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Julgamento para o dia 21 de junho de 1935. — A's 9 horas — Estado do Rio Grande do Sul — Re- curso Eleitoral ns. 97 e 109 — Classe 3

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ESTADOS UNIDOS DO

• (Decreto o. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932)

A N N O IV RIO D E JANEIRO, 19 D E JUNHO D E 1935 N. 68

A V I S O

Julgamento para o dia 21 de junho de 1935. — A's 9 horas — Estado do Rio Grande do Sul — Re- curso Eleitoral ns. 97 e 109 — Classe 3

a

, artigo 30 do Regimento Interno— Recorrente: Dr. Oswaldp Ver- gara; recorrido: Tribunal Regional do Rio Grande do Sul; relator: Exmo. Sr. Desembargador José Lir nhares.

Secretaria do Tribunal Superior de Justiça Elei- toral, em 17 de junho de 1935. — O secretario, Agri- p i n o Gomes V e a d o .

TRIBUNAL SUPERIOR DE JUSTIÇA ELEITORAL

INSTRUCÇÕES

INSTRUCÇÕES P A R A A S ELEIÇÕES D E R E P R E S E N T A N T E S P R O F I S - S I O N A E S " N A G A M A R A M U N I C I P A L DO D I S T R I C T O F E D E R A L E DOS D E P U T A D O S D E C L A S S E N A S ASSEMBLÉAS ESTADUÁES E . A P P R O V A D A S P E L O T R I B U N A L S U P E R I O R D E JUSTIÇA E L E I - ' TÒRÀL E M S U A S SESSÕES D E

12

E

14

D E J U N H O D E

1935..

- O T r i b u n a l Superior de Justiça Eleitoral, usando das attribuições que lhe são conferidas pelo a r t . 3.°, § 4.° das Disposições Transitorias^da Constituição Federal è, tendo em vista o disposto no a r t . 1.° d a , l e i n . .29, de 19 de fevereiro dé 1935, resolve baixar as seguintes instrucções para a eleição dos representantes profissionaes. na Gamara M u n i - cipal do Districto Federal e dos deputados - de classe n a s .

Assembléas, Estaduaes.

s

' . '

Art. I

o

; Os vereadores.representantes das profissões n a

"Câmara Municipal do Dfetricto Federal, serão:

a) 1'.empregador da industria; ' ' 6) 1 empregado da industria;

e) 1 empregador do commèrcio e transportes?

d) 1 empregado do commèrcio e transportes;

e) 1 fünccionario publico m u n i c i p a l ; /) 1 representante das profissões liberaes; •

I

o

. P a r a cada classe será

e l o i t O i

conjunctámonfe, u m s u p - jilente.

2

o

Os vereadores da representação profissional gozarão .das mesmas, prerogativás e.direitos assegurados aos vereadores

eleitos pelo suffragio directo. . •

DA E S C O L H A D O S DELEGADÒS-ELEITORES , - , .

Art. 2°. Os. syndicatos reconhecidos até o dia 19 de fe».

.vereirò de 1935, de accordo com a legislação em vigor e as as- sociações de profissões liberaes e as de funccionàrios públicos imuni.cipaes, que 'estiverem legalmente constituídas, até _a mesma data, elegerão émsua sede até ó dia 30 de junho! v i n -

• douro, mediante voto secreto, os seus delegados para ã escolha dos vereadores, na forma destas Instrucções:

Art. 3

o

. " E m cada syndicato ou associação, a eleição de delegadòs-eleitores realizar-se-á em assembléa geral e de accordo com as disposições estabelecidas nos respectivos es- tatutos para a eleição da directoria e mediante suffragio d i - recto. e secreto.

§ f°.A assembléa geral para a eleição do delegadoreleitor deverá ser convocada na forma dos estatutos, por meio de aviso publicado; com antecedência no "Diário O f f i c i a l " oú o

órgão da Municipalidade, déclarando-se expressamente no aviso o f i m da convocação e a hora da realização da A s s e m - bléa G e r a l .

§ 2

o

. Só os brasileiros natos "óu naturalizados (Consfc.

Federal, art. 23, § 9

o

e art. 106, letras c e d) poderão tomar parte na eleição dos delegadòs-eleitores.

§ 3°. Os analphabetos, não podem votar para a escolha de delegado-eleitor, mesmo que os estatutos do syndicato ou .associação lhes dê o direito de voto para a escolha da D i -

rectoria.

§ 4

o

. Ninguém poderá exercer o direito de voto em mais de urna associação, syndical ou profissional e os estrangei- ros não podem ser computados para o quorum necessário e x i - • gido pelos estatutos, para que a assembléa possa deliberar, quando se tratar da escolha de delegado-eleitor.

§ 5

o

. P a r a . delegado-eleitor, só poderão ser votados os membros effectivos das associações ou dos syndicatos reco- nhecidos legalmente até 19 de fevereiro .'de 1935.

§ 6

o

. A votação sé fará por meio de. cédulas impressas, dactylográphadas ou mimeographadas coílocadas em sobre- ' cartas fornecidas pela Mesa, as quaes, depois de encerradas

pelos associados ou syndicalizados, serão-depositadas em u m a urna.' lacrada é fechada, é com u m só orifício para entrada das cédulas, A . apuração seguir-se-á .immediátamente á votação, devenclo-se lavrar uma acta-circümstanciada com indicação do numero de associados presentes e ó numero de votos obtidos pelos candidatos, A actã s.érá'obrigatoriamente assignada pelos membros da Mesa que tiver presidido os trabalhos, e facultati- vamente

-

por qualquer associado ou syndicalizado presente.

§ 7

o

. Cabe a cada syndicato oú associação eleger u n i delegado-eleitor.

Art. 4.° Terminada á apuração, a Mesa que presidir á eleição communicará, immediátamente, por telegramma ou .. officio ao T r i b u n a l Regional õ nome do eleito, e dentro do 'prazo de-cinco dias, o. presidente do syndicato ou associação, deverá officiar, ao mesmo T r i b u n a l , confirmando a escolha do

• delegado eleitor e remettendo os seguintes documentos:

I. üm exemplar dos estatutos, devidamente authenti- cado pela D i r e c t o r i a ; "

II. L i s t a de assignatura dos syndicalizados ou accocia- dos que compareceram á eleição cio delegado eleitor;

III. A pagina do jornal que houver publicado o aviso -de que trata o.§ I

o

do art. 3

o

;

I V . Acta da eleição do delegado eleitor, assignada pela Mesa respectiva, reconhecidas todas as assignaturas por t a - .bellião;

V . Duas photographias do delegado eleitor, tiradas" de frente, com a cabeça descoberta e com as dimensões de' 3 por. 4 centímetros. •

V I . Certidão passada pelo Ministério do Trabalho de que

o syndicato está em funecionamento, de accordo com a l e i ,

(2)

1484 Quarta-feira 19 * BOLETIM E L E I T O R A L Junlio de 1935

:

e que os associados que votaram n a ' assembléa geral foram devidamente syndicalizados até. 19 de fevereiro deste anno.-_

Paragrapho único. Tratando-se de associação c i v i l , deve ser apresentada prova de funccionamento a* qual pode- rá ser dada pela autoridade policial ou por qualquer outro

meio idôneo. "

A r t . 5,° A ' medida que forem recebidos os officios de que trata o artigo antecedente, serão autuados e distribuídos.- a u m juiz do T r i b u n a l Regional, dando-se do facto conheci- mento aos interessados por meio de edital publicado no " B o - letim E l e i t o r a l " para que dentro do. prazo de 72 horas, c o n - tadas dessa publicação,, possam apresentar impugnações, que deverão v i r acompanhadas das allegaçõcs e dás respe- ctivas provas.

§ l.° F i n d o este. prazo, não havendo impugnação, o que o secretario certificará, o juiz relator mandará expedir ao delegado eleitor o respectivo titulo, o qual. será assignado pelo. presidente do T r i b u n a l Regional, e servirá para umà só

eleição. -

§ 2.° Ao... titulo de delegado eleitor será. apposta u m a das photogràphias de que trata, o artigo antecedente ém seu numero" V , sendo a outra collada no 2

a

v i a do titulo, que f i - cará archivada n a Secretaria Regional' . .' ~

§ 3.° Havendo impugnação, depois de ouvido o P r o - curador Regional, dentro do prazo-de cinco dias, serão os.- autos conclusos ao relator, que depois de exam.inal-os pe- . dirá d i a para o julgamento.

:

.

§ 4.°'No.caso de duplicata de eleitos, sem que se[ possa apurar qual tenha sido- o devido e legalmente escolhido, o . T r i b u n a l Regional declarará nulla a eleição e poderá m a n -

dar proceder a nova eleição, se for possível realizal-a em tempo u t i l . D o mesmo modo será declarada nulla a eleição que contravier- a legislação em -vigor, podendo o T r i b u n a l se entender conceder u m prazo de oito dias para renovar a eleição. - -

A r t . 6.° O T r i b u n a l Regional fará publicar no " B o l e - t i m E l e i t o r a l " , com a antecedência de cinco dias no mínimo, a lista dos -delegados"eleitores, de todos os grupos que te- nham sido reconhecidos n a fôrma, destas Instrucções..

i A r t . ' 7.° D a decisão do ' T r i b u n a l Regional que denegar '6 'reconhecimento de delegado-eleitor haverá, recurso, sem '•effeiíò súspensivo, para- o Tribunal, Superior, dentro do. prazo

de 48 bóràs. Haverá também,, recurso de. decisão" de reconheci- mento, "podendo entretanto o_ delegado exercer o ' s e u "direito de voto, se o recurso.não tiver sido decidido pelb T r i b W a t Superior até cinco dias antes da eleição .do grupo respectivo.

; D A ELEIÇÃO D O S V E R E A D O R E S

A r t . 8.° A eleição dos vereadores representantes das associações pròfissionàes,. far-se-á na sede do T r i b u n a l Re- g«ial de Justiça E l e i t o r a l do Districto Federal e nos seguin- tes dias:

- 22 de j u l h o de 1935 (Industria).

23 de j u l h o de 1935 (Commèrcio e Transportes), , 24 de j u l h o de 1935 (Fünccionario P u b l i c o M u n i - c i p a l . -. •; ..- . . . .

25 de j u l h o de-1935 (Profissão-Liberal).

Paragrapho único. Cada eleição será presidida por u n i j u i z do' T r i b u n a l Regional, devendo ser sorteados os quatro juizes.necessarios até 15 de j u l h o de 1935. Como secretários servirão dois delegados eleitores, convidados para esse f i m , pelo juiz que presidir a eleição, Os quaes conservarão o seu direito de voto. - . -

A r t . 9.° A eleição terá inicio ás 11 horas é serão rece- bidos os votos até ás 15 horas, quando será encerrada a

chamada, e, então, o j u i z do T r i b u n a l que estiver p r e s i d i n - do os trabalhos mandará recolher as carteiras dós

1

delegadòs- eleitores, e por ellas serão chamados o s ' q u e . a i n d a não te*

Dham-votado.

:

. . " *

1

A r t . 1 0 . Só poderão tomar parte n a eleição os de- legadòs-eleitores que tenham os seus poderes reconhecidos pelo T r i b u n a l Superior até- a data em que íôr publicada a lista geral dos delegadòs-eleitores, a que se refere o arti-*

go 6

o

. . , .. . ,

A r i . l í . Cabe aos secretários proceder 5 chamada dos;

delegados eleitores pela lista previamente publicada no " B o * Jetim E l e i t o r a l " , e acompanhar a votação.

- P a r a g r a p h o u n i c o . P a r a a u x i l i a r os trabalhos de cada eleição, será previamente designado u m fünccionario da Secretaria, a quem competirá redigir a acta, que será -assi-

g n a d a "pelo juiz que presidir a-eleição e pelos dois secre- t á r i o s .

A r t . 12..Nas eleições dos vereadores dos grupos de " I n - d u s t r i a " e de "Commercio-Transportes", haverá duas urnas uma para receber os votos dos delegadòs-eleitores da classe dos empregados e a outra.os dos delegadòs-eleitores da classe dos empregadores

'-•\Art. 13. Nenhum delegado-eleitor será admittido a v o - tar sem prévia exhibição de-seu titulo, o qual será r e c o l h i - do pelo juiz do T r i b u n a l Regional .que. estiver" presidindo a eleição, e a votação far-se-á em. .uma só cédula,' contendo u m nome para vereador e outro para supplente.

A r t . 14. A s eleições serão, apuradas tendo comparecido e votado a metade e mais u m dos delegados .eleitores de cada grupo; por escrutínio secreto e na conformidade com o d i s - posto no decreto n . 22.940, de 14 de j u l h o ' d e 1932..

. A r t . .15. Se .feita a eleição nenhum, dos candidatos con- seguir a- m a i o r i a absoluta do numero de votos validos, p r o - ceder-se-á n o dia seguinte, a u m ' tcgundo escrutínio, no qual será considerado eleito aquelle que obtiver maior n u - mero de votos.

Paragrapho unico — No-eomputo de votos para o effeito deste artigo, serão considerados os votos em. branco.

. A r t . 16. Durante a eleição não é perroittido debate de qualquer espécie. Os delegadòs-eleitores votarão na ordem em que forem ehamadòs e permanecerão no recinto da M-:sa

"o tempo necessário para votar. *,

A r t . - 17. A s questões de ordem serão resolvidas pelo membro do T r i b u n a l Regional que estiver presidindo -a eleição.

A r t . 18. Concluída a votação, seguir-se-á a apuração, devendo-se lavrar acta circumstanciada, da qual constará o numero de delegadòs-eleitores que votaram, o nome dos -eleitos, e .os protestos apresentados ou quaesquer outros

factos que se relacionem com a eleição.

• Paragrapho unico. — O juiz que presidir a eleição fará na p r i m e i r a -sessão, relatório sucinto passando o T r i - bunal Regional a decidir sobre a proclamacão dos eleitos.

A r t . 19. P a r a a expedição de diploma,- o candidato que tiver sido proclamado eleito,' dentro do prazo de dez dias, deverá requerer ao presidente do T r i b u n a l Regional, pro- vando ser brasileiro nato;

s

maior de 25 annos, que sabe lêr e escrever; que se acha no gozo dos direitos civis, e políti- cos, e, finalmente, que" pertence a . u m syndicato ou associa- ção comprehendida no: grupo por onde haja sido eleito.

Desta prova está eximido o delegado eleitor do grupo pelo qual foi eleito. . . . .

:'' § I

o

. A prova do exercício, da profissão deverá ser feita perante o Tribunal" Regional, antes da expedição.do diploma, por meio da carteira profissional ou certidão passada pela repartição competente do Ministério do Trabalho. -

§ 2

o

. A prova do exerci cio^ da profissão liberal e de-

"fünccionario publico deverá ser feita, a primeira, mediante

" certidão do registro profissional, das repartições competentes, e a segunda, por certidão d a repartição'municipal aonde o fünccionario exerça o seu cargo, e 'da qual deverá constar o tempo do exercício. -

§ 3

o

. Não é admissível justificação para a prova do r e - quesito do exercício porfissional.

A r t . 2 0 . Dentro do prazo a

-

q u e se refere o art. prece- dente, "admitte-sé a impugnação de qualquer candidato contra a proclamacão, a qual será apreciada "pelo T r i b u n a l Regional p o r occasião de,resolver sobre 0"pedido de expedição de d i - p l o m a . '

A r t . 2 1 . Não poderá ser eleito mais de u m membro de cada associação syndical ou profissional. No caso que isso oceorra deverá ser considerado eleito, o immediato em votos, proeedendo-se, de egual maneira, na hypothese de ser decre- tada a inelegibilidade, por qualquer outro motivo.

A r t . 2 2 . Servirá de diploma u m extracto da acta da eleição, o qual será assignado pelo presidente e pelo secre- t a r i o do Trtbunal Regional. -

A r t . 2 3 . Haverá recurso para o T r i b u n a l Superior, den- tro do prazo de 48 horas, da decisão do T r i b u n a l Regional que houver approvado a eleição e proclamado os eleitos, sem prejuízo, .porém, do andamento do processo de expedi- ção de diploma.

' "' ! DISPOSIÇÕES G E R A E S

A r t . 2 4 . São isentos de sellos, custas, e emolumentos às certidões, requerimentos, ou quaesquer outros papeis re-.

ferentes as eleições a que se referem estas Instrucções,

(3)

Q u a r t a - f e i r a 19 BOLETIM E L E I T O R A L Junho cie 1935 1485 A r t . 25. P a r a a escolha de delegados eleitores-do grupo

de "Fünccionario P u b l i c o " (art. I

o

, let. e) só podem tomar parte as sociedades civis munieipaes ou aquellas cujos esta- - tutos contiverem dispositivo expresso, admittindo como. seus associados os íunccionarios munieipaes;

Art'. 26. Applicam-se essas instrucções ás eleições do representantes pròfissionàes nas Assembleas Estaduaes, com as seguintes modificações: -

a) O numero de representantes pròfissionàes, - assim • como a determinação dé classes a serem representados, será estabelecido pela Constituição Estadual;"

b) Só poderão *ser representados nessas primeiras elei- ções os syndicatos "e associações pròfissionàes reconhecidas .até a data da promulgação da Constituição Estadual;

c) O T r i b u n a l Regional Eleitoral, de cada Estado, de- • signará as datas em que se devem proceder as eleições das"

respectivas classes pròfissionàes.

A r t . 27. Applica-se subsidiariairente, no que for ap- plieavel, toda a legislação vigente para as eleições da repre- sentação feita por suffragio direeto. Os casos omissos serão resolvidos pelo T r i b u n a l Superior que. se for necessário, b a i -

xará instrucções

-

complementares.' ,

T r i b u n a l Superior de Justiça. Eleitoral, em 31 de maio de 1935.. — José Linhares, relator.

- Confere. Secretaria do T r i b u n a l Superior de Justiça Eleitoral, em 14 de junho de 1935. — Agripino Veado,, se^- erètario» • ' ,

J U R I S P R U D Ê N C I A

RECURSO SOBRE EXPEDIÇÃO D E DIPLOMA OU RECONHECIMENTOS D E PODERES

Recurso n. 3£

Ile.lator — Dr. João CabraL

E S T A D O D O MARANHÃO Accordão

Vistos, relatados e discutidos estes autos de '-«cursos con- tra a expedição de diplomas aos representantes pela- Região do Maranhão á Gamara dos Deputados e á Assembléa Consti- tuinte do Estado;

Considerando que foi regularmente publicado o Parecer indicativo dos effeitos do julgado anterior, sobre as respecti-

vas eleições; e , - " ' ' - • Considerando que, sobre tal Parecer e o mappa das vota-

ções, que d acompanha, foram apresentadas observações pelos representantes das duas partes contendoras, coínó-coasta da • .mesma publicação, e que, pelo S r . Procurador Geral, íoi oí-

ferecido ó parecer de f l . • A C G O R D A M os Juizes do Tribunal Superior cie Justiça

Eleitoral,' preliminarmente, em não tomar conhecimento cia reclamação dos procuradores do candidato Constando' Clovis

-

de Carvalho e outros, do Partido Social Democrático do M a r a - • nhão, no sentido.de serem abertas sobrecartas não apuradas pelo T r i b u n a l Regional, • das secções 2

a

,. de B a r r a do Corda ( 2 0

a

. zona) e única- de Porto Franco (12

a

zona) bem assim de serem computados votos dasr secções 1 1

a

da Capital ( 2

a

zona) e I

a

de Picos (18

a

zona), tudo para o f i m dé alterar-se a c-ollocação dos candidatos nos qua- dros das votações, levantados pela Secretaria e apresentados . com o- referido Parecer do Relator, sendo esta decisão do T r i - bunal unanime, com fundamento em ter passado em julgado

a decisão do Tribunal, . sobre o objecto' de tal reclamação,

•contra a qual não houve recurso regularmente interposto o processado, nem siquer á guisa de embargos de declaração, rios prazos legaes; dando assim p T r i b u n a l Superior p r o v i - mento ás reclamações do candidato Máximo Martins . F e r - reira, contra aíiuella pretenção, e em prol-ida substituição

t

ção do candidato inelegível José F e r r e i r a ' Guimarães J u - . nior, não pelo candidato immediato em votos, figurante- na ' m e s m a lista de partido., daquelíe, . mas pelo i m - mediátamente mais votado de todos, em_ segundo turno,,

e que figura na lista .do "Partido Republicano ' Mane-';}

Tavares Neves F i l h o . E assim decidem, contra o voto

do Relator, por entenderem que. não se trata de- vaga, em que tivesse applicação o disposto no a r t . 96, e não ser a p - plicavel também ao caso, o disposto no a r t . 95, § 3

o

. do Có- digo E l e i t o r a l . E m conseqüência, ficam confirmados os d i - plomas expedidos, pelo T . R. aos effectivos, com exeepção dos seguintes: O da candidata Rosa Castro, que, tendo sido proclamada eleita, em I

o

- turno," pelo quociente partidário, sob a legenda "União Republicana", com 7.774 votos, passou para o logar de I

o

supplente do mesmo partido, com 7.803 votos; e, cassado o seu diploma, deve ser expedido novo a o ' candidato José de Souza Carvalho Branco, que oecupava o logar de I

o

supplente daquelle mesmo partido, com 7.702 votos, e passa a oecupar o logar de representante -efíer.tivo, com 7.888 votos. Deve ser também annullado o diploma do candidato José F e r r e i r a Guimarães Júnior, do "Partido So- cial Democrático'.', visto como, tendo sido proclamado eleito em 2° turno, com" 12.755 votos (agora pela nova contagem, ficaria com 13.519 votos), pelo T r i b u n a l Superior foi de- clarado inelegível. E em logar delle se expedirá diploma ao ' candidato Manoel -Tavares Neves F i l h o , que é o mais votado

em 2

o

turno com 11.827 votos.

Absteve-se* de votar o desembargador José Linhares, por não ter assistido aò relatório e começo dos debates; e as razões dos votos do S r . ministro Eduardo Esprnola (vence- dor) e do relator (vencido) quanto á questão da substituição

do candidato inelegível, são as que vão annexas,'como partes integrantes deste accordão.

Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 10 de junho dé 1935. — Eerraenegildo de Barros, presidente. — João Ca- bral, relator, . "

E S T A D O D O MARANHÃO

R E C U R S O . E L E I T O R A L N . 39

Razões do voto do S r . Ministro Eduardo Espinola ';'ven- cedor) quanto a substituição do candidato .inelegível.

A espécie em -julgamento deve ser apreciada, p r i m e i r a - mente, tendo-se em vista os dispositivos geraes reguladores dos recursos contra a proclamacão dós eleitos, ou.contra a ex- pedição dos diplomas; cumpre examinal-EL. a seguir, em face da disposição singular do a r t . 95 § 3° do antigo Código Eleitoral |

A questão se. agita a propósito dos effeitos resuli.anf.es do julgamento de'úm recurso contra o reconhecimento de candidatos, ou contra a expedição de diplomas, em sua'* p r i - meira phase.

Gonvem recordar os factos como se passam, nessa matéria de reconhecimento.'

Compete ao Presidente do T r i b u n a l Regional, uma vez terminada a -apuração, proclamar os candidatos eleitos e, os supplentes. Receberão- todos alies os. respectivos diplomas ainda quando o próprio T r i b u n a l Regional, determine nová eleição em uma ou mais secções...

A situação'dos assim diplomados pode ser modificada pelo mesmo T r i b u n a l Regional, ao apurar as eleições renova- das, se não houver recurso, expedindo-se novos-diplomas, que invalidarão os anteriores (art. 58 das Instrucções).

, Além disso, cabendo recurso do reconhecimento d 3 c a n - didatos eleitos, ou de expedição dos diplomas, para o T r i b u - nal Superior, fica a situação, dos candidatos diplomados, sem- pre que seja esse recurso interposto; 'sujeito ás alterações que decorram, do julgamento de superior instância.

Ose effeitos desse julgamento estão indicados -com c l a - reza e precisão no Regimento Interno deste T r i b u n a l !

"Se do julgamento' resultarem alterações na apuração effectuada, ou no modo por que foi feita no T r i b u n a l Regio~

pai, ou se no mesmo julgamento se concluir, pela inelegibi- lidáde de candidatos considerados • ejegiveis pelo T r i b u n a l Regional, ou vice-versa, o relator, determinará afinal, 110 ac- cordão.que, dentro em 5 dias-ria'publicação deste, a Secre- taria levante as folhas de apuração parcial das secções cujos resultados ficarem alterados, bem como um mappa do r e s u l - tado geral da apuração da região e m e a u s a , de accordo com as mod.''icações decorrentes do julgado"'. E ' o que textual- mente dispõe o. art. 75 § 9° do Regimento Interno,.

(Reproduzido por ter sido publicado com incorrecções),

(4)

1486 Quàrta-feirã 19" BOLETIM E L E I T O R A L Junho fie 1935

Se houve novas eleições parciáes em secções eleitoraes annulladas, "aguardar-se-á a communicação do resultado da3 novas eleições, afim de ser incorporado nas folhas de a p u r a - ção e no mappa que a Secretaria terá de organizar" art. e § .citados, letra a).

Prescreve'o a r t . 76:' .

•"Nos casos previstos no § 9

o

do artigo antecedente, orga- nizadas que sejam as folhas de apuração e o mappa, de que ahi se trata, serão os autos conclusos ao relator que, dentro em 3 dias, ou-determinará as correcçôes que deverem ser feitas no dito mappa, ou nas folhas de apuração, ou, caso lhe pareçam exactas, apreesntará u m novo parecer, indicativo dos effeitos do julgado sobre o resultado geral' da eleição, no qual serão mencionados os deputados e supplentes que, em conseqüência da decisão prejudicial, de que trata o § 7°'

í

do artigo antecedente, devem ser reconhecidos eleitos.

§ 1.9 Sempre que o parecer concluir pela annullação ou . não confirmação de diplomas já' expedidos pelo T r i b u n a l

Regional (art. 95 § 3

o

do Código E l e i t o r l a ) , o relator desdo- bral-G-á de modo a determinar:

a\ os candidatos, cujos diplomas ficaram confir- mados';

6) os candidatos cujos diplomas ficaram sem ef->

feito; í c) os diplomas, que deverão ser reconhecidos;

Conclue o a r t . 7 7 :

"Apurada a votação (dos 'juizes do T r i b u n a l Superior) sobre os effeitos da decisão prejudicial de -que trata o art. 75

(julgamento de extensão, regulado no artigo antecedente), o Presidente proclamará os nomes dos candidatos reconhecidos - eleitos e daquelles cujos diplomas ficaram sem effeito".

Como- se vê, não ha diplomas definitivamente - conferi- dos a candidatos eleitos e à supplentes, antes do j u l g a m e n - to final da apuração e dos recursos interpostos para o T r i - bunal Superior.

Ou o caso seja de alteração na apuração effectuada pelo T r i b u n a l Regional, ou de inelegibilidade, o relator do feito, no T r i b u n a l Superior determina sempre que se levante o mappa geral da apuração, de accordo com as modificações decorrentes do julgado (art. 75 § 9 ° ) .

Se um_candidato diplomado pelo T r i b u n a l Regional p e r - per sua posição e seu diploma, em virtude das annullações parciáes, deixará de figurar ho quadro, passando o seu logar a ser occupado pelo que lhe ficar superior em votos, de accor- do com os dispositivos referentes ao quociente partidário e ao .reconhecimento por 2

a

turno. Não abre vaga, não tem logar a convocação de supplente. Se esse candidato estiver incluído no quociente partidário, o diploma que perder passará para o candidato do mesmo partido que lhe ficar superior em votos, não p o r ser seu supplente, ou por substituil-o, mas por d i - reito próprio de. candidato rhaisvotado. -

D a mesma forma quando, por ser inelegível, se i n v a - lide, no julgamento do recurso, o diploma de u m candidato, nada hà que autorize a conclusão de haver vaga a ser pre- enchida por supplente. . ' .

Vaga, p o r q u e ? , S e u diploma era tão provisório como o do candidato que o perdeu por effeito da

1

reducção de votos.

"Em qualquer caso o diploma expedido pelo T r i b u n a l Re- gional o .é sob a condição resolutoria. de ficar sem effeito se não fôr confirmado.

Poder-se-ia admittir que a inelegibilidade, ao invés de determinar a -suppressãòY o desapparecimento do candidato por ella attingido, tivesse o miraculoso' effeito de converter em difinitivo o seu diploma provisório, abrindo vaga e dando" logar á convocação de u m supplente que, aliás só po- derá ser conhecido quando julgado definitivamente o r e - . curso ?

Nada têm a vêr com o caso ó conceito de vaga e a i n s t i - tuição da supplencia.

, • II

• A questão apresenta-se, entretanto, com u m aspecto p a r - ticular, quanto ao'candidato que deve ser diplomado, em logar do que, por inelegível, teve o seu diploma invalidado, attendendo-se ao dispositivo especial dò a r t . 95 § 3

o

do Código Eleitoral, que.declara: " A nullidade de votos só i m - porta nullidade do diploma, quando, deduzidos os votos nullos,

ficar o seu titular em inferioridade de votação, em segundo turno, a outro da mesma chapa de partido, ou quando, sen- do candidato não registrado, ficar sua, votação inferior ao quociente e l e i t o r a l " .

Creio bem que esse paragrapho estabelece u m a ex- eepção ao critério geral de cotlocação de candidatos por s u - perioridade de "votos.

. Por elle, parece que se quiz favorecer o partido, cujo candidato, diplomado pelo T r i b u n a l Regional, v i u reduzida sua votação, por effeito de nullidade de votos que lhe haviam sido computados. A interpretação do artigo leva a concluir que seu diploma só será nullo se o que passar a ter votação superior á sua pertencer á mesma chapa d e ' p a r t i d o .

Qualquer que tenha sido a consideração a que obedeceu o Código, é de notar que a nova lei elietoral não acolheu se- melhante restricção.

E', todavia, fora de duvida que a espécie ha de ser j u U gada de accordo com a lei antiga, diz o a r t . 2

o

das ^Disposi- ções Transitórias do Código /lue acaba de entrar em vigor:;

"Este Código não se applica ao processo e aos actos eleito- raes decorrentes do pleito de 14 de outubro u l t i m o " .

O a r t . 95 § 3

o

do Código E l e i t o r a l em exame contém u m a regra especial u m a norma que abre exeepção a regras geraes e que, portanto, só abrange os casos que especifica (Código Civil, art. 6° da I n t r o d . ) .

Dois casos são especificados nesse artigo:

1. ° O de candidato de legenda votado em segundo turno, cuja votação se reduza, ém "conseqüência da deducção de votos nullos.

2. ° O de candidato não registrado que, também por n u l - lidade de votos, fique Som a votação inferior ao quociente eleitoral.

Estará comprehendido no primeiro caso, explicita ou implicitamente, a nullidade de todos os .votos conferidos a um candidato inelegível ? ; . •

Antes de encarar directamente a questão, farei ligeiras considerações, destinadas a precisar o " verdadeiro,' conceito juridico-politico de incapacidade geraes, inelegibilidade a incompatibilidade, em relação á influencia que exercem so- bre o direito eleitoral passivo do cidadão.

Para maior simplicidade, limitome ao» cargo de depu- tado. -

As incapacidades geraes resultam do principio estabe- lecido no a r t . 24 da Constituição: "São inelegíveis para a Gamara dos Deputados os brasileiros natos, alistados eleitores e maiores de 25 annos".

/

São incapazes, de modo geral, todos os indivíduos que não sejam brasileiros natos, eleitores e maiores de 25 annos.

Pode, porém, 'ó cidadão ter a capacidade geral para ser eleito, faltando-lhe, entretanto, o. que E s m e i n denomina —>' les incapacites partisulieres ou inélégibilités.

Dessas incapacidades particulares, ou inelegibilidades trata a Constituição, no a r t . 112, onde são enumerados os inelegíveis. A s incapacidades geraes não se confundem com as particulares ou inelegibilidade. Estas podem ser remo- vidas; aquellas dependem sempre da verificação dos r e q u i s i - tos exigidos. A Constituição admittiu que não prevaleces- sem as inelegibilidades para as primeiras eleições; não d i s - pensou os requisitos de capacidade geral.

. O dec. n . 22.364, de 17 de janeiro de 1933 determinou os casos de inelegibilidade para a Assembléa Nacional Consti- tuinte, sem se oecupar das incapacidades geraes.

- Além das incapacidades e das inelegibilidades, existem as incompatibilidades, qtie podem ser de interesses, ou de cargos e funeções. Das incompatibilidades se oecupa a Cons- tituição no a r t . 33. -

Os.effeitos não são os mesmos-quanto ás eleições.

Nos casos de incapacidade e .de inelegibilidade, a eleição é absolutamente nulla, como faz vêr ainda Esmein. No de incompabilidades, a eleição é valida, e a- posição do eleito se resolve ordinariamente por meio de opção.

"Voltemos ao art. 95 § 3.°. .

Afastado o que diz respeito á incompatibilidade, que hão vem ao caso, cumpre examinar se esse dispositivo comprehen- de, de qualquer maneira, as hypotheses de incapacidade e inelegibilidade.

Gomo. disse, o caso especificado é o de candidato que continua, a

x

existir contemplado no mappa, com sua votarão reduzida, por.effeito dos votos annullados..

Se o candidato é incapaz, ou inelegível, os seus votos

se annullam-integralmente, desapparecendo elle do mappa de-

monstrativo dos effeitos- do julgado. E ' como se não. existisse,

(5)

Quarta-feira Í9" BOLETIM E L E I T O R A L Junho de 1935 1487

como sé não tivesse figurado na legenda registrada. Não se trata mais d« candidato de legenda com votação reduzida, e s i m de votação totalmente n u l l a ; nem os votos de legenda lhe aproveitam.

Que os^casos são diversos^ e não têm sequer analogia, re°

conhece o próprio parecer indicativo, quando, pela eircurhs- tancia de se e l i m i n a r o inelegivel, entende que ha vaga, que será preenchida pelo supplente. Ora, no easo de reducção de votação, que é o figurado no paragrapho em questão fora ex- travagante falar e n r v a g a de candidato que perdeu o diploma por se tornar menos votado.

O que se não pode recusar é que os termos do dispositi- vo especificam o candidato que fique com votação inferior, não aíludem á inelegibilidade, que supprime toda a votação do candidato.

O mesmo paragrapho especifica também o caso do c a n - didato não registrado.

Mas, perante o antigo Código E l e i t o r a l , o candidato não registrado não era inelegivel, tanto assim que o dispositivo em exame reconhece a possibilidade de ter elle u m a votação v a l i d a : — sõ perderá o diploma se " f i c a r sua votação inferior ao-quociente eleitoral". Se fosse inelegivel, não poderia apro- veitar-lho u m voto sequer.

Aliás, o art. 101 § I

o

do Código E l e i t o r a l admitte que 6 candidato avulso não registrado nomeie fiscaes junto ás mesas receptoras ou aos tribunaes.

F o i do decreto n. 22.364, de 17 de janeiro de Í933 que declarou inelegivel os candidatos não registrados. Este"decreto é que definiu os casos de inelegibilidade, e não adotou, em relação aos inelegíveis, qualquer disposição idêntica á do a r - tigo 95 §

v

3° do Código, que trata dos elegiveis que ficam coro a votação reduzida. Não ha lei de inelegibilidade, que é posterior ao Código, qualquer dispositivo determinando que a nullidade dos votos do -candidato de partido, diplomado e posteriormente declarado inelegivel, só importará a perda do seu diploma em favor de outro candidato da mesma chapa de partido.

Se o caso dé inelegibilidade e conseqüente annullação total da votação não está especificada no paragrapho citado, não ha como incluil-o nesse dispositivo de execepção — jus singulare —, principalmente quando se vê que a lei regula- dora das inelegibilidades não attribuiu semelhante effeito á nullidade dos-votos do inelegível.

Quando analogia houvesse, e não

-

ha, seria inapplicavel ao caso anauogo a regra que abre exeepção aos princípios geraes.

Accresce que poderia conduzir-nos ao absurdo a solução'

^ contraria. ' Supponhamos que u m partido tenha registrado 25 can-

didatos, .sendo 30 os logares; 24 foram diplomados pelo quo- ciente partidário,- o 25° pelo segundo turno, declarada a ine- legibilidade deste ultimo, seus votos foram annullados; como, porém,- não ha mais candidatos da mesma chapa, não terá elle perdido o diploma, apesar'de não ter u m só voto, porque, nos termos do art. 95 § 3

o

, a nullidade do voto só importa a n u l - lidade do diploma, em favor do candidato da mesma chapa de partido. - ' •

Taes são os fundamentos do m e u voto, que lamento d i - vergir do voto do eminente S r . relator.

RAZÕES DO V O T O D O S R . R E L A T O R P R O F E S S O R JOÃO C A B R A L , V E N - CIDO Q U A N T O A SUBSTITUIÇÃO DO C A N D I D A T O D E C L A R A D O INELEGÍVEL D E P O I S D A EXPEDIÇÃO DO D I P L O M A .

Afastada a questão de reconsiderar-se o julgado, sobra a apuração de sobre-cartas e a contagem de votos ao c a n - didato declarado inelegível, resta em contenda a substituj-' ção, na lista dos eleitos, do nome desse candidato, 'susten- tando u m a das. partes que deve ser declarado eleito, nesse . logar, não o mais votado sob a mesma legenda, como que-

rem os pareeeres do relator e do procurador geral, mas o u - tro, que obteve alguns votos mais sob legenda adversa.

No parecer -publicado, se apontou em termos bem c l a - ros, que a solução desta questão, é encontrada no Código Eleitoral, arts. 95 e 96, cujos dispositivos são "especiaes"

para resolvel-a. Legem habemus. Nenhum outro disposi- tivo de ordem geral, ou do mesmo Código, ou de lei .pos- terior, ou regimentos ou instrucções visam especialmente casos como esse, nem força possuem para derogar aquellas

'normas Iegaes. ' • In toto jure, genari per speciem derogaiur, et illud

potissimum habeiur quod ad speciem directum est (Pap. 1.

80. D . de r . j . 50, 17). Este luminoso preceito da sabedoria

romana é confirmado no do a r t . 4

o

da Introducção do Có- digo C i v i l .

Observando a lei, dellá "seguindo principalmente o que é determinado para a espécie", o relator propôz que se declarasse eleito, para preencher o logar do candidato "cujo diploma o T r i b u n a l Superior v i n h a de declarar nullo", por inelegibilidade, o mais votado na mesma lista de partido.

No seu luminoso parecer, p S r . procurador geral opina da mesma maneira, "após maduro exame da hypothese" e

"reflectida analyse de todo3 os argumentos a favor e contra a solução proposta no alludido parecer i n d i c a t i v o " .

Agora, com este magnífico apoio moral, e relendo t a m - bém tudo quanto se tem escripto sobre a questão ,e o r a l - mente produzido pelos representantes das partes interessa- das, permaneço na__ convicção de que á solução por m i m proposta "B apoiada" pelo digno representante do Ministério Publico, ressuma legalidade, justiça, equidade e moralidade política. Parece-me impossível, juridicamente, resolver o caso pelo disposto no artigo 58, n . 8, do Código E l e i t o r a l , nem por artigo nenhum das Instrucções de 7 de agosto de 1934, porque não se encontram os. juizes na pháse inicial da apuração. Tal phase já passou. Os juizes da p r i m e i r a instância contaram a votação geral e expediram diploma aos candidatos, entre estes o que agora, em grau de recurso, se declara inelegivel.

A phase actual do pleito é, pois, a do recurso contra a expedição do diploma; e portanto deve procurar-se o d i s - positivo legal, que regula o caso de cassação de diploma, de declaração de nullidade do diploma já n a posse do que se suppôz eleito, mas foi depois declarado inelegível. E o d i s - positivo adequado, está no Código. E ' o do artigo 95, p a r a - grapho 3°, ou o do artigo 96. E , como taes dispositivos são claros e terminantes, e — ín elans cessai interpretatio —>

poderia terminar aqui o debate.

Mas, ainda como interpretação, penso que os pareeeres devem ser adopíados pelo Tribunal porque estão de accor- do com a letra, o espirito, o histórico do Código Eleitora!, e, ainda mais, conformes com o que se tem decidido a res- peito de dois outros casos de inelegibilidade por não ser o candidato brasileiro nato.

Ascendendo nesta escala de argumentos, passo a de-L.

monstrar o seguinte :

1.°) O histórico da formação do Código E l e i t o r a l mos- tra-nôs que no ante-projecto não se encontra u m subsidio seguro para instruir este' .debate, porque ó systema de votação a l i só p e r m i t l i a supplencia para os eleitos em p r i - meiro turno. O segundo turno, em que os logares não .pre- enchidos no primeiro'" caberiam naturalmente á maioria, não dava supplentes.. O. S r . Assis B r a s i l achava que se de- v i a reforçar desse, modo a maioria para melhor estabilidade governamental; mas, ao mesmo tempo, ou em compensação, entendia. que a maioria não precisa tanto, de supplente, quanto as 'minorias; e que se poderia, sem inconveniente, em/ caso de vaga nas. fileiras daquella, consultar o eleito- rado .

- 2.°) No projecto da Commissão Revisora, se propôz que a matéria de inelegibilidade fosse dependente de p r o - testo opposto até 30 dias antes, da eleição, como se pôde ler no artigo 61, citado em Cabral, pagina 107 :

" A elegibilidade dos candidatos, cujo registro fôr publicado até 30 dias antes da eleição, poderá ser i m - pugnada por qualquer eleitor..

Paragrapho 1.° — A impugnação será feita por meio de protesto.

Paragrapho 2° — Se nenhum protesto fôr apre- sentado no prazo acima indicado, nem tenha o T r i - bunal ex-officio se pronunciado contra ella, a ele- gibilidade do candidato não poderá mais ser ques- tionada. -

Paragrapho 3.° — Apresentado o protesto, será processado e decidido durante a . apuração."

- Lamentando que tão justo e u t i l dispositivo não fosse ãdoptado pelo Governo Provisório,

1

'e lembrando que seria o caso semelhante ao das excepções, no direito judiciário commum, continuo a argumentar a s s i m : Estás considera-

ções, em todo caso, reforçam "o aspecto de iniqüidade da ' impugnação do diploma de u m candidato, contra cuja ele-

gibiüdade não houve protesto a l g u m ' antes da eleição,' e

cuja inelegibilidade,- ainda agora, é discutida pelos doutores,

como aecefituou o S r . procurador geral, elle mesmo se m a -

(6)

.1488 Q u a r t a - f e i r a 19 BOLETIM E L E I T O R A L Tui.ho de 1935 nifestando contra-ella, anteriormente. E também a iniqüi-

dade maior da pretensão de substituir-se o candidato d i p l o - mado como eleito de"üm partido, em segundo turno, por o u - tro de partido adverso. / -

De.resto, ainda quanto ao histórico, vemos que a l i está, no projècto enviado ao governo, determinado,,-tal como se transportou para o Código, em regras bem claras, o effeito do diploma ainda que contestado, e o modo da substituição dos declarados não eleitos, em conseqüência de nullidade de votações, mesmo por inelegibilidade, assim como por v a - ga depois de empossados os eleitos:

••• " A r t . * 9 5 , Paragrapho 1° — Se o diploma fôr contestado^ e emqúanto o T r i b u n a l Superior não de- . c i d i r o recurso interposto, pode o j i i p l o m a d o tomar

assento na Assembléa, exercendo o ínandato em toda

^ plenitude. —

Paragrapho 3

o

— A nullidade de votos só i m - porta em nullidade do diploma quando, deduzidos os -votos nullos, ficar o seu titular em inferioridade de votação, em segundo turno, a outro da mesma chapa dé partido, oú...

A r t . 96 — A s vagas que por qualquer motivo, houver na representação, de cada partido, álliança de partido ou candidatos registrados, serão preenchidas "

, pelos supplentes, respectivos, na ordem em que forem declarados eleitos."

Estas as palavras do projecto que passaram para o' Có- digo, e nos fornecem elementos de interpretação, porque mostram a intenção do legislador de incrementar a forma-

ção de partidos, de assegurar-lhes a cohesão e persis- tência. •

T a l aspecto de immoralidade — seja permittido o ter- mo, ~ de, iniqüidade, e podemos dizer de injustiça, não se encontra na~ solução dos pareeeres (sem falar na sua legali- dade, que será apontada noramente a seguir). E não se . encontra, neste caso, como não se encontrou no caso do P a - raná, em que o diploma foi declarado "nullo, por serem n u l - los os votos dados a candidato inelegivel, pela mesma -razão de.não ser brasileiro nato; e entretanto (apesar da theoria - illegal dos contestantes quanto á nullidade dos effeitos do diploma annullado) não deixou de ser chamado, para substi- t u i r aquelle representante, o immediato em votos na lista.

A

do seu partido. Assi m também no caso de Minas» Geraes, em ,que se provou sifer inelegivel, ainda pela mesma razão, u m

candidato - diplomado, que está empossado, e ftínecionando, só porque este Superior T r i b u n a l hão poude conhecer da contestação por v i r fora do prazo regulamentar. Mas p o - demos d i z e r : Se a nullidade do seu diploma fôr pedida em acção de perda de mandato, não serão nullos os effeitos da sua, representação, até então,'e chamado será para substi- tuil-o o mais votado da lista do seu partido.

3.°) Chega-se agora a legalidade manifesta da solução offereç-ida pelos pareeeres. • -

Está na letra do Código E l e i t o r a l . Antes, muito antes de ser aventada esta questão em eàsó concreto opinei assim."

(Ler o Commentario á pagina 108, da 3

a

edição do m e u "Có- digo E l e i t o r a l " , quanto ao protesto prévio da'inelegibilidade, e. a pagina 131, quanto ao art.,,-95, paragraphos segundo e terceiro). " -

=Noto que a única objecção dos reclamantes em oppo- sição à estes claros dispositivos do Código, que estão em perfeita harmonia com' o espirito geral do systema de e l e i - ções em vigor no B r a s i l , é a de que não se devem applicap taes dispositivos porque o caso não é de vaga de u m a cadeira já oecupada, mas de nullidade de u m diploma, cujo portador *

ainda não foi empossado. E àecrescenta-se — diploriia sem effeito algum, porque suspenso o s e u " u n i c o " effeito p o r determinação deste S . T . , isto é — a convocação para a Constituinte Estadual. . . '

- E ' patente a sem razão deste argumento; O caso .da vaga, depois da posse, ó tratado- no artigo 96 do Código, que também temos de invocar para mostrar a harmonia da solução proposta, cóm o espirito geral do systema. Mas © caso" dé;nullidade, como a que se pediu aqui, de diploma e x - pedido ao candidato declarado eleito pelo' T . R., o caso de . diploma contestado — vejá-se bem esta expressão — por •

serem nullos os votos dados a candidato inelegivel, é r e g u - lado pelo-artigo 95 e seus paragraphos, da mesma fôrma que o artigo 96, "desde que lia .diploma expedido', e a can-=- didato eleito em segundo turno» - '

E ' 'inútil argumentar com a regra de que o que ó nulló"

ó como se hão existisse, e nenhum effetio produz. Está de- monstrado que -assim seria se a lei, especialmente-não de- terminasse p contrario, para este e para muitos, outros casos"./

0 Código prescreve claramente, no § 2

o

do citado arigo 95, e as Instrucções também citadas, no sou a r t . 58, que o diploma existindo, produz todos -os seus effeitos, até ser de- clarado nuflo pelo T . S . , porque, assim o determina a lei, expressamente. Que o candidato diplomado e o seu partido tiveram com isso regalias e restricções de direito, isto é, de u m lado i m m u n k ' - d e s e do outro inconipatibilidades l e - gaes. Que a Assembléa Estadual só.'não está funecionando porque, excepcionalmente, o T . R. mandou que se suspen- desse a sua convocação. Que o..caso não tem semiljtude com os de vagas, ha pouco julgados, na representação de classes, porque nesses não ha

x

partidos e supplentes,-em lista dé me- nos votados, como nos dé representação política..

4.°)«Da brilhante exposição trazida ao T r i b u n a l pelo preclaró ministro Espinola, toda fundada em normas geraes de apuração geral - das eleições e expedição de- diplomas, e na distincoão dos casos de vaga depois de passado em j u l - gado o pleito e de tér funecionado como representante o eleito, nada se colhe que desfazer possa a lógica desta a r - gumentação : , -

E m synthese, o caso é, de nullidade de. votação, e con- seqüente annullação de diploma expedido a candidato de- clarado eleito em segundo turno, e pertencente a lista cíe u m partido. Candidato, que está na posse do diploma.

Trata-se de dar "a esse candidato, cujo diploma só agora

3

' é annullado pelo T . S. mediante recurso contra a expedição do mesmo diploma, u m substituto, supplente, ou que nome se lhe dê, para preencher o claro, o logar, a vaga, ou que nome também se lhe queira applicar deixada na lista dos declarados eleitos.

Ora pois bem, o dispositivo legal, que se deve chamar para resolver o caso, é o dp a r t . 95, § 3

o

, do Código E l e i t o r a l , porque ó o especialmente prescripto pelo legislador para o caso, como ó, indiscutivelmente, este:

— de nullidade de votos (não importando se de um, de quatro, o u de todos), importando ern

nullidade do diploma, e.

de diploma expedido a urn eleito em segundo turno.

Dispositivo legal, vigente, que manda também indis-.

cutivelmente, neste casoj expedir novo diploma a outro (o immediato mais votado) da mesma chapa de partido.

~ A esta solução, que me é imposta pela expressa letra da lei, e que" se harmoniza com o espirito geral da legislação eleitoral vigente; a respeito de partidos, candidatos,' repre- sentantes e" seus substitutos, effeitos dos diplomas a estes expedidos, e t c ; a esta solução, que também é equitativa e justa, houve de inclinar-se o relator, que pesarosamente se declara vencido, quanto a esta questão.

. RIO G R A N D E D O N O R T E

C O N S U L T A N . 996 -C L A S S E 6a DO A R T . 30 DO R E G . I N T .

Somente quando se verifique, {oor falta de juiz eleitoral, a impossibilida-

• de de se dar cumprimento ao disposto

•no art. 56 paragrapho 2° das Instru- cções poderá o Tribunal Regional de- terminar, que as eleições a se renova- rem em duas óu mais secções da ines- ma zona se realizem em dias differen-

x

- tes, para que, possam ser sempre pre- sididas por juiz eleitoral.

K

Accordão

..Vistos, relatados.e discutidos estes autos. . * Considerando que as eleições annulladas, que se terão de renovar, só o poderão ser sob a presidência do j u i z eleitoral; '

Considerando que as instrucções determinaram no a r t " 56, paragrapho 2 ° : "Se, na mesma zona, tiver de ser renovada a eleição em mais de u m a secção, o P r e - sidente do T r i b u n a l Regional: poderá designar o j u i z ou, juizes elèitoraes, que deverão presidir á outra, ou

"i ás outras Mesas Receptoras".

. A C C O R D A M os juizes do T r i b u n a l Superior, por

unanimidade de votos, em declarar que, somente no

(7)

Quarta-feira 19 BOLETIM E L E I T O R A L J u n h o de 1935 1489,

oaso de se verificar a impossibilidade de receber c u m - primentos o disposto no árt. 56 paragrapho 2° dás . Instrucções, por falia de j u i z eleitoral, poderá o T r i -

bunal Regional determinar que as renovações das e l e i - ções em duas o u mais secções da mesma zona se rea- lizem em dias differentes, de sorte que. sejam sempre ' presididas pelo j u i z eleitoral. ' '

Tribunal-Supèrior de Justiça Éleitoráli em 11 de dezembro de 1934. — Hermenegildo de Barras, pré»

sidente.. — Eduardo Espinola, Relator»

RIO G R A N D E DÒ N O R T E

CONSULTA N . 984 — CLASSE 6

a

DO ART. 30 DO REG. RÍT, Concede-se a prorogação do prazo para apuração das eleições de 14 de ou-

tubro, na Região do Rio Grande do Nor,=

te, por um. mez.

Accordão

Vistos, relatados e discutidos os autos.

AÇCORDAM os juizes do T r i b u n a l Superior de Jus- tiça Eleitoral, unanimemente, em conceder que fiqüè

• prorogado por mais 30 dias o prazo de lei, -para a p u - ração das, eleições realizadas em 14- de outubro, n a Região do Rio Grande do Norte, tendo em vista os

• motivos relevantes expostos pelo Presidente do T r i b u - . n a l Regional e m telegramma de 12 do corrente.

T r i b u n a l Superior de Justiça Eleitoral, em 20 da novembro de 1934. — Hermenegildo de Barros, P r e -

• sidente. — Eduardo Espinola, Relator.

P A R A *

CONSULTA N , 957 — CLASSE 6

a

DO ART. 30 DO REG. INT.

/ — Os membros substitutos dos Tribúnaes Regionaes, que funccionem como presidentes de turmas apurado- ras, tomam parte nos julgamentos do

Tribunal Regional em que se resolvam questões relativas á apuração.

II — Quanto, além dos membros substitutos do Tribunal Regional, se- j a m cònvoncados para presidência das turmas apuradoras juizes elèitoraes, estes, porque não. são membros, nem substitutos dos membros do Tribunal Regional, não podem participar, dos.

julgamentos do mesmo Tribunal.

-- " „ . . . Accordão

Vistos,, relatados e discutidos estes autos de c o n - sultas dó Presidente do T r i b u n a l Regional do Distri»

cio Federal e do Presidente do T r i b u n a l Regional do Pará. .

Accordam os juizes do T r i b u n a l Superior de J u s - tiça E l e i t o r a l em declarar: 1° Os membros substitutos dos Tribúnaes- Regionaes, que funccionem como p r e s i -

dentes dé turmas apuradoras* tomam parte nos julga-»"

'- inentos dos mesmos Tribúnaes, quando se trate de re«

. sói ver questões e recurso relativos á apuração, d i s - cutindo e

:

votando taes recursos e quest es. 2.° Q u a n - do o serviço de apuração exija que, além dos membros ef fecttvos a substitutos, sejam convocados, para a p r e - sidência de turmas apuradoras juizes elèitoraes, estes porque não são membros nem substitutos dos membros dos Tribúnaes Regionaes, não podem tomar parte nas sessões e julgamentos dos mesmos Tribúnaes.

. T r i b u n a l Superior de Justiça E l e i t o r a l , em 3 de novembro de 1934. — Hermenegildo de Barros, P r e - sidente. — Eduardo Espinola, R e l a t o r .

D I S T R I C T O F E D E R A I , "

CONSULTA N . 134 — CLASSE 6

a

DO ART. 30 DO REG. INT.

Julga-se, prejudicado• ò pedido por haver

1

perdido a opportunidade a piir>

blicação do trabalho cm apreço,^

Accordão

Vistos, relatados e discutidos estes autos.

Accordam os juizes do T r i b u n a l Superior de J u s - tiça E l e i t o r a l por unanimidade de votos, em julgar prejudicado o pedido de publicação do trabalho a que se refere a consulta dó--Sr. ministro da Justiça,; por-- quanto sua utilidade deve áér-reconhecida para as elei- eõésjde 14 de outubro; entretanto só em principio de outubro foi submettido ao exame do relator, tornando-

se impossível ao T r i b u n a l aprecial-d a tempo de se fazer u m a publicação opportuna. E m face da nova -le- gislação eleitoral perdeu pára o próprio autor q u a l - quer interesse n u m a edição do trabalho que apresen- tou .

T r i b u n a l Superior de Justiça E l e i t o r a l , em \ de junho de 1935. — Hermenegildo de Barros, P r e s i - dente. — Eduardo Espinola, Relator,, .

E S P I R I T O S A N T O , / RECURSO ELEITOT/VL N . 91 — CLASSE 3

a

DO ART. 30 DO REG. INT.

Accordão

* Vistos, relatados ©discutidos estes autos de re- curso interposto pelo D r . Asdrubal Soares da eleição para Governador- do Estado do E s p i r i t o Santo, proce- - dida pela respectiva Assembléa Constituinte a 12 de

a b r i l do- corrente anno, accordam os juizes do T r i b u - nal Superior de Justiça Eleitoral, e 'unanimemente, em tomar conhecimento do- recurso, foi interposto no p r a - ,zo legal, mas, lhe negam provimento, tudo em face do

relatório e parecer do relator, e do parecer do doutor Procurador Geral, constantes dos autos, e publicados no boletim eleitoral n s . 59 e 64 deste anua."

Rio de Janeiro, 10 de junho de 1935. — Hermene- gildo de Barros, Presidente. — Tose de Miranda Vai*

verde. Relator.

C E A R A ' , P I A U B X MARANHÃO

CONSULTA N.' 942-'— CLAs' 6' Do ART. 30- DO REG. INT.

, I — O Procurador Regional, que se apresenta como candidato .'a depu- tado, sob a legenda de um partido po- Ktico, devidamente registrada na Se- cretaria do mesmo Tribunal, não

:

pôde continuar a exercer as funcções de_

Procurador da Justiça Eleitoral.

II — O Presidente do Tribunal Re- gional, parente, atê o segundo grau, de um candidato a deputado, pode cònti*

nuar na presidência, ficando, aporem, i impedido de fazer parte ãa turma apu-

vadora e de pvesidir os jiâgamentos referentes ao- pleito.

III'-—

No- impedimento dos juizes i do Tribunal Eleitoral pertencentes

ás duas primeiras categorias, não' ha- vendo substitutos das mesmas catego- rias desempedidos, devem, ser convo- cados òs substitutos da 3

a

categoria,

Accordão

Vistos, relatados e discutidos estes autos:

A C C O R D A M os juizes do T r i b u n a l Superior, por unanimidade de votos em resolver as consultas que ao mesmo T r i b u n a l foram submettidas pelos, Tribú- naes Regionaes do Ceará, P i a u h y e do Maranhão, pela fôrma que se segue:

1°. O Procurador Regional, que se apresenta c a n - didato a deputado, como tal registrado sob a legenda de u m partido político, não pôde continuar a exercer

"as funcções de Procurador da Justiça E l e i t o r a l (tele- gramma do Presidente do T r i b u n a l do Ceará)-.

2

o

. O Presidente dó T r i b u n a l Regional, que tem.

parentesco,, até o 2° grau, com u m candidato a depu-

tado, pôde continuar na presidência do T r i b u n a l , mas

(8)

1490 Quarta-feira 19 BOLETIM" ELEITORAL Junho de 1935'

está impedido de fazer parte de alguma turma a p u - radora e de presidir aos julgamentos, relativos ao

" pleito (telegramma do Presidente do T r i b u n a l Regio- nal do Piauhy) .

3°. No impedimento dos juizes do T r i b u n a l E l e i - . toral pertencentes ás.duas primeiras categorias, não

havendo juizes substi^tos das mesmas-categorias de- simpedidas, devem ser convocados os substitutos per- tencentes á terceira categoria (telegramma do P r e - sidente do T r i b u n a l Regional do Maranhão).

Tribuna] Superior de Justiça Eleitoral, em M de outubro de 1934. — Hermenegildo de Barros, pre- sidente. — Eduardo Espinola, relator,

- E S T A D O DO RIO D E J A N E I R O «

RECURSO ELEITORAL t i , 67 — C L A S S E 3a DO A R T . 30 DO REG. INT.

Ós delegados de- partido podem acompanhar os processos de qualifi- cação e inscripção dos eleitores; mas representam seus correligionários ape- nas quanto á apresentação dos reque- rimentos e ao andamento do processo de qualificação até ser esta julgada.

Não tem qualidade para rember os autos e passar o recibo, .nem para J'e- co/Ter do despacho que deixe de jul-

1

gar qualificado o. requerente, por fal- ta efe requisitos da lei.

Accordão

• . . . . i

Vistos, relatados e'discutidos, estes autos}

Considerando.- que o j u i z eleitoral, j u l g a n d o , i n - sufficiente a ' p r o v a da edade de u m qualificando, de- terminou que fosse tal prova produzida nos termos ' da lei vigente no dia em que teve de proferir a sua

decisão.

.. ^Considerando que u m delegado de partido, enten- dendo que deveria receber applicação a lei anterior, que vigorava quando.o qualificando fez o seu reque- rimento, recorreu para o T r i b u n a l Regional.- ... Considerando que, negado provimento ao recur-

so, interpoz o delegado de partido recurso para este Tribunal Superior.

Considerando que, nos termos do a r t . 100 n u - mero 3 do Código Eleitoral;, os,delegados de partidos podem acompanhar os processos, de qualificação e

inscripção dos eleitores; mas só os-representantes para apresentarem requerimentos e promoverem o andamento dos processos de qualificação, não podendo passar o recibo dos autos de qualificação, que só aos eleitores .ou a quem os represente,. como procurar s dor, serão entregues.

Considerando que,, assim* também, aos delegados (Je partido, sem mandato"regular, não é. permittido-

• recorrer do despacho que"indefira, a qualificação.

A C C O R D A M os juizes do T r i b u n a l Superior de Justiça Eleitoral, por m a i o r i a de. votos, em não co- nhecer do recurso, interposto, como foi, por quem -não tinha qualidade para" fazel-o. ' • \

; T r i b u n a l Superior de Justiça Eleitoral, em 16 de outubro de 1934. — Hermenegildo de Barros, pre- sidente. — Eduardo Espinola, relator.

M I N A S - G E R A E S " . ^ ,

CONSULTA N . 862 C L A S S E 6a DO A R T . 30 DO R E G . I N T .

DecKtada pelo Tribunal Regional a exclusão do eleitor inscripto, e não havendo recurso dessa decisão, o mes-

mo Tribunal communicará a sentença ao Tribunal Superior, que determina- rá o cancallamento da insscripção^

,{Cod. E l e i t . árt'. 55, .§ 1 ° ) .

Accordão

• Vistos, relatados e discutidos estes autos:

A C C O R D A M os juizes.do T r i b u n a l Superior em determinar quo seja cancéllada inscripção do eleitor Pedro Ribeiro'da Silva da 1.12

a

zona eleitoral de Minas Geraes (São João d'El-Rey),_.por isso que pelo T r i - bunal Regional _de Minas foi decretada sua exclusão por accordão de 19 de julho de 1934, communicado a este T r i b u n a l sem que tenha havido recurso (Códi- go Eleitoral, a r t . 55, § 1 ° ) .

Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 8 de fevereiro de 1935. — Hermenegildo'de Barros,'pre- sidente. — Eduardo Espinola, relator.

TRIBUNAL REGIONAL DE JUSTIÇA ELEI- TORAL DO DISTRICTO FEDERAL

E D I T A L

A Secretaria do T r i b u n a l Regional E l e i t o r a l do D i s - tricto Federal, faz publico, para conhecimento dos interes- sados que a relação dos Syndicatos - Pròfissionàes do D i s - tricto Federal reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, Industria e Commèrcio, até 19 de fevereiro de 1935, ó a se- guinte:

L A V O U R A E PECUÁRIA Kumero de

ordem -

ítMPREGADORES

1. Syndicato dos Lavradores d o ' D i s t r i c t o Federal.

2. Syndicato dos Citriculfores de Campo Grande.

I N D U S T R I A

. . . " 1

^ E M P R E G A D O R E S

1. Syndicato dos Industriaes em P a p e l . 2. Syndicato. dos Proprietários de T i n t u r a r i a s . 3. Syndicato dos Industriaes Moageiros de 'Trigo.

4. Syndicato Patronal dos Industriaes de Cerveja.

5. Syndicato dos Industriaes de Cerâmica, e V i d r o . 6. Centro Industrial de Fiação e Tecelagem- de A l -

godão.

7. Syndicato dos Industriaes de Lã, Seda e Pello.

8. Syndicato dos Industriaes Rcfinadores de Assucar do Rio de Janeiro.

9 . Syndicato dos Industriaes de Productos P h a r m a - ceuticos. .

10. Syndicato dos Industriaes na Fabricação de B i s - coitos. •

11. Syndicato dos Industriaes do Olaria do Rio do Janeiro.

12. Syndicato dos Industriaes Pcrfumistas.

13. Syndicatos dos Industriaes em Serrarias.

14. Syndicato-União dos Proprietários ' d e Marce- narias .

15. Syndicato dos Industriaes em Couro e Calçados.

-16. Syndicato Patronal d e Construcçâo C i v i l . • 17. Syndicatos dos Industriaes de Cigarros.

18. Syndicatos dos Proprietários de Padarias e Con- feitarias. *—-N

21. 19. Syndicatos dos Armadores de Pesca do Districto Federal.

E M P R E G A D O S •

1. Syndicato dos. Operários em Pedreiras.- 2. União dós Vidreiros e Classes A n n o x a s . ' 3. Syndicato dos Operários em.'Cerâmica.

4. Alliança dos Operários na Industria da Construc- çâo C i v i l .

5. Associação dos Carpinteiros Navaes.

6. Syndicato dós Operários 'na • Industria da Cons- trucçâo N a v a l ,

9.

10.

11.

12.

13.

15. 14.

1-6.

18. 17.

19. 20.

^23. 22.

24. 25.

26. 27.

Referências

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