UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DO TRAIRI
GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
CÁSSIO SIMÃO BANDEIRA DIAS
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA E FUNCIONALIDADE EM PACIENTES INTERNADOS
SANTA CRUZ-RN 2017
CÁSSIO SIMÃO BANDEIRA DIAS
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA E FUNCIONALIDADE EM PACIENTES INTERNADOS
Artigo científico apresentado a Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia.
Orientador (a): Prof.ª Dr.ª Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima
SANTA CRUZ-RN 2017
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Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi - FACISA
Dias, Cássio Simão Bandeira.
Correlação entre a força muscular periférica e funcionalidade em pacientes internados / Cássio Simão Bandeira Dias. - 2017.
24f.: il.
Artigo Científico (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi. Santa Cruz, RN, 2017.
Orientador: Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima.
1. Internação hospitalar - Artigo científico. 2. Força muscular - Artigo científico. 3. Clínica médica - Artigo científico. I.
Lima, Íllia Nadinne Dantas Florentino. II. Título.
RN/UF/FACISA CDU 616-083:615.8
Correlação entre a força muscular periférica e funcionalidade em pacientes internados
Artigo científico apresentado a Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia.
Aprovado em:____ de _______________ de ______.
BANCA EXAMINADORA
_____________________________________________________. Nota: ______
Prof.ª Dr.ª Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima – Orientador(a) Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
_____________________________________________________. Nota: ______
Prof.ª Dr.ª Maria do Socorro Luna Cruz – Membro da banca Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
_____________________________________________________. Nota: ______
Prof.ª Ms. Jéssica Danielle Medeiros da Fonseca – Membro da banca Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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AGRADECIMENTOS
A Deus por ser meu alicerce, por ter me dado saúde, força de vontade e determinação para superar todos os obstáculos, que não foram poucos, e por não me deixar fraquejar.
Aos meus pais, Maria do Socorro Bandeira Dias e Cosme Dias Barbosa, por acreditar que eu conseguiria e pela educação, incentivo, apoio e amor incondicional desde criança. A todos os meus familiares: irmãos, avós, tios, tias e primos. A minha esposa, Mara Angélica Dantas Bandeira, por sempre estar ao meu lado principalmente nas horas mais difíceis, pelo apoio, carinho, compreensão, incentivo, paciência e amor. Ao meu sogro, Salatiel, por todo o apoio, incentivo e ajuda todos esses anos de graduação. A todos aqueles que contribuíram de forma direta ou indiretamente para que eu conseguisse prosseguir. Sem vocês eu não teria conseguido.
Ao trio de todos os tempos, Robison Carlos e Pedro Macêdo, pela amizade, companheirismo, parceria desde o início do curso, os caras mais dedicados que já conheci. Ao grande Felipe Cavalcante, que tive a honra de dividir apartamento e de conhecer uma pessoa de “coração tão grande”, aprendi muito contigo. A amizade de vocês foi essencial para superar os obstáculos durante a graduação, para suportar a jornada praticamente integral do curso, a distância de casa.
A minha orientadora, professora Dra. Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima, pelas preciosas orientações, pelo apoio, incentivo, paciência e confiança por todo o tempo de orientação, desde os projetos de iniciação científica ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
A todos os colegas de sala: Arones, Esdras, Débora, Hugo, Jádilla, Cortez, Juliana, Letícia, Luana, Luara, Karollyne, Mayara, Rafaela e Valmir, e em especial a minha subturma, os quis tive mais contato, Albaniza, Caroline, Chaiany e Dayane, pelo convívio durante toda a graduação.
A todos os professores do curso de fisioterapia da FACISA/UFRN pelos conhecimentos repassados e pelas orientações dadas. Vocês foram peças indispensáveis para minha formação.
A todos vocês, eternamente grato!
“Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que você sabe.”
Aldous Huxley
SUMÁRIO
RESUMO ... 7
ABSTRACT ... 7
1 INTRODUÇÃO ... 8
2 OBJETIVOS ... 11
2.1 OBJETIVO GERAL ... 11
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... 11
3 METODOLOGIA ... 12
3.1 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO ... 13
4 RESULTADOS ... 14
5 DISCUSSÃO ... 15
6 CONCLUSÃO ... 17
REFERÊNCIAS ... 18
TABELAS E FIGURAS DOS RESULTADOS ... 21
APÊNDICE ... 23
CORRELAÇÃO ENTRE A FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA E FUNCIONALIDADE EM PACIENTES INTERNADOS
CORRELATION BETWEEN PERIPHERAL MUSCLE STRENGTH AND FUNCTIONALITY IN INPATIENTS
Cássio Simão Bandeira Dias1; Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima 2
1- Discente do curso de fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, unidade acadêmica especializada: Faculdade de Ciêncuas da Saúde do Trairi - FACISA
2- Professor efetivo do curso de fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte- UFRN, unidade acadêmica especializada: Faculdade de Ciências da Saúde do trairi - FACISA
Estudo realizado no Hospital Dr. Mariano Coelho, Currais Novos-RN, Brasil.
