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Portfólio Recomendações para a Escrita de um Relatório

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Academic year: 2021

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Portfólio

Mestrado em Eng. Eletrotécnica e de Computadores

Recomendações para a

Escrita de um Relatório

Prof. Luis M. Correia

(2)

Este documento contém recomendações, de um modo itemizado (ao estilo de lista de verificação), que devem ser seguidas na estruturação e escrita de um relatório técnico (o que inclui teses). Como em qualquer caso, poderá haver exceções às regras.

• Relatório

• Um Relatório é um documento técnico, descrevendo um problema e o trabalho realizado para o resolver.

• Um Relatório deve formular o problema estudado, enquadrar o trabalho realizado comparativamente a outros disponíveis na literatura, descrever os métodos utilizados na resolução do problema, caracterizar o desempenho dos métodos usados e apresentar as conclusões do trabalho.

• O Relatório deve ser organizado de forma a permitir uma compreensão fácil do trabalho realizado, admitindo-se que o leitor possui conhecimentos básicos mas não conhece o problema estudado.

• O Relatório deve dar ao leitor, de forma gradual, a informação necessária para a compreensão do problema, dos métodos usados e dos resultados obtidos. Assim, não devem ser usados conceitos que não tenham sido anteriormente definidos (exceto quando são de uso corrente).

• Formato geral

• O formato do papel deve ser A4.

• As margens devem ser de 2.5 cm, quer na vertical quer na horizontal.

• O texto normal deve ser escrito com a fonte Arial 10 pt, ou Times New Roman 12 pt (ou semelhante em tamanho), e uma separação entre linhas de 1.5 lines. Uma fonte maior deve ser usada para títulos de secções e capítulos, com espaço adicional antes e depois destes.

• A numeração árabe, Arab numbering (1, 2, 3, ...), deve começar apenas na primeira página de Introdução. Antes disso, deve usar-se small Roman numbering (i, ii, iii, ...). • A numeração deve começar na folha a seguir à capa.

• Estrutura

• A estrutura do relatório deve ser a seguinte (começando em páginas separadas, e ímpares, exceto Resumo/Abstract e as Listas, que não devem ter páginas em branco a separá-las):

• Capa, contendo instituição, título do trabalho, autores, local e data, de acordo com o formato indicado

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• Agradecimentos

• Resumo e Palavras Chave (uma só página para tudo, e as últimas no fim da página)

• Abstract e Keywords (traduzir para inglês o conteúdo da página anterior) • Índice • Lista de Figuras • Lista de Tabelas • Lista de Siglas • Lista de Símbolos • Lista de Programas • 1. Introdução • 2. Capítulo ... • 3. Capítulo ... • ... • ?. Conclusões • A. Anexo ... • B. Anexo ... • ... • Referências

• Conteúdo e estrutura dos capítulos

• O Resumo deve enunciar o problema estudado, os métodos empregues e as principais conclusões do trabalho. Não deve conter frases generalistas ou de introdução ao problema, mas antes frases curtas e sucintas. O texto deve ser seguido, sem quebra de parágrafos. Deve evitar-se colocar siglas de conhecimento pouco comum, bem como efetuar a definição de siglas. Deve fornecer-se também, quando é o caso, os principais resultados numéricos.

• As Palavras Chave devem ser em número de 5 ou 6, representado as grandes áreas do trabalho, e sendo listadas por ordem decrescente de generalidade.

• O Índice deve conter toda a estrutura do relatório, i.e., quer as partes numeradas a i quer as outras numeradas a 1.

• O estilo dos títulos dos capítulos, secções, etc., deve ser uniforme, nomeadamente no que diz respeito a usar letras maiúsculas no início das palavras.

