RELATÓRIO
DE ACTIVIDADE
2003
APIFARMA
APIFARMA
RELATÓRIO
DE ACTIVIDADE
2003
RELATÓRIO DE ACTIVIDADE2003
ÍNDICE
5.CÓDIGO DEONTOLÓGICO 13 Conselho Deontológico 13
6.ENQUADRAMENTO EUROPEU 14
Legislação Europeia - Business Flexibility 14 Sistema REACH
Nova Política dos Químicos na União Europeia 14
7.COMISSÕES ESPECIALIZADAS 15 CEFH – Comissão Especializada
dos Fornecimentos Hospitalares 15 Privatização dos Hospitais 15 Sociedade PRESIF 15 CEMD – Comissão Especializada
de Meios de Diagnóstico in vitro 15 CEPA – Comissão Especializada
para a Automedicação 17 Campanha Institucional 17 Estudo Qualitativo sobre Automedicação 17
Representação Institucional 18 CESA – Comissão Especializada de Saúde Animal 18 Segurança Alimentar e Saúde Pública 18 Simposium Apifarma de Medicamentos Veterinários 19
Deontologia 19
Assuntos Regulamentares 19
Estatística 20
Representação Institucional 20 Federação Internacional de Saúde Animal 20
8. ESTUDOS APIFARMA 21
9. EFPIA
PARTICIPAÇÃO EM GRUPOS DE TRABALHO 21
10. ORGANIZAÇÃO INTERNA 22 Reestruturação de Serviços 22
11. MOVIMENTO DE SÓCIOS 22
1.POLÍTICA DO MEDICAMENTO 05 Revisão do Sistema de Comparticipações/
Preços de Referência 05 Redimensionamento de embalagens 05 Sector Estratégico / CCDESM 05
Genéricos 05
Codificação de Embalagens 06 Grupo Técnico Apifarma/Infarmed 06 Ensaios Clínicos 06 Delegados de Informação Médica 06
2. PROJECTOS ESPECIAIS 07 PRESIF – Serviços de Gestão e Consultoria
à Indústria Farmacêutica, S.A. 07 Candidatura ao POE
Plano Operacional da Economia 07 Estudo “ A Saúde e o Sector Farmacêutico:
falam os Profissionais “ 08 Plataforma de distribuição por via electrónica 08
3.PARCERIAS 09
Parceria com Associações de Doentes 09 Protocolo com o Departamento de Bioética
da Faculdade de Medicina de Lisboa 09 Protocolo de Conservação e Restauro
do Laboratório Chymico da Escola Politécnica 10
4.IMAGEM E COMUNICAÇÃO 11 Campanha de Comunicação 11 Exposição Interactiva 11 Presença em canais de televisão 11 Comunicação Interna e com os Associados 12
Publicações 12
Formação 12
Eventos 12
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Codificação de Embalagens
Durante o ano 2003, o processo de codificação de embalagens mereceu grande atenção por parte da Apifarma. Com a revisão de todo o sistema de codificação meramente nacional, a exigí-vel adaptação por parte de todas companhias produtoras, a operarem no mercado português, foi inevitável.
A Apifarma interveio, aos diferentes níveis, para a defesa de um modelo de codificação que responda aos princípios solicitados pelo Ministério da Saúde, mas reduzindo, o mais possível, o impacto para as empresas nacionais e estrangeiras.
Grupo Técnico Apifarma/Infarmed
Motivos de natureza interna determinaram que, durante o pri-meiro semestre, fossem suspensas as reuniões do grupo té-cnico entre o Infarmed e a Apifarma, as quais foram retomadas a partir de Junho. O arranque foi dado a partir de uma primeira reunião entre a Direcção da Apifarma e o Conselho de Admi-nistração do Infarmed, onde se evidenciaram os assuntos de interesse prioritário. Neste âmbito, realizaram-se, então, sete reuniões: cinco do grupo técnico propriamente dito e duas entre a Direcção da Apifarma e o Conselho de Administração do Infarmed, onde se retomaram alguns dossiers técnicos pendentes e foram introduzidos novos temas. Muitos destes assuntos em discussão, deverão ter realização prática durante o primeiro trimestre de 2004 e são os seguintes:
Autorizações de Fabrico, Redimensionamento de Embalagens, Análise da Proposta da Transposição da Directiva do CTD, Re-gulamento das Alterações aplicado aos Processos Nacionais, Revisão da Portaria das Taxas, Pedidos de AIM’s – validação local de dossiers, contributo com temas para realização de manhãs informativas de interesse para as empresas, codifi-cação de medicamentos, etc.
Com a revisão de todo o sistema regulamentar europeu e nacional é chegado o momento de adaptar o inquérito existente a um novo modelo de monitorização de dados, o qual terá lugar no decurso de 2004.
Ensaios Clínicos
Fez-se o acompanhamento e comentário crítico da trans-posição da Directiva sobre ensaios clínicos, nomeadamente através da análise jurídica do anteprojecto de transposição realizado pelo Infarmed.
Delegados de Informação Médica
Acompanhado o processo de alteração das regras, com elabo-ração de comentário crítico sobre o projecto de Despacho da visita médica aos estabelecimentos da rede do SNS.
1.
POLÍTICA DO MEDICAMENTO
Entre outros, os seguintes dossiers importantes transitaram para 2003, continuando a ser objecto de atenção pela Apifarma: - Revisão do sistema de comparticipações /
Preços de Referência
- Redimensionamento de Embalagens - Sector Estratégico
- Genéricos - Codificação
Revisão do Sistema de Comparticipações/
Preços de Referência
No início do ano, foi desencadeado um conjunto de acções de esclarecimento quer junto do Infarmed, quer junto das empresas associadas, com vista à correcta aplicação do Decreto-Lei nº270/2002 de 2 de Dezembro, que introduziu o regime de preços de referência para a comparticipação dos medicamentos do SNS.
Redimensionamento de embalagens
O projecto da 1ª fase de redimensionamento de embalagens, deu-se por concluído no ano 2003, para os grupos terapêuticos deu- selec-cionados. Avaliada a situação vigente, em matéria de dimensões de embalagens de medicamentos, estabeleceram-se contactos vários no sentido de proceder a uma avaliação mais racional e ade-quada da situação, apelando a uma não prossecução da 2ª fase do redimensionamento de outros grupos terapêuticos.
Sector Estratégico / CCDESM
Como corolário das acções desenvolvidas junto dos decisores políticos e entidades governamentais, a indústria farmacêutica foi formalmente reconhecida como sector estratégico da eco-nomia nacional. Através da Resolução do Conselho de Minis-tros (RCM) nº133/2002 de 12 de Novembro, foi criado o Con-selho Consultivo para o Desenvolvimento Estratégico do Sector do Medicamento, tendo como missão primordial de actividade promover a produtividade e competitividade da Indústria Far-macêutica. Neste âmbito, a Apifarma participou em todas as reuniões realizadas ao longo do ano, defendendo as posições de fundo que se encontram traduzidas no respectivo Plano de Acção e Relatório designado “Inovar pela Saúde“. Participá-mos, igualmente, na elaboração do Regulamento Interno, no qual se cria um Grupo de Trabalho de Acompanhamento que tem como atribuição específica o acompanhamento da evolu-ção e desenvolvimento da Indústria Farmacêutica.
Genéricos
Foi dado acompanhamento às empresas e apoio requerido pelo Infarmed, na implementação dos medicamentos genéri-cos no Serviço Nacional de Saúde.
