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TRABALHO DE TCCTTCONCLUSAO DE
CURSO
Curso:Educação: Docência do Ensino
Superior. Turma/Local/ Ano: DC66A/MANAUS/2017
Tema: CINESIOLOGIA Professor/Orientadora; ÂNGELA VIEIRA, Msc.
Ângela Vieira Nome completo:
REGINA CÉLIA MACIEL DE ALENCAR
Referência da Pesquisa:
https://idaam.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520434758/pages/-36
TITULO:
QUAL A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DA CINESIOLOGIA CLÍNICA PARA O PROFISSIONAL DE FISIOTERAPIA?
Introdução.
Este Position Paper objetiva esclarecer a importância do conhecimento da Cinesiologia para o profissional da área de Fisioterapia, com informações relevantes para o conhecimento do funcionamento do corpo na perspectiva cinesiológica, para tanto, buscou-se informações na obra CINESIOLOGIA CLÍNICA DE BRUNNSTROM, de autoria de Peggy A. Houglum e Dolores B. Bertoti.
A aplicação do conhecimento cinesiológico é exigida para todos os profissionais da área da Fisioterapia, para que os mesmos possam elaborar tratamentos adequados que exijam mobilidade para os seus pacientes. Esse conhecimento oferece entendimento sobre as estruturas e funções básicas das articulações e dos músculos, e também dos planos e direções do movimento, oferecendo a compreensão da beleza da cinesiologia do corpo humano. Para melhor clareza deste tema, conheceremos os seguintes tópicos: ASPECTOS HISTÓRICOS DA CINESIOLOGIA, TIPOS DE PLANOS EM CINESIOLOGIA, TIPOS DE ARTICULAÇÃO, DENOMINAÇÃO DOS MOVIMENTOS NA ARTICULAÇÃO, GRAUS DE LIBERDADE, TIPOS DE CADEIAS CINEMÁTICAS.
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ASPECTOS HISTÓRICOS DA CINESIOLOGIA
O Estudo da Cinesiologia vem da Grécia antiga, dos tempos de Aristóteles e Hipócrates, associada ao entusiasmo grego pelo esporte. O famoso anatomista e médico Cláudio Galeno (131-201 A.C.) também deu sua contribuição nessa descoberta através de estudos minuciosos, introduzindo na literatura alguns termos técnicos direcionando a base da cinesiologia. Após Galeno, vieram outros como Leonardo da Vinci (1452-1519), seguido por Galileu (1564-1642), e em seguida por Giovanni Borelli (1608-1679). Esses cientistas deram expressão matemática ao movimento humano, escreveram sobre a mecânica da ação muscular, equilíbrio, centro de gravidade, força muscular e suas relevâncias relacionadas à cinesiologia.
A Cinesiologia atualmente utiliza a combinação dos estudos do século passado com a tecnologia moderna para criar métodos de análise altamente sofisticados do movimento humano. Esses métodos envolvem inúmeras questões, como por exemplo: Que articulações e músculos estão envolvidos em movimentos como arremesso, escalada, balanço de um taco, ao se vestir, escovar os dentes, quantos movimentos são necessários para ser executado com eficiência, etc. Todo esse estudo sobre o movimento humano evoluiu de uma arte para um conjunto de arte e ciência, que combinava teorias da anatomia, fisiologia, física, antropologia, da mecânica e biomecânica, uma combinação de arte e ciência que envolve a apreciação da beleza do movimento humano com a compreensão dos princípios científicos que geram esse movimento. E a Cinesiologia Clínica é essa junção aplicada ao ambiente do profissional de saúde, onde o objetivo é aprender como o uso correto desse movimento e dessa forças previne a lesão, restaura a função e gera o desempenho humano ideal.
Dois termos são usados para delinear o estudo do movimento humano:
Cinética- Se detém nas forças que produzem o movimento ou resistem a ele.
Cinemática- Preocupa-se com os tipos de deslocamento ou movimento, sem se relacionar com a força que produz esse movimento.
A Cinemática é subdividida em dois subtópicos:
Osteocinemática- Preocupa-se com os movimentos da parte óssea ou dos segmentos de uma articulação.
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Artrocinemática- Preocupa-se com os movimentos mínimos dentro de uma articulação e entre as superfícies articulares.
Existem outros termos básicos indispensáveis para a compreensão do movimento humano.
TIPOS DE PLANOS EM CINESIOLOGIA
O corpo e seus segmentos se movimentam em três planos:
Plano frontal- também conhecido como plano coronal. Esse plano divide o corpo em anterior e posterior, e os movimentos são:
- abdução e adução (quadril, ombro e dedos).
