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Modelo – Conhecimento de Embarque Marítimo – BL

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Academic year: 2019

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COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO –

TRANSPORTES INTERNACIONAIS: TRANSPORTE AQUAVIÁRIO

¾ Transporte Aquaviário

Como visto anteriormente, o transporte aquaviário abrange, em uma só definição, os modais marítimo e hidroviário, sendo que:

™ Marítimo

A carga é transportada em embarcações pelos mares e oceanos.

™ Hidroviário

A carga é transportada em embarcações pelas vias fluvial ou lacustre, através de rios, lagos ou lagoas.

9 Órgãos reguladores

O órgão regulador do transporte marítimo internacional é a Organização Marítima Internacional - OMI ou International Maritime Organization - IMO. É uma organização vinculada à ONU e é composta por mais de 160 países. A principal preocupação da OMI é controlar e preservar a segurança no mar e oceanos.

No Brasil, o órgão governamental responsável pelo acompanhamento dessa modalidade de transporte é a Agência Nacional de Transporte Aquaviário – ANTAQ e está vinculado ao Ministério dos Transportes.

O acompanhamento por parte da ANTAQ consiste na regulação, supervisão e fiscalização relacionadas:

a) À distribuição de linhas e oferta de espaço; b) Aos valores de frete praticados;

c) Ao funcionamento das empresas de navegação e;

d) À exploração da infra-estrutura portuária e aquaviária, editando a regulamentação pertinente.

No Brasil, além da ANTAQ existe, também, a Capitania dos Portos, a qual é vinculada ao Ministério da Marinha e exerce atividades relacionadas com o controle da segurança da navegação e da contaminação nos portos.

As principais funções da Capitania dos Portos são:

⇒ Autorização ou proibição de que os navios atraquem no porto; ⇒ Determinação das zonas de fundeio1;

⇒ Regulação das manobras;

⇒ Regulação dos serviços auxiliares (práticos, amarradores e rebocadores); ⇒ Inspeção técnica de navios;

⇒ Controle de mercadorias perigosas.

As autoridades brasileiras não têm muita influência sobre essa atividade de transporte, uma vez que 98% dos valores de bens brasileiros comercializados internacionalmente, transportados por via marítima, utilizam navios de bandeiras estrangeiras.

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9 Formas de navegação

Segundo KEEDI (2007), a navegação marítima é a forma de transporte mais importante em toda a História da humanidade, cobrindo, fisicamente, mais de 90% das cargas transportadas.

Existem as seguintes formas de navegação:

Navegação Interior

Realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional.

Cabotagem

Navegação realizada no país entre portos locais, utilizando a via marítima ou esta e as vias navegáveis interiores, como por exemplo: um embarque em Vitória (ES) com destino a Recife (PE).

Mesmo quando uma navegação ocorre envolvendo mar e rio ou mar e lago, continua sendo considerada uma navegação de CABOTAGEM. Exemplo: Santos (SP) / Manaus (AM), em que se utiliza o Rio Amazonas, ou Salvador (BA) / Porto Alegre (RS), que envolve a Lagoa dos Patos.

Navegação de Longo Curso

Realizada entre portos brasileiros e estrangeiros, sejam marítimos, fluviais ou lacustres, ou seja, navegação de longo curso é o tipo de navegação que une países e continentes.

A exemplo do que ocorre na cabotagem, quando são envolvidos rios ou lagos entre o local de origem e o de destino em países diferentes, essa navegação continua sendo de longo curso, não mudando para fluvial ou lacustre. Exemplo: Hamburgo (Alemanha) / Manaus (AM) ou Porto Alegre (RS) / Miami (USA).

9 Conhecimento de Embarque Marítimo

O Conhecimento de Embarque Marítimo, também conhecido como B/L (Bill of Lading), é o documento utilizado na formalização de um contrato de transporte aquaviário.

No BL deve estar contida toda a informação necessária para a realização do transporte e a delimitação das partes, tendo como principais funções:

Servir como um recibo de entrega de carga a ser embarcada;

Evidenciar um contrato de transporte entre a companhia marítima e o usuário. Representar propriedade da mercadoria (transferível e negociável).

Normalmente o BL é emitido em seis vias, todas com data e assinadas, sendo, três originais e três cópias, as quais não são válidas para retirar a mercadoria. Para o controle dos possíveis interessados, em todas as vias do BL deve constar a quantidade de originais emitidas.

