An´
alise no Espa¸co de Estados
Disciplina: An´alise de Sistemas Lineares
Prof. Rodrigo Gusm˜ao Cavalcante
[email protected] [email protected]
Departamento de Engenharia El´etrica Instituto Federal da Bahia
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado
4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia
6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace
7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado
9 Controlabilidade e observabilidade
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
em alguns casos e precisamos de uma forma sistem´atica de obter a
descri¸c˜ao internado sistema.
A an´alise por espa¸co de estados atende essa necessidade.
Nesse m´etodo, inicialmente selecionamos um conjunto de vari´aveis chave, chamadas de vari´aveis de estado do sistema.
Cada poss´ıvel sinal ou vari´avel no sistema em qualquer instante t pode ser descrito em termos das vari´aveis de estado e das entradas naquele instante.
A descri¸c˜ao do sistema usando vari´aveis de estado consiste de: 1 Um conjunto de equa¸c˜oes relacionando as vari´aveis de estado (q)
com as entradas do sistema (x) (aequa¸c˜ao de estado).
2 Um conjunto de equa¸c˜oes relacionando as sa´ıdas do sistema (y) com
as vari´aveis de estados (q) e as entradas do sistema (x) (aequa¸c˜ao de sa´ıda).
Introdu¸c˜
ao
Se as entradas forem conhecidas somente para t > t0, ainda
as-sim podemos determinar a(s) sa´ıda(s) do sistema para qualquer
t > t0, desde que conhe¸camos certas condi¸c˜oes iniciais do sistema
para t = t0.
Essas condi¸c˜oes iniciais s˜ao coletivamente chamadas deestado inicial
do sistema.
As vari´aveis de estado q1(t), q2(t), . . ., qn(t) s˜ao a menor
quan-tidade poss´ıvel de vari´aveis do sistema tal que seus valores iniciais no instante t0 s˜ao suficientes para determinar o comportamento do
sistema para todo tempo t ≥ t0 quando a(s) entrada(s) do sistema
for(em) conhecida(s) para t ≥ t0.
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
Descri¸c˜
ao interna: descri¸c˜
ao em espa¸co de estado
A descri¸c˜ao em espa¸co de estado de um sistema linear ´e uma des-cri¸c˜ao interna de um sistema.
Nesta abordagem, devemos identificar certas vari´aveis chave, cha-madas devari´aveis de estado.
Essas vari´aveis possuem a propriedade de que todo sinal poss´ıvel no sistema pode ser expresso como a combina¸c˜ao linear destas vari´aveis de estado. 1 Ω v1(t) v2(t) 5 Ω vL(t) q2(t) 2 Ω 1F i1(t) iC(t) i2(t) i3(t) q1(t) x(t) v3(t) 2H
bina¸c˜ao linear das tens˜oes independentes dos capacitores e das cor-rentes dos indutores, as quais s˜ao, por sua vez, vari´aveis de estado do circuito.
Por exemplo, se q1 = 10, q2 = 1 e a entrada x = 20 em algum instante, as demais tens˜oes e correntes no mesmo instante ser˜ao:
i1 = (x − q1)/1 = 20 − 10 = 10 A v1 = x − q1= 20 − 10 = 10 V v2 = q1 = 10 V i2 = q1/2 = 5 A iC = i1− i2− q2 = 10 − 5 − 1 = 4 A i3 = q2 = 1 A v3 = 5 q2 = 5 V vL = q1− v3= 10 − 5 = 5 V
Descri¸c˜
ao interna: descri¸c˜
ao em espa¸co de estado
Exemplo 1
Considere novamente o circuito anterior com q1 e q2 como vari´aveis de estado e escreva as suas equa¸c˜oes de estado.
Resposta:
˙q1 = −1.5q1− q2+ x
˙q2 = 0.5q1− 2.5q2
Este ´e um conjunto de duas equa¸c˜oes diferenciais simultˆaneas de primeira ordem. Este conjunto de equa¸c˜oes ´e conhecido comoequa¸c˜oes de estado. Na descri¸c˜ao entrada-sa´ıda, um sistema de ordem N ´e descrito por uma equa¸c˜ao de ordem N .
Na t´ecnica de vari´aveis de estado, o mesmo sistema ´e descrito por N equa¸c˜oes de estado simultˆaneas de primeira ordem. (Assumindo que o sistema ´e control´avel e observ´avel. Se n˜ao for o caso, a equa¸c˜ao de descri¸c˜ao de entrada-sa´ıda ter´a uma ordem menor do que o n´umero
T´ecnicas de espa¸co de estado s˜ao ´uteis n˜ao somente devido `a ha-bilidade de fornecer a descri¸c˜ao interna do sistema, mas por v´arias outras raz˜oes, incluindo as seguintes:
1 Equa¸c˜oes de um sistema fornecem um modelo matem´atico de grande
generalidade que pode descrever sistemaslinearesen˜ao lineares; siste-masvarianteseinvariantesno tempo; sistemasSISOeMIMO.
2 Anota¸c˜ao matricialcompacta e as poderosas t´ecnicas de´algebra linear
facilitam em muito manipula¸c˜oes complexas.
3 Equa¸c˜oes de estado resultam em uma f´acil situa¸c˜ao para asimula¸c˜ao em computadoresdigitais de sistemas.
4 Para sistemas de segunda ordem (N = 2), um m´etodo gr´afico chamado
dean´alise no plano de fasepode ser utilizado nas equa¸c˜oes de estado, sejam elas lineares ou n˜ao.
Os benef´ıcios reais da abordagem de espa¸co de estado, entretanto, s˜ao mais ´obvios para sistemas muito complexos ou de alta ordem.
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado
4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
Um procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao da descri¸c˜ao por espa¸co de estados de sistemas lineares invariantes no tempo, deve seguir os seguintes passos:
1 Escolha todas as tens˜oes independentes de capacitores e correntes
independentes de indutores como vari´aveis de estado.
2 Escolha um conjunto de correntes de malha. Expresse as vari´aveis
de estado e suas derivadas primeiras em termos destas correntes de malha.
3 Escreva as equa¸c˜oes de tens˜ao de malha e elimine todas as vari´aveis
que n˜ao sejam as vari´aveis de estado das equa¸c˜oes obtidas nos passos 2 e 3.
Existe um procedimento alternativo para determinar as equa¸c˜oes de estado atrav´es da substitui¸c˜ao de cada capacitor por uma fonte de tens˜ao igual `a tens˜ao do capacitor e cada indutor por uma fonte de corrente de corrente igual `a corrente do indutor.
Procedimento sistem´
atico para a determina¸c˜
ao das
equa¸c˜
oes de estado
Exemplo 2
Determine as equa¸c˜oes de estado do circuito abaixo. Considere que a sa´ıda do sistema ´e a tens˜ao v4 na resistˆencia.
2 Ω q2 i1 i2 i4 x(t) 1H i3 1 2Ω 1 5F 1 3Ω q1 v4 v2 v1 v3
Exerc´ıcio 1
Investigue a natureza das equa¸c˜oes de estado e a quest˜ao da controlabilidade e da observabilidade para o circuito abaixo. Resposta: ˙q = −0.5q e y(t) = 0.4x (t).
2 Ω 2 Ω y(t) 2 Ω 2 Ω x/10 x(t) 3 Ω e b a d d x/5 x/10 x/10 x/10
Procedimento sistem´
atico para a determina¸c˜
ao das
equa¸c˜
oes de estado
Exemplo 3
Determine as equa¸c˜oes de estado do circuito abaixo usando o m´etodo sistem´atico descrito anteriormente.
q2 1 2 Ω 2F q1 2 Ω x(t) 1H 2 Ω 2 Ω i1 i2 i3
Exerc´ıcio 2
Escreva as equa¸c˜oes de estado para o circuito RLC s´erie mostrado na figura abaixo utilizando a corrente do indutor q1(t) e a tens˜ao do capacitor q2(t) como vari´areis de estado. Expresse cada tens˜ao e corrente deste circuito como a combina¸c˜ao linear de q1, q2e x . x(t) 0.5F q1(t) 1H q2(t) 3 Ω Resposta: ˙q1 = −3q1− q2+ x ˙q2 = 2q1
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
Para sistemas cont´ınuos no tempo, as equa¸c˜oes de estado s˜ao N
equa¸c˜oes diferenciais de primeira ordem com N vari´aveis de estado
q1(t),q2(t),. . .,qn(t)na forma
˙qi = gi(q1, q2, . . . , qN, x1, x2, . . . , xj) i = 1, 2, . . . , N
na qual x1, x2, . . . , xj s˜ao asj entradas do sistema.
Para um sistema linear, essas equa¸c˜oes se reduzem a uma forma linear mais simples
˙qi = ai 1q1+ ai 2q2+ · · · + aiNqN + bi 1x1+ bi 2x2+ · · · + bijxj i = 1, . . . , N
Se existirem k sa´ıdasy1, y2, . . . , yk as k equa¸c˜oes de sa´ıda estar˜ao
na forma
ym = cm1q1+ · · · + cmNqN + dm1x1+ · · · + dmjxj m = 1, 2, . . . , k
Descri¸c˜
ao matricial das equa¸c˜
oes de estado
As N equa¸c˜oes de estado simultˆaneas de primeira ordem tamb´em s˜ao chamadas de equa¸c˜oes forma normal. Essas equa¸c˜oes podem ser reescritas, mais convenientemente, na forma matricial:
˙q1 ˙q2 . . . ˙qN | {z } ˙ q = a11 a12 · · · a1N a21 a22 · · · a2N . . . ... · · · ... aN 1 aN 2 · · · aNN | {z } A q1 q2 . . . qN | {z } q + b11 b12 · · · b1j b21 b22 · · · b2j . . . ... · · · ... bN 1 bN 2 · · · bNj | {z } B x1 x2 . . . xj | {z } x y1 y2 . . . yN | {z } y = c11 c12 · · · c1N c21 c22 · · · c2N . . . ... · · · ... cN 1 cN 2 · · · cNN | {z } C q1 q2 . . . qN | {z } q + d11 d12 · · · d1j d21 d22 · · · d2j . . . ... · · · ... dN 1 dN 2 · · · dNj | {z } D x1 x2 . . . xj | {z } x
q,yexs˜ao chamados de vetor de estado, vetor de sa´ıda e vetor de entrada, respectivamente.
Aequa¸c˜ao de estado´e dada por ˙q = Aq + Bx
Aequa¸c˜ao de sa´ıda´e dada por y= Cq + Dx
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia
6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
E relativamente simples determinar as equa¸c˜oes de estado de um sistema especificado por sua fun¸c˜ao de transferˆencia, desde que o sistema seja control´avel e observ´avel (n˜ao existem cancelamentos de p´olos/zeros na fun¸c˜ao de transferˆencia).
Considere a fun¸c˜ao de transferˆencia de ordem N, gen´erica,
H(s) = b0s
N + b
1sN −1+ · · · + bN −1s+ bN
sN + a
1sN −1+ · · · + aN −1s+ aN
Neste caso, a equa¸c˜ao de estado na forma matricial ´e dada por:
˙q1 ˙q2 . . . ˙qN −1 ˙qN = 0 1 0 · · · 0 0 0 0 1 · · · 0 0 . . . ... ... · · · ... ... 0 0 0 · · · 0 1
−aN −aN −1 −aN −2 · · · −a2 −a1 q1 q2 . . . qN −1 qN + 0 0 . . . 0 1 x
Equa¸c˜
oes de estado a partir da fun¸c˜
ao de transferˆ
encia
A equa¸c˜ao de sa´ıda na forma matricial ´e dada por:y= ˆ bN ˆbN −1 · · · ˆb1 q1 q2 .. . qN −1 qN + b0x onde ˆbi = bi− b0ai. Exemplo 4
Determine a descri¸c˜ao no espa¸co de estados do sistema especificado pela fun¸c˜ao de transferˆencia
H(s) = 2s + 10 s3+ 8s2+ 19s + 12
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace
7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado 8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado
9 Controlabilidade e observabilidade
Solu¸c˜
ao de equa¸c˜
oes de estado pela transformada de
Laplace
As equa¸c˜oes de estado de um sistema linear s˜ao N equa¸c˜oes dife-renciais simultˆaneas de primeira ordem.