- desvio ulnar e radial (adução e abdução do punho). - flexão lateral ou inclinação (pescoço e tronco).
Plano sagital- divide o corpo nos lados direito e esquerdo. Os movimentos desse plano são: flexão e extensão (pescoço, tronco, cotovelo e muitos outros), além de flexão dorsal e flexão plantar (tornozelo).
Plano horizontal ou transverso- divide o corpo nas partes superior e inferior. Os movimentos que ocorrem nesse plano são: rotação medial e lateral (quadril e ombro), pronação e supinação (antebraço), e eversão e inversão (pé).
TIPOS DE ARTICULAÇÃO:
Podem ser classificadas estrutural e funcionalmente pela descrição do tipo e da quantidade de movimento permitida. São elas:
-Articulações sinartrodiais- Tecido fibroso entre os ossos.
-Articulações anfiartrodiais- Apresentam cartilagem entre os ossos.
-Articulações diartrodiais- Classificada de acordo com os eixos de movimento. -Cápsula articular- Invólucro membranoso das superfícies articulares.
DENOMINAÇÃO DOS MOVIMENTOS NA ARTICULAÇÃO:
As articulações são junções entre segmentos, e sua nomenclatura apresenta os nomes dos dois ossos que formam essa junção. A tecnologia descritiva direcional serve para enumerar os tipos de movimentos como descrito a seguir:
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Flexão: é um movimento onde ocorre uma diminuição no ângulo da articulação no plano sagital em torno de um eixo medial-lateral
Extensão: É o movimento de um segmento que se distancia do outro, acontecendo o aumento no ângulo articular. Se acontecer além da posição anatômica, passa a ser chamada de Hiperextensão. Em alguns segmentos, a flexão recebe nomes específicos. No tornozelo é chamado Flexão plantar e Flexão dorsal.
Abdução: é o movimento onde o segmento se afasta da linha medial. Adução: é o movimento onde o segmento aproxima-se da linha medial.
A articulação do punho também possui termos únicos para alguns de seus movimentos de adução e abdução. Seguindo a posição anatômica, na adução, é chamado desvio ulnar, e na abdução é chamado de desvio radial.
Rotação: é o movimento de um segmento ósseo em torno de um eixo longitudinal ou vertical no plano transverso. Direcionando, encontramos a rotação medial (interna), e rotação lateral (externa).
Pronação: termo utilizado para descrever a rotação do antebraço com a palma da mão pra baixo.
Supinação: descreve a rotação do antebraço com a palma da mão para cima. Inversão e Eversão: descrevem tipos específicos de movimentos rotacionais no pé. Retração e Protração: são movimentos observados no movimento das escápulas.
GRAUS DE LIBERDADE:
Equipara-se ao número de planos em que a articulação se movimenta, e são no máximo três: uniaxiais: se movem em torno de um eixo, biaxiais: possuem dois graus de liberdade, triaxiais: três graus de liberdade.
TIPOS DE CADEIAS CINEMÁTICAS:
Na cinesiologia, diversas articulações que unem segmentos sucessivos constituem uma cadeia cinemática. Os movimentos humanos combinam movimentos de cadeias cinéticas ou cinemáticas abertas e fechadas. Na cadeia cinemática aberta (CCA), o segmento distal da cadeia se move no espaço, e em cadeia cinemática fechada (CCF), o segmento distal está fixo e as partes proximais se movem.
5 CONCLUSÃO:
Este Position Paper teve como objetivo fazer a descrição sobre o estudo da Cinesiologia. O foco principal foi retratar o movimento humano em termos cinemáticos, especificando a osteocinemática, que descreve o movimento de um osso sobre o outro, a artrocinemática, que descreve os movimentos reais de deslizamento das superfícies articulares uma sobre a outra. Descreveu-se também as várias quantidades de movimentos das articulações, assim como seus planos. Dessa forma, o conteúdo apresenta-se mais didático, contribuindo para a fixação e aprendizado dos alunos da graduação. A importância do conhecimento da Cinesiologia clinica para o profissional da Fisioterapia pode ser descrito em três itens:
a) Conhecer os movimentos do corpo humano.
b) Identificar e analisar os movimentos da coluna vertebral, dos membros inferiores e superiores nas cadeias de movimento.
c) Compreender as forças que atuam no corpo, saber como utilizar essas forças para reabilitação ou para condicionamento físico de uma pessoa.
Bibliografia:
BIBLIOTECA VIRTUAL IDAAM
OBRA UTILIZADA: