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PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL E INICIAÇÃO PROFISSIONAL PID - PRATI DONADUZZI

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PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL E INICIAÇÃO

PROFISSIONAL PID - PRATI DONADUZZI

SANTOS, Luci Alves de Freitas dos1 SCHWAMBACH, Kendra Alves1

GOUVÊA, Josiane Barbosa22

RESUMO

O grande desafio do administrador contemporâneo é prever e antecipar-se às mudanças, liderar e desenvolver pessoas flexíveis que sejam capazes e tenham disposição para acompanhar todo esse processo. A Gestão Empresarial equivale a administrar pessoas, recursos e processos de forma dinâmica e inovadora. A prática de Responsabilidade Social corporativa é uma nova e definitiva ferramenta de gestão. Portanto, deve ser estruturada e funcional, consolidando a imagem da empresa e otimizando resultados. Um dos projetos desenvolvido pela empresa Prati Donaduzzi é o Programa de Inclusão Digital e Iniciação Profissional – PID. O objetivo desse estudo foi analisar quais os impactos e qual a relevância que o projeto causou na vida dos participantes, tendo em vista que o intuito é possibilitar que jovens e adolescentes ingressem no mercado de trabalho. Por essa razão, foi realizada entrevista com participantes do referido projeto e com a Supervisora do Setor de Responsabilidade Social da Prati Donaduzzi. A partir desse estudo pode-se concluir que o projeto foi muito bem sucedido, pois oitenta por cento dos ex-alunos foram efetivados em organizações da região.

PALAVRAS-CHAVE: Responsabilidade Social; Inclusão Profissional; Gestão Empresarial.

1 INTRODUÇÃO

O presente artigo abordou a prática socialmente responsável das organizações, através de uma pesquisa que foi desenvolvida na Empresa Prati Donaduzzi, uma indústria de Medicamentos estabelecida na cidade de Toledo – PR.

O estudo foi embasado no Programa de Inclusão Digital e Iniciação Profissional - PID, que é um projeto social desenvolvido pela referida empresa. O PID na

1 Pós-graduando do curso de Especialização

Lato Sensu em Administração de Empresas, do Programa de

Pós-Graduação da Faculdade Sul Brasil – Fasul.

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Comunidade, iniciou em 2010 e oferece, a jovens e adolescentes estudantes de escolas públicas de Toledo, aulas de informática básica e iniciação profissional. O curso tem duração de cento e vinte horas e conta com uma equipe da área de gestão que oportuniza aos participantes conhecimentos relacionados ao mundo corporativo.

Diante deste contexto, o objetivo deste estudo é analisar quais os impactos e qual a relevância que o Programa de Inclusão Digital e Iniciação Profissional causou na vida dos participantes.

A Gestão Empresarial é um conjunto de técnicas que dá suporte a administração nas várias atividades que compõem a tarefa empresarial, auxiliando no planejamento, direção, organização, execução e controle das atividades das empresas (ARANTES, 1998).

Em relação a responsabilidade social, existem muitas divergências acerca do significado do termo. No entanto, na sua essência representa a obrigação da administração em tomar decisões, implantando ações/medidas em prol da sociedade (MEGGINSON, MOSLEY e PIETRI, 1998).

Para Borger (2013) as empresas querem associar suas marcas a projetos socialmente responsáveis, o que faz com que os gestores recebam uma avalanche de informações, banalizando as práticas e as políticas de responsabilidade social e os processos de gestão. Parece que as preocupações estão mais direcionadas a mostrar que

somos “socialmente responsáveis” e “sustentáveis” do que integrar a dimensão

socioambiental nos negócios.

Para a condução do presente estudo, o mesmo foi estruturado em quatro seções além desta introdução. Na primeira apresenta-se o referencial teórico que permeia a relação entre gestão empresarial e responsabilidade social. Após são estabelecidos os procedimentos metodológicos utilizados, seguidos das discussões dos resultados. Ao final, apresentam-se as conclusões às quais se chegou a partir desta pesquisa.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

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2.1 A Gestão Empresarial com foco na Responsabilidade Social

Segundo Ferreira, Reis e Pereira (2001) uma das grandes tarefas do administrador de nosso tempo é prever e se antecipar às mudanças. Outras delas é liderar, formar pessoas que o acompanhem nessa empreitada.

A gestão empresarial é um modelo de trabalho, orientado por um política de valores, capaz de planejar, alocar e gerir recursos, ações, iniciativas, princípios, valores e estratégias, procurando viabilizar o alcance dos objetivos propostos por uma organização. A palavra Gestão, segundo Luft (2001, p.352) define-se como “ação ou efeito de gerir; gerência; administração”. Inspirada nesse modelo, ela formata a sua estrutura hierárquica, o organograma de cargos e funções, o processo disciplinar e os incentivos, as principais interfaces operacionais internas e externas, a estratégia comercial e de marketing, a logística, o desenvolvimento de parceiros, da sua cadeia de suprimentos de acordo com o site de Consultoria Empresarial.

A Gestão Empresarial consiste em administrar pessoas, recursos e atividades de suas organizações, principalmente nos processos internos a fim de facilitar a adaptação das empresas, o trabalho do gestor tem um enfoque sistemático e de fácil compreensão, evitando assim modelos ultrapassados de gestão, buscando continuamente eficiência e eficácia (BULGACOV, 1999).

Diante das pressões provocadas por mudanças, as empresas podem reagir de forma construtiva, norteando suas ações pelos princípios de flexibilidade e desprendimento na análise de situações, ou então resistir às mudanças que é uma característica das empresas nas quais a rigidez permeia as ações (FERREIRA, REIS e PEREIRA, 2001).

Estar preparada para reagir prontamente a mudanças é o que leva algumas empresas de hoje a desenvolver uma cultura de desafios constante. O grande patrimônio das organizações contemporâneas é o seu corpo de talentos, são seus recursos humanos. Estimular no ser humano a capacidade de criar e de se superar, fazendo-o sentir-se autogratificado e realizado, gera um círculo virtuoso de motivação(FERREIRA, REIS e PEREIRA, 2001, p. 49).

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Portanto, gestores e líderes devem ter consciência que técnicas e modelos ficam ultrapassados e devem estar sempre de mente aberta para as mudanças. Pois, esta é a ideia central, ela é única e constante é essa consciência que deve permanecer na gestão das organizações do futuro (FERREIRA, REIS e PEREIRA, 2001).

De acordo com Lucca (2004), a uniformidade das práticas de gestão, tanto para os negócios como para a responsabilidade social, é o que diferencia uma empresa-cidadã, daquelas que praticam atividades sociais sem maiores compromissos. É transformar e consolidar seus programas sociais em processos, com referenciais de qualidade, de produtividade, de desempenho e de melhoria contínua, dentre outros.

A prática da cidadania empresarial deve ser estruturada e ao mesmo tempo funcional, dessa forma amplia e une os negócios, competências e otimiza resultados da empresa. Um atual modelo de gestão faz com que as organizações consigam comparar e dimensionar as ações sociais corporativas, por meio de indicadores (LUCCA, 2004).

Uma nova ferramenta de Gestão é a Responsabilidade Social. Ela está diretamente relacionada com as constates mudanças que estão ocorrendo no mundo e consequentemente nas empresas, afetando o âmbito sociocultural, econômico e ambiental (DIAS, 2012).

O autor Dias (2012), afirma ainda que a empresa é um agente e sujeito decisivo para formação da sociedade, por isso os acontecimentos que envolvem essas organizações como os acidentes ambientais, envolvimento com a corrupção, ações que alimentam guerras em vários países, a sustentação de ditadores e a exploração de trabalho humano, sobretudo de mulheres e crianças, faz com que as empresas responsáveis busquem reagir a esse quadro de irresponsabilidade histórica dos setores produtivos.

Para Lucca (2004), ao se organizar para um trabalho social, as empresas devem estabelecer um foco, ou seja, buscar modelos para definir suas atuações e estabelecer programas próprios no âmbito da responsabilidade social, lembrando que a Responsabilidade Social não deve ser interpretada como peça à parte do modelo de gestão da empresa. Deve ser sua extensão.

2.2 A Responsabilidade Social Empresarial

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aparece nos Estados Unidos e na Europa. A preocupação dos pesquisadores daquela década era com a excessiva autonomia dos negócios e o poder destes na sociedade, sem a devida responsabilidade pelas consequências negativas de suas atividades, como a degradação ambiental, a exploração do trabalho, o abuso econômico e a concorrência desleal. Para compensar os impactos negativos da atuação das empresas, empresários se envolveram em atividades sociais para beneficiar a comunidade, fora do âmbito dos negócios das empresas, como uma obrigação moral.

A Responsabilidade Social corporativa baseia-se na noção de que as organizações possuem a obrigação de trabalhar para a melhoria do bem estar da sociedade como um todo.

Para Costa (2013), a Responsabilidade Social Empresarial, são ações praticadas pelas empresas que beneficiam a comunidade, colaboradores, fornecedores e a sociedade como um todo. É uma forma de gestão que pretende minimizar os impactos negativos no meio onde a empresa está inserida. As organizações estão conscientes de seu papel no desenvolvimento social, criando programas que levam em consideração o meio ambiente, a economia, educação, saúde e transportes.

A sociedade normalmente valoriza empresas que praticam ações sociais ou que protegem o meio ambiente, tanto que muitas pessoas pagariam mais por produtos que são politicamente corretos. Porém, uma ação social muitas vezes não é só para beneficiar as pessoas, ela também pode ser uma via de mão dupla, recebendo, em troca, incentivos fiscais ou isenção de impostos do governo (COSTA, 2013).

Desta forma, tanto a empresa quanto a comunidade como um todo são beneficiados, pois as empresas que não praticam responsabilidade social perdem a oportunidade de melhorar sua imagem perante o público. Ser responsável socialmente é uma tendência empresarial contínua e definitiva (COSTA, 2013).

Existe uma série de interpretações para a expressão “Responsabilidade Social”.

Para alguns é um dever legal, para outros é apenas um comportamento relacionado a uma boa imagem e ainda também é vista como uma prática caridosa (MOREIRA, REBOUÇAS, HAFEZ, 1999; DUARTE, 1986).

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devem resultar em benefícios tanto para a organização como para a sociedade (DIAS, 2012, p. 20).

O Instituto Ethos (2004) entende por responsabilidade social empresarial a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com quais ela se relaciona.

Para Ashley (2002, p. 34) “a responsabilidade social tem como objetivo o

desenvolvimento sustentável, integrando fatores como tecnologia, recursos, processos,

produtos, pessoas e sistema de gestão”.

O autor afirma ainda que a Responsabilidade Social atualmente é incontestável na nova administração, praticada por algumas empresas. Apresenta uma evolução em seu significado desenvolvendo novos conceitos, porém na mesma conotação. No entanto, novas ações são praticadas exigindo um sistema de mensuração e compreensão simplificados. Isso se faz necessário devido à importância e abrangência das informações. Visto que a Responsabilidade Social deve apresentar benefícios aos colaboradores, consumidores, credores, fornecedores, acionistas, sócios ou proprietários e a comunidade como um todo (ASHLEY 2002, p. 34).

Em contra partida, as organizações devem avaliar a saúde financeira, pois as ações sociais geram custos, o melhor é averiguar a situação para não transformar-se apenas em ações que acompanhe o modismo administrativo, desqualificando o real significado de empresa socialmente responsável (WISSMANN, 2007, p. 54).

Segundo Wissmann (2007) existem dois tipos de Responsabilidade Social, a Indireta e a Direta:

 Indireta: é proveniente do recolhimento de impostos, pagamentos de salários, pagamentos de fornecedores, encargos sociais. Os impostos e encargos sociais serão geridos pelo poder público, visando ao bem estar social. Esse tipo de Responsabilidade Social é obrigatório pela legislação, ou seja, a empresa deve cumprir.

A Responsabilidade Legal reflete a expectativa social para a postura adequada da empresa, ou seja, o atendimento das metas empresariais deve ocorrer dentro do cumprimento das determinação legais, nas esferas municipal, estadual e federal, incluindo as relativas à responsabilidade fiscal e o pagamento de impostos (MASSA, NOVAK e SOUZA, 2007, p.25).

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atender programas sociais sem fins lucrativos, pode ser ligados ao esporte, saúde, recuperação ambiental e/ou educação ambiental, pessoas de baixa renda, colaboradores e a comunidade como um todo.

Para Melo Neto e Froes, (1999, p. 104) “a responsabilidade social assume outras características, englobando um público interno e externo”. Para isso existem pelo menos sete vetores que direcionam o processo de gestão empresarial, conforme o quadro abaixo:

QUADRO 1: Vetores que direcionam o processo de gestão empresarial. VETORES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

V1. Apoio ao desenvolvimento da comunidade na qual atua V2. Preservação do meio ambiente

V3. Investimentos no bem estar dos funcionários e dependentes e em um ambiente de trabalho agradável

V4. Comunicações Transparentes V5. Retorno aos acionistas V6. Sinergia com os parceiros

V7. Satisfação de clientes e consumidores Fonte: (MELO NETO e FROES, 1999, p.104)

Isso facilita o investimento das instituições na Responsabilidade Social, permitindo o segmento de alguns padrões e critérios como os já definidos.

Pode-se perceber, que um “conceito amplo de Responsabilidade Social engloba comportamento voltados para aspectos legais, éticos e econômicos de forma equilibrada atendendo as exigências básicas da sociedade. Envolvendo colaboradores, fornecedores, investidores, órgãos públicos fiscalizadores e a comunidade, devendo para estes atender os interesses econômicos, de qualidade de vida e de preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente” (WISSMANN, 2007, p. 44 e 45).

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

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Segundo Gil (2007, p. 17), pesquisa é definida como o

(...) procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa desenvolve-se por um processo constituído de várias fases, desde a formulação do problema até a apresentação e discussão dos resultados.

A entrevista é uma das melhores técnicas de pesquisa, que fornece ao pesquisador uma boa bagagem teórica de conhecimento, que o habilita a produzir trabalhos pertinentes.

A pesquisa será aplicada utilizando o método da Entrevista, que segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 178) é definida como:

(...) encontro entre duas pessoas, afim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnostico ou no tratamento de problema social.

De acordo com as mesmas autoras existem ainda seis tipos de objetivos para que haja uma entrevista: averiguação de fatos, determinação das opiniões sobre os fatos; determinação de sentimentos; descoberta de planos de ações; conduta atual ou do passado e motivos conscientes para opiniões, sentimentos, sistemas ou condutas.

Neste artigo, será utilizado o tipo de entrevista semiestruturada, na qual o entrevistador tem liberdade para desenvolver cada situação na direção que considere adequada, é uma forma de poder explorar mais amplamente cada questão. Em geral, as perguntas são abertas e podem ser respondidas de maneira informal (MARCONI e LAKATOS, 2010, p.180).

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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A pesquisa foi aplicada na Empresa Prati Donaduzzi, o objetivo da mesma era saber como a referida empresa desenvolve o papel de Responsabilidade Social.

A Prati é uma indústria de medicamentos, estabelecida na cidade de Toledo e apresenta diversas políticas de Responsabilidade Social.

Para Costa (2013), a Responsabilidade Social Empresarial, são ações praticadas pelas empresas que beneficiam a comunidade, colaboradores, fornecedores e a sociedade como um todo. É uma forma de gestão que pretende minimizar os impactos negativos no meio onde a empresa está inserida. Aplicamos a pesquisa em um dos projetos que a empresa oferece, o PID – Programa de Inclusão Digital e Iniciação Profissional, que iniciou em 2010 e oferece a jovens e adolescentes estudantes de escolas públicas de Toledo aulas de informática básica e iniciação profissional. O curso tem duração de cento e vinte horas e conta com uma equipe da área de gestão que oportuniza aos participantes conhecimentos relacionados ao mundo corporativo.

Os dados dessa pesquisa foram obtidos através de entrevistas com a Empresa e com os jovens com faixa etária de 14 à 19 anos que participaram do projeto.

De acordo com a Supervisora da área de Responsabilidade Social da Prati

Donaduzzi, que atua na Empresa há 11 anos “o projeto PID surgiu devido a uma

demanda. Na época as mães colaboradoras da empresa se dirigiram ao setor de Serviço

Social e procuravam ajuda em relação aos jovens e adolescentes”. Esta percepção é

confirmada pela a Aluna 1, quando ela afirma que “o projeto foi divulgado dentro da Prati, pois minha mãe trabalhava lá”. Já as Alunas 2 e 3 diz que ficaram sabendo do

projeto pelo Colégio. Então foi desenvolvido o referido projeto afim de atender a demanda no contra turno de escola. Costa (2013), reafirma essa ideia dizendo que as organizações estão conscientes de seu papel no desenvolvimento social, criando programas que levam em consideração o meio ambiente, a economia, educação, saúde e transportes.

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mas principalmente para o desenvolvimento interpessoal e desenvoltura para falar em público. A Aluna 2 disse que, “com esse curso adquiriu conhecimentos de como se comportar numa empresa, e de como interagir com colegas de trabalho além de conceitos de moral e ética”. Já a Aluna 3, afirmou que, a partir do Projeto obteve uma visão ampla do mundo corporativo, o que facilitou sua entrada no mercado de trabalho.

A Supervisora afirma ainda que “os principais desafios foram a falta de estrutura

física adequada e transporte”. Diante disso, a empresa fez algumas parcerias, em

questão de estrutura com a FASUL – Faculdade Sul Brasil, situada no município de Toledo, utilizando seus laboratórios de informática e no transporte com a empresa Sorriso, que é a responsável pelo transporte coletivo da cidade de Toledo obtendo preços mais acessíveis.

A Supervisora afirma ainda que, “apesar dos desafios, o projeto se desdobrou muito bem, sendo que oitenta por cento os ex-alunos foram efetivados em organizações da região”.

Quando perguntado sobre sugestões de melhorias para o projeto, a Aluna 1 que

participou do projeto em 2010 diz que “o projeto já passou por muitas transformações e vem melhorando gradativamente”. A Aluna 2 cita que “o projeto deveria ter mais um

pouco de leitura, conceitos por escritos, dinâmicas para perder a vergonha e apostilas

para termos mais conhecimento”. A Aluna 3, sente que o projeto está bem estruturado, e

que deve se manter dessa forma.

De acordo com a Supervisora o processo de comunicação com os candidatos foi através de e-mails, telefone, ofícios, cartas informativas e rádio.

Conforme salientam as alunas, o PID proporcionou melhorias tanto na vida pessoal quanto na vida profissional de todas as entrevistadas.

Aluna 1 afirma que “foi uma experiência muito interessante, além de aprimorar as habilidades digitais que na época (2010) era o foco, me ajudou muito em

apresentações em público”.

Aluna 2 confirma que, “foi de extrema importância para minha vida, me ajudou muito a descobrir como me portar diante das pessoas e dos chefes de empresa, de como

me vestir adequadamente, de como me comportar, de se relacionar”.

Aluna 3 declara que, “foi muito bom, um dos melhores projetos que participei.

Ajudou-me muito na vida profissional e também na escola. Através do projeto consegui

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A Prati teve alguns alunos com deficiência de aprendizagem e um aluno surdo, o processo nesses casos foi realizado de maneira inclusiva tratando todos com igualdade contatando com ajuda de profissionais especializados.

Para a Supervisora um projeto ideal seria contar com uma estrutura física dentro na Empresa, para que se possa trabalhar mais próximo da equipe, evitando atrasos, imprevistos e problemas com locomoção.

De acordo com a Supervisora da área de Responsabilidade Social, a importância dos projetos é definido como:

(...) os projetos de responsabilidade social são de suma importância não só para a empresa mais também para a comunidade, mais principalmente para a empresa, porque a empresa hoje não pode ser somente uma potência em produção, ela tem que ter uma preocupação com a comunidade na qual ela está inserida, com os colaboradores e com os familiares, porque se as pessoas que estiverem envolvidas, estiverem melhor, com certeza a produção estará melhor existira um respeito da sociedade para com a empresa.

