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TRATAMENTO MEDICAMENTOSO: DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA.

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Academic year: 2022

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LOPES, André Peçanha 1 GARCIA, Bianca Carvalho 2 COSTA, Gabriella Pontes da 3

LUNS, Thaís da Silva 4

NASCIMENTO, Andrews Marques do 5

RESUMO

No tratamento para as doenças emergentes nota-se que o uso abusivo de alguns fármacos são as principais causas alterações hepáticas.

É preciso estabelecer uma análise minuciosa sobre o problema da dengue no Brasil, algumas ponderações precisam ser feitas. A exemplo disso o paracetamol um anti- inflamatório não-esteroidal sendo um dos mais utilizados e sendo também um dos mais danosos ao organismo em altas doses, um outro é o AAS em doses levadas também pode ser danoso por ser um antiagregante plaquetário. Temos a Dipirona e outros AINES que podem serem usados porem cada um com suas contraindicações.

Observa-se que os fármacos, aplicados a pacientes que estão com dengue, mas ainda não sabem que estão com tal patologia, devido aos sintomas serem comuns à várias doenças, há uma dificuldade preliminar no diagnóstico, exigindo cautela na prescrição e administração de alguns desses fármacos.

Palavras-chave: Dipirona; Paracetamol; Tratamento para Dengue.

ABSTRACT

In the treatment for emerging diseases note that the abuse of some drugs are the main causes liver changes.

1Graduando do Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo-ES, [email protected];

2Graduanda do Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo-ES, [email protected];

3Graduanda do Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo-ES, [email protected];

4Graduanda do Curso de Farmácia do Centro Universitário São Camilo-ES, [email protected];

5Professor orientador: Mestre, Centro Universitário São Camilo-ES, [email protected].

Cachoeiro de Itapemirim – ES, maio de 2016.

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We must establish a thorough analysis of the dengue problem in Brazil, some considerations need to be made. The example paracetamol a non-steroidal anti- inflammatory one of the most used and also one of the most harmful to the body in high doses, another is the use of aspirin in doses taken can also be harmful to be an antiplatelet agent. We dipyrone and other NSAIDs that can be used however each with their contraindications. It is observed that the drugs, applied to patients who are with dengue, but not know they have this disease because the symptoms are common to several diseases, there is a preliminary difficulty in diagnosis, requiring caution in the prescription and administration of some of these drugs.

Keywords: dipyrone; paracetamol; Treatment Dengue.

1 - INTRODUÇÃO

O contagio pelo vírus dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo contemporâneo, sendo epidêmica em grande parte dos continentes, com exceção da Europa (CLARO et al., 2004). O principal vetor responsável pela transmissão da dengue é o Aedes aegypyti, inseto de hábitos diurno, que apesar de utilizar preferencialmente da água limpa para oviposição, tem mostrado grande capacidade de adaptação a ambientes desfavoráveis (TAUIL, 2002; CLARO et al., 2004; WHO, 2009).

Devido a etiologia viral (arbovirose) e evolução aguda, o controle e prevenção se mostram dificultados, além disso é caracterizada pelo amplo espectro clínico, febre clássica, febre hemorrágica, choque e formas atípicas, como miocardite, encefalite, hepatite e até óbitos (UEHARA et al., 2006). As principais alterações hepáticas associada a pacientes com dengue, são falência hepática fulminante e encefalopatia hepática. No entanto, alguns sinais clínicos iniciais como, icterícia, hepatomegalia e aumento das enzimas hepáticas, podem indicar comprometimento do fígado, em pacientes com dengue (SENEVIRATNE, et al, 2016). Falência hepática fulminante tem sido a causa de muitas mortes de crianças que desenvolvem dengue grave (ROY et al, 2013).

Atualmente, o tratamento do paciente com dengue é sintomático, por não haver cura, e depende da gravidade da doença, baseando-se em medidas de suporte (antitérmico, repouso e hidratação oral ou venosa), especialmente nos casos com síndrome febril na fase inicial, com risco de evolução grave (WHO, 2009).

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Não há tratamento específico, sendo a medicação utilizada apenas com redutor sintomático, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona).

Devem ser evitados os salicilatos e os antiinflamatórios não hormonais, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002). Contudo, a medicação paracetamol, bastante prescrita e também utilizada de forma indiscriminada, sem prescrição (automedicação), é outro conhecido agente de lesão hepática. Seu uso no curso da dengue pode aumentar ainda mais o risco de lesão hepática grave (DANTAS, 2013).

Este artigo tem como objetivo uma revisão bibliográfica dos principais medicamentos utilizados no tratamento sintomático da dengue, avaliando os parâmetros farmacológicos, abordando sobre as interações e intoxicações medicamentosas, promovendo informações sobre o uso racional dos medicamentos e seus custos benefícios e malefícios no tratamento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypyti.

2 - MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo bibliográfico, através de sites e levantamento de artigos científicos no Google acadêmico e Scielo. Para localização dos artigos foram usadas as seguintes palavras chaves: Dengue; Dipirona; Paracetamol; Doenças emergentes; Tratamento para Dengue.

A técnica utilizada foi a análise da bibliografia encontrada, que compreende a leitura, seleção e arquivo dos tópicos de interesse para a pesquisa.

3 - DESENVOLVIMENTO

3.1. Histórico da Dengue

Desde 1846, há relatos de epidemias de dengue no Brasil, mas a primeira evidência de ocorrência de epidemia de dengue no Brasil é de 1982, quando foram isolados os sorotipos DENV1 e DENV4. O sorotipo DENV-1 foi reintroduzido no Brasil em 1986, a partir deste ponto a dengue passou a se disseminar com surpreendente força, desse modo, só naquele primeiro ano, mais de 33.500 casos

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foram notificados. Em 2001, foi confirmada a introdução de mais um sorotipo no país: DENV-3 (TEIXEIRA; BARRETO, 2012)

A dengue é considerada uma doença tropical, pois prolifera mais em países tropicais em razão do clima quente e úmido (PHARMARCIA BRASILEIRA, 2002). É uma doença sintomática e seus principais são: Febre, mialgia, cefaléia e dor na região ocular, náuseas e vômitos, desidratação, eritema com aparecimento de erupções avermelhadas na pele e prurido por todo o corpo e, especialmente, nas regiões eritematosas (PHARMARCIA BRASILEIRA, 2002).

Para a dengue não há tratamento, mais uma terapêutica para redução dos sintomas, os medicamentos recomendados são: Medicamento Antitérmicos como paracetamol (acetoaminofeno) ou, ainda, a dipirona como a opção. E no caso de náuseas e vômitos metoclorpramida, com associação do tratamento não medicamentoso (PHARMARCIA BRASILEIRA, 2002).

3.2. Complicações hepáticas relacionadas com o vírus Dengue

A dengue está associada à ocorrência de alterações hepáticas em alguns pacientes, incluindo falência hepática fulminante e encefalopatia hepática. Os sinais de comprometimento do fígado, em pacientes com dengue, são hepatomegalia e aumento das enzimas hepáticas (SENEVIRATNE, et al, 2016). O surgimento de icterícia pode indicar hepatite aguda. Falência hepática fulminante tem sido a causa de muitas mortes de crianças que desenvolvem dengue grave (ROY et al, 2013).

Alterações histológicas observadas no fígado de pacientes com dengue incluem esteatose microvesicular, necrose hepatocelular, hiperplasia e destruição das células de Kupffer, hepatócitos apoptóticos e infiltrados celulares no trato porta.

Embora seja baixa a incidência de lesão grave, a ocorrência de hepatomegalia e de elevações das enzimas hepáticas [aspartato transaminase (AST) e alanina transaminase (ALT)], comumente observadas, indicam que o fígado é afetado (SENEVIRATNE, et al., 2016, MARTINA, et al., 2009).

As elevações das transaminases ocorrem em 65% a 97% dos pacientes, com pico durante o período de convalescença da doença (dias 7 a 10) (LEE, et al., 2012).

Em estudo transversal realizado durante uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro, com dados de 1.585 pacientes, foram observadas alterações das

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transaminases AST e ALT em 63,4% e 45% dos pacientes, respectivamente;

aumento de 10 vezes nos níveis dessas enzimas em relação aos limites de referência, que caracteriza a hepatite aguda, foi observado em 3,8% dos casos (SOUZA, et al., 2004).

3.3. Tratamento farmacológico aplicado as síndromes febris 3.3.1. Paracetamol

O paracetamol (figura 1) é um analgésico-antitérmico (LOPES;

MATHEUS, 2012), antiinflamatório não-esteróide derivado do p-aminofenol (DANTAS, 2013), possui ação antipirética e analgésica e baixa ação anti-inflamatória (LOPES; MATHEUS, 2012). Essa droga atua preferencialmente no SNC inibindo a ciclo-oxigenase 3, considerada uma variante da COX 1, inibindo a conversão do ácido araquidônico em prostaglandinas. A COX 3 é o alvo dos antitérmicos. Também não está eliminada a ação do paracetamol sobre as outras isoformas de COX (LOPES; MATHEUS, 2012).

É um medicamento de venda livre (LOPES; MATHEUS, 2012), de uso pela via oral (DANTAS, 2013) comercializado na forma de cápsulas, drágeas, comprimidos, gotas, xarope, efervescentes e pastilhas. Atualmente é o analgésico- antipirético mais utilizado em pediatria; fármaco de escolha para pacientes grávidas, pois possui poucos efeitos adversos como erupções cutâneas, urticaria, angioedema, anafilaxia e irritação gástrica; e em pacientes com condições de afecções virais. (LOPES; MATHEUS, 2012). Mesmo conhecido hepatotropismo dos flavivírus, paracetamol é popular medicamento sintomático utilizado amplamente em casos de febre, mialgias e cefaléia, queixas mais frequentes naqueles acometidos pela dengue.

A dose terapêutica convencional varia de 325 a 1000 mg em adultos, não ultrapassando 4000 mg diário. Já em crianças, administra-se dose de 10 mg/kg, não utilizando mais que 5 doses diário (LOPES; MATHEUS, 2012). Em doses terapêuticas, o paracetamol é relativamente seguro e eficaz. No entanto, o fácil acesso a esse medicamento e o desconhecimento dos seus efeitos nocivos têm aumentado o número de casos com efeitos adversos, incluindo intoxicação aguda em crianças. O uso da dose elevadas (acima de 4g/dia), ou equivalente 150mg/kg a 200mg/kg, em adultos e crianças, é capaz de provocar grave hepatite fulminante

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medicamentosa e levar à insuficiência hepática e ao óbito (DANTAS, 2013; LOPES;

MATHEUS, 2012).

O paracetamol é considerado hepatotóxico e pode promover uma lesão hepatocelular através de três mecanismos, ocorrendo de maneira independente ou em associação. A forma mais comum de hepatotoxicidade é a “overdose” (ingestão de doses superiores a 10 g em adultos e até 150 mg/ kg em crianças). O outro mecanismo é a excessiva ativação do sistema citocromo P450 (CYP), resultante do uso de medicamentos indutores enzimáticos e álcool crônico, e o terceiro é através da depleção dos níveis de glutation do hepatócito por ingestão alcoólica, “oversose”

e desnutrição (LOPES; MATHEUS, 2012).

Os mais importantes fatores de risco que influenciam negativamente hepatotoxicidade do paracetamol são: idade, genética, presença de doença hepática crônica, uso concomitante de álcool e/ou de outras drogas hépatotóxicas, tabagismo e estado nutricional (DANTAS, 2013).

Esse medicamento tem metabolismo (figura 2) hepático (DANTAS, 2013), na qual ocorre por meio de três mecanismos metabólicos: conjugação com ácido glicurônico (glicuronização), sulfatação e oxidação. A via oxidativa produz um metabólito altamente tóxico (n-acetil-p-benzoquinonaimina – NAPQI), em condições terapêuticas, se une o glutation, formando conjugados de cisteína e ácido mercaptúrico (LOPES; MATHEUS, 2012). E eliminadas, por este motivo a taxa de síntese hepática de glutationa, que se liga ao NAPQI e previne ligação e o dano às células hepáticas (DANTAS, 2013). A glicuronização e a sulfatação produzem metabólitos atóxicos (LOPES; MATHEUS, 2012).

A oxidação do paracetamol através da ativação do sistema citocromo P450(CYP) incrementa a produção de NAPQI, e o acúmulo de NAPQI acaba levando a um processo irreversível de lesão hepatocelular (LOPES; MATHEUS, 2012).

A hepatotoxidade do paracetamol é diagnosticada laboratorialmente pelo aumento das transaminases (obtenção da amostra deve ser efetuada 4 horas após a administração), onde níveis séricos de alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) se elevam após a administração de paracetamol, atingindo níveis maiores que 10.000 UI/L; bilirrubina; albumina, onde os níveis de

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concentração da pré-albumina caem e permanecem baixos durante a falência hepática; glicemia; amilase e coagulagrama (LOPES; MATHEUS, 2012).

O quadro clínico de intoxicação por paracetamol apresenta três períodos:

Entre 24 e 72 horas o paciente pode seguir assintomático ou apresentar sintomatologia leve (mal-estar, vômitos, náuseas, palidez e epigastralgia), semelhante ao primeiro perí hipocôndrio direito. A alteração característica é o aumento das transaminases hepáticas; O período de 72 horas a cinco dias é de máxima expressão da hepatotoxicidade, podendo evoluir para falência hepática aguda. As intoxicações causadas por doses elevadas podem ocasionar também distúrbios cardiovasculares, neurológicos, gastrointestinais e endócrinos (LOPES;

MATHEUS, 2012).

A toxicidade do paracetamol poderá ser potencializada pela administração simultânea de fármacos indutores enzimáticos, tais como isoniazida e halotano, que aumentam a atividade do CYP2E1; fenitoína, fenobarbital, carbamazepina e rifampicina incrementam a atividade do CYP3A4 aumentando os níveis de NAPQI (LOPES; MATHEUS, 2012).

O tratamento inicial para uma sobredose de paracetamol é lavagem gástrica, pois ela diminui a absorção de paracetamol sendo realizada até 2 horas após a ingestão. Também é recomendado o uso do carvão ativado, pois ele reduz a quantidade absorvida de paracetamol pelo tratogastro-intestinal e tem uma vantagem sobre a lavagem gástrica de não permitir a aspiração pulmonar (LOPES;

MATHEUS, 2012).

A acetilcisteína (também chamada de N-acetil cisteína ou NAC) é um antídoto altamente eficaz e seguro onde reduz a toxicidade do paracetamol ao fornecer grupos sulfidrílicos que neutralizam o metabólito tóxico NAPQI, que assim não pode provocar danos nos hepatócitos. A NAC é bastante eficaz quando administrada até 8 horas após a intoxicação por paracetamol. Caso níveis séricos de paracetamol não sejam mais tóxicos (30mg/dL), suspendese a administração com NAC (LOPES;

MATHEUS, 2012).

A administração da NAC pode ser via endovenosa (150 mg/Kg e em seguida 50 mg/Kg) ou oral (dose inicial de ataque de 140 mg/Kg e dose de manutenção de 70 mg/kg). A administração oral é de difícil execução em grandes intoxicações, devido o aparecimento de sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e

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diarréia. Já a administração endovenosa tem um maior risco de reações adversas, como reações alérgicas com roncoespasmos, erupção cutânea e hipotensão (LOPES; MATHEUS, 2012).

Mesmo assim, uso do paracetamol é indicado no manual patrocinado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde, além do uso indiscriminado pela população, há grande número de prescrições médicas com esse medicamento. (DANTAS, 2013).

3.3.2. DIPIRONA e AAS

O Metamizol sódico é um pó cristalino, quase branco e inodoro, conhecido popularmente e comercialmente como Dipirona, é rapidamente absorvida pelas diferentes vias de administração. Por via oral, seu efeito antipirético (combate à febre) é notado em aproximadamente trinta minutos, com duração entre quatro e seis horas (KNAPPMANN; MELO, 2008).

A Dipirona é da classe dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) fraco, tem ação analgésica (combate as dores) e antipirética, sendo indicada para

cefaleias, neuralgias e dores reumáticas, pós-operatórias e de outras origens.

Também é indicada para febres onde o ácido acetilsalicílico (AAS) não é indicado (KNAPPMANN; MELO, 2008).

Seu mecanismo de ação acontece através do bloqueio da síntese de prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos, e pela inibição reversível e irreversível da enzima ciclooxigenase (COX – 1 e 2). Suas ações ocorrem tanto no sistema nervoso central quanto no sistema nervoso periférico (KNAPPMANN;

MELO, 2008).

Ácido acetilsalicílico, é um fármaco com ação analgésica (combate as dores), anti-inflamatória (combate a inflamação) e antipirética (combate à febre). É um inibidor irreversível das enzimas ciclooxigenases 1 e 2 (SAUDE, 2016).