Estudo “ A Saúde e o Sector Farmacêutico:
falam os Profissionais “
Como contributo para uma análise consequente, e em comple-mento de um estudo de enquadracomple-mento quantitativo já reali-zado em 2002, a Apifarma, em 2003, patrocinou um novo estu-do de enquadramento qualitativo, realizaestu-do pelo senhor Prof. Doutor Jorge Vasconcellos e Sá. Sublinhe-se um aspecto essen-cial da metodologia empregue, tendo como fonte de opinião profissionais do sector de todas as áreas de intervenção (médi-cos, enfermeiros, farmacêuti(médi-cos, académi(médi-cos, bastonários, diri-gentes de sociedades científicas, entre outros). Desde longa data que a indústria farmacêutica se converte, de forma incon-tornável, no alvo preferencial da política de Saúde, para obter reduções nas despesas do SNS. Sempre tivemos noção, de que toda a estrutura e lógica dos serviços de Saúde que sustentam o sistema careciam de uma profunda reforma, pela qual o Estado pouparia avultados montantes. Sempre tivemos noção de que, neste mesmo sistema, o papel da Indústria Farmacêu-tica não era percepcionado em extensão e profundidade. Este trabalho abriu perspectivas conclusivas de grande interesse e teve apresentação pública em 21 de Maio.
Plataforma de distribuição por via electrónica
Por solicitação de diversas empresas foi criado, em 2002, um Grupo de Trabalho para o desenvolvimento de uma plataforma de distribuição por via electrónica com os seguintes objectivos: - Colocação de encomendas pelos armazenistas
- Envio electrónico de facturas / guias de remessa - Informação “on line” sobre stocks
- Informação “on line” sobre encomendas pendentes
Este projecto, que se encontrou suspenso, foi posteriormente preparado e revisto pelos Armazenistas, a fim de ser apresen-tada uma nova versão a ser analisada pela Apifarma.
2.
PROJECTOS ESPECIAIS
PRESIF – Serviços de Gestão e Consultoria
à Indústria Farmacêutica, S.A.
Com o objectivo de adquirir e proceder à cobrança de créditos vencidos, de que as empresas farmacêuticas são titulares sobre entidades hospitalares e congéneres, esta sociedade foi consti-tuída em 2001 e iniciou a actividade em Outubro de 2003, para cobrar créditos e respectivos juros de mora sobre 7 hospitais: - Hospital Fernando da Fonseca
- Hospital Egas Moniz SA.
- Hospital do Barlavento Algarvio, SA. - Hospital Distrital de Faro
- Hospital de S. Bernardo, SA - Hospital Dona Estefânia
- Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia.
Aderiram 24 empresas, tendo sido cedidos créditos vencidos à data de 10 de Outubro/2003, no montante de 43.261.469 Euros. Realizaram-se reuniões com todos os Hospitais, à excepção do Hospital Dona Estefânia. Nas negociações foram estabelecidos planos de liquidação e em Dezembro de 2003 surgiram paga-mentos à PRESIF de apenas 2 Hospitais: Hospital Egas Moniz e Hospital do Barlavento Algarvio.
Candidatura ao POE
Plano Operacional da Economia
Aprovação da candidatura da Apifarma ao POE no âmbito da medida de apoio ao associativismo, cujo contrato de concessão de incentivos financeiros foi assinado em 23.09.2003.
Esta candidatura foi entregue em Abril de 2002, contudo, devi-do à indisponibilidade orçamental no tocante à componente FEDER para a região de Lisboa e Vale do Tejo, o projecto, embora homologado desde Janeiro de 2003, ficou condiciona-do a disponibilidades orçamentais. Esta candidatura teve por objecto a concessão de um incentivo financeiro para um pro-jecto de investimento a ser executado entre 12/04/2002 e 31/03/2004.
Dentro do projecto de investimento apresentado, foram elegí-veis despesas no montante de 972.683 Euros, representando um incentivo financeiro de 333.199 Euros, ou seja, 34,3% das despesas elegíveis.
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Protocolo de Conservação e Restauro
do Laboratório Chymico da Escola Politécnica
Em 2003 ficou concluído todo o processo de selecção da equipa técnica que realizará as obras de conservação e restauro do Laboratório Chymico, tendo sido iniciada a fase de construção civil.
