™ c<?ÜParâo Bombardeios Contra o Vietminb
Guerra movimenta os comandos
O ministro da Guerra «std realizando movimentação cm altos cart-os de comando, dl- reções e chefias de ropnrll*
çôcb n estabelecimentos do Exército. Os oficiais que ser- vem ba fiiinnnbnrii hü mais de 10 anos estüo sendo movi- montados. O Departamento do Pessoal, por sua ver, vem tra balhando ostensivamente, vi- santfo a preencher numerosos clarou existentes nos corpos de tropas de todos os Estados do palr. tudo de acordo com a ordem ministerial a respel to do assunto. Segundo apu- ramos, es«,i movimentado resulta do recentes Inspeções feitas pelo general Costa e Silva, que constatou ser grrn- de o número do claros exlsten tes nas guamlçftes que vlsi- tou.
ti
França adota rigoroso padrão-ouro"
A França abandonou ontem unil-iteralmente o <padrão de divisas ouro» quo v1 gorava há -J3 «nos, seKundo anunciou um porta-vos do governo: no fu- turo, a França pagará suas dividas em ouro. em vez de o fazer cm dólares e libras es- terllnas. Ao mesmo tempo, ou trás fontes informaram quo a França esta sc preparando pa- ra sc desfazer do seu excesso de dólares c libras, converteu do tudo em ouro.
O padrão de divisas ouro vem sendo usado pelas pr nrl- pais potências financeiras do mundo desdo 1922. Agora pa- rece que a França volta a adotar o -rigoroso padrâo-ou- ro--, quo a maioria o\ij. paises abandonou depois da primeira Guerra Mundial; com esto pa drão. as nações mantém re- servas cm ouro no exato valor da moeda em circulação.
Herança de Winstcn Churchill
Sir Winston Churrhill deixou uma herança de 156.961 libras esterli- nas, valor líquido; a so- ma total legada foi de . 304.044 libras, equiva- lentes a 851.326 dóla- res, porém desta quan- tia foram descontados impostos «5 dívidas.
X sua viúva, lady Cie mentina, Churchill dei- xou um terço do que fi cou, depois de considera das as várias deduções do seu testamento e dois terços, divididos igual- mente, a seus três fi- lhos; a herança liquida, eqüivale a 439.551 dóla res.
Dólar cotado a CrS L840
No fechamento do msrea do de cambio manual o õô- lar reprulou ontem a CrS 1.830 para a compra, c a Cr,$ 1.840 pnra a venda.
Mercado inalterado.
Indicado embaixador para Vietnam
O presidente da República enviou mensagem ao Congres- so Nacional, submetendo o no mo do diplomata Nelson Taba- jara Oliveira para embaixac-or extraordinário e plenlpotcncií rio junto ao Governo do Viet- nam. Também era outra men- sagem o presidente Castelo Branco indica o nome do ge- neral Riograndino Kruel para diretor geral do Departamento Federal de Segurança Públi-
IL
ca.J
As auloildndoj. •*,,,, yi.lnam do Sul .xpr.„aram on.
«•m qu. os últimos ataque» .«.
"os r.aiisados contra o Vietnam Ço Norte constituíram um pro jundo golpo na» fontes do abai-
"cimento doi guerrilheiro» Viet- cong, no quo pare„( hà poKl cuidada de novo» ataquei.
Em Washington, correm inti»
«onte» rumore. ,óbr« , adoção Paio Governo do preildento John
«n, de uma nora política no Vietnam, legundo a qual »e- riam realliado» mB|» ataque»
contra o Vietnam do Norte, com o propósito de mclint-r a favor da chi-,* democrática a guerra na antiga Indochina. • • '
EmrLondre», o primeiro mini»
»ro Harold Wii-on ratificou o
"Polo da Grã-Briianha a politlca qut os Estado» Unido» eitão ao.
guindo no Sulesto da Alia. Wil- son oxprcjiou é»»e apoio ao pre
«idente John»on pelo telefone dl reto. «egundo adiantaram fonte»
oficiai». Ao mesmo tempo, infor.
manle» governamental» Indica.
ram que o Governo «ilà »èrla- mente preocupado pela poiiibi*
lidado de. a criie atual, poder degenerar num conlllto mai»
grave no Sule-i, da A.ia, até meimo numa guerra com a Chi na comunista.
Em Pequim, „ China comuni.
ta anunciou ontem que »ua» fôr ca» e»tacionada» perto do Viet- nam, de rormo«a e de Hong Kong. «prometeram dar o seu
«Polo ao» comunista» do Viet- nam do Norte e do Vletnam do Sul, em face do» bombardeio» de
"pre»alia do» Estado» Unido»»
ma» não definiu exatamente
«m que consisto c*.-e apoio. A credita-se cnlrotanto. quo «oria na forma de ((voluntários.,, .,
«xomplo do quo acontecou du- ramo a guerra da Coréia.
Na» Naçõe» Unidas, o secre-
•"io geral U Thant. lc- um
«Polo à» naçõe» mal» diroi„mcn
«o enrolvlda» na crise, pedin*
"™a «••«Ção pacífica para o conflito. O apelo foi endereça*
do a União Soviética e China co muni.fe bem eomo aos Estados Un.dos e Vietnam do Sul. (Pá-
Çina 51. v
Suplicy já está se
recuperando
Noticia-.- procedentes de Brasi- lia dão conta que o estado do .saúde do ministrao da Educação profes jv.- Suplicy de Lacerda — .icomítido de pneumonia — não mais inifiia cuidados, estando recolh do à sua rij-ldéncia onde
¦Kiard,! repouso. O ministro eetá sob os cuidados mctiicos de seu genro. riii.io Mattos Pessoas, e seu füho, Flávio Lacerda, filho, que tãc leso souberam do estado de í-aúde do titular da Educação ci«f!ccariur,-se de Curitiba para d Capital Federal. Nos próximos dlti í, professor Flávio Suplicy
«ii- Lacerda voltará o despachar.
(jiii ju" };.-.binete.
Pagamento ao IÁPI será em Bancos
Acredita-se que até o final do primeiro semestre, será possível a descentralização dos serviços do IAP1. através do pagamento de contribuições pela rede ban- caria particular. O assunto depen de agora c.'a apresentação das propostas dos bancos. A informa- Cão foi prestada pelo sr. José Dias Correia Sobrinho, presidente d-t Junta Inlervenlora do Instltu to que ontem esteve em Curitiba.
(6.a página).
Ney volta a falar sobre o CONTEL
O governador Ney Braga, voltou a falar ontem sobre o problema da rede particular de radiotelegrafia no Paraná, dl- zendo que confia numa Solução favorável do Conselho Nacio- nal dc Telecomunicações sóbre ' as reivindicações contidas no memorial que entregou ao ge- neral Ernesto Geisel, quando ds sua última estada na Guanaba- ra. (l.a página do 2.0 caderno).
EDIÇÃO
HOJE
* N» 3.312 - CURITIBA, SÁBADO, 13 DE FEVEREIRO DE 1965 - ÓRGÃO DOS DIÁRIOS ASSOCIADOS - ANO X *
Fim da Supra está próximo:
Será INDA
(Página 6)
""^^^ IIIIWI,,,., i . . ¦•B*g!*l***>**"WMIlffllllllB»«i^^ 'WÊ
Hoje, o Dia D
geioíMiç
"• g9la mais.10 P<s, 8 pia e 4 pis (IbeslnhaJ a 8,5 pás a querosene) APRESENTA A PROGRAMAÇÃO 0A
m
mlgos; 31h05m —¦ Telemanclie*
tes; SlltlSm — Na Corda Hum ba; aihõOm —- Sessão do Cino ma; 28h80m -— Nos Bastidores da Glória: OOh —'DIÁRIO DO PARAX.V nu TV.
COROADOS
Para Hoje tv ^ ^r ju=>arahA;-
CANAL 6
PARA HOJE
l61« ¦— Abertura; 16h05m — Ci
"«minha; 16h25m — Big Gln- kt*na Duchen; 17h20m — Cír- nulnho Canal 6; 17h55m — O lexano: I8h35m — Darling;
¦p-UOm _ patrulha Rodovia- ÜJa' '"•«-iisparana; 1»Ii45m — Telenotfclas 20h — Jplwny
^ogo- 20h35m —i Ctabe de A-
17h5am — Abertura; 18h — Panorama do Pais daB CereJeI- ras; 18h30in — Terra, Música e Alegria; 19h - Circo Show Mercantil Castelo Branco; tilli 40m — Telenotfclas Transpara- ná: lSthõOm — Macedônla Dita os Astros; 30h — Variedades;
"Olilõm — Atualidades Rsporti vas; 20h80m — Os FUntstones;
¦>lh — Memórias do Churchill;
2íhS0m — Patrulha Rodoviária;
2»h — Passarela 65; 22hl5m
— Rota 68; 2Sh20m — O As- sunto é Café; 00h05m — DIA- RIO DO PARANÁ' na TV*
WÈÈ$$k ', ." " •,>'" ' ¦" ' - ' ' " - '"•-¦ •¦^^¦"w?*
O governador Carlos Lacerda concedeu, ontem, du- rante uma hora, entrevista a uma estação de televisão do Rio focalizando os principais problemas políticos da atualidade.
Disse o governador: «Devemos realizar eleiç«3es, porque sou oontra o mandato tampão e a nomeação de interventor pa>
ra a Guanabara, perque esta terra não merece isto».
Lacerda voltou- a fazer criticas candenfes ao governa revolucionário, frisando: -Este jé virou rotina». Afirmou que o governo tem ouvido mais seus adversários do que pró- priamente seus aliados. Voltando a referir-se ao mandato tampão ou solução de interventoria, disse: «Nem Jango ousou tanto». E aduziu-: «Intervenção gera corrupção e por isso temos de dar o direito de escolher o seu governo ao povo». E finalizou: «Considero uma afronta ao povo carioca a não realização de eleições ou a indicação de um interven- tor».
Aleixo reafirma: Nos Estados opção entre indireta e prorrogação
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Com outras candidatas as duas garotas da fofo desfilarão hoje na passarela do late Clube de Guaratuba, em busca do títu*
Io de «Ramna das Pra.as». O concurso, promovido pela entidade e pelo DIÁRIO DO PARANÁ', empolga as jovens frequen- tadoras das pra.as e, como resultado, a vencedora ganhará um prêmio de viagem ao Rio de Janeiro, no ano do seu IV Cente- nano. Lá poderá assistir ao Concurso de Miss IV Centenário do Rio de Janeiro, ao lado das maiores beldades nacionais.
(Ia. página do 2.0 caderno)
Uma Fugiu ao Trote
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Divulgados (internou resultados dos exames vestibulares das Faculdades de Odontologia o Católica de Direito, os veteranos não perdoaram e os calouros tiveram que enfrentar o tradicional trote. Uma caloura, que assistia à «maqullagem» do suas cole- gas e ao «corte» de cabelo dos rapazes, resolveu nflo submeter- se ao vexame e fugiu. Felizes e tranqüilas, pela ausência do trote, ficaram as vestibulandas do Instituto de Educação ao to- marem conhecimento do resultado dos exames a que foram subm-stjdas» •» ¦*»•>-- -» » w „ i»;««,.«» «„ mm ^p-jga, -j-j -j^,
Homologado contrato dos marceneiros
A Delegacia Regional do Trabalho homologou ontem, o contrato coletivo do trabalho, assinado entre marceneiros e patrões. A reunião fol presi- dida pelo delegado substituto e contou com a presença de re- presentante do ministério públi- co. O contrato estabelece um aumento de trinta por cento sô- bre os salários do primeiro de agosto de 1964.
Diversos sindicatos solicita- ram ã Seção Sindical da DRT.
autorização para realizarem eleições. Entre eles estão o Sin dlcato dos Trabalhadores na Indústria de Papel e Papelão de Monte Alegre, o Sindicato dos Trabalhadores em Emprê- sas Ferroviárias, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indús- trlas de Carnes e Derivados, de Ponta Grossa e o Sindica-
; to dos Oficiais Marceneiros e Trabalhadores nas Indústrias de Serrarias e Móveis de Ma- deira. Í6.a página).
