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One Cycle Control for Battery Connected Standalone Photovoltaic Systems for DC Loads

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Academic year: 2021

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Abstract— This paper proposes the utilization of a one-cycle controller for multipurpose tasks in a stand-alone photovoltaic system that supplies power to direct current (DC) applications. The system proposed in this work is composed of one photovoltaic panel, one battery bank as an energy storage system and two DC-DC converters: one for tracking the maximum power point and another for regulating the bus voltage for DC applications. Both converters are switched by controllers which utilizes the one-cycle control technique instead of the classic pulse width modulation. The one-cycle control technique has been used in the switching converters in this work to allow for fast response to transients, no overshoots, zero steady state error and low-cost implementation due to the simplicity of the controller analog circuitry.

Keywords— DC-DC converters, one-cycle control, photovoltaic systems, stand-alone systems.

I.INTRODUÇÃO

tualmente, o interesse pela geração de eletricidade de forma distribuída tem aumentado de forma considerável. Esta alternativa é caracterizada pelo aumento da eficiência energética e pela utilização de energias renováveis que diminuem o impacto ambiental. As fontes de energia distribuídas presentes nas microredes são compostas por unidades de geração distribuída e de armazenamento distribuído. As pesquisas de controle na área de fontes de energia distribuídas têm aumentado nos últimos anos [1-4].

Nos últimos anos uma variedade de trabalhos de pesquisa tem sido realizada com relação ao uso de energia solar como fonte alternativa em relação à preocupação global sobre os impactos ao meio ambiente decorrente da produção de energia a partir de combustíveis fósseis. Entre as fontes de energia renováveis a energia solar constitui uma escolha apropriada para uma variedade de aplicações principalmente devido à possibilidade de conversão direta desta forma de energia em energia elétrica utilizando sistemas fotovoltaicos [5]. Muitas das unidades que constituem as microredes são sistemas que podem ser ligadas à rede ou ligadas de forma independente. Quando ligados de forma independente da rede elétrica são chamados de sistemas fotovoltaicos autônomos.

Em aplicações que envolvam sistemas fotovoltaicos, dois grandes objetivos precisam ser alcançados: a potência máxima

J. T. de Carvalho Neto, Instituto Federal de Educação, Ciência e

Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, [email protected]

A. O. Salazar, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, [email protected]

A. S. Lock, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, Paraíba, [email protected]

D. A. M. Fonseca Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, [email protected]

do painel fotovoltaico precisa ser rastreada através de um algoritmo de rastreamento do ponto de máxima potência (MPPT ou, do inglês, Maximum Power Point Tracking) e essa potência precisa ser fornecida para alimentar as cargas CC. Estas precisam ser alimentadas por uma determinada tensão constante sem transitórios para evitar que diminuam seu tempo de vida útil ou que elas sejam danificadas permanentemente. Recentemente, as aplicações de CC estão recebendo grande importância devido ao aumento significativo nas cargas de CC e demanda de energia de alta qualidade. A maioria das cargas dos consumidores são de CC ou adaptadas a CC (por exemplo, TV, luz LED, computadores e aparelhos eletrônicos) que funcionam em diferentes níveis de tensão [6].

Devido às não-linearidades dos conversores chaveadores a robustez, resposta dinâmica e rejeição de perturbações devem ser levados em consideração na síntese do controlador. Sabe-se, entretanto, que o controle baseado em modulação convencional como a modulação por largura de pulso (PWM ou, do inglês, Pulse Width Modulation) responde lentamente às perturbações da fonte de alimentação e variações de carga [7, 8]. Sabe-se, entretanto, que um grande número de ciclos de chaveamento é necessário antes que o estado estacionário seja atingido. Os métodos de modulação clássicos utilizados em controladores de rastreamento do ponto de máxima potência ou em controladores de modo corrente ou tensão de conversores CC-CC utilizam PWM [7-10].

As perturbações causadas por variações de tensão e de carga causam transitórios na tensão de saída dos conversores conectados à microrede, podendo danificar ou diminuir a vida útil das cargas autônomas e de unidades de armazenamento como baterias. A utilização da técnica de controle de um ciclo (OCC ou, do inglês, One-Cycle Control) tem sido utilizada em conversores chaveadores para rejeitar os transitórios causados por distúrbios da fonte de alimentação e de carga, contribuindo para que a tensão de saída siga a referência sem transitórios indesejáveis [11-13]. O conceito da modulação OCC é simples, quando comparado com o PWM, assim como a implementação do seu circuito, proporcionando implementação analógica de baixo custo. Dessa forma, as pesquisas na modulação OCC têm aumentado consideravelmente nas últimas décadas. Alguns estudos compararam a técnica OCC com a modulação por largura de pulso e foi constatado que o OCC mostra melhor desempenho em relação à velocidade de resposta, seguimento de referência e rejeição de distúrbios [12, 13].

Trabalhos recentes relacionados com OCC mostram que a técnica tem sido utilizada para controle de correção de fator de potência [14, 15], controle de tensão de saída de conversores

J. T. de Carvalho Neto, Member, IEEE, A. O. Salazar, A. S. Lock and D. A. M. Fonseca

One Cycle Control for Battery Connected

Standalone Photovoltaic Systems for DC Loads

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de múltiplas entradas [16], filtragem de harmônicos em retificadores monofásicos e trifásicos [17] e algoritmos de MPPT de painéis fotovoltaicos para alimentar sistemas de corrente alternada [18, 19]. Para contribuir em pesquisas na área de sistemas de corrente contínua, a técnica OCC é utilizada neste trabalho em um sistema fotovoltaico autônomo conectado a um barramento CC. O objetivo deste trabalho é a introdução de modulação OCC em conjunto com um algoritmo de rastreamento de máxima potência e um controlador de regulação de tensão baseado em OCC para proporcionar rápida resposta à rejeição de perturbações, bom seguimento de referência e boa resposta dinâmica. O modelo de sistema fotovoltaico proposto neste trabalho é mostrado na Seção II. A Seção III introduz a modelagem dos controladores OCC. As Seções IV e V são dedicadas à discussão dos resultados da simulação e experimentais e por fim, a Seção VI aborda as conclusões desta pesquisa.

II. DIAGRAMA DE BLOCOS DO SISTEMA O sistema proposto neste trabalho é ilustrado na Figura 1. A primeira parte deste sistema é composto por um painel fotovoltaico, um algoritmo de MPPT baseado na técnica OCC que calcula o ponto de máxima potência do painel fotovoltaico e um conversor Buck-Boost CC-CC que opera no ponto de calculado pelo algoritmo de rastreamento.

Os sistemas fotovoltaicos autônomos convencionais possuem um sistema de armazenamento de energia adicional para alimentar a carga na ausência de radiação solar [20]. Desta forma, o conversor que opera com o rastreador de máxima potência alimenta um banco de baterias que é responsável por fornecer autonomia ao sistema e isolar o painel solar do barramento CC. A fim de proporcionar uma tensão de saída constante para o barramento CC, outro conversor é necessário. No sistema proposto, a tensão de saída de um conversor Boost CC-CC é controlada por um regulador de tensão baseado em OCC.

Figura 1. Diagrama de blocos do sistema.

III. CONTROLEDEUMCICLO A. Descrição Geral

A técnica OCC foi proposta por K. M. Smedley e os resultados experimentais do controlador sob operação em Modo de Condução Contínua (CCM, ou do inglês, Continuous Conduction Mode) foram apresentados em [12]. O OCC é um método de controle não-linear que atinge o controle instantâneo do valor médio de uma variável de comutação. Dessa forma, é necessário apenas um ciclo de chaveamento

para que o valor médio da variável de comutação atinja um novo estado estacionário após um transitório. Além disso, o OCC é preservado quando o conversor opera sob modo de condução descontínuo (DCM, ou do inglês, Discontinuous Conduction Mode), desde que o tempo de “reset” do integrador seja menor do que o tempo de descarga do indutor [12]. A principal característica da técnica OCC é o ajuste da amplitude de uma portadora e não da variável de controle, como é feito geralmente através de outras técnicas tais como PWM. A técnica proporciona uma resposta dinâmica rápida, boa estabilidade, excelente rejeição de distúrbios e desempenho robusto. O esquema básico de um controlador OCC é mostrado na Figura 2 no bloco intitulado Modulador OCC, o qual é basicamente constituído por um integrador reajustável, um comparador, um flip-flop RS, e um oscilador para gerar o sinal de relógio.

B. Seguidor do Ponto de Máxima Potência Baseado em OCC Para que o conversor Buck-Boost forneça a máxima potência do painel fotovoltaico ao banco de baterias, é necessário que um algoritmo de rastreamento de máxima potência calcule o melhor ponto de operação do painel e gere um sinal de controle para chavear o conversor. Com a finalidade de apresentar o bom desempenho do OCC como rastreador do ponto de máxima potência, este trabalho apresenta uma análise da aplicabilidade através de simulações e testes experimentais do algoritmo de MPPT baseado em OCC utilizando o método de tensão constante. Tal método consiste em manter a tensão de saída do painel (vpan) em um valor de referência que corresponde à tensão do ponto de máxima potência (Vmax) nas condições padrão de radiação e temperatura (1000 W/m² e 25ºC). Quando ocorre alteração na radiação solar, a tensão de máxima potência do painel varia muito pouco, mas varia substancialmente quando ocorrem mudanças na temperatura. Assim, este método deve ser utilizado em regiões em que a temperatura varia pouco. A Figura 2 ilustra o diagrama desta parte do sistema.

Figura. 2. Diagrama de blocos do rastreador de máxima potência.

Um ponto positivo deste método é que apenas um sensor (tensão de saída do painel) é necessário para ser incorporado no sistema, e uma simples malha de controle pode rastrear o ponto de máxima potência.

C. Controlador Regulador de Tensão Baseado em OCC A carga e descarga do banco de baterias ou sua troca durante uma manutenção podem caracterizar uma perturbação

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no sistema, já que sua tensão pode variar nestas condições. A bateria utilizada nos testes experimentais alimenta cargas de 12 V, entretanto a sua tensão cíclica é de 14,4 V. Quando a bateria está descarregada, sua tensão atinge aproximadamente 10 V. Outra perturbação no sistema refere-se às variações de carga do barramento CC, uma vez que a maioria das cargas neste tipo de sistema são autônomas e podem ser conectadas ou desconectadas do barramento. Para garantir a regulação da tensão do barramento CC, o conversor Boost opera com um controlador regulador de tensão baseado em OCC, como pode ser observado na Figura 3.

Um sinal modulado de frequência constante ativa o MOSFET Mb e o integrador no início de cada período de comutação. Quando o MOSFET Mb não conduz corrente o diodo Ddb é ativado e a tensão sobre o diodo é igual à diferença entre a tensão de entrada (vd) e a tensão de saída (vbus). Sabendo que D é o ciclo de trabalho e Ts é o período de chaveamento do conversor Boost, a tensão média através do diodo (Vd) pode ser dada por:

  DTS 0 d bus s d T1 v v dt V (1)

A entrada do integrador é a tensão do ânodo do diodo (vd) menos a tensão de saída do conversor (vbus). Cada vez que o controlador OCC atingir a diferença entre a tensão de entrada (vbat) e a referência da tensão de saída do (Vbusref), o flip-flop envia um sinal para reiniciar o integrador. A Figura 3 apresenta o diagrama da modelagem obtida na Eq. 1.

Figura. 3. Diagrama de blocos do controlador regulador de tensão.

A razão cíclica do ciclo de chaveamento atual é independente do estado de ciclos de comutação anteriores. Portanto, a transição do valor médio da variável de comutação é realizada dentro de um ciclo. Esta é a razão pela qual o controle de um ciclo rejeita totalmente as perturbações do sistema e, portanto, supera a desvantagem inerente de controladores baseados em PWM [12].

IV. RESULTADOS DE SIMULAÇÃO A. Condições Gerais

As simulações foram realizadas no programa PowerSim

@PSIM. A fim de manter a confiabilidade dos resultados da simulação e dos resultados experimentais, algumas condições ambientais do local dos testes e condições de funcionamento do sistema foram levadas em consideração. O local da realização dos testes tem radiação solar máxima de 910 W/m², mínima de 300W/m² e temperatura constante de 42 °C. O painel utilizado é do tipo Yingli-20W. Nas condições padrão de radiação e temperatura, este painel fornece uma potência máxima de 20 W, tensão de 17,1 V e corrente de 1,17 A. Para os testes foram utilizadas duas baterias de 12 V do tipo UP1213 em paralelo. O nível de carga das baterias é de aproximadamente 80%. O barramento CC é representado por 4 lâmpadas LED, cada uma apresentando a tensão nominal de 12 V e potência de 1,2 W. No sistema as lâmpadas são conectadas em pares. Assim, a tensão do barramento é de 24 V. Cada lâmpada tem uma resistência (Rbus) de 60 Ω. Para simular uma variação da carga foi adicionado uma chave para ativar e desativar um dos pares de lâmpadas. Os conversores do sistema proposto foram implementados para funcionar no modo de condução contínua e os valores dos seus componentes estão descritos na Tabela I.

TABELA I

DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DOS CONVERSORES CC-CC

Componente Símbolo Valor

Indutor do conversor buck-boost Lbb 5 mH

Capacitor do conversor buck-boost Cbb 330 µF

Indutor do conversor boost Lb 2 mH

Capacitor do conversor boost Cb 220 µF

Como os dois conversores operam em CCM, o relógio do controlador deve funcionar a 50 KHz e o integrador opera em um período de 20 µs. O controlador de MPPT do conversor Buck-Boost deve forçar o painel fotovoltaico a operar na sua tensão de máxima potência (Vmax) nas condições padrão de radiação e temperatura, ou seja, 17,1 V, independentemente do nível da radiação solar. Por fim, o controlador do conversor Boost deve fornecer uma tensão constante (Vbusref) no barramento CC de 24 V, independente da tensão fornecida pela bateria e de variações nas cargas do barramento CC. B. Simulações do Seguidor de Máxima Potência

A simulação do seguidor de máxima potência tem duração de 15 ms. Em 7,5 ms, a radiação é modificada de 910 W/m² a 300 W/m² com a temperatura do painel mantida constante a 42 °C. As formas de onda do sistema em diferentes radiações são mostradas na Figura 4. Quando a radiação é 910 W/m², a tensão vpan é de 17,1 V e a corrente ipan é de 897 mA. Pode-se destacar, nestas condições, que a potência fornecida pelo painel é 15,34 W. É possível observar que enquanto a portadora vtrpan não alcança o nível de tensão da referência (Vref = 1 V), a saída "Q" do flip-flop RS se mantém em nível lógico “1”. No momento em que a portadora vtrpan é igual a Vref, a saída "Q" é alterada para nível lógico “0” até que um novo ciclo de clock seja iniciado novamente. Para uma radiação de 910 W/m² o ciclo de trabalho gerado é de 54%. Nota-se também que se a radiação é reduzida para 300 W/m², o controlador OCC altera instantaneamente o ciclo de trabalho para 47%, a fim de manter constante a tensão de saída do

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painel em 17,1 V. Para este caso, a corrente de saída do painel é de 151 mA e a sua potência de 2,58 W. É possível observar na Figura 4 (b) que a tensão de saída do painel não sofre transitórios mesmo com a brusca variação na radiação solar, demonstrando que o OCC controla o valor da tensão de saída do painel fotovoltaico de forma instantânea.

Figura. 4. Formas de onda do sistema: (a) radiação solar. (B) potência e tensão de saída do painel. (c) corrente de saída do painel. (d) detalhe da corrente de saída do painel para radiação de 910 W/m². (e) portadora e sinal de controle modulado para radiação de 910 W/m². (f) detalhe da corrente de saída do painel para radiação de 300 W/m². (g) portadora e sinal de controle modulado para radiação de 300 W/m².

C. Simulações do Regulador de Tensão do Barramento CC. A simulação do sistema operando com o controlador regulador de tensão tem uma duração de 15 ms. Com o objetivo de simular variações na carga do barramento CC, sua resistência diminui de 240 Ω para 120 Ω em 5 ms. Para simular uma perturbação na fonte de alimentação, que pode ser provocada por carregamento, descarregamento ou até troca de baterias, sua tensão é diminuída de 12 para 10 V em 10 ms.

As formas de onda do sistema levando em consideração as diferentes condições de tensão da bateria e a variação de carga no barramento CC são mostrados na Figura 5. Mesmo com a diminuição da tensão da bateria, a tensão do barramento CC se mantém constante em 24 V sem sofrer transitórios. Isto é possível porque a amplitude da portadora é instantaneamente alterada modificando o ciclo de trabalho de 52% para 59%. Durante o aumento da resistência da carga, a corrente fornecida pelo barramento CC aumenta de 100 mA para 200 mA e a tensão continua constante em 24 V. Neste momento o controlador OCC diminui da amplitude da portadora, que altera o ciclo de funcionamento do conversor de 52% a 51% em um ciclo de relógio.

Figura. 5. Formas de onda do sistema: (a) tensão da bateria e do barramento CC. (B) corrente fornecida ao barramento CC. (C) portadora e sinal de controle modulado no momento da variação da tensão da bateria. (D) portadora e sinal de controle modulado no momento da variação da carga do barramento CC.

