Inventário de
Emissões de GEE 2010
Relatório Final incluindo os Escopos 1 e 2 da
Ipojucatur.
Índice
M u d a n ç a d o C lim a e M e rc a d o d e C a rb o n o ... 3
A Ip o ju c a tu r s e p o s ic io n a ... 4
M e to d o lo g ia : S is te m a s e N o rm a s d e In v e n tá rio s d e G E E ... 4
Princípios do Inventário ... 5
Escopos do Inventário ... 5
Limites do Inventário ... 6
Fatores de Emissão de GEE e dados de atividade ... 6
In v e n tá rio d e G E E Ip o ju c a tu r 2 0 10 ... 10
Resumo do inventário ... 10
Representação gráfica ... 11
Mudança do Clima e Mercado de Carbono
As mudanças climáticas, em decorrência do aumento das concentrações de GEE na atmosfera terrestre, têm se tornado uma crescente preocupação mundial, dando origem a uma série de iniciativas para reduzir as emissões destes gases.
Segundo um relatório publicado pelo IPCC (Intergovernmental Panel for Climate Change), 2007, existe 90% de certeza de que o aquecimento da atmosfera global se deve às emissões de gases de efeito estufa (GEEs) causadas pela humanidade. Ao longo deste século as temperaturas do ar na superfície terrestre podem aumentar em até 4 graus Celsius acarretando uma série de mudanças globais no clima. O nível médio dos oecanos pode subir em até 59cm, haverá mudanças drásticas nos regimes pluviométricos, o que deslocará áreas agriculturávies ao redor do mundo, e aumentará o número de eventos climáticos extremos, entre outras consequências.
Os esforços para lidar com o problema das mudanças climáticas já fazem parte do discurso político há alguns anos. Isso inclui uma variedade de medidas como políticas de eficiência energética e de uso de energia renovável em vários países. No âmbito internacional, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC – United Nations Framework Convention for Climate Change) foi criada para abordar a questão e servir como estrutura de base para os esforços relacionados ao combate do aquecimento global.
Com o início das negociações do Protocolo de Quioto, a atividade política internacional ganhou força extra e mecanismos regulatórios foram instalados com o objetivo de promover a mitigação das emissões de GEE. Os esquemas internacionais de comercialização de créditos de carbono, intre os quais se destaca o Esquema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS), assim como diversos mercados voluntários de comercialização e projetos de mitigação de GEE em outros países sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) ou Implementação Conjunta (IC), são somente algumas das medidas que foram tomadas para mitigar a mudança futura do clima.
Recentemente, na Conferencia de Cancun mais passos foram dados na direção de estabelecer formas coordenadas da comunidade internacional lidar com esta ameaça. Trata-se da continuidade dos esforços da comunidade internacional, que teve como marco inicial a Eco 92 sediada no Brasil. Outra evolução relevante está em curso nos USA, com o início, em 2010, do controle de emissões de GEE pelo órgão ambiental federal EPA - Envirnomental Protection Agency. Várias iniciativas regionais e nacionais muito relevantes somam-se a estas. O mundo se esforça, assim, para criar uma economia de baixa emissão de GEE, ou de Carbono.
No Brasil há uma ampla movimentação a partir da Lei Federal nº 12.187 de 2009, que instituiu a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC). O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas que congrega entidades privadas e governamentais discute, neste momento, metas e planos setoriais a respeito, sob a égide daquela lei. Em São Paulo foi promulgada a Lei Estadual nº 13.798/2009, regulamentada pelo Decreto Estadual nº 55.947/2010, com o mesmo propósito, instituindo, entre outras disposições, um Registro Público de Emissões. Outras peças legislativas têm sido desenvolvidas em vários estados e municípios nesta direção, caracterizando o processo de gradual formação de um arcabouço legal sobre o assunto.