• As Listas de figuras e tabelas devem conter todas as existentes no trabalho, incluindo portanto as dos anexos. As Listas de símbolos, figuras, tabelas, e outras, devem ser ordenadas. As Listas de Figuras e Tabelas devem conter as páginas onde estas estão localizadas. A Lista de Siglas deve conter apenas as siglas no singular. No caso da

Lista de Símbolos, estes devem ser agrupados em três classes (letras gregas, letras

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significado dos símbolos, e não deve conter nem a sua definição matemática (equações) nem as suas unidades; não definir siglas nesta lista.

• A Introdução deve começar por dar uma perspetiva geral do problema em estudo, e à medida que vai progredindo, deve ir fornecendo informação mais específica, até se abordar a área em concreto tratada no relatório. Deve descrever, de forma sucinta, o problema em estudo, e enunciar os principais métodos que são utilizados no relatório. Deve ainda fazer o “estado da arte”, com referências a trabalhos anteriores, referindo outras alternativas para a resolução do problema (caso se deseje, pode-se fazer aqui um estado da arte superficial, incluindo-se o estado da arte aprofundado num capítulo posterior). Depois disso, deve identificar-se de modo claro os aspetos inovadores do trabalho, e deve ser finalizada com a descrição do conteúdo e estrutura do relatório. • O “estado da arte” deve referenciar trabalhos de outros autores, diretamente

relacionados com o relatório, fazendo uma breve descrição do conteúdo destes, e abordando a diferença com o trabalho relatado no relatório.

• Uma estrutura possível para o relatório poderá ser: Capítulo 2 – Conceitos básicos e estado da arte do problema em estudo; Capítulo 3 – Desenvolvimento teórico do problema em estudo, e implementação de algoritmos em computador e sua aferição; Capítulo 4 – Análise de resultados.

• Antes de começar a escrever, faça uma estrutura do relatório, identificando capítulos, secções, subsecções, e tópicos a serem abordados em cada uma.

• Não introduzir no relatório conceitos básicos, descrições detalhadas, ou qualquer outro tipo de informação que não seja diretamente relevante para o problema em estudo. • As descrições de evolução histórica dos sistemas, e outras similares, devem ser

colocadas na Introdução. Os restantes capítulos devem ter apenas descrições técnicas, sem evolução histórica.

• A estrutura dos capítulos deve ser tal que contenha secções e subsecções de forma equilibrada, cada uma contendo partes relativamente separadas do trabalho. A primeira secção deve começar no princípio do capítulo. Não incluir secções ou subsecções com menos de uma página. Não criar apenas uma secção (subsecção) dentro de um capítulo (secção). Num capítulo (secção), o texto existente antes de se iniciar a primeira secção (subsecção) deve apenas descrever o conteúdo deste, e não fazer introduções, ou quaisquer outro tipo de considerações. Evitar criar subsecções com demasiados níveis, devendo-se usar apenas até ao 3º nível, e.g., 1.1.1.

• Os assuntos devem ser abordados numa perspetiva coerente.

• Quando se realizam medidas ou simulações, e se descrevem os seus resultados, deve ter-se o cuidado de descrever também de modo claro as condições e os pressupostos em que aquelas foram realizadas.

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• Quando se aborda um modelo, deve ter-se o cuidado de incluir os seus objetivos, pressupostos, condições de aplicação, parâmetros de entrada, descrição do modelo, parâmetros de saída, e erros associados à sua aplicação.

• A inserção de figuras e tabelas deve ser seguida da respetiva análise, que não se deve limitar a uma simples leitura de números.

• Deve procurar-se mostrar figuras e tabelas que explorem todos os parâmetros analisados.

• Para todos os parâmetros analisados em figuras e tabelas, devem ser mostradas, e analisadas, as equações que relacionam os parâmetros de entrada com os de saída. • Quando se usa resultados de outros autores, deve haver o cuidado de perceber os seus

pressupostos, as condições de aplicação, e os erros associados a esta.

• Quando se utilizam rotinas e/ou programas para executar operações matemáticas (e.g., inverter matrizes ou calcular valores próprios), deve referenciar-se a origem das rotinas/programas, dar indicação do erro/precisão associado, e informar sobre o tempo de cálculo e a memória necessária.

• Quando se comparam duas ou mais curvas, funções, modelos, etc., deve ter-se o cuidado de avaliar essa comparação de modo numérico (e.g., coeficiente de correlação, média, média absoluta e desvio padrão do erro), para além de uma comparação gráfica.

• Qualquer distribuição estatística deve ser definida, pelo menos, pelo valor médio e pelo desvio padrão.

• Qualquer modelo/algoritmo/simulador desenvolvido tem que ser aferido, por comparação com resultados provenientes de outras abordagens.

• Antes de descrever um programa/simulador, descreva completamente o modelo teórico que lhe está associado.

• Antes da análise de resultados, os cenários implementados devem ser descritos completamente.

• Os resultados devem ser analisados em termos de valores absolutos e relativos, comparando com outros conhecidos, e analisando o seu significado para o sistema em estudo. Seja crítico, e não se limite a ler os gráficos.

• O trabalho de uma tese deve passar o teste de Len Kleinrock: 1) “Conduct the 100

years test”, i.e., será que a importância do trabalho de manterá dentro de 100 anos?; 2)

“Don’t fall in love with your model”, i.e., procure abordagens alternativas; 3) “Beware

of mindless simulations”, i.e., verifique se fazem sentido; 4) “Understand you own results”, i.e., faça uma análise apropriada dos resultados; 5) “Look for “Gee, that’s funny””, i.e., faça um esforço para ver para além dos resultados imediatos obtidos.

• As Conclusões devem conter os principais resultados do trabalho, apresentando-se números e ordens de grandeza, indicando-se quais os melhores modelos ou técnicas,

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para além de uma análise crítica das limitações. Deve começar por formular o problema abordado no trabalho, após o que se deve apresentar as conclusões dos vários capítulos, sumariando os modelos/algoritmos/programas desenvolvidos, finalizando com possíveis direções de trabalho futuro.

• Os Anexos contêm informação adicional, que não é fundamental para a compreensão do trabalho, ou que é suplementar ao corpo principal do relatório (e.g., gráficos com resultados de simulações para situações que foram abordadas mas não mostradas no texto principal). Os Anexos devem ser numerados (com letras) pela ordem que são citados no texto.

• Geral

• As siglas devem ser sempre definidas da primeira vez que são usadas no texto.

• O texto deve ser escrito no tempo presente (exceto quando se relatam experiências ou medidas) e na forma impessoal (e não na primeira pessoa do singular ou do plural), e.g.,

Este texto trata da forma de como se deve escrever um relatório. Ninguém deve ficar ofendido se muitas das sugestões aqui fornecidas são óbvias ou já conhecidas.

• Evitar escrita telegráfica ou literária, i.e., não usar frases muito curtas ou muito longas, e não utilizar uma forma de escrita pouco técnica.

• Quando se escreve em Inglês, não usar abreviaturas do tipo “it’s”, e “don’t”. • Em Inglês, tem que se colocar sempre o sujeito na frase, e.g.,

It is used in soft handover, ...

em vez de

Is used in soft handover, ...

ou

A model is used for the evaluation of efficiency performance.

em vez de

It is used a model for the evaluation of efficiency performance.

• Outros exemplos de frases em Inglês:

These characteristics being shown later, ...

em vez de

Being these characteristics shown later, ...

e

It takes the length into account,

em vez de

It takes into account the length,

• Abreviaturas comuns:

• e.g. (exempli gratia) – por exemplo • et al. (et aliae) – e outros (para pessoas) • etc. (et cetera) – e outros (para coisas) • i.e. (id est) – isto é

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• Deve evitar-se usar adjetivos, exceto quando podem ser quantificados.