3.
PARCERIAS
Parceria com Associações de Doentes
A Parceria reuniu em Janeiro com o objectivo de esclarecimen-to e partilha de informações sob a temática da “Política do Medicamento”.
Ao longo do ano, várias associações da Parceria foram divul-gadas através de programas televisivos (TV Medicina e Canal Saúde).
A Parceria esteve presente na reunião anual da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica, na temática dos “Medica-mentos Pediátricos”.
Iniciou-se em 2003 a compilação dos dados para a edição do II volume da publicação “Notas de Uma Parceria”.
Editaram-se, pela segunda vez, os “Cartões de Natal” com imagens cedidas por várias associações de doentes.
Protocolo com o Departamento de Bioética
da Faculdade de Medicina de Lisboa
No âmbito deste Protocolo a APIFARMA patrocinou:
- Publicação da obra do Prof. Doutor José Ribeiro da Silva, “Perspectivas da Bioética – Bioética Contemporânea III”; - Congresso dos Centros de Ética Médica da Europa, que teve
lugar, em Lisboa, nos dias 12 e 13 de Setembro.
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Comunicação Interna e com os Associados
Deu-se início a um amplo projecto de melhoria de comuni-cação com os associados, que passou, em 2003, pelo desenho e concepção de uma Extranet que estará operacional no pri-meiro semestre de 2004. Paralelamente, para optimização do processo, deu-se início também ao desenho e à concepção de uma Intranet na Associação.
Realizou-se ainda uma acção de motivação em outdoor, no Alentejo, com o objectivo de reforçar o espírito de equipa e a inter-ajuda entre todos os colaboradores da Associação.
Publicações
As actividades da Associação foram amplamente divulgadas através da assessoria mediática (cfr. VII), da edição periódica da newsletter (Notícias Apifarma), do Relatório de Actividades 2002 e da actualização sistemática dos conteúdos da Internet.
Formação
Foram realizadas três acções de formação de porta-vozes, dirigidas às pessoas que, dentro das empresas, exercem a função de comunicação com o exterior.
Eventos
O Communication Network da Apifarma organizou o seminário “Saúde: Que Acesso à comunicação?”, que reuniu profissionais de comunicação da Indústria Farmacêutica, representantes da Tutela, do Sindicato dos Jornalistas, da Alta Autoridade para a Comunicação Social, do Observatório de Imprensa, e juristas da especialidade.
Assessoria Mediática
Foi assegurada, ao longo do ano, a monitorização de imprensa, o contacto com os Media (reactiva e proactivamente – brie-fings/encontros com jornalistas, press releases, informações de agenda, exclusivos de informação), a divulgação de eventos segundo planos de comunicação previamente definidos, assim como os respectivos relatórios de imprensa.
4.
IMAGEM E COMUNICAÇÃO
Campanha de Comunicação
Lançamento de uma campanha institucional, em Janeiro de 2003, com o objectivo de dignificar e promover o medicamento dirigida à classe médica e à classe farmacêutica. Neste projec-to de comunicação esteve envolvido um anúncio de televisão, spot de rádio e imprensa generalista, mupis e uma acção de mailing de âmbito nacional.
Exposição Interactiva
Realização de um Protocolo com o Visionarium para a divul-gação e a itinerância da Exposição Interactiva “Mãos que Par-tilham Vida”.
Presença Institucional em eventos
A Apifarma esteve presente com um Stand e acompanhamen-to permanente no Congresso da Ordem dos Médicos e na Feira do Livro Médico (Exponor), para divulgação das publicações que tem promovido/patrocinado.
