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trabalhoEnergia 2018Ia

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

1) A ação de uma força resultante aplicado sobre um corpo para movimentar-lo de um lugar para outro(trajetória).

Trabalho e energia

Trabalho (W) – Força constante

2) Energia transferida para ou de um objeto por meio de uma força atuando no objeto.

0

F

F

F

F

R

1

2

3

A força resultante,

O trabalho sempre está associado a uma força que atua sobre o corpo e ao deslocamento que ela provoca.

Pode ser definido como:

Intuitivamente podemos afirmar que:

(2)

2

j

F

i

F

F

x

ˆ

y

ˆ

: Força constante : vetor deslocamento

r

Fy = F sen θ: perpendicular ao deslocamento

,

i

d

r

ˆ

Da figura temos duas componentes da força:

Fx = F cos θ: direção ao deslocamento

r

Observação: Se o trabalho depende da força, então deveria depender

como ela é aplicada sobre o corpo, •Trabalho (W) - Força constante

(3)

d

.

F

W

 Fy: não consegue mover o corpo sobre a trajetória, então não realiza trabalho.

 Fx: consegue deslocar o corpo e é denominada de força efetiva Que componente da força realiza trabalho através da trajetória ?

Podemos escrever vetorialmente como: Portanto:

W = Fx d ==> W = (F cos θ ) d

: vetor força

: vetor deslocamento

r

O trabalho é feito sobre a trajetória

Trabalho (W)

(4)

• O produto escalar indica que o trabalho é uma grandeza escalar. • O trabalho por uma força perpendicular ao deslocamento é nulo. • O deslocamento se da sobre uma trajetória (caminho já definido). Observações:

d

.

F

W

W = F cos θ . d Trabalho (W)

k

F

j

F

i

F

F

x

ˆ

y

ˆ

z

ˆ

d

d

x

i

ˆ

d

y

ˆ

j

d

z

k

ˆ

z z y y x x

d

F

d

F

d

F

d

F

W

.

ˆ

Em geral: 0 ˆ . ˆ ˆ . ˆ ˆ . ˆ 1 ˆ . ˆ ˆ . ˆ ˆ . ˆ       k i j k j i k k j j i i e Sabendo que

cos . .b b a ab a   Então: Se

(5)

F

R

0

o corpo é deslocado,

d

0

F

* W > 0:

-π/2<θ<π/2: existe uma componente na direção e sentido ao deslocamento.

F

* W < 0:

π/2<θ<3π/2: existe uma componente na direção e sentido oposto ao deslocamento.

 Se W ≠ 0, então:

Situações para diferentes valores de W (superfície sem atrito, F = cte): Plano xy

cos .d F d F W    •Trabalho (W)

(6)

As unidades no sistema

J

1

s

m

kg

:

W

N

1

s

m

kg

:

F

2 2 2

•Trabalho (W)

(7)

Exemplo:

Durante uma tempestade, um caixote desliza pelo piso escorregadio de um estacionamento, sofrendo um deslocamento d=(-3,0m)î ao ser empurrado pelo vento com uma força F = (2,0 N) î + (-6,0N)j.

Qual é o trabalho realizado pelo vento sobre o caixote?

(8)

Exemplo:

Durante uma tempestade, um caixote desliza pelo piso escorregadio de um estacionamento, sofrendo um deslocamento d=(-3,0m)î ao ser empurrado pelo vento com uma força F = (2,0 N) î + (-6,0N)j.

Qual é o trabalho realizado pelo vento sobre o caixote?

Solução: d F W     ) ˆ 3 ( ) ˆ 6 ˆ 2 ( Ni N j mi d F W        º 4 , 108 6 , 71 180 6 , 71 2 6 tan    o    oJ W  6 J W 6 (1) d F d F d F

W  cos  cos(180)  cos

m N W  6,32 cos108,4º3 Método 1 Método 2 Determinando θ, F e d: (2) ) ˆ 3 ˆ 6 ˆ 2Ni N j e d mi F     Então: Substituindo em (1) Portanto: Substituindo em (2) Portanto: 3 32 , 6 ) 6 ( 22 2      d N F

(9)

n i i R

W

W

a) a soma dos trabalhos produzidos por cada uma das forças aplicadas individualmente, .