• Usar o corretor de ortografia do processador de texto, Spelling, antes de imprimir o texto. Usar as ortografias de UK ou Portugal, quando escrevendo em Inglês ou Português, respetivamente. No caso de Inglês, não misturar ortografias nos (poucos) casos em que não há ortografia única, e.g., usar “s” em vez de “z” para terminações de palavras do tipo “sed”, “sing” e “sation”.

• Os parágrafos devem ser separados entre si, ou por espaço vertical adicional antes deste ou por espaço adicional horizontal no princípio deste, mas não se deve usar os dois métodos.

• Quando se usa listas por itens, deve usar-se uma perspetiva coerente na pontuação, ou seja, começar com maiúscula e terminar com ponto final, ou começar com minúscula e terminar com ponto e vírgula.

• Ter o cuidado de dar um estilo coerente e uniforme ao relatório.

• Não usar palavras inglesas quando há uma tradução muito direta e corrente para elas, e.g., não usar fading, array, pattern, mas usar handover, hardware, software. Escrevê-las em itálico no caso de as usar.

• As páginas devem ser numeradas centralmente, ou então à direita e à esquerda respetivamente para as páginas ímpares e pares.

• Não incluir referências ou definir siglas no título de capítulos, secções ou subsecções. • Não deixar o título de secções ou subsecções isolados no fim de uma página.

• Não começar uma secção referindo-se ao seu título, i.e., não se deve fazer

2.2.2. Modelo de Erlang Este modelo é aplicável a ....

• Quando se refere a uma entidade do relatório (i.e., capítulos, secções, tabelas, figuras, etc.), deve usar-se letra maiúscula quando se refere uma específica, e letra minúscula quando se refere em geral, e.g.:

A Figura 2.1 apresenta o modelo considerado. Uma das figuras não está correta.

• Equações e matemática

• As equações não devem ser inseridas no texto, mas sim escritas em linha própria, alinhadas à esquerda, e numeradas à direita, sequencialmente, por capítulo, e.g.:

c = f λ (3.4)

• Os símbolos matemáticos devem ser escritos em fonte itálica ou em negro, com exceção do alfabeto grego. Os símbolos a negro devem ser usados para vetores ou matrizes (que não devem ser representados com setas). Todos devem ser escritos com um tamanho equivalente ao do texto restante, exceto no que diz respeito a índices, que deverão ser mais pequenos.

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• As unidades não devem ser escritas em fonte itálica.

• Definir sempre os símbolos depois das equações, na primeira vez que são utilizados, usando o estilo:

PEIRP [dBm] = Pe [dBm] + Ge [dBi] (2.1)

onde:

PEIRP: potência equivalente radiada isotropicamente

Pe: potência de emissão

Ge: ganho da antena de emissão

• Indicar as unidades das grandezas nas equações (em índice, sem ser em itálico), pelo menos sempre que aquelas não venham nas suas unidades fundamentais. Por exemplo:

PEIRP [dBm] = Pe [dBm] + Ge [dBi] (2.1)

• Usar parênteses rectos, i.e., [], e não curvos, i.e., (), para as unidades. • Não usar o mesmo símbolo para grandezas diferentes.

• Nos (poucos) casos em que as unidades podem ser escritas de modo diferente, usar uma escrita uniforme, e.g., usar “bps” ou “bit/s”, mas não os dois.

• Deve ter-se o cuidado de escrever o mesmo símbolo sempre da mesma forma, i.e., com o mesmo tamanho de fonte (e.g., para os índices), com o mesmo significado, etc.

• Os símbolos devem ser designados de modo coerente, e.g., probabilidades devem ser sempre do tipo Px, e números (quantidades) do tipo Nx.

• Designar as entidades matemáticas por símbolos, e não por abreviaturas, e.g., deve usar-se:

PTx

em vez de

Pot_Trans

• O símbolo para multiplicação é “×” (símbolo de produto), e não “x” (letra x) ou “*” (asterisco).

• Quando se tem números que ultrapassam os milhares, deve usar-se um espaço para separar os milhares, i.e., deve usar-se 12 345 em vez de 12345.