V. RESULTADOS EXPERIMENTAIS

Os resultados experimentais foram obtidos levando em consideração as condições climáticas e operacionais próximas às estabelecidas na Seção IV. Os controladores foram implementados de forma analógica para reduzir os custos do projeto. Os controladores analógicos OCC também proporcionam maior confiabilidade na obtenção de resultados, resposta mais rápida e não requerem o uso de conversores analógicos/digitais [12]. Todo o sistema contém somente quatro sensores de tensão. Um para o rastreador MPPT e três para o controlador de regulação de tensão do barramento CC. A Figura 6 mostra a planta do sistema proposto.

A. Experimento 1: Seguidor de Máxima Potência

No primeiro experimento foram analisadas as formas de onda do conversor Buck-Boost e do seguidor de máxima potência, levando em consideração diferentes radiações. As formas de onda mensuradas são ilustradas na Figura 7.

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Figura. 6. Sistema utilizado para os testes experimentais.

A Figura 7 (a) apresenta o comportamento das formas de onda da tensão (vpan), da corrente (ipan) e da potência (ppan) de saída do painel quando o mesmo é exposto às perturbações (variação na radiação). Neste gráfico a potência, na escala de 7,5 V/div, atinge o seu valor máximo em 15,88 W quando o painel recebe uma radiação de 960 W/m² gerando uma corrente de 930 mA. Quando o painel é exposto à radiação de 370 W/m² a potência cai para 5,12 W assim como a corrente para 300 mA. Nota-se que o controlador OCC mantém a tensão do painel em sua tensão de máxima potência (17,1 V) mesmo com a rápida alteração no valor da radiação solar.

Nas Figuras 7 (d) e 7 (e) são analisadas as formas da onda portadora (vtrpan) e do sinal de controle modulado (sbboost) em diferentes condições de radiação para fins de comparação com os resultados da simulação. Na Figura 7 (b), para uma radiação de 890 W/m², a corrente de saída do painel ipan é 874 mA e o ciclo de trabalho gerado pela modulação da portadora

é de 53%. O ciclo de trabalho mais próximo obtido para a análise da forma de onda desta portadora foi de 54% (aproximada em relação à radiação de 910 W/m²). Na Figura 7 (c) para uma radiação mais baixa (300 W/m²), o controlador OCC produz um sinal modulado com ciclo de trabalho inferior (47%) ao obtido em radiações mais intensas, diminuindo a corrente de saída do painel ipan para 153 mA.

Os resultados deste experimento mostram que outros algoritmos de MPPT podem ser utilizados em conjunto com a técnica OCC para rastrear o ponto de máxima potência em painéis fotovoltaicos.

B. Experimento 2: Regulador de Tensão do Barramento CC. O segundo experimento consiste em analisar o comportamento da tensão de saída do conversor Boost CC-CC e das formas de onda do controlador de tensão baseado em OCC. O objetivo do controlador é manter a tensão de saída do conversor constante em 24 V independente da tensão fornecida pela bateria e das condições das cargas conectadas ao barramento CC. As formas de onda do sistema levando em consideração as diferentes condições de tensão da bateria e de variações de carga no barramento CC, são ilustradas na Figura 8. Para simular queda da tensão das baterias, uma fonte de tensão variável foi utilizada para reduzir a tensão de 12 V para 10 V. A Figura 8 (a) mostra que o controlador OCC mantém a tensão do barramento CC a 24 volts, mesmo com a diminuição da tensão da bateria de 12 V para 9,8 V.

O tratamento do sinal no controlador analógico utiliza divisores de tensão a fim de normalizar as tensões lidas para valores com fator de multiplicação de 5,3. A Figura 8 (b) mostra o comportamento do sinal de controle modulado (sboost) no momento da diminuição de tensão.

Figura. 7. Formas de onda do sistema no experimento 1. (a) tensão de saída do painel vpan, corrente de saída do painel ipan e potência fornecida pelo painel ppan

em diferentes radiações. (B) corrente de saída do painel ipan e sinal de controle modulado sbboost para radiação de 890 W/m². (C) corrente de saída

do painel ipan e sinal de controle modulado sbboost para radiação de 300 W / m². (D) portadora vtrpan e sinal de controle modulado sbboost para radiação de 890

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Figura.8. Formas de onda do sistema no experimento 2. (a) tensão do barramento CC vbus e tensão da bateria vbat para resistência Rbus 120 Ω. (b) tensão da

bateria vbat e sