜ao . . . 151
10 Aprofundamento Sobre Transforma¸c˜oes Lineares 156
10.1 Introdu¸c˜ao . . . 156
10.2 Exemplos . . . 157
10.3 Transforma¸c˜oes do Plano no Plano . . . 158
10.3.1 Expans˜ao (ou Contra¸c˜ao) Uniforme . . . 158
10.3.2 Reflex˜ao em Torno do Eixo ~OX . . . 159
10.3.3 Reflex˜ao pela Origem . . . 159
10.3.4 Rota¸c˜ao de um ˆangulo θ . . . 160
10.3.5 Cisalhamento Horizontal . . . 161
10.3.6 Transla¸c˜ao . . . 161
10.4 Conceitos e Teoremas . . . 161
10.5 Transforma¸c˜oes Lineares e Matrizes . . . 164
10.6 Aplica¸c˜oes `a ´Optica . . . 169
11 Desigualdades Lineares 174 12 Variedades Lineares, Conjuntos Convexos e Programa¸c˜ao Linear 180 12.1 Introdu¸c˜ao . . . 180
12.2 Aplica¸c˜oes . . . 181
12.3 T´opicos da Programa¸c˜ao Linear . . . 182
12.4 Metodologia de Resolu¸c˜ao . . . 182
12.5 Conjuntos Convexos . . . 182
12.5.1 Exemplos . . . 183
12.5.2 Caracteriza¸c˜ao Geom´etrica dos V´ertices . . . 188
12.6 Introdu¸c˜ao `a Programa¸c˜ao Linear . . . 189
12.6.1 T´opicos sobre Produto Interno . . . 189
12.6.2 M´etodo Geom´etrico . . . 190
12.6.3 Teorema Fundamental da PL . . . 193
12.6.4 Conclus˜ao . . . 194
12.7 Exerc´ıcios de Fixa¸c˜ao e Problemas de Aplica¸c˜ao . . . 194
12.8 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 199
13 Curvas Cˆonicas 201 13.1 A Elipse . . . 201
13.1.1 Equa¸c˜ao Reduzida da Elipse com Centro na Origem e Focos sobre os Eixos Coordenados . . . 202
13.1.2 Equa¸c˜ao da Elipse Cujos Eixos s˜ao Paralelos aos Eixos Coordenados . . . 203
13.1.3 Posi¸c˜ao Relativa entre Reta e Elipse . . . 204
13.2 A Par´abola . . . 205
13.2.1 Equa¸c˜ao Reduzida da Par´abola com V´ertice na Ori-gem e Foco sobre um dos Eixos Coordenados . . . 205
13.2.2 Equa¸c˜ao Reduzida da Par´abola Cujo Eixo de Simetria ´e Paralelo a um dos Eixos Coordenados . . . 207
13.2.3 Posi¸c˜ao Relativa entre Reta e Par´abola . . . 207
13.3.1 Equa¸c˜ao Reduzida da Hip´erbole com Centro na
Ori-gem e Focos sobre os Eixos . . . 209
13.3.2 Equa¸c˜ao Reduzida da Hip´erbole Cujos Eixos s˜ao Pa-ralelos aos Eixos Coordenados . . . 209
13.3.3 Posi¸c˜ao Relativa entre Reta e Hip´erbole . . . 210
13.4 Equa¸c˜oes de Cˆonicas com Eixo(s) N˜ao Paralelo(s) aos Eixos Coordenados . . . 210
13.4.1 Exemplos . . . 211
13.5 Aplica¸c˜ao das Transla¸c˜oes e Rota¸c˜oes ao Estudo da Equa¸c˜ao Geral do Segundo Grau a Duas Vari´aveis . . . 212
13.5.1 Exemplos . . . 214
13.6 A Equa¸c˜ao Geral do Segundo Grau a Duas Vari´aveis e as Cˆonicas . . . 215
13.6.1 Exemplos . . . 215
13.7 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 216
A Artigos para Aprofundamento 217 A.1 Compara¸c˜ao dos Procedimentos para Resolver Sistemas Li-neares . . . 217
A.2 ´Algebra de Matrizes . . . 217
A.3 Correlaci´on de Pares de Imagenes para Medici´on de S´olidos por Fen´omenos Estereo . . . 217
A.4 Introdu¸c˜ao `a Pesquisa Operacional . . . 217
A.5 Modelos . . . 217
A.6 Espa¸cos Vetoriais – Introdu¸c˜ao: Quadrados M´agicos . . . 217
A.7 Compress˜ao de Imagem Digital . . . 217
A.8 Investiga¸c˜ao: Azulejos, Reticulados e a Restri¸c˜ao Crista-logr´afica . . . 218
A.9 Investiga¸c˜ao: A Fatora¸c˜ao LU . . . 218
A.10 C´odigos Corretores de Erros . . . 218
A.11 Grafos e D´ıgrafos . . . 218
A.12 Investiga¸c˜ao: Pivotamento Parcial e Contagem de Opera¸c˜oes - Uma Introdu¸c˜ao `a An´alise de Algoritmos . . . 218
A.13 An´alise de Redes . . . 218
A.14 Simulador de Circuitos . . . 218
A.15 Vetores de C´odigo e Aritm´etica Modular . . . 218
A.16 Diagonaliza¸c˜ao de Formas Quadr´aticas: Se¸c˜oes Cˆonicas . . . 218
A.17 A Rampa de Skate do Tempo M´ınimo . . . 218
A.18 Por Que as Antenas S˜ao Parab´olicas . . . 219
A.19 A Hip´erbole e os Telesc´opios . . . 219
A.20 A Sombra do Meu Abajur . . . 219
A.21 A Matem´atica do GPS . . . 219
A.22 Montando uma Dieta Alimentar com Sistemas Lineares . . . 219
A.23 Resumo Sobre Cˆonicas . . . 219
B Autovalores e Vetores Pr´oprios, Diagonaliza¸c˜ao de
Opera-dores Lineares 220
B.1 Introdu¸c˜ao . . . 220
B.2 Sistemas Lineares da Forma Ax = λx . . . 221
B.3 Autovalores e Autovetores . . . 222
B.4 Diagonaliza¸c˜ao . . . 226
B.4.1 Um Procedimento para Diagonalizar uma Matriz . . . 227
B.4.2 Multiplicidades Geom´etrica e Alg´ebrica . . . 229
B.5 Diagonaliza¸c˜ao Ortogonal . . . 231
B.5.1 Matrizes Ortogonais: Mudan¸ca de Bases . . . 231
B.5.2 Diagonaliza¸c˜ao de Matrizes Sim´etricas . . . 233
C Produto Escalar 235 C.1 ˆAngulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor . . . 237
C.2 Proje¸c˜ao de um Vetor . . . 238
D Processos Aleat´orios: Cadeias de Markov 239 D.1 Id´eia Intuitiva . . . 239
D.2 Conceito . . . 242
D.3 Previs˜oes a Longo Prazo . . . 243
D.3.1 Exemplos . . . 244
D.4 Previs˜oes em Gen´etica . . . 246
E Somat´orios 251 E.1 Exemplos . . . 251
E.2 Exerc´ıcios . . . 252
E.3 Algumas Propriedades . . . 253
E.4 Respostas dos Principais Exerc´ıcios . . . 254
F T´opicos sobre Retas e suas Equa¸c˜oes 255 F.1 Introdu¸c˜ao . . . 255
F.2 Coeficiente Angular . . . 257
F.3 Coeficiente Linear . . . 258
F.3.1 Um Caso `a Parte . . . 262
F.4 As Retas que Passam por um Ponto Dado . . . 268
F.5 Paralelismo de duas retas . . . 272
F.6 Intersec¸c˜ao de Duas Retas . . . 273
F.7 Perpendicularismo de duas Retas . . . 274
F.7.1 Proje¸c˜ao (Ortogonal) de um Ponto sobre uma Reta . . 275
F.8 Equa¸c˜ao Geral e Equa¸c˜ao Reduzida . . . 277
F.8.1 Equa¸c˜ao Geral da Reta . . . 277
F.8.2 Equa¸c˜ao Reduzida da Reta . . . 277
F.9 Distˆancia entre Ponto e Reta . . . 278
F.10 Respostas dos Principais Exerc´ıcios do Cap´ıtulo . . . 281
Introdu¸c˜
ao
I
niciamos este pol´ıgrafo apresentando alguns exemplos de algumas das in´umeras aplica¸c˜oes da ´Algebra Linear. ´E claro que neste curso n˜ao conseguiremos abord´a-las todas. Contudo, o leitor interessando em mais detalhes sobre os mesmos pode consultar [1].Exemplo 1.0.1 (Jogos de estrat´egia)
No jogo de roleta o jogador d´a seu lance com uma aposta e o cassino responde com o giro da roleta; o lucro para o jogador ou para o cassino ´e determinado a partir destes dois movimentos.
Estes s˜ao os ingredientes b´asicos de uma variedade de jogos que contˆem elementos tanto de estrat´egia quanto de acaso. Os m´etodos matriciais podem ser usados para desenvolver estrat´egias otimizadas para os jogadores.
Exemplo 1.0.2 (Administra¸c˜ao de florestas)
O administrador de uma planta¸c˜ao de ´arvores de Natal quer plantar e cortar as ´arvores de uma maneira tal que a configura¸c˜ao da floresta per-mane¸ca inalterada de um ano para outro. O administrador tamb´em procura maximizar os rendimentos, que dependem do n´umero e do tamanho das ´arvores cortadas.
T´ecnicas matriciais podem quantificar este problema e auxiliar o
admi-nistrador a escolher uma programa¸c˜ao sustent´avel de corte.
Exemplo 1.0.3 (Computa¸c˜ao gr´afica) Uma das aplica¸c˜oes mais
´uteis da computa¸c˜ao gr´afica ´e a do simulador de vˆoo.
As matrizes fornecem uma maneira conveniente de lidar com a enorme quantidade de dados necess´arios para construir e animar os objetos tridi-mensionais usados por simuladores de vˆoo para representar um cen´ario em movimento.
Exemplo 1.0.4 (Redes el´etricas)
Circuitos el´etricos que contenham somente resistˆencias e geradores de energia podem ser analisados usando sistemas lineares derivados das leis b´asicas da teoria de circuitos.
Exemplo 1.0.5 (Distribui¸c˜ao de temperatura de equil´ıbrio)
Uma tarefa b´asica da ciˆencia e da engenharia, que pode ser reduzida a resolver um sistema de equa¸c˜oes lineares atrav´es de t´ecnicas matriciais iterativas, ´e determinar a distribui¸c˜ao de temperatura de objetos tais como a do a¸co saindo da fornalha.
Exemplo 1.0.6 (Cadeias de Markov)
Os registros meteorol´ogicos de uma localidade espec´ıfica podem ser usados para estimar a probabilidade de que v´a chover em um certo dia a partir da informa¸c˜ao de que choveu ou n˜ao no dia anterior.
A teoria das cadeias de Markov pode utilizar tais dados para prever, com muita antecedˆencia, a probabilidade de um dia chuvoso na localidade.
Exemplo 1.0.7 (Gen´etica)
Os mandat´arios do Egito antigo recorriam a casamentos entre irm˜aos para manter a pureza da linhagem real. Este costume propagou e acentuou certos tra¸cos gen´eticos atrav´es de muitas gera¸c˜oes.
A teoria das matrizes fornece um referencial matem´atico para examinar o problema geral da propaga¸c˜ao de tra¸cos gen´eticos.
Exemplo 1.0.8 (Crescimento populacional por faixa et´aria)
A configura¸c˜ao populacional futura pode ser projetada aplicando ´algebra
matricial `as taxas, especificadas por faixas et´arias, de nascimento e
mor-talidade da popula¸c˜ao. A evolu¸c˜ao a longo prazo da popula¸c˜ao depende das caracter´ısticas matem´aticas de uma matriz de proje¸c˜ao que cont´em os parˆametros demogr´aficos da popula¸c˜ao.
Exemplo 1.0.9 (Colheita de popula¸c˜oes animais)
A colheita sustentada de uma cria¸c˜ao de animais requer o conhecimento da demografia da popula¸c˜ao animal. Para maximizar o lucro de uma colheita peri´odica, podem ser comparadas diversas estrat´egias de colheita sustentada utilizando t´ecnicas matriciais que descrevem a dinˆamica do crescimento po-pulacional.
Exemplo 1.0.10 (Criptografia)
Durante a Segunda Guerra Mundial, os decodificadores norte-americanos e britˆanicos tiveram ˆexito em quebrar o c´odigo militar inimigo usando t´ecnicas matem´aticas e m´aquinas sofisticadas.
Hoje em dia, o principal impulso para o desenvolvimento de c´odigos seguros ´e dado pelas comunica¸c˜oes confidenciais entre computadores e em telecomunica¸c˜oes.
Exemplo 1.0.11 (Constru¸c˜ao de curvas e superf´ıcies por pontos especificados)
Em seu trabalho “Principia Mathematica” (Os Princ´ıpios Matem´aticos da Filosofia Natural), I. Newton abordou o problema da constru¸c˜ao de uma elipse por cinco pontos dados. Isto ilustraria como encontrar a ´orbita de um cometa ou de um planeta atrav´es da an´alise de cinco observa¸c˜oes.
Ao inv´es de utilizarmos o procedimento geom´etrico de Newton, podemos utilizar os determinantes para resolver o problema analiticamente.
Exemplo 1.0.12 (Programa¸c˜ao linear geom´etrica)
Um problema usual tratado na ´area de programa¸c˜ao linear ´e o da deter-mina¸c˜ao de propor¸c˜oes dos ingredientes em uma mistura com o objetivo de minimizar seu custo quando as propor¸c˜oes variam dentro de certos limites. Um tempo enorme do uso de computadores na administra¸c˜ao e na ind´ustria ´e dedicado a problemas de programa¸c˜ao linear.
Exemplo 1.0.13 (O problema da aloca¸c˜ao de tarefas)
Um problema importante na ind´ustria ´e o do deslocamento de pessoal e de recursos de uma maneira eficiente quanto ao custo.
Por exemplo, uma construtora pode querer escolher rotas para movimen-tar equipamento pesado de seus dep´ositos para os locais de constru¸c˜ao de maneira a minimizar a distˆancia total percorrida.
Exemplo 1.0.14 (Modelos econˆomicos de Leontief )
Num sistema econˆomico simplificado, uma mina de carv˜ao, uma ferrovia e uma usina de energia necessitam cada uma de uma parte da produ¸c˜ao das outras para sua manuten¸c˜ao e para suprir outros consumidores de seu produto.
Os modelos de produ¸c˜ao de Leontief podem ser usados para determinar o n´ıvel de produ¸c˜ao necess´ario `as trˆes ind´ustrias para manter o sistema econˆomico.
Exemplo 1.0.15 (Interpola¸c˜ao “spline” c´ubica)
As fontes tipogr´aficas PostScriptTM e TrueTypeTM usadas em telas de monitores e por impressorar s˜ao definidas por curvas polinomiais por partes denominadas “splines”.
Os parˆametros que os determinam est˜ao armazenados na mem´oria do computador, um conjunto de parˆametros para cada um dos caracteres de uma particular fonte.
Exemplo 1.0.16 (Teoria de grafos)
A classifica¸c˜ao social num grupo de animais ´e uma rela¸c˜ao que pode ser descrita e analisada com a teoria de grafos.
Esta teoria tamb´em tem aplica¸c˜oes a problemas t˜ao distintos como a de-termina¸c˜ao de rotas de companhias a´ereas e a an´alise de padr˜oes de vota¸c˜ao.
Exemplo 1.0.17 (Tomografia computadorizada)
Um dos principais avan¸cos no diagn´ostico m´edico ´e o desenvolvimento de m´etodos n˜ao invasivos para obter imagens de se¸c˜oes transversais do corpo humano, como a tomografia computadorizada e a ressonˆancia magn´etica.
Os m´etodos da ´Algebra Linear podem ser usados para reconstruir imagens a partir do escaneamento por raios X da tomografia computadorizada.
Exemplo 1.0.18 (Conjuntos fractais)
Conjuntos que podem ser repartidos em vers˜oes congruentes proporcio-nalmente reduzidas do conjunto original s˜ao denominadas fractais. Os frac-tais s˜ao atualmente aplicados `a compacta¸c˜ao de dados computacionais.
Os m´etodos da ´Algebra Linear podem ser usados para construir e classi-ficar fractais.
Exemplo 1.0.19 (Teoria do Caos)
Os “pixels” que constituem uma imagem matricial podem ser embara-lhados repetidamente de uma mesma maneira, na tentativa de torn´a-los aleat´orios. Contudo, padr˜oes indesejados podem continuar aparecendo no processo.
A aplica¸c˜ao matricial que descreve o processo de embaralhar ilustra tanto a ordem quanto a desordem que caracterizam estes processos ca´oticos.
Exemplo 1.0.20 (Um modelo de m´ınimos quadrados para a audi¸c˜ao humana)
O ouvido interno cont´em uma estrutura com milhares de receptores sen-soriais ciliares. Estes receptores, movidos pelas vibra¸c˜oes do t´ımpano, res-pondem a freq¨uˆencias diferentes de acordo com sua localiza¸c˜ao e produzem impulsos el´etricos que viajam at´e o c´erebro atrav´es do nervo auditivo. Desta maneira, o ouvido interno age como um processador de sinais que decomp˜oe uma onda sonora complexa em um espectro de freq¨uˆencias distintas.
Exemplo 1.0.21 (Deforma¸c˜oes e morfismos)
Vocˆe j´a deve ter visto em programas de televis˜ao ou clipes musicais ima-gens mostrando rapidamente o envelhecimento de uma mulher ao longo do tempo, ou a transforma¸c˜ao de um rosto de mulher no de uma pantera, a previs˜ao de como seria hoje o rosto de uma crian¸ca desaparecida h´a 15 anos atr´as, etc.
Estes processos s˜ao feitos a partir de algumas poucas fotos. A id´eia de continuidade, de evolu¸c˜ao do processo, ´e feito atrav´es do computador. Este processo de deforma¸c˜ao ´e chamado de morfismo, que se caracteriza por misturas de fotografias reais com fotografias modificadas pelo computador.
Tais t´ecnicas de manipula¸c˜ao de imagens tˆem encontrado aplica¸c˜oes na ind´ustria m´edica, cient´ıfica e de entretenimento.
CH
O Plano
R
efere-se ao Cap´ıtulo 2 de [30], p´aginas 16 a 39.CH
AETINGER
O Espa¸co
R
efere-se ao Cap´ıtulo 4 de [30], p´aginas 90 a 103.CH
AETINGER
Curvas Planas, Equa¸c˜
oes
Param´
etricas e Coordenadas
Polares
R
efere-se ao Cap´ıtulo 12 de Larson, R.E.; Hostetter, R.P. e Edwards, B.H. ([12]), p´aginas 743 a 801.CH
AETINGER
Matrizes
5.1
Introdu¸c˜
ao
N
este cap´ıtulo, apresentamos os conceitos b´asicos sobre matrizes, os quais surgem de forma natural na resolu¸c˜ao de problemas, porque “ordenam e simplificam” os mesmos, bem como fornecem novos m´etodos de resolu¸c˜ao. Adotaremos a abordagem l´ogico-dedutiva, pois os alunos que, ao con-clu´ırem o Ensino M´edio, pretendem se dedicar de forma especializada `as Engenharias, `a Qu´ımica Industrial, `a Matem´atica ou `a Inform´atica, ingres-sando nestas ´areas na universidade, deparam-se com freq¨uˆencia com ra-cioc´ınios l´ogico-dedutivos e convˆem terem visto algo neste sentido j´a desde o in´ıcio do curso.5.2
Conceito
Exemplo 5.2.1 Uma ind´ustria tem quatro f´abricas A, B, C, D, cada
uma das quais produz trˆes produtos 1, 2, 3. A tabela mostra a produ¸c˜ao da ind´ustria durante uma semana.
F´abrica A F´abrica B F´abrica C F´abrica D
Produto 1 560 360 380 0
Produto 2 340 450 420 80
Produto 3 280 270 210 380
Tabela 5.1: Produ¸c˜ao da ind´ustria por f´abrica
Quantas unidades do produto 2 foram fabricadas pela f´abrica C?
Exemplo 5.2.2 Ao recolhermos os dados referentes a altura, peso e
idade de um grupo de quatro pessoas, podemos dispˆo-los na tabela abaixo:
Altura (m) Peso (kg) Idade (anos)
Pessoa 1 1,70 70 23
Pessoa 2 1,75 60 45
Pessoa 3 1,60 52 25
Pessoa 4 1,81 72 30
Tabela 5.2: Altura, peso e idade por pessoa
Ao abstrairmos os significados das linhas e das colunas, temos a matriz: 1, 70 70 23 1, 75 60 45 1, 60 52 25 1, 81 72 30
Quando o n´umero de vari´aveis e de observa¸c˜oes ´e muito grande, esta dis-posi¸c˜ao ordenada de dados ´e indispens´avel.
Defini¸c˜ao 5.2.3 Sejam 1 ≤ m, n ∈ N; chama-se matriz m × n (leia-se:
m por n) a uma tabela constitu´ıda por mn elementos, dispostos em m linhas
(horizontais) e n colunas (verticais).
Nota¸c˜ao: Seja Am×n e sejam i, j ∈ N tais que: 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n;
indicaremos com aij o elemento de A que ocupa a linha i e a coluna j; A
ser´a indicada por: a11 a12 · · · a1n a21 a22 · · · a2n · · · · · · · · · · · · am1 am2 · · · amn
ou de forma mais sint´etica: A = (aij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n. Usaremos sempre letras mai´usculas para denotar matrizes.
Tamb´em s˜ao utilizadas outras nota¸c˜oes para matriz, al´em de colchetes, como parˆenteses ou duas barras. Por exemplo:
µ 2 −1 0 4 ¶ e 2 −1 0 4
Observa¸c˜ao 5.2.4 Os elementos de uma matriz podem ser n´umeros
re-ais, n´umeros complexos, polinˆomios, fun¸c˜oes, etc.; aqui, entretanto, traba-lharemos apenas com matrizes constitu´ıdas por n´umeros reais.
Defini¸c˜ao 5.2.5 Sejam as matrizes A = (aij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n e B = (bij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n. Dizemos que A
´e IGUAL a B, e indicamos com A = B, se aij = bij para 1 ≤ i ≤ m e
1 ≤ j ≤ n, ou seja, duas matrizes m × n s˜ao iguais se possuem os elementos
de mesma posi¸c˜ao iguais; se isto n˜ao acontecer, elas se dizem DIFERENTES e indicamos com A 6= B. Exemplo 5.2.6 1. 3 24 7 5 3 = 3 24 7 5 3 2. µ 2 4 8 −1 ¶ 6= µ 2 4 8 1 ¶ 3. ¡ 1 2 3 ¢6=¡ 3 2 1 ¢ 4. µ 32 1 log 1 2 22 5 ¶ = µ 9 sin 90o 0 2 4 5 ¶
Podemos tamb´em construir matrizes que possuam uma rela¸c˜ao entre seus elementos, a partir de uma lei de forma¸c˜ao:
Exemplo 5.2.7 Representar explicitamente a matriz A = (aij), com 1 ≤ i ≤ 3 e 1 ≤ j ≤ 2, tal que aij = 3i − 2j + 4. Resolu¸c˜ao • i = 1 e j = 1 ⇒ a11= 3 · 1 − 2 · 1 + 4 = 5; • i = 1 e j = 2 ⇒ a12= 3 · 1 − 2 · 2 + 4 = 3; • i = 2 e j = 1 ⇒ a21= 3 · 2 − 2 · 1 + 4 = 8; • i = 2 e j = 2 ⇒ a22= 3 · 2 − 2 · 2 + 4 = 6; • i = 3 e j = 1 ⇒ a31= 3 · 3 − 2 · 1 + 4 = 11; • i = 3 e j = 2 ⇒ a32= 3 · 3 − 2 · 2 + 4 = 9. Logo: A = 58 36 11 9 . X
Exerc´ıcio 5.2.8 Representar explicitamente a matriz quadrada de
or-dem 2, cujo elemento gen´erico ´e: aij = 2i − 3j + 5.
Exemplo 5.2.9 Representar explicitamente a matriz A = (aij), com
1 ≤ i ≤ 3 e 1 ≤ j ≤ 3, tal que ½
aij = 1 para i 6= j aij = 0, para i = j.
O enunciado permite escrever: ½ a12= a13= a21= a23= a31= a32 = 1 a11= a22= a33 = 0 . Logo: 0 1 11 0 1 1 1 0 . X
Exerc´ıcio 5.2.10 Representar explicitamente a matriz A = (aij), com
1 ≤ i ≤ 4 e 1 ≤ j ≤ 4, tal que ½
aij = 0 para i 6= j aij = 1, para i = j. Exemplo 5.2.11
1. Matriz A = (aij)3×3, tal que aij = j2− i2 ⇒ matriz quadrada; 2. Matriz B = (bij)1×3, tal que bij = j − 2i ⇒ matriz linha; 3. Matriz C = (cij)4×1, tal que cij = 2i2− 3j ⇒ matriz coluna; 4. Matriz D = (dij)1×2, tal que dij = 0 ⇒ matriz nula;
5. Matriz E = (eij)2×2, tal que eij =
½
0, se i 6= j
i + j, se i = j ⇒ matriz diagonal; 6. Matriz F = (fij)3×3, tal que
fij =
½
1, se i = j
0, se i 6= j ⇒ matriz identidade.
5.3
Tipos Especiais
Consideraremos agora alguns casos particulares de matrizes m × n: Defini¸c˜ao 5.3.1 Matriz Quadrada ´e aquela cujo n´umero de linhas ´e
igual ao n´umero de colunas (m = n). Nestes casos, costuma-se dizer que a matriz ´e de ordem n.
Defini¸c˜ao 5.3.2 Matriz Nula ´e aquela em que aij = 0, para todo i e j. ´E denotada por Om×n.
Defini¸c˜ao 5.3.3 Matriz-Coluna ´e aquela que possui uma ´unica coluna (n = 1).
Defini¸c˜ao 5.3.4 Matriz-Linha ´e aquela onde m = 1.
Defini¸c˜ao 5.3.5 Seja An×n uma matriz quadrada de ordem n; os ele-mentos aij, para os quais i = j (a11, a22, . . . , ann), s˜ao ditos elementos da diagonal principal da matriz. Por outro lado, os elementos para os quais
i + j = n + 1 (a1n, a2 n−1, . . . , an 1), formam a diagonal secund´aria da
Defini¸c˜ao 5.3.6 Matriz Diagonal ´e uma matriz quadrada (m = n)
onde aij = 0, para i 6= j, isto ´e, os elementos que n˜ao est˜ao na diagonal principal s˜ao nulos.
Defini¸c˜ao 5.3.7 Matriz Identidade ou Unidade ´e uma matriz qua-drada de ordem n em que aii = 1 e aij = 0, para i 6= j. ´E denotada por In. Muitas vezes, ela aparece escrita da seguinte forma: In = (δij), com
1 ≤ i, j ≤ n, onde:
δij =
½
1, quando i = j 0, quando i 6= j.
Defini¸c˜ao 5.3.8 Matriz Triangular Superior ´e uma matriz
qua-drada onde todos os elementos abaixo da diagonal s˜ao nulos, isto ´e, m = n e aij = 0, para i > j.
Defini¸c˜ao 5.3.9 Matriz Triangular Inferior ´e aquela em que m = n
e aij = 0, para i < j.
Defini¸c˜ao 5.3.10 Matriz Sim´etrica ´e aquela onde m = n e aij = aji. Observe que isto equivale a dizer que a parte superior ´e uma reflex˜ao axial da parte inferior, em rela¸c˜ao `a diagonal.
5.3.1 Exemplos
Exemplo 5.3.11 S˜ao exemplos de matrizes diagonais:
A = 1 0 00 2 0 0 0 3 , B = µ 1 0 0 1 ¶ , C =¡ 3 ¢, D = 0 0 00 0 0 0 0 0 . Exemplo 5.3.12 2 −1 00 −1 4 0 0 3 e µ a b 0 c ¶
s˜ao matrizes triangulares superiores. Exemplo 5.3.13 2 0 0 0 1 −1 0 0 1 2 2 0 1 0 5 4 e 5 0 07 0 0 2 1 3
s˜ao matrizes
tri-angulares inferiores. Exemplo 5.3.14 a b c d b e f g c f h i d g i k e 43 3 −12 0 −1 0 5 s˜ao matrizes sim´etricas.
5.4
Opera¸c˜
oes
Exerc´ıcio 5.4.1 Consideremos as tabelas de produ¸c˜ao de cal¸cados no
primeiro trimestre de 2001.
Janeiro F´abrica A F´abrica B Modelo 1 9667 307 Modelo 2 11545 7848 Modelo 3 0 3577
Fevereiro F´abrica A F´abrica B Modelo 1 2387 1265 Modelo 2 20178 5382 Modelo 3 0 1341 Mar¸co F´abrica A F´abrica B
Modelo 1 8234 1149 Modelo 2 13705 2971 Modelo 3 0 1804
Tabela 5.3: Produ¸c˜ao de cal¸cados no primeiro trimestre
1. Quantos cal¸cados de cada modelo cada f´abrica produziu nos meses de janeiro e fevereiro juntos?
2. Quantos cal¸cados de cada modelo cada f´abrica produziu no trimestre? 3. Considerando que a previs˜ao para a produ¸c˜ao de abril ser´a o dobro da
de fevereiro, determine a estimativa para abril.
4. De quantos pares a produ¸c˜ao (de cada modelo para cada f´abrica) au-mentou ou diminuiu no per´ıodo de janeiro para fevereiro?
Exemplo 5.4.2 Consideremos as tabelas que descrevem a produ¸c˜ao de
gr˜aos em dois anos consecutivos.
Ano 1 soja feij˜ao arroz milho Regi˜ao A 3000 200 400 600 Regi˜ao B 700 350 700 100 Regi˜ao C 1000 100 500 800
Ano 2 soja feij˜ao arroz milho Regi˜ao A 5000 50 200 0 Regi˜ao B 2000 100 300 300 Regi˜ao C 2000 100 600 600
Tabela 5.4: Produ¸c˜ao de gr˜aos (em milhares de toneladas) durante dois anos consecutivos
Se quisermos montar uma tabela que dˆe a produ¸c˜ao por produto e por regi˜ao nos dois anos conjuntamente, teremos que somar os elementos cor-respondentes das duas tabelas acima):
3000 200 400 600700 350 700 100 1000 100 500 800 + 50002000 100 300 30050 200 0 2000 100 600 600 =
8000 2502700 450 1000600 600400 3000 200 1100 1400 . Ou seja:
soja feij˜ao arroz milho Regi˜ao A 8000 250 600 600 Regi˜ao B 2700 450 1000 400 Regi˜ao C 3000 200 1100 1400
Tabela 5.5: Produ¸c˜ao total de gr˜aos (em milhares de toneladas) durante os dois anos
5.4.1 Adi¸c˜ao
Defini¸c˜ao 5.4.3 Sejam A = (aij) e B = (bij) matrizes , com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n. Chamamos de SOMA da matriz A com a matriz B `a matriz C = (cij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n tal que cij = aij+ bij, para 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n, ou seja, soma de duas matrizes m × n ´e a matriz que se obt´em das matrizes dadas, somando-se os elementos de mesma posi¸c˜ao. Para dizer que C ´e soma de A com B, indic´a-la-emos com A + B.
Exemplo 5.4.4 1 −14 0 2 5 + −2 50 4 1 0 = 1 32 5 3 5 .
Observa¸c˜ao 5.4.5 S´o definimos soma de matrizes quando elas tˆem
en-tre si o mesmo n´umero de linhas e tamb´em o mesmo n´umero de colunas.
Observa¸c˜ao 5.4.6 Pela forma com que foi definida, a adi¸c˜ao de
ma-trizes tem as mesmas propriedades que a adi¸c˜ao de n´umeros reais.
Defini¸c˜ao 5.4.7 Seja a matriz A = (aij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n.
Chamamos de matriz OPOSTA de A `a matriz B = (bij), com 1 ≤ i ≤ m e
1 ≤ j ≤ n tal que: bij = −aij, para 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n, ou seja, matriz oposta de A ´e a matriz que se obt´em de A trocando-se o sinal de cada um dos seus elementos. Para dizer que B ´e oposta de A, indic´a-la-emos com −A. Exemplo 5.4.8 A = · 1 2 −1 0 −2 3 ¸ ⇒ −A = · −1 −2 1 0 2 −3 ¸ . X Propriedades
Propriedade 5.4.9 Dadas as matrizes A, B e C, todas m × n, temos:
ii. (A + B) + C = A + (B + C) (associativa) iii. A + Om×n = Om×n+ A = A (elemento neutro)
iv. A + (−A) = (−A) + A = Om×n (elemento oposto)
prova: exerc´ıcio. P
5.4.2 Subtra¸c˜ao
Defini¸c˜ao 5.4.10 Sejam A e B duas matrizes m × n; chama-se
DIFERENC¸ A entre A e B `a soma de A com a oposta de B; a diferen¸ca entre A e B ser´a indicada por A − B. Ent˜ao, pela defini¸c˜ao dada, temos: A − B = A + (−B). Exemplo 5.4.11 3 −14 2 1 0 − 42 −23 0 −1 = 3 −14 2 1 0 + −4 −3−2 2 0 1 = −1 −42 4 1 1 X Exerc´ıcio 5.4.12 Sendo A = µ 8 7 2 3 ¶ , B = µ 0 −1 4 2 ¶ e C = µ 3 7 1 −2 ¶ , obtenha A + (B + C). Exerc´ıcio 5.4.13 Sendo A = µ −1 2 −1 0 ¶ , B = µ 3 2 4 1 ¶ e C = µ 5 2 1 3 ¶ , obtenha (A − B) − C. Exerc´ıcio 5.4.14 Sendo A = µ 1 2 2 −1 ¶ , B = µ 0 3 0 2 ¶ e C = µ −1 −1 −2 0 ¶ , obtenha A − (B − C). Exemplo 5.4.15 Sendo A = µ 1 2 2 −1 ¶ , B = µ 0 3 0 2 ¶ e C = µ −1 −1 −2 0 ¶ , obtenha A − B + C. Solu¸c˜ao A − B + C = (A − B) + C = · 0 −2 0 −3 ¸ X Exemplo 5.4.16 Sendo A = µ 2 3 1 0 ¶ , B = µ −1 0 2 −3 ¶ e C = µ 0 3 1 −4 ¶
Resolu¸c˜ao
Vamos acrescentar pela esquerda, a ambos os membros da igualdade dada, a oposta de A; temos: −A + (A + X) = −A + (B + C), isto ´e, (−A + A) + X = −A + (B + C) ⇒ X = −A + (B + C). Portanto,
X = · −2 −3 −1 0 ¸ + · −1 0 2 −3 ¸ + · 0 3 1 −4 ¸ = · −3 0 2 −7 ¸ . X Exerc´ıcio 5.4.17 Sendo A = µ 12 −2 3 −5 ¶ , B = µ 7 2 1 8 ¶ e C = µ 0 3 5 7 ¶
, obtenha a matriz Y tal que (A + Y ) − C = A + B. 5.4.3 Multiplica¸c˜ao por um N´umero Real
Exemplo 5.4.18 (Baseado nos dados do exemplo 5.4.2) Existem
mui-tos incentivos para se incrementar a produ¸c˜ao (condi¸c˜oes clim´aticas fa-vor´aveis, etc.), de tal forma que a previs˜ao para a safra do terceiro ano ser´a o triplo da produ¸c˜ao do primeiro. Assim, a matriz de estimativa de produ¸c˜ao deste ´ultimo ser´a:
3 · 3000 200 400 600700 350 700 100 1000 100 500 800 = 90002100 1050 2100600 1200 1800300 3000 300 1500 2400 . X
Defini¸c˜ao 5.4.19 Sejam α ∈ R e A = (aij), com 1 ≤ i ≤ m e
1 ≤ j ≤ n. Chamaremos de produto do n´umero real α pela matriz
A `a matriz B = (bij), com 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n tal que: bij = α · aij para
1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n, ou seja, o produto do n´umero real α pela matriz A ´e
a matriz que se obt´em de A multiplicando cada um dos seus elementos por α. Nota¸c˜ao αA Exemplo 5.4.20 A = · 1 2 0 3 −1 2 ¸ ⇒ −1 2 A = · −12 −1 0 −32 12 −1 ¸ X Propriedades
Propriedade 5.4.21 Sejam os n´umeros reais α e β e as matrizes A e
B, ambas m × n. Temos: i. α(βA) = (αβ)A ii. (α + β)A = αA + βA iii. α(A + B) = αA + αB
iv. 1 · A = A v. (−1)A = −A
vi. 0 · A = Om×n vii. α · Om×n = Om×n
Convidamos vocˆe a demonstrar estas propriedades (em momentos de
extremo t´edio, ´e claro).
Exemplo 5.4.22 Sendo A = µ
2 6 5 −3
¶
, obtenha a matriz X tal que
3(X − 3A) = 5X − 13A. Resolu¸c˜ao 5X − 13A = 3(X − 3A) = 3X − 9A ⇒ 5X − 3X = −9A + 13A ⇒ 2X = 4A ⇒ X = 2A Portanto, X = 2 µ 2 6 5 −3 ¶ = µ 4 12 10 −6 ¶ . X Exerc´ıcio 5.4.23 Sendo A = µ 3 2 5 1 0 3 ¶ e B = µ 3 0 −1 2 4 2 ¶ , ob-tenha as matrizes X e Y tais que:
½
2X + Y = 4A + B
X − 2Y = −3A + 3B.
Exerc´ıcio 5.4.24 Refa¸ca o exerc´ıcio 5.4.1 usando a nota¸c˜ao matricial.
5.4.4 Multiplica¸c˜ao de Matrizes
Exerc´ıcio 5.4.25 Uma ind´ustria fabrica certo aparelho em 2 modelos P
e Q. Na montagem do aparelho P , s˜ao utilizados 6 transistores, 9 capacitores e 11 resistores; no modelo Q, s˜ao 4 transistores, 7 capacitores e 10 resistores. Uma ind´ustria recebeu a seguinte encomenda para os meses de janeiro e fevereiro:
Janeiro: 8 aparelhos do modelo P e 12 aparelhos do modelo Q. Fevereiro: 10 aparelhos do modelo P e 6 do modelo Q.
Calcular a quantidade de transistores, capacitores e resistores necess´arios para atender `as encomendas de cada mˆes.
Antes de definir a multiplica¸c˜ao entre matrizes, vejamos um exemplo do que pode ocorrer na pr´atica:
Exemplo 5.4.26 Suponhamos que a seguinte tabela forne¸ca as
quanti-dades das vitaminas A, B e C obtidas em cada unidade dos alimentos I e II.
A B C
Alimento I 4 3 0 Alimento II 5 0 1
Tabela 5.6: Quantidades de vitaminas por alimento
Se ingerirmos 5 unidades do alimento I e 2 unidades do alimento II, quanto consumiremos de cada tipo de vitamina?
Resolu¸c˜ao
Podemos representar o consumo dos alimentos I e II (nesta ordem) pela matriz “consumo”:
[5 2].
A opera¸c˜ao que vai nos fornecer a quantidade ingerida de cada vitamina ´e o “produto”: [5 2] · · 4 3 0 5 0 1 ¸ = = [ 5 · 4 + 2 · 5 5 · 3 + 2 · 0 5 · 0 + 2 · 1 ] = = [30 15 2] (5.1)
Isto ´e, ser˜ao ingeridas 30 unidades de vitamina A, 15 de B e 2 de C. X Outro problema que poderemos considerar em rela¸c˜ao aos dados do exemplo 5.4.26 ´e o seguinte:
Exemplo 5.4.27 Se o custo dos alimentos depender somente do seu
conte´udo vitam´ınico e soubermos que os pre¸cos por unidade de vitamina A, B e C s˜ao, respectivamente, $1, 50u.m., $3, 00u.m. e $5, 00u.m., quanto pagar´ıamos pela por¸c˜ao de alimentos indicada no exemplo 5.4.26?
Resolu¸c˜ao [30 15 2] · 1, 503, 00 5, 00 = = [30(1, 50) + 15(3) + 2(5)] = = [100] (5.2)
Ou seja, pagar´ıamos $100, 00u.m.. X Observamos que nos “produtos” de matrizes efetuados em 5.1 e 5.2, cada um dos elementos da matriz-resultado ´e obtido a partir de uma linha da primeira e uma coluna da segunda. Al´em disso, com rela¸c˜ao `as ordens das matrizes envolvidas, temos:
Em 5.1: [ ]1×2· [ ]2×3= [ ]1×3
Em 5.2: [ ]1×3· [ ]3×1= [ ]1×1.
O exemplo acima esbo¸ca uma defini¸c˜ao de multiplica¸c˜ao de matrizes A e B, quando A ´e uma matriz-linha. Esta id´eia pode ser generalizada:
Defini¸c˜ao 5.4.28 Sejam as matrizes A = (aik), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ k ≤ p
e B = (bkj), 1 ≤ k ≤ p e 1 ≤ j ≤ n. Chamamos de PRODUTO da matriz A pela matriz B `a matriz C = (cij), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n tal que:
cij = ai1b1j + ai2b2j + . . . + aipbpj = p X k=1 aikbkj, onde 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n.
Para dizer que a matriz C ´e o produto de A por B, indic´a-la-emos com
AB.
Observa¸c˜ao 5.4.29 S´o tem sentido definirmos o produto AB de duas
matrizes quando o node colunas de A for igual ao no de linhas de B; al´em disso, o produto AB possui o no de linhas de A e o no de colunas de B; esquematicamente, temos:
Am×p· Bp×n
| {z }= Cm × n| {z }
Exemplo 5.4.30 Determinar o produto 1 23 4 0 5 | {z } A · 7 1 2 4 ¸ | {z } B . Resolu¸c˜ao
Como a matriz A ´e uma matriz 3 × 2 e B ´e 2 × 2, o no de colunas de A ´e igual ao no de linhas de B e , ent˜ao, o produto AB est´a definido e ´e uma matriz 3 × 2.
O elemento c11, que pertence `a 1a linha e `a 1a coluna de AB, ´e calcu-lado multiplicando-se ordenadamente os elementos da 1a linha de A pelos elementos da 1acoluna de B, e somando-se os produtos assim obtidos
(pro-cure perceber que isto ´e verdade a partir da defini¸c˜ao de cij, quando i = 1 e j = 1); portanto: 1 23 4 0 5 · · 7 1 2 4 ¸ = 1 · 7 + 2 · 2 · · ·· · · · · · · · · · · ·
O elemento c12, que pertence `a 1a linha e `a 2a coluna de AB, ´e
calcu-lado multiplicando-se ordenadamente os elementos da 1a linha de A pelos elementos da 2a coluna de B, e somando-se os produtos assim obtidos; portanto: 1 23 4 0 5 · · 7 1 2 4 ¸ = · · · 1 · 1 + 2 · 4· · · · · · · · · · · ·
1 23 4 0 5 · · 7 1 2 4 ¸ = 3 · 7 + 4 · 2 · · ·· · · · · · · · · · · · . . .Logo, AB = 1 · 7 + 2 · 2 1 · 1 + 2 · 43 · 7 + 4 · 2 3 · 1 + 4 · 4 0 · 7 + 5 · 2 0 · 1 + 5 · 4 = 1129 199 10 20 . X Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.4.31 Determine o produto 20 −1 20 1 4 1 3 · 1 −12 1 3 0 .
Exerc´ıcio 5.4.32 Determine o produto ¡ 1 −2 4 ¢·
3 −21 4 2 1
.
Exerc´ıcio 5.4.33 Obtenha o produto µ 1 −5 3 0 1 3 ¶ · 3 12 3 1 2 .
Exerc´ıcio 5.4.34 Obtenha o produto µ 2 2 3 3 ¶ · µ 1 2 3 −1 2 1 2 0 ¶ .
Exerc´ıcio 5.4.35 Obtenha o produto µ 2 −3 3 −2 ¶ · µ 2 −3 3 −2 ¶ .
Exerc´ıcio 5.4.36 Obtenha o produto 1 2 34 5 6 7 8 9 · 10 01 −2 3 .
Exerc´ıcio 5.4.37 Obtenha o produto −3 1 46 0 1 2 2 1 · 1 0 00 1 0 0 0 1 .
Exemplo 5.4.38 Obter AB e BA, caso existam: A = 13 24 1 −2 e B = µ 1 1 1 2 1 2 ¶ . Solu¸c˜ao AB = 13 24 1 −2 · µ 1 1 1 2 1 2 ¶ = 115 37 511 −3 −1 −3 . BA = µ 1 1 1 2 1 2 ¶ · 13 24 1 −2 = µ 5 4 7 4 ¶ . X
Exemplo 5.4.39 Obter AB e BA, caso existam: A = µ 1 −2 3 −1 ¶ e B = µ −1 1 −1 0 ¶ . Solu¸c˜ao AB = µ 1 −2 3 −1 ¶ · µ −1 1 −1 0 ¶ = µ 1 1 −2 3 ¶ . BA = µ −1 1 −1 0 ¶ · µ 1 −2 3 −1 ¶ = µ 2 1 −1 2 ¶ . X
Exemplo 5.4.40 Obter AB e BA, caso existam: A = µ 1 2 1 2 ¶ e B = µ 1 1 1 2 0 2 ¶ . Solu¸c˜ao AB = µ 1 2 1 2 ¶ · µ 1 1 1 2 0 2 ¶ = µ 5 1 5 5 1 5 ¶ .
BA n˜ao existe, pois o no de colunas de B ´e diferente do no de linhas
de A. X
Exemplo 5.4.41 Obter AB e BA, caso existam: A = 1 5 72 3 1 0 5 2 e B = µ 3 2 1 8 ¶ . Solu¸c˜ao
AB n˜ao existe, pois o n´umero de colunas de A ´e diferente do n´umero de linhas de B.