E-mail: [email protected]
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RESUMO
Correlação entre a força muscular periférica e funcionalidade em pacientes internados Introdução: No cenário hospitalar, que envolve a unidade de terapia intensiva (UTI) e as enfermarias, ha uma dinâmica complexa realizada por uma equipe multiprofissional. A internação pode ocasionar fraqueza muscular, diminuição da flexibilidade e consequentemente redução da funcionalidade, que pode perdurar até dois anos. Objetivo:
Avaliar a existência de correlação entre a força muscular periférica e a funcionalidade em pacientes internados no Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, no município de Currais Novos, Rio Grande do Norte. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter transversal, realizado no município de Currais Novos - RN, no Hospital Dr. Mariano Coelho. A amostra do estudo foi composta por 124 pacientes. Foi utilizada a Escala Medical Research Council (MRC) e o dinamômetro de preensão palmar para avaliar a força muscular periférica. Para avaliar a funcionalidade foi utilizada a escala Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU).
Foi realizado analise por meio de análise estatística descritiva, teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov, Teste t Student e o teste de correlação de Pearson ou Spearman.
Resultados: A amostra do estudo foi composta por 124 pacientes com média de idade de 61,7±17,5, sendo 52,4% do sexo masculino, com maior frequência de admissão hospitalar as doenças cardíacas 39,8%. E apresentou uma correlação estatisticamente significativa positiva fraca (r=0,447, p<0,0001) entre os escores da MRC e FSS. Conclusão: A internação hospitalar gera redução da força muscular periférica dos pacientes internados e esta perda correlaciona-se de forma fraca, positiva e significativa com o prejuízo na funcionalidade dos mesmos.
Palavras Chaves: Internação hospitalar. Força muscular. Clínica médica.
ABSTRACT
Correlation between peripheral muscle strength and functionality in inpatients
Background: In the hospital, which involves the intensive care unit (ICU), it is a complex dynamic performed by a multiprofessional team. The hospitalization can cause muscle weakness, decrease of the flexibility and consequently reduction of the functionality, that can last up to two years. Aim: To evaluate the existence of a correlation between peripheral
muscle strength and functionality in hospitalized patients at the Regional Hospital Dr.
Mariano Coelho, in the city of Currais Novos, Rio Grande do Norte. Methods: This is a transversal study. The study sample was composed for 124 patients. The Medical Research Council (MRC) and palmar grip dynamometer were used to evaluate the peripheral muscle strength. To evaluate the functionality, the Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU) scale was used. Analysis were performed using descriptive statistical analysis, Kolmogorov- Smirnov test, Student's t-test and the Pearson or Spearman correlation test. Results: The study sample consisted of 124 patients with a mean age of 61.7 ± 17.5 years, 52.4% of whom were male, with higher frequency of hospital admission to heart disease 39.8%. And presented a statistically significant weak positive correlation (r = 0.447, p <0.0001) between the MRC and FSS scores. Conclusion: Hospital internment results in a reduction in the peripheral muscle strength of hospitalized patients, and this loss correlates weakly, positively and significantly with impairment in their functionality.
Key Words: Hospitalization. Muscle strength. Medical Clinic.
1 INTRODUÇÃO
No cenário hospitalar, que envolve a unidade de terapia intensiva (UTI) e as enfermarias, o objetivo da abordagem concentra-se na manutenção da vida do sujeito uma vez que, em sua extensa maioria, estes possuem prognóstico reservado e alto risco de morte1. A evolução tecnológica, científica e a interação da equipe tem proporcionado aumento da sobrevida dos pacientes críticos, no entanto, déficits físicos e psicológicos são comumente observados durante e após esse período de hospitalização2. No primeiro trimestre desse ano de 2017 foi registrado no Brasil 5.086.349 e no Rio Grande do Norte nesse mesmo período foram realizadas 78.217 internações hospitalares, pelo Sistema Único de Saúde (SUS)3.
