Boletim
Manual de Procedimentos
Veja nos Próximos
Fascículos
a IPI - Exportação
ICMS - IPI e Outros
Fascículo N
o12/2014
Paraná
/
a
Federal
IPI
Infrações e penalidades . . . . 01/
a
Estadual
ICMS
Crédito presumido . . . . 10/
a
IOB Setorial
Estadual
Colchoaria - Margens de valor agregado aplicáveis . . . . 27
/
a
IOB Comenta
Federal
Tributos federais - Códigos de receita para depósitos judiciais e ex-trajudiciais . . . . 28
/
a
IOB Perguntas e Respostas
IPI
ALC - Isenção - Prazo de vigência . . . . 29 Bens de informática - Benefícios fiscais . . . . 29 Rotulação de produtos - Descumprimento da obrigação - Conse-quência . . . . 29
Tributos Estaduais/PR
Certidão de Débitos Tributários - Forma de emissão . . . . 29 Certidão Positiva de Débitos Tributários - Hipótese de emissão . . . . 29
Capa:
Marketing IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Editoração Eletrônica e Revisão: Editorial IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE
Telefone: (11) 2188-7900 (São Paulo) 0800-724-7900 (Outras Localidades)
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei no 9.610, de 19.02.1998, DOU de 20.02.1998).
Impresso no Brasil
Printed in Brazil Boletim IOB
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
ICMS, IPI e outros : IPI : infrações e penalidades : IOB comenta : tributos federais.... -- 10. ed. -- São Paulo : IOB Folhamatic, 2014. -- (Coleção manual de procedimentos)
ISBN 978-85-379-2096-1
1. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série.
14-01707 CDU-34:336.223(81)
Índices para catálogo sistemático:
1. Brasil : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito tributário 34:336.223(81)
2. Brasil : Imposto sobre Produtos
Industrializados : IPI : Direito tributário 34:336.223(81)
Manual de Procedimentos
ICMS - IPI e Outros
IPI
Infrações e penalidades
SUMÁRIO 1. Introdução
2. Lançamento de ofício
3. Diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo
4. Regime especial de fiscalização
5. Multa de valor igual ao da mercadoria ou do constante na nota fiscal
6. Pena de perdimento
7. Transporte de mercadoria introduzida clandestinamente no País
8. Adquirentes e depositários 9. Rotulagem ou marcação 10. Produtos em situação irregular 11. Bebidas
12. Álcool 13. Cigarros 14. Selo de controle 15. Papel imune
16. Simulação, vício ou falsificação 17. Processamento eletrônico de
dados
18. Obrigações acessórias 19. Não apresentação de DIPJ,
DCTF e DSPJ
20. Não apresentação de declaração do imposto 21. Reporto 22. Repes 23. Multa básica 24. Instituições financeiras 25. Redução de multas 1. InTRodução
Os contribuintes do IPI devem observar as dis-posições que regem este tributo, tanto em relação ao cumprimento das obrigações acessórias como da obrigação principal, sob pena de autuação pela fis-calização em hipóteses de averiguação de infrações à legislação.
Sob esse aspecto, constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe em
inobservância de preceitos estabelecidos ou discipli-nados pelo Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (RIPI) e pelos atos administrativos de caráter normativo destinados a complementá-lo.
Salvo disposição de lei em contrário, a respon-sabilidade por infrações independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.
Neste texto, examinaremos quais são as infrações à legislação e suas respectivas penalidades, previs-tas no RIPI/2010.
(RIPI - Decreto nº 7.212/2010, art. 548)
2. LançaMEnTo dE oFíCIo
A falta de destaque do valor do IPI, total ou parcial, na
respectiva nota fiscal ou a falta de recolhimento do imposto destacado sujeita o contribuinte à multa de ofício de 75% do valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido. Incorrerão, ainda, no mesmo percentual de multa:
a) os fabricantes de produtos isentos que não emitirem ou emitirem de forma irregular as no-tas fiscais a que são obrigados;
b) os que transportarem produtos tributados ou isentos desacompanhados da documentação comprobatória de sua procedência;
c) os que possuírem, nas condições a que se re-fere a letra “b”, produtos tributados ou isentos para venda ou industrialização; e
d) os que destacarem indevidamente o imposto na nota fiscal ou o destacarem com excesso sobre o valor resultante do seu cálculo.
Nos casos das letras “a” a “c”, quando o produto for isento ou a sua saída do estabelecimento não
esti-a
Federal
A falta de destaque do valor do IPI, total ou parcial, na respectiva nota fiscal ou a falta de recolhimento do imposto destacado
sujeita o contribuinte à multa de ofício de 75% do valor do imposto que
deixou de ser lançado ou recolhido
ver sujeita ao respectivo destaque, as multas serão calculadas com base no valor do imposto que, de acordo com as regras de classificação e de cálculo estabelecidas no RIPI, incidiria sobre o produto ou a operação, se tributados fossem.
Na hipótese da letra “d”, a multa terá por base de cálculo o valor do imposto indevidamente destacado e não será aplicada se o responsável, já tendo recolhido, antes de procedimento fiscal, a importância irregular-mente destacada, provar que a infração decorreu de erro escusável, a juízo da autoridade julgadora.
As multas são aplicadas, ainda, aos casos equi-parados pelo RIPI à falta de destaque ou de recolhi-mento do imposto, desde que para o fato não seja cominada penalidade específica.
A falta de identificação do contribuinte ou do responsável não exclui a aplicação de multas, cuja cobrança, juntamente com a do imposto que for devido, será efetivada pela alienação da mercadoria a que se referir a infração, aplicando-se ao processo respectivo o disposto no § 4º do art. 603 do RIPI, o qual trata da sua reabertura, antes de ocorrida a pres-crição, exclusivamente para a apuração da autoria, vedada a discussão de qualquer outra matéria ou a alteração do julgado, quanto à infração, à prova de sua existência, à penalidade aplicada e aos funda-mentos jurídicos da condenação.
O percentual de multa citado no início deste item (75%), independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, será:
a) aumentado de metade, ocorrendo apenas uma circunstância agravante, exceto a reinci-dência específica;
b) duplicado, ocorrendo reincidência específi-ca ou mais de uma circunstância agravante, e nos casos de sonegação, fraude e conluio, previstos nos arts. 561, 562 e 563 do RIPI. Os percentuais de multa de 75% e os menciona-dos nas letras “a” e “b” anteriores serão aumentamenciona-dos de metade nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para prestar esclarecimentos.
Nos casos das letras “a” e “b”, a majoração incidirá apenas sobre a parte do valor do imposto em relação à qual houver sido verificada a ocorrência de circunstância agravante ou qualificativa, na prática da respectiva infração, sendo que o valor da pena apli-cável será o resultado da soma da parcela majorada e da não alcançada pela majoração.
As multas mencionadas neste item serão exigidas: a) juntamente com o imposto, quando este não
houver sido lançado nem recolhido; ou b) isoladamente, nos demais casos.
As multas também serão aplicadas aos que derem causa a ressarcimento indevido de crédito de imposto.
(RIPI/2010, arts. 561 a 563, 569 e 603, § 4º)
3. dIFEREnçaS aPuRadaS EM dECLaRação PRESTada PELo SujEITo PaSSIvo
As diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exi-gibilidade, indevidos ou não comprovados, relativas ao imposto, serão objeto de lançamento de ofício, na forma do art. 443, § 2º, do RIPI.
O lançamento de ofício, nesse caso, limita-se à imposição de multa isolada em razão da não homologa-ção de compensahomologa-ção quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, a qual será exigida de acordo com as disposições do art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e do art. 18 da Lei nº 11.488/2007.
(Lei nº 10.833/2003, art. 18; Lei nº 11.488/2007, art. 18; RIPI/2010, arts. 443, § 2º, e 570)
4. REgIME ESPECIaL dE FISCaLIzação
As infrações cometidas pelo contribuinte durante o período em que estiver submetido a regime especial de fiscalização, de que trata o art. 541 do RIPI, são punidas com a multa de 150% sobre a totalidade ou a diferença do imposto nos casos de falta de paga-mento ou de recolhipaga-mento, de falta de declaração e nos de declaração inexata.
Esse percentual será duplicado nos casos de sonegação, fraude e conluio previstos nos arts. 561, 562 e 563 do RIPI, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.