´
E relativamente mais f´acil trabalhar no dom´ınio da frequˆencia do que no dom´ınio do tempo.
Al´em disso, ´e mais conveniente obtermos uma solu¸c˜ao utilizando diretamente a nota¸c˜ao matricial.
Neste caso, a equa¸c˜ao de estados ´e dada por
Q(s) = (sI − A)−1[q(0) + BX(s)] = Φ(s)[q(0) + BX(s)]
Portanto,
q(t) = L−1[Φ(s)]q(0)
| {z }
componente de entrada nula
+ L−1[Φ(s)]BX(s)
| {z }
componente de estado nulo
Exemplo 5
Obtenha o vetor de estado q(t) para o sistema cuja equa¸c˜ao de estado ´e dada por ˙q = Aq + Bx com A= −12 2/3 −36 −1 B= 1/3 1 x(t) = u(t) e condi¸c˜oes iniciais q1(0) = 2 e q2(0) = 1.
Solu¸c˜
ao de equa¸c˜
oes de estado pela transformada de
Laplace
Usando a transformada de Laplace e equa¸c˜ao de estados apresentada anteriormente, ent˜ao a equa¸c˜ao de sa´ıda ´e dada por
Y(s) = CΦ(s)q(0)
| {z }
resposta de entrada nula
+ [CΦ(s)B + D]X(s)
| {z }
resposta de estado nulo
A matriz fun¸c˜ao de transferˆencia H(s) do sistema, que relaciona a resposta de estado nulo (q(0) = 0) e a entrada X(s)´e dada por
H(s) = CΦ(s)B + D
A matrizH(s)´e uma matrizk × j (k ´e o n´umero de sa´ıdas e j ´e o n´umero de entradas).
Oij -´esimoelemento de Hij(s)deH(s)´e a fun¸c˜ao de transferˆencia
Exemplo 6
Determine a matriz fun¸c˜ao de transferˆencia do sistema com a seguinte equa¸c˜ao de estado ˙q1 ˙q2 = 0 1 −2 −3 q1 q2 + 1 0 1 1 x1 x2 e equa¸c˜ao de sa´ıda y1 y2 y3 = 1 0 1 1 0 2 q1 q2 + 0 0 1 0 0 1 x1 x2
1 Introdu¸c˜ao
2 Descri¸c˜ao interna: descri¸c˜ao em espa¸co de estado
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
vetorial
˙q = Aq + Bx
possui a seguinte solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo
q(t) = eAtq(0) + t Z
0
eA(t −τ )Bx(τ ) d τ
triz ´e definida por uma s´erie infinita idˆentica `a utilizada na defini¸c˜ao da exponencial de um esc
A exponencial de uma maalar. eAt = I + At +A 2t2 2! + A3t3 3! + · · · + Antn n! + · · ·
O c´alculo de eAt pela defini¸c˜ao, infelizmente, ´e uma s´erie infinita e seu c´alculo ´e muito trabalho. Entretanto, existem v´arios m´etodos eficientes para a determina¸c˜ao deeAt.
Solu¸c˜
ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜
oes de estado
Determinando eAt - M´etodo 1 eAt = β0I+ β1A+ β2A2+ · · · + βN −1AN −1 na qual β0 β1 .. . βN −1 = 1 λ1 λ21 · · · λN −11 1 λ2 λ22 · · · λ N −1 2 .. . ... ... . .. ... 1 λN λ2N · · · λN −1N −1 eλ1t eλ2t .. . eλNt Determinando eAt - M´etodo 2
Tamb´em pode-se determinar eAt comparando as solu¸c˜oes da equa¸c˜ao de estado no dom´ınio do tempo e na frequˆencia.
eAt = L−1[Φ(s)] = L−1[(sI − A)−1]
Exemplo 7
Utilize o m´etodo do dom´ınio do tempo para obter novamente a solu¸c˜ao do problema do Exemplo 5.
Solu¸c˜
ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜
oes de estado
A equa¸c˜ao de sa´ıda ´e dada pory(t) = C[eAtq(0) + eAtB ∗ x(t)] + DX(t)
y(t) = CΦ(t)q(0)
| {z }
resposta de entrada nula
+ [CΦ(t)B + Dδ(t)] ∗ x(t)
| {z }
resposta de estado nulo
A matriz h(t)´e uma matriz k × j chamada matriz de resposta ao impulso
h(t) = CΦ(t)B + Dδ(t)
O ij -´esimo elemento deh(t)representa a resposta de estado nuloyi
quando a entrada ´e xj(t) = δ(t) e quando todas as outras entradas (e todas as condi¸c˜oes iniciais) s˜ao zero.
Exemplo 8
Para o sistema descrito no problema do Exemplo 6 determine eAt = L−1[Φ(s)].
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado
9 Controlabilidade e observabilidade
Transforma¸c˜
ao linear do vetor de estado
O estado de um sistema pode ser especificado de diversas formas e estamos particularmente interessados em um tipo linear de rela¸c˜ao. Sejam q1, q2, . . . , qN e w1, w2, . . . , wN dois conjuntos diferentes de
vari´aveis de estado especificando o mesmo sistema. Esses conjuntos s˜ao relacionados pelo seguinte sistema de equa¸c˜oes linear
w1 w2 .. . wN | {z } w = p11 p12 · · · p1N p21 p22 · · · p2N .. . ... · · · ... pN 1 pN 2 · · · pNN | {z } P q1 q2 .. . qN | {z } q
Definindo o vetorwe a matrizPcomo mostrados acima, podemos escrever
exista. Isto ´e equivalente a dizer queP´e uma matriz n˜ao singular. Logo, a equa¸c˜ao de estado se torna
˙
w = PAP−1w+ PBx = Awˆ + ˆBx
Exemplo 9
As equa¸c˜oes de estado de um certo sistema s˜ao dadas por ˙q1 ˙q2 = 0 1 −2 −3 q1 q2 + 1 2 x(t) Obtenha as equa¸c˜oes de estado para esse sistema quando
w1 w2 = 1 1 1 −1 q1 q2
Transforma¸c˜
ao linear do vetor de estado
Invariˆancia dos autovalores
Sabe-se que os p´olos de todas as poss´ıveis fun¸c˜oes de transferˆencia de um sistema s˜ao os autovalores da matriz A.
Se transformarmos o vetor de estado q para w, as vari´aveis
w1, w2, . . . , wN ser˜ao as combina¸c˜oes lineares de q1, q2, . . . , qN e,
portanto, podem ser consideradas como as sa´ıdas.
Portanto, os autovalores da matriz Apermanecem inalterados para a transforma¸c˜ao linear das vari´aveis, e os autovalores da matrizAe da matriz Aˆ s˜aoidˆenticos.
Este resultado pode ser provado como mostrado a seguir.
P(sI − A)P−1= PsIP−1− PAP−1= sPIP−1− ˆA= sI − ˆA |sI − ˆA|= |P||sI − A||P−1| = |sI − A| ,
Diagonaliza¸c˜ao da matriz A
Por diversas raz˜oes (controlabilidade e observabilidade), ´e desej´avel tornamos Adiagonal.
Em geral, An˜ao ´e diagonal, mas podemos aplicar uma transforma-¸c˜ao linear nas vari´aveis de estado de tal forma que a matriz resultante
ˆ
A seja diagonal.