Chinesas ficarão mais 15 dias
O Itamaratí distribuiu ontem o seguinte comunicado: «Ao con- trário do que foi ventilado por al- guns órgãos da imprensa, o Mi- nislério-das Relações Exteriores concedeu prorrogação do vis- to «Ais quatro senhoras chi- nesas. que vieram ao , Brasil visitar seus maridos e ao In- térprete da delegação, por um novo período de 15 dias- A única prorrogação negada foi a do re- presentante da Cruz Vermelha Chinesa, sr_ Wang Min, por ter o referido representante, nos con tatos manti(fos com os chineses que se encontram presos — critl- cado a Justiça brasileira o exor- bitado de suas funções. Ficou, as eim, patenteado que Wang Min não procedeu como representan- te. da Cruz Verraelja Cblnesa,
«as, .j» realidade, como e-Seaie
yoliüco £0 »vÉcso da FoQila*
Curitibano pagará caro sua fantasia
(Página 6)
O deputado Pedro Aleixo, li.
der do Governo na Câmara, fa- lou ontem aos jornalistas om Brasília após a. conferência que manteve com o presidento Caste- lo Branco em companhia, do se.
nador Daniel Krieger e do ml- nistro Milt-n Campos. Disse que foi tratado durante a reunião, do problema sucessório dos go- vernadores de onze Estados.
Afirmou que o problema deverá ser resolvido através do elelçSo indireta ou prorrogação pura e simplüs do mandato dos gover.
nadores, estando excluídas as possibilidades de eleições diretas.
Acrescentou quo o presidente da Republica reafirmou que üie deposita' confiança como lider Jo Governo, cargo que continuará desempenhando no próximo pe- riodo legislativo. O ministro da Justiça, por sua vez, Ilmitou-se a dizer que a nova formula ainda nãi estava escolhida pelo presL dente mas que tão logo seja apontada solução, a mensagem ao
Congres-so será Imediatamente elaborada.
Yidai Zaslio é chanceler do Uruguai
Foi designado novo ministro de Relações Exteriores, por decisão do Conselho NacK-nal de Gover»
no, o deputado Luis Vldal Za.
glio; o novo chanceler ocupava uma «-adeira na Câmara de Depu tados representando o Partido Nacional, da tendência do ccujo.
lheiro nacional Alberto Heber;
foi deputado por vários period ¦ e fez parte da delegação do Uru- guai à reunlâc da Assembléia Geral das Nações Unidas uo perido anterior de governo.
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PRIMEIRO CADERNO - PAGINA 2 DIÁRIO DO PARANA * Curitiba , *«wdo, 13 d» Fevereiro d» 1965
Io lllllüÀlfülú ia Economia
O presidente, da lícptlbllca • pronunciou no Fórum Roberto BtmonaAji, em 8*0 Paulo, um discurso que. peta, Importância rte- veria ter mel* nniplu divulgação no l-nlf..
Entra «h -Mini. ¦ problemas do Uni-.il. nesta hora tm qne ne lança a fur-dn, na batalha do «IcM-nvnlvImento, eatá o dn po»-
•vir técnico*. «• np«*rárlost pupeclallindos no* vários rumos dn»
Indústrias e empreendimento».
Sem o homem devidamente preparado pnra aa fábrica*, ten io para dlrlgi-Ia» como pnrn n necessária mão d» ohrn, nenhum pala conseguiu jnninls construir um pnrqni*. induMrlnl de valor
«econômico.
A» clnsscn empresarial* paulistas Nithrrn multe hrm dltwn « o Fornm Roberto Slmnnsi-n foi erindo eviitiimoiite. pnrn. estudar
#«»e» problemas c em-imtrnr fórmula*, parn réeolvè-loe.
Em #eu dliwnrM», o nmr*-rlinl GaAtolo Ilrnncc* ahonlfiti it
«jnestão do eonjugniui-nto dns esforço*. «Io governo e do» pprtirti- lares, no sentido de que o Hrusil venha n ser dotndo de um mime ro de <**oolas suficientes pnrn n prcpnnirfto tle técnicos, tendo
«em vista formnr ohrelrns (pie possnm atender fi crescente dc- manda do mão de ohrn esperlnll7.ndn.
Chegou mesmo a iiludlr -» uniu futurn Universidade do Trn balho, como nsplrnçnn que »c nehn perfeitamente de.ntro «Ins nos sas possibilidades o que nilo deve ser Indefinidamente retardada, Já se tem feito nlgiioin «*«ilsn. mormente em silo Paulo e na flunnnhnrn, e .•..•-*>, nn Rio (írnnrtr do Sul e, Ml- nas Gemls.
Ma» cum o raplilu desenvolvimento dn campo mniiufntiircirn, smhretutlo eom os plnnos <iu<* vfin entrar eni exeeuçfto nn Nor- deste, t* preciso ampliar «» iniclnllvii*. nfsse terreno, o quis *ó- mente sorá possível so se flror um éfcfórçõ conjunto dn» empresas pnrtlcailares, ntrnvís de organismos como «> SKSl e outro», e dns admlntstrnçíics miinielpnis c estaduais devidamente nmpnrn- das pelo governo fedenil.
Scriu Inteligente criar mis escola* primárias cursos de npren
«ll**n!i> técnico, pnrn n OSoAlha «Ins vnençtVs e par» dar tVs crianças desde eedn n sentlilo pragmática dn ediicaçíto moderna.
O homem de hoje c obrigado, no curso «In vldn, a trntnr cnstantemenie eom máquinas, motores, eletricidade, aparelhos eletrônicos, dns quais precisa l»ns«nlr uni conhecimento adcqun- do «pir lho ÍHcMItf» o Uftn npcrnHnnnl.
Sf»rla, pois, ronvMiírnto InloUl-lfl iIpmíp cedo, lopo no» bfinco*
do ensino primário, nn conhecimento, iiiiid» que mdlmentnr, dfrsses instrumentos. Poderia pnrtlr dnl pnrn. n e*peclnll*rneftn na» f&hrlcn** o pnrn n nporfHçnjinirntn tin*» rrntro* rti» pr^pnrn*
çíio dn operariado Industrial.
O fato de que ns pntrrtes hrasllelrns r o governo estão devi- damente interessnílns no assunto, enmn «e viu prin discurso dn marechal OnstHo D ronco, no Fórum Roberto Sbnonscn em Rflo I*auIo, prova qm» o p,*ohleriia podará ser rfnolvtdlo, nn amplitnrie eislíflria. o com R prWtMEn qne a prrtpHn velociilade «In nn**«r» ri*»- aenvolvimentn n-nmifnturelro está luipnniln.
OntTa parte da fnln presidencial que queremos ennientnr aqui, refere-sn a quc&liío «Io» preços «Ins mercadoria» prniln/idns pela lndnstrln e que o marechal C:ist«*ln Rrnncn considera que estão Mihlndo sem fpie ha.in parn Isso Justo musa.
Snhemns muito hcin que o problema rios preços nfto f dos qno possnm sr*r rf»«»!v!-*tn** por mnio il** bnns rnn^^lhos »»u rio ameaças.
Em nenhuma parti. «In unindo, nem menino nns regimes In- í-*in.n f-t- d« economia «liriiçidn como monopólio rio Kstnrio, tem sido possível no Estado exercer um oontnMe rígido, como se tem visto na priiprln Fnlflo Soviética onde. nln faz. multo, o govêr- no se viu forçado a aumentar o preço «le Indo» os produtos igrí- colas.
Assegurou o presidente dn República que «n» preços, verill- c»ndn-s(> o reajustamento «Ins »nlnres noorrldo na primeira fase do combate A Inflaçfm. JA não têm por ipie subir. Contudo, para qne realmente não se continuem n elevar, tnrnn-se neeessárin vencer e deter as Influências pslcnlnj-irns qun nfrem como »e fossem um hAliltn. ."Mau habito, é verdade, para rnjn elimlnnçftn o govêrnn, e mais do que o atm-rno, o Brasil, precisa p esperu contar oom a ajuda das classes empr» criais».
Reconhecemos qne possa haver o «ninii hábitos a que »o r«>
feriu o presidente, mas os fatores qne contribuem para a alta do cnsto dn \l«Ia. estilo multn longe do sltunr-se nn ordem psi- oolêgica-
Suo sobretudo de natureza material o llgam-se k Instahtlidn- do determinada pelo próprio csfêrço Kovernnmental nn luta contra o inflactònlsmo.
Solwm «I- Impostos, acumulam-se os compromissos, exigem-
•so das empresas sncrifioios eresi-entes, limita-»» o crédito atê 4 última Unha ria resistência: nilo é lópiro esperar que oa pro ços se mantenham estáveis, qimndn ns empresas nSo têm outro recurso de que lançar mão pnrn enfrentar a contingência de
»'.'¦(•:•'¦-•¦.- de numerário.
Anuncia-se para breve uni hôvo salário mínimo, da ordem de oitenta por cento sêhre o atual. Por acaso, êsso aumento de despesas nas ««intns dns patrões nãn terá como eonseqiiênrla inevitável um aumento correspondente no preço das utilidades o mercadorias?
Xilo se trata «Ie «mau hábito* c sim de uma verlflcaçüo arlt-
¦iiftic.i
de que stjn o aumento dos preço», nãn será possível enfrent-ar n sobrecarga dos gastos.
Corroboramos o prdldo dn presidente dn República ás cias- ses produtoras para que contenham o máximo os seu» pregos, mn» não acreditámos que possam farê-ln, na medida esperado, quando têm de suportar n pêsn d«: novas contribuições o custos mais elevados da sua produção.
A economia está sujeita u leis inflexíveis, tão rigorosa» co- roo qi°a'f**1i""r outras dns que regem a natureza.
Negócio da China
RIO — O ltamaratt está às vol tas com estranho negócio da C"ni- na. Oe antigos, fabulosos e pro- verhials negócios da China termi- naram com o colonialismo. Mns ficaram outros que antes, pode- riamof ch-imnr de as enercnc.-.s da China.
.Tá escrevi que o íato mais crave quo aconteceu ao mundo neste sé culo XX do ponto de vista da eu.i evolução política, c o rie uni povo dc. 600 milhões de habitantes, qne representa um quarto ria popula- çào da terra, o que crescp na pro- porção rie 15 milhões rie seres por ano. lenha sido tomado dc assai- to por homens eom umn filoso- fia expansiva e guerreira_ Foi eu- bstitiiida a vrlh.1 e pr.cificn filo- r.ofia rie Cnnfiicio, a qual permi- tira aos chineses — caso únlro na história — de possuir umn ci- vilizacão continua, com cinco mil anos de existência.
Mas o negócio da China e qun, hoje, quero referir-me nào é «-- tt». de tamanha Importância hla- tóriea, mas o dos nove chineses que pertencem àquela legião imen-.
sa quo Mao Tse Tung está a des pachar para os povos subdesen- volvidos, a fira de comunizá-lrx-, levando-lhes as bfincàos da dita- dura de uma clique, que é apre- eentada como sendo, no sent*dn de Marx, a ditadura do proleta- dado.
E' uma catástrofe para o povo tohinês e para o mundo, que o grande moralista, de 600 anos an- tes de Cristo, esteja sentíol sube- ftituido, nas escolas, por Knrl JUorz, e filósofo cio rersentimen- to e da luta de classes. E não o querem só para eles, mae para os Outros povos também,
Quando o Brasil se encontrava
•m pleno processo de comuniza- f&o, foram os nove chineses re- eebidos, com honras de ra«rtrcs.
pelo governo do sr. João Goulart, S despeito de não ter Brasflia re- Iac6e» diplomáticas com Pequim.
Jlas no dia seguinte ao da revolu çfio. que restaurou a democracia Beste pais, foram presos*. E. pos- Éeriormente. condenados a dez enos d« prisSo.
Se esta revolucio nio fcoaveat»
«a rsn-elado, eomo tWflS M W»- tasfl» brasilaiwe pacíficas o mol-«
ta cordeira, estes ehins —* m pito todos, pelo menas nl£3ws dâ«
Ue — 3* teriam sJdp tndlaáo*t
Theóphilo de Andrade
ros a conspirar na China, para subverter o regime de Mao Tsa Tung. e digam-me o que lhes a- conteceria ne fossem pegados com a boca da botija. Mas, no Brasil as eoi«*sí são diferente», Revolu- ções, entre nós, se bem que nào tenham a freqüência verificada em outros paises latino-america- nos, não constituem o que se cha- ma crim* dc alta traição. Os mu- ros dc fuzilamentos, neste num- rio hoje, funcionem somente, co- mo coisa de rotina, na China, na Rtiwsia, cm Cuba, c nos outros paises comunistas. E não have- riam dc funcionar no Brasil. E permita Daus que a nossa vida política continue a desenvolver-se e a melhorar, no sentitto da de- mncracia, de. sorte que ae lutas cívicas sojam resolvidas pelo vo- to, e nào pela violência.
Os chineses do sr. João Goulart t? do sr. Leonel Brlzola foram jul- gados c condenadow, se bem que apenas em primeira, instância, c com chance de serem absolvidos na instância última, como aliás iodo» os subversivos do governo passado, dada a composição poli- tica do Supremo Tribunal. Sobre- tudo, porque os seus cúmplices brasileiro» foram absoWIrios. o qne deu a Impressão de discri- • minação contra estrangeiro, o que é lamentável. Até agora, aó 'os tais chineses foram conoVna- dns. quando nenhum dos autores capitais da Traição de que esta- va sendo vitima o Brasil, ce sen- tou no banco dos réus. Os IPMs se arrastam sem resultados prá- ticos- E os setore.6 maiores da cor- rupção ficaram impunes, como o Inetittito Brasileiro do Café. Por- que, até agora, não se tratou se- quer de confiscar os bens dos que enriqueceram à custa da na- ção, e que usaram os fundos pú- bllcos como se fossem a própria gaveta,
E' esta uma situação de cons- t.raneimento moral, perante o mundo, que a revolução compre- endeu. Os chineses são, certamen- te. cu!pa"dos do crime por «jue fo- ram conefecados. Mas o governo entendeu qué melhor seria mos- trar-se genenxo e perdoa-ta*, afio otiretamaste, através tia uma a- siisüa mas, através ãk asa prooes**
so de cxpnlsSo. que praticamente resulta r..*> meemtv Se tivessem ggdo absolvidos, nfia. haveriam íi-
JB»a*iS6**9 tua grajo d* tewiHí-j ^«BmM .&* áí. B§®> & 8.° es&ê.
«Castelo Está em Dia com Situação
SES.5Si5t.ia2G
Militar e Sabe de Tudo
Reunião Caslelo-Magalhães em Araxá Para Desfazer Possíveis «Equívocos»
HIO, 13 i Meridional i — O marechal Castelo Branco *-«• «n rontr.trA com o fovernadoi Mn galhlles Pinto, nm.ttihã, «:iu Araxii. pnra uma converso «le nlfpimas horas. O encontro, que coincidirá com a nbartu- ra dn Conferência «Io Desenvol*
vimento, <ln qunl será presiden*
te rie honrn o próprio chefe «In Governo foi qualificado de -*tr*- niflentlva ImpovtAncln pelo» ol>
srrvndorcs políticos Inttireíisn- dos como estaria, «mi desfez"!*
possíveis equívocos. 15' q!í«* o mesmo vai ocorrer, Jii«'nmi>iiic, na hora em que as ntcnçiVs se voltnm para Minas, por «\ntl- sn dn& recenteü íloclarQçÕes <\o governador ml".fl'*o. propností enndo acontecimentos sombrios para a Revnluçfio. nos prosi- mos dias.
O encontro rie Arn\'rt, sei-im- rio ag-enria ,tn existente, s" pro- longarA nor riuns hoiTs. h*iU«r da InstalnçAo «ia Conferência.
O convite par» o marechal Castelo Branco presidi!' e ms- talar a Conferência, sera cou- firmado ao sr. Mafralhfies Pin to, hoje, seguiu,!-- li*iformni;ô"is do Palácio ria Liberdade. Kn- quanto isto. n nssf*«snHn poli- tica do governador mineiro es- tií ultimando uma pauta de n=- suntos de preferencias, para se rem tratados eom o presilen- te ria Repúblirn.. Dísscs -.abe- sr qu^ o princinttl í-será condU*
lido pelo próprio marechal Cas telo Branco, versando sóbre as últimas deflnlçóes pilblieas rio chefe rio Executivo de Ml*
nas. com relnçíio ao Govério federal.
Soube-se por outro lado, que o presidente pretende demorar- se algnimas horas em Belo Hn- rizonte (nfio ae sabe se nn Iria
. nn vol tu de Arnxá), pata manter alguns contatos com os chefes «le g'mrniçfte.1 mllitart-*-*
(Exército), sediadas naquele Estado,
NORMALIDADE A despeito «le terem corrido n.i Rio. várias informações » respeito da tocorróncia de fa- tos anormais na área ria Quav- tá Regulo •Militar», nenhuma delas foi confirmada tanto no t Exército, eomo no plano es- tadual, em Minas. Segundo es- -.ms Informações, o general Suu- sa Mnlnn. comandante «Ia Qunr ta RM. fora convidado, ra™
um coquetel, oferecido pelo sr.
Mngalhfles Pinto. ExcUSOU-se o general, nlegando quo Ia nr-
«umlr o «eu romando. em face rie suns ferias terem termina- do.
Em seguida, o militar deslo- rou-se para o Rio. ainda de a- rftrrin eom as mf-smas Informa- çfles. pnra conferenciar com c
«•«-imnnrtante do T Exercito, f*e- n«'ral Otacillo Terra Urural.
liste entfto lhe ordenara que vol tnsse imediatamente para Mi- mi f asfliimtflflft Ò comando da sua tropa, fatos ».«tes que te- riam ocorrido, luntamente cem outra Informação que dava rontn ria indicação do coronel Cernlrin. comandante do Cole- C'o Militar de Belo Horizonte, para nsM]»n.lr o comando da TD-4. a finalidade de estabeles- eer um cerco de .-Intensa Tíf-i- Irtncia*.- dos movimentos do g-o- vernador Sfagalháes Pinto.
Porta-voz do ministro Costa e Silvo nflo confirmou tal ver- sfto. Ao mesmo tempo, infor- mnçfto oficial do Palácio da Li- herdade revelava, que «tudo em Minas corre na mais abao- luta tranqüilidade*..
RIO. 13 (Meridional! — 0 pre- vidente Castelo Ilrnnco nào está alheio ao que se pnssn em tn- dor os pontos «Io País. porque a sua base. antes dn tudo, é mi- litar, * él« ainda nâo deixou dc ser um general do Exército, A afirmativa, feita por umn alta polonte do ministro da Oucrrn, acrescentava que ia elsões- anun- ciadas na» Torça* Armndan pc- los politlcos. não passam de sim- pies manobras, visando provocar impacto na opln fio pública, em tjoeoriénria dc noticiário publica- do en* que o governodor Maga- lha»* Pinto dava progmWtlcos jomhrlos para o govírno, dentro rio« próximos 30 dias.