A internação hospitalar é apropriada para o tratamento de pacientes criticamente enfermos, a dinâmica do atendimento é complexa e realizada por uma equipe multiprofissional. Esta assistência, promovida pelos profissionais de saúde, tem como característica recuperar a condição clínica dos pacientes, a fim de que eles possam retornar às suas funções normais e à realidade em que se inserem com qualidade de vida o mais rápido possível4.
5 5 5
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A restrição no leito acarreta alterações bioquímicas na matriz extracelular do tecido conectivo, como: diminuição do volume de água, redução de glicosaminoglicanos (GAGs) e redução da massa de colágeno5. Tal restrição pode ocasionar também a diminuição da área da fibra, redução no número de sarcômeros em série, aumento de tecido conjuntivo, resultando em rápida rigidez muscular, encurtamento e hipotrofia muscular. A alteração no tecido conjuntivo faz com que as fibras colágenas tenham maior contato umas com as outras, propiciando a formação de ligação cruzada anormal, o que resulta em perda da flexibilidade, aumento na rigidez tecidual, proporcionando ao paciente inatividade, imobilidade e disfunção severa do sistema osteomioarticular, com possível redução de força muscular e consequêntimente déficit em sua funcionalidade6, 7.
A internação hospitalar pode iniciar o desenvolvimento de fraqueza muscular generalizada, a qual é uma complicação que acomete de 30% a 60% dos pacientes restritos ao leito, a mesma pode persistir de seis meses até dois anos após a alta da unidade8. É definida como fraqueza muscular simétrica nos membros superiores e inferiores, a condição em que os indivíduos apresentem escore menor que 48 na escala Medical Research Council (MRC). São considerados fatores de risco para o desenvolvimento da fraqueza muscular periférica adquirida na unidade hospitalar o imobilismo no leito, inflamação sistêmica, hiperglicemia, sedação, sepse, desnutrição, uso de corticosteróides e bloqueadores neuromusculares, entre outros, em que consequentemente, contempla com menor desempenho funcional2.
Devido ao tempo de imobilização e repouso prolongado no leito, geralmente, ocorre uma diminuição da flexibilidade, fraqueza muscular periférica e da capacidade funcional.
Segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)9, a incapacidade funcional resulta não apenas de deficiência orgânica, mas da limitação de suas atividades10. Algumas ferramentas foram desenvolvidas para avaliar essa incapacidade funcional de forma quantitativa, como a Functional Status Score for the ICU (Escala de Estado Funcional para UTI - FSS-ICU)11.
Diante do exposto, o presente trabalho justifica-se pela necessidade do conhecimento da condição da força muscular periférica dos pacientes durante internação hospitalar e das possíveis alterações na funcionalidade causadas por esta condição. Faz-se necessário para a elaboração de protocolos de assistência fisioterapêutica direcionado para prevenção de perdas e tratamento das alterações instaladas durante o período de hospitalização. Esta interferência tem correlação direta com a diminuição dos dias de hospitalização, dos custos assistenciais, das complicações e comorbidades associadas e diminuição da mortalidade, contribuindo para
uma maior efetividade do serviço, causando impacto positivo nos serviços vigentes do Sistema Único de Saúde (SUS).
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2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
Avaliar a existência de correlação entre a força muscular periférica e a funcionalidade em pacientes internados no Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, no município de Currais Novos, Rio Grande do Norte.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Avaliar a força muscular periférica segundo a dinamometria de preensão palmar e a MRC;
- Avaliar o status funcional segundo a escala FSS-ICU;
- Avaliar a relação entre as alterações da força muscular periférica e funcionalidade com o diagnóstico dos pacientes hospitalizados e dias de internação;
- Avaliar o impacto de setes dias de internação hospitalar na funcionalidade dos pacientes internados segundo FSS-ICU.
3 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de caráter transversal, realizado no território urbano do município de Currais Novos - RN, no Hospital Dr. Mariano Coelho. Foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA) com o seguinte parecer: (49235715.3.0000.5568 / 2015). O estudo foi realizado durante o período compreendido entre julho de 2015 a abril de 2017.
Foram incluídos no estudo: pacientes internados na unidade de clínica médica com idade igual ou superior a 18 anos; que apresentaram estabilidade hemodinâmica (pressão arterial sistólica – PAS > 90 mm Hg e < 180 mm Hg, Frequência Cardíaca - FC > 60 e < 140 bpm, Frequência Respiratória - FR < 35 rpm e Saturação Periférica de Oxigênio – SpO2 >
92%); estabilidade neurológica (ausência de hipertensão intracraniana – pressão intracraniana
< 15 mm Hg; ausência de padrão de decorticação ou descerebração; ausência de pupilas midriáticas), ausência de presença de doenças ortopédicas e/ou neurológicas que impossibilitassem a realização da avaliação tais como: amputação, úlceras, edemas, espasticidade severa, discrepância entre MMII, imobilizações e fixadores externos e doenças neuromusculares e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ou o seu responsável.