Presença em canais de televisão
Foi realizado um Protocolo com a TV Medicina e o Canal Saúde. Neste último a Apifarma passou a ser responsável por um pro-grama semanal, em directo, todas as segundas-feiras, entre as 19h15 e as 20h30: o Programa Bem Estar, que pode ser participado pelo público via telefone. Até ao fim do ano foram realizados sob responsabilidade da Apifarma 15 programas: 13 de Out – Vacinas
20 de Out - Medicamentos Pediátricos 27 de Out – Meios de Diagnóstico in vitro 3 de Nov – Saúde Animal
10 de Nov - O valor social da Indústria Farmacêutica 12 de Nov - Diabetes
17 de Nov – Ensaios Clínicos
24 de Nov – Automedicação Responsável 15 de Dez – Depressão
23 de Dez – Indústria Farmacêutica e os Hospitais
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5.
CÓDIGO DEONTOLÓGICO
Conselho Deontológico
O Conselho Deontológico reuniu oito vezes durante o ano de 2003, tendo analisado as queixas que lhe foram apresentadas e emitido dois pareceres.
Debruçou-se também sobre o projecto de alteração de código da EFPIA, tendo emitido o respectivo Parecer que foi comuni-cado à Federação Europeia.
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APIFARMA
Legislação Europeia - Business Flexibility
Acompanhámos os trabalhos de adaptação dos diferentes paí-ses membros à nova Legislação Farmacêutica Europeia, nomea-damente em matéria de Bussiness Flexibility, participando em diversas reuniões em Bruxelas, tanto junto da Comissão Euro-peia como em acções de sensibilização junto da REPER.
Sistema REACH
Nova Política dos Químicos na União Europeia
Merece também referência, o acompanhamento de toda a infor-mação produzida e acções desenvolvidas no âmbito do REACH (Research Evaluation Assessment to Chemicals), matéria que irá ter desenvolvimento em 2004 e que determinará um con-junto de acções de preparação para o impacto deste projecto a nível sectorial.
Inscrito num vasto plano de comunicação e relações públicas, patrocinado pela associação europeia EDMA (European Dia-gnostic Manufacturers Association) foi editada uma brochura institucional que contou igualmente com apoio financeiro adquirido a partir de um programa de atribuição de fundos da EDMA para a divulgação do sector.
Outros aspectos relevantes da actividade da CEMD foram os seguintes:
- Acompanhamento dos trabalhos de revisão do Protocolo do Programa de Gestão Integrada da Diabetes Mellitus, cele-brado com o Ministério da Saúde em Outubro de 1998, cuja vigência cessou em 30 de Junho. A partir dessa data, os pro-dutos foram introduzidos no circuito normal de distribuição do medicamento, através da Portaria 509-B/2003 e Despa-cho 12 566-B/2003 de 30 de Junho. A Comissão coordenou as reuniões do Grupo de Trabalho constituído pelas empre-sas abrangidas, para definição do posicionamento do sector, face às dificuldades surgidas na operacionalização do novo regime, resultantes da entrada da Farmacoope no processo de facturação.
O relacionamento financeiro e os prazos de pagamento entre as partes estiveram na origem de dificuldades que requere-ram o apelo à tutela para intermediação no estabelecimento de regras.
- Participação activa no projecto PRESIF - devido à grande expressão do mercado hospitalar nas empresas deste sector - e, acompanhamento da actividade desenvolvida pela CEFH, integrando a respectiva composição com um membro. - O processo de privatização dos hospitais constituiu também
matéria de atenção permanente, nomeadamente no que se refere às novas regras e procedimentos adoptados para os concursos hospitalares.
- Foi acompanhada de perto a problemática das dívidas hospi-talares, mantendo participação no painel de monitorização das dívidas hospitalares.
- Na área regulamentar, a obrigatoriedade de fornecer ins-truções de utilização impressa em papel e em língua por-tuguesa, determinada pelo Decreto-Lei 189/2000 de 12 de Agosto, é uma imposição legal interna que colide com as práticas adoptadas pela maioria dos países da UE. Indo ao encontro de recomendação expressa da EDMA, no sentido de tentar uniformizar os padrões adoptados, foram promovidos trabalhos com representantes das associações dos profis-sionais de análises clínicas, APOMEPA e APAC, a fim de obter um consenso que permita propor simplificação desse requisito, para uso profissional.
