• Nenhum resultado encontrado

Rev. Bras. Enferm. vol.30 número3

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. Bras. Enferm. vol.30 número3"

Copied!
10
0
0

Texto

(1)

RBEn, 30 : 24-253. 1977

GANGRENA GASOSA - ASSIST�NC IA DE ENFERMAGEM

* Maria Lúcia Toledo Vasco • * Edna Rodrius

RBEnj03

VASCO, M.L.T. e RODIGS, E. - Gangrena gsa - Assistência de enfermagem . v. s. Enf.; DF, 30· : 244-253, 1977.

I . ITRODUÇAO

A maioria dos pacientes em tratamen­ to nas várias unidades de inenações do. hspital que apresentem uma infecção suspeita ou cUnicamente diagnosticada como gangrena gasosa são transferidos para a unidade de isolamento da Clinica de Moléstias Infecto-Parasitárias do Hos­ pital das Clinicas.

A incidência de gangrenas de etiolo­ gias diversas no decorer de 1975 em todo o hospital, de acordo com um levanta­ mento feito pelo Serviço de Arquivo Mé­ dico e statístico foi de 126 casos. Deste total 7 casos (5,55% ) foram cUnicamente diagnosticados como gangrena gasosa e transferidos para a unidade de isola­ mento.

Como, no decorrer de 1975 estivesse em andamento uma pesquisa programada pelo grupo de Trabalho de Controle de Infecções do hospital sobre a incidência

de infecções por germes anaeróbios, fo­ rm realizados teses laboratoriais espe­ cíficos em 6 dos 7 pacientes isolados com tal afecção.

O diagnóstico de gangrena gasosa foi confirmado em apenas 2 casos com a recuperação no laboratório. dos agentes etiológicos dessa afecção: germes anae­ róbios do gênero Clostridium.

A espécie dos mesmos ainda não foi classificada yisto Os exames estarem em fase de conclusão laboratorial.

Na Tabela I, em .anexo, estão especi­ ficados o local da lesão, o agente etio­ lógico, a evolução da moléstia, o sexo, a cor, o número de dias de permanência, e o período de incubação dos 7 pacientes estudados.

II . CONSIDERAÇõES GERAIS

Sabe-se que a gangrena gsosa é uma complicação séptica de ferimentos com

• Enfermeira da Clinica de Moléstias Infeco-Parsitáris do Hspital das Clínicas da USP.

•• nfermeira do Grupo de Trabalho de Controle de Infecçes ao Hospital das Clínicas da MUSP .

(2)

VASCO, M.L.T. e RODRIGS, E. - Gangrena gosa - Assistência de enfermagem .

Rev. as. Enr. ; DF, 30 : 244-253, 1977.

oxigenação precária (baixo potencial de oxiredução local) e condições de anaero­ biose capazes de permitir a franca mul­ tiplicação de germes do gênero Clostri­ dium, os quais passam a elaborar toxi­ nas hemolíticas e necrotizantes.

A - Condições favoráveis à infecção

A simples presença dos agentes etio­ lógicos no local dos lesões não é sufici­ ente para se diagnsticar a infecção; é necessário que o germe encontre condi­

.

ç

s favoráveis para . que possa se de­ senvolver.

Estas condições caracterizadas como anaeróbicas são mais frequentes em :

1 . - Infecções por corpos estranhos e por substâncias irritanes. 2 � Em abscessos causados por outros

tipos de germes.

3 - Areas de isquemia· e irrigação de­ ficiente.

4 - Areas necróticas e outras.

B - Localização e caractísticas

As infecções por clostrídio localizadas no tecido muscular ou cutâneo, podem ocasionar miosites e celulites. s mio­ sites podem ser diseminadas (difusas) e localizadas. Ambas pdem ser crepi­ tantes ou não.

Não só nos ferimentos de pele e mús­ culos pode-se instalar uma gangrena

gassa, mas também em diferentes vis­ ceras, ocasionando gangrenaS pulmona­ re�. apendicites gengrenosas. gangrenas intestinais, uterinas e outras.

A Tabela II em anexo, diferencia as infecções gasosas de pele e tecidos moles.

c - Agentes etQlógicos

Os diferentes agentes causadores da gangrena gasosa pertencem ao gênero Clostridium. Estes são bacilos Gram po­ sitivos que esorulam em condições

adversas e assumem ·formas bacilares (vegetativas) . Quando em condições anaeróbicas, passam a elaborar s exo­ toxinas responsáveis pelas lesões encon­ tradas nos tecidos superficiais, as quais mals tarde se estendem às estruturas mais profundas.

