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Texto

(1)

Relacionamento Terapêutico

por Joyce Traveelbee

(2)

DEFINIÇÃO

Processo dinâmico onde o indivíduo é visto como um ser concreto, único e

histórico, respeitado dentro dos

condicionantes do meio social em que ele se acha inserido.

(3)

DEFINIÇÃO

No RT a enfermeira (o) utiliza a si próprio e as técnicas clínicas específicas no trabalho com o indivíduo para gerar introvisão e alteração comportamental do indivíduo.

(4)

DEFINIÇÃO

- Para estabelecer o relacionamento terapêutico, é necessário ir além dos papéis de enfermeira e paciente

-A enfermeira pode ajudar as pessoas a

encontrar um significado na sua doença e assim ajuda-los a lidar com ela.

- A enfermeira estabelece um relacionamento

através da comunicação o que lhes permite cumprir a finalidade dos cuidados.

(5)

DEFINIÇÃO

- A bagagem filosófica da enfermeira

ajuda o doente e a sua família a encontrar um significado na experiência de doença

-É de responsabilidade da enfermeira ajudar o doente e sua família a encontrar significado no sofrimento e na doença (TRAVELBEE,1979)

(6)

DEFINIÇÃO

RT é resultado de

uma série de

interações deliberadas e planejadas

entre enfermeiro (a) e o indivíduo.

..estar com o indivíduo para que ele

possa (re) ver-se e restabelecer seu

(7)

DEFINIÇÃO

Constitui em experiências de aprendizagem para ambos neste processo

..desenvolvem habilidades cada vez maiores para relacionar-se

(8)

FATORES IMPORTANTES PARA O RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO

Enfermeiro : conhecimento, habilidade e disponibilidade

Indivíduo : disposto e com capacidade para corresponder

Ambiente terapêutico : desde a planta física a equipe

(9)

Diferencial...

Diferencia -se das demais

relações tornando-se

terapêutica, pois o

enfermeiro tem

conhecimento e habilidades

específicas, com o propósito

de atingir um determinado

objetivo.

(10)

FATORES IMPORTANTES PARA O RELACIONAMENTO TERAPÊUTICO

•Pensamentos, sentimentos e comportamentos de ambos são afetados.

•Cada encontro é diferente representando um ponto de partida para as interações seguintes.

•É válido que o enfermeiro faça uma avaliação de si mesmo antes de iniciar o relacionamento

interpessoal (angústia,compreensão e aceitação de si e do outro).

(11)

Objetivo com o usuário

Delimitar, definir e conceituar seu

problema

Perceber-se como participante ativo na história de sua vida;

Enfrentar, realisticamente os seus problemas;

Visualizar alternativas significativas para a solução de seus problemas;

Testar novos padrões de comportamento;

Desenvolver-se socialmente;

(12)

CARACTERÍSTICAS DO RT

(13)

CARACTERÍSTICAS DO RT

Interações planejadas, objetivos definidos com os quais o enfermeiro(a) oferece experiências interpessoais para facilitar a mudança de comportamento do usuário;

Ambos modificam seu comportamento

O papel do enfermeiro(a) -facilitador na resolução dos problemas do usuário (ajudar a encontrar alternativas);

O conteúdo de suas interações é confidencial.

Ambiente terapêutico : desde a planta física a equipe.

(14)

FASE 1 PRÉ-INTERAÇÃO

O profissional “elege” o indivíduo

para o processo-abordagem;

O critério de escolha é feito

após

análise inicial d

o indivíduo;

O enfermeiro deve dedicar-se,

pois o RT caracteriza-se por um

(15)

FASE 1 PRÉ-INTERAÇÃO

Pensar e escrever sobre os

próprios sentimentos e

pensamentos – resgatado

posteriormente;

Traçar objetivos iniciais –

direcionar o RT-

não são

definitivos;

Registro da observações

iniciais do usuário

(16)

FASE 2 INICIAL (introdução ou

orientação)

Inicia-se

quando

duas

pessoas

estranhas,

passam se conhecer;

Seu

término

acontece

quando cada um percebe o

outro

como

um

ser

humano único;

(17)

FASE 2 INICIAL (introdução ou

orientação)

• Caracteriza-se pela elaboração do acordo de trabalho, além das suposições que um faz do outro;

• Estabelece-se o pacto –

compromisso contratual

(definição do local, horário, tempo de cada interação, tarefa e o período do RT);

• Traçar os objetivos para a próxima interação

(18)

FASE 3 TRABALHO (ou definição de

identidade)

• Inicia-se quando superam-se as dificuldades da fase anterior;

• O conhecimento mútuo aprofunda-se;

• O enfermeiro(a) deve ser capaz de projetar-se além de si mesmo????

• Observa-se a capacidade de ambos relacionar-se:

Perceber o outro como ser humano único

Transcender os papéis estereotipados Aceitação incondicional

(19)

ENCERRAMENTO

(ou término)

• O indivíduo deve ser preparado

desde o pacto;

• O RT chega ao fim quando os objetivos traçados foram

alcançados;

• Deve-se considerar a possibilidade de não alcançar todos os objetivos; • Importante observar algumas

transformações do usuário evidenciada pelo seu

comportamento;

• Ocorrendo isso avalia-se a relação com o objetivos alcançados

(20)

ENCERRAMENTO

(ou término)

O preparo para o encerramento consta da

preparação do indivíduo e do

enfermeiro(a)

•PREPARAÇÃO DO INDIVÍDUO

Se o enfermeiro(a) termina a relação antes do previsto, deve clarear os motivos;

Permitir que o usuário expresse seus pensamentos e sentimentos frente ao término;

(21)

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O

DESENVOLVIMENTO DO RT

•ACEITAÇÃO

Tanto o enfermeiro deve aceitar o

usuário, como o usuário deve aceitar o enfermeiro;

A não aceitação por parte do usuário – inevitável implantar o processo;

EMPATIA

É a capacidade de tentar ver o mundo como a outra pessoa o vê, sem perder a própria identidade.

(22)

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O

DESENVOLVIMENTO DO RT

• DISPONIBILIDADE

. O (a) enfermeiro(a) deve reservar um tempo para os encontros que não

devem ser cancelados

. Em casos graves de cancelamento o usuário

deve ser avisado com antecedência.

ENCORAJAMENTO CONTÍNUO EXPRESSÃO

. O (a) enfermeiro(a) deve estimular o usuário constantemente a expressar

(23)

CONDIÇÕES

BÁSICAS

PARA

O

DESENVOLVIMENTO DO RT

ENVOLVIMENTO EMOCIONAL

. É necessário que o (a) enfermeiro(a) reveja seus e pensamentos e sentimentos durante

todo relacionamento;

CONFIANÇA

. Ocorre de acordo como o profissional age com o usuário

. O (a) enfermeiro(a) tende a demorar mais tempo a confiar no usuário, em função dos

preconceitos “enraizados”, que deverá trabalhar junto à supervisão.

(24)

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA O

DESENVOLVIMENTO DO RT

COMPROMISSO

O (a) enfermeiro(a) deve cumprir sempre com a palavra dada ao usuário.

SIGILO

Todas as informações fornecidas pelo usuário devem ser preservadas pelo(a) enfermeiro(a);

Quando algo muito grave for relatado pelo usuário nos encontros, e o enfermeiro(a) julgar necessário compartilhar este com outro profissionais, deverá comunicar o usuário desta necessidade.

(25)

CONDIÇÕES

BÁSICAS

PARA

O

DESENVOLVIMENTO DO RT

ATITUDE DE NÃO JULGAMENTO

.É comum termos ímpetos de julgar ou emitir nossa opinião frente aos assuntos;

.Durante o RI, o profissional deve controlar-se quanto a isso.

ESTÍMULO À AUTO ESTIMA

.É comum o usuário falar coisas que o diminuem ou enfatizar seus defeitos;

.Apesar do profissional precisar ouví-lo, deve mostrar-lhe suas qualidades e as coisas boas que fez/alcançou.

(26)

BARREIRAS QUE PODEM

SER ENCONTRADAS NO PROCESSO

INDIVÍDUO PÕE À PROVA O ENFERMEIRO

.

O usuário pode tornar-se agressivo verbal

ou fisicamente para verificar a atitude

do

enfermeiro(a);

O usuário tenta centrar o assunto no

enfermeiro(a), estimulando-o a falar de si.

TESTAR O REAL INTERESSE DO

(27)

BARREIRAS QUE PODEM

SER ENCONTRADAS NO PROCESSO

EXPECTATIVAS

O enfermeiro(a) frustra-se quando o usuário não evolui;

Desinteressa-se pelo processo (tornando-se impessoal) ou permite que esta frustração afete o relacionamento.

