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Plano de negócios para implantação de uma loja de calçados

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO

SUL

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,

ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

LÚCIO ANDRÉ POLIDORIO DE CASTRO

PLANO DE NEGÓCIOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA LOJA DE

CALÇADOS

IJUI (RS)

(2)

LÚCIO ANDRÉ POLIDORIO DE CASTRO

PLANO DE NEGÓCIOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA LOJA DE

CALÇADOS

Trabalho de Conclusão de Curso Apresentado no Curso de Ciências Contábeis da UNIJUI, como requisito para obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis.

Professora Orientadora: Euselia Paveglio Vieira

(3)

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, por nos presentear com esta dadiva que é a vida, pela capacidade intelectual e raciocínio, por sempre estar comigo nesta caminhada, que por muitas vezes somente nele conseguimos forças para prosseguir e realizar nossos sonhos.

A minha esposa Jéssica pela total dedicação, apoio e compreensão que durante este período esteve ao meu lado.

Aos meus pais, Antônio e Elizabeth, pelo carinho e educação que recebi durante a minha infância, e pelo incentivo e apoio que sempre dedicaram aos meus estudos.

Aos meus professores que me ajudaram durante toda esta caminhada, em especial a minha professora orientadora, Euselia, que desde o primeiro dia na universidade me motivou, aconselhou e serviu de exemplo durante todo este tempo, meu muito obrigado.

Um agradecimento especial a meu amigo Eugenio Gressler e sua família, pelo apoio e condições inicias para que pudesse começar nesta caminhada e ainda pelo incentivo profissional para escolha desta formação.

Enfim, a todos os que de uma forma ou de outra me apoiaram, me incentivaram e fizeram parte desta caminhada, que neste momento chega ao fim, tornando-se real mais este sonho, meu muito obrigado a todos.

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RESUMO

O presente trabalho tem como principal objetivo apresentar a elaboração de um plano de negócios para implantação de uma loja de caçados femininos na cidade de Panambi-RS. Para iniciar este trabalho apresentou-se primeiramente a caracterização da empresa, a problematização do estudo, os objetivos desejados e a justificativa por este tema, em seguida apresenta-se os principais conceitos que compõe o plano de negócios, segundo diversos autores estudados. Após foi apresentado a metodologia do estudo e sua classificação quanto a pesquisa, sendo por entrevista, onde se procurou saber a necessidade do mercado, em entrevista diretamente com o publico alvo, o que a concorrência oferecia, visitando estabelecimentos do mesmo segmento, e como desenvolver um diferencial competitivo para surpreender o mercado. Para iniciar a análise financeira da empresa foi pesquisado valores iniciais necessário para implantação do empreendimento, e para apurar sua viabilidade calculam-se diversos indicadores financeiros, sendo: margem de contribuição, ponto de equilíbrio, taxa interna de retorno, e período de payback. Após todos estes indicadores financeiros analisados, constatou-se a viabilidade da implantação da loja de calçados femininos na cidade de Panambi.

(5)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Organograma da empresa. ... ...36

Figura 2 - Layout Interno Moderno ... 38

Figura 3 - Layout Interno Conservador ... 39

Figura 4 - Layout Interno Aconchegante ... 39

Figura 5 - Composição do estoque inicial ... 43

Figura 6 - Estimativa de investimento inicial. ... 44

Figura 7 - Estimativa de Despesas Fixas Mensais. ... 48

(6)

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Estrutura de um Plano de Negócios. ... 19

Quadro 2 - Matriz SWOT ... 40

Quadro 3 - Estimativas de investimento inicial... 41

Quadro 4 - Estimativa de investimentos fixos... 41

Quadro 5 - Estimativa com custo de pessoal ... 42

Quadro 6 - Custo para formação do estoque inicial ... 43

Quadro 7 - Estimativa de investimento inicial. ... 44

Quadro 8 - Estimativa do custo com depreciação. ... 45

Quadro 9 - Politica de vendas/compras/estoque... 46

Quadro 10- Estimativa de despesas fixas mensais. ... 47

Quadro 11- Formação do Mark-up com margem de lucro ... 49

Quadro 12- Formação do Mark-up sem margem de lucro ... 49

Quadro 13- Formação do preço de venda ... 50

Quadro 14- Estimativa de venda e faturamento mensal ... 51

Quadro 15- Margem de contribuição com preço de penda orientativo ... 53

Quadro 16- Margem de contribuição com preço de venda mínimo ... 54

Quadro 17- Ponto de equilíbrio com preço de venda orientativo ... 55

Quadro 18- Margem de segurança operacional com preço de venda orientativo ... 56

Quadro 19- Apuração do custo das mercadorias vendidas ... 57

Quadro 20- Valor presente líquido ... 58

Quadro 21- Taxa interna de retorno ... 59

Quadro 22- Payback simples ... 60

Quadro 23- Payback descontado ... 60

Quadro 24- Giro de estoques ... 61

Quadro 25- Giro de estoques em dias ... 61

Quadro 26- Demonstração do resultado de exercício ... 62

Quadro 27- Projetando cenários ... 64

Quadro 28- Projeção do fluxo de caixa no cenário otimista ... 66

Quadro 29- Projeção do fluxo de caixa no cenário pessimista ... 67

Quadro 30- Projeção do balanço patrimonial ... 69

Quadro 31- Lucratividade ... 70

Quadro 32- Rentabilidade ... 70

Quadro 33- Prazo de retorno de investimento-cenário otimista ... 71

(7)

SUMÁRIO RESUMO ... 4 LISTA FIGURAS...5 LISTA DE QUADROS...6 INTRODUÇÃO ... 10 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 11

1.1 AREA DO CONHECIMENTO CONTEMPLADA ... 11

1.2 CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA A SER CONSTITUIDA ... 11

1.3 PROBLEMATIZACÃO DO TEMA... 11 1.4 OBJETIVOS ... 12 1.4.1 Objetivo geral ... 12 1.4.2 Objetivos específicos... 13 1.5 JUSTIFICATIVA ... 13 2 REVISÃO TEÓRICA ... 14 2.1 CONTABILIDADE GERAL ... 14 2.1.1 Conceitos ... 14

2.1.2 Campo de aplicação da contabilidade ... 15

2.2 CONTABILIDADE GERENCIAL ... 15

2.2.1 Diferença entre contabilidade gerencial e contabilidade financeira... 16

2.3 PLANO DE NEGÓCIOS ... 16

2.3.1 Conceitos ... 17

2.3.2 A importância do plano de negócios ... 17

2.3.3 A quem se destina o plano de negócios ... 18

2.3.4 Tipos e tamanhos sugeridos de plano de negócios ... 18

2.4 ESTRUTURAS DE UM PLANO DE NEGÓCIOS... 19

(8)

2.4.2 Descrição da empresa ... 21

2.4.3 Plano de marketing ... 21

2.4.4 Plano financeiro ... 23

2.4.4.1 Investimento inicial ... 24

2.4.4.2 Projeções dos resultados ... 24

2.4.4.3 Projeção do fluxo de caixa ... 25

2.4.4.4 Balanço patrimonial ... 25

2.4.4.5 Ponto de equilíbrio ... 26

2.4.4.6 Análise de investimentos ... 28

2.4.4.6.1 PayBack (Tempo de Retorno) ... 28

2.4.4.6.2 Valor presente líquido (VPL) ... 28

2.4.4.6.3 Taxa interna de retorno ... 29

3 METODOLOGIA DO TRABALHO... 30

3.1 CLASSIFICÃO DA PESQUISA ... 30

3.1.1 Classificação quanto a sua natureza ... 30

3.1.2 Do ponto de vista de seus objetivos ... 30

3.1.3 Quanto da forma de abordagem do problema ... 31

3.1.4 Do ponto de vista dos procedimentos técnicos ... 31

3.2 COLETA DE DADOS ... 32

3.2.1 Instrumento de coleta de dados ... 32

3.3 ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS ... 34

4 ANALISE DOS RESULTADOS ... 35

4.1 DESCRIÇÕES DA EMPRESA ... 35

4.1.1 Estrutura organizacional e legal ... 35

4.2 PLANO DE MARKETING ... 36

4.2.1 Analise do mercado ... 37

(9)

4.2.3 Estudo de oportunidades e ameaças ... 39

4.3 PLANO FINANCEIRO ... 40

4.3.1 Investimento inicial ... 40

4.3.2 Formação do preço de venda orientativo ... 48

4.3.3 Estimativas de vendas ... 51

4.4 APURAÇÃO DOS INDICADORES ... 52

4.5 ANALISES DE INVESTIMENTOS ... 58

4.5.1 Valor presente líquido ... 58

4.5.2 Taxa interna de retorno ... 58

4.5.3 Payback ... 59

4.5.4 Rotatividade dos Estoques ... 61

4.6 PROJEÇÃO DO RESULTADO ... 61

4.6.1 Projeções de cenários ... 63

4.6.2 Projeção do fluxo de caixa ... 66

4.6.3 Projeção do balanço patrimonial ... 68

4.7 INDICADORES FINANCEIROS ... 70

CONCLUSÃO ... 72

(10)

INTRODUÇÃO

Sem duvidas o mundo empresarial pertence aos que melhor souberem identificar uma boa oportunidade e que tenha as ferramentas certas para elaborar e gerenciar seu empreendimento. Neste contexto destaca-se uma boa contabilidade gerencial, que apoia os gestores do negócio auxiliando com suas ferramentas e aplicabilidades, gerando informações, capacitando seus gestores e oferecendo mais segurança e confiança nos processos decisórios.

Para auxiliar os empreendedores no desenvolvimento de suas idéias de investimentos, é de fundamental importância a elaboração de um plano de negócios, o qual faz parte da contabilidade gerencial como um instrumento de gestão, porque um planejamento e analise antecipada dos riscos e incertezas podem evitar alguns problemas financeiro aos empresários, sendo que não basta ter uma boa idéia e recursos financeiros se não tiver um bom planejamento, poderá assim estar somente desperdiçando tempo e recursos.

O plano de negócios além de ser uma ferramenta fundamental ao empreendedor que deseja estar melhor preparado e também para apresentar as instituições financeiras, investidores no caso de necessidade de obter recursos.

Neste contexto, o presente trabalho de conclusão de curso tem o objetivo a elaboração de um plano de negócios para implantação de uma loja de calçados, verificando sua viabilidade ou não para a efetivação da mesma.

Neste sentido, apresenta-se no primeiro capitulo a contextualização do estudo, onde foram definidos o tema, a caracterização do empreendimento, o problema, os objetivos, e a justificativa pelo tema escolhido.

No segundo capitulo consta a revisão teórica referente ao plano de negócios, baseada e conceituada em diversos livros e autores, sites e artigos que fornecem informações sobre o assunto em referencia.

Em seguida no terceiro capitulo consta a metodologia aplicada no estudo, desde a classificação da pesquisa, sob o ponto de vista dos objetivos, da abordagem do problema e da coleta dos dados.

Na parte seguinte apresenta-se o desenvolvimento do plano de negócios, seu estudo aplicado e abrangente na área relacionada, apresentando a descrição da empresa a ser constituída, as estratégias de marketing e comercialização de seus produtos, ainda apresentando na pratica por meio de planilhas e cálculos a sua viabilidade de implantação no atual cenário descrito. Finalizando o estudo apresenta-se a conclusão e a bibliografia utilizada no desenvolvimento da pesquisa.

(11)

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Neste capitulo apresenta-se a contextualização do estudo, abordando a área do conhecimento pesquisada, seguido do tema em estudo, caracterização da empresa, a problematização do tema, dos objetivos e a justificativa.

1.1 AREA DO CONHECIMENTO CONTEMPLADA

O tema desenvolvido neste estudo refere-se à elaboração de um plano de negocio para abertura de uma loja de calçados feminino.

Mostra-se de grande importância o estudo deste assunto, sendo que o mesmo pode servir de importante ferramenta e diferencial para entrar no mercado, já que é possível analisar pontos fundamentais, como produtos e serviços, fornecedores, clientes, analise de mercado, estratégias do negocio, organização e gerenciamento do negocio além do planejamento financeiro. Desta forma o estudo envolveu a elaboração de um plano de negócios como tema de pesquisa.

1.2 CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA A SER CONSTITUIDA

A empresa em formação que é o alvo do estudo vai atuar na área de comércio varejista de venda de calçados feminino na cidade de Panambi, no enquadramento fiscal optante pelo Simples Nacional por ser empresa de pequeno porte.

O seu quadro funcional foi planejado para ser formado por 3 (três) pessoas, sendo a proprietária e mais duas colaboradoras que vão atuar diretamente nas vendas.

A empresa tem uma proposta de implantação que venha ser um diferencial na área de calçados feminino em Panambi, com modernas instalações, tendo como seu principal foco na qualidade e no atendimento além de ótimos produtos, com equipe focada no bem servir gerando satisfação dos clientes. O investimento inicial é de responsabilidade integral de sua proprietária em torno de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).

1.3 PROBLEMATIZACÃO DO TEMA

O mundo empresarial e dos negócios encontra-se em uma acirrada disputa entre os empreendedores, os que sabem melhor identificar as oportunidades, criar as melhores estratégias para se manter atuante e ter seus diferencias reconhecidos pelos seus clientes.

(12)

Neste contexto atual não basta ter recursos e uma boa idéia para sair montando empresas, sem ter suas metas e objetivos estipulados e sem um bom planejamento poderão apenas estar desperdiçando seus recursos e tempo, sendo ideal antes de tudo elaborar um plano de negócios.

Assim sendo, o estudo está baseado na elaboração de um plano de negócios, que se constituí em:

O plano de negócios um documento usado para descrever um empreendimento e o modelo de negocio que sustenta a empresa. Sua elaboração envolve um processo de aprendizagem e alto conhecimento, e, ainda, permite o empreendedor situar-se no seu ambiente de negócios. (DORNELAS, 2001, p. 96).

E ainda de acordo com Salim

Plano de negócios é um documento que contem a caracterização do negocio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do mercado as projeções de despesas, receitas e resultados financeiros. (SALIM et al, 2005, p. 3).

A empresa projetada neste estudo é uma loja de venda de calçados femininos na cidade de Panambi, a qual elabora-se o plano de negócios, incrementando assim a possibilidade de obter bons resultados, incluindo a analise do mercado, a pesquisa dos possíveis clientes, desenvolvimento de formas de acompanhamento gastos e receitas minimizando os riscos da sua implementação.

Desta forma pergunta-se: De que forma a elaboração de um plano de negócios pode contribuir com a decisão de investir ou não na implantação de uma loja de calçados feminino em panambi?

1.4 OBJETIVOS

Os objetivos têm por definição qual a linha de pensamentos que precisam ser seguidos para solucionar a problematização do tema. Neste estudo são divididos em geral e específicos.

1.4.1 Objetivo geral

Elaborar um plano de negócios que contemple os principais indicadores para analise detalhada da viabilidade ou não na implantação de uma loja de venda de calçados femininos na cidade de Panambi.

(13)

1.4.2 Objetivos específicos

- Revisar na literatura conceitos de contabilidade gerencial, plano de negócios e viabilidade

financeira;

- Definir o modelo para elaborar o plano de negócios; - Avaliar os elementos de vendas, marketing e comercialização; - Levantar os custos, receitas e despesas;

- Analisar a viabilidade econômica e financeira;

- Apurar o investimento inicial e a estrutura necessária.

