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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Academic year: 2021

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Apresentação

DIREITO CONSTITUCIONAL

Advocacia Pública

Prof. Luciano Franco

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Veja o exemplo abaixo:

A

PRESENTAÇÃO

Buenas meu povo!!

Para quem não me conhece, sou o professor LUCIANO FRANCO, natural de Santo Ângelo – RS.

Graduado em Direito - Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo – IESA/RS e pós-Graduado em Direito Público – Faculdade Anhanguera - SP.

Atuo como professor de Direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral do Focus Concursos e Advogado na Ferreira Filho & Advogados e palestrante em cursos para servidores e empresários.

Como servidor, tive o prazer de ser aprovado e nomeado para Técnico Previdenciário do INSS 2003/2004, Sargento do Exército Brasileiro de 2005/2009 e Agente

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Advocacia Pública Penitenciário Federal- DEPEN em 2010/2014.

C

ONTEÚDO

P

ROGRAMÁTICO

Apresentação ... 2

Advocacia Pública ... 3

Seção II – Da Advocacia Pública (EC n° 19/98) ... 3

Seção III – Da Advocacia (EC n° 80/14) ... 6

Seção IV – Da Defensoria Pública (EC n° 80/14) ... 6

A

DVOCACIA

P

ÚBLICA

A advocacia na Advocacia pública, é aquela advocacia que defende o município, que defende o Estado e que defende a União, que tem o Estado é o governo como cliente.

Além disso, as defensorias públicas, também são advogadas e pagas pelo Estado, no entanto, não para defender o Estado, e sim o pobre.

Seção II – Da Advocacia Pública (EC n° 19/98)

Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

A Advocacia-Geral da União (AGU), É UM GRANDE ESCRITÓRIO DE ADVOGADOS QUE DEFENDE A UNIÃO, QUE DEFENDE OS INTERESSES DA UNIÃO, ou seja, tem como cliente o governo, isto é, o município, o Estado e a União. Então, é aquele advogado contratado e pago pelos cofres públicos para defender os interesses do Estado.

Exemplo: Os interesses do Exército brasileiro, do IBAMA e do INSS são legítimos interesses do Estado, da autarquia, do órgão e/ou da fundação

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são defendidos pela Advocacia-Geral da União.

Então, não pode confundir o defensor público com o advogado público, o defensor público é o advogado sim, pago pelo Estado, mas tem outro cliente na mão dele, o advogado público. Portanto, o advogado público vai defender os interesses da União.

A AGU tem competência para assessorar o Poder Executivo judicial ou extrajudicialmente para o Poder Executivo Federal.

A advocacia pública está presente em todos os entes. Para a União, Estados e Distrito Federal, tem as procuradorias previstas na Constituição Federal; a Constituição Federal determina algumas regras para as procuradorias destes entes, no entanto, para os municípios, esses advogados não estão previstos na Constituição, o regramento para as normas para a Procuradoria Geral do Município, vai estar na lei orgânica, assim como também está na Constituição do Estado, as questões específicas das procuradorias dentro de cada estado. Mas, tanto a União quanto os Estados, tem as regras que foram citadas sobre as advocacias para esses entes.

A AGU, faz a defesa dentro da União de:

Órgãos;

Autarquias;

Fundações Públicas.

Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista não é defendido pela Advocacia- Geral da União; esse pessoal que é a entidade de direito privado, mesmo que seja federal, vai ter um corpo próprio de advogados.

O Procurador Federal, tem um concurso para defender, por exemplo, as autarquias;

o Procurador da Fazenda é membro da PGFN, aqueles que trabalham apenas com a execução fiscal federal, dando apoio direto a um órgão da União que é muito específico, a chamada Receita Federal do Brasil. No entanto, aqueles que fazem concurso para AGU, podem ser chamado de advogados da União.

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Advocacia Pública

§ 1º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

§ 2º - O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.

§ 3º - Na execução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado o disposto em lei.