WR = W1 + W2 + W3

Nesta situação o trabalho total, WR, pode ser encontrado de duas maneiras:

em geral para n forças que atuam sobre um corpo:

Trabalho realizado por um conjunto de forças

i

(10)

F

F

F

d

d

F

d

F

d

F

W

1

.

2

.

3

.

1

2

3

.

3 2 1 F F F FR   

d

F

W

R

R

n 1 i i n 3 2 1 R

F

F

F

...

F

F

F

W

R

F

R

d

.

b) Calculando a força resultante

A força resultante:

Em geral n forcas atuam sobre um corpo;

(11)

onde :

at

F

: força de atrito,

F

: força aplicada (constante) Exemplo:

1) Soma dos trabalhos individuais (superfície com atrito)

Trabalho

realizado

por um conjunto de forças

W = WP + WN + WF +WFat

(12)

Trabalho

realizado

por um conjunto de forças

Isto é:

 WP = P . d cos270 = 0

 WN = N . d cos 90 = 0

 WFy = Fy..d cos 90 = 0

• Para as forças perpendiculares ao movimento,

j

F

e

P

(13)

W = WP + WN + WFy +WFat + WFx = 0 + 0 - Fat d + F d = (Fx - Fatx )d

F

d d F r F WF    x F cos cos .      ) 0 (   F d W WF x O trabalho total: Então:

d

.

F

W

Rx

Trabalho

realizado

por um conjunto de forças

o Trabalho feito pela força F : WF

cos cos .r F d F d F Wat  at   atat ) 0 ( ) 1 (     F d F d W Wat atx atx Então:

o Trabalho feito pela força F :at WFat

F

e

F

at x

• Para as forcas em direção do deslocamento,

(14)

d

F

W

.

Interpretação geométrica: sabemos que

W= Fx (x-xo)

x

x

i

d

0

ˆ

se e

F

cte

Trabalho realizado por uma Força constante em relação ao deslocamento no eixo x. Caso 1 Então :

F

F

F

x

y iˆ ) x x )( jˆ F iˆ F ( W  xyo Sabemos que:

0

ˆ

.

ˆ

ˆ

.

ˆ

1

ˆ

.

ˆ

ˆ

.

ˆ

i

j

j

e

i

j

j

i

i

Da figura o trabalho W é igual à área compreendida entre a curva F(x) e o eixo x.

(15)

i

x

F

x

F

(

)

(

)

ˆ

Considerar que a força:

•atua na direção do eixo x: î •vária com a posição x.

Trabalho executado por uma força variável

i

x

x

r

i

(

)

i

ˆ

r

f

(

x

)

x

f

i

ˆ

O corpo se desloca: Geometricamente o trabalho W é igual à área compreendida entre a curva

F(x) e o eixo x,

W

(16)

Cálculo da área

dividir a área sob a curva em faixas estreitas de largura

Δx o suficiente para considerar a força F(x) ≈ cte nesse intervalo.

Por tanto, o trabalho é

Forca constante

Da figura, consideramos Fj,med como o valor médio de F(x).

(17)

Trabalho total aproximado pela força enquanto a partícula se move de xi a xf é:

     f i j med , j j F . x W W

Esta aproximação pode ser melhorada fazendo: Δx0, isto é

     f i j med j x F x W , 0 lim

Este limite é a definição da integral da

função de F(x) entre os limites xi e xf

xf

xi

F

(

x

)

dx

W

Se conhecermos a função F(x) podemos substituí-la na equação

quando Δx0:

substituímos

Δx

por

dx

e

por

Portanto: somando todas áreas dos retângulos

(18)

Algumas Integrais úteis

2 1 2 3 ) 3 / ( ) 6 / ( cos ) ( 4 81 0 3 4 1 3 ) ( 3 3 1 4 1 0 ) ( 0 cos cos cos cos ) : 1 ( 1 1 1 6 / 3 / 6 / 3 / 4 4 3 0 1 3 3 0 3 3 0 3 4 1 1 0 4 1 0 4 1 0 1 2 1 2 1 1 1 2 1 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1                                              

           sen sen x sen b dx x b cte b k para a a x a dx x a dx x a cte a k e n para b b x b dx x b dx x b cte b k e n para e e k e k dx e k x x x k dx x sen k x sen x sen x sen k dx x k cte k e n n x n x k n x k dx x k x x x x x x x x x x x x x x x x n n x x n x x n

(19)

Ponto de verificação

A figura mostra quatro gráficos (traçados na mesma escala) da componente Fx de uma força variável em função da posição x de uma partícula sobre a qual a força atua. Ordene os gráficos de acordo com o trabalho realizado pela força sobre a partícula de x=0 a x=x1, do mais positivo para o mais negativo.