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9 Terminologia básica ao transporte aquaviário

Proprietário do navio

Qualquer empresa, de qualquer ramo de negócio, que decida investir na construção e / ou compra do casco de navios.

Armador

Empresa mercantil que, a partir de um casco de navio comprado ou alugado, arma o navio, ou seja, coloca a tripulação e todas as demais coisas necessárias para que o navio possa ser operado comercialmente.

Agente Marítimo

Procurador que age como mandatário mercantil de um proprietário ou de um armador.

Agente Angariador ou Agente de Carga

Responde pela contratação de publicidade, venda de espaço para carga nos porões do navio, recebe fretes, emite os B/Ls, monitora a frota de contêineres do Armador, não se envolvendo com a salvaguarda do patrimônio ou com as operações de carga e descarga.

Reserva de Praça

Solicitação de espaço em navio para determinada mercadoria.

Fechamento de Praça

Confirmação, pelo transportador ou seu agente, da reserva de praça, com informação da data de estadia do navio no porto de embarque.

Praça Morta

Significa que não ocorreu o embarque da carga, após o fechamento de praça, podendo haver cobrança de um valor mínimo de ressarcimento ou, até, do valor integral do frete.

Nesses casos, ocorre a perda de confiança do armador no embarcador, ocasionando retaliações futuras por parte do armador, ou seja, em casos de excesso de demanda, o armador prioriza o embarque dos clientes fieis, deixando por último, ou até mesmo não atendendo os que têm costume de não embarcar suas cargas.

Os casos de praça morta ocorrem em virtude de os embarcadores efetuarem reservas com mais de um armador, com a intenção de garantir espaços na melhor conveniência possível.

9 Tipos de navios

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Os principais tipos são:

• Cargueiro ou Convencional: Para o transporte de carga geral ou carga solta, com os porões divididos de modo a atender diferentes tipos de carga.

• Graneleiro:Utilizado para transporte de granéis.

• Tanque:Destina-se ao transporte de granéis líquidos.

Ore-oil: Transporta tanto minérios quanto petróleo.

Roll-on/Roll-off: Utilizado para transporte de veículos. São embarcados e desembarcados por meio de rampas, com seus próprios movimentos.

• Porta-contêiner: Exclusivo para o transporte de contêineres que são alocados através de encaixes perfeitos.

• Multicarga ou multipropósito (multi-purpose): Serve para carga em geral, frigorificada, veículos, contêineres, dentre outros, inclusive simultaneamente.

Sea-bee (sea barge): O mais moderno tipo de navio mercante. Pode acomodar barcaças e converter-se em graneleiro ou porta-contêiner. Apesar disso, não teve seu uso disseminado.

9 Composição do frete aquaviário: O frete aquaviário compõe-se, basicamente, dos seguintes itens:

ƒ Frete básico – valor cobrado por peso ou volume da mercadoria, sendo normalmente aplicado ao que fornecer maior receita para o armador;

ƒ Taxa de volumes pesados – taxa aplicada a volumes que tenham peso superior a um limite estabelecido pelas companhias de navegação (em média, duas ou três toneladas);

ƒ Taxas para volumes com grandes dimensões;

ƒ Sobretaxa de combustível – percentual que incide sobre o frete básico para cobrir gastos de combustível;

ƒ Sobretaxa de congestionamento – incide sobre o frete básico, para portos onde existem demora na atracação dos navios;

ƒ Adicional de porto – taxa cobrada quando a mercadoria tem como origem ou destino algum porto secundário ou fora da rota;

ƒ Fator de ajuste cambial – utilizado em países de instabilidade monetária onde ocorrem repentinas desvalorizações da moeda local em relação ao dólar norte-americano.

9 Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante

Imposto brasileiro cobrado sobre as importações de mercadorias que foram transportadas pelo modal aquaviário. Consiste na aplicação do percentual de 25% sobre o valor do frete para a navegação de longo curso. É cobrado do consignatário da carga ou do representante legal da empresa de navegação, que o recolhe posteriormente.

Bibliografia

BRASIL. <http://www.aprendendoaexportar.gov.br>

KEEDI, Samir. ABC do comércio exterior – abrindo as primeiras páginas. 3. ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007. LOPEZ, José Manoel Cortinas e GAMA, Marilza. Comércio exterior competitivo. 3ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

RODRIGUES, Paulo Roberto Ambrosio. Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e à logística internacional. 4.ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

VIEIRA, Guilherme Bergmann Borges. Transporte internacional de cargas. 2.ed. São Paulo : Aduaneiras, 2007.

Nota Importante:

Referências

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