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A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA
Resumo
O subsídio desta semana (Lição 02 – 3º Trimestre 2010 de 11/07/2010) da Revista “Lições bíblicas” de Jovens e Adultos, que está abordando o tema O Ministério Profético na Bíblia – A Voz da Deus na Terra, traz o assunto acerca da Natureza da Profecia, com o título “A Natureza da Atividade Profética”. O texto áureo desta lição está registrado na epístola aos Hebreus 1.1 “Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”. O Pr. Esequias Soares tirou a seguinte verdade prática do texto base da aula (Jr 1.4-6, 9-14): “A autêntica comunicação profética, nos tempos bíblicos, era feita por meio de palavras e de figuras, a fim de que o povo compreendesse claramente a mensagem divina”. Este subsídio tem como objetivo explorar profunda e exaustivamente este assunto; não sendo, de forma alguma, a última palavra em um assunto tão amplo. Espera-se contribuir assim com os objetivos listados na lição bíblica que é: “explicar as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo; descrever a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento; e, refutar a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos”.1 Bons estudos!!!
Palavras-Chaves: Comunicação; Profetas; Profecia; Êxtase
Introdução
A mais perfeita comunicação entre Deus e o homem se dá através de Seu Filho Jesus. O único meio de acesso ao Pai é através de Cristo. Quem revela essa realidade é o próprio Deus. O Senhor não é uma figura distante, mas, próxima; é o Criador e dá salvação através de Jesus. Ele criou todas as coisas e se interessa pelos seres humanos, “fazendo intervenção na história humana, recompensando e castigando”.2 Vemos que Deus é o autor da antiga revelação (Hb. 1.1), dada por meio dos profetas, e autor da nova revelação, dada no Filho.
Deus falou, desejando ser compreendido, entrar em comunicação com os homens, pelo que se expressou de formas inteligíveis, e conseguiu, durante todo o passado, fazer conhecido dos homens a si
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LIÇÕES BÍBLICAS. Jovens e Adultos. 3º Trimestre de 2010. CPAD, 2010. 12 p.
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mesmo e à sua vontade. Não se manteve silencioso, permitindo que os homens apalpassem após Ele, se pudessem encontrá-Lo. Ele encontrou a mão estendida e guiou o inquiridor. Esse “falar” no passado foi em preparação para o falar final, em Cristo. “Havendo Deus, outrora, falado... falou...” (Hb. 1.1). As primeiras revelações foram as preparações para a última, mas se distinguiram desta última quanto a quatro particulares, nos recebedores, nos agentes e na maneira (Dods, in loc.)3
Temos, então, que Deus falou... no passado, “referindo-se a todas as revelações divinas feitas na antiga dispensação, antes de Moisés, através de Moisés, por meio dos profetas, tanto nas Escrituras como fora delas; porém, os pontos principais estão contidos em forma concreta nas Escrituras do AT”.4 Falou, também, no Filho, na atual dispensação.
Deus falou... muitas vezes, pois sua revelação veio através da história do povo bíblico, nos tempos, e, em progressão, nunca de uma só vez, “que veio aos poucos, em qualidades várias e em diversas intensidades de verdade,...”.5
Deus falou... de muitas maneiras, variadas; “sua revelação veio através da história, da biografia, da genealogia, da lei, das ordenanças, dos regulamentos sacerdotes, das advertências, das denúncias e das previsões proféticas”.6
Deus falou silentemente ao coração, ousadamente através dos profetas, docemente através de algum salmo, enigmaticamente através de algum oráculo, assustadoramente através de algum anjo, subconscientemente através de algum sonho. As ‘formas usadas’ por Deus foram muitas. O seu ‘conteúdo’ foi extremamente variegado. Os ‘meios’ foram das modalidades mais diversas’ (CHAMPLIN, CANDEIA, 1995, Vol. 5, 475p.)
Vamos nos deter, portanto, neste subsídio às formas, ao conteúdo e aos meios de Deus falar com seu povo, no aspecto profético, ou seja, os meios de comunicação profética, onde enfatizaremos as formas de comunicação de Deus aos profetas; as formas de transmissão da mensagem dos profetas ao povo; e, a questão extática do profeta.
Como Deus falava aos profetas
“A comunicação entre Deus e os profetas dava-se por mensagem ou diálogo direto, sonhos e visões”.7 Passamos, então, a analisar o portador do conteúdo: o profeta. No Antigo Testamento a primeira pessoa a quem a Bíblia chama de profeta foi Abraão, “mas a profecia do Antigo Testamento recebeu sua forma normativa na vida e pessoa de Moisés, que passou a constituir padrão de comparação para todos os profetas futuros (Dt. 18.15-19). Cada
3 CHAMPLIN. O Novo Testamento Interpretado – São Paulo: CANDEIA, 1995. Volume 5. 475 p. 4 Idem
5 Ibidem 6
Ibidem
www.iead-msbc.com.br - 3 característica que caracterizava o verdadeiro profeta de Yahweh, na tradição clássica da profecia vetero-testamentária, foi pela primeira vez encontrada em Moisés”.8 Em Moisés, então temos as características de um profeta: (a) é chamado por Deus; (b) sua chamada é específica; (c) é um homem que se apresentara diante de Deus; (d) tinha discernimento antecipado dos fatos da história; (e) tinha preocupações éticas e sociais, “antes mesmo de sua chamada; e, depois, esboçou a maioria dos códigos humanos e filantrópicos do mundo antigo, preocupado pelos incapazes, sendo inimigo do opressor (Lv. 19.9)”;9 (f) desempenha um papel ativo, próprio de estadista, nos negócios nacionais; (g) tinha a combinação de proclamação e predição “(é nesse entrelaçamento que se discerne entre o verdadeiro profeta e o mero prognosticador)”;10 (h) usava símbolo na entrega de suas mensagens; (i) nele estava o aspecto intercessor da tarefa profética.
Os profetas do Antigo Testamento eram chamados de “homens de Deus”, assim como Moisés (Dt. 33.1). Essa consideração evidenciava a diferença de caráter do profeta e dos demais homens. Eram chamados, também, por Deus, de “servos” (2 Rs. 17.13, 23). O profeta era um homem da Palavra de Deus. Ele era incumbido de anunciar a Palavra de Deus a seus semelhantes. Eles eram homens que tinham algo a dizer. Eram os porta-vozes de Deus. Sua Palavra era a Palavra de Deus. “Os profetas possuíam uma total certeza a respeito de suas próprias palavras, o que só pode acontecer com desequilibrados ou, então, com homens que estiveram presentes nos conselhos de Deus e ali receberam o que deviam dizer sobre a terra”.11 Algumas vezes sua comunicação eram feitas por parábolas, alegorias, e símbolos representados por atitudes dos próprios profetas, como, por exemplo, a flecha que é lançada contra a Síria. Era a flecha da vitória do Senhor, era, portanto, uma ação simbólica. Mais exemplos de símbolos, encontramos em Isaías quando teve de andar despido e descalço (Is. 20); Jeremias quando despedaçou o vaso do oleiro no lugar dos cacos de barro (Jr. 19); Ezequiel cercou uma cidade em miniatura (Ez. 4.1-3); assim era uma ação de Deus para com o homem, uma atividade a respeito da qual Deus já se resolvera, era dessa maneira declarada e promovida sobre a terra.
Os profetas não são “criadores” e nem “donos” do que dizem e vêem. São chamados e falam em nome de Javé, são até mesmo “seduzidos” por Deus (Jr. 20.7). Sua ferramenta é a palavra, essa vinda de Deus. A palavra não está solta, mas, vinculada ao contexto em que se instala. A palavra do profeta inclui o risco, que o digam Isaías, Amós e Jeremias (Is. 52.-53). Apesar disso, a palavra profética é dom de Deus, os profetas não são meros alto-falantes, mas são mensageiros situados e contextualizados especificamente e com palavras peculiares. São, em última análise, intérpretes dos projetos de Deus na história. Possuem independência teológica, fazem leituras diferentes de mesmos fatos, mas é a Palavra de Deus que atua na realidade, portanto, “o verbo se fez carne” na ação profética, e mais, tarde, na pessoa de Jesus. Eles não formam escola, não tem tradições, não tem sucessão, como os “pré-literários”. Nos “literários”, um profeta não tem nada com o outro. Não é a tradição que faz o profeta, e sim, o dom de Deus. (Is. 61.1-3).
8 O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA. São Paulo: Edições Vida Nova, 1997. 1318 p. 9 O NOVO DICIONÁRIO DA BÍBLIA. São Paulo: Edições Vida Nova, 1997. 1318 p. 10
Idem. 1318 p. 11 Ibidem. 1322 p.
www.iead-msbc.com.br - 4 Então temos que o profeta do Antigo Testamento, dentro de suas peculiaridades, são homens, distintos, idôneos, usados por Deus, para transmitir sua Palavra: seja, por manifestação momentânea, seja através do sermão previamente preparado, seja, por parábolas, símbolos, sempre direcionados para edificar, consolar; exortar e direcionar o povo de Deus. Lembrando que a atividade profética é alguma percepção da verdade de Deus, inteligentemente transmitida à assembléia.
O discernimento é de sua importância para a igreja, a fim de não entrar pelo caminho de aceitar qualquer palavra, pois podemos confundir-nos com a palavra de homens ou mesmo de demônios; precisamos distinguir a Palavra de Deus das demais vontades. Mas esse é assunto para outra lição.
Profeta e Profecia
Se a função do profeta é anunciar a vontade de Deus. Precisamos nos deter um pouco acerca do conteúdo das profecias. Alguém pode questionar: como uma pessoa que tem o Espírito de Deus pode confundir palavras ditas pela emoção com a Palavra de Deus? Isso é possível? A resposta é: sim, pode se confundir, sim! Mesmo as pessoas mais bem intencionadas podem, ser levadas pela emoção.
Problematizando a questão, então temos que, mesmo na igreja um servo do Senhor, sério, espiritual, pode ser levado a profetizar sem, na verdade, Jesus ter dito nada a ele. Como então podemos identificar e separar uma coisa da outra: emoção, vontade própria e Palavra de Deus? Deus nos dá uma ferramenta fenomenal: o discernimento de espíritos.
Coloque-se, você, agora, no lugar da cena bíblica. Dois profetas anunciam, segundo eles, a vontade de Deus. Jeremias e Hananias. Em quem você acredita? É claro que, lendo a Palavra de Deus sabemos quem é o verdadeiro e o falso. Mas, dispa-se deste conhecimento e centralize-se nesse contexto. Dois profetas reconhecidos anunciam conteúdos diferentes: em quem acreditar? Para falar a verdade é mais cômodo ouvir a mensagem que soa melhor aos nossos ouvidos. Mas, prestemos atenção!! As mensagens bonitas e que soam bem aos ouvidos nem sempre são as mensagens de Deus. Então o que fazer? Pedir discernimento a Deus.
A palavra profecia12 (oráculo) significa, conforme Pv 30.1, e, segundo algumas versões, representa a palavra hebraica massa,que propriamente significa “oráculo”; e o nome profeta, em Is 30.10, representa a palavra hebraica chozeh, que propriamente significa “vidente”, e refere-se àqueles que vêem visões. Mas sempre, em qualquer outro lugar no A.T., a “profe cia” é a tradução de nebu’a; e “profeta” a de nabi. Não é certa a significação original da raiz (NB). A raiz (NB) significa ferver em cachão, e nabi, portanto, supõe-se querer dizer aquele que ferve com a inspiração ou com a mensagem divina. Todavia, é mais provável que nabiesteja em conexão com uma raiz assíria ou árabe, que significa proferir, anunciar uma mensagem. Neste caso o nabi é considerado o orador, a quem foi confiada uma missão. Isto está em conformidade como que se lê em Ëx 7.1: “Então disse o Senhor a Moisés: Vê que
www.iead-msbc.com.br - 5 te constituí como deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” Por isso é provável que o nome “profeta”, como é empregado na Bíblia, signifique aquele que fala como acreditado mensageiro do Altíssimo Deus. Deve-se observar que no termo, de que se trata, não há coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Pode um profeta predizer, ou não, o futuro segundo a mensagem que Deus lhe der. Deste modo a palavra grega prophetes, que se acha na versão dos Setenta, e no N.T., significa aquele que “expõe, fala sobre certo assunto”. Os substantivos abstratos nebu’a e propheteie (“profecia”) têm uma significação correspondente.