1.5 JUSTIFICATIVA

Com a alta competitividade atualmente no ramo comercial onde qualquer detalhe pode significar prejuízos ou ate mesmo a falência das empresas, fica comprovado que a contabilidade gerencial pode se tornar uma grande aliada dos empreendedores para auxiliar na correta tomada de decisão.

E especificamente um bom plano de negócios elaborado para o ramo de atividade que se pretende atuar, é de fundamental importância, que se torna indispensável para obter êxito, com ampla capacidade de analisar diversos pontos relevantes, minimizando assim os riscos e incertezas na hora da implantação do novo negocio.

Para mim na condição de formando do Curso de Ciências Contábeis, posso dizer que busco aprimorar meus conhecimentos já construídos durante o curso. Alem disso, teremos a possibilidade de usar como ferramenta de apoio a tomadas de decisão na criação futuramente do meu próprio negocio.

Para universidade e sociedade tem relevante importância como material de pesquisas e estudos neste assunto especificamente.

(14)

2 REVISÃO TEÓRICA

Neste capitulo apresenta-se diversos conceitos de vários autores conceituados na área, afim de fundamentar a pesquisa, dando sustentação as idéias e servindo de apoio ainda para a pesquisa aplicada do tema.

2.1 CONTABILIDADE GERAL

Pesquisando a historia da contabilidade pode-se observar que é tão antiga quanto à civilização, pois desde os primórdios tempos o homem tem necessidade de registrar seus bens. Assim que o homem rompeu a vida comunitária com o aperfeiçoamento da agricultura e pesca teve a necessidade de ter um histórico de seu patrimônio, mesmo que primitivos os métodos como verifica-se, sendo rabiscos em cavernas e pinturas em pedras. Ao morrer quem possuía estes bens passava a diante de certa forma como herança a filhos e parentes de seus pais (pater, patris), denominando-se como patrimônio, conforme autor (BASSO, 2011)

Com a evolução do comercio e formação da sociedade, o processo passou a se aprimorar, mesmo que lentamente para poder acompanhar e evoluir com a sociedade em seus registros e controle.

2.1.1 Conceitos

A Contabilidade é uma Ciência que estuda o patrimônio e registra suas variações de uma forma geral, fornecendo informações da riqueza de um individuo ou uma organização.

Pode-se citar segundo Basso que:

Entendemos que contabilidade, como conjunto ordenado de conhecimentos próprios, leis cientificas, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, Controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativos (monetário) e qualitativo (físico), e que, como conjunto de normas, preceitos, regras e padrões gerais, se constituem na técnica de coletar, catalogar e registrar informações de suas variações e situação, especialmente de natureza econômica e financeira e complementarmente, controla, registra e informa situações impactantes de ordem socioambiental decorrentes de ações praticadas pela entidade no ambiente em que esta inserida. (BASSO, 2011, p.26).

Por sua vez, Franco conceitua como:

Contabilidade é a ciência que estuda os fenômenos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a classificação, a demonstração expositiva, a analise e a interpretação desses fatos, com o fim de oferecer informações e orientações

(15)

necessárias a tomada de decisões sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial. (FRANCO, 1997, p.21).

Observando os conceitos pode-se definir que a contabilidade é responsável por gerir, controlar e informar as mutações do patrimônio, sendo uma ferramenta de apoio a tomada de decisões.

2.1.2 Campo de aplicação da contabilidade

É muito difícil limitar a contabilidade somente a uma área especifica, pois observa-se em sua evolução com a civilização, ela esta presente em quase tudo que diz respeito ao controle e informações acerca do patrimônio, seja ele de pessoa física, empresas, organizações governamentais, igrejas, com ou sem fins lucrativos.

Tornando-se indispensável à maneira de como se vive nos dias atuais, mostrando assim a importância da profissão do contábil.

Conforme identifica-se, podemos citar ainda segundo Basso (2011, p.30) diversas áreas como, por exemplo:

 Contabilidade Industrial;  Contabilidade Publica;  Contabilidade Bancaria;  Contabilidade Rural; Contabilidade de Cooperativas; Contabilidade de seguradoras; Contabilidade Comercial.

Ainda segundo Basso são diversos os usuários da contabilidade e suas informações destacando-se segundo ele “Administradores, diretores e executivos – uso da informação contábil no processo decisório, contribuindo para que as decisões possam ser tomadas com maior grau de acerto possível. Detalhes, precisão e agilidade da informação são requisitos básicos”. (BASSO, 2011, p.30)

Identifica-se o ramo da contabilidade gerencial, o qual este estudo abrangerá, já que o mesmo destina-se a elaboração de um Plano de Negócios.

2.2 CONTABILIDADE GERENCIAL

Atualmente a Contabilidade Gerencial desenvolve um papel indispensável dentro de uma organização que deseja destacar-se no mercado, pois tem o papel desenvolvido no

(16)

planejamento, controle e tomada de decisões, focando alavancar os resultados tendo total controle das informações necessárias para isto.

Conforme a Associação Nacional dos Contadores dos Estados Unidos através de seu relatório numero 1A, apud Padoveze (2010, p.33).

Contabilidade gerencial é o processo de identificação, mensuração, acumulação, acumulação, analise, preparação interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para o planejamento, avaliação e controle de uma organização e para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos.

Para Crepaldi:

A Contabilidade Gerencial é como o ramo da Contabilidade que tem como objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresa que o auxiliem em suas funções gerencias. É voltada para melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um adequado controle de insumos efetuado por sistema de informação gerencial. (CREPALDI, 1998, p.18).

E ainda para Padoveze (2010, p.40) “Contabilidade Gerencial significa gerenciamento da informação contábil. Ora, gerenciamento é uma ação, não um existir. Contabilidade gerencial significa o uso da contabilidade como instrumento da administração”.

Como pode ser observado, a Contabilidade Gerencial é uma ferramenta de apoio que fornece as informações necessárias para que os gestores possam ter condições de analise, baseando-se nas informações contábeis, tendo assim maior êxito em suas decisões.

2.2.1 Diferença entre contabilidade gerencial e contabilidade financeira

A Contabilidade Gerencial esta focada em oferecer informações gerencias a nível interno das organizações, e a seus administradores, auxiliado na tomada de decisões, enquanto a contabilidade financeira fornece informações mais relevantes a usuários externos, como acionistas, credores, e sociedade em geral.

2.3 PLANO DE NEGÓCIOS

O Plano de Negócios é indispensável para formalização de uma idéia no que diz respeito a novos investimentos, sendo uma ferramenta que pode ser utilizado por todas as categorias de empreendedores, dando apoio para analisar a viabilidade ou não da implantação do negocio, tornando-se a forma mais segura de se obter êxito em seus objetivos.

(17)

2.3.1 Conceitos

No Plano de Negócios será respondido as principais perguntas inerentes a implantação ou não do negocio, como por exemplo: Qual é o negocio? Onde vai chegar? O que vende? Para quem vende? Quais estratégias serão utilizadas? Como conquistar o mercado? Quanto será gasto? Que retorno terá sobre o investimento? Tornando-se assim indispensável sua elaboração antes de criar o negocio.

Dessa forma Salim conceitua plano de negócios, “Plano de negócios é um documento que contem a caracterização do negocio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do mercado às projeções de despesas, receitas e resultados financeiros”. (SALIM et al 2005 p. 3).

Já para Filion, Dolabela Plano de Negócios é:

É, antes de tudo, o processo de validação de uma idéia, que o empreendedor realiza através do planejamento detalhada da empresa. Ao prepará-lo terá elementos para decidir se deve ou não abrir a empresa que imaginou, lançar um novo produto que concebeu, proceder a uma expansão, etc. (FILION, DOLABELA, 2000, p 164).

Diante do exposto pode-se dizer que o melhor caminho para se obter sucesso na implantação do negocio é elaborando primeiramente o plano de negócios, já que o mesmo pode lhe fornecer subsídios necessários afim de diminuir os riscos e incertezas.

2.3.2 A importância do plano de negócios

Tornar-se um empreendedor atualmente é um sonho de muitas pessoas, terem seu próprio negócio, ser o gestor, mas sem estratégias, planejamento e um delineamento a ser seguido torna-se apenas uma aventura com seus recursos financeiros, por isso e´ indispensável à elaboração de um plano de negócios direcionado para a área que se pretende investir.

Segundo Filion e Dolabela defendem que:

Toda organização deveria ter seu Plano de Negocio e utilizá-lo permanentemente. Ele é a ferramenta por excelência do empreendedor em todos os estágios. Porque indica um ponto no futuro que ele quer alcançar e aponta estratégias e recursos a serem utilizados. Ou seja, ajuda o empreendedor a definir onde que chegar, como fazer para ir ate la, quais recursos serão necessários e qual estrutura utilizar na organização. (FILION E DOLABELA, 2000,p 14).

Dornelas acredita que com a elaboração do Plano de Negocio é possível:

- Entender e estabelecer diretrizes para seu negocio; - Gerenciar de forma mais eficaz a empresa e tomar decisões acertadas;

(18)

- Monitorar o dia a dia da empresa e tomar ações corretivas quando necessário; - Conseguir financiamento e recursos junto a bancos, governo, SEBRAE, investidores, capitalistas de risco, etc.

- Identificar oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo para a empresa;

- Estabelecer uma comunicação interna eficaz e convencer o publico externo (fornecedores, parceiros, parceiros, clientes, bancos, investidores, associações, etc.) (DORNELAS, 2008, p.85).

Pode-se observar que é de extrema importância a elaboração do Plano de Negocio, porque proporciona indicadores capaz de identificar o sucesso ou o fracasso da organização, evitando que o sonho do empreendedor torne-se um pesadelo.

2.3.3 A quem se destina o plano de negócios

O Plano de Negocio por ser uma ferramenta ampla e de inúmeras informações, serve de base para os empresários, tendo assim diretrizes a seguir diminuído os riscos e aumentando a chance de sucesso, com também para buscar investidores no mercado, atrair capital, e mostrar-se transparente a sociedade, pode-se identificá-lo como sendo um documento destinado ao publico interno e externo.

Salim entende que “Podemos dizer que o conteúdo do Plano de Negocio no todo ou em parte interessa a todos os stakeholders. Os stakeholders são o conjunto de todos os grupos de pessoas que de alguma maneira tenham interesse ou sejam afetados pela empresa”. (SALIM

et al 2005, p.28.)

Assim sendo é possível dizer que o plano de negócios destina-se a todos os públicos, desde que tenha interesse na organização o qual se refere.

2.3.4 Tipos e tamanhos sugeridos de plano de negócios

Segundo Dornelas (2008, p.95) “não existe um tamanho ideal ou quantidade exata de paginas. O que se recomenda é escrever um plano de negocio de acordo com as necessidades do público-alvo”.

Ainda conforme o autor existe alguns tipos e tamanhos sugeridos de plano de negócios, como:

Plano de Negócios completo: É utilizado quando se pleiteia uma grande quantidade

de dinheiro, ou se necessita apresentar uma visão completa do empreendedorismo. Pode variar de 15 a 40 paginas mais material anexo.

Plano de Negócios Resumido: E apresentado quando se necessita apresentar

algumas informações resumidas a algum investidor, por exemplo, com o objetivo de chamar sua atenção para que lhe requisite um Plano de Negócios completo. Devem mostrar os objetivos macros do empreendimento, mercado e retorno sobre o

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investimento e devera focar as informações especificas requisitada. Geralmente

varia de 10 a 15 paginas.

Plano de Negócios Operacional: É muito importante para ser utilizado

internamente na empresa pelos diretores, gerentes e funcionários. É excelente para alinhar os esforços internos em direção aos objetivos estratégicos da organização. Seu tamanho pode ser variável e depende das necessidades especificas de cada empreendimento em termos de divulgação junto aos associados e colaboradores. (JIAN apud DORNELAS, 2008, p. 96).

Identifica-se Plano de Negócios como uma ferramenta de diversas analises, dependendo do publico ao qual se deseja atingir e os objetivos que se pretende alcançar com o mesmo.

2.4 ESTRUTURAS DE UM PLANO DE NEGÓCIOS

A seguir apresenta-se a estrutura de um plano de negócios sugerida por Filion e Dolabela.

Quadro 1- Estrutura de um Plano de Negócios.

SUMARIO EXECUTIVO

Enunciado do projeto

Competência dos responsáveis Produtos e Tecnologia

Mercado potencial – a oportunidade Elementos de diferenciação Previsão de vendas

Rentabilidade e projeções financeiras Necessidades de financiamento

A EMPRESA

Missão Objetivos

Situação planejada / desejada Foco

Estrutura organizacional e legal Descrição legal

Estrutura funcional, diretoria, gerencia e equipe Descrição da unidade fabril

Síntese das responsabilidades da equipe dirigente Plano de operações Administração Comercial Controle de qualidade Terceirização Sistemas de gestão Parcerias O PLANO DE MARKETING Analise do mercado O setor Oportunidades e ameaças Clientela Segmentação Concorrência

(20)

Fonte: Filion, Dolabela (2000, p.179 e 180)

2.4.1 Sumario executivo

O sumario executivo é de suma importância para decisão do leitor em ler ou não o plano de negócios, pois trata se de um resumo abordando os principais itens deixando os empolgados a terminar a leitura total ou desistir dela.

Salim et al considera que :

O sumario executivo é um exemplo competente e motivante do Plano de Negócios. Qual a área de negócios, qual o produto ou serviço, qual o mercado e que fatia desse mercado queremos obter? Qual o investimento necessário, em quanto tempo ira recuperar o dinheiro investido e qual o rendimento que terá de nosso investimento em um prazo estabelecido? Tudo isso, sem explicar em detalhes, mas dito de maneira clara, objetiva e sucinta. Isso é o que deve conter o Sumario Executivo. (SALIM et al, 2005, p.41).

O sumario executivo é composto por alguns itens, como enunciado do projeto, onde é apresentado rapidamente a empresa, foco, estrutura e alvo do negócio, conta também com o item competência dos responsáveis, onde se apresenta uma breve descrição dos sócios responsáveis e sua formação e atribuições, o item seguinte é produtos e tecnologia, onde descrevemos o produto a ser comercializado, a forma para obter este produto, mercado potencial descreve a oportunidade de mercado, em cima de pesquisas identificando o publico alvo e a forma de abordagem deste mercado, conta também com o item elementos de diferenciação, apresentando o diferencial do produto, onde ira destacar-se no mercado frente à concorrência, o próximo item que é previsão de vendas, onde será feita uma projeção das vendas no mercado e porcentagem de participação das vendas no mercado, compondo as formas de venda do produto à vista ou a prazo aos consumidores, o item seguinte rentabilidade e projeções financeiras é muito importante para analise dos leitores interessados em investir na empresa, pois apresentara os fatores impactantes para se obter o lucro, qual o prazo de retorno do investimento inicial (paybeck), e a quantia a ser comercializada a chegar ao ponto de equilíbrio, onde a empresa cobre todas suas obrigações e não obtêm lucro, e chegando ao ultimo item que compõe o sumario executivo sendo necessidades de

PLANO FINANCEIRO

Investimento inicial Projeção dos resultados Projeção de fluxo de caixa Balanço patrimonial Ponto de equilíbrio Analise de investimentos

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financiamento, que indicara a necessidade ou não de obter empréstimos para implantação da empresa, e formação de estoque.

2.4.2 Descrição da empresa

Neste ponto apresenta-se um breve resumo da empresa, com a missão, visão, objetivos, foco, descrição legal, administração e parcerias.

Para Dornelas (2008, p. 116) “esta é a seção do plano na qual é apresentada um breve resumo da organização da empresa, sua historia, qual seu propósito, a natureza dos serviços ou produtos oferecidos, qual é o seu modelo de negócios e seus diferencias”.

O primeiro item que compõe é missão, o qual deixara claro o que a empresa exercera junto ao mercado.

Segundo Salim “A missão é aquilo que você quer que sua empresa seja. Deve ser desafiadora, mas atingível. Uma declaração de MISSÃO bem-feita deve deixar claro que você entende qual é o negócio, tem uma estratégia definida e sabe como atingir seus objetivos. (SALIM et al 2005, p. 44).

Visão segundo Salim (2005, p. 43) “visão é uma direção estratégica. É onde queremos chegar no futuro. A visão é que determina o destino de uma organização. A visão é um sonho que nunca será atingido.”

Ainda segundo o autor Salim et al (2005, p.45) pode-se citar as diferenças entre missão e visão:

- A visão é o que se sonha para o negócio, enquanto a missão identifica o negócio.

- A visão diz para onde vamos, enquanto a missão diz onde estamos.

- A visão é o “passaporte” para futuro, enquanto a missão é a “carteira de identidade” da empresa.

- A visão energiza a empresa, enquanto a missão dá rumo a ela. - A visão é inspiradora, enquanto a missão é motivadora.

Ao ler a descrição da empresa o interessado terá um breve resumo, situando a empresa no que diz respeito ao motivo de sua implantação, o produto comercializado, seus objetivos e propósitos, constituição jurídica, enquadramento fiscal, e seu capital.

2.4.3 Plano de marketing

Esta etapa caracteriza-se por um conjunto de analises de diversas informações, obtidas através de estudos do mercado, os serviços e produtos oferecidos, as necessidades e

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preferências dos clientes. Também é necessário avaliar as oportunidades e os riscos do negócio, identificando os pontos fortes e fracos da empresa, estudando a concorrência suas estratégias, afim de destacar-se no mercado.

Filion, Dolabela (2000, p.170) citam “O plano de marketing é constituído por ações em dois momentos: Análise previa de mercado e estratégia a ser executada após o inicio da operação”.

Os autores destacam os passos como sendo:

O primeiro passo na montagem do plano de marketing é analise do mercado, resumindo todas as informações pertinentes à empresa e levando em consideração diversos fatores elencados na sequência.

Fatores econômicos, como inflação, distribuição de renda e taxas de juros praticados na praça.

Fatores socioculturais que estão ligados a características gerais da população, como tamanho, grau de escolaridade, concentração, sexo, profissão e estado civil são alguns exemplos.

Fatores políticos/legais, que referem-se a leis que regem o setor que atuam.

Concorrência que é de fundamental importância analisar e prever suas ações, observando sues clientes, preços, forma de pagamento, mercadorias, atendimento, localização, e aparência.

Fatores internos que analisa de forma crítica o ambiente interno atual da empresa em relação aos seus objetivos.

Essas analises são muito importante para a empresa, pois ela determinara o caminho para seu plano de marketing e as importantes decisões para o sucesso da empresa.

Outro passo relevante dentro do plano de marketing é estratégias de marketing, que visa definir como a empresa atingira seus objetivos e metas, combinando simultaneamente os cinco principais elementos de marketing que são produto, preço, praça, promoção e pessoas.

Sendo produto considerado um bem tangível como mercadoria, ou um bem intangível como serviço. O produto deve conter característica especificas para ser atrativo ao cliente em uma transação comercial.

Preço, sendo considerado quanto vale o produto para o consumidor, levando em consideração o preço praticado no mercado, e quanto o cliente em potencial esta disposto a pagar pelo produto oferecido, tudo isso analisado, e formando o preço ideal de venda, que o que cobre as despesas, e ainda oferece uma margem de lucro desejada ao empresário.

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estrutura e a localização da empresa, pontos estratégicos para distribuição da mercadoria e a forma de como o produto será introduzido no mercado.

Promoção tem como objetivo estimular a demanda por mercadorias da empresa, levando em consideração a forma correta de informar e quais os canais para levar ao consumidor essa informação, com intuito de informar os produtos disponíveis e ofertado do estabelecimento.

As pessoas são responsáveis diretas pelo sucesso da empresa, pois são elas responsáveis pela qualidade no atendimento e serviços oferecidos, tendo o conhecimento dos objetivos e metas da empresa, identificando o posicionamento no mercado, sendo colaboradores motivados e comprometidos com as políticas da empresa.

Elaborando um bom plano de marketing minimiza-se os riscos, e traça objetivos, estratégias para alavancar os resultados, obtendo vantagens sobre a concorrência e aumentando a participação no mercado e os lucros da empresa.

2.4.4 Plano financeiro

O plano financeiro de uma empresa é considerado como uma das partes mais importantes no desenvolvimento do plano de negócios, pois é nele que serão colocadas todas a despesas sendo elas fixas ou variáveis, e seus resultados de venda e faturamento, gerando diversas analises que indicarão a capacidade financeira da empresa em obter lucros ou prejuízos.

Para Filion e Dolabela:

O Plano Financeiro representa a principal fonte de referencia e controle da saúde da empresa, sendo utilizado pelo empreendedor para conduzir suas atividades dentro dos parâmetros planejados, corrigir distorções adaptar-se a novas variáveis decorrentes de mudanças na conjuntura e projetar novos com base em níveis de crescimento previstos e desejados. (FILION, DOLABELA, 2000, p. 172).

Ainda segundo Salim Planejamento financeiro:

Serve para fazer a prova dos nove do negócio. É nele que vamos juntar todas as despesas. Desde aquelas que foram feitas para iniciar o negócio, constituir sua base, ate aquelas que estarão sendo feitas em plena fase operacional para mantê-lo vivo e com funcionamento regular de suas atividades de venda e de produção. (SALIM et

al, 2005, p.105).

Sendo analisado desta forma pode ser considerado uma fonte rica de informações, muito útil para diversos interesses, como por exemplo, ser apresentado a investidores,

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instituições financeiras, quem desejar entrar no negócio, pois apresentara informações essenciais da constituição financeira da empresa.

2.4.4.1 Investimento inicial

Para formular os gastos devemos ter a percepção de o que se enquadra neles, podemos separar inicialmente em três itens, sendo investimentos inicial, custos e despesas. No que se refere a gastos com investimentos iniciais classificamos todos os valores que se fazem necessários para montar a empresa ate que ela esteja em condições de funcionar. Tudo que a empresa investir em gastos iniciais, ela devera recuperar em um período de tempo, podendo variar tempo de retorno dependendo do negócio, retornando em forma de lucro todo este investimento inicial. Pode se enquadrar neste investimento inicial gastos com imóvel, instalações, equipamentos, contratações de serviços e de empregados, treinamento e documentação para legalização da empresa.

2.4.4.2 Projeções dos resultados

Projeção de resultados é uma estimativa elaborada pelo próprio empresário, de quanto espera vender, gastar e conseqüentemente ganhar nos próximos meses e anos.

Diversos são os pontos que se deve levar em consideração para elaboração dessas projeções, como por exemplo o potencial de mercado, capacidade de vendas da empresa, cenário econômico, com aumento de inflação, taxa de juros, estando sempre atento também a concorrência.

Segundo Salim et al (2005, p.107) “Os Cenários de Planejamento representam diferentes situações que podem ocorrer em diversas áreas, (econômica, tecnológica etc.) e que podem acarretar diferentes desempenhos de um empreendimento no horizonte de planejamento”.

Ainda segundo o autor:

As projeções financeiras de um empreendimento comportam uma serie de pressupostos que serão utilizados para análise de sua viabilidade. Com base nesses pressupostos é que serão feitas as projeções de ingressos e saídas de recursos no horizonte de planejamento estabelecido. (SALIM et al 2005, p. 107).

Neste cenário destaca-se o planejamento dos resultados, auxiliando o empreendedor com base nas suposições de resultados, a tomar às melhores decisões, possibilitando simular

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cenários otimistas, pessimistas e conservadores, diminuído a chance de imprevistos que possam prejudicar seu negócio.

2.4.4.3 Projeção do fluxo de caixa

Identifica-se fluxo de caixa por planilhas, que informa como serão pagas as despesas efetuadas, e qual o volume das receitas para determinado período de apuração, sendo fundamental para gerenciamento eficaz na empresa.

Salim entende que:

O Fluxo de Caixa represente a evolução das entradas e saídas de recursos financeiros da empresa ao longo do tempo, de forma a visualizar, a cada momento, a disponibilidade líquida caixa e verificar se os desembolsos futuros poderão ser efetuados nas datas previstas.(SALIM et al, 2005, p.111).

O fluxo de caixa pode variar seus intervalos de elaboração, sendo diário, mensal e trimestral, sendo aplicado de acordo com a necessidade de cada empresa.

Segundo Padoveze:

A administração diária do fluxo de caixa possa ser elemento vital para o setor financeiro e de sua responsabilidade. A sua necessidade de informação é imediata, e não pode, de forma alguma, esperar tratamento contábil de mais de algumas horas ou de um dia. (PADOVEZE, 2010, p.83).

Ainda segundo o autor entende que Fluxo de Caixa mensal:

Esse fluxo é tão necessário quanto o fluxo de caixa diário. Enquanto a movimentação dos recursos financeiros dia a dia é de importância operacional para realizar os pagamentos e recebimentos imediatos, o fluxo de caixa mensal possibilita a visão de conjunto e de relevância, que o fluxo de caixa diário dificilmente oferece. O fluxo de caixa mensal relaciona-se com movimentos mensais das demais contas da companhia, dessa forma é elemento fundamental para acompanhamento e controle dos recursos da empresa, junto como balanço patrimonial e a demonstração de resultados. (PADOVEZE, 2010, p.84).

As projeções de caixa fornecerão um diagnostico rápido e preciso da situação financeira da empresa, ainda sendo possível poderão ser anexado as demais demonstrações contábeis, podendo de antemão prever necessidades de haver empréstimos para subsidiar obrigações da empresa.

2.4.4.4 Balanço patrimonial

Faz-se necessário como ferramenta do planejamento financeiro, serve para avaliar os resultados, como perdas ou lucros, informando os sócios e acionistas sobre a posição

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financeira da empresa e seus ganhos acumulados ou perdas.

Segundo Salim et al (2005, p.111) “o balanço patrimonial é a representação contábil econômico-financeiro de uma empresa, sendo sua elaboração obrigatória pela legislação, com uma periodicidade mínima anual.

Padoveze identifica como:

Peça contábil por excelência, para ele é canalizado todo o resultado das operações da empresa e das transações que terão realização futura. Temos que salientar que o balanço patrimonial é elaborado segundo os princípios contábeis geralmente aceitos, mas nada impede que, gerencial e internamente, se construam balanços com critérios de avaliação alternativos. (PADOVEZE, 2010, p. 71).

Ainda no entendimento de Basso:

O demonstrativo contábil “Balanço Patrimonial” pode ser entendido como uma representação quantitativa e sintética dos elementos que compõe o patrimônio de uma entidade numa determinada data, revelando a sua posição financeira e patrimonial estática, isto é, na data do seu levantamento. (BASSO, 2011, p.292).

O balanço patrimonial é formado pelo ativo, passivo e patrimônio liquido, e relata a solidez da empresa, pois expõe a situação patrimonial, como capital e reserva, alem das disponibilidades de curto prazo, quanto às situações futuras. Todas as movimentações contábeis devem ser contabilizadas, sendo necessário um contador ou um técnico de contabilidade par elaboração do balanço, tornando-se responsável pela veracidade das informações nele contidas.

O balanço é formado pelo ativo, que localiza-se as aplicações de recursos representados pelos bens e direitos da entidade. Pelo Passivo, que registra a origem de recursos, representando as obrigações da empresa, e pelo patrimônio liquido, onde identifica-se os recursos da empresa, que é a diferença entre o ativo menos o passivo, identifica-sendo positivo quando o valor do ativo supera o valor do passivo, negativo quando o valor do passivo é superior o do ativo, e nulo quando se equivalem os valores.

2.4.4.5 Ponto de equilíbrio

Fundamental importância para empresa que deseja conhecer o exato ponto onde as receitas ou vendas se igualam as despesas, não obtendo lucro e nem prejuízo.

Salim (2005, p.108), conceitual como “break-even point (Ponto de Equilíbrio) representa o nível de vendas no qual a receita iguala a soma dos custos fixos mais custos variáveis, ou seja, no qual o lucro é zero”.

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Para Padoveze (2010, p.377) “a informação do ponto de equilíbrio da empresa, tanto do total global, como por produto individual, é importante porque identifica o numero mínimo de atividade em que a empresa ou cada divisão de operar”.

E ainda segundo Crepaldi relata que há três tipos de ponto de equilíbrio, o qual verá agora a diferença entre eles:

O Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC): é obtido quando há volume (monetário ou

físico) suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixas, ponto em que não há lucro ou prejuízo contábil. É o ponto de igualdade entre Recita Total e o Custo

Total.

O Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE): ocorre quando há lucro na empresa esta

busca comparar e demonstrar o lucro da empresa em relação à taxa de atratividade que o mercado financeiro oferece ao capital investido.

O Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF): é representado pelo volume de vendas

necessárias para que a empresa possa cumprir com seus compromissos financeiros. (CREPALDI, 2002, p.229-230).

As formulas do ponto de equilíbrio contábil, econômico e financeiro, conforme Crepaldi (2002, p.231) são:

Fórmula do Ponto de Equilíbrio Contábil: PEc = Custos Fixos + Despesas Fixas

Margem de Contribuição Unitária

Fórmula do Ponto de Equilíbrio Econômico:

PEe = Custos Fixos + Despesas Fixas + Remuneração do Capital Margem de Contribuição Unitária

Fórmula do Ponto de Equilíbrio Financeiro:

PEf = Custos Fixos + Despesas Fixas – Custos não Desembolsáveis Margem de contribuição Unitária

O ponto de equilíbrio é uma ferramenta gerencial de grande apoio ao gestor da empresa, pois ela indica o ponto exato que a entidade deve vender ou fabricar para que seja o suficiente para cobrir os custos para exercer suas atividades, partido deste pondo começa a obter lucro.

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2.4.4.6 Análise de investimentos

A análise de investimentos contempla os métodos mais utilizados pelas empresas, para avaliar sua viabilidade ou não, sendo estes métodos: PayBack (tempo de retorno), TIR (Taxa interna de retorno), e VPL (Valor presente liquido).

2.4.4.6.1 PayBack (Tempo de Retorno)

Identifica-se PayBack como o período de tempo necessário para a empresa recuperar os gastos referente ao investimento inicia do negócio.

Segundo Salim PayBack é:

É o período de recuperação de um investimento. Ou seja, o prazo até que o investimento inicial seja recuperado por meio dos fluxos de caixa líquidos positivos gerados pelo negócio. Correspondem, assim, ao período em que os valores dos investimentos realizados e despesas (fluxos negativos) se igualam às entradas de caixa (fluxos positivos). (SALIM et al 2005, p. 298).

Quanto menor o tempo para obter o retorno do capital inicial investido, mais atrativo se torna para os investidores, aumentando as chances de entrada de capital para iniciar o negócio.

2.4.4.6.2 Valor presente líquido (VPL)

Considerada uma analise avançada de investimentos, o cálculo do valor presente líquido considera o valor do dinheiro ao longo do tempo.

Salim conceitua da seguinte forma:

O valor presente líquido (VLP) ou Net Present Value (NPV) é um dos instrumentos mais utilizados para avaliar propostas de investimento de capital. Reflete a riqueza em valores monetários do investimento medida pela diferença entre o valor presente das entradas de caixa e o valor presente das saídas de caixa, a uma determinada taxa de desconto. (SALIM et al 2005, p. 296).

Formula do Valor presente líquido:

VPL = SOMA [ FCj / (1+ i )J ], j = {0,n}

Onde

FCj é o Fluxo de caixa esperado no ano j, i é a taxa de desconto.

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Se o VLP for positivo, o negócio é viável, caso seja negativo, torna-se inviável devendo ser deixado de lado, se for igual a zero, não faz diferença investir ou não.

2.4.4.6.3 Taxa interna de retorno

Considerando para um investimento a TIR torna-se atraente, se sua taxa de juros for mais elevada do que a taxa oferecida no mercado em um investimento com mesmo nível de risco.

Segundo Dornelas (2008, p.161) entende que “no plano de negócios é importante que se mostre tanto o Valor Presente Líquido de projeto quanto a TIR e o prazo de Payback, pois são os primeiros índices que os investidores observam”.

Salim conceitua a Taxa interna de retorno da seguinte forma “também chamada

Internal Rate Return (IRR), representa a taxa de desconto que iguala, em um único momento,

os fluxos de entrada com os de saída de caixa – na verdade, produz um VLR igual à zero. (SALIM et al 2005, p.297).

Optando por tomar uma decisão baseando-se na TIR, o empreendedor tem que observar se a taxa for maior que a taxa de retorno desejada, o projeto torna-se viável, caso contrario, se for menor deve rejeitar o projeto.

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3 METODOLOGIA DO TRABALHO

Pode-se definir que a metodologia é um delineamento que mostrara a forma de enquadramento da pesquisa, o sistema de coleta de dados, abordagem do problema, procedimentos técnicos e teóricos a serem implantados na pesquisa.

Conforme kerlinger (1980) apud Beuren (2004, p. 76) explica que “a palavra delineamento focaliza a maneira pela qual um problema de pesquisa é concebido e colocado em uma estrutura que se torna guia para experimentação, coleta de dados e analise”. Na sequência apresenta-se a classificação da pesquisa.

3.1 CLASSIFICÃO DA PESQUISA

A classificação da pesquisa e pode ser quanto a sua natureza, seus objetivos e procedimentos técnicos, relacionados a seguir.

3.1.1 Classificação quanto a sua natureza

A pesquisa deste estudo, quanto a sua natureza, se classifica como aplicada, já que o mesmo tem a intenção de ser aplicada na pratica. Conforme Vergara (2007, p.47) conceitua que “pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto, finalidade prática,...”.

Já Gil conceitua da seguinte forma:

A pesquisa aplicada, por sua vez, apresenta muitos pontos de contato com a pesquisa pura, pois depende de suas descobertas e se enriquece com o seu desenvolvimento, todavia, tem como característica fundamental o interesse na aplicação e consequências praticas dos conhecimentos, (GIL, 1999, p. 43).

Portanto realizou-se um estudo de elaboração de um plano de negócios para avaliar a viabilidade de implantação de uma loja de calçados feminino em Panambi-RS.

3.1.2 Do ponto de vista de seus objetivos

Do ponto de vista de seus objetivos esta pesquisa se enquadra como descritiva, pois visa à elaboração de um plano de negócios, auxiliando na sua estruturação e analise determinantes para formação de indicadores para sua conclusão. Desta forma, o conceito de pesquisa descritiva consta na sequência segundo Vergara.

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Pesquisa descritiva expõe características de determinada população de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza. Não tem o compromisso de explicar os fenômenos que descreve, embora sirva de base para tal explicação, (VERGARA, 2007, p.47).

Ainda do ponto de vista de seus objetivos Gil (1999) apud Beuren et al (2004, p.81).

A pesquisa descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis. Uma de suas características mais significativas esta na utilização de técnicas padronizadas de coletas de dados.

Portanto, baseado nos conceitos, este estudo é descritivo no sentido de que foireaizado levantamento de dados e aplicação de técnicas padronizadas para alcançar os objetivos estabelecidos.

3.1.3 Quanto da forma de abordagem do problema

Tem duas formas de abordagem do problema, podendo ser quantitativa ou qualitativa, sendo esta pesquisa enquadrada como qualitativa, pois conforme Richardson (1999) apud Beuren et al (2004, p.92) expõe que:

A principal diferença entre uma abordagem qualitativa e quantitativa reside no fato de a abordagem qualitativa não empregar um instrumento estatístico como base do processo de analise do problema. Na abordagem qualitativa, não se pretende numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas.

Ainda segundo Beuren et al (2004, p.92) “Na pesquisa qualitativa concebem-se analises mais profundas em relação ao fenômeno que esta sendo estudado”.

Portanto o estudo é qualitativo porque realizou-se uma pesquisa mais aprimorada sobre o assunto contemplado, além disso não aplicou-se formulas estatísticas para analisar o problema.

3.1.4 Do ponto de vista dos procedimentos técnicos

Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa classifica se como bibliográfica, documental, levantamento de dados e ainda estudo de caso.

Sendo pesquisa bibliográfica segundo Vergara:

É o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é material acessível ao publico em geral. Fornece instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma, (VERGARA, 2007, p.48).

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Investigação documental é a realizada em documentos conservados no interior de órgãos públicos e privados de qualquer natureza, ou com pessoas: registros, anais, regulamentos, circulares, ofícios, memorandos, balancetes, comunicações informais, filmes, microfilmes, fotografias, videoteipe, informações em disquete, diários, cartas pessoais e outros, (VERGARA, 2007, p. 48).

Utilizou-se o método de levantamento de dados que segundo Gil (1999) apud Vergara (2007, p 85) podem:

Se caracterizar pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se a solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante analise quantitativa, obter as conclusões correspondentes aos dados coletados.

Também utilizou-se o estudo de caso, que segundo Vergara (2004, p. 84) “caracteriza-se principalmente pelo estudo aplicado de um único caso”.

Complementando ainda Gil (1999) apud Vergara (2007, p.84) define:

O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir conhecimentos amplos e detalhados do mesmo, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados.

Portanto, o estudo se classifica como sendo estudo de caso, por serem delineados em um único assunto, o qual foi estudou-se a fundo, que é o plano de negócios.

3.2 COLETA DE DADOS

A coleta de dados é muito importante para realização da pesquisa, já que assim pode-se obter as informações espode-senciais para diagnosticar o estudo e sua viabilidade. Para obter tais informações foram utilizadas a pesquisas bibliográficas onde foram consultados livros, artigos, apostilas internet, etc. Partindo daí para pesquisa mais de campo onde realizou-se um estudo de mercado, concorrência, fornecedores, apuração simulação dos custos de implantação, receitas, despesas e estratégias de marketing.

3.2.1 Instrumento de coleta de dados

Na coleta de dados iniciais foram considerados a importância da aplicação de técnicas para sua realização, sendo elas: observação, entrevistas, e anotação complementares.

A técnica aplicada nesta pesquisa é a observação que segundo Beuren et al (2004, p. 128) “a observação é uma técnica que faz uso dos sentidos para a obtenção de determinados

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aspectos da realidade. Consiste em ver, ouvir e examinar os fatos ou fenômenos que se pretendem investigar”.

Já para Vergara considera que:

A observação pode ser simples, ou participante. Na observação simples, você mantém certo distanciamento do grupo ou da situação que tenciona estudar; é um espectador não interativo. Na observação participante, você já esta engajado ou se engaja na vida do grupo ou na situação; é um ator ou um espectador iterativo, como no caso em que você usa o método etnográfico, por exemplo. (VERGARA, 2007, p. 54).

A técnica de observação esta dividida em categorias, e utilizou-se neste estudo a

observação simples .

Observação sistemática segundo Beuren et al (2004, p.129) “a observação sistemática é usada em pesquisas que requerem a descrição mais detalhada e precisa dos fenômenos ou testes de hipóteses”.

Citando ainda Marconi, Lakatos Apud Beuren et al (2004, p.130)

A observação sistemática é utilizada quando há controle da situação, isto é, para responder a propósito pré-estabelecidos. No entanto, as normas da observação não podem ser padronizadas nem ser totalmente inflexíveis, pois as citações, objetos e objetivos de pesquisas da investigação são muito diferentes. Para consecução da observação sistemática, vários instrumentos auxiliares podem ser empregados, como: quadros, anotações, escalas, dispositivos eletrônicos e mecânicos, entre outros.

Esta pesquisa classifica-se como não participante, pois o autor fez parte diretamente da pesquisa como membro integrante a ser analisado, é sistemática, pois tem controle de

questionamentos para auxiliar aos propósitos pré-estabelecidos, individual, será realizada por um único pesquisador e ainda na vida real e sua aplicabilidade futuramente é em uma empresa, aqui simulada.

Ainda foram aplicados o método de entrevista não padronizada ou desestruturada, a qual a autora se refere da seguinte forma:

A entrevista não estruturada, também denominada por alguns autores de entrevista em profundidade, possibilita ao entrevistado a liberdade de desenvolver cada situação na direção que considera mais adequada. Isso significa uma forma de explorar mais amplamente as questões levantadas. ( BEUREN et al 2004, p. 133).

Aplicou-se o método de entrevistas desestruturado, focando em empresários do ramo, e fornecedores.

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3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

Após a coleta das informações, por meio do plano de analise interpretação de dados é possível apurar se objetivos pré-estabelecidos foram atingidos, verificando a viabilidade da implantação da empresa.

Beuren et al Conceitua, “Analisar dados significa trabalhar com todo o material obtido durante o processo de investigação, ou seja, com os relatos de observação, as transcrições de entrevistas, as informações dos documentos e outros dados disponíveis”, (BEUREN et al 2004, p. 137).

Para verificar a viabilidade da implantação da empresa, analizou-se teóricamente juntamente com elaboração de planilhas, cálculos e projeções, criando-se estratégias para melhor enquadra-se no mercado, com diferencial e atratividade aos clientes.

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4 ANALISE DOS RESULTADOS

A elaboração deste estudo tem por finalidade principal de informar a viabilidade para implantação de uma loja de venda de calçados femininos na cidade de Panambi.

4.1 DESCRIÇÕES DA EMPRESA

A loja de calçados que se pretende implantar, buscar apresentar-se no mercado com algumas franquias de marcas, apresentando um diferencial nas novas tendências, focando no conforto e na beleza de seus produtos para atender uma clientela mais exigente.

A missão definida para a empresa é: Atender bem o cliente como foco principal, solucionando suas necessidades e superando suas expectativas, com conforto, praticidade e beleza.

A visão abordada pela loja é de ser referencia no comercio de calçados femininos diferenciados, destacando-se no ramo calçadista da região como a melhor escolha para andar com conforto e na moda.

Em seus objetivos pode-se destacar: Atender cada cliente como único, para mostrar seu valor em nossa loja, oferecer conforto combinado com beleza em nossos produtos, proporcionar ambiente único a nossos clientes, onde sintam-se a vontade e valorizados.

A loja buscara atender clientes como publico alvo as classes A, B e C, com calçados femininos e acessórios, buscando tendências de mercado e soluções em calçados e acessórios, estando sempre a procura de soluções praticas para atender as principais necessidades de nossos clientes, deixando sempre um canal aberto entre a direção da loja e os clientes, para ouvir suas principais necessidades e sugestões, fazendo assim um atendimento mais especializado e atendendo conforme a necessidade dos clientes.

4.1.1 Estrutura organizacional e legal

A empresa a se constituir será de pequeno porte, optando assim pelo Simples Nacional como forma de tributar.

Terá um investimento inicial de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), os quais serão investidos na infra estrutura inicial, gastos com legalização, aquisição do estoque inicial, sendo o valor integral disponível pela sócia gerente, sem necessidade de empréstimos financeiros.

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A organização estrutural administrativa da empresa será de formação básica, contando com uma colaboradora que é responsável pelas vendas e reposição das mercadorias e estoque e juntamente com a gerencia formar as vitrines. A proprietária que atuará como gerente, ficando responsável pela supervisão geral, responsável pelo caixa e organização financeira, contando com apoio nas pesquisas de mercado e tomada de decisões com responsável pela elaboração deste trabalho, formado em Ciências Contábeis e experiência no ramo financeiro. Pode-se apresentar no organograma a seguir:

Figura 1- Organograma da empresa

Fonte: Dados conforme pesquisa

A remuneração inicial para as colaboradoras da área de vendas será de R$ 1.000,00 (um mil reais), e o pró-labore inicial será de R$ 3.000,00 (três mil reais), podendo ter reajustes semestrais conforme faturamento das vendas.

4.2 PLANO DE MARKETING

Neste item foram analisados pontos fundamentais na estratégia de marketing e forma de comercialização para implantação da loja, como analise de mercado, o setor, oportunidades e ameaças, para melhor aceitação no mercado.

Proprietária Gerente Vendas Vendas Consultor financeiro Calçados Feminino Acessórios

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4.2.1 Analise do mercado

Segundo a revista Exame de janeiro (2014), os brasileiros gastam 140 bilhões por ano com roupas, sapatos e outros artigos de vestuário. Nenhum mercado de moda cresce tanto no mundo, e as empresas de calçados estão se dando muito bem. Uma mulher das classes D e E tem nove pares de sapatos, e das classes A e B possuem 20 pares.

Levando-se em consideração estes dados pode-se analisar num contexto geral, que se trata de uma excelente oportunidade de investimento, a destacar-se pelo consumismo nesta área, focado no publico feminino. Mas para que possa se diferenciar no mercado e absorver uma parcela deste publico, é preciso apresentar alguns diferenciais, que possam ser atrativos para o cliente com iniciativas que fidelizem e gerem satisfação.

O publico desta natureza, principalmente feminino é muito exigente, sempre acompanhando as tendências de mercado e exigindo qualidade, neste sentido a empresa irá buscar destacar-se com a clientela, sempre ouvindo suas necessidades e sugestões.

Buscando alguns esclarecimentos, Visitou-se algumas lojas da cidade, e pode-se confirmar após perguntas feitas a outras clientes, sobre a qualidade no atendimento, deixando a desejar alguns aspectos como por exemplo, pouca iniciativa por parte dos vendedores, pouco conhecimento técnico sobre o produto, diferencial do produto, e preço aplicado sem prévio estudo de viabilidade, apenas aplicando uma margem percentual considerada boa para os proprietários, deixando as vezes o preço fora de realidade, sem parâmetros, ou as vezes ate mesmo não oferecendo retorno lucrativo dos mesmos. Identificando assim falhas que a médio prazo podem levar a dificuldades financeiras ou até fechando o estabelecimento.

Desta forma, desde a elaboração deste estudo se pensou em a prevenir este tipo de falha, e dando sequencia a um acompanhamento gerencial que ajude a estabilizar o empreendimento, minimizando os riscos, e maximizar os resultados.

4.2.2 Estratégias de marketing

Como estratégias de marketing, a empresas irá adotar algumas iniciativas para se tornar mais visível no mercado, atraindo atenção da clientela desde sua inauguração, para isso é preciso levar e consideração alguns pontos expostos a seguir:

 O que vem mais de encontro a carência do local que sua loja possa suprir?

 O que estar consolidado no presente e no futuro desta localidade com grande densidade de interesse de consumo?

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