A Ipojucatur se posiciona
A Ipojucatur Transportes e Turismo LTDA., é uma empresa de transporte rodoviário de passageiros, atuando no fretamento empresarial contínuo e eventual e no fretamento turístico. A empresa foi fundada em outubro de 1976 com o nome Empresa de Ônibus Vila Ipojuca, e inicialmente suas atividades eram focadas no transporte urbano. Com o decorrer dos anos, a empresa canalizou suas atividades na prestação de serviços de fretamento e turismo.
O fretamento empresarial é subdividido em contínuo e eventual. O modelo contínuo é utilizado para o transporte de funcionários das empresas clientes até o local de trabalho durante a vigência contratual. O modelo eventual é utilizado para transporte de passageiros para feiras, convenções, palestras, shows e excursões, com contrato pontual de prestação de serviço. O fretamento turístico se encaixa no modelo eventual e é utilizado para o transporte de passageiros para os principais destinos turísticos do Brasil. A manutenção da frota de 179 veículos é 90% realizada pela própria empresa em sua sede localizada no bairro de Vila Jaguará na cidade de São Paulo.
O presente trabalho apresenta as emissões de gases de efeito estufa de todas as operações da Ipojucatur.
• O ano-base escolhido para o inventário foi o ano de 2009.
• Foram consideradas as emissões diretas, bem como as emissões indiretas da energia adquirida, ou seja, foram inventariados os Escopos 1 e 2, obrigatórios conforme as diretrizes do The Greenhouse Gas Protocol”1.
• Não foram consideradas emissões do Escopo 3, ou seja, as outras emissões indiretas, que são facultativas segundo esta norma.
Metodologia: Sistemas e Normas de Inventários de GEE
Diversas entidades e organizações internacionais desenvolveramsistemas de quantificação das emissões de GEE. Foi da necessidade de padronização destes sistemas que a ISO desenvolveu a norma ISO 14.064-1, específica para este fim. É a norma mais consistente hoje em
uso no mercado internacional, permitindo a construção de Inventários de emissão com precisão, consistência e transparência. Quanto à possibilidade de auditoria do Inventário por parte independente, este não é ainda certificável, mas está incluso na categoria de verificável.
O inventário estará também adequado às especificações do GHG Protocol – Corporate Accounting and Reporting Standard, entidade de grande reconhecimento internacional, patrocinada pelo WRI – World Resources Institute, e pelo WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Esta entidade estabeleceu um processo de
1 O G H G P r o t o c o l é u m a i n i c i a t i v a m u l t i - s t a k e h o l d e r q u e t e m a m i s s ã o d e d e s e n v o l v e r p a d r õ e s
i n t e r n a c i o n a l m e n t e a c e i t o s p a r a c a l c u l a r e r e p o r t a r a s e m i s s õ e s d e g a s e s d e e f e i t o e s t u f a n o n í v e l c o r p o r a t i v o e d i s s e m i n a r a u t i l i z a ç ã o d e s t e s p a d r õ e s .
convergência com a ISO, resultando em normas praticamente iguais. O GHG Protocol oferece uma plataforma de registro e divulgação dos Inventários das empresas que aderirem2.
Ambas as normas consideram Inventários corporativos, ou seja, relativos a uma empresa ou corporação.
Princípios do Inventário
São 5 os princípios definidos pelas normas e adotados no Inventário em pauta, em todas as suas fases de desenvolvimento.
Integralidade: incluir todas as instalações e fontes de emissão da corporação, de forma a relatá-las integralmente.
Relevância: construir o inventário de forma que contenha os elementos apropriados para a finalidade a que se destina.
Precisão: reduzir ao máximo incertezas e assimetrias, utilizando as fontes e métodos mais precisos disponíveis.
Consistência: manter a uniformidade dos métodos e critérios de forma a permitir a comparação entre Inventários de diferentes segmentos e principalmente entre diferentes datas, na evolução do Inventário ao longo do tempo.
