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SUPERVISÃO DE ENFERMAGEM. Maio, 2019

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(1)

S

UPERVISÃO DE

E

NFERMAGEM

Maio, 2019

(2)

C

ONSIDERAÇÕES SOBRE SUPERVISÃO

A SUPERVISÃO É UM INSTRUMENTO DO TRABALHO GERENCIAL E CONSTITUI-SE ENQUANTO TAL COM O SURGIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO COMO CAMPO ESPECÍFICO DE SABER E DE PRÁTICA NA VIRADA DO SÉCULO XIX PARA O INÍCIO DO SÉCULO XX.

A SUPERVISÃO FAZ-SE NECESSÁRIA DESDE A CONFORMAÇÃO DA DIVISÃO SOCIAL E TÉCNICA DO TRABALHO POIS (..) O TRABALHO QUE SE ORGANIZA EM BASES COLETIVAS CARECE DE INTEGRAÇÃO, DE ATIVIDADES QUE LHE CONFIRA UNIDADE (...) (SILVA, 1991: 134).

(3)

C

ONCEITOS

“É um processo educativo e contínuo, que consiste principalmente em motivar e orientar os supervisionados na execução de atividades com base em normas, a fim de manter elevada a qualidade dos serviços prestados” (BRASIL, 1983)

“A supervisão é uma função administrativa que envolve um processo de

orientação contínua de pessoal com a finalidade de desenvolvê-lo e capacitá-lo para o serviço” (Cunha,1991, p. 118) .

Observar as datas das referências que já enfatizavam o enfoque educativo, ainda pouco incorporado à supervisão.

(4)

PRINCIPAIS OBJETIVOS DA

SUPERVISÃO

Elevar a qualidade dos serviços prestados;

Contribuir para o aperfeiçoamento do pessoal e

para a avaliação do seu desempenho

Visando a promoção da saúde, melhor recuperação do paciente e ao bom funcionamento do serviço.

(BRASIL, 1991)

(5)

SUPERVISÃO

 Manter a educação continuada/permanente dos trabalhadores de

saúde por meio da constante avaliação do serviço realizado por estes, com propósito de identificar as necessidades de orientação e capacitação, no intuito de prevenir situações problemáticas.

Supervisão  Um dos mecanismos adotados para assegurar

que o trabalho seja feito:

(CHIAVENATO, 2014)

• Menor tempo;

• Menor margem de erros; • Menor desperdício;

• Quantidade adequada.

(CORREIA; SERVO, 2006)

(6)

SUPERVISÃO

A supervisão realizada pelo(a) enfermeiro(a) é uma

estratégia para a democratização das ações de saúde,

pois visa à transformação do modelo assistencial

hegemônico através de uma assistência integral,

equânime e resolutiva aos usuários do sistema de

saúde.

(7)

A produção científica sobre supervisão aponta três principais sentidos (SILVA, 1991):

Organização do trabalho  Bases coletivas de atividades que são articuladas, as quais conferem unidade e garantem o desfecho da tarefa.

Controle

Supervisor atua como tradutor da política institucional no plano da execução das ações de saúde e do cuidado de enfermagem, possibilitando a interlocução com os níveis centrais e locais da instituição.

Articulação política

Instrumento para repensar o trabalho, apoio constante  pessoal e institucional, construção coletiva de novas formas para intervir no trabalho.

Caráter educativo

(8)

Aspectos educativo e de participação  não são tão

expressivos

Pouco investimento em estratégias de construção coletiva,

por meio da educação permanente dos trabalhadores,

quando comparado ao sentido de controle.

IMPORTANTE: Superar a conotação negativa atribuída ao termo

controle para compreendê-lo como possibilidade de

monitoramento e acompanhamento do processo de trabalho.

• Potencial instrumento para repensar o trabalho e

favorecer

a

atuação

gerencial

e

assistencial,

relacionada ao desenvolvimento de competências da equipe

de enfermagem.

(SILVA et al., 2014)

(9)

• Instrumento dinâmico

• Eficiente

• Eficaz

• Contínuo

• Valor educativo

• Caráter: motivador, orientador e

auxiliador

A supervisão em enfermagem requer visão

ampla e gerencial

• Elo entre organizações de saúde, usuários e equipe de enfermagem. (SANTIAGO; CUNHA, 2011) gestão de pessoas recursos materiais organizacionais processo de trabalho de enfermagem 9

(10)

TÉCNICAS DE SUPERVISÃO

• Observação direta; • Análise de registros; • Entrevistas;

• Reunião e discussão em grupo; • Demonstração;

• Orientação; • Estudo de caso

(Cunha, 1991)

(11)

INSTRUMENTOS DE SUPERVISÃO

• Prontuário do paciente; • Prescrição de enfermagem;

• Cronograma (atividades e períodos de execução); • Roteiro;

• Manual do Serviço de Enfermagem com normas,

procedimentos e rotinas.

(CUNHA, 1991)

(12)

ETAPAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA

SUPERVISÃO

PLANEJAMENTO

EXECUÇÃO

AVALIAÇÃO

12

(13)

CONTEXTO DA SUPERVISÃO

Relações e poderes instituídos;

Hierarquia;

Tipos de comunicação e limites estabelecidos;

Existência ou não de programas/metas definidos;

Focada nos resultados assistenciais;

Focada na satisfação do usuário.

(14)

A

SPECTOS RELEVANTES NO

DESENVOLVIMENTO DA

SUPERVISÃO

Não basta, à enfermeira, a competência técnica para a

supervisão; é necessário o entendimento das pessoas e dos

grupos para melhor coordenação dos recursos humanos.

Para integrar as pessoas no exercício do trabalho é

importante:

- ter firmeza e sensibilidade - ter reciprocidade

- identificar/atuar nas situações geradoras de tensão - considerar o contexto onde ocorre a supervisão

(15)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 BRASIL, Ministério da saúde. Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde. Divisão Nacional de Organização de Serviços de Saúde. Guia de Supervisão em estabelecimentos de saúde. Brasília, Centro de Documentação, 1983)

 CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. 9 ed., São Paulo: Ed. Campus Elsevier, 2014.

 CUNHA, K.C. Supervisão em enfermagem. In: KURCGANT, P. (coord.). Administração em enfermagem. São Paulo, EPU, 1991, cap. 10, p.117-32.

 SANTIAGO, ARJV; CUNHA, JXP. Supervisão de enfermagem: instrumento para a promoção da qualidade na assistência. Revista Saúde e Pesquisa, v. 4, n. 3, p.443-48, 2011.

 SILVA, E.M. Supervisão em enfermagem: análise crítica das publicações no Brasil dos anos 30 à década de 80. Ribeirão Preto, 1991. 158p. Dissertação (Mestrado) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

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