Foram excluídos do estudo: pacientes admitidos, oriundos de outro serviço, com mais de 3 dias de internação hospitalar, que apresentaram alteração hemodinâmica de 20 bpm durante a avaliação e/ou 20 mm Hg na PAS, ou alteração com variação de até 30 rpm na frequência respiratória e aqueles que não conseguiram completar alguma etapa da avaliação.
Foram utilizados como instrumentos de coletas de dados, uma ficha de avaliação fisioterapêutica estruturada contendo informações antropométricas e sociodemográficas dos pacientes, como identificação do paciente, anamnese, exame físico, diagnósticos clínico, exames complementares e dias de internação.
Para avaliação da força muscular periférica foi utilizada a Escala Medical Research Council (MRC) (por quatro avaliadores inicialmente treinados), que é semelhante à graduação de força muscular proposta em 5 graus (Abrams e Berkow, 1994) e utiliza graduação numérica de 0 a 5, sendo amplamente aceita e utilizada na prática clínica12. A escala foi aplicada em seis grupos musculares, direito e esquerdo, contra a resistência manual aplicada pelo avaliador. O escore total da força muscular periférica pela MRC foi realizado pelo somatório de todas as pontuações máximas obtidas pelo paciente durante a realização da avaliação, sendo a pontuação máxima igual a 60.
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Ainda para mensurar a força muscular periférica foi utilizado o dinamômetro de preensão palmar da marca (Saehan hyfraulic Had Dynamometer SH5001). Para a aplicação do teste, foi solicitado que o paciente ficasse em sedestação na beira do leito, com o braço apoiado em um travesseiro, senso realizado a preensão palmar no dinamômetro de mão por três tentativas usando ambos os membros (dominante e não dominante, nesta ordem), com repouso de 30 segundos entre elas e evitando a manobra de valsalva13, 14.
Para avaliar a funcionalidade, foi utilizada a escala Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU), que é composta pela avaliação de cinco atividades: troca de decúbitos, transferência de deitado para sedestação, controle de tronco, transferência de sedestação para ortostatismo e por fim, deambulação com no mínimo dez passos. Para cada atividade realizada pelo paciente é atribuída uma pontuação de um a sete, sendo sete quando o paciente consegue realizar a atividade de forma independente e um quando o paciente não consegue realizar, o escore total foi dado pelo somatório da pontuação máxima obtida em cada atividade desenvolvida pelo paciente, totalizando 35 pontos 11.
3.1 PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO
A escala MRC e a FSS-ICU foram aplicadas de forma concomitante subdivididas em sete passos:
1. Iniciando com o paciente em decúbito dorsal solicitava que o paciente realizasse a flexão de quadril para avaliação da força muscular (MRC MMII – flexores de quadril), aplicava resistência conforme tolerado.
2. Solicitava que o paciente mude de decúbito dorsal para decúbito lateral (FSS – troca de decúbito).
3. Solicitava que o paciente mude de decúbito dorsal ou lateral para sedestação (FSS – transferência de deitado para sedestação).
4. Quando em sedestação avaliava o equilíbrio de tronco (FSS – controle de tronco).
5. Ainda em sedestação solicitava que o paciente realizasse a extensão de punho (MRC MMSS – extensores de punho), a flexão de cotovelo (MRC MMSS – flexores de cotovelo), a abdução de ombro (MRC MMSS – abdutores de ombro), a dorsiflexão (MRC MMII – dorsiflexores) e a extensão de joelho (MRC MMII – extensores de joelho), aplicava a resistência em cada movimento conforme tolerado.
6. Solicitava que o paciente mudasse de sedestação para de ortostatismo (FSS – transferência de sedestação para ortostatismo)
7. Solicitava que o paciente deambulasse aproximadamente dez passos (FSS – deambulação).
Para efeito da análise do impacto da internação hospitalar, os pacientes foram avaliados em dois momentos, avaliação 1, na admissão hospitalar ou até três dias de internação, e avaliação 2, sete dias após a avaliação 1.
As variáveis foram analisadas por meio de análise estatística descritiva, por meio de média como medida de tendência central e desvio padrão, para a medida de dispersão.
Para avaliar a normalidade dos dados foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov, para comparar a avaliação 1 e 2, foi utilizado o Teste t Student e para estabelecer as correlações foi realizado o teste de correlação de Pearson ou Spearman, com nível de significância de 5%
através do pacote estatístico GraphPad® Prism 5.0.
4 RESULTADOS
A amostra do estudo foi composta por 124 pacientes submetidos na clínica médica do Hospital Regional Doutor Mariano Coelho, Currais Novos/RN, com média de idade de 61,7±17,5, sendo 52,4% do sexo masculino e 47,6% do sexo feminino. A Tabela 1 em anexo apresenta as características antropométricas e sinais vitais da amostra estudada através de porcentagem e de média e desvio padrão.
Os dados do estudo mostram que a força muscular periférica, dos pacientes hospitalizados, avaliada segundo a dinamometria, apresentara-se diminuída. A força de preensão palmar do membro superior direito os pacientes apresentaram média de 29,9 ± 19,5 Kgf, superior a média do membro superior esquerdo, com 28,7 ± 19,6 Kgf. Assim como também, a força muscular periférica avaliada pela MRC apresentou-se reduzida. Para o movimento de abdução do ombro obtiveram escore de 44,71% de força muscular grau 4, no membro direito e 45,52% de força grau 4, no membro esquerdo; Para flexão do cotovelo obtiveram escore de 47,96% de força muscular grau 5, no membro direito e 51,21% força grau 5, para membro esquerdo; Para extensão de punho obtiveram escore de 42,27% de força muscular grau 4 e 5, no membro direito e 43% apresentaram grau de força 4, no membro esquerdo; Para flexão do quadril obtiveram escore de 47,21% de força grau 4, no membro direito e 47,15% apresentaram grau 4; Para extensão do joelho obtiveram escore de 51,21%
de força grau 5, no membro direito e 47,96% obtiveram grau 5, para membro esquerdo; E
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para o movimento de dorsiflexão do tornozelo obtiveram escore de 47,96% de força grau 5, no membro direito e 44,71% obtiveram grau 5, no membro esquerdo. A força muscular periférica de preensão palmar do membro superior direito os pacientes apresentaram média de 29,9 ± 19,5 Kgf, superior a média do membro superior esquerdo, com 28,7 ± 19,6 Kgf.
A Tabela 2 apresenta o escore de cada atividade da FSS-ICU, troca de decúbitos, transferência de deitado para sedestação, controle de tronco, transferência de sedestação para ortostatismo e por fim, deambulação com no mínimo dez passos, em porcentagem.
O estudo mostrou uma correlação estatisticamente significativa positiva fraca (r=0,447, p<0,0001) entre os escores da MRC e FSS, como mostra a Figura 1. Entretanto, não apresentou correlação estatisticamente significativa entre a dinamometria e FSS (r=0,042, p=0.641) e entre a dinamometria e a MRC (R=0,053, p=0,617).
A figuras 2 mostra o impacto em sete dias de internação hospitalar sobre a funcionalidade e a força muscular periférica.
Na Figura 3, os resultados apontaram que as doenças cardíacas, mais prevalentes na admissão hospitalar, com 39,8% da amostra, também apresentaram maior tempo de internação com média de, 6,02 ± 3,6 dias (p<0,0068), comparadas com as doenças respiratórias, 4,6 ±1,9 dias, e outras doenças, 3,98 ±2,5.
5 DISCUSSÃO
O presente estudo teve como principal objetivo avaliar a existência de correlação entre a força muscular periférica e a funcionalidade em pacientes internados. Os principais achados desse estudo mostram que: a maior prevalência de internação hospitalar dá-se por doenças cardíacas; a internação hospitalar tem impacto na força muscular periférica e na funcionalidade, tornando os internos mais restritos ao leito, consequentemente mais vulneráveis a acometimentos; a força muscular periférica tem correlação com a funcionalidade dos pacientes internados.
A presente pesquisa demonstrou uma maior prevalência de internações em pessoas idosas. Esse resultado condiz com outros estudos, os quais apontam que os idosos são a faixa etária de pacientes que mais ocupam os leitos hospitalares, devido ao acúmulo de comorbidades em todo o processo de senilidade 15, 2, 16. Em relação aos diagnósticos de maior frequência na admissão hospitalar na clínica médica, o presente estudo assemelhasse outros disponíveis na literatura, 17, 2, 16
que registra grande parte das internações hospitalares de
idosos, justificando as causas mais frequentes como, as doenças do sistema cardiovascular e as do sistema respiratório.
Vale ressaltar que, para cada semana de imobilização no leito, um paciente pode perder de 10 a 20% de seu nível inicial de força muscular, e em quatro semanas, 50% da força inicial pode estar perdida18. Fato que reforça os dados da nossa pesquisa, na qual foi encontrado uma redução da força muscular periférica avaliada através da MRC, comparado a avaliação 1, com a avaliação 2, sete dias após a avaliação 1, mesmo em ambiente com menor restrição ao leito, como as clínicas médicas, esta redução foi sensível.
A redução da força muscular periférica pode está relacionada, além da internação hospitalar, com a idade do público estudo. Ambos os fatores, ocasionam alterações estruturais como a redução de massa e fibras musculares tipo II e aumento relativo nas fibras tipo I, estão associados à fraqueza muscular, força específica e resistência muscular reduzidas19, 5.
No que se refere à avaliação da força muscular periférica, os testes utilizados neste estudo apresentam características diferentes. O teste de dinamometria de preensão palmar e MRC não evidenciaram correlação significativa, assim como também a dinamometria e a FSS-ICU. Esses achados podem ser justificados, pelo fato da dinamometria solicitar um recrutamento muscular maior das fibras musculares do tipo I, ao passo que tanto a MRC como as atividades solicitadas pela FSS-ICU, têm maior solicitação de recrutamento das fibras musculares do tipo II e também, em consequência da fraqueza muscular iniciar de proximal para distal20, 21.
O estudo de Soares et al.13, observou correlação positiva e moderada da força muscular periférica, através da dinamometria e avaliação da funcionalidade em 29 indivíduos avaliados, feita através do Teste de Caminhada de seis minutos (TC6’) em um público com idade média de 47,6±7 anos, diferindo assim do nosso. Já o estudo de Santos et al.20, não observou correlação entre a força de preensão palmar e a funcionalidades também avaliada através do TC6’ em uma amostra de 317 indivíduos, com idade média de 75,4±6,9.
Entretanto, assim como em nosso estudo, Santos et al.20, encontraram correlação da força muscular periférica, através de testes que requerem maior solicitação da contração das fibras musculares do tipo II, com a funcionalidade.
No que se refere à funcionalidade, grande parte dos avaliados apresentaram declínio funcional, corraborando com a literatura 22, 23, 24, 20, 25
, a qual avaliou a funcionalidade com diferentes instrumentos (Medida de Independência Funcional (MIF), TC6, questionários, e a escala FSS-ICU), e em todos os instrumentos utilizados em UTIs e em ambulatórios evidenciou-se o declínio funcional. Esses achados podem ser justificados pelo fato dos
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pacientes hospitalizados estarem restritos ou parcialmente restritos ao leito, fazendo uso de sedativos e por doenças que gerem diminuição da independência funcional.
A hospitalização prolongada pode trazer inúmeras complicações ao paciente, como danos ao sistema cardiovascular, respiratório, cutâneo, musculoesquelético, gastrintestinal e urinário. Tais complicações culminam no declínio funcional e consequentemente nas Atividades de Vida Diárias (AVD’s) dos paciente, por anos, após a alta hospitalar 26, 22.
Diante de tantas alterações, em decorrência da internação, a realização de fisioterapia, durante esse período de forma precoce, previne e diminue a redução da massa muscular, força, complicações cardiorrespiratórias e funcionais dos pacientes. Resultando assim, na diminuição do tempo de ventilação mecânica, dias de internação e menores custos para o sistema de saúde. Além de “devolver” o paciente para o seu meio com melhor capacidade funcional e qualidade de vida 27, 8.
Como limitação do estudo é importante referir que (1) a ferramenta utilizada para avaliação da funcionalidade (FSS-ICU) foi desenvolvida para avaliar pacientes internados na UTI, e perceber sua sensibilidade em outros setores ainda é um questionamento trazido pela literaura; (2) a UTI do hospital onde foram desenvolvidas as coletas, infelizmente passou por problemas e não houve assim continuidade do objetivo primário da pesquisa; (3) dificuldade na disponibilidade de transporte da faculdade para a locomoção de um município para outro.
6 CONCLUSÃO
A internação hospitalar gera redução da força muscular periférica dos pacientes internados e esta perda correlaciona-se de forma fraca, positiva e significativa com o prejuízo na funcionalidade dos mesmos.
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(MRC) scale and a modified scale for testing muscle strength in patients with radial palsy. Journal of rehabilitation medicine. 2008; 40(8):665-71. doi: 10.2340/16501977- 0235.
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21
TABELAS E FIGURAS DOS RESULTADOS
Tabela 1. Características antropométricas e sinais vitais da amostra estudada (n=124) Gênero
Masculino 52,4 %
Feminino 47,6 %
Idade (anos) 61,75 ± 17,5
Diagnóstico
Doenças cardíacas 39,8 %
Doenças respiratórias 26,6 %
Outras doenças 43,5 %
DIH (dias) 4,85 ± 3
PAS (mm Hg) 123 ± 16
PAD (mm Hg) 75,8 ± 10
FC (bpm) 76,5 ± 10,8
Dias de Internação Hospitalar (DIH); Pressão Arterial Sistólica (PAS); Pressão Arterial Diastólica (PAD); e Frequência Cardíaca (FC).
Tabela 2. Escore em porcentagem de cada atividade da FSS-ICU FSS – IUC (n=124)
CLASSIFICAÇÃO A B C D E
7 = Independente 76,68% 72,13% 89,34% 71,31% 74,59%
6 = Independente com ajuda de grades / Independente com ajuda de órteses (E)
6,55% 8,19% 0,81% 4% 0,81%
5 = Com supervisão 3,27% 4% 6,55% 3,27% 6,55%
4 = Apoiou devido à coordenação 1,63% 0% 0,81% 2,45% 0%
3 = Fisioterapeuta realiza pouca força / Deambulação com apoio unilateral (E)
4,91% 9,83% 1,63% 8,19% 5,73%
2 = Fisioterapeuta realiza muita força / Deambulação com apoio bilateral (E)
4,91% 5,73% 0,81% 5,73% 5,73%
1 = O paciente não fez nada / Sem condição para deambulação (E)
0% 0% 0% 4,91% 6,55%
Functional Status Score for the ICU (FSS-ICU); A (Troca de decúbito); B (Decúbito para sedestação); C (Controle de tronco); D (Sedestação para ortostatismo); e E (Deambulação).
M R C
FSS
0 2 0 4 0 6 0 8 0
0 1 0 2 0 3 0 4 0
Figura 1. Correlação de Pearson entre a força muscular periférica e a funcionalidade da amostra estudada (r=0,447, p<0,0001).
Figura 2. Impacto de setes dias de internação hospitalar na força muscular periférica segundo a MRC (*p=0,0169) e na funcionalidade dos pacientes internados segundo a FSS-ICU (*p=0,028).
D IH
0 5 10 15 20
O u t r a s d o e n ç a s D o e n ç a s R e s p ir a t ó r ia s D o e n ç a s C a r d ía c a s
Figura 3. Relação entre o diagnóstico de admissão hospitalar e o número de dias de internação da amostra estudada. (*p<0,0068).
*
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APÊNDICE
REGRAS PARA FORMATAÇÃO DO ARTIGO, SEGUNDO AS NORMAS DA REVISTA
1 – APRESENTAÇÃO:
O texto deve ser digitado em processador de texto Word ou compatível, em tamanho A4, com espaçamento de linhas e tamanho de letra que permitam plena legibilidade. O texto completo, incluindo páginas de rosto e de referências, tabelas e legendas de figuras, deve conter no máximo 25 mil caracteres com espaços.
2 – A PÁGINA DE ROSTO DEVE CONTER:
a) título do trabalho (preciso e conciso) e sua versão para o inglês;
b) título condensado (máximo de 50 caracteres);
c) nome completo dos autores, com números sobrescritos remetendo à afiliação institucional e vínculo, no número máximo de 6 (casos excepcionais onde será considerado o tipo e a complexidade do estudo, poderão ser analisados pelo Editor, quando solicitado pelo autor principal, onde deverá constar a contribuição detalhada de cada autor);
d) instituição que sediou, ou em que foi desenvolvido o estudo (curso, laboratório, departamento, hospital, clínica, universidade, etc.), cidade, estado e país;
e) afiliação institucional dos autores (com respectivos números sobrescritos); no caso de docência, informar título; se em instituição diferente da que sediou o estudo, fornecer informação completa, como em “d)”; no caso de não-inserção institucional atual, indicar área de formação e eventual título;
f) endereço postal e eletrônico do autor correspondente;
g) indicação de órgão financiador de parte ou todo o estudo se for o caso;
f) indicação de eventual apresentação em evento científico;
h) no caso de estudos com seres humanos ou animais, indicação do parecer de aprovação pelo comitê de ética; no caso de ensaio clínico, o número de registro do Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos-REBEC (http://www.ensaiosclinicos.gov.br) ou no Clinical Trials(http://clinicaltrials.gov).
OBS: A partir de 01/01/2014 a FISIOTERAPIA & PESQUISA adotará a política sugerida pela Sociedade Internacional de Editores de Revistas em Fisioterapia e exigirá na submissão do manuscrito o registro retrospectivo, ou seja, ensaios clínicos que iniciaram recrutamento a partir dessa data deverão registrar o estudo ANTES do recrutamento do primeiro paciente.
Para os estudos que iniciaram recrutamento até 31/12/2013, a revista aceitará o seu registro ainda que de forma prospectiva.
3 – RESUMO, ABSTRACT, DESCRITORES E KEYWORDS:
A segunda página deve conter os resumos em português e inglês (máximo de 250 palavras). O resumo e o abstract devem ser redigidos em um único parágrafo, buscando-se o máximo de precisão e concisão; seu conteúdo deve seguir a estrutura formal do texto, ou seja, indicar objetivo, procedimentos básicos, resultados mais importantes e principais conclusões. São seguidos, respectivamente, da lista de até cinco descritores e keywords(sugere-se a consulta aos DeCS – Descritores em Ciências da Saúde da Biblioteca Virtual em Saúde do Lilacs (http://decs.bvs.br) e ao MeSH – Medical Subject Headings do Medline (http://www.nlm.nih.gov/mesh/meshhome.html).
4 – ESTRUTURA DO TEXTO:
Sugere-se que os trabalhos sejam organizados mediante a seguinte estrutura formal:
a) Introdução – justificar a relevância do estudo frente ao estado atual em que se encontra o objeto investigado e estabelecer o objetivo do artigo;
b) Metodologia – descrever em detalhe a seleção da amostra, os procedimentos e materiais utilizados, de modo a permitir a reprodução dos resultados, além dos métodos usados na
análise estatística;
c) Resultados – sucinta exposição factual da observação, em seqüência lógica, em geral com apoio em tabelas e gráficos. Deve-se ter o cuidado para não repetir no texto todos os dados das tabelas e/ou gráficos;
d) Discussão – comentar os achados mais importantes, discutindo os resultados alcançados comparando-os com os de estudos anteriores. Quando houver, apresentar as limitações do estudo;
e) Conclusão – sumarizar as deduções lógicas e fundamentadas dos Resultados.
5 – TABELAS, GRÁFICOS, QUADROS, FIGURAS E DIAGRAMAS:
Tabelas, gráficos, quadros, figuras e diagramas são considerados elementos gráficos. Só serão apreciados manuscritos contendo no máximo cinco desses elementos. Recomenda-se especial cuidado em sua seleção e pertinência, bem como rigor e precisão nas legendas, as quais devem permitir o entendimento do elemento gráfico, sem a necessidade de consultar o texto.
Note que os gráficos só se justificam para permitir rápida compreensão das variáveis complexas, e não para ilustrar, por exemplo, diferença entre duas variáveis. Todos devem ser fornecidos no final do texto, mantendo-se neste, marcas indicando os pontos de sua inserção
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ideal. As tabelas (títulos na parte superior) devem ser montadas no próprio processador de texto e numeradas (em arábicos) na ordem de menção no texto; decimais são separados por vírgula; eventuais abreviações devem ser explicitadas por extenso na legenda. Figuras, gráficos, fotografias e diagramas trazem os títulos na parte inferior, devendo ser igualmente numerados (em arábicos) na ordem de inserção. Abreviações e outras informações devem ser inseridas na legenda, a seguir ao título.
6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
As referências bibliográficas devem ser organizadas em seqüência numérica, de acordo com a ordem em que forem mencionadas pela primeira vez no texto, seguindo os Requisitos Uniformizados para Manuscritos Submetidos a Jornais Biomédicos, elaborados pelo Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas – ICMJE (http://www.icmje.org/index.html).
7 – AGRADECIMENTOS:
Quando pertinentes, dirigidos a pessoas ou instituições que contribuíram para a elaboração do trabalho, são apresentados ao final das referências.
O texto do manuscrito deverá ser encaminhado em dois arquivos, sendo o primeiro com todas as informações solicitadas nos itens acima e o segundo uma cópia cegada, onde todas as informações que possam identificar os autores ou o local onde a pesquisa foi realizada devem ser excluídas.