Transparência: divulgar adequadamente o Inventário e seus componentes de forma a permitir que o usuário possa adequadamente tomar decisões.
A elaboração do Inventário implica na tomada de várias decisões. É fato que as normas em vigor deixam considerável liberdade de decisão ao elaborador. Em contrapartida, os princípios acima orientam estas decisões, que devem ser justificadas com base nos mesmos, e assim deve ser registrado. Assim, a qualidade de um Inventário está diretamente relacionada ao grau de utilização dos princípios nas decisões tomadas e nos processos executados.
Um dos fundamentos para a tomada de decisões é o uso ou a finalidade a ser dada ao Inventário. Na fase de planejamento de um Inventário as finalidades devem ser definidas da melhor forma. Deve ser mantida certa amplitude, o que ajudará a evitar retrabalho no caso de inclusão posterior de algum uso não previsto inicialmente.
Deve-se ainda notar que há certo grau de oposição entre alguns dos princípios. Nestes casos, as decisões devem tentar conciliar ou equilibrar os princípios em conflito, de forma a atendê-los equitativamente, tendo sempre em conta a finalidade do Invenário em escopo.
Por fim ressaltamos que o princípio da razoabilidade, embora não expresso nas normas, é um princípio geral a ser respeitado de forma ampla, sendo muito útil na tomada de decisões.
Escopos do Inventário
As normas classificam as fontes de emissão em três Escopos, da seguinte forma: Escopo 1 - Emissões Diretas
2 E m 2 0 0 9 f o i i n i c i a d o o P r o g r a m a B r a s i l e i r o d o G H G P r o t o c o l , u m a i n i c i a t i v a c o n j u n t a
d o G H G P r o t o c o l i n t e r n a c i o n a l c o m a F G V - F u n d a ç ã o G e t ú l i o V a r g a s e o M C T - M i n i s t é r i o d e C i ê n c i a e T e c n o l o g i a . E s t a i n i c i a t i v a e s t a r á a b e r t a a p a r t i r d e 2 0 1 0 p a r a a d e s õ e s e d i v u l g a ç ã o d e i n v e n t á r i o s .
Emissões que ocorrem diretamente nos processos e instalações próprias da empresa. Escopo 2 - Emissões Indiretas da Energia Adquirida
Emissões que ocorrem fora da empresa para a geração da energia elétrica ou térmica adquirida pela mesma.
Escopo 3 - Outras emissões Indiretas
Emissões que ocorrem fora da empresa, relacionadas com sua atividade. Os Escopos 1 e 2 são obrigatórios segundo a Norma.
O Escopo 3 é facultativo, o que implica em decisão quanto à sua inclusão, e em que medida. O critério para esta decisão, como as demais relacionadas ao Inventário, deve ser baseado nos princípios acima relacionados. Sob a ótica da cadeia produtiva, o Escopo 3 pode incluir emissões a montante da operação da empresa, ou a jusante. O critério de inclusão deve estar relacionado à relevância destas emissões, ou ao grau de influência que a empresa tem sobre elas.
No caso da Faber-Castell, as emissões indiretas não são de grande relevância se comparadas com as emissão diretas. Apesar disso, optou-se por incluir todas as emissões, inclusive as do descarte final do produto. Esta abordagem permite calcular as emissões de produtos da empresa, o carbon footprint, um dos objetivos da Faber-Castell.
Limites do Inventário
As fronteiras do Inventário devem ser definidas em dois níveis:
Limites Organizacionais: definem quais instalações e atividades devem ser incluídas no Inventário da corporação. Examinado o organograma de uma corporação, a inclusão pode ser feita por um de dois critérios, ou ambos:
Controle: devem ser incluídas integralmente as emissões das atividades sobre as quais a corporação detém controle societário, financeiro, ou operacional. Esta definição envolve um exame detido da natureza jurídica e fática do controle em questão.
Participação societária: devem ser incluídas as emissões na proporção da participação societária da corporação na atividade em pauta.