• Quando se tem números inferiores à unidade, deve usar-se sempre o zero à esquerda, i.e., deve usar-se 0.25 em vez de .25.

• Não separar os números das suas unidades quando se muda de linha, devendo usar-se o “espaço sem quebra” (Nonbreaking Space) entre o número e a sua unidade.

• Usar um número de dígitos significativos apropriado à grandeza em causa, i.e., não usar nem poucosdígitos (e.g., 0.1 km para a largura de uma rua), nem demasiados (e.g.,

1.123456 km para a distância entre um utilizador e a estação base).

• Referir as equações apenas pelo seu número (exceto no início de uma frase), e.g.,

Deduz-se de (2.30) que não existe variação com a frequência. A equação (3.34) mostra a dependência com a distância.

(9)

• Não indicar o número das equações quando estas surgem sequencialmente no texto. Por exemplo, deve escrever-se:

EIRP é dada por

PEIRP[dBm] = Pe [dBm] + Ge [dBi] (5.12)

• Figuras e Tabelas

• Há apenas Figuras e Tabelas, e nada mais (e.g., Gráficos, Quadros, Fotografias). • Caso se deseje, pode abreviar-se para Fig. e Tab.. No entanto, em língua Inglesa, só se

pode abreviar Fig.

• As Figuras e as Tabelas devem ser numeradas por capítulo.

• As Figuras e Tabelas devem vir centradas horizontalmente na página.

• Em geral, os números devem possuir a mesma precisão numa mesma Tabela. A precisão deve ser dada em função da grandeza a representar, i.e., não se deve apresentar nem uma precisão demasiado elevada (que não tem significado) nem uma demasiado baixa (que retira informação aos resultados).

• Os números em Tabelas não devem vir centrados, mas sim alinhados por ordem de grandeza, para se poder perceber melhor a sua diferença.

• O texto das legendas deve ser sempre terminado por “.”.

• No caso de gráficos, o texto das legendas deve conter a descrição da grandeza representada (eixo dos y) e da variável (eixo dos x), para além das condições em que os resultados foram obtidos.

• As legendas devem ser sempre incluídas e centradas no texto, e.g.,

Figura 2.1 - Unidade móvel. Tabela 3.5 - Lista de parâmetros.

• A legenda das Figuras deve vir depois destas, e a das Tabelas antes destas.

• No caso das Figuras incluírem múltiplos gráficos (do tipo (a), (b), (c)), a legenda particular deve vir junto ao gráfico e não englobada na legenda geral, e.g.,

(a) Urbano. (b) Suburbano.

Figura 3.1 – Comparação do bloqueio para os ambientes urbano e suburbano.

• Espaço adicional (equivalente a uma linha) deve ser deixado antes e depois das Figuras e Tabelas.

• Deve colocar-se as Figuras e as Tabelas no texto só depois de nele virem referenciadas, o que deve acontecer sempre. Referenciar as figuras explicitamente, em vez de o fazer em termos de posição, e.g., fazer

A Fig. 3.1 mostra o comportamento da potência do sinal em função da dispersão do atraso.

em vez de

A figura abaixo mostra o comportamento da potência do sinal em função da dispersão do atraso.

(10)

• Quando as Figuras ou Tabelas não cabem no fim de uma página, não se deve deixar o espaço em branco correspondente a colocá-las no princípio da página seguinte; deve antes continuar-se o texto, preenchendo o espaço até ao fim da página. Não é portanto obrigatório que as Figuras ou Tabelas sejam colocadas no texto imediatamente a serem referidas neste.

• As Figuras contendo gráficos devem possuir legendas nos dois eixos, com a entidade representada e respetivas unidades, e.g.,

PEIRP [dBm]

• As escalas dos gráfico nas Figuras, nomeadamente a vertical, devem ser escolhidas de modo a expandir o mais possível a variação da função representada, em vez de esta ser comprimida pela utilização de uma escala muito grande. A exceção ocorre quando se pretende comparar curvas, em gráficos numa mesma página.