Pode-se mostrar que para qualquer matrizAdiagonal os elementos dessa matriz s˜aoλ1, λ2, . . . , λN (os autovalores) da matriz.
Λ = λ1 0 0 · · · 0 0 λ2 0 · · · 0 0 0 λ3 · · · 0 .. . ... ... . .. ... 0 0 0 . . . λN
Transforma¸c˜
ao linear do vetor de estado
Diagonaliza¸c˜ao da matriz A - continua¸c˜ao
Assuma queλ1, λ2, . . . , λN, os autovalores deA s˜ao distintos (sem
ra´ızes repetidas).
Vamos transformar o vetor de estadoqem um novo vetor de estado
z, usando a transforma¸c˜ao
z= Pq ⇒ ˙z = PAP−1z+ PBx
Procura-se uma transforma¸c˜ao tal quePAP−1 seja a matriz diago-nal Λ, ou seja,
˙z = Λz + ˆBx
Logo,
Λ = PAP−1 ⇒ ΛP = PA
Exemplo 10
3 Procedimento sistem´atico para a determina¸c˜ao das equa¸c˜oes de estado 4 Descri¸c˜ao matricial das equa¸c˜oes de estado
5 Equa¸c˜oes de estado a partir da fun¸c˜ao de transferˆencia 6 Solu¸c˜ao de equa¸c˜oes de estado pela transformada de Laplace 7 Solu¸c˜ao no dom´ınio do tempo de equa¸c˜oes de estado
8 Transforma¸c˜ao linear do vetor de estado 9 Controlabilidade e observabilidade
Controlabilidade e observabilidade
Considere a seguinte descri¸c˜ao de espa¸co de estado diagonalizada de um sistema
˙z = Λz + ˆBx
e
Y= ˆCz+ Dx
Suponha que todos os N autovalores λ1, λ2, . . . , λN s˜ao distintos.
En-t˜ao, as equa¸c˜oes de estado s˜ao da forma
˙zm = λmzm + ˆbm1x1+ ˆbm2x2+ · · · + ˆbmjxj m = 1, 2, . . . , N
Se ˆbm1, ˆbm2, . . . , ˆbmj (a m-´esima linha da matriz Bˆ) s˜ao iguais a zero,
ent˜ao
˙zm = λmzm
e a vari´avelzm ´en˜ao control´avelporquezm n˜ao ser´a acoplada a nenhuma
Caso ao menos um elemento da m-´esima linha de B for diferente de zero, zm estar´a acoplado ao menos com uma entrada e, portanto, ser´a
control´avel.
Um sistema com um estado diagonalizado ´e completamentecontrol´avel
se a matriz ˆB n˜ao possuir uma linha de elementos iguais a zero. As equa¸c˜oes de sa´ıda s˜ao da forma
yi = ˆci 1z1+ ˆci 2z2+ · · · + ˆciNzN + j
X
m=1
dimxm i = 1, 2, . . . , k
Se ˆcim = 0, ent˜ao o estado zm n˜ao ir´a aparecer na express˜ao deyi.
Como todos os estados s˜ao desacoplados devido `a natureza diagonali-zada das equa¸c˜oes, o estadozm n˜ao pode ser observadodiretamente ou
indiretamente na sa´ıdayi.
Controlabilidade e observabilidade
Se ˆc1m, ˆc2m, . . . , ˆcxm (a m-´esima coluna da matrizCˆ) for diferente de
zero, zm ´e observ´avel a menos em uma sa´ıda.
Um sistema com equa¸c˜oes diagonalizadas ´e completamente observ´avelse e somente se a matriz ˆC n˜ao possuir uma coluna de elementos nulos.
Exemplo 11
Investigue a controlabilidade e observabilidade do sistema, representado pelas seguintes equa¸c˜oes:
˙q1 = q1+ x ˙q2 = q1− q2 e
Exemplo 12
Investigue a controlabilidade e observabilidade do sistema, representado pelas seguintes equa¸c˜oes:
˙q1 = −q1+ x ˙q2 = −2q1+ q2+ x e
y = q2