7.
COMISSÕES ESPECIALIZADAS
CEFH – Comissão Especializada
dos Fornecimentos Hospitalares
A agenda dos trabalhos desenvolvidos por esta Comissão foi centralizada por dois temas essenciais:
- Privatização dos Hospitais Públicos - Operacionalização da sociedade PRESIF
Privatização dos Hospitais
Na sequência da publicação da Lei nº27/2002 de 8 de Novembro, 31 Hospitais da rede de prestação de cuidados de saúde, foram transformados em sociedades anónimas de capitais exclusiva-mente públicos. Esta medida, suscitou dúvidas relativaexclusiva-mente à garantia de liquidação das dívidas destes hospitais para com as empresas. Como suporte das decisões a tomar, foram solicita-dos pareceres jurídicos de apoio e desenvolvidas as acções necessárias à salvaguarda dos interesses envolvidos.
Sociedade PRESIF
Em conclusão do processo desencadeado no ano anterior, foi já em 2003 que a operacionalização da Sociedade PRESIF ficou viabilizada. Todo um conjunto de suportes de carácter jurídico e formal, por parte das empresas, teve que ser previamente assegurado após a constituição da sociedade, tendo a CEFH funcionado como elemento de ligação entre as empresas
ade-CEMD – Comissão Especializada de Meios
de Diagnóstico in vitro
A actividade foi percorrida pela preparação e realização, em 7 de Novembro, na Universidade Católica, do seminário “O Con-tributo do Diagnóstico Laboratorial para a Saúde Humana“, através do qual as empresas do sector procuraram chamar a atenção dos profissionais, decisores da área da Saúde e públi-co em geral, para a importância dos dispositivos médipúbli-cos para diagnóstico in vitro, no quadro dos cuidados e da economia de Saúde. “Agentes Infecciosos e o seu Impacto na Saúde Pública“, “As Patologias da Sociedade Moderna“, “O Impacto Sócio-Eco-nómico dos Diagnósticos in vitro na Saúde Pública”, foram os temas dos painéis tratados por representantes da tutela, de or-ganismos sectoriais nacionais e europeus, bem como por mem-bros da nossa comunidade académica e científica, cujas inter-venções asseguraram o êxito deste evento.
Foram desenvolvidas conversações com o IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto), representado pelo Prof. Doutor Sobrinho Simões, para a coope-ração da Apifarma na realização de um estudo sobre “pre-venção do carcinoma do estômago, doença de Crohn e doença celíaca na população portuguesa, através da identificação de marcadores genéticos“, culminando com a atribuição de um subsídio financeiro para o desenvolvimento do projecto. Esta cooperação foi consagrada pela celebração de um Protocolo assinado na sessão de encerramento do seminário de 7 de
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A CEPA manteve o regular acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos pela AESGP (Associação Europeia de Automedi-cação) , designadamente:
- Presença em todas as reuniões do Board
- Presença na reunião anual decorrida em Cannes de 4-6 de Junho, sob a epígrafe Innovating Self-Care an Opportunity for Consumer and Public Health
- Acompanhamento do GT Economic Affairs e G10.
- Integração de Portugal no estudo Social & Economic Value of Self Medication; com recurso a um modelo comum, este tra-balho de âmbito europeu, sistematiza indicadores sociais e económicos demonstrativos dos benefícios da automedicação. - Divulgação do Relatório do G10 no qual são produzidas reco-mendações aos países membros, reconhecendo os benefí-cios da defesa de práticas de automedicação responsável.
Representação Institucional
- Presença na TV Medicina – Canal Saúde, no programa emi-tido em 24 de Novembro, subordinado ao tema da “autome-dicação responsável “.