PROVA
A melhor prova dp que nada
?xlste. dentro das Torças Arma- das. que nio seja do conhoclmon- to do marechal Castelo B'*»nco.
ecKundo a mesma fonte. <> que quando alguma coisa ameaça sur- Klr o presidente, pessoalmente, desloca-se pnra n centro dos aconteelmantos <• dialoga rom tó-
<H\ a sua oficialidade. SSo Paulo pode «"-*r mendonirin romo o exemp'o mais recente de uma crise pré-fahricada, rom o Intuito d* envolver os militares. I»á o presidente rhegou e rnnrersou diretamente, com ns comanrian- tes de guarnlçôes. «pondo o pon- tO*d«-viltl do govírno. Ao mes- mo tempo, procurou conhecer o penuamento do« seus r.ompanhei- ros_ Também foi mencionada uma série de (atos. «ieítacando-se os do Amaronas, Para, Goiás, a Cea- rà. nos quain s atuação do prrsi- dente foi direta «i pessoal. Isto, sem mencionar o seu encontro rom os 9.1 genarain, ocorrido no fim rio ano passado, ocasião em que foi dado um balanço fran-
eo da revnluçlio. Em eonrequín- ela firmam estnbelenldos os os- qttemn.1 mllllnres. a serem execu- tnclos, ii curto e longo prazo, n- bedecendo qualquer tipo de emir- géncln.
Quanto *, Minas, nada poderá iicort'*<*>*r, porque o govôrno con- tn foiti os elementos ri'* «bsoluta conf anca, noe mal» iBiportantes comandos mllltari».
COOPERAÇÃO Alem «,'isso, acreieantou a ai- ta patente rio Ministério da fluer ra que o Governo lem a coope- rnçflo «liretn dos serviços de ui- tellgéncias, sem contnr com a sua Casa Militar e os «lemen- tos ria sua confiança, cxlslen- tes em todas ns p-iiarnlçóes das Eórcns Armadas, fiste qiurlrr, dá a tranqüilidade suficiente pura o presidente nter-KC à EO- luçüo dou inúmeros problema.-, alnrin existentes na admini-trn- çllo pública.
Anunciou ainda a mesma fon te que ei-lfio em estudos deter- minadas providências, ntravi4-.
das quais o Govôrno, puuco n poueo, tende g transformar n EVKA numa cabe«*a-de-pcnta que. pru* seu turno será conver- tida mais tarde no Ministério ria Pefe.sa. congregando h*=
Trós KArças Armndns. Por en- qunnto. o EMFA estA desenvol- vendo, na viria brasileira, um trabalho semelhante no feito pelo r-utrtgono, na estrutura potltico-mllltar dos Eataiioa Unidos. Outra inovaçAo a ser instituiria, muito breve, cens- fnrA rie uma lei, determinando a rotatividade dos generais, no>
comandos. para permitir, a«>
mesmo tempo, um menor perlo- dn na ntlvn, dando assim opor- tunlrtndea promocloeais aos ofi- ciais mais novos.
Brízola Preferiu Balneário Para o seu Internamente
IPMs Desgastam Nome de Mazzilli:
Eleição é Difícil
MONTEVIDÉU, IS «UPli — O ex-Rovernridor Leonel Bm.ola.
do Rio Gramle do Sul, após con.
feríncia d.' cinqüenta minutos com o diretor geral dn Ministe- rio rio Interior, tenente Danilo Micale. informou ter lixado «io micilio provlsórloi no balneário dc Atlàntida. no Depart*. monto de. Canelones, distante 35 qui'ó.
metros dc Montevidéu e Ml qui lómotros da fronteira com o Bra sil.
Atlàntida ó considerado uma desembocadura rio Rio ria Pra- ta. O rlrcreto que determinou a internação de Brizola dava libi-r.
dade a que fixos1»? nia residen- cia em local que estivesse pelo menos a 300 quilômetros da fren teira com o Brasil
Em seu contato com ia jor.
nalistas, insistiu o sr Leonel Brizola ter aceito a mediria rie InternDçfio sob protesto, l^ncln trecho de uma nota que apre- s«ntou sn Mlnirt«;i-io do Inte.
rior;
Formulo especial »e»»rva de que este ato de at*atatn*nto ao que detjrmina o decreto «Ao significa nenhuma forma do .'rquiescència com o mo6roo c de que o subscritor se propõe, dentro dos limitei jurídlcoe.
opor os recurso» t-andentea à revogação dessa medida».
Disse também aos repórteres:
— Náo aceito, por uma quee- t.\o de princípios, que o Brasil pague mpus gastos e os de mi.
nha família em Atlàntida. Só o das fôrçiíj da segurança que me acompanham.
Oo acordo com a lai de asi- lo «o snr internado um asila, do, os gastos de manutenção deste e do sua f.-.nulis devem correr por conta do Estado que solicita a intsrnaçSo.
Marcou, o sr. Leonel Brizola para «-sibado ou domingo», sus mudança pnra o balneArio dc Atlàntida.
RIO. 13 (Meridional! — Com a publicaç&o do resultado dos ÍP.Ms. que envolveram o nome do ar. Ranieri Mazzili, sua posição de candidato a presidência da Câmara foi mergulhada num amplo desgaste mais agravado ainda com as conversas que o
»r José Maria Atknitm mantevs citem na Câmara dando conta de que foi procurado por «altas patentes militares que insistiam em nâo admitir a reeleição tio deputado paulista». O vlce.pre sidente da República ilialosmi imliscrlm;nada.nientc com um pranete número de parlamenta- res e. a todos eles reafirmou sua impressão sobre, as dificuldades par? a reeleição oo sr. M.iziili.
Ne quadro geral de opin-ao orit-ni em Brasília, ficou evid.*n eiario um recuo cenalderAve' no apoie que vinha tendo a candl datur» Ranieri porque a maioria dot d.-putados passou a consuic rar pu» reeleição como poaalvei, m*nte comprometedora pira o nome do Congresso, perante a revolução,
EXCLUSÃO
Já no fim da tarde foi dado a conhecer o pensamento oficia!
do VVB em relação ao pleito da Mesa ria Câmara na pnlavrs do lider Doure! de Andrade, Os ,*e tebstas, que víem como candl-
dato Ideal o »r. Martins Rodri gupa só admitirão votar no s*
Maizlli, por exclusão. Pois que nào sendo o lídor do PSD candidi to à presidência da Cimara em hipótese alguma votarão no ir.
Perachi Barcelos.
Até agora os chamados pc- quenos partidos não toniarum qualquer posição em relação a Mesa da Câmara a não ser o PSP que na última reunião de sua bancada, delegou purieres aos srs. Munir. Falcão e Clodomlr MilU-t, para procederem entoltdi mentos o consultas .sobre o as- sunto junto as demais agromin- çòes. O resultado desse traba, lho será submetido ã <*onsi*lc_
ração da bancada.
PREVISÃO
A previsão ontem corrente no plenário da Cániara era a de que a candidatura Mazzlli caminha v« para umn situação insusten- tAvel o quo foi comprovado por antecipação com o discurso -io ar. iNelson Carneiro. Disse que o mesmo de certo modo não contou com todo o apoio dn bancada pessedista. Alguns deputados do PSD chegaram a revelar na .sa_
Ia da liderança que o .sr. Nolson Carneiro defenderia o sr. Mazzi li, rom a sur responsabilidade»
pessoal dc parlamentar e, muitü mala do que isto de advogado-
Volta à Desgraça?
RIO — (»\le»*i(lioiial) •- O debute, ora em curso, BÔbre o problema das ele;
ções em 1965, Irar. à. baila a quest&O de
«aber se o retorno imediato ã normalida- de do regime damocrâticó-representati- vo não importa na volta á calamitosa conjuntura política, social e ccoiCimica que prevaleceu nos últimos 9 ano-», . . 1956-1964. Em outras palavras, esta a Revolução destinaria n passai' a Hisló- ria como um simples episódio sem con- seqüências duradouros e sem mutação rios quadros políticos do pais?
Contou o general Gola Monteiro -;m suas memórias que quando o ditador Ge túlio Vargas se sentiu acossado pelo cia- mor da opinião qüe «jxíkui n volta ao re glme riemoeriUico e ás eleições resolveu enfrentar a situação promovendo a cria ção de dois grando? partido.*- políticos:
o primeiro constituído pela máquina montada pelas Interventorias em vários Estados, a expensas «los cofres públicos e à bsse do poder político exercido dls- crlcionãriamente durante muitos .anos, foi o PSD o segundo, constituído à bn- se do prestigio popular granjeado pelo ditador graças A legislação operária por êle promulgada e habilmente explorada, foi o PTB.
A aliança, ou conjugação desses dois partidos constituiu uma contradição em • seus próprios termos: a rie um partido essencialmente, conservador e fundado nas posições e Interesses radicados e rie um outro partido rie caráter socialista e tendência esquerdista. Foi contra os- sa aliança espúria que* so organizou a UDN. Mas a UDN fora governo (como até hoje ainda.nfio foi), nem teve tem- po para firmar suss raízes rie modo a enfrentar a aliança cios partidos criados e organizados, à sombra de um governo ditatorial de pelo menos oito anos.
Assim é que, a partir da volta «3o pais ao regime democrático, em 1846, o Ctavênin tem estado, quase Invariável mente, nas mãos da coligação PSD-PTB.
Na primeira eleição realizada, sa circunstâncias obrigaram essa coligaçSa a «engolir» ora candidato militar, o g»»
«PM'." ' .'WW^W" "L"?. '*wmim^Wmimfmgffmgiffm
netai Dutra, que nSo pertencia as »uas fileira*. Mas dal por diante, não mais. *?s caparam as rédeas do governo das mãos dos pessedistas e petebistas. Foi assim quo tivemos as preferências da Oetulin Vargas, de Kubitsnhck e de Goulart i JA nio Quadros foi um episódio passageiro, apesar de significativo).
O governo constitucional de Vargas. ..
1951-1954, teve a3 características medlo crês que já aram cie *-tperar das expe- riéndas anteriores. Mas dnl por dlanle foi o desastre e. a marcha pnra o abls- mo.
NSo pretendo aqui demonstrar cs- sa proposição. Centenas de artigos pu- blicados de 1956 a 1964, n&o sei outra coisa do quo essa demonstração. Quero apenas rememorar o leitor sôbre o que.
representaram os Governos Kubitschek o Goulart, legítimos representantes da aliança PSD-PTB, para o INFF.RNO INFLACIONARIO, que vem atormen- tando o povo brasileiro há. quase dez anos, a fim de que esse povo se dô con- ta do que seria — ou do que será — gc a Revolução não passar de um simples episódio e se o poder voltar &s mãos da- quêles partidos.
Dois quadros muito simples e mui to expressivos bastam para condenai os govêmos Kubitschok e Goulart como responsáveis pala maldita inflação. O primeiro mostra, ano a ano, a partir íe 1955, o que foi o déficit de caixa do Te- souro em relação à Renda Nacional do pais: ó o seguinte:
ANOS Deflcit de Caixa Percenta do Tesouro (W- gem em re- lhó«Mi de cmrei- la(JU> ao pro ros) dnte interno
_' broto
(COPYRIGHT DOS cDIARIOS ASSOCIADOS*»-) EUGÊNIO GUDIN
1960 77,7 ;-;,;
1061 1962
137..*.
270,0
Goulart 3,8 4,0
De onde se vô a disparada do déficit, que de 1,2'í, e.m 1955 (Cnfê Filho i -:n!- tou, logo em 1956. para. 3,3%, para aoa- ba.r nos ratastróflcos 5**;. dc Goulart.
Outro quadro igualmente, expvessi- vo é o que. Indica ÍNDICE DA INFLA- ÇAO, i.sto é. a. relação entre o acresci- mo de quantidade rie dinheiro (meios de pngamentosj c o acréscimo do Produto Real:
ANOS
Taxas de Inflação 19491950 1881 1952 195S 1S54 1955 1956 1957 1958 1959 1960 1961 1962
•6%
20"
18"
9"
14"
12"
12"
18%
"
20"
19" Kubitschek 24"
31"
30%
45" Goulart
1955 'I9S6
185T 1858
8,0
zr,*
SM 38,6 332
1.2 Kubitschdí
33
: a* •-.
Basta correr os olhos sôbre a se- gunda coluna para ver como a INFLA- ÇAO DISPAROU a partir de Kubitschek Í1956) e como ainda mais se agravou a partir de Goulart (1961-1962).
Na hora em que o povo brasileiro tem de decidir sôbre oportunidade do novas eleiçCes, pergunto se ôle quer cor- rer o risco de uma, volta ao regime do período desgraçado do pleno domínio do
Muito bem»
0 Leilão do Quadro de Churchill no Christie
Assis Chafeaubriand
v<iv\ YORK l.o dc fev«;rolro de 1865.
suponho S fora ria Inglaterra, nào deverto «taUf «nio multo poucos t|uadros tlí Churchill.
No Brasil, ha dois. „,R.tw<*lr«- Tenins alllls. em pintura, ente.*- privilegiou.