O chefe da Advocacia-Geral da União se chama Advogado-Geral da União; esse chefe, por ser um cargo de livre nomeação, não passa pela mesma sabatina do PJR, sendo ele de livre nomeação do presidente da República. O chefe do AGU é um cargo em comissão com status de Ministro, devendo ele, ter no mínimo 35 anos e ser advogado.

Lembrando que, no PGR a nomeação é pelo Presidente da República, a sabatina é dada pela maioria absoluta do Senado Federal e, a exoneração também passa por sabatina do Senado Federal, ou seja, tanto a entrada quanto à saída é preciso da sabatina do Senado Federal. Ainda, no PGR só pode ser retirado de quem é membro da carreira, isto é, só quem é membro, basicamente, do MPF. Já na AGU, é de livre nomeação pelo Presidente da República, se seguir os requisitos do art. 131, §1°.

Art. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Parágrafo único. Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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A OAB não tem a obrigatoriedade de acompanhar os concursos da AGU, mas das Procuradorias do Estado sim. Os Procuradores do Estado, Advogado da União e Defensores Públicos não tem vitaliciedade, eles têm estabilidade após três anos exercício, como qualquer outro servidor; aqueles que têm a vitaliciedade é o juiz e o promotor, após dois anos de pleno exercício, vão conquistar a vitaliciedade.

Seção III – Da Advocacia (EC n° 80/14)

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.

Comentários: Para fins de prova, o art. 133 não cai.

• O advogado privado, advogado, público, defensor público e o promotor são as quatro funções essenciais à Justiça.

Seção IV – Da Defensoria Pública (EC n° 80/14)

Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014)

A Defensoria Pública ganhou força a partir de 2012, e depois em 2014 houve outras alterações. Ainda, ter a defesa em todos os graus significa que o cidadão não ter acesso ao defensor público só na primeira fase/primeira instância, sendo que se couber recurso, vai para segunda instância, já que o defensor tem a obrigação de começar em um caso e ir até a última instância, ou seja, é o advogado exclusivo de seu cliente.

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Advocacia Pública Quem tem a obrigação de promover os direitos humanos e a defesa judicial ou extrajudicial dos direitos individuais e coletivos é a defensoria pública, isso tudo, de forma gratuita e integral em todos os graus.

§ 1º Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais. (Renumerado pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º Aplica-se o disposto no § 2º às Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 74, de 2013)

Aqueles que fazem parte da Defensoria EXPRESSAMENTE não podem advogar fora da defensoria. Mesmo que a constituição não obrigue eles a terem a OAB, não podem exercer a advocacia fora das atribuições institucionais.

DEFENSOR PÚBLICO não tem vitaliciedade, sendo deles, a inamovibilidade para exercer seu cargo. Ainda, não podem exercer a função como advogados privados.

Tanto a Defensoria Pública da União, que vai defender novamente aqueles hipossuficientes ante a Justiça Federal, ante aos órgãos federais e as Defensorias Estaduais e do DF, ganharam a carta de alforria, ou seja, os §2° e §3° simplesmente liberaram a verba, a autonomia funcional, autonomia administrativa e a autonomia orçamentária, portanto, hoje a defensoria, assim como o Ministério Público possui autonomia orçamentária.

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As advocacias, ou seja, a AGU (Advocacia-Geral da União e o PGE (Procuradoria-Geral do Estado), não tem autonomia financeira, não tem orçamento próprio, eles dependem do dinheiro vinculado ao Poder Executivo, até porque o órgão, fica dentro do poder Executivo.

§ 4º São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional, aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 desta Constituição Federal.

(Incluído pela Emenda Constitucional nº 80, de 2014)

A Defensoria Pública também possui os mesmos princípios: a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional valem para a Defensoria Pública e para o Ministério Público. Porém, a única garantia que é dada expressamente para a Defensoria, é a inamovibilidade.

Nós encerramos aqui, decore esses pontos e faça uma boa prova.

Um abraço, fique com Deus, até a próxima!

Referências

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