- Participação no 1º Congresso de Marketing Farmacêutico em 30-31 de Maio, em Lisboa.
CESA – Comissão Especializada
de Saúde Animal
Sinteticamente, poderemos concluir que o ano de actividade foi marcado por quatro grandes áreas de intervenção:
- Segurança Alimentar e Saúde Pública - Deontologia
- Assuntos Regulamentares - Estatística
Segurança Alimentar e Saúde Pública
Em Março, o alarme social criado a partir da detecção de nitrofuranos na cadeia alimentar humana, confirmou a oportu-nidade de um conjunto de acções que a CESA vinha empreen-dendo junto das autoridades regulamentares, traduzido, entre outros, em diversas chamadas de atenção para a penetração ilegal transfronteiriça, de produtos de uso veterinário contendo substâncias proibidas e comercialização de produtos não re-gistados.
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APIFARMA
7. COMISSÕES ESPECIALIZADAS
- Presença no Canal Saúde, em 27 de Outubro, em programa subordinado à temática da importância dos Meios de Diagnóstico in vitro para a saúde humana
- Presença nas reuniões da EDMA (Assembleia-Geral Anual, Grupo de Trabalho de Relações Públicas, Grupo de Trabalho de Estatísticas de Mercado)
CIP – Club Inter Pharmaceutique
Foi assegurada a realização das estatísticas trimestrais do sector.
CEPA – Comissão Especializada para
a Automedicação
O ano 2003 foi marcado pela ausência de reuniões do Grupo de Consenso criado no âmbito do Infarmed, no qual a Apifarma está representada através da CEPA. Já no final do ano foi ence-tada uma nova etapa, esperando-se que as reuniões sobre MNSRM adquiram uma dinâmica consequente para a resolu-ção dos problemas pendentes, alguns dos quais decorrentes das reavaliações realizadas ao abrigo da Portaria 1100/2000 de 17 de Novembro.
Dois projectos essenciais ocuparam a actividade da Comissão ao longo do ano:
- Campanha Institucional sobre Automedicação
- Estudo qualitativo Novas Perspectivas para a Automedicação em Portugal
Campanha Institucional
A promoção da automedicação responsável, como direito e dever do cidadão, é a linha condutora de uma campanha insti-tucional multimédia (televisão, rádio e imprensa) que deverá ser difundida no início de 2004. Com esta iniciativa, a CEPA espera dar um contributo às empresas associadas, para a justa promoção e difusão de uma área da Saúde que tem um papel económico e social relevante, mas deficientemente reconhecido na política desenvolvida pela tutela.
Estudo Qualitativo sobre Automedicação
É um dado adquirido que a Automedicação, na grande maioria dos países da EU, está reconhecida como um índice dos padrões de desenvolvimento e é uma prática ligada à capaci-dade dos cidadãos incrementarem a sua qualicapaci-dade de vida. Propondo-se o objectivo de tentar aproximar o país desses pa-drões e como instrumento de suporte à fundamentação de uma nova estratégia de abordagem do sector, foi requerido um estudo qualitativo que permitisse conhecer, em profundidade, o quadro comportamental dos portugueses relativamente aos auto cuidados de saúde.
O trabalho foi elaborado pela empresa APEME, Área de Pla-neamento e Estudos de Mercado, lda., e permitirá redefinir a discussão sobre o futuro papel dos MNSRM junto dos organis-mos tutelares de Saúde e restantes parceiros sectoriais.
Assegurada a participação nas discussões sobre a Distribuição de Medicamentos de Uso Veterinário, no âmbito do Conselho Consultivo sectorial do Infarmed, com produção de documen-to de fundo sobre o posicionamendocumen-to do secdocumen-tor;
Acompanhada a evolução da revisão da legislação Europeia, na perspectiva da incidência a nível nacional, quer através da mediação da IFAH-Europe (Federação Internacional de Saúde Animal), quer através de acções junto de decisores políticos e entidades reguladoras.