• Quando a entidade dos gráficos no eixo das abcissas é numérica, a escala deve ser graduada.

• Não definir siglas em Figura ou Tabelas. Estas devem ser definidas no texto antes das Figuras ou Tabelas onde são usadas.

• As legendas e escalas das Figuras, bem como os conteúdos das Tabelas, devem ser escritos com uma fonte de tamanho equivalente ao do texto restante.

• As legendas de curvas numa Figura devem ser colocadas de modo a não se sobreporem a estas.

• Não repetir o título de um gráfico por cima deste; essa informação deve constar na legenda da Figura.

• Quando uma Tabela não cabe numa só página, as páginas de continuação devem conter novamente a legenda, com indicação de continuação, e.g.,

Tabela 4.5 (cont.) – Parâmetros do modelo.

• Quando se refere Figuras e Tabelas no texto, estas não devem vir entre parênteses, e.g., deve usar-se:

Pode observar-se que o decrescimento da potência é monótono, Fig. 3.4.

em vez de

Pode observar-se que o decrescimento da potência é monótono (Fig. 3.4).

• Quando se copia Figuras e Tabelas de outros autores, esse facto deve ser incluído na legenda, e.g.,

Figura 4.5 - Cenário de propagação (extraído de [6]).

• Referências

• Deve usar-se referências no texto sempre que se cita ou se usa resultados de outros autores. Referir a referência apenas pela sua indicação, sem explicitar a palavra referência, exceto no início de uma frase. Por exemplo:

(11)

Os produtos resultantes de Peixe e Carne [2] têm sido usados desde o aparecimento da humanidade. A referência [3] no entanto foi a primeira a propor que se seja vegetariano.

• Usar apenas referências de fonte confirmada, tais como livros, artigos, relatórios, e outros. Referências de portais na Internet devem ser evitadas, exceto se forem de fontes fidedignas (e.g., deve evitar-se usar portais tais como wikipedia).

• A referência a teses só deve ser usada para resultados específicos destas, e não para aspetos gerais que não são o resultado do autor da tese.

• Existem dois modos básicos, alternativos, de fazer as referências:

• através de números, em que as referências devem ser numeradas pela ordem que aparecem no texto;

• usando um conjunto de letras e números: deve fazer-se as referências usando 4 letras e 2 dígitos, em que as letras dizem respeito ao nome dos autores e os dígitos ao ano da publicação; no caso de publicações pelos mesmos autores no mesmo ano, adiciona-se uma letra a seguir aos dígitos (a, b, c, d, ...).

• Não incluir referências que não foram citadas no texto.

• Caso se deseje, pode incluir-se Bibliografia, contendo textos que não foram citados ao longo do trabalho, mas que são importantes para uma compreensão ou enquadramento do trabalho em determinados aspetos.

• No texto (mas nunca nas referências, onde a informação deve estar completa), quando se pretende referir os nomes dos autores, e estes são mais de 2, pode usar-se apenas o nome do primeiro seguido de “et al.”. Por exemplo:

Okumura et al. [2] efetuaram medidas numa banda larga de frequências.

• A informação das referências deve estar completa, de acordo com os formatos que se indicam abaixo. O formato deve ser (indicam-se os dois modos, para uma melhor compreensão, mas apenas um deve ser usado):

• para um livro

[1] - [Pars92] - Parsons,J.D., The Mobile Radio Propagation Channel, Pentech Press, London, UK, 1992.

i.e., nome(s) do(s) autor(es), título do livro (em itálico), nome da editora, local da edição, país da edição, ano da edição.

• para um capítulo num livro

[2] - [MaCo04] - Marques,M.G. and Correia,L.M., “A Wideband Directional Channel Model for Mobile Communication Systems”, in Chandran,S. (ed.), Adaptive

Antenna Arrays, Springer, Berlin, Germany, 2004.

i.e., nome(s) do(s) autor(es), título do capítulo, nome(s) do(s) editor(es), título do livro (em itálico), nome da editora, local da edição, país da edição, ano da edição. • para um artigo em revista

[3] - [TsAP00] - Tsoulos,G.V., Athanasiadou,G.E. and Pichocki,R.J., “Low-Complexity Smart Antenna Methods for Third-Generation W-CDMA Systems”, IEEE

Transactions on Vehicular Technology, Vol. 49, No. 6, Nov. 2000, pp.

(12)

i.e., nome(s) do(s) autor(es), título do artigo, nome da revista (em itálico), volume da edição, número da edição, mês da edição (abreviado com 3 letras, exceção aos meses com 4 letras), ano da edição, páginas.

• para uma comunicação em conferência

[4] - [CoFr94] - Correia,L.M. and Francês,P.O., "A Propagation Model for the Average Received Power in an Outdoor Environment in the Millimetre Waveband", in Proc. of VTC’94 - 44th IEEE Vehicular Technology Conference, Stockholm, Sweden, June 1994.

i.e., nome(s) do(s) autor(es), título da comunicação, nome da conferência (em itálico), local da conferência, país da conferência, mês da conferência (abreviado com 3 letras, exceção aos meses com 4 letras), ano da conferência.

• para uma tese

[5] - [Mock89a] - Mockford,S., Narrowband Characterization of UHF Mobile Radio

Channels in Rural Areas, Ph.D. Thesis, University of Liverpool, Liverpool,

UK, 1989.

i.e., nome do autor, título da tese (em itálico), tipo de tese, universidade da tese, local da universidade, país da universidade, ano da tese.

• para um relatório interno

[6] - [CBMF94] - Correia,L.M., Brázio,L.M., Mohamed,S., Francês,P.O., Velez,F. and Gilliland,J., Report on Design Rules for Cell Layout, RACE-MBS Project, Deliverable R2076/IST/2.2.3/DS/P/044.b1, European Commission - DG XIII/B, Brussels, Belgium, Nov. 1994.

i.e., nome(s) do(s) autor(es), título do relatório (em itálico), origem do relatório, referência do relatório, instituição de acesso ao relatório, local da instituição, país da instituição, mês do relatório (abreviado com 3 letras, exceção aos meses com 4 letras), ano do relatório.

• para um documento extraído da Internet

[7] - [Mock89b] - Mockford,S., Narrowband Characterization of UHF Mobile Radio

Channels in Rural Areas, Internal Report, University of Liverpool,

Liverpool, UK, 1989 (http://uliverpool.ac.uk/~radiolab/thesis/doc12.pdf).

i.e., adicionar o endereço entre parênteses. • para um portal da Internet

[8] - [GROW06] - http://www.lx.it.pt/grow, Jan. 2006.

i.e., o endereço (neste caso, o ano a indicar no formato da “letras e números” deve ser o de consulta do portal) e o mês e ano da última consulta.

• Adicionar, sempre que possível, o endereço da referência na Internet (no fim, de modo semelhante ao documento extraído da Internet).

• Quando livros, teses, artigos, comunicações, e relatórios estão escritos noutra língua, os seus títulos devem ser traduzidos para português ou inglês (consoante o caso), mencionando-se depois a língua original, e.g.,

[9] - [Betr00] - Betrencourt,S., Characterisation of the propagation channel in road and

railway tunnels (in French), Ph.D. Thesis, University of Lille, Lille, France, Jan.

(13)

• A lista de referências no fim do trabalho deve vir ordenada, por ordem numérica ou alfabética, consoante o método usado.

• Alguns processadores de texto possuem formas automáticas para gestão de referências, pelo que se deve tirar partido disso, quando possível.

• Antes de imprimir o relatório, verifique se foi escrito de acordo com

estas sugestões. Exercite a sua capacidade de auto-crítica antes de dar o

texto a ler a alguém.

Referências

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