(20)

Trabalho realizado por uma força gravitacional

j

g

m

F

g

ˆ

Considerações:

A partícula se encontra sob a ação da gravidade, então é a única força que nela atua

o deslocamento é em direção vertical subindo

j

dy

r

d

ˆ

(21)

logo o trabalho executado pela força gravitacional entre yo e y, será:

y y y y y y g

d

r

m

g

j

dy

j

mg

dy

F

W

0 0 0

)

ˆ

)(

ˆ

(

W = -m g (y-yo) = - m g d da figura: (y - yo)>0

W < 0

(22)

Partícula descendo

A partícula se encontra sob a ação da gravidade, então:

j

g

m

F

g

ˆ

Analise da figura:

o deslocamento é em direção vertical subindo, então:

j

dy

r

(23)

     0 0( ˆ)( ˆ) 0 y y y y y y g dr m g j dy j m g dy F W   W = m g (y0 – y) = m g d W > 0 da figura: (y0 - y)>0

(24)

O sistema está composto por um bloco de massa m e uma mola. (Fat=0),

Trabalho realizado por uma mola

Analise quando se aplica uma força externa:

(a) a mola está num estado relaxado, então não exerce força sobre bloco.

O bloco se desloca da posição de equilíbrio a mola exerce uma força restauradora sobre ele para retornar à posição de equilíbrio:

(b) Se o deslocamento é para a direita (+) do eixo x, a força restauradora aponta para o sentido negativo desse eixo.

(c) Se o deslocamento é para a esquerda (-) do eixo x, a força restauradora aponta para o sentido positivo desse eixo.

(25)

Considerando este analise, a equação em geral que descreve a força da mola, em geral, será:

)

Hooke

de

Lei

(

s

k

F

)

r

r

(

k

F

0

Força da Mola:

• É uma força restauradora e é proporcional ao deslocamento do bloco em relação à sua posição de equilíbrio.

• Esta força é tipo elástica.

k > 0: constante elástica da mola

: vetor posição final : vetor posição inicial

: vetor deslocamento 0 0

r

r

s

r

r

(26)

Cálculo do trabalho para o corpo deslocando-se na parte positiva: i x s i x x i x i x s  f ˆ i ˆ  ( fi)ˆ    ˆ Da figura i x k s k F      ( ) ˆ

o trabalho realizado pela mola será

  f i x x s d F W  

Temos duas situações, afastando ou se aproximando do ponto de equilíbrio a) Se afastando do ponto de equilíbrio

Sistema massa – mola (movendo se livremente-1D)

f i

r

r

s

xxfxi

i

x

d

s

d

ˆ

: vetor deslocamento i x r e i x rii ˆ ff ˆ Então: e Da figura ?

(27)

Cálculo do trabalho para o corpo deslocando-se na parte positiva:

logo, o trabalho realizado pela mola será

) ( 2 2 . ˆ ). ˆ ( 2 2 2 i f xf xi x x x x x x x x k W x k dx x k i dx i x k s d F W f i f i f i              

 

Sistema massa – mola (movendo se livremente-1D)

Como: xf > xi  (x x ) 0 2

k

(28)

Portanto:

W < 0: se xi < xf (o bloco desloca-se para a direita) W > 0: se xi > xf (o bloco desloca-se para a esquerda) W = 0: se xi = xf (o bloco não foi deslocado)

b) Se aproximando do ponto de equilíbrio Da figura

)

ˆ

(

x

i

k

F

logo, o trabalho realizado pela mola será

)

(

2

2

.

)

ˆ

).(

ˆ

(

2 2 2 f i x x x x x x

x

x

k

x

k

dx

x

k

i

dx

i

x

k

W

i f i f i f

Como: xi > xf( ) 0 2 2 2    k xi xf W

x

d

s

d

x

x

x

s

f i

x=distância

(29)

No cotidiano

Quem tem maior energia pode realizar maior trabalho.