O estado dos profetas ao receberem a Sua mensagem13
É importantíssima ter uma noção certa das condições espirituais do profeta, afim de que possamos penetrar os segredos da comunicação do homem com Deus. A concepção pagã da profecia era a de uma condição absolutamente passiva no profeta, de modo que, quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Alguma coisa deste gênero se pode ver na histeria do povo israelita. Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal, durante as quais eles batiam em si furiosamente, cortando-se com canivetes, para que pudessem receber um sinal visível de aprovação divina, eram, na realidade, uma manifestação típica (1 Rs 18.26 a 28); e é provável que em tempos posteriores os falsos profetas tomassem disposições semelhantes, com o fim de provocarem em si próprios o estado de êxtase para as suas arengas. Mas a idéia pagã de profecia se apresenta dum modo muito claro em Balaão. A sua vontade e os seus próprios pensamentos são vencidos pela inspiração divina, proclamando ele a mensagem celestial, contrariamente aos seus particulares desejos (Nm 22 a 24).
No tempo de Samuel já se vê o principio de melhor sistema. Ele reunia em comunidades aqueles que parecia terem dons especiais da profecia, disciplinando-os, ensinando-lhes a música, e, segundo parece, ministrando-lhes conhecimentos da história e religião, para que pudessem estar nas melhores condições de receber as palavras de Deus (1 Sm 10.10 a 13; 19.18 a 20). A respeito da música pode-se compreender que era para aquietar a alma, e prepará-la para as comunicações com Deus (1 Sm 16. 14 a 23; 2 Rs 3.15). Quanto a serem estas escritas ou não pelo profeta, isso dependia do caráter particular de cada alocução.
Essas profecias, devemos dizê-lo, são inteiramente apostas às produzidas no estado de mero êxtase. São escritas com grande escolha de palavras e frases, revelando a vida anterior dos profetas, os seus interesses e ocupações, e apresentando em vários graus a cultura e as circunstâncias do tempo em que cada profecia foi revelada. As profecias de Amós. de Miquéias, de Isaias, e de Jeremias, por exemplo, estão muito longe das de Balaão, tanto na visão espiritual como nos conscientes pensamentos e deliberado estudo. Os profetas tinham aprendido que Deus Se servia das próprias faculdades e aptidões deles como instrumento das Suas revelações.
www.iead-msbc.com.br - 6 Na verdade, querendo formar a mais alta concepção do estado do profeta, na recepção das comunicações divinas, temos esse ideal em Jesus Cristo, que estava em comunhão com o Seu Pai, e anunciava aos homens o que dele ouvia (Jo 8.26 a 40; 15.15; 17.8). Em Jesus não havia o estado de êxtase, mas manifestava-se uma clara comunicação espiritual, tendo a Sua alma um grandioso poder receptivo e ativo. Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia, podiam eles receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.