AAS é utilizado como analgésico quando em tratamento para dores mais leves, como dor de cabeça, cólicas menstruais, e dores musculares. Como inflamatórios para tratamento de traumas e artrite reumatóide. Como antipirético reduz da temperatura e no alívio da dor de cabeça e dores musculares em casos de gripes ou resfriados (SAUDE, 2016).

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O AAS em baixa dose é utilizado como inibidor da agregação plaquetária, prevenindo a formação de coágulos no interior dos vasos sanguíneos, evitando assim certas doenças ligadas ao aparelho cardiovascular (SAUDE, 2016).

Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINE), assim como outros fármacos analgésicos e antipiréticos, são medicamentos geralmente utilizados em crianças e adolescentes para combater a febre e a dor, por serem medicações que podem ser comercializadas em prescrição do profissional assistente. Entre os AINES, o AAS, naproxeno, ibuprofeno e tolmentin são os únicos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) - órgão governamental dos Estados Unidos da América responsável pelo controle dos alimentos, suplementos alimentares, medicamentos, cosméticos, equipamentos médicos, materiais biológicos e produtos derivados do sangue humano - para uso na faixa etária pediátrica (ALVES, et al.,2011)

Além deles, o paracetamol e a dipirona são os outros dois analgésicos geralmente prescritos. No Brasil, o AAS, o ibuprofeno, o paracetamol e a dipirona são classificados como medicamentos de venda livre ou sem prescrição médica, porém sob orientação dos médicos, farmacêuticos e trabalhadores de farmácia e drogarias (ALVES, et al.,2011).

A dengue é uma doença onde identificam sintomas como dor intensa nos músculos e articulações, frequentemente levando os pacientes ao uso de analgésicos. O ácido AAS é contraindicado para a Dengue devido seus efeitos adversos sobre a função plaquetária e por estar associado ao desenvolvimento da síndrome de Reye. Conforme Msd (2016), a síndroma de Reye é uma afecção rara mas muito grave e com frequência mortal, que provoca inflamação do cérebro e acumulação rápida de gorduras no fígado em crianças. Diretrizes nacionais e internacionais consideram o paracetamol o analgésico e antipirético de escolha para pacientes com dengue. A dipirona é largamente empregada no Brasil para o tratamento de pacientes com dor pós-operatória, cólica renal, dor oncológica, enxaqueca e febre, mas não apresenta eficácia diferente dos demais analgésicos não-opioides - são utilizados no tratamento da dor leve a moderada quando não há necessidade de atividade anti-inflamatória (HOEFLER, 2015).

Seu uso foi banido em diversos países por causa da ocorrência de reações alérgicas graves (como edema de glote e anafilaxia) e idiossincrasias

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(agranulocitose, em potência fatal). Isto é devido ao suposto efeito depressor da medula óssea, o que poderia levar a uma anemia aplástica e, principalmente, agranulocitose - diminuição ou desaparecimento dos leucócitos polimorfonucleares (freq. menos de 500 granulócitos por mm3) e se manifesta por ulcerações nos intestinos ou em outras mucosas, na garganta e na pele (ALVES, et al.,2011) e (KNAPPMANN; MELO, 2008).

Um estudo de corte, prospectivo, envolvendo 110 pacientes com idade acima de 12 anos, atendidos em instituições de saúde na Colômbia, teve como objetivo determinar o efeito da administração de dipirona, por curto prazo, sobre a gravidade da dengue. De acordo com Hoefler (2015), entre os pacientes adultos, a administração de dipirona nos primeiros quatro dias da enfermidade associou-se à maior incidência de dengue hemorrágica e de trombocitopenia profunda (contagem de plaquetas < 50.000/ml). Na conclusão, os autores recomendaram que, enquanto não se dispuser de evidência cientificamente mais robusta, contrária aos achados deste estudo, o uso de dipirona deve ser evitado nos casos clinicamente indicativos de dengue. Todavia, no Brasil, o uso da dipirona é recomendado pelo Ministério da Saúde (HOEFLER, 2015).

Em um encontro patrocinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a segurança da dipirona, chegou-se à conclusão de que a dipirona, quando comparada a outros analgésicos e antipiréticos presentes no mercado, apresenta a segurança e a eficácia necessárias para continuar a ser comercializada no Brasil como um MIP – medicamento isento de prescrição (KNAPPMANN; MELO, 2008).