BA n˜ao existe, pois o n´umero de colunas de B ´e diferente do n´umero de
linhas de A. X
Exemplo 5.4.42 Obter AB e BA, caso existam: A = µ 2 3 4 5 ¶ e B = µ 5 3 4 8 ¶ . Solu¸c˜ao AB = µ 2 3 4 5 ¶ · µ 5 3 4 8 ¶ = µ 22 30 40 52 ¶ . BA = µ 5 3 4 8 ¶ · µ 2 3 4 5 ¶ = µ 22 30 40 52 ¶ . X
Exemplo 5.4.43 Obter AB e BA, caso existam: A = −1 −2 −3 −4 e B =¡ 1 2 3 4 ¢. Solu¸c˜ao AB = −1 −2 −3 −4 −2 −4 −6 −8 −3 −6 −9 −12 −4 −8 −12 −16 , BA = (−30) X
Exemplo 5.4.44 Obter AB e BA, caso existam: A = µ 5 1 10 2 ¶ e B = µ 3 −2 −15 10 ¶ . Solu¸c˜ao AB = µ 0 0 0 0 ¶ = O2×2, BA = µ −5 −1 25 5 ¶ . X Observa¸c˜ao 5.4.45
1. Num produto de matrizes A e B, a ordem em que aparecem os fatores ´e importante: pode acontecer que
(a) 6 ∃AB e 6 ∃BA (ver 5.4.41) (b) ∃AB e 6 ∃BA (ver 5.4.40) (c) 6 ∃AB e ∃BA
(d) ∃AB, ∃BA, mas s˜ao matrizes de dimens˜oes diferentes (ver
5.4.43)
(e) ∃AB, ∃BA, de mesmas dimens˜oes, mas AB 6= BA (ver 5.4.44) (f) ∃AB, ∃BA, e AB = BA (ver 5.4.42).
2. O produto de duas matrizes n˜ao-nulas pode resultar numa matriz nula
(ver 5.4.44). Propriedades
Propriedade 5.4.46 Quaisquer que sejam as matrizes A(m × n), B e
C (convenientes) e qualquer que seja o n´umero real α, tem-se: i. (AB)C = A(BC) (associativa)
ii. C(A + B) = CA + CB (distributiva `a esquerda) iii. (A + B)C = AC + BC (distributiva `a direita)
v. (αA)B = A(αB) = α(AB) vi. A · On×p = Om×p e Op×m· A = Op×n. prova: i. Sejam: • A = (aij), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n; • B = (bjk), 1 ≤ j ≤ n e 1 ≤ k ≤ p; • C = (ckl), 1 ≤ k ≤ p e 1 ≤ l ≤ q; • AB = (dik), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ k ≤ p; • BC = (ejl), 1 ≤ j ≤ n e 1 ≤ l ≤ q; • AB(C) = (fil), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ l ≤ q; • A(BC) = (gil), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ l ≤ q. Teremos: fil = Ppk=1dik· ckl = = Ppk=1(Pnj=1aij· bjk· ckl) = = Ppk=1(Pnj=1aij· bjk· ckl) = = Pnj=1(Ppk=1aij· bjk· ckl) = = Pnj=1aij · ( Pp k=1bjk· ckl) = = Pnj=1aij · ejl= = gil
As demais ficam para momentos de solid˜ao! Exerc´ıcios
Exerc´ıcio 5.4.47 Dadas as matrizes A = µ 1 2 −3 4 ¶ , B = µ 1 5 2 3 ¶ e C = µ 2 −1 0 4 ¶
, calcule: A(BC), (AB)C, (A + B)C, e AC + BC.
Exerc´ıcio 5.4.48 Dadas as matrizes A = µ 1 2 −1 3 ¶ e B = µ 1 −1 1 0 ¶ , calcule: (A + B)2, e A2+ 2(AB) + B2.
Dica: Use que (A + B)2 = (A + B)(A + B).
Observa¸c˜ao 5.4.49 Note que, no exemplo 5.4.48, temos que (A + B)2 6= A2+ 2(AB) + B2.
Exerc´ıcio 5.4.50 (Desafio) Sejam A e B duas matrizes quadradas
de ordem n. Qual ´e a condi¸c˜ao necess´aria e suficiente para que tenhamos a igualdade (A + B)2 = A2+ 2(AB) + B2?
Exerc´ıcio 5.4.51 ´E v´alida a igualdade (A + B)(A − B) = A2 − B2 quando A = µ 2 3 5 4 ¶ e B = µ 1 2 −1 −2 ¶ ?
Defini¸c˜ao 5.4.52 Seja A uma matriz quadrada de ordem qualquer.
De-finimos a n-´esima POT ˆENCIA de A do seguinte modo: A1 = A
An= A · An−1, onde n ´e um inteiro ≥ 2.
Exerc´ıcio 5.4.53 Assumindo a defini¸c˜ao 5.4.52, determine A3, sendo A = µ 1 −1 1 0 ¶ . 5.4.5 Transposi¸c˜ao
Defini¸c˜ao 5.4.54 Considere uma matriz A, m × n; chama-se matriz
TRANSPOSTA de A, e se indica com At, `a matriz n × m que se obt´em da matriz A trocando, ordenadamente, as suas linhas pelas suas colunas.
Exemplo 5.4.55 1. A = µ 2 3 4 5 7 1 ¶ ⇒ At= 2 53 7 4 1 2. B = µ 1 3 5 2 ¶ ⇒ Bt= µ 1 5 3 2 ¶ 3. C = 3 1 0 5 ⇒ Ct= ¡ 3 1 0 5 ¢ Observa¸c˜ao 5.4.56 i. node linhas de A = no de colunas de At ii. node colunas de A = node linhas de At
iii. o elemento que, em A, ocupa a linha i e a coluna j, em At ocupa a linha j e a coluna i.
Propriedade 5.4.57 Quaisquer que sejam as matrizes A e B, ambas
m × n, a matriz C, n × p, e o n´umero real α, temos: i. (At)t= A
ii. (A + B)t= At+ Bt iii. (αA)t= αAt
Observa¸c˜ao 5.4.58 A = (aij), 1 ≤ i ≤ m e 1 ≤ j ≤ n ⇒ At = (aji), 1 ≤ j ≤ n e 1 ≤ i ≤ m. Exerc´ıcio 5.4.59 Sendo A = µ 2 1 3 1 ¶ e B = µ 2 5 2 −6 ¶ , calcule: ABt, BAt, (AB)t, AtBt, BtAt, e BA. Exerc´ıcio 5.4.60 Sendo A = µ −2 3 −1 1 0 2 ¶ , obtenha A · At.
Observa¸c˜ao 5.4.61 Uma matriz ´e sim´etrica se, e somente se, ela ´e
igual `a sua transposta, isto ´e, se, e somente se, A = At (ver defini¸c˜ao
5.3.10).
5.5
Exerc´ıcios
de
Fixa¸c˜
ao
e
Problemas
de
Aplica¸c˜
ao
Exerc´ıcio 5.5.1 Escrever a matriz A = (aij) nos seguintes casos: (a) i ∈ {1, 2, 3} e j ∈ {1, 2};
(b) A ´e do tipo 3 × 2, com aij = 5 para i 6= j e aij = 3 para i = j; (c) A ´e de 3aordem, com aij = 1 para i = j e aij = 0 para i 6= j;
(d) A ´e uma matriz do tipo 2 × 3, com aij = 4 para i > j, aij = 5 para i < j e aij = 8 para i = j.
Exerc´ıcio 5.5.2 Determinar os valores de x, y, z e v para que as
ma-trizes sejam iguais.
µ 2x 8 36 v − 4v ¶ = µ 10 y − 2 z2 3 ¶ .
Exerc´ıcio 5.5.3 Determinar os valores de x e y para que as matrizes
sejam iguais. µ 3x 2x + 3y −20 1y ¶ = µ 14 + x 21 x2− 9x 3 ¶ .
Exerc´ıcio 5.5.4 Dadas as seguintes matrizes A= µ 3, 5 √8 1 4 −7 ¶ e B= µ 2, 4 √2 3 5 −2 ¶ , calcular: (a) A + B; (b) A − B;
(c) Determinar o triplo da matriz A=
µ 4 −3 1 2 1, 4 ¶ ; (d) Dadas as matrizes: A= µ 3 5 −2 4 ¶ e b= µ −1 −3 6 7 ¶ , determinar X, tal que X = 2A − 4B.
Observa¸c˜ao: A matriz X, assim obtida, ´e uma combina¸c˜ao linear de A e
Exerc´ıcio 5.5.5 Pulverizam-se pesticidas sobre plantas para eliminar
insetos daninhos. No entanto, parte do pesticida ´e absorvida pela planta. Os pesticidas s˜ao absorvidos por herb´ıvoros quando eles comem as plantas que foram pulverizadas. Suponha que temos trˆes pesticidas e quatro plantas, e a quantidade de pesticida (em miligramas) que foi absorvido por cada planta est´a representado na tabela abaixo:
Planta 1 Planta 2 Planta 3 Planta 4
2 3 4 3
3 2 2 5
4 1 6 4
Tabela 5.7: Quantidade de pesticida absorvido por planta
Suponha agora que temos trˆes herb´ıvoros e o n´umero de plantas que cada herb´ıvoro come por mˆes est´a representado na tabela seguinte:
Herb´ıvoro 1 Herb´ıvoro 2 Herb´ıvoro 3
20 12 8
28 15 15
30 12 10
40 16 20
Tabela 5.8: Quantidade de plantas ingeridas por herb´ıvoro
Determinar a quantidade de cada tipo de pesticida absorvido por cada herb´ıvoro.