Das 18 espéCies de germes do gênero Clostridium causadores da gangrena, as mais freqüentes são:

- Clostridium perfringens (Clostri­ dium welchU) .

- Clostridium novyi (Clostridium e­ dematiens) .

- Clstridium bifermentans (Bacillus bifermentans sporogenes) .

- Clostridium >ordelil (Bacillus oede-maUs sporogenes) .

- Clostridium histolyticum. - Clostridium spoogenes.

O clostridio existe no solo, no tubo di­ gestivo dos animais e do homem, e pode ainda ser encontrado na lã.

D - Modos de transmissão, períOdO e incubação, susceptibilidade

Transmite-se através dos ecidos ne­ crosados e secreções de um paciente in­ . fcctado; da poeira, do solo e das fezes

contaminadas.

O períOdo de incubação pode variar de algumas horas até 5 ou 6 dias.

Quanto à susceptibilidade não há re­ sistência natural.

III. QUADRO CLíNICO, DIAGNóTICO E TRATAMENTO

Geralmente o primeiro sintoma é a dor local. Surge depois o edema que aumenta rapidamente com a formação de gases que são evidenciados à palpação pela crepitação ou através d.e exame radio­ lógiCO do local.

Visualmene nota-se a pele tensa, bri­ lhante, de coloração marrm-bronze;

(3)

VASCO, M.L.T. e RODRIGS, E. - Gangren. gsosa - Assistência de enfermagem . Rev. Bras. Enr.; DF, 30 : 244-253, 1977.

surgem com freqüência fllctenas que se rompem, dando saída a líquido sero­ sanguinolento de odor fétido.

É de vital importância o diagnóstiCO precoce para a instalação de medicação specífica. Entretanto ao exame clinico a simples presença de crepitação não conduz obrigatoriamene ao diagnóstico de gangrena gasosa uma vez que infec­ ções por outras bactérias, como por exemplo, o aerobacter e a escherichia podem produzir gases.

Entre os exames de laboratório, temos como mas importanes para a confir­ màção do diagnóstico os seguines :

- Cultura pelo meio anaeróbio (com CO2) ·

- Exame direto de eSfregaço corado pelo método de Oram. através do qual se verifica a presença de bas­ toneles Oram positivos em grande quantidade.

- Hemocultura em meios anaeróbios e aeróbios.

- Inculação em cobaias.

- Hemgrama, o qual revela anemia sem leucociose.

- Exame radiológico que evidencia a presença de gases acompanhando os músculos e inersticios.

O sucesso do tratameno, como já foi mencionado, consiste no diagnóstico precoce e conduta terapêutica imediata. Quando houver indicação, deve-se debri­ dar e extirpar o fco infeccioso para 9.nular a fone produtora de toxins.

A erapêutica medicamentosa específi­ ca é realizada através de SOro anti­ gangrenoso (anexo II) e antibióticos

(Penicilina cristalina, Penicilina O po­ tássica, Cllndamicina e Cloranfenicol) ; medica-se sinomatic,ente pela seda­ ção da dor quando necessário.

A partir de 1963, o uso da oxigenação hiperbárica (câmara com oxigênio sob prssão de até 3 atmosferas) em pacien­ es com gangena gasosa, parece ter mu­ dado o prognóstico em determinados.

ea-sos, dispensando s vezes, intervenções mutilantes e permitindO rápida melhora clinica, com supressão quase imediaa a produção de toxins.

Não temos experiênCia pessoal deste tratamento em nosso meio, pela inexis­ tência de equipamento necessário para tal tipo de tratamento.

IV. ASSISnNCIA DE ENEAOEM

A

menor suspeita de gangrena gasosa ou qualquer outro tipo de gangrena, deve-se imediatamene isolar o paciente e instalar-se o uso de técnicas especi­ fics de isolamento.

O tratamento pde ser efetuado na própria unidade em que se encontra o paciene (médica ou cirúrgica) , não ne­ cessitando obrigaoriamente de ser en­ caminhado à unidades de isolamento, desde que o ambiente do paciene ofe­ reça todas as condições para que possam ser observados todos os principios e téc­ nicas assépticas mencionadas no decor­ rer deste trabalho (anexo I) .

A base da ssistência de enfermagem fundamenta-se no reconhecimento dos sinais e sintomas que caracerizam a moléstia, e no estabelecimeno de prio­ ridades para o atendimento.

É mulo importante a observação do periodo de incubaç,p médio entre a in­ júria e o desenvolvimeno da lesão, o qual é de mais ou mens 53 horas.

Observa-se aumento da freqlência cardíaca, sendo que os valores médis oscilam em torno de 1 18 batimentos; a P .A. arterial é gerlmene nomal no início., 'mas no decorrer da moléstia, ve­ rifica-se hiotensão. A taquicardia asso­ ciada à hipotermia é geralmene sinl

(4)

acin-VASCO, ML.T. e RODRIGS, E. - Gangrena gsosa - Assistência de enfermagem . Rev. Bas. Enf.; DF, 30 : 244-253, 1977.

zentada, além dos sinais de toxemia. O estado mental apresenta-se alterado. O paciente pode ficar apático ou incoeren­

e. Delírio, prostação e coma podem ser sinomas latentes.

O plano assistencial de enfermagem deve ser individualizado, diário, elabora­ do pela enfermeira, sintetizando o aten­ dimento a todas as necessidades físicas, psicológicas, sociais e religiosas do pa­ ciente.

Inicialmente faz-se a entrevista com o paciente no momento de sua admissão na unidade de isolamento, poseriormen­ te faz-se o levantamento de sus neces­ sidades e elabora-se o plano assisencial.

A - Plano assistencial de enfermagem - Condições a serem observads

1 -Nível de consciência :

Observar, anotar e comunicar as alterações do nível de consciên­ cia. O paciente pode estar cons­ ciente, inconsciente, apático, con­ fuso ou delirante.

2 - Condições de locomoção e movi­ mentação :

Estas condições estão afeadas e quase sempre o paciente está restrito ao leito. Mantê'lo em repouso absoluto, em posição anatômica e funcional. Para a prevenção de escaras e deformi­ dades prescrever mudanças de decúbito de acordo com o tipo de lesão e local afetado; pres­ crever massagens de conforto. 3 - Condições de higiene:

O estado geral e a limitação fí­ sica indicam a prescrição de ba­ nho no leito, higiene ocular com água boricada a 2 % e higiene oral com água bicarbonatada a 2%. Devem ser observadas as condições da pele e mucosas. Progrmar a troca da roupa de

cama várias vezes ao dia para manter o paciente limpo e seco. 4 - Condições das funções vitais :

Programar o controle dos sinais vitais, PR e PA, de 4/4 horas, ou de acordo com a necessidade do paciente. Manter o médico informado quanto à elevação da freqüência cardíaca, elevação ou queda da emperatura e queda da pressão arterial.

5 - Condições de hidratação: Observar os sinais clássicos de desidratação, prescrever contro­ le de líquidOS ingeridos e elimi­ nados, oferecer água e sucos em grande quantidade. A diminui­ ção do volume urinário, oliúria ou anúria, indica a necessidade da sondagem vesical de demora para um controle mais eficiente. 6 -Condições de nutrição :

Programar com a nutricionista dietas ' almentares em adequa­ ção com a prescrição médica e as necessidades calóricas do pa­ ciente e suas condições para aceitação. Oferecer dietas leves no início, seguindo s preferên­ cias do paciente. Nos primeiros dias, de acordo com o quadro clínico do paciente pode ser ob­ servado j ejum. s vezes é neces­ sária a sondagem gástrica quan­ do houver vômltos constantes ou inconsciência.

7 -Condições das eliminações ines­ tinais :

Observar o número e aspecto das evacuações.

8 - Condições das lesões :

Prescrever curativos diáios, ob­ servando técnicas de isolameno. Anotar a evolução das lesões e a evolução do edema.

Manter irrigação continua com água oxigenada e soro fisiológi­ co 1/2 a 1/2 quando indicado.

(5)

VASCO, ML.T. e RODRIGS, E. - Gangrena gsosa - Assistência de enfermagem.

Rev. Bas. Enf.; DF, 30 : 244-253, 1977.

9 - Manutenção do tratamento es­ pecífico e hidratação parenteral : Controlar o gotejamento do so­ ro, observar o local da infusão venosa e a permeabilidade do catéter. Quando o paciente apre­ senta veias difíceis, há necessi­ dade de dissecção de veias peri­ férics, ou passagem de "intra­ cath" em veias profundas.

Observar quaisquer reações após a aplicação do soro antigangre­ noso, como :

- exantema, febre, urticária, do­ res articulares e musculares e choque anafilático.

Comunicar imediatamente ao médico qualquer anormalida­ de.

10 - Manutenção da assistência psi­ cológica, religiosa e scial : Todos os tratamentos devem ser cuidadosamente explicados ao paciente antes de serem executa­ dos, tentando-se assim aliviar a sua tensão; prestar esclareci­ mentos sobre a moléstia, sua evolução e prognóstico. Valorizar as manifestações de pudor do paciente, principalmente quando se trata de lesões ' genitais. Pro­ mover recreação e lazer de acor­ do COm o grau de consciência, condições físicas e preferências do paciente.

Promover terapia de apoio, aten­ dendo suas necessidades religio­ sas e psíqUicas Individuais, sem criar graus de dependência.

Se apresentar problemas sociais, solicitar a presença do ssistente social para que se tomem reso­ luções concernentes ao caso.

1 - Condições do ambiente e supri­ mentos :

Manter o ambiente arejado e desodorizado.

Programar a manutenção de su­ primentos necessários à utiliza­ ção da técnica de isolamento.

12 - Educação das visitas :

Instruir as visitas quanto às pre­ cauções a serem observadas no quarto do paciene, a saber: a) não tocar no paciente ; b) não tocar nas roupas; c) lavar as mãos ao deixar o

quarto.

V. CONCLUSAO

A ação da enfermeira é essencial no diagnóstico precoce de uma gangrena gasosa, através da observação cuidadosa durante os curativos das lesões traumá­ ticas, pós cirúrgIcas, queimaduras e ou­ tras ; daí a necessidade de que esta te­ nha conhecimentos científicos básicos em relação à doença, sua evolução e tra­ tamento.

Os aspectos mencionados quanto à

assistência de enfermagem são aspectos gerais a serem observados. Devemos res­ saltar entretanto, que a principal carac ­ terística de um plano assistencial é a

sua individualidade.

i �� ru��m �wm � ��m até que se tenha a confirmação diag­ nóstica e se inicie a terapêutica espe­ cífica, pois quanto mais rápida for ini­

ciada, melhor será o prognóstico.

Quando se instala o isolamento na unidade, de internação do paciente, a vigilância aos princípios de assepsia de­ v! ser rígida, assim como o preparo téc­ nico da equipe que irá cuidar do pa­ ciente.

(6)

G A ! Q t 8 � A Q Q �

! l ! ! l J j l l f � i

Tabela 1

LO C A L DA AGE NTE ETIOL ; ICO

L TA s IlO SEXO IDADE

LE SIO ANAER 6B I O : R 001 0

E scro to Fuso a c te rium sp

-Bacteróides Sim - 1 0

melani n09 sni cus

Região CIos tridium sp P rotsus mi rabilis - Sim F 79

Inguinal

Escroto Clos tr idium sp Esch arichi a cali - Sim 1 61

Es croto Stre pto co ccus Protous irabilis Sim - 1 53

ana eróbi u s B Klebs iall a oza e a e

peritônio n. pesquisado n. pssqui sado - Sim 1 53

Es c roto - Str spto occus Sim - 1 45

pyogens

Rgião Ba c teréidos sp Pro eus mi ra bilis

Ingui nal Es ch e rí ch i a olí - Sim F 50

PSBU dooonas aar u -ginosa

O

OIA S DE COR ERI A\E N

-CIA

Pta 47

l. .04

m . 33

Pta n. esqui

sado

Sr. 02

Pts 15

Br. 05

INCU BA ç\o

2 dias

6 dias

e dias

n. pe s -qui sado

3 dias

6 dias

1 dia

.�

= J

� �

II�

� �

� �

' �

l l

� l

) 0

: �

...

t l

I •

� I

;;0

> >

'�

.. �

s )

q

n >

> n " n

o

j

. � �

ª

(7)

VASCO, ML.T. e RODRIGS, E. - Gangrena gsosa - Assistência de enfermagem .

Rev. as. Enf.; DF, 30 : 244-253, 1977.

CRIT A lOS

incubação

in !cio

Taxemia

dor

adema

a l a

xuda to

gs

dor

J8cula tura

DlfERENCIACJO !. INfEccts �

� lLE � !!U

Tabela II

Cel uli t e por Gangrena por Iionacroses por

ana eróbio8 infecção vascu- Clostridium ler

cerca �e 3 cerca d e 5 m geral menos dias dias ou eia ds 3 diae

gradual gradual agudo

enhuma ou e nhuma ou uito g rave

discrsta m!nima

eu. enta variável muito farta

enhum o u ui tas ue zea intenso

discrsto intenso

pequenas al t! descolorida . tenaa , fre

Jen-e raçõ8s ui tas ve zes menta· muito

asbre nquiçada e or marrom bronZE

enhum ou nenhum variável . Pod s

dis creto ser a undan te

seroso a ·impr. gado de sangue

abundante abundan.e raramente pr o u. ciado . excato em

fases finais da

moléstia

fétido fétido variável . Pode atar ausente ,

fraqu n temente

é adoc icado .

não alterada orta al.srações mar

-antes

Iiosi tas por as tre pto co ccus

3 - 4 dias

ub _ gudo ou

nsid i o so

gr av e , apóe

algum tempo

va riával omo regra bas tan-ts severa

intenso ·

ens a . fraque.

emente cor de cobra

uito abun da. te e 88ro pu� lento

uito discra to

uito discra to

frequentements ácido ( azedo )

(8)

N 11 ..

Not ificação a

Autorid ade

Sani tária

Ob'igatório

GANGRE NA � - PREVE NÇO . CONTROLE ( [0165)

Isolam,ento Aventais Jáscarsa e Luvaa Mãos

Gorroe

Sim Necessário Não é nacBssi ecessárias u devm ser ri uando hou - rio ente o cura i orosamen

te-var lnta to vo lavadas na

dire to com satda o

o pacien te quarto

lixo e deje- dssinfecção desi nfecção louça vnitos

os do curat. oncorrente terminal

vo

Seguir roti na rigorosa por não· é neeBes á Seguir roti a

de isolaen to Necessários ocasião da rio tratamen: de isolamen to

l ta ou óbi to to do paci� te

Pesquisa de Conta tos e da f0' visi tss Ambien t e

te d s infecção

Sem provei o Devem receber Obs ervar meioe ue d

ninuam-orientação 8 o odor fétido .•

nfermei ra an anter e.biente arejado . tes de entrar

m contato

-com o pacien-te

fezes e aterial que

Uri n! ntra em con

ato com as secreções

Não é a ce s- Nec essário

sário tra ta- esinfecção

mento e esteri li

-zaçao

J arentena Imuni zação

de conta tos

Nenhuma enhuma

adidaa internacionais

Nnhuma

---Roupa

Seguir r� tina de

isolamen-o

IIl t O

4 9

II�

l <

� 3

' t

:'�

g

� �

- ..

) 0

: �

"

-t !

,, '

� I

S �

"�

..

t s p

l

n '

>

"

)

;

. t

t

a

t

ª

(9)

VASCO, ML.T. e RODRIGS, E. - Gangrena gsosa - Assistência de enfermagem . Rev. Bas. Enf.; DF, 30 : 244-253, 1977.

A N E X O I I

SORO ANTI-GANGRENOSO-BUTANTA

É um soluto purificado e concentrado, pela digestão péptica de imuno­ globulinas específicas do soro de cavalos hiperimunizados contra s toxinas e corpos bacilares das espécies bacterianas causadoras de gangrena gasosa. Este produto é aferido in vivo em unidades intenacionais e contém os seguintes títulos por ampolas de 20 mI. :

- antitoxina perfringens - 2.000 U . I . - antitoxina víbrio sépticus - 2.000 U . I . - antitoxina oedematiens - 3.000 U . I .

INDICAÇAO

Indicado para a prevenção e o tratamento da gangrena gasosa.

OSES

� dose inicial é de 4 a 8 ampolas de 20 mI. por via muscular ou prefe­ rIvelmene, metade desta dose por via intravenosa, e a outra metade por via intramuscular.

A repetição da dose far-se-á de acordo com a evolução clinica.

RAõES · E SUA PREVENÇAO

1 -Reação anafilática :

A sensibilidade anafilática às proteínas do soro de cavalo pode de­ terminar um Choque anafllático no ato da administração do soro. Antes da administração deve-se fazer o teste da sensiblUdade. Dllui­ se o soro específico a I : 10 em solução fisiológica.

Inst1lar num dos olhos 1 a 2 gotas. No outro olho, para controle, 1 a 2 gotas de soro fisiológico.

A reação positiva (alergia) consiste no aparecimento de nítida verme­ lhidão a lacrimejamento, dentro de 15 minutos, no olho lnstllado com soro diluído; as reações mas intensas são paralisadas mediante instllação de uma gota de soluto mllesimal de cloridrato de adre­ nalina.

No caso da reação ser negativa, pode-se fazer a injeção subcutânea ou intravenosa sem maiores precauções.

Caso a reação seja positiva deve-se :

- lnjetar o soro apenas por via parenteral, observando os seguines cuidados :

- colocar um garrote frouxo, pronto para ser apertado, acima do ponto escolhido para a inj eção;

(10)

VASCO, ML.T. e RODRIGUS, E. - Gangrena gsosa - Assistência de enfermagem . Rev. Bas. Enf.; DF, 30 : 244-253, 1977.

- injetar intradermicamente 0,25 a 0,50 l. de soro puro. Esperar 10 minutos, caso não haj a reação, lnjetar o restante da dose por via intramuscular.

- havendo reação geral (sintomas de colapso periférico) , apertar o garroe a fim de sustar a absorção rápida e lnjetar 0,5 l. de adrenalina por via subcutânea.

- cessado a reação, afrouxar pouco a pouco o garrote; injetar no­ vamente 0,5 l. de adrenalina; administrar lentamente por via intramuscular o reso do soro em doses fracionadas e creS6entes (0,50 - 1,0 - 2,0 - 4,0 mI., etc.) .

Durante essas operações, controlar o estado geral do paciente (P . A . , P . e T. ) , deixando d e injetar, apertando o garrote e inoculando adrenalina; o menor sinoma de choque, parar, recomeçar tudo novamente até se conseguir administrar a dose necessária .

Todos estes prcedimentos devem ser efetuados sob vigilância mé­ dica.

2 - Doença Sérica :

t ocorrência menos encontradiça nos soros, purificados pela diges­ tão péptica, dependendo sua freüência, · do eor otal de proteinas inoculadas . t de manifestação tardia (6 a II dias após a aplicação) e caracteriza-se por:

- exantema que se inicia no ponto de inoculação, para depois se generalizar, acompanhado de febre, urticária, dores articulares e musculares, sendo recomendável, medicação sinomática, asscia­ da aos anti-histaminics sintétics.

BmLIOGRAFIA

1 . ALTEMIER W. and Fullen W. - Pre­ vention and Treatment of Gsgan­ grene, inn Jama, aug., 1971 - voI. 217, n.o 6.

2 . AMATO, V. - Doenças Transmissiveis _

356 à 357 - P ed. 1974.

3 . FINDEY G. H. - More about gangre­ nes, in Nursing Times, febraury, 15, 1973 .

4 . FINEGOD, S. - Monograph on Anae­ robic infectlons; published by the UPJOHN COMPANY, Kalamazoo, Michigan, 1972.

5 . HUGHES, E. M . - A patient wih Gas Gangrene, inn Nurslng Tims, february IS, 1973 .

6 . MAUDSLEY, R.H. - Gas Gangrene and itsmanagement, inn Nurslng Times, february IS, 1973.

7. PARROT, A. J. - Fouler's gangrene of the Scrotum, inn Nursing Mirror, 29, november 1968.

8. VERONESI, R. - Doençs Infeolosas e Paresitárias - 497 à 499 - Gua­ nabara Koogan - 5.a ed. - 1972 . 9 . Bula do Instituto Butantã sobre soro anti­

gangrenoso .

Referências

Documentos relacionados

Tano o pesoal hospitalar, como o enfermo, transfere mutuamente micro­ organismos da flora transitória duran­ te as práticas de rotinas diárias (exame físico,

Atendente ser formado em escola de auxi­ liar de enfermagem, estes, em escola de técnicos de enfermaem, s técnicos cursarem graduação de enferma�em e os

1 - Identificação. C) Orientação à puérpera para cui­ dados de higiene pessoal, alimentação, exercicios e outras orientações sobre educação sanitária. E)

Cooperaram conosco ssistentes soeiais, nutricionistas, terapeuta ocupacional e médicos residentes. problemas vividos para manter fun­ cionando e principalmente pr. omover

áa laringe e da faringe. A re­ tração fez desaparecer o lábio; fieandi em lugar uma cicatriz fibrosa; a aber­ tura da boca reduziu-se, ornando-se insuficiente à

PrcedêncIa (local, tempo). Endereço para aviso:.. - Processo de enfermagem - Avaliação feita pelos alunos do. departamento de enfermagem da UCP. ardor, prurido,

se iniciar a entrevista, eram estudadas ar, anotações da última consulta de en­ fermagem, da consulta médica e visitas dcmiciliárias realizadas.. - Uma experiência

fetal, através da avaliação macro e microscópica ou bioquímica do líquidO amniÓtico. O valor do método está relacionado às alterações do aspecto e da