3.4. MITOS E VERDADES

Alguns povos usam costumes de antepassados para combater algumas patologias, usam plantas, legumes, fazem porções e simpatias. Pessoas criam lendas para tentar de todas as formas de combater o mosquito e a doença.

Comer alho, tomar complexo B e fazer uso de repelente, por exemplo, não é o suficiente para evitar as picadas do mosquito. Eles atuam no organismo causando um odor forte no suor, confundindo o mosquito causador da doença, no entanto, não é o suficiente para ficarmos totalmente protegidos da picada (MEDICINA, 2016).

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O uso do repelente é indispensável para a proteção, mas deve ser complementado com outros métodos. Mesmo com repelente ainda estamos vulneráveis e podemos ser picados (MEDICINA, 2016).

O inhame, tubérculo que pertence à família dos carboidratos, é fonte de Vitamina B, faz com que o homem exale um odor que incomoda o mosquito.

Segundo Toledo (2016) apesar de este fato ser comprovado, não é possível dizer que o inhame seja o único aliado contra a dengue, deve-se associar outros métodos, pois através da ingestão do inhame não é possível adquirir toda a quantidade de Vitamina B, o qual afastaria o mosquito. Dessa forma, nem o inhame, nem qualquer alimento fonte desse nutriente poderia sozinho repelir o aedes aegypti, é preciso seguir as recomendações das autoridades de saúde e evitar o acúmulo de água parada e limpa.

O Inhame pode não ajudar a prevenir a dengue, mas pode ser aliado de quem está com a doença.

De acordo com Toledo (2016) a Vitamina B do inhame presente em um indivíduo que já está doente aumenta a imunidade, ajudando a se recuperar mais rápido. Porem ingerir apenas o inhame não é o suficiente, o importante é fazer uma dieta rica em nutriente e vitaminas e se hidratar bastante.

É um método natural e muito saudável, podendo ser ingerido à vontade pelos homens, sempre associado com outras alimentações e métodos de prevenção da doença e combater a reprodução do mosquito (TOLEDO, 2016).

5 - Figuras

Figura 1: Estrutura do Paracetamol.

Fonte: LOPES; MATHEUS, 2012.

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Figura 2: Metabolismo do Paracetamol.

Fonte: LOPES; MATHEUS, 2012.

APAP – Acetaminofem; AS – Sulfato de Acetaminofem; AG – Glucuronídio de Acetaminofem.

6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao que tange o problema da Dengue no Brasil, é de suma importância salientar que tal problema não possui cura ou vacina, entretanto amenizar os sintomas é o foco para o tratamento. Com isso o uso dos antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios é comum, todavia conclui-se, pois, que é preciso cuidado e muita atenção no que desrespeito ao uso desses fármacos, pois o abuso de alguns destes podem levar pacientes a óbito. Neste caso, a automedicação poderá trazer danos irreversíveis ou até reversíveis, porém danosos ao paciente. O caso do paracetamol elucida bem esta questão pois é um eficaz antitérmico contra os sintomas da dengue, mas na supra dosagem (4g dia) ou em um tratamento que ultrapasse 7 dias na dosagem recomendada, podem causar danos hepáticos e complicações de tal forma a levar o fígado a falência. Deseja-se, pois, que seja tomada medidas racionais ao tratamento dos sintomas da dengue, pois a toxidade poderá ser um problema, uma vez que a maioria destes fármacos citados são de venda livre, com isso fica mais propícia supra dosagem e a automedicação.

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REFERÊNCIAS

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KNAPPMANN, André Leandro; MELO, Eduardo Borges de. Qualidade de medicamentos isentos de prescrição: um estudo com marcas de dipirona comercializadas em uma drogaria de Cascavel (PR, Brasil). Scielo, São Paulo, p.01-11, jan. 2008.

TOLEDO, Ana Flora. Inhame contra dengue funciona? Suco pode afastar

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<https://www.bolsademulher.com/saude/inhame-contra-dengue-funciona-suco-pode- afastar-mosquito-entenda>. Acesso em: 18 abr. 2016.

MEDICINA, Saúde (Ed.). Mitos e Verdades sobre a Dengue: Comer alho, tomar complexo B e fazer uso de repelentes evita as picadas. Disponível em:

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<http://www.criasaude.com.br/N3715/medicamentos/acido-acetilsalicilico- aspirina.html>. Acesso em: 19 abr. 2016.

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