Estatística
Estatística Trimestral de Facturação
Estatística Anual Rectrospectiva e Comparativa Monitorização do Consumo Anual de Antibióticos Monitorização das AIM
Monitorização dos Prazos de Cobrança
Representação Institucional
- Participação na TV Medicina - Canal Saúde, no programa dedicado à saúde animal, realizado em 5 de Novembro; - Participação no Seminário da Ordem dos Farmacêuticos
sobre Segurança Alimentar e MUV realizado em 4 de Junho;
Federação Internacional de Saúde Animal
A nível externo, a IFAH-Europe constituiu uma importante fonte de informação e orientação estratégica, pelo que foi acompanhada de perto toda a documentação produzida e assegurada participa-ção nas reuniões do CNA (Comité das Associações Nacionais). Em 27 de Março, com a presença do senhor Secretário de
Estado Adjunto e das Pescas, Dr. Frazão Gomes, foi celebrado um Protocolo de colaboração com a Ordem dos Médicos Vete-rinários, com a finalidade de estudar e propor a implemen-tação de medidas de ajuda ao combate da comercialização de medicamentos de uso veterinário (MUV), que não cumpram as disposições legais nacionais, bem como promover o uso pru-dente de antibióticos nos animais destinados ao consumo humano. Complementarmente, foram desenvolvidos trabalhos para a revisão da classificação dos MUV bem como de imple-mentação de uma nova receita médico-veterinária.
Foi também produzido o conteúdo para a edição de um novo folheto de princípios básicos sobre o Uso Prudente de Antibió-ticos, a distribuir através da OMV.
Simposium Apifarma de Medicamentos
Veterinários
Realizado o trabalho de actualização do conteúdo da edição impressa 2004-2005
Deontologia
A diversidade de práticas publicitárias em publicações e con-gressos, suscitadas por diferentes critérios interpretativos da legislação aplicável, originou procedimentos controversos que determinaram várias acções da CESA de cariz pedagógico junto das empresas, apelando a um compromisso de unifor-midade de critérios.
As empresas aprovaram um Código Deontológico regulador das Práticas de Comercialização de Medicamentos e Produtos de Uso Veterinário, que carece de um órgão que se ocupe da análise das infracções aos preceitos nele contidos. Nesse sen-tido, junto do Senhor Presidente da Direcção da Apifarma, foi solicitada a constituição de um Conselho Deontológico especí-fico e dirigido convite ao elenco que o deverá integrar.
Assuntos Regulamentares
Foi concluído o plano de revisão/reavaliação dos dossiers de Medicamentos Veterinários Farmacológicos, elaborado em grupo de trabalho tripartido representado pelo Infarmed, Dire-cção-Geral de Veterinária e Apifarma/CESA.
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APIFARMA
10. ORGANIZAÇÃO INTERNA
Reestruturação de Serviços
Durante o segundo semestre de 2003 foram desenvolvidas acções na área da organização interna da associação, com vista a alcançar uma estrutura associativa mais profissionalizada e apta a responder às crescentes solicitações da actividade da Indústria Farmacêutica.
11. MOVIMENTO DE SÓCIOS
Em 31 de Dezembro estavam inscritas na Apifarma 138 empresas.
8. ESTUDOS APIFARMA
- Indústria Farmacêutica em Números - 2003 - Estudo Salarial – 2003
- Estudo de Benchmarking – 2003
9. EFPIA - PARTICIPAÇÃO
EM GRUPOS DE TRABALHO
A Apifarma enquanto membro da EFPIA (European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations) para além da presença na Assembleia-Geral anual, participou activamente nos seguintes Grupos de Trabalho:
- Directores Gerais - Estatística
- ESPC (Economic and Social Policy Committee) - Regulatory Affairs
- Market Access
- WTO (Organização Mundial do Comércio) - New Pharmaceutical Legislation - Revisão do Código Deontológico - Communication Network - Patients Network
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