Os percentuais mencionados serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo su-jeito passivo, no prazo marcado, de intimação para:
a) prestação de esclarecimentos;
b) apresentação dos arquivos ou sistemas rela-cionados ao processamento eletrônico de da-dos de que trata o art. 389 do RIPI; e
c) apresentação, pelo usuário de sistema de processamento eletrônico de dados, da do-cumentação técnica de que trata o § 2º do art. 542 do RIPI.
As multas descritas neste item são aplicadas, inclusive, aos contribuintes que derem causa a res-sarcimento indevido de impostos ou contribuições decorrente de qualquer incentivo ou benefício fiscal.
(RIPI/2010, arts. 389, 541, § 5º, 542, § 2º, 561, 562, 563 e 571)
5. MuLTa dE vaLoR IguaL ao da MERCadoRIa ou do ConSTanTE na noTa FISCaL
Sem prejuízo de outras sanções administrativas ou penais cabíveis, incorrem na multa igual ao valor comercial da mercadoria ou ao que lhe for atribuído na nota fiscal, respectivamente:
a) os que entregarem para consumo ou consu-mirem produto de procedência estrangeira introduzido clandestinamente no País ou im-portado irregular ou fraudulentamente, ou que tenha entrado no estabelecimento, dele saí-do ou nele permanecisaí-do sem que tenha ha-vido registro da declaração da importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), salvo se estiver dispensado do re-gistro ou desacompanhado de Guia de Licita-ção ou nota fiscal, conforme o caso; e
b) os que emitirem, fora dos casos permitidos no RIPI, nota fiscal que não corresponda à saída efetiva, do produto nele descrito, do estabele-cimento emitente e os que, em proveito pró-prio ou alheio, utilizarem, receberem ou regis-trarem essa nota para qualquer efeito, haja ou não destaque do imposto e ainda que a nota se refira a produto isento.
Na hipótese da letra “a”, a imposição da pena não prejudica a que é aplicável ao comprador ou ao rece-bedor do produto e, no caso da letra “b”, independe da que é cabível pela falta ou pela insuficiência de recolhi-mento do imposto em razão da utilização da nota.
A multa a que se refere a letra “a” se aplica apenas às hipóteses de produtos de procedência estrangeira introduzidos clandestinamente no País ou importados irregular ou fraudulentamente.
(RIPI/2010, art. 572)
6. PEna dE PERdIMEnTo
Verificada a impossibilidade de apreensão de mercadoria sujeita à pena de perdimento, em razão de sua não localização ou consumo, será extinto o processo administrativo instaurado para apuração da infração capitulada como dano ao Erário e será instaurado processo administrativo para aplicação da multa prevista no art. 573 do RIPI.
Nessa hipótese, aplica-se multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida, a qual será exigida mediante lançamento de ofício, que será processado e julgado nos termos da legislação que rege a determinação e a exigência dos demais créditos tributários da União.
As disposições relacionadas ao perdimento de mercadoria constam dos arts. 603 a 606 do RIPI.
(RIPI/2010, arts. 531, 573 e 603 a 606)
7. TRanSPoRTE dE MERCadoRIa InTRoduzIda CLandESTInaMEnTE no PaíS
Incorre na multa de 50% do valor comercial da mercadoria o transportador que conduzir produto de procedência estrangeira que saiba, ou que deva pre-sumir pelas circunstâncias do caso, ter sido introdu-zido clandestinamente no País ou importado irregular ou fraudulentamente.
(RIPI/2010, art. 574)
8. adquIREnTES E dEPoSITáRIoS
A inobservância da verificação de rotulagem, mar-cação e selagem, se os produtos estiverem sujeitos ao selo de controle do IPI, bem como da documentação fiscal pelos adquirentes e depositários, os sujeitarão às mesmas penas cominadas ao industrial ou ao remetente, pela falta apurada.
(RIPI/2010, arts. 327, caput, §§ 1º e 3º, e 575)
9. RoTuLagEM ou MaRCação
Aos que descumprirem as exigências de rotula-gem ou de marcação previstas no art. 274 do RIPI ou as instruções expedidas pelo Secretário da Receita Federal do Brasil sobre o assunto, será aplicada a multa de R$ 196,18.
(RIPI/2010, arts. 274 e 576)
10. PRoduToS EM SITuação IRREguLaR
Será exigido do proprietário do produto encon-trado em situação irregular descrita nos arts. 341 e 346 do RIPI (exportação de bebidas e de cigarros) o imposto que deixou de ser pago, aplicando-se, inde-pendentemente de outras sanções cabíveis, a multa de 150% do seu valor.
Não sendo identificado o proprietário dos produ-tos, considera-se como tal, para efeito de aplicação da pena, o possuidor, o transportador ou qualquer outro detentor do produto.
Na hipótese do art. 346 do RIPI (cigarros nacionais considerados como produtos estrangeiros
introduzi-dos clandestinamente no País), cuja exportação tenha sido autorizada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de acordo com o disposto no § 5º do art. 344, os impostos devidos e a multa serão exigidos do estabelecimento industrial exportador.
Esta regra se aplica, inclusive, à hipótese de ausência de comprovação pelo estabelecimento industrial da importação dos cigarros no país de des-tino, de que trata o inciso III do § 5º do art. 344 do RIPI.
(RIPI/2010, arts. 341, 344, § 5º, III, 346 e 577)
11. BEBIdaS
11.1 Produtos das posições 22.01, 22.02 e 22.03 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI)
Poderão ser aplicadas, a cada período de apura-ção do imposto incidente sobre os produtos classifi-cados nas posições 22.02 e 22.03 da TIPI (bebidas), as seguintes multas:
a) de 50% do valor comercial da mercadoria pro-duzida, não inferior a R$ 10.000,00:
a.1) se, a partir do 10º dia subsequente ao prazo fixado para a entrada em operação do sistema, os equipamentos medidores de vazão e os condutivímetros referidos no art. 373 do RIPI não tiverem sido ins-talados em razão de impedimento provo-cado pelo contribuinte;
a.2) se o contribuinte não comunicar à RFB a inoperância dos equipamentos referidos na letra “a.1”, mantendo controle do vo-lume de produção enquanto perdurar a interrupção; e
b) no valor de R$ 10.000,00, na hipótese da não apresentação à RFB, em meio magnético, do quadro-resumo dos registros de medidores de vazão e dos condutivímetros e do demonstrativo de apuração do IPI de que trata o art. 374 do RIPI. As multas descritas neste item se aplicam tam-bém aos estabelecimentos envasadores ou industriais fabricantes dos produtos classificados na posição 22.01 da TIPI.
Nota
As posições da TIPI citadas neste item contemplam os seguintes pro-dutos:
a) 22.01 - águas, incluindo as águas minerais, naturais ou artificiais, e as águas gaseificadas, não adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes nem aromatizadas; gelo e neve;
b) 22.02 - águas, incluindo as águas minerais e as águas gaseificadas, adicionadas de açúcar ou de outros edulcorantes ou aromatizadas
e outras bebidas não alcoólicas, exceto sucos (sumos) de frutas ou de produtos hortícolas, da posição 20.09; e
c) 22.03.00.00 - cervejas de malte.
(RIPI/2010, arts. 373, 374 e 578; TIPI - Decreto nº 7.660/2011)
11.2 Bebidas frias
A pessoa jurídica optante pelo regime especial de tributação de que trata o art. 223 do RIPI, que prestar de forma incorreta ou incompleta as informações exigi-das na forma do § 7º do art. 58-J da Lei nº 10.833/2003, ficará sujeita à multa de ofício no valor de 150% do valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido.
A multa é aplicada inclusive nos casos em que o contribuinte se omitir a prestar as informações exigi-das pelo mencionado dispositivo legal.
(Lei nº 10.833/2003, art. 58-J, § 7º; RIPI/2010, arts. 223 e 579)
11.3 Bebidas alcoólicas e demais produtos de produção nacional
Nas notas fiscais relativas às remessas com suspensão do imposto, previstas no art. 44 do RIPI, deverá constar a expressão a que se refere o inciso III do art. 415, vedado o destaque do imposto nas referidas notas sob pena de se considerar o imposto como indevidamente destacado, sujeitando o infrator às disposições legais estabelecidas para a hipótese.
Cabe observar, nesse sentido, que o estabeleci-mento destinatário da nota fiscal emitida em desacordo com a referida norma, que recebê-la, registrá-la ou utilizá-la, em proveito próprio ou alheio, ficará sujeito à multa igual ao valor da mercadoria constante do mencio-nado documento, sem prejuízo da obrigatoriedade de recolher o valor do imposto indevidamente aproveitado.
(RIPI/2010, arts. 44, 415, III, 432 e 607)
12. áLCooL
Os produtores de álcool, inclusive para fins carbu-rantes, ficam obrigados à instalação de equipamentos de controle de produção nos termos, nas condições e nos prazos estabelecidos pela RFB.
No caso de inoperância de qualquer dos equipa-mentos, o produtor deverá comunicar a ocorrência à unidade da RFB com jurisdição sobre o seu domicílio fiscal, no prazo de 24 horas, devendo manter controle do volume de produção enquanto perdurar a interrupção.
O descumprimento dessa obrigação ensejará a aplicação de multa:
a) correspondente a 50% do valor comercial da mercadoria produzida no período de
inoperân-cia, não inferior a R$ 5.000,00 se, a partir do 10º dia subsequente ao prazo fixado para a entrada em operação do sistema, os equipa-mentos não tiverem sido instalados em virtude de impedimento criado pelo produtor; e b) no valor de R$ 5.000,00, sem prejuízo da
apli-cação da penalidade descrita na letra “a”, no caso de falta da comunicação da inoperância do medidor.
Para fins da aplicação da multa descrita na letra “a”, considera-se impedimento qualquer ação ou omissão praticada pelo fabricante tendente a impedir ou retardar a instalação dos equipamentos ou, mesmo após a sua instalação, prejudicar o seu funcionamento normal.
(RIPI/2010, arts. 377 e 580)
13. CIgaRRoS
Serão aplicadas as seguintes penalidades na ocorrência de infrações relativas aos cigarros classifi-cados no código 2402.20.00 da TIPI:
a) aos fabricantes que coletarem, para qualquer fim, carteiras vazias: multa de 2 vezes o valor do imposto sobre os cigarros correspondentes às quantidades de carteiras coletadas, calcu-lado de acordo com a marca do produto, não inferior a R$ 99,72;
b) aos importadores do produto que não declara-rem em cada unidade tributada, na forma es-tabelecida no RIPI, a sua firma e a situação do estabelecimento (localidade, rua e número), o número de sua inscrição no Cadastro Nacio-nal da Pessoa Jurídica (CNPJ) e outras indica-ções necessárias à identificação do produto: multa igual a 50% do valor comercial das uni-dades apreendidas, não inferior a R$ 196,18; c) aos que expuserem a venda o produto sem as
indicações citadas na letra “b”: multa igual a 50% do valor das unidades apreendidas, não inferior a R$ 196,18, independentemente da pena de perdimento destas;
d) aos que derem saída ao produto sem o seu en-quadramento na classe de preço de venda no varejo: multa de R$ 0,11 por unidade tributada saída do estabelecimento; e
e) aos que derem saída a marca nova de cigarros sem prévia comunicação, ao Secretário da Re-ceita Federal do Brasil, de sua classe de preço de venda no varejo: multa de R$ 0,11 por uni-dade tributada saída do estabelecimento.
Nota
A falta de comunicação da inoperância de equipamentos pelo produtor de álcool, de que trata o § 2º do art. 378 do RIPI, ensejará a aplicação de multa de R$ 10.000,00.
Apuradas operações com cigarros, tabaco em folha ou papel para cigarros, em bobinas, praticadas em desacordo com as exigências do RIPI ou nos demais atos administrativos destinados a complementá-lo, serão aplicadas aos infratores as seguintes penalidades:
a) aos que derem saída ao produto sem estar previamente registrados, quando obrigados ao registro especial, conforme o art. 330 do RIPI, ou aos que desatenderem ao disposto no art. 362, ou, ainda, aos que derem saída a papel para cigarros em bobinas para estabe-lecimentos não autorizados a adquiri-lo: multa igual ao valor comercial da mercadoria; b) aos que, nas condições da letra “a”,
adqui-rirem e tiverem em seu poder tabaco em fo-lha ou papel para cigarros em bobinas: multa igual ao valor comercial da mercadoria; c) aos que receberem ou tiverem em seu poder
matéria-prima, produto intermediário ou mate-rial de embalagem para a fabricação de cigar-ros para terceicigar-ros: multa igual ao valor comer-cial da mercadoria; e
d) aos que, embora registrados, deixarem de marcar o produto ou a sua embalagem na for-ma prevista no art. 344 ou nas instruções expe-didas pelo Ministro da Fazenda de acordo com o art. 360, ambos do RIPI: multa igual ao valor comercial da mercadoria e, quando se tratar de cigarros, de R$ 0,11 por unidade tributada. Apurada, em estabelecimento industrial de charutos, cigarros, cigarrilhas ou de fumo desfiado, picado, migado, em pó, ou em rolo e em corda, a falta da escrituração, nos assentamentos próprios, da aquisição do tabaco em folha ou do papel para cigarros em bobinas, será apli-cada ao estabelecimento infrator multa igual a 20% do valor comercial das quantidades não escrituradas.
A cada período de apuração do imposto poderá ser aplicada multa de 100% do valor comercial da mercadoria produzida, sem prejuízo da aplicação das demais sanções fiscais e penais cabíveis, não inferior a R$ 10.000,00:
a) se, a partir do 10º dia subsequente ao término do prazo fixado para a entrada em operação do sistema, os equipamentos referidos no art. 378 do RIPI não tiverem sido instalados em virtude de impedimento provocado pelo fabri-cante de cigarros e cigarrilhas; e
b) se o fabricante de cigarros e cigarrilhas não efetuar o controle de volume de produção a que se refere o § 2º do art. 378 do RIPI.
Para fins do disposto na letra “a”, considera-se impedimento qualquer ação ou omissão praticada
pelo fabricante tendente a impedir ou retardar a instalação dos equipamentos ou, mesmo após a sua instalação, prejudicar o seu normal funcionamento.
Na ocorrência da hipótese mencionada letra “a” aplica-se, ainda, o disposto no art. 334 do RIPI, que trata do cancelamento do registro especial do estabe-lecimento industrial.
(RIPI/2010, arts. 330, 334, 344, 360, 362, 378, 581, 582, 583 e 584)
13.1 Tabaco em folha
No caso de falta ou excesso do tabaco em folha, apurados à vista dos livros e documentos fiscais do estabelecimento beneficiador, a ele será aplicada multa igual a 50% do valor comercial da quantidade faltante ou excedente.
(RIPI/2010, art. 587)
14. SELo dE ConTRoLE
Serão aplicadas as seguintes penalidades, em rela-ção ao selo de controle de que trata o art. 284 do RIPI, na ocorrência das infrações a seguir especificadas:
a) venda ou exposição à venda de produtos sem o selo ou com o emprego de selo já utilizado: multa igual ao valor comercial do produto, não inferior a R$ 1.000,00;
b) emprego ou posse do selo legítimo não adqui-rido diretamente da repartição fornecedora: multa de R$ 1,00 por unidade, não inferior a R$ 1.000,00;
c) emprego de selo destinado a produto nacio-nal, quando se tratar de produto estrangeiro, e vice-versa; emprego de selo destinado a pro-duto diverso; emprego de selo não utilizado ou marcado como previsto em ato da RFB; em-prego de selo que não estiver em circulação: consideram-se os produtos como não selados, equiparando-se a infração à falta de pagamen-to do impospagamen-to, que será exigível, além da multa igual a 75% do valor do imposto exigido; d) fabricação, venda, compra, cessão,
utiliza-ção ou posse, soltos ou aplicados, de selos de controle falsos: independentemente de sanção penal cabível, multa de R$ 5,00 por unidade, não inferior a R$ 5.000,00, além da apreensão dos selos não utilizados e da apli-cação da pena de perdimento dos produtos em que tenham sido utilizados os selos; e) transporte de produto sem o selo ou com
em-prego de selo já utilizado: multa igual a 50% do valor comercial do produto, não inferior a R$ 1.000,00.
Será aplicada a mesma pena constante na letra “b” àqueles que fornecerem a outro estabelecimento, da mesma pessoa jurídica ou de terceiros, selos de controle legítimos adquiridos diretamente da reparti-ção fornecedora.
Será aplicada, ainda, a pena de perdimento aos produtos do código 2402.20.00 da TIPI:
a) nas hipóteses de que tratam as letras “a” e “e” anteriores e também aos demais produtos su-jeitos ao selo de controle a que se refere o art. 284 do RIPI; e
b) encontrados no estabelecimento industrial, acondicionados em embalagem destinada à comercialização, sem o selo de controle. Para fins de aplicação das penalidades, havendo a constatação de produtos com selos de controle em desacordo com as normas estabelecidas pela RFB, será considerada irregular a totalidade do lote identifi-cado onde eles foram encontrados.
Está sujeito às penalidades previstas na legislação, aplicáveis às hipóteses de uso indevido de selos de controle, o importador que não efetivar a importação no prazo de 90 dias, estabelecido no art. 352 do RIPI. Caso ocorra importação parcial, as penalidades serão calculadas sobre a quantidade de selos adquiridos que não houverem sido utilizados na importação.
(RIPI/2010, arts. 284, 352, 585 e 586)
15. PaPEL IMunE
A pessoa jurídica que adquirir papel imune para a utilização na impressão de livros, jornais e periódi-cos, deve manter registro especial na RFB que, entre outras obrigações, poderá estabelecer periodicidade e forma de comprovação da correta destinação do papel, inclusive mediante a instituição de obrigação acessória destinada ao controle da sua comercializa-ção e importacomercializa-ção.
O não cumprimento da obrigação mencionada sujeita a pessoa jurídica às seguintes penalidades:
a) 5%, não inferior a R$ 100,00 e não superior a R$ 5.000,00, do valor das operações com pa-pel imune omitidas ou apresentadas de forma inexata ou incompleta;
b) de R$ 2.500,00 para micro e pequenas em-presas e de R$ 5.000,00 para as demais, in-dependentemente da sanção descrita na letra “a”, se as informações não forem apresenta-das no prazo estabelecido.
Apresentada a informação fora do prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, a multa referida na letra “b” será reduzida pela metade.
Sobre o assunto, examinar a Instrução Normativa RFB nº 976/2009, que dispõe sobre o registro espe-cial para estabelecimentos que realizem operações com papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, e sobre a apresentação da Declaração Especial de Informações Relativas ao Controle de Papel Imune (DIF-Papel Imune).
(RIPI/2010, arts. 328, § 2º, II, e 588; Instrução Normativa RFB nº 976/2009, art. 12)
16. SIMuLação, víCIo ou FaLSIFICação
Estão sujeitos à multa de 5 vezes a pena prevista no art. 597 do RIPI (R$ 21,90) aqueles que simularem, viciarem ou falsificarem documentos ou a escrituração de seus livros fiscais ou comerciais, ou utilizarem docu-mentos falsos para iludir a fiscalização ou fugir ao paga-mento do imposto, se não couber outra multa maior por falta de lançamento ou pagamento do imposto.
Na mesma pena incorrerá quem, por qualquer meio ou forma, desacatar os Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil ou embaraçar, dificultar ou impedir a sua atividade fiscalizadora, sem prejuízo de qualquer outra penalidade cabível por infração ao RIPI.
(RIPI/2010, arts. 589, 590 e 597)
17. PRoCESSaMEnTo ELETRônICo dE dadoS
A inobservância do disposto no art. 389 do RIPI (manutenção de arquivos digitais e sistemas pelas pessoas jurídicas que utilizam sistema de processa-mento eletrônico de dados) acarretará a imposição das seguintes penalidades:
a) multa de 0,5% do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não aten-derem à forma em que devem ser apresenta-dos os registros e respectivos arquivos; b) multa de 5% sobre o valor da operação
cor-respondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, li-mitada a 1% da receita bruta da pessoa jurídi-ca no período; e
c) multa equivalente a 0,02% por dia de atraso, cal-culada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de 1% dessa receita, aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. Para fins de aplicação das multas, o período compreende o ano-calendário em que as operações foram realizadas.
(RIPI/2010, arts. 389 e 591)
18. oBRIgaçõES aCESSóRIaS
O art. 592 do RIPI estabelece, com base no art. 57 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001, que o
descum-primento das obrigações acessórias exigidas nos ter-mos do art. 272 do RIPI acarreta a aplicação da multa de R$ 5.000,00, por mês-calendário, aos contribuintes que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou os esclarecimentos solicitados.
No entanto, o art. 57 da citada Medida Provisória foi alterado pelo art. 57 da Lei nº 12.873/2013, o qual passou a dispor que o sujeito passivo que deixar de cumprir as obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei nº 9.779/1999, ou que as cumprir com incorreções ou omissões, será intimado para cumpri-las ou para prestar esclarecimentos relativos a elas nos prazos estipulados pela RFB e sujeitar-se-á às seguintes multas:
a) por apresentação extemporânea:
a.1) R$ 500,00 por mês-calendário ou fração, relativamente às pessoas jurídicas que estiverem em início de atividade ou que sejam imunes ou isentas ou que, na última declaração apresentada, tenham apura-do lucro presumiapura-do (Imposto de Renda) ou tenham optado pelo Simples Nacional; a.2) R$ 1.500,00 por mês-calendário ou
fra-ção, relativamente às demais pessoas ju-rídicas;
b) por não cumprimento à intimação da RFB para cumprir obrigação acessória ou para prestar es-clarecimentos nos prazos estipulados pela au-toridade fiscal: R$ 500,00, por mês-calendário; c) por cumprimento de obrigação acessória com
informações inexatas, incompletas ou omitidas: c.1) 3%, não inferior a R$ 100,00, do valor das transações comerciais ou das operações financeiras, próprias da pessoa jurídica ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário, no caso de infor-mação omitida, inexata ou incompleta; c.2) 1,5%, não inferior a R$ 50,00, do valor
das transações comerciais ou das opera-ções financeiras, próprias da pessoa físi-ca ou de terceiros em relação aos quais seja responsável tributário, no caso de in-formação omitida, inexata ou incompleta. Na hipótese de pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional, os valores e o percentual referidos nas letras “b” e “c” serão reduzidos em 70%.
Para fins do disposto na letra “a”, em relação às pessoas jurídicas que, na última declaração, tenham utilizado mais de uma forma de apuração do lucro, ou tenham realizado algum evento de reorganização societária, deverá ser aplicada a multa de que trata a letra “a.2”.
A multa citada na letra “a” será reduzida à metade, quando a declaração, o demonstrativo ou a escrituração digital forem apresentados após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício.
Quando se tratar de pessoa jurídica de direito público, serão aplicadas as multas mencionadas nas letras “a.1”, “b” e “c”.
(Lei nº 9.779/1999, art. 16; Lei nº 12.873/2013, art. 57; Medi-da Provisória nº 2.158-35/2001, art. 57; RIPI/2010, arts. 272 e 592)
19. não aPRESEnTação dE dIPj, dCTF E dSPj
O sujeito passivo que deixar de apresentar Decla-ração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), Declaração de Débitos e Créditos Tri-butários Federais (DCTF) e Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica - Inativa nos prazos fixados, ou que as apresentarem com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela RFB, e estará sujeito às seguintes multas:
a) 2% ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante do Imposto de Renda da Pessoa Jurí-dica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega dessa declara-ção ou entrega após o prazo, limitada a 20%; b) 2% ao mês-calendário ou fração, incidente
sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF ou na DSPJ, ainda que in-tegralmente pago, no caso de falta de entrega dessas declarações ou entrega após o prazo, limitada a 20%; e
c) R$ 20,00 para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas.
Para efeito de aplicação das multas mencionadas nas letras “a” e “b”, será considerado como termo ini-cial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, da lavratura do Auto de Infração.
Será considerada não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela RFB.
O sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração no prazo de 10 dias, contado da ciência da intimação, e estará sujeito à multa descrita na letra “a”.
(RIPI/2010, art. 593, caput, §§ 1º, 4º e 5º)
19.1 Redução das multas
As multas descritas no item 19 serão reduzidas:
a) à metade, quando a declaração for apresenta-da após o prazo, mas antes de qualquer pro-cedimento de ofício; e
b) a 75%, se houver a apresentação da declara-ção no prazo fixado em intimadeclara-ção.
(RIPI/2010, art. 593, § 2º)
19.2 Multa mínima
A multa mínima a ser aplicada será de:
a) R$ 200,00, tratando-se de pessoa jurídica ina-tiva; e
b) R$ 500,00, nos demais casos.
(RIPI/2010, art. 593, § 3º)
20. não aPRESEnTação dE dECLaRação do IMPoSTo
Serão punidos com multa de R$ 31,65, aplicável a cada falta, os contribuintes que deixarem de apresen-tar, no prazo estabelecido, o documento de prestação de informações a que se refere o art. 443 do RIPI.
Essas disposições se aplicam exclusivamente aos contribuintes do imposto não sujeitos às declarações descritas no item 19.
(RIPI/2010, arts. 443, 593 e 594)
21. REPoRTo
Na hipótese de utilização de bem em finalidade diversa da que motivou a suspensão do imposto de que trata o art. 166 do RIPI (Modernização e Amplia-ção da Estrutura Portuária - Reporto), a sua não incorporação ao ativo imobilizado ou a ausência da identificação dos veículos adquiridos com o benefício do Reporto citada no § 5º do mencionado dispositivo, o beneficiário ficará sujeito à multa de 50% sobre o valor de aquisição do bem no mercado interno ou do respectivo valor aduaneiro.
A aplicação da multa não prejudica a exigência dos tributos suspensos, de outras penalidades cabí-veis, bem como dos acréscimos legais.
Nota
A Instrução Normativa RFB nº 1.370/2013 disciplina a aplicação do Re-porto, dispondo no § 1º de seu art. 2º que a suspensão do IPI aplica-se somente às importações e às aquisições no mercado interno realizadas até 31.12.2015.
(RIPI/2010, arts. 166 e 595; Instrução Normativa RFB nº 1.370/2013)
22. REPES
Na hipótese de não ser efetuado o recolhimento na forma dos arts. 173 e 174 do RIPI, relativamente ao Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação
(Repes), caberá lançamento de ofício do imposto, acrescido de juros e da multa de 75% sobre a totali-dade ou a diferença do imposto.
O percentual da multa mencionado (75%) será duplicado nos casos de sonegação, fraude ou conluio previstos nos arts. 561, 562 e 563 do RIPI, indepen-dentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.
Esses percentuais serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para:
a) prestar esclarecimentos;
b) apresentar os arquivos ou sistemas de que tra-ta o art. 389 do RIPI; e
c) apresentar a documentação técnica de que trata o § 2º do art. 542 do RIPI.
As regras descritas neste item se aplicam, inclusive, aos contribuintes que derem causa a res-sarcimento indevido de impostos ou contribuições decorrente de qualquer incentivo ou benefício fiscal.
(RIPI/2010, arts. 173 a 175, 389, 542, § 2º, 561 a 563 e 596)
23. MuLTa BáSICa
As infrações para as quais não se estabeleçam penas proporcionais ao valor do imposto ou do produto, pena de perdimento da mercadoria ou outra específica serão punidas com a multa básica de R$ 21,90.
A inobservância de normas prescritas em atos administrativos de caráter normativo será punida com a multa citada, se outra maior não estiver prevista no RIPI.
Em nenhum caso a multa aplicada poderá ser inferior a R$ 21,90.
(RIPI/2010, arts. 597 e 598)
24. InSTITuIçõES FInanCEIRaS
A falta de apresentação de documentos, livros e registros de instituições financeiras, ou sua apre-sentação de forma inexata ou incompleta, sujeita a pessoa jurídica à multa equivalente a 2% do valor das operações objeto da requisição, apurado por meio de procedimento fiscal com a própria pessoa jurídica ou titular da conta de depósito ou da aplicação finan-ceira, bem como a terceiros, por mês-calendário ou fração de atraso, limitado a 10%, observado o valor mínimo de R$ 50.000,00.
A multa mencionada será:
a) apurada considerando o período compreen-dido entre o dia seguinte ao término do prazo
fixado para a entrega da declaração e a data da efetiva entrega; e
b) majorada em 100%, na hipótese de lavratura de Auto de Infração.
Na hipótese de lavratura de Auto de Infração, caso a pessoa jurídica não apresente a declaração, serão lavrados Autos de Infração complementares até a sua efetiva entrega.
(RIPI/2010, arts. 599 e 600)
25. REdução dE MuLTaS
Ao sujeito passivo que, notificado, efetuar o pagamento, a compensação ou o parcelamento do imposto, será concedida redução da multa de lança-mento de ofício nos seguintes percentuais:
a) 50%, quando for efetuado o pagamento ou a compensação no prazo de 30 dias, contado da data em que o sujeito passivo foi notificado do lançamento;
b) 40%, quando o sujeito passivo requerer o par-celamento no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado do lançamento; c) 30%, quando for efetuado o pagamento ou a
compensação no prazo de 30 dias, contado da data em que o sujeito passivo foi notificado da decisão administrativa de 1ª instância; ou d) 20%, quando o sujeito passivo requerer o
par-celamento no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado da decisão admi-nistrativa de 1ª instância.
No caso de provimento a recurso de ofício interposto por autoridade julgadora de 1ª instância, aplica-se a redução citada na letra “c” para o caso de pagamento ou compensação, e a citada na letra “d” para o caso de parcelamento.
A rescisão do parcelamento, motivada pelo descumprimento das normas que o regulam, implica restabelecimento do montante da multa proporcional-mente ao valor da receita não satisfeita e que exceder o valor obtido com a garantia apresentada.
A redução da multa de lançamento de ofício descrita nas letras “a” a “d” não se aplica às multas previstas no art. 543, no inciso I do art. 572, no art. 573 e no art. 605 do RIPI.
(RIPI/2010, arts. 543, 572, I, 573, 601, 602 e 605)
ICMS
Crédito presumido
SUMÁRIO 1. Introdução
2. Créditos presumidos previstos no Regulamento 3. Bens de informática e automação
4. Obrigações acessórias para apropriação do crédito presumido
5. Penalidades
1. InTRodução
Entende-se como crédito presumido o benefício fiscal mediante o qual o Estado confere ao contribuinte o direito de se apropriar, na forma de crédito, de parte do valor do imposto que seria devido.
Neste texto, com base nas disposições do Regula-mento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 6.080/2012, trataremos das hipóteses de concessão do referido benefício e dos procedimentos a serem observados pelos contribuintes para a fruição do crédito.
2. CRédIToS PRESuMIdoS PREvISToS no REguLaMEnTo
O RICMS-PR/2012 trata, no Anexo III, das opera-ções e prestaopera-ções beneficiadas com a concessão de crédito presumido, as quais relacionamos a seguir.
(RICMS-PR/2012, art. 69)
2.1 Produtoras de discos fonográficos
Até 31.12.2014, as empresas produtoras de discos fonográficos e de outros suportes com sons gravados têm crédito presumido em relação ao valor dos direi-tos autorais, artísticos e conexos, comprovadamente pagos a autores ou artistas nacionais ou a empresas que os representem e das quais sejam titulares ou sócios majoritários, ou que com eles possuam con-trato de cessão ou transferência de direitos autorais, ou mantenham contrato de edição nos termos da Lei nº 9.610/1998, arts. 49 e 53.
O valor do crédito será lançado no campo “Outros Créditos” do livro Registro de Apuração do ICMS, consignando a expressão “Crédito presumido - item 20 do Anexo III do RICMS”, até o 2º mês subsequente ao em que ocorreu o pagamento dos direitos, e terá como limite o percentual de 40%, aplicável sobre o valor do imposto debitado no mês, correspondente às operações efetuadas com discos fonográficos e outros suportes de sons gravados.
É vedado o aproveitamento de quaisquer outros créditos, bem como do valor excedente ao percentual citado (40%), dos direitos pagos, em quaisquer esta-belecimentos do mesmo titular ou de terceiros, ou a transferência do crédito de uma para outra empresa.
O aproveitamento do crédito presumido fica condicionado à entrega, até o dia 10 do mês subse-quente, à agência de rendas do domicílio tributário do contribuinte e ao departamento da Receita Federal, da relação dos pagamentos efetuados no mês ante-rior, a título de direitos autorais, artísticos e conexos, com a identificação dos beneficiários, seus domicílios e inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Para a apuração do crédito presumido, o esta-belecimento deverá escriturar, em separado, as ope-rações realizadas com discos fonográficos e outros suportes com sons gravados.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 20)
2.2 Saídas de obras de arte
Ao estabelecimento que promover a saída de obras de arte recebidas diretamente do autor, com a isenção de que trata o item 91 do Anexo I do RICMS/ PR, fica assegurado o crédito presumido no valor equivalente ao montante igual a 50% do imposto incidente na operação de saída subsequente.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 42)
2.3 operações internas com amendoim
As operações internas com amendoim, em casca ou em grão, têm crédito presumido equivalente a 60% do valor do ICMS incidente na 1ª saída do estabeleci-mento produtor.
O crédito presumido concedido nas operações internas com amendoim, em casca ou em grão, será atribuído ao estabelecimento adquirente quando não utilizado pelo estabelecimento produtor em razão do diferimento de que trata o item 5 do art. 107 do RICMS-PR/2012.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 5)
2.4 Prestadores de serviço de transporte
Aos prestadores de serviço de transporte, exceto aéreo, é assegurado o crédito presumido no percen-tual de 20% do valor do ICMS devido na prestação, que será adotado, opcionalmente pelo contribuinte, em substituição ao sistema de tributação normal.
A apropriação do crédito ocorrerá: a) tratando-se de contribuinte inscrito:
a.1) prestador de serviço de transporte de passageiros e pessoas, englobadamen-te, no campo “Outros Créditos” do livro Registro de Apuração do ICMS;
a.2) nos demais casos, no documento fiscal da prestação do serviço, sendo escritu-rado, englobadamente, no campo “Ou-tros Créditos” do livro Registro de Apura-ção do ICMS;
b) tratando-se de prestador de serviço não obri-gado à inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS (CAD/ICMS), em Guia de Recolhi-mento do Estado do Paraná (GR-PR).
A opção pelo crédito presumido deverá alcançar todos os estabelecimentos do contribuinte, locali-zados no território nacional, e será consignada no livro Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências (RUDFTO), modelo 6, de cada estabelecimento.
O contribuinte que optar pelo benefício não poderá aproveitar quaisquer outros créditos.
Se ocorrer subcontratação, fica vedada a apropria-ção do crédito presumido pelo transportador contratante.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 48)
2.5 Prestadores de serviços de transporte aéreo
Aos prestadores de serviços de transporte aéreo, nas prestações internas, fica assegurado o crédito presumido no percentual que resulte na carga tri-butária correspondente a 8%, o qual será adotado, opcionalmente pelo contribuinte, em substituição ao sistema de tributação normal.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 49)
2.6 operações com metais e pedras preciosas
Ao estabelecimento que promover operação interna tributada antecedente à exportação com metais e pedras, preciosas e semipreciosas, classificados nas posições 7101 a 7112 da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias - Sistema Harmonizado (NBM/SH), é assegurado o crédito presumido no percentual que resulte na carga tributária correspondente a 1%, vedado o aproveitamento de quaisquer outros créditos.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 40)
2.7 Estabelecimento industrializador de material resultante da trituração de garrafas PET
Até 31.12.2014, está assegurado ao estabeleci-mento industrial crédito presumido no montante
equi-valente a 60% do valor do imposto incidente nas saídas internas do produto denominado adesivo hidroxilado, cuja matéria-prima específica seja material resultante da moagem ou trituração de garrafa PET.
Não se incluem, nas referidas saídas, as opera-ções que ensejarem posterior retorno, real ou simbó-lico, do produto.
O crédito presumido será efetuado sem prejuízo da utilização dos demais créditos.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 1)
2.8 Estabelecimento beneficiador de algodão em caroço
Ao estabelecimento beneficiador de algodão em caroço de produção paranaense é assegurado, até 31.12.2014, crédito presumido no percentual de 50% do valor do ICMS incidente sobre o total das saídas de algodão em pluma, em operações interestaduais, e no percentual de 80% do valor do ICMS incidente sobre as saídas, em operação interna, para estabelecimento industrializador.
A apropriação será efetivada em GR-PR no momento do recolhimento do ICMS de que trata a alínea “a” do inciso II do art. 75 do RICMS-PR/2012.
Nos casos em que a operação, sujeita à suspen-são do pagamento do imposto de que trata o inciso II do art. 105 do RICMS/PR, adequar-se à hipótese citada, o crédito presumido será utilizado pelo esta-belecimento industrial destinatário, mediante lança-mento no campo “Outros Créditos”, no livro Registro de Apuração do ICMS.
Nota
A suspensão do pagamento do imposto prevista no art. 105, II, do RICMS, é para saídas de mercadorias remetidas pelo estabelecimento de cooperativa de produtores, para estabelecimento neste Estado, da própria cooperativa, de cooperativa central ou de federação de cooperativas de que a cooperativa remetente faça parte. Neste caso, a cooperativa seria a bene-ficiadora do algodão em caroço.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 3)
2.8.1 algodão em pluma e soja em grãos
Ao estabelecimento industrial que adquirir, para sua atividade, algodão em pluma ou soja em grãos, em operação interestadual, fica assegurado o crédito presumido, até 31.12.2014, no percentual de 12% sobre o valor dessa aquisição.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 4)
2.8.2 Preparação e fiação de fibras de algodão
Até 30.06.2015, ao estabelecimento industrial de preparação e fiação de fibras de algodão, enqua-drado no código 13.11-1/00 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), no percentual equivalente a 11,4% nas operações sujeitas à alíquota
de 12%, e no percentual de 6,65% nas operações interestaduais sujeitas à alíquota de 7%, sobre o valor das saídas de produtos de sua fabricação.
Notas
(1) O crédito presumido será apropriado em substituição ao aproveita-mento de quaisquer créditos fiscais decorrentes da aquisição de matérias--primas e dos demais insumos utilizados na fabricação de seus produtos, de bens destinados a integrar o ativo imobilizado do estabelecimento, bem como dos serviços tomados.
(2) O valor do crédito presumido será lançado diretamente no campo “Outros Créditos” do livro Registro de Apuração do ICMS, consignando-se a expressão “Crédito presumido - item 47 do Anexo III do RICMS”.
(3) O crédito presumido de que trata este subtópico:
a) aplica-se cumulativamente com o diferimento parcial de que trata o RICMS-PR/2012, art. 96;
b) é opcional, devendo a opção ser declarada em termo lavrado no livro RUDFTO, sendo a renúncia a ela objeto de novo termo, que produzirá efeitos, em cada caso, por período não inferior a 12 me-ses, contados do 1º dia do mês subsequente ao da lavratura do correspondente termo;
c) não se aplica nas operações de saída de exportação para o exterior; d) não se aplica cumulativamente com o benefício de que trata o
sub-tópico 2.25.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 47)
2.9 Estabelecimento industrializador de leite uHT
Ao estabelecimento industrializador do leite é assegurado o crédito presumido, no percentual de 12% sobre o valor das saídas, em operações internas, de leite UHT (ultra high temperature), acondicionado em embalagem “longa vida”, classificado na posição 0401 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).
Nota
O benefício tratado se aplica, também, nas operações promovidas por centro de distribuição, quando industrializado em estabelecimento localizado neste Estado, pertencente ao mesmo titular.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 31)
2.10 Estabelecimento industrializador de leite
Ao estabelecimento industrializador do leite ou ao entreposto é assegurado o crédito presumido no percentual de 4% sobre o valor da entrada de leite cru produzido em território paranaense.
Notas
(1) O crédito de que trata este subtópico será utilizado, pelo industria-lizador:
a) em substituição aos créditos referidos no RICMS-PR/2012, art. 36; b) proporcionalmente, às saídas tributadas de produtos derivados do
leite.
(2) Se o entreposto que receber o leite não possuir apuração centrali-zada, nos termos dos RICMS-PR/2012, arts. 28 a 34, poderá, mensalmente, apurar e transferir o valor do crédito para o estabelecimento industrializador, mediante emissão de nota fiscal, na qual deverá constar, no campo “Informa-ções Complementares”, a expressão “Crédito transferido nos termos do item 32 do Anexo III do RICMS”.
O Estado do Paraná concede outra hipótese de crédito ao estabelecimento que realizar a industriali-zação de leite, ou ao que tenha encomendado a sua industrialização, em que poderá optar, em substituição ao aproveitamento normal de créditos, pelo crédito de importância equivalente à aplicação de 7% sobre o
valor das subsequentes operações de saídas interes-taduais dos produtos resultantes da industrialização.
Notas
(1) O crédito citado:
a) será feito sem prejuízo daquele relativo à entrada, na proporção das saídas em operações interestaduais, de:
a.1) leite, inclusive em pó, originário de outro Estado;
a.2) energia elétrica ou óleo combustível utilizados no processo in-dustrial;
a.3) embalagens destinadas à comercialização de leite;
b) condiciona-se a que a operação de saída seja tributada ou, não o sendo, haja expressa autorização para que o crédito seja mantido.
(2) A opção deverá ser declarada em termo no livro RUDFTO, modelo 6. A renúncia será objeto de novo termo, que produzirá efeitos a partir do 1º dia do mês subsequente ao mês de sua lavratura.
(3) O estabelecimento industrial, ou o que tenha encomendado a indus-trialização, que efetuar operações interestaduais com produtos resultantes da industrialização do leite, poderá apropriar-se, na proporção dessas saí-das, do crédito do imposto oriundo das aquisições de embalagens destina-das à comercialização desses produtos, sem prejuízo do crédito presumido de que trata a Lei nº 13.332/2001, art. 2º.
(Lei nº 13.332/2001, art. 2º; RICMS-PR/2012, art. 22, § 15 e Anexo III, item 32)
2.11 Estabelecimento industrializador de leite nas saídas interestaduais
Ao estabelecimento que realizar a industriali-zação de leite ou de soro de leite, ou ao que tenha encomendado a industrialização, opcionalmente, em substituição ao aproveitamento normal de créditos, no percentual de 7% sobre o valor das subsequentes operações de saídas interestaduais dos produtos resultantes da industrialização, cabe observar que o crédito presumido anteriormente tratado:
a) será feito sem prejuízo daquele relativo à en-trada, na proporção das saídas em operações interestaduais, de:
a.1) leite, inclusive em pó, originário de outro Estado;
a.2) energia elétrica ou óleo combustível utili-zados no processo industrial;
a.3) embalagens destinadas à comercializa-ção de leite;
b) condiciona-se a que a operação de saída seja tributada ou, não o sendo, haja expressa auto-rização para que o crédito seja mantido; c) considera-se aplicável, também, nas
opera-ções de saídas interestaduais efetuadas por centro de distribuição que comercialize os produtos resultantes da industrialização de lei-te realizada em estabelecimento perlei-tencenlei-te ao mesmo titular;
d) na forma da letra “c”, fica condicionado a que o contribuinte seja optante do regime de apu-ração centralizada do imposto, bem como ao estorno dos créditos relativos a outras entra-das em seus estabelecimentos, que não aque-las descritas na letra “a” e no RICMS-PR/2012,
art. 22, § 15, na proporção das saídas interes-taduais realizadas pelo centro de distribuição.
Nota
A proporção de que trata a letra “d” será obtida a partir do percentual de participação das operações interestaduais no total das operações realizadas pelo contribuinte no período de apuração.
Ademais, a opção pelo crédito presumido:
a) será declarada em termo lavrado no livro RUDFTO, devendo a renúncia a ela ser objeto de novo termo, o qual produzirá efeitos a partir do 1º dia do mês subsequente ao mês da sua lavratura;
b) não compreende as operações cujos produtos sejam objeto de posterior retorno, real ou sim-bólico.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 33)
2.12 óleo de soja refinado, margarina vegetal, creme vegetal, gordura vegetal e maionese
Até 31.12.2014, nas saídas internas e interes-taduais de óleo de soja refinado, margarina vegetal, creme vegetal, gordura vegetal e maionese, resultante do processo de industrialização de soja, em percentual que resulte na carga tributária correspondente a 4%.
Cabe observar que o benefício do crédito presu-mido tratado:
a) será efetuado sem prejuízo da redução da base de cálculo de que trata o Decreto nº 3.869/2001;
b) aplica-se, também, na hipótese de industriali-zação sob encomenda;
c) não se aplica nas saídas internas em transfe-rência para outros estabelecimentos do mes-mo titular;
d) aplica-se, também, nas operações internas e interestaduais promovidas por centro de distri-buição, com os produtos que relaciona, quando industrializados em estabelecimento localizado neste Estado, pertencente ao mesmo titular; e) não será concedido ao contribuinte com
débi-tos de ICMS pendentes.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 43)
2.13 operações com feijão (encerramento da fase de diferimento)
É também assegurado crédito presumido aos estabelecimentos responsáveis pelo pagamento do imposto em razão do encerramento da fase de dife-rimento nas operações com feijão, no percentual de 11% sobre o valor da respectiva saída da mercadoria em operações internas e interestaduais sujeitas à alí-quota de 12%, e no percentual de 6% nas operações interestaduais sujeitas à alíquota de 7%.
O crédito presumido substitui quaisquer créditos de operações e prestações anteriores, inclusive os relativos às aquisições desses produtos em opera-ções interestaduais.
A regra não se aplica aos estabelecimentos que utilizem feijão como matéria-prima para saídas de outros produtos resultantes de sua industrialização, bem como restaurantes, hotéis, pensões e estabele-cimentos similares.
Nas operações de saída de feijão realizadas por estabelecimentos varejistas usuários de equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), exceto empresas enqua-dradas no Simples Nacional, será aplicado diretamente o percentual de 1% sobre o valor de cada operação de saída, para fins de utilização do crédito presumido.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 28)
2.14 Farinha de trigo e seus derivados e trigo em grão
A legislação concede crédito presumido:
a) aos estabelecimentos fabricantes de farinha de trigo, obtida a partir da moagem do trigo em grão no próprio estabelecimento, classifi-cada na subposição 1101.00 da NBM/SH, e de macarrão, mesmo que com molho, inclu-sive espaguete, no percentual de 5% sobre o valor das saídas, em operações internas;
Nota
Este benefício:
a) será utilizado sem prejuízo dos demais créditos e somente se aplica às operações com mercadorias industrializadas ou produzidas em território paranaense;
b) aplica-se, também, a estabelecimento fabricante que promover ope-rações com farinha de trigo que tenha sido produzida, sob sua en-comenda, a partir da moagem de trigo em grão em estabelecimento industrial localizado neste Estado.
b) aos estabelecimentos fabricantes de farinha de trigo, obtida a partir da moagem do trigo em grão no próprio estabelecimento, classificada na subposição 1101.00 NBM/SH, e de mistura pré--preparada de farinha de trigo para panificação, que contenha no mínimo 95% de farinha de tri-go, classificada no código 1901.20.00 da NBM/ SH, no percentual de 5% sobre o valor das saí-das dessas mercadorias em operações interesta-duais destinadas a estabelecimentos localizados no Estado do Espírito Santo e nas operações inte-restaduais sujeitas à alíquota de 12%, exceto em relação às operações previstas na letra seguinte;
Nota
Este benefício:
a) será utilizado sem prejuízo dos demais créditos e somente se aplica às operações com mercadorias industrializadas ou produzidas em território paranaense;
b) aplica-se, também, a estabelecimento fabricante que promover ope-rações com farinha de trigo que tenha sido produzida, sob sua en-comenda, a partir da moagem de trigo em grão em estabelecimento industrial localizado neste Estado.
c) aos estabelecimentos fabricantes, em opera-ções interestaduais com destino a contribuin-tes localizados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, no percentual de 10% sobre o valor das saídas das seguintes mercadorias classificadas na NBM/SH:
c.1) farinha de trigo obtida a partir da moa-gem do trigo em grão no próprio estabe-lecimento (subposição 1101.00);
c.2) mistura pré-preparada de farinha de trigo para panificação, que contenha no míni-mo 95% de farinha de trigo obtida a partir da moagem do trigo em grão no próprio estabelecimento (código 1901.20.00); c.3) massas alimentícias não cozidas, nem
recheadas ou preparadas de outro modo (subposições 1902.11 ou 1902.19); c.4) biscoitos e bolachas derivados de
tri-go, dos tipos cream cracker, água e sal, “maisena”, “maria” e outros de consumo popular (subposição 1905.30) e que não sejam adicionados de cacau, recheados, cobertos ou amanteigados, independen-temente de sua denominação comercial;
Nota
Este benefício:
a) será utilizado sem prejuízo dos demais créditos e somente se aplica às operações com mercadorias industrializadas ou produzidas em território paranaense;
b) aplica-se, também, a estabelecimento fabricante que promover ope-rações com farinha de trigo que tenha sido produzida, sob sua en-comenda, a partir da moagem de trigo em grão em estabelecimento industrial localizado neste Estado.