O autor Dias confirma (2012, p.85) que a reputação corporativa das empresas se converte num ativo competitivo e importante, a boa reputação das organizações pode ser até mais valiosa do que a própria marca em si, porque se consolida ao longo do tempo.

5CONCLUSÃO

Concluímos que a Responsabilidade Social Empresarial beneficia as empresas e a comunidade como um todo, pois além de proporcionar benefícios à sociedade, minimiza os impactos negativos no meio onde a empresa está inserida.

Entende-se que Responsabilidade Social são ações praticadas pelas organizações que favorecem a comunidade, colaboradores, fornecedores e a sociedade como um todo, seu papel é criar programas que levam e consideração o meio ambiente, a economia, educação, saúde e transporte.

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Esse programa tem como objetivo proporcionar aos jovens participantes conhecimentos relacionados ao mundo corporativo.

Diante disso, concluímos que o programa social PID, ajudou muito na vida desses jovens participantes, pois a partir desse projeto eles conseguiram se destacar na vida profissional e pessoal aprimorando ainda mais suas habilidades, além disso, muitas empresas abriram as portas para esses jovens, dando a eles a oportunidade de começarem a vida no mundo corporativo, podendo colocar em prática tudo o que eles aprenderam no programa. A partir desse estudo pode-se concluir que o projeto foi muito bem sucedido, pois oitenta por cento os ex-alunos foram efetivados em organizações da região. Tendo em vista, que 80% dos ex-alunos foram efetivados, temos como objetivo voltar a analisar o resultado do programa na empresa a fim de constatar se este foi efetivo, ou se após algum período os funcionários são dispensados.

REFERÊNCIAS

ARANTES, Nélio. Sistemas de Gestão Empresarial: conceitos permanentes na administração de Empresa válidas – São Paulo: Atlas, 1998.

ASHLEY, P. Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva, 2002.

DIAS, Reinaldo. Responsabilidade Social fundamentos e Gestão. São Paulo: Atlas, 2012.

DUARTE, Gleuso Damasceno. Responsabilidade Social: A empresa hoje. São Paulo: Livros técnicos e científicos editora S. A., 1986. Fund. Assistencial Brahma.

FERREIRA, Ademir Antônio; REIS, Ana Carla Fonseca; PEREIRA, Maria Isabel. Gestão Empresarial de Taylor aos nossos dias: Evolução e Tendências da Moderna Administração de Empresas. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.

Fundamentos de metodologia cientifica/Marina de Andrade Marconi, Eva Maria Lakatos. – 7. Ed. – São Paulo: Atlas, 2010.

Leon C. Megginson/Donald C. Mosley/Paul H. Pietri, Jr. ADMINISTRAÇÃO CONCEITOS E APLICAÇÕES, 4° edição, editor HARBRA, 1998.

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MASSA, Adriana Accioly; NOVAK, Amanda, Sawaya; SOUZA, Raquel Pusch de.

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MELO NETO, Francisco Paulo de; FROES, César. Responsabilidade Social e cidadania empresarial: a administração do terceiro setor. Rio de Janeiro: Ed. Qualitymark, 1999.

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RAMOS, A. A nova ciência das organizações. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1989.

SILVEIRA, Denise Tolfo; GERHARDT, Tatiana Engel. Métodos de Pesquisa. Editora da UFRS, 2009.

WISSMANN, Martin Aiton, Responsabilidade Social & balanço social, Cascavel: Ed. Univel, 2007.

Sites Consultados

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Disponível em: http://www.akatu.org.br/Temas/Sustentabilidade/Posts/O-modelo-de-gestao-empresarial-e-a-responsabilidade-social. Acesso em: 15/02/2016.

Disponível em: http://www.cfa.org.br/acoes-cfa/artigos/usuarios/responsabilidade-social-empresarial. Artigo: Responsabilidade Social Empresarial, 2013. Acesso em 16/02/2016.

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