(28)

BARREIRAS QUE PODEM

SER ENCONTRADAS NO PROCESSO PROXIMIDADE

O enfermeiro(a) não consegue esquecer de si mesmo

Passa a distrair-se durante as interações ou identificar-se com os problemas do usuário

CULPA

O enfermeiro(a) não consegue encontrar motivos para a doença do seu usuário.

Começa a culpar pessoas da família do usuário (este também passa a fazer o mesmo)

(29)

PARA LIDAR COM ESSAS SITUAÇÕES

SUGERE-SE:

SUPERVISÃO DO RELACIONAMENTO

Realizada por enfermeiro(a) especialista

em SM, com frequência semanal ou ao final de uma interação confusa e angustiante.

• Momento em que o aluno / enfermeiro têm a possibilidade de superar as

barreiras encontradas.

• A supervisão pode ajudar a aumentar a habilidade para reunir e interpretar dados, aplicar conceitos e sintetizar a informação obtida .

(30)

PARA LIDAR COM ESSAS SITUAÇÕES

SUGERE-SE:

SUPERVISÃO DO RELACIONAMENTO

Deve

haver

disponibilidade,

honestidade

para

transmitir

observações,

pensamentos e

sentimentos.

Possibilidade de rever o seu

próprio comportamento e assim

crescer como pessoa e

(31)

ETAPAS CONTÍNUAS AO R.T

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA Observação da pessoa: comunicação verbal

e não verbal

Interpretação dos dados com juízo de valor

Validação: compartilhar com o usuário os dados interpretados

Levantamento das necessidades e Diagnóstico de Enfermagem

Planejamento da assistência e Intervenção Avaliação e Preparo para alta

(32)

• Não compete ao enfermeiro

ensinar soluções,

mas sim ajudar clientes a melhorar sua

capacidade de resolução de problemas obtendo

eles próprios a solução

• Enfermeiros colaboram com cliente para este

identificar o problema, definir objetivos, aceitar

responsabilidades para tomar as medidas

necessárias e atingir objetivos.

(33)

É necessário para o RT:

 Contrato terapêutico,

 Formar vínculo de aceitação e confiança, tanto com a equipe, quanto com os demais usuários do sistema.

 Não construir, ou desconstruir, relações preconceituosas.

 Estabelecer ambiente capaz de desenvolver senso de auto-estima, relacionamento com outras

pessoas,

 Ambiente que favoreça a percepção e vivência da autonomia.

(34)

É necessário para o RT:

 Escuta

 Observação,

 Comunicação verbal:

 Durante a relação terapêutica,  Entre membros da equipe,  Tácita ou escrita.

 Comunicação não-verbal:

 Dor, irritação, ansiedade, preocupação, felicidade, etc. (mímica, olhar, linguagem corporal).

(35)

Atente-se

– Necessidades físicas,

– Respeitar os direitos, como cidadão, que possui opiniões.

– Ênfase à interação social, – Flexibilidade,

– Estimular o usuário a descrever sua experiência,

– Sensibilidade para a hora do silêncio,

– Manter diálogo claro com linguagem acessível, – Demonstrar interesse,

– Construção da rede de apoio: família, rede de amigos e grupo de trabalho (oficinas

(36)

Referências

STUART,G.W.& LARAIA,M.T. Enfermagem

Psiquiátrica. Princípios e Práticas. 6ª Porto Alegre :

Artes Médicas, 2001.

TAYLOR, C. M. Manual de enfermagem psiquiátrica de Mereness. Porto Alegre: 6ª Ed. Artes Médicas,

1992.

TRAVELBEE, J. Intervencion em Enfermeira Psiquiatrica Colômbia 2a ed. OMS/ OPAS.

(37)

Referências

• ROCHA, R. M. Enfermagem em saúde mental. 2ª ed. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2005.

• TEIXEIRA, M. B. Manual de Enfermagem Psiquiátrica. São Paulo: Atheneu, 2001.

• KAPLAN, H. I & SADOCK, B. J. Manual de Psiquiatria Clínica. Rio de Janeiro: Medsi, 1990.

• STUART,G.W.& LARAIA,M.T. Enfermagem Psiquiátrica.

Princípios e Práticas. 6ª Porto Alegre : Artes Médicas, 2001.

• TAYLOR, C. M. Manual de enfermagem psiquiátrica de Mereness. Porto Alegre: 6ª Ed. Artes Médicas, 1992.

• TRAVELBEE, J. Intervencion em Enfermeira Psiquiatrica Colômbia 2a ed. OMS/ OPAS.

Referências

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