Exerc´ıcio 5.5.6 Durante a campanha eleitoral, o prefeito eleito
prome-teu a constru¸c˜ao de casas populares. (Promeprome-teu, tem que cumprir!) O povo sugeriu a constru¸c˜ao de dois tipos de casas: m´edia e grande. As casas do tipo m´edia tˆem 5 portas, 6 janelas e 6 caixas de luz. As casas do tipo grande tˆem 8 portas, 9 janelas e 10 caixas de luz. Numa primeira etapa dever˜ao ser constru´ıdas 500 casas do tipo m´edia e 200 do tipo grande; numa segunda etapa, 600 do tipo m´edia e 400 do tipo grande. Quanto de cada material ser´a necess´ario em cada etapa?
Exerc´ıcio 5.5.7 Uma ind´ustria automobil´ıstica produz X e Y nas
vers˜oes standard, luxo e superluxo. Pe¸cas A, B e C s˜ao utilizadas na mon-tagem desses carros. Para um certo plano de monmon-tagem, ´e dada a seguinte informa¸c˜ao:
Carro X Carro Y
Pe¸ca A 4 3
Pe¸ca B 3 5
Pe¸ca C 6 2
Standard Luxo Superluxo
Carro X 2 4 3
Carro Y 3 2 5
Tabela 5.9: Plano de montagem de autom´oveis
Quantas pe¸cas de cada modelo, cada vers˜ao vai precisar?
Exerc´ıcio 5.5.8 Imagine um laborat´orio que fabrica, dentre outros, os
rem´edios A, B, C. Para a produ¸c˜ao de uma unidade do rem´edio A s˜ao necess´arios 3g do ingrediente x, 7g do ingrediente y e 10g do ingrediente z. Com rela¸c˜ao ao rem´edio B s˜ao necess´arios 2g de x, 4g de y e 5g de z. E para o rem´edio C precisamos de 5g de x, 1g de y e 6g de z. Admitamos que o consumo dos trˆes rem´edios, nos meses de agosto e setembro seja:
Agosto: 80 unidades de A, 100 de B e 150 de C; Setembro: 50 unidades de A, 120 de B e 90 de C.
Determine a quantidade de cada ingrediente necess´aria em cada mˆes.
Exerc´ıcio 5.5.9 Uma pequena loja de roupas organizou seu estoque de
camisetas em duas prateleiras de acordo com os modelos A e B. Em janeiro o estoque foi distribu´ıdos do seguinte modo:
Prateleira A: 13 camisetas P , 15 camisetas M e 27 camisetas G; Prateleira B: 18 camisetas P , 19 camisetas M e 24 camisetas G. O pre¸co das camisetas era o mesmo para os dois modelos e est´a repre-sentado na tabela abaixo:
Tamanho Pre¸co (em R$)
P 13, 50
M 15, 50
G 16, 50
Tabela 5.10: Pre¸co das camisetas por tamanho
Qual o valor total que a loja possu´ıa em camisetas?
Exerc´ıcio 5.5.10 Consideremos uma companhia que fabrica carros dos
tipos A, B e C em duas f´abricas F1 e F2, e cuja produ¸c˜ao mensal est´a representada na tabela abaixo:
A B C
F1 40 10 36
F2 15 60 20
O carro tipo A usa 50 parafusos para a sua montagem, o carro tipo B usa 80 parafusos e o carro tipo C usa 70 parafusos. Calcular o total de parafusos que cada f´abrica usa mensalmente.
Exerc´ıcio 5.5.11 Jo˜ao, Paulo e Pedro v˜ao construir, cada um, um
brinquedo composto por 3 tipos de pe¸cas. O brinquedo pode ser montado com quantas pe¸cas quisermos. Os meninos fizeram as seguintes escolhas do n´umero de pe¸cas:
Tipo 1 Tipo 2 Tipo 3
Jo˜ao 4 2 3
Paulo 3 4 2
Pedro 2 3 4
Tabela 5.12: N´umero de pe¸cas por brinquedo e por usu´ario
Duas lojas vendem as pe¸cas pelos seguintes pre¸cos (em reais):
Loja 1 Loja 2 Tipo 1 3, 00 2, 50 Tipo 2 6, 00 7, 00 Tipo 3 5, 00 4, 50
Tabela 5.13: Pre¸cos dos brinquedos por loja
Descubra o pre¸co que cada um pagaria na Loja 1 e na Loja 2.
Exerc´ıcio 5.5.12 Uma doceira produz dois tipos de doces, A e B. Para
a produ¸c˜ao desses doces s˜ao utilizados os ingredientes X, Y , Z, conforme indica a tabela:
A B X 5 8 Y 3 2 Z 4 7
Tabela 5.14: Produ¸c˜ao de doces
Suponha que sejam fabricados 50 doces do tipo A e 20 doces do tipo B, por dia. Determine a quantidade de ingredientes X, Y , Z utilizados por dia.
Exerc´ıcio 5.5.13 Um empres´ario oferece mensalmente alimentos a dois
orfanatos. Para o orfanato 1 s˜ao doados 25Kg de arroz, 20Kg de feij˜ao,
30Kg de carne e 32 Kg de batata. Para o orfanato 2 s˜ao doados 28Kg de
arroz, 24Kg de feij˜ao, 35Kg de carne e 38Kg de batata. O empres´ario faz a cota¸c˜ao de pre¸cos em dois mercados. Veja a cota¸c˜ao atual, em reais:
Produto (1Kg) Mercado 1 (R$) Mercado 2 (R$)
Arroz 1,00 1,00
Feij˜ao 1,50 1,20
Carne 6,00 7,00
Batata 0,80 0,60
Tabela 5.15: Cota¸c˜ao de pre¸cos dos alimentos
Determine o gasto mensal desse empres´ario, por orfanato, supondo que todos os produtos sejam adquiridos no mesmo estabelecimento e que este represente a melhor op¸c˜ao de compra.
Exerc´ıcio 5.5.14 Uma ind´ustria produz dois tipos de produtos, P e Q,
em duas f´abricas X e Y . Ao fazer estes produtos, s˜ao gerados os poluentes di´oxido de enxofre, ´oxido n´ıtrico e part´ıculas. As quantidades de poluentes gerados s˜ao dadas (em quilos) pela tabela abaixo:
Di´oxido de enxofre Oxido n´ıtrico´ Part´ıculas
Produto P 300 100 150
Produto Q 200 250 400
Tabela 5.16: Quantidade de poluentes em quilos
Leis e regulamentos federais e estaduais exigem que estes poluentes sejam eliminados. O custo di´ario de remover cada quilo de poluente ´e dado pela tabela seguinte: F´abrica X F´abrica Y Di´oxido de enxofre 8 12 ´ Oxido n´ıtrico 7 9 Part´ıculas 15 10
Tabela 5.17: Pre¸co para remover cada quilo de poluente
Que informa¸c˜oes os coeficientes do produto das matrizes acima fornecem ao fabricante? Calcule-os.
Exerc´ıcio 5.5.15 Um projeto de pesquisa sobre dietas consiste em
adul-tos e crian¸cas de ambos os sexos. A composi¸c˜ao dos participantes no projeto ´e dada pela tabela a seguir:
Adultos Crian¸cas Masculino 80 120
Feminino 100 200
Tabela 5.18: Participantes do projeto por faixa et´aria e sexo
O n´umero de gramas di´arios de prote´ınas, gorduras e carboidratos con-sumidos por cada crian¸ca e adulto ´e dado pela tabela abaixo:
Prote´ınas Gorduras Carboidratos
Adultos 20 20 20
Crian¸cas 10 20 30
Tabela 5.19: Quantidade di´aria de nutrientes consumidos
1. Quantos gramas de prote´ınas s˜ao consumidos diariamente pelos ho-mens no projeto?
2. Quantos gramas de gordura s˜ao consumidos diariamente pelas mulhe-res no projeto?
Exerc´ıcio 5.5.16 Um fabricante de m´oveis produz cadeiras e mesas,
cada uma das quais deve passar por um processo de montagem e por um processo de acabamento. Os tempos exigidos por estes processos s˜ao dados (em horas) pela tabela abaixo:
Montagem Acabamento
Cadeira 2 2
Mesa 3 4
Tabela 5.20: Tempo de fabrica¸c˜ao de m´oveis
O fabricante tem uma f´abrica em S˜ao Paulo e outra em Santa Catarina. Os pre¸cos por hora de cada um dos processos s˜ao dados pela tabela a seguir:
S˜ao Paulo Santa Catarina
Montagem 9 10
Acabamento 10 12
Tabela 5.21: Pre¸co por hora dos est´agios de fabrica¸c˜ao
O que os coeficientes do produto das matrizes acima representam para o fabricante? Calcule-os.
Exerc´ıcio 5.5.17 Uma ind´ustria fabrica trˆes modelos diferentes de
te-levisores. A tabela mostra o n´umero de teclas e alto-falantes usados em cada aparelho A, B e C.