A função dos profetas14
Examinando as suas palavras num sentido mais lato, e tomando no seu todo a obra dos profetas, observamos que uma das suas mais importantes funções era a interpretação dos fatos passados e presentes. Estudando eles os acontecimentos na presença de Deus, puderam vê-los na sua luz divina, e compreendê-los assim no seu verdadeiro as pecto e significação. Por isso os profetas não eram, realmente, historiadores (como o escritor dos livros dos Reis), mas foram algumas vezes políticos ativos bem como diretores religiosos. Entre estes podemos admitir não somente Isaias e Jeremias, mas também Eliseu, visto como este mandou um dos filhos dos pro etas ungir Jeú. efetuando deste modo a destruição da dinastia de Onri, culpada de prestar culto a Baal (2 Rs 9). Além disso, o fato de eles perceberem a significação dos acontecimentos passados e presentes, habilitava-os a conhecer os resultados da vida pessoal e nacional, e a proclamar princípios que tinham um alcance muito mais largo, de muito maior extensão, do que o que eles podiam imaginar. E, deste modo, quando as mesmas forças operavam em tempos e lugares muitíssimo distantes dos contemplados pelos próprios profetas, as suas palavras de aviso e conforto achavam cumprimento, não talvez uma vez somente, mas em diversas ocasiões. E a este poder, inerente a uma previsão verdadeiramente inspirada, que São Pedro provavelmente se refere, quando escreveu (2 Pe 1.20): “nenhuma profecia da Escritura é de particular elucidação”, querendo dizer que o seu significado e referência não devem limitar-se a qualquer acontecimento no tempo.
Os sacerdotes tratavam de coisas rituais, ou melhor, das ora ções litúrgicas e dos cânticos sagrados. Nos profetas havia vistas mais largas, e uma realização mais completa da vontade de Deus na vida diária, tanto particular como nacional. Se quisermos, talvez, dizer em poucas palavras qual o efeito dos ensinamentos dos profetas sobre os seus contemporâneos, quer se trate de pessoas, quer de nações, afirmaremos que eras esperança o forte sentimento que consolava a alma israelita, apesar dum passado manchado pelo pecado, e dum presente sob a ameaça do castigo. Todavia, superior a tudo, estava Deus realizando o Seu plano de misericórdia e bênçãos. Nenhuma religião, fora do Judaísmo, podia mostrar nos seus ensinamentos tais princípios de consoladora expectativa. E eis aqui um dos grandes segredos que explicam o grande êxito que só a religião de Israel alcançou.
Se os contemporâneos dos profetas muito ganharam, ou estiveram na situação de ganhar com a obra dos profetas, maior proveito disso devemos nos ainda tirar. Porquanto
www.iead-msbc.com.br - 7 estamos agora preparados para ver bem o efeito das suas doutrinas e predições, e considerar as verdades eternas, em que eles depositavam completa confiança. Dum modo particular, certamente, podemos apreciar até certo grau as suas exposições acerca do grande Personagem, por meio do qual havia de vir a redenção de Israel. Não é o nosso fim neste artigo enumerar as várias profecias com relação a Cristo. A maioria delas é bem conhecida. Basta dizer-se que, embora os profetas não alcançassem bem o inteiro sentido das suas próprias palavras, esperavam, contudo, um Ente que havia de ser idealmente perfeito, na sua qualidade de Rei para governar, de Profeta para ensinar, e de Sacerdote para reconciliar; que havia de ser homem, e mais do que homem, pois seria Ele mesmo Deus; e que havia de sofrer até á morte, reinando, contudo, para sempre na Glória.
Conclusão
Deus não deixou os homens à deriva, como prega o deísmo; mas, intervém na história da humanidade. Deus fala aos homens, através de homens. Conhecemos Deus através de Sua revelação. Deus se revela aos homens não os deixando perdidos. E, Sua vontade sempre foi manifestada através das profecias e de seus profetas. Esses profetas eram pessoas preparadas e não se envolviam em misturas com religiões pagãs, onde prevalecia o êxtase, no sentido de darem veracidade equivocada às suas predições.
Os profetas, conscientes, recebiam as mensagens de Deus e os anunciavam ao povo. Sem invenções ou modismos, mas com autoridade e verdade.
www.iead-msbc.com.br - 8 Referências
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CHAMPLIN, Russel Norman. O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo – volume 5. R. N. Champlin, Ph. D. 1ª Edição – São Paulo: CANDEIA, 1995.
CRABTREE, A. R. Teologia do Velho Testamento. 5º Ed. – Rio de Janeiro: JUERP, 1991. LIÇÕES BÍBLICAS. Jovens e Adultos. 3º Trimestre de 2010. CPAD, 2010.
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São Bernardo do Campo, 08 de julho de 2010.
Valter Borges dos Santos15