On. dei '
í ser a Caloria de SSo Paulo «que tem rtopoi»
a AlhT , ratar grupo «le «'bras prinuifi rie. Toulouse Laulrec, ri,- Alll. tin mai.ii *•"¦_. hct>
dn casa Wildensteín. de segundo op nlim do nr. Gomoerg, m«w U"y
Nova V...-U, o olc mosmo um notável critico de arte
O «gitniio privilégio consisti om termos levado dois Chur- Bhill «w!TBrasil. HA o nue e»tá cm Silo Paulo e o outro que
„.,i ,,., nalerln «ie Bolo Horlzonlr.
ll-ol a Samuel Ribeiro quo ne-idii. a idéia do Instituto de Ari de Sflo Paulo adquiri-lo.
E-jtlvc eom três tdealnrr.* de Londres.
Itm délcs ate mantinha boas relações de amizade, como ar- tist.il. com Churchill.
\ t=un primeiro impressão foi de mirprísa.
Pois haveria no mundo quem proeumsfe lima pintura de.
Churchill? . 1.
AIr.s f-lc níio é pintor que Interesse o*i círculos rie arte da Inglaterra* — disse-me com um sorriso rie malícia.
Desp,còiiselhou-mo a Insistir na procura d«* uma pecA do es- ladistn tory.
í*,le nflo costumava traíê-las so mercado.
K n,\o as trazia por orculho.
Entavn securo «le nntem.lo do baixo pre«*o pel« qual seria cotada a sua merca/lorla.
Uni dia. porém, vi no «Daily Express* que 8 srs. ChurchlU faria um lellno rie antigüidades.
I.icltor-so-iii, tumbóm, o Bino Fiooni*. por Churchill.
Comuniquei no nosfo presidente Samuel Ribeiro, seguindo- s«e a noticia ds presença de um Churchill. no mercado leiloeiro.
Outra, infoi-mnçilo qm*. forneci eni aue nenhuma das gale- rm* de Londres iria àquela, hasta.
500 libras (era a previsão) «'Ia n.\o daria mais ao correr do martelo.
Samuel Ribeiro nos habilitou cura mil libras.
Recebi s doaçào. pessimista quanto ao desenlace da hajrta.
Achava impossfrol que o prestigio do antigo primeiro mi- nistro nho vendesse alguma coisa naqu«;ln venda de caridade- O martelo nfio haveria «le bater assim ehócho como predi- riam os vendedores profissionais de artigo? dc arte do Reino Unlrio.
Filtrava no nosso plano trazer uma churchiliana para o Brasil.
N'o mínimo 4 telas.
Fui ver Osmar Rariler rie Aqulnn.
N"ós o chamávamos o atrevido ativista da elsboraçAo daa colei-iVí ria galeria.
Obteve-nos mil libras em contratos rie- publiciriade desron- tãveis nos bancos que habitualmente faziam conosco esta* ope- rações. F» mais duas mil em títulos que rebateria no seu pró- prio banco.
Convidamos o presidente «lo nosso sistema de rádios e te- leviaões em Pernambuco, a. fim Ue se ocupar ria parte rio leilSo.
pois quo era uma caridade protestante. K que companheiro mais .silequario a tratar com ela que o calvinlsta Nehemins Guetro*?
Sentamo-noa os «íoi.s no salão rio Christie.
Havia perto de 4,10 pessoas sentadas.
A sociedade constituía uma creme londrina.
O fato se explicava porque a venda fora promovida por de- na Sarah Churchill.
Fia «5 quem obliveru as dádivas que deviam ser li«*itadss.
Interroguei, na véspera «lo leilão, os nossos fregueses daa galerias Molborough e Wildensteín se o »ring- funcionaria, mes- mo num leilfto de finalidade cleslnl eressnda.
Afirmaram que fies eram inexoráveis.
fiste hantlo rie egressos rie cr.vennas era constituído de gru- pos rie indivíduos rio comércio que váo aos leilões para desmo- ralizar os preços c comprar o que lhes Interessa, na bacia da»
almas,
Traçamos com Nehemlas um plano.
Ho nosso dinheiro tiraríamos mil «lólare.» pa.ra «wfrentar n Tint-, obrigando-o a pagar pelo justo preço os objetos da sua preferencia.
rio !Ji0fi° "0R primeiros Hr,i**r[1?* leiloados sentimos a presença Nehemlas tomou da lança rio cavaleiro o investiu.
Quando rs ofertas chegavam so razoável, éle largava o fo- guet< nas mãos rios mnflosos.
F passava adiante,
brasN° entrevero conl ° •rt"S*>* de«penderam-Be mil « c«m H-
«TheRBhteSOSTtín?0Roo0m>al0r "" q"adr° ^m^0' V* «W • O microfone da B.B.C. veio a Gueiros
^."jrjsa sustas c°^s- sac"did°- -ih»
óxitons,r'f;Miv:ri,<:om a Assoc'ia5âo c™tá **** p**
maIo?êramI^mrinqUwr?niat,lV0 ° 1"adro Pm n°™ *¦<- «™ «-«•
tros amigos ,7, B^^^^S^ÜSLT90 ""
a tu!:of:;";v'Yo yio\br"íw^ ^««,^1^
a o.dmimç8ão0frsiVe%eCíSto°edeSCObert0 C°"tra ° «,n^ ^tou Por isto:
se contra o patrinXo aSco R"8 ^ rep",,,Va in3'1SÜ' parte ,io território ZJcmo ' " Wa™W> "" al^lm*
de 55 anos, da Associação Cris- Aqui fala sou companheir
Ia fie .Mocos de Pei-iiamV>„n« .
Londres com o £ P ilP,Ma "laer-lhes que estamos em continuamos a guai-Tar Intíri? **" n"PÍros' N«*-«"te«. e que sáculo à Associação Crlstfi l "
w° Peito a m*™*«» cie hã meio -"¦'-a (i< Moços no mundo inteiro*..
Mario do Paraná
¦ UIARIO DO PARAKA ADHERBAL Q, SXKES8BR
Diretor-Presidente NEREO I1LUA XON1ATT1 Oiretor-Gerents Redavfto, Arinilnlstraváo
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«Mattitlno» (n«Jdaçflo)
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Rua 7 de Aeril, n' 230 - ií» n ?10 DE JAIfEIRO andar - Telefone: su-iisi 1 <? do ^«-""o, n*> * _ Sóbre-
Lo-* - Tels. 31-0047 e 31-5613 semestral -. 0$ 8.000
VENDA Avtrvo.
• das úteis r-Bo-mi.»
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