d) aos estabelecimentos fabricantes de mistu-ras pré-preparadas de farinha de trigo para panificação, que contenham no mínimo 95% de farinha de trigo obtida a partir da moagem do trigo em grão no próprio estabelecimento, classificadas no código 1901.20.00 da NCM, no percentual de 5% sobre o valor das saídas, em operações internas;
Nota
Este benefício:
a) será utilizado sem prejuízo dos demais créditos e somente se aplica às operações com mercadorias industrializadas ou produzidas em território paranaense;
b) aplica-se, também, a estabelecimento fabricante que promover ope-rações com farinha de trigo que tenha sido produzida, sob sua en-comenda, a partir da moagem de trigo em grão em estabelecimento industrial localizado neste Estado.
e) aos produtores agropecuários e aos estabele-cimentos que promoverem saídas de trigo em grão em operações interestaduais com desti-no a contribuintes localizados desti-nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, no percentual de 10% sobre o valor das saídas.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, itens 24 a 27 e 52)
2.15 Indústrias eletroeletrônicas estabelecidas em Foz do Iguaçu
Fica concedido crédito presumido aos estabele-cimentos localizados no Município de Foz do Iguaçu, Pato Branco, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, que industrializem produtos eletroeletrônicos, de teleco-municação e de informática, correspondente a 80% do valor do imposto destacado no documento fiscal, na venda de seus produtos industrializados, quando neles forem aplicados componentes, partes e peças recebidas do exterior com o diferimento do imposto de que trata o RICMS-PR/2012, art. 107, item 21.
Notas
(1) Relativamente aos produtos de informática, o estabelecimento indus-trial deverá incorporar, em seu produto, softwares produzidos ou desenvolvi-dos em território nacional, devendo este fato estar consignado na nota fiscal emitida para documentar sua saída, com a identificação de seu fabricante.
(2) O crédito presumido de que trata este subtópico não é cumulativo com outros benefícios fiscais.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 30)
2.16 Fabricantes de amido de milho, amido modificado e dextrina de milho, xarope de glicose de milho e farinha temperada de milho
Fica concedido crédito presumido aos estabe-lecimentos fabricantes das seguintes mercadorias classificadas na NCM, no percentual de 50% sobre o valor do imposto devido nas saídas desses produtos em operações interestaduais:
Produtos
Mercadoria Classificação fiscal
amido de milho 1108.12.00 amido modificado e dextrina, de milho 3505.10.00 xarope de glicose de milho 1702.30.00 farinha temperada de milho 1102.20.00 e
1901.90.90 flocos de milho e flocos de arroz, pré-cozidos 1104.19.00 farinha de milho não temperada 1102.20.00
Nota
O crédito presumido de que trata este subtópico será lançado no cam-po “Outros Créditos” do livro Registro de Apuração do ICMS, consignando a expressão “Crédito presumido - item 7 do Anexo III do RICMS”.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 7)
2.17 Fabricantes de amido de mandioca, amido modificado e dextrina de mandioca, xarope de glicose de mandioca, fécula de mandioca e farinha temperada de mandioca
Assegura-se o crédito presumido, aos estabe-lecimentos fabricantes, das seguintes mercadorias classificadas na NCM:
a) amido de mandioca (1108.19.00);
b) amido modificado e dextrina, de mandioca (3505.10.00);
d) fécula de mandioca (1108.14.00);
e) farinha temperada de mandioca (1106.20.00 e 1901.90.90);
f) polvilho (1108.14.00), produzindo efeitos des-de 1º.08.2011.
O percentual do crédito presumido será de 70% do valor do imposto devido nas saídas desses produ-tos, até 31.12.2014.
Notas
(1) O crédito presumido será lançado no campo “Outros Créditos” do livro Registro de Apuração do ICMS, consignando a expressão “Crédito pre-sumido - item 8 do Anexo III do RICMS”.
(2) A opção pelo crédito presumido, bem como a renúncia deverá ser declarada em termo lavrado no livro RUDFTO.
(3) Tanto a opção quanto a renúncia produzirão efeitos por período não inferior a 12 meses, contados do 1º dia do mês subsequente ao da lavratura do correspondente termo.
(4) O crédito presumido não se aplica cumulativamente com os trata-mentos previstos no RICMS-PR/2012, Anexo II, item 14 e Anexo III, item 36.
(5) Aplica-se o crédito presumido nas operações internas com fécula de mandioca.
(6) O benefício de que trata este subtópico se aplica, também, nas operações de saídas realizadas por centro de distribuição ou outro estabe-lecimento industrial pertencente ao mesmo titular, desde que não tenha sido anteriormente utilizado na operação de transferência.
(RICMS-PR/2012, art. 59 e Anexo III, item 8)
2.18 Estabelecimentos industrializadores da mandioca
Até 31.12.2014, assegura-se crédito presumido aos estabelecimentos industrializadores da mandioca, no percentual de 3,5% sobre o valor das saídas dos produtos resultantes de sua industrialização.
Cabe observar que para utilização do benefício o estabelecimento industrial deverá estar regularmente inscrito no CAD/ICMS.
O crédito presumido:
a) será apropriado em substituição ao aproveitamento de quaisquer créditos fiscais decorrentes da aqui-sição de matérias-primas e dos demais insumos utilizados na fabricação de seus produtos, de bens destinados a integrar o ativo imobilizado do estabe-lecimento, bem como dos serviços tomados; b) será lançado no campo “Outros Créditos” do
livro Registro de Apuração do ICMS, consig-nando a expressão “Crédito presumido - item 36 do Anexo III do RICMS”;
c) não se aplica cumulativamente com o crédito presumido previsto no item 5-A citado no sub-tópico 2.14;
d) o crédito presumido será efetuado sem prejuí-zo da redução da base de cálculo de que trata o item 14 do Anexo II do RICMS-PR/2012. O crédito presumido aplica-se, também, nas operações interestaduais com produtos resultantes da industrialização da fécula ou farinha de mandioca, quando realizadas:
a) por estabelecimento industrializador da man-dioca;
b) por centro de distribuição que comercialize produtos que foram industrializados em es-tabelecimento pertencente ao mesmo titular, desde que o benefício não tenha sido utilizado na operação de transferência.
(RICMS-PR/2012, art. 69 e Anexo III, item 36)
2.19 Estabelecimentos fabricantes de discos de alumínio e de panelas de pressão
Assegura-se o crédito presumido aos estabe-lecimentos fabricantes de discos de alumínio e de panelas de pressão classificados nos códigos NCM 7606.91.00 e 7615.19.00, no percentual de 10,32% sobre o valor das saídas destas mercadorias em operações interestaduais sujeitas à alíquota de 12% e de 6,02% sobre o valor das saídas em operações interestaduais sujeitas à alíquota de 7%.
O crédito presumido será feito sem prejuízo da utilização dos demais créditos decorrentes da aqui-sição de bens destinados ao ativo permanente e de mercadorias utilizadas no processo produtivo.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 19)
2.20 Estabelecimentos fabricantes de malte cervejeiro
Até 31.12.2014, ao estabelecimento industrializa-dor, nas saídas de malte cervejeiro, oriundo de cevada nacional, fica assegurado crédito presumido no valor de 75% do valor do imposto devido nessas operações.
O crédito presumido será utilizado sem prejuízo dos demais créditos e somente se aplica a operações de saída com mercadorias industrializadas em territó-rio paranaense.
Na saída de malte blendado com utilização de mercadoria importada, o crédito presumido será utilizado na proporção da participação do malte pro-duzido com cevada nacional.
(RICMS-PR/2012, Anexo III, item 35)
2.21 Estabelecimento abatedor de carnes
Nas saídas de carne e produtos comestíveis resul-tantes do abate de aves, leporídeos e gado bovino, bufalino, caprino, ovino ou suíno, frescos, resfriados, congelados, salgados, secos, temperados ou defu-mados para conservação, e seus industrializados, mesmo que enlatados ou cozidos, promovidas por estabelecimento abatedor que efetue ou encomende o abate neste Estado, ou que realize a desossa de carne recebida de outros estabelecimentos em ope-ração interna ou interestadual, em montante equiva-lente ao que resultar da aplicação do percentual de