Componentes Aparelho A Aparelho B Aparelho C
Teclas 10 12 15
Alto-falantes 2 2 4
Tabela 5.22: Quantidade teclas e alto-falantes por televisor
A tabela seguinte mostra a estimativa de produ¸c˜ao da f´abrica os pr´oximos dois meses.
Modelo Mˆes 1 Mˆes 2 A 800 2000 B 1000 1500 C 500 1000
Tabela 5.23: Estimativa de produ¸c˜ao de televisores para dois meses
Quantas teclas e quantos alto-falantes ser˜ao necess´arios para a produ¸c˜ao dos dois meses?
Exerc´ıcio 5.5.18 Uma ind´ustria de cal¸cados est´a pretendendo
introdu-zir trˆes novos modelos de sapatos em sua produ¸c˜ao. Para isso, vai utilizar dois tipos de acess´orios, conforme especificado na tabela abaixo:
Acess´orio Modelo A Modelo B Modelo C
X 3 5 2
Y 8 10 5
Tabela 5.24: Quantidade de acess´orios utilizados na fabrica¸c˜ao de cal¸cados
A produ¸c˜ao dos trˆes tipos de cal¸cados deve seguir a tabela abaixo nos meses de teste da aceita¸c˜ao dos novos modelos no mercado:
Modelo Mˆes 1 Mˆes 2 Mˆes3 A 1000 1200 2000 B 1200 1500 2000 C 2000 2000 2500
Tabela 5.25: Produ¸c˜ao de cal¸cados no per´ıodo de aceita¸c˜ao de novos modelos
Quantos acess´orios X e quantos Y ser˜ao utilizados nessa produ¸c˜ao ex-perimental?
Exerc´ıcio 5.5.19 Um fast food de sandu´ıches naturais vende dois
ti-pos de sandu´ıches, A e B, utilizando os ingredientes (queijo, atum, rosbife, salada) nas seguintes quantidades (em gramas) por sandu´ıche:
Sandu´ıche A Sandu´ıche B
queijo 18 10
salada 26 33
rosbife 23 12
atum 0 16
Tabela 5.26: Quantidade em gramas de cada ingrediente por sandu´ıche
Durante um almo¸co foram vendidos 6 sandu´ıches do tipo A e 10 sandu´ıches do tipo B. Qual foi a quantidade necess´aria de cada ingrediente para a prepara¸c˜ao desses 16 sandu´ıches? Represente na forma de produto de matrizes.
Exerc´ıcio 5.5.20 (Desafio) Uma rede de comunica¸c˜ao tem cinco
lo-cais com transmissores de potˆencias distintas. Estabelecemos que aij = 1, na matriz abaixo, significa que a esta¸c˜ao i pode transmitir diretamente para a esta¸c˜ao j, aij = 0 significa que a transmiss˜ao da esta¸c˜ao i n˜ao alcan¸ca a esta¸c˜ao j. Observe que a diagonal principal ´e nula significando que uma esta¸c˜ao n˜ao transmite diretamente para si mesma.
A = 0 1 1 1 1 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0
Qual seria o significado da matriz A2= A · A? Seja A2 = [cij]. Calculemos o elemento
c42= 5
X
k=1
a4kak2 = 0 + 0 + 1 + 0 + 0 = 1.
Note que a ´unica parcela n˜ao nula veio de a43· a32= 1 · 1. Isto significa que a esta¸c˜ao 4 transmite para a esta¸c˜ao 2 atrav´es de uma retransmiss˜ao pela esta¸c˜ao 3, embora n˜ao exista uma transmiss˜ao direta de 4 para 2.
1. Calcule A2
2. Qual o significado de c13= 2?
3. Discuta o significado dos termos nulos, iguais a 1 e maiores que 1 de modo a justificar a afirma¸c˜ao: “A matriz A2 representa o n´umero de caminhos dispon´ıveis para se ir de uma esta¸c˜ao a outra com uma ´unica retransmiss˜ao”.
4. Qual o significado das matrizes A + A2, A3 e A + A2+ A3? 5. Se A fosse sim´etrica, o que significaria?
5.6
Respostas
dos
Principais
Exerc´ıcios
do
Cap´ıtulo
5.2.8 µ 4 1 6 3 ¶ 5.2.10 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 = I4 5.4.1 1. 1205431723 132301572 0 4918 2. 2028845428 162012721 0 6722 3. 40356 107644774 2530 0 2682 4. −72808633 −2466958 0 −2236 5.4.12 µ 11 13 7 3 ¶ 5.4.13 µ −9 −2 −6 −4 ¶ 5.4.14 µ 0 −2 0 −3 ¶ 5.4.17 Y = B + C = µ 7 5 6 15 ¶5.4.23 X = A + B = µ 6 2 4 3 4 5 ¶ , Y = 2A − B = µ 3 4 11 0 −4 4 ¶ 5.4.25 Janeiro Fevereiro Transistores 96 84 Capacitores 156 132 Resistores 208 170 5.4.31 54 −2−1 15 −3 5.4.32 ¡ 9 −6 ¢ 5.4.33 µ −4 −8 5 9 ¶ 5.4.34 µ 6 6 10 −2 9 9 15 −3 ¶ 5.4.35 µ −5 0 0 −5 ¶ = −5I2 5.4.36 −5−8 1123 −11 35 5.4.37 −3 1 46 0 1 2 2 1 5.4.47 A(BC) = (AB)C = µ 10 39 10 −17 ¶ , (A + B)C = AC + BC = µ 4 26 −2 29 ¶ 5.4.51 N˜ao, pois AB 6= BA 5.4.53 µ −1 0 0 −1 ¶ = −I2 5.4.59 ABt = µ 9 −2 11 0 ¶ , BAt = µ 9 11 −2 0 ¶ , (AB)t = µ 6 8 4 9 ¶ , AtBt= µ 19 −14 7 −4 ¶ , BtAt= (AB)t, BA = µ 19 7 −14 −4 ¶ 5.4.60 µ 14 −4 −4 5 ¶
5.5.1 (a) A= aa1121 aa1222 a31 a32 ; (b) A= 3 55 3 5 5 ; (c) I3 = 1 0 00 1 0 0 0 1 ; (d) A= µ 8 5 5 4 8 5 ¶ 5.5.2 x = 5, y = 10, z = ±6, v1= 4, v2= −1 5.5.3 Imposs´ıvel 5.5.4 (a) A+B= µ 5, 9 3√2 17 20 −9 ¶ ; (b) A-B= µ 1, 1 √2 −207 −5 ¶ ; (c) 3A= µ 12 −9 3 2 4, 2 ¶ ; (d) X= µ 10 22 −28 −20 ¶ 5.5.5 364 165 161376 170 174 448 199 187 5.5.6 4100 62004800 7200 5000 7600 5.5.7 17 22 2721 22 34 18 28 28 5.5.8 11901110 840920 2200 1640 5.5.9 R$1787, 00 5.5.10 · 5320 6950 ¸ 5.5.11 39 37, 543 44, 5 44 44 5.5.12 410190 340 5.5.13 · 260, 60 278, 20 304, 40 324, 60 ¸ 5.5.14 · 5350 6000 9350 8650 ¸
Os coeficientes fornecem o custo di´ario para remover o total de poluentes de cada produto em cada f´abrica.
5.5.16 ·
38 44 67 78
¸
Os coeficientes fornecem o custo de fabrica¸c˜ao de uma mesa e de uma cadeira numa mesma f´abrica.
5.5.17 · 27500 53000 5600 11000 ¸ 5.5.18
Mˆes 1 Mˆes 2 Mˆes 3 Acess´orio X 13000 15100 21000 Acess´orio Y 30000 34600 48500 5.5.19 208 486 258 160 CH AETINGER
Sistemas Lineares
6.1
Introdu¸c˜
ao
N
a natureza, as coisas est˜ao em constante transforma¸c˜ao, e o Ho-mem precisa dominar estes processos de mudan¸ca para sobreviver e melho-rar sua existˆencia. Uma das maneiras mais elementares de descri¸c˜ao destas transforma¸c˜oes ´e a de procurar nestas o que permanece constante durante a mudan¸ca.Exemplo 6.1.1 Sabemos que reagindo hidrogˆenio (H2) com oxigˆenio
(O2), produz-se ´agua (H2O). Mas, quanto de H2 e de O2 precisamos?
Solu¸c˜ao
Esta mudan¸ca pode ser descrita do seguinte modo esquem´atico:
xH2+ yO2−→ zH2O.
O que permanece constante nesta mudan¸ca? Os ´atomos n˜ao s˜ao
modifi-cados, portanto devemos ter o mesmo n´umero de ´atomos de cada elemento no in´ıcio e no final da rea¸c˜ao. Logo, as inc´ognitas x, y e z devem satisfazer:
½
2x − 2z = 0 2y − z = 0
Descobrindo quais os valores das inc´ognitas acima que satisfazem si-multaneamente as equa¸c˜oes, teremos aprendido um pouco mais sobre o comportamento da natureza (bonito isto. . . ).
Em muitos casos, como neste exemplo, o problema nos leva a um sistema de equa¸c˜oes lineares. Como vocˆe j´a possui alguma experiˆencia na resolu¸c˜ao deste tipo de sistema, n˜ao tiraremos o seu prazer em resolvˆe-lo. X