Limites Operacionais: dentro dos limites organizacionais estabelecidos, a definição dos limites operacionais corresponde à escolha das fontes de emissão de GEE que serão efetivamente incluídas no Inventário. Mais uma vez, nesta decisão aplicam-se os princípios, principalmente os da integralidade e da relevância. Fontes de emissão irrelevantes pela sua dimensão em face do total do inventário podem ser desprezadas. O GHG Protocol estabelece o limite de 5% para estas exclusões.
Fatores de Emissão de GEE e dados de atividade
Especial atenção deve ser dada à escolha dos Fatores de Emissão, dado serem essenciais para a precisão, a consistência e, de forma geral, a qualidade do Inventário. O mesmo ocorre quanto aos Dados de Atividade
Um Inventário de Emissões de GEE é, basicamente, um inventário indireto, ou seja, as emissões destes gases não é monitorada diretamente nas atividades em escala industrial, salvo algumas exceções. É monitorado um conjunto de Dados de Atividades, variáveis determinantes de emissões de GEE. Estes Dados de Atividade são quantidades apuradas por determinado período, em geral por ano, expressos portanto em quantidade/ano. Os Dados de Atividade são então multiplicados por Fatores de Emissão,
expressos em tCO2e/unidade do dado de atividade3, resultando na quantidade de emissões por ano.
A quantificação das emissões de cada fonte é feita conforme a seguinte fórmula conceitual:
Ei = DAi . FEi
onde:
Ei signfica Emissão de GEE da fonte i
DAi significa Dado de Atividade da fonte i, é a variável determinante de emissões de GEE que será
efetivamente medida4 na fonte i, resultando em determinada quantidade por unidade de tempo,
geramlemente por ano.
FEi significa o Fator de Emissão de Gases de Efeito Estufa adotado para a fonte i, expresso em tCO2e/
unidade DA.
Ocorre freqüentemente uma questão de análise dimensional, na qual o Fator de Emissão adotado é referido a determinada dimensão do Dado de Atividade, e o monitoramento deste é feito em outra dimensão. Nestes casos, há que se acrescentar um fator de conversão FC, a fórmula geral adquirindo o seguinte expressão:
Ei = DAi . FC. FEi
Fatores de emissões de GEE são definidos cientificamente, através de cálculos estequiométricos ou outros, com confirmação empírica em laboratórios ou medições esporádicas em instalações de grande escala. Várias entidades se dedicam à construção destes fatores, disponibilizando-os para uso geral. Destaca-se neste contexto o IPCC5, braço científico da ONU para mudanças climáticas, que mantém e
divulga um grande banco de fatores de emissão internacionalmente utilizados em inventários, projetos de créditos de carbono e outras finalidades. Outras entidades, usualmente ligadas à área ambiental ou a determinados setores da indústria, calculam e divulgam fatores com foco mais específico.
Pelo princípio da precisão, deve-se utilizar no Inventário o fator de emissão disponível, de boa fonte, que reflita o mais precisamente possível a situação inventariada. Neste sentido, a entidade mais confiável seria, em geral, o IPCC, porém freqüentemente os fatores lá disponibilizados representam médias mundiais, quando fatores regionais poderiam trazer maior precisão. Cabe ao elaborador do Inventário a escolha adequada, que será depois submetida à validação pela parte independente contratada. Trata-se de um ponto chave na realização do inventário, pois da adoção de fatores adequados resulta a maior confiabilidade do resultado final.
A complexidade de determinar os fatores adequados resulta de alguns pontos que devem ser atentados. De um lado, é preciso considerar que os fatores de emissão mudam anualmente ou até
3 E x e m p l i f i c a n d o : p a r a s e d e f i n i r a s e m i s s õ e s o r i u n d a s d a q u e i m a d e d e t e r m i n a d o c o m b u s t í v e l , o m o n i t o r a m e n t o s e r á d o c o n s u m o d o c o m b u s t í v e l , e m t o n e l a d a s / m ê s . E s t e c o n s u m o s e r á m u l t i p l i c a d o p e l o f a t o r d e e m i s s õ e s d a q u e l e c o m b u s t í v e l , e x p r e s s o e m t C O2e / t c o m b u s t í v e l . 4 E x e m p l o s : q u a n t i d a d e d e c o m b u s t í v e l c o n s u m i d a , q u a n t i d a d e d e a ç o a p l i c a d o , q u a n t i d a d e d e r e s í d u o t r a t a d o . 5 I P C C - I n t e r g o v e r n m e n t a l P a n e l o n C l i m a t e C h a n g e
mensalmente. É, portanto importante utilizar fatores atualizados, pois em alguns casos como o da energia elétrica, estas diferenças são muito relevantes.
Outro ponto importante trata da metodologia de cálculo de determinado fator de emissão. Como o tema das mudanças climáticas ainda não atingiu sua maturidade em termos de adoção de conceitos, surgem com alguma frequência novas formas de cálculo mais adequadas. Este ponto é especialmente visível, atualmente, em torno da discussão sobre o impacto do plantio de florestas ou desmatamento evitado, assuntos que recebem muita atenção do IPCC e UNFCCC, inclusive gerando certa polêmica. Por último, há fatores de emissão adequados para situações específicas. Tipicamente as emissões relacionadas ao consumo de materiais podem ter fatores de emissão diferentes dependendo do fornecedor, região ou tipo de material.
Fatores de emissão utilizados:
C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r d e e m i s s ã o D i e s e l C o n s u m o d e ó l e o d i e s e l n o s v e í c u l o s d a e m p r e s a 2 , 6 7 6 0 0 k g C O2/ l I P C C , 2 0 0 6 0 , 0 0 0 1 1 k g C H4/ l I P C C , 2 0 0 6 0 , 0 0 0 0 2 k g N2O / l I P C C , 2 0 0 6 C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r d e e m i s s ã o G L P C o n s u m o d e G L P n o r e f e i t ó r i o 0 , 0 0 2 7 8 k g C O2/ k g I P C C , 2 0 0 6 0 , 0 0 0 0 0 k g C H4/ k g I P C C , 2 0 0 6 0 , 0 0 0 0 0 k g N2O / k g I P C C , 2 0 0 6 C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r d e e m i s s ã o A c e t i l e n o P r o c e s s o s d e s o l d a 3 , 0 7 6 9 1 t C O2/ m3 I P C C , 2 0 0 6 C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r d e e m i s s ã o G a s o l i n a V e í c u l o s l e v e s 0,000217 t C O 2 e / k m I P C C , 2 0 0 6 C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r e m i s s ã o C o n s u m o d e e n e r g i a e l é t r i c a E q u i p a m e n t o s e l é t r i c o s 0 , 5 1 1 t C O2/ M W h S I N - S i s t e m a I n t e r l i g a d o N a c . C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e F o n t e e m i s s o r a F a t o r d e e m i s s ã o F o n t e d o F a t o r e m i s s ã o E m i s s õ e s f u g i t i v a s d e I S C E O N M O 4 9 E q u i p a m e n t o s d e r e f r i g e r a ç ã o 1 , 8 2 8 t C O2/ k g I P C C , 2 0 0 6
Inventário de GEE Ipojucatur 2010
Segue a cmpsição do inventário de GEE Ipojucatur, elaborado conforme a metodologia descrita na seção anterior, para o ano 2010:
I p o j u c a t u r E s c o p o F o n t e e m i s s o r a C a r a c t e r i z a ç ã o d o d a d o d e a t i v i d a d e a t i v i d a d e D a d o d e E m i s s õ e s E 1 C o n s u m o n o s v e í c u l o s d a e m p r e s a Ó l e o d i e s e l 2 . 3 7 1 . 0 4 2 , 0 0 l 6.134,28 t C O2 0,25275 t C H4 0,05050 t N2O E m i s s õ e s e m t C O2e – f ó s s e i s 6.206,72 E m i s s õ e s e m t C O2e – r e n o v á v e i s 223,22 E 1 V e i c u l o s l e v e s G a s o l i n a 1 1 7 . 9 9 6 , 0 0 k m 2 5 , 6 1 t C O2 e E m i s s õ e s e m t C O2e – f ó s s e i s 1 9 , 2 0 E m i s s õ e s e m t C O2e – r e n o v á v e l 6 , 4 0 E 1 E q u i p a m e n t o s d e r e f r i g e r a ç ã o E m i s s õ e s f u g i t i v a s d e I S C E O N M O 4 9 1 4 , 0 0 k g 1 7 , 9 4 t C O2 e E m i s s õ e s e m t C O2e – f ó s s e i s 1 7 , 9 4 E 1 F o g ã o d e r e f e i t ó r i o e m a r m i t e r i a C o n s u m o d e G L P 7 9 3 , 0 0 k g 2 , 3 7 t C O2 E m i s s õ e s e m t C O2e – f ó s s e i s 2 , 3 7 E 1 P r o c e s s o d e s o l d a e m a ç a r i c o s C o n s u m o d e a c e t i l e n o 5 8 , 0 0 k g 0 , 1 9 t C O2 E m i s s õ e s e m t C O2e - f ó s s e i s 0 , 1 9 E 2 U t i l i z a ç ã o d e e q u i p a m e n t o s e l é t r i c o s C o n s u m o d e e n e r g i a e l é t r i c a 1 2 0 , 0 0 M W h 6 , 1 1 t C O2 E m i s s õ e s e m t C O2e – f ó s s e i s 6 , 1 1
Resumo do inventário
Segue abaixo um resumo do in ventário:
Fonte emissora Emissões em tCO2e
Acetileno 0,19 GLP 2,37 Energia elétrica 6,11 Gás refrigerante 17,94 Gasolina 25,61 Óleo diesel 6.429,94 Total 6.482,16
Característica das emissões em tCO2e
Não renovável 6.252,53
Renovável 229,62
Total 6.482,15
Emissões por tipo de gás
tCO2 6391,04 tCH4 0,2527 tN2O 0,0505 tHFC 0,0138 tSF6 0,0000 tPFC 0,0000
Representação gráfica
Segue abaixo o resultado das emissões apresentado de forma gráfica.
0,19 2,37 6,11 17,94 25,61 6.429,94 Emissões em tCO2e Acetileno GLP Energia elétrica Gás refrigerante Gasolina Óleo diesel
Conclusão
O Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Ipojucatur totalizou 6.482,15 tCO2e no ano de
2010.
As emissões são oriundas das atividades de fretamento e manutenção de veículos da Ipojucatur no ano de 2010, além de todas as atividades administrativas da sede e da garagem da empresa. As emissões calculadas abrangem todas as fontes diretas da unidade, bem como as fontes indiretas de energia comprada.
A principal fonte de emissões de GEE da empresa é o consumo de óleo diesel na sua frota própria, representando cerca de 99% das emissões. Devido sua importância no inventário e nas atividades da empresa, o consumo de diesel pode ser um elemento chave para a geração de valor com ações de redução das emissões de gases de efeito estufa. A seguir são apresentados exemplos de ações de redução nas emissões desta fonte.
• Utilização de equipamentos mais eficientes, com reduzido consumo de combustível por km rodado e controle da poluição.
• Aumento na utilização de biocombustíveis, substituindo parcialmente o óleo diesel (combustível fóssil) e reduzindo diretamente as emissões de GEE.
Além disso, existe a possibilidade de compensação das emissões de gases de efeito estufa por meio de reflorestamento de regiões degradadas, resultando na absorção de carbono e na neutralização das emissões da empresa.