Na Física

A energia é uma propriedade física do sistema (corpo) que quantifica o seu estado (repouso ou movimento).

Propriedades

• Grandeza escalar

• Transformação de uma na outra (ex: potencial cinética; magnética elétrica)

• Devido a suas diversas formas esta grandeza física é utilizada como uma relação de equivalência.

(30)

•Energia cinética, K •Energia potencial, U

Tipos de energia a estudar

(31)

•É a energia associada a seu estado de movimento de um corpo cuja massa é m. Esta é descrita como:

2

2

1

v

m

K

Daqui podemos observar que para m = cte, temos:

•Quanto mais rapidamente se movimenta um corpo, maior será sua energia cinética.

•Quanto o corpo se encontra em repouso sua energia cinética será nula. •A energia cinética é sempre positiva.

(32)

Como a força é constante então a aceleração também é constante

Relação entre trabalho e energia cinética

Estado de um corpo no tempo

to : xo , vo t : x, v

então da segunda lei de Newton temos

m

F

a

a

m

F

x

x

x

x

O trabalho é a energia transferida para ou de um corpo por meio de uma força atuando no objeto(variação da energia cinética).

(33)

2 v 2 v ) x x ( a ) x x ( a 2 v v 2 0 2 0 x 0 x 2 0 2        d . F ) x x ( a m 2 v m 2 v m x 0 x 2 o 2    

K

W

Das equações de cinemática para um corpo com aceleração constante, temos:

multiplicando por m temos:

F

o termo da esquerda é a variação da energia cinética: oK: energia cinética em t, x,

oKo: energia cinética em to, x0.

o termo da direita é o trabalho realizado pela força, , para deslocar o corpo uma distancia d

Então, da equação anterior temos:

Teorema da energia cinética

Portanto, temos que:

(34)

Ponto de verificação

Uma partícula se move ao longo de um eixo x. A energia cinética da partícula aumenta, diminui ou permanece a mesma se a velocidade da partícula mudar (a) de -3 m/s para -2 m/s e (b) de -2 m/s para 2 m/s? (c) Em cada situação, o trabalho realizado sobre a partícula é positivo, negativo ou nulo?

(35)

Durante uma tempestade, um caixote desliza pelo piso escorregadio de um estacionamento, sofrendo um deslocamento d=(-3,0m)î ao ser empurrado pelo vento com uma força F = (2,0 N) î +(-6,0N)^j.

(a) Qual é o trabalho realizado pelo vento sobre o caixote?

(b) Se o caixote tem uma energia cinética de 10 J no inicio do deslocamento

(36)

• W = ΔK, O trabalho realizado por uma resultante de forças é igual à variação da sua energia cinética.

• W= FR.d, O trabalho é a energia transferida para um corpo por meio

de uma força resultante, atuando sobre um corpo.

W = 0;  ∆ K = 0; O corpo não ganhou nem perdeu energia W > 0;  ∆ K > 0; (ganho energia)

W < 0;  ∆ K < 0; (perdeu energia)

Interpretação da relação W em função de ΔK

Portanto, se uma força executou um trabalho W sobre um corpo, ele variou a sua energia desse corpo em uma quantidade W.

Casos desde o ponto de vista de transferência de energia:

K

W

(37)

A energia potencial é a energia que pode ser associada à configuração ou arranjo (estado) de um sistema de objetos que interagem (Força) entre eles.

• Na figura cada posição (ex: (a) 0, y1,y2,...) do corpo corresponde a um estado. • Se a configuração do sistema ou a posição do corpo se altera a energia potencial do sistema também pode ser alterada.

Energia Potencial

Sistema Terra – corpo Sistema Mola-corpo

(a)

(38)

Energia potencial gravitacional, associada ao

estado de separação entre os objetos que se atraem uns a outros por meio da força gravitacional.

Exemplo de tipos de energia potencial

Energia potencial elástica, associada ao

estado de compressão ou alongamento de um objeto elástico (semelhante a uma mola).

Observação. A energia potencial está sempre associada a uma força.

Neste caso para comprimir ou alongar uma mola se realiza um trabalho para modificar as posições da mola.

(39)

Relação entre trabalho e energia potencial

g

F

1) Analise para uma Força gravitacional

• o trabalho realizado pela força gravitacional sobre o corpo é negativo, Análise dos seguinte sistemas

subida

• Isto significa que a força gravitacional retira energia da energia cinética do corpo (v0 > v).

• Se não existe força de atrito, podemos concluir que a energia potencial gravitacional (∆U) deveria ganhar esta energia na mesma quantidade que retirou da energia cinética do corpo, então temos que ∆U = -WFg.

0 0       K K W como WFg Fg

(40)

• Existe uma transferência de energia desde a energia potencial gravitacional para o corpo em forma de energia cinética.

• A diminuição da energia potencial gravitacional deveria ser na mesma quantidade que entregou para o corpo aumentar a sua energia cinética, isto é:

Descida .

A energia cinética do corpo aumenta devido à ação da força gravitacional, isto indica que houve perda de energia potencial;

∆U = -W

∆U = -W.

Relação entre trabalho e energia potencial

• o trabalho realizado pela força gravitacional sobre o corpo é positivo,

0

0

K

K

W

como

W

Fg Fg Conclusão:

(41)

W r U r U W r U r U r U         ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( 0 0      então: Da relação

podemos encontrar o potencial em qualquer ponto, o qual é definida em relação a um referencial.

W

)

r

(

U

r

) (r

UEnergia potencial na posição

A energia potencial e todos os outros valores serão medidos em relação a este referencial.

) (r0

UEnergia potencial na posição

r

0 (referencial)

A energia potencial de um corpo representa a capacidade dele produzir energia cinética ou, de maneira mais genérica, transformar essa energia num outro tipo de energia.

Portanto:

xf

xi F(x)dx

U

(42)

Teste

Uma partícula se move ao longo de um eixo x de x = 0 para x1 enquanto uma força conservativa, orientada ao longo do eixo x, atua sobre a partícula. A figura mostra três situações nas quais a força varia com x. A força possui a mesma intensidade máxima nas três situações. Ordene as situações de acordo com a variação de energia potencial associada ao movimento da partícula, começando pela mais positiva.

(43)

1) Executa um trabalho nulo quando se considera um percurso fechado.

W = 0 (A: →1→ B:→2→A)

Forças conservativas

Características

Exemplo:

No sistema massa - mola, quando a massa retorna a um dado ponto, ela tem a mesma energia cinética da passagem anterior, com a mesma capacidade de produzir trabalho, portanto o trabalho realizado pela mola foi nulo, neste percurso fechado.

(44)

Por exemplo

Vamos considerar uma força conservativa que atua sobre uma partícula ao longo de um percurso fechado, indo do ponto A até o ponto B pelo caminho 1 da figura, e voltando de B para A pelo caminho 2 . Temos então que:

2) O trabalho realizado por uma força conservativa para ir desde um ponto A até o ponto B independe do percurso.

ou seja

Como a força é conservativa, se vai e volta pelo mesmo caminho 2, temos

e finalmente

Portanto, o trabalho será o mesmo caso se utilize o percurso 1 ou 2, em geral para qualquer outro percurso.

(45)

Quando as mudanças de forma de energia acontecem sem perdas, isto indica que existe uma

conservação de energia

e que as forças envolvidas no processo são conservativas.

(46)

O trabalho resultante executado pela força resultante é:

WR = ∆K = Kf - Ki

Para um sistema de forças conservativas:

∆U = -WR  ∆U = - ∆K  ∆(U + K) = 0

como E = K+ U  ∆E =0

A variação de energia mecânica é nula para um sistema de forças conservativas.

Exemplo: O sistema massa - mola é um sistema conservativo, onde a força que a mola exerce é variável.

Energia mecânica

A energia mecânica está definida como

E = K + U

(47)

A potência é taxa com a qual uma força transfere energia de uma forma para outra. A potência mede a capacidade de um sistema produzir (ou absorver) energia num intervalo de tempo.

Potência

Nos dá a medida da energia ΔE transferida num certo intervalo de tempo Δt.

t E Pmed    Potência média dt dE PmedPotência instantânea

Horse Power: HP <> ft.lb / s (pé libra por segundo) 1 HP= 746 W

Sistema Internacional: watt: W <> J/s.

Sistema britânico:

(48)

Exemplo

Um caixote de 230 kg esta pendurado na extremidade de uma corda de 12 m de comprimento. Ele é empurrado com uma força horizontal variável F até deslocá-lo de 4 m horizontalmente. Calcular:

a) a força quando o caixote se encontra na posição final b) o trabalho executado pela força F

c) o trabalho do peso do caixote d) o trabalho total

Posição inicial: 1 ==> F = 0 Posição final: 2 ==> F ≠ 0

(49)

a) Cálculo da força quando o caixote se encontra na posição final

P

T

F

F

R

Força Resultante 1 2

como o sistema se encontra em equilíbrio, no ponto 2:

0

R

F

0

cos

0

P

T

Fy

sen

T

F

Fx

(1) (2)

tan

P

F

De (1) e (2) Então:

(50)

b) o trabalho do peso do caixote

ds

Ld

L

s

f f f o

ds

sen

P

ds

P

s

d

P

W

     

0 0

)

90

cos(

    

0

cos

)

(

0 0

PL

W

d

sen

PL

Ld

sen

P

W

f f

) 1 (cos   PL

W

s

d

O vetor deslocamento é

tangente ao arco de circunferência

Da figura , o deslocamento s do corpo é: (ou ver figura: arco=ânguloxraio)

(51)

f f o

ds

F

s

d

F

W

F    

0

cos

c) o trabalho pela corda

d) o trabalho pela força F

    W W W F ds WR F P T R

 

0 0

)

(

cos

)

tan

(

P

Ld

PL

sen

d

W

F

)

1

(cos

cos

0

PL

PL

W

F

0

90

cos

0

f f o

ds

T

s

d

T

W

T    

e) Trabalho total

0

f

s

d

F

W

R R

ou

W

R

W

P

W

T

W

F

PL

(cos

1

)

0

PL

(cos

1

)

0

0     F T P FR   mas

(52)

Kiko: Ponto A, justo quando a bola se decola da mola, quando a mola comprime x1 = 1,10cm

Duas crianças brincam de acertar, com uma bolinha lançada por um revolver de brinquedo situado na mesa, uma caixinha colocada no chão a 2,20 m da borda da mesa, ver figura. Kiko comprime a mola de 1,10 cm, mas a bolinha cai a 27,0 cm antes da caixa. De quanto deve a mola ser comprimida pela Biba para atingir o alvo?

Problema 8-34

Biva: Ponto C, justo quando a bola se decola da mola, quando a mola comprime x2 = x

Ponto B justo quando a bola deixa o revolver e inicia o movimento parabólico

(53)

Kiko: Ponto A, justo quando a bola se decola da mola, quando a mola comprime x1 = 1,10cm

O alcance da bolinha na horizontal vai depender da velocidade inicial no ponto B para cada jogador. Estas velocidades.dependem da deformação da mola. Temos:

vBK : velocidade no ponto para o Kiko (velocidade inicial-horizontal) vBB : velocidade no ponto para o Biva (velocidade inicial-horizontal)

Solução 8-34

Biva: Ponto C, justo quando a bola se decola da mola, quando a mola comprime x2 = x

Ponto B justo quando a bola deixa o revolver e inicia o movimento parabólico

Analisando a conservação de energia para ambos, entre o ponto A e ponto B

EAK = EBK UAK + KAK = UBK + KBK ECB = EDB UCB + KCB = UBB + KBB 2 0 0 2 2 2 BK K mv x k 2 0 0 2 2 2 BB B mv x k (1) (2) 2 2 mv x kk x2  mv2 Kiko Biva

(54)

2 1 1 1 2 1 0 0 h gt e t v dBK    Problema 8-34 d1 = 2,20 - 0,27 = 1,93m Sabemos que: 2 2 2 2 1 0 0 h gt e t v DBB    D = 2,20m (5) (4)

A partícula a partir do ponto B tem movimento parabólico:

BK BB K B BB BK B K v v x x v v x x    22 2 2

Temos que determinar v1B e v2B para determinar x2 dividindo (1) por (2), temos:

Kiko Biva (3) 1 1 t d vBK  2 t D vBB  Substituindo:' (4) e (5) em (3): m xB 0,0125 93 , 1 20 , 2 011 , 0    1 1 1 1 d D x t d t D x xB KK              Portanto

como caem da mesma altura, então temos que : t1 = t2

Então: 2 0 0 0 0 2 1 t a t v y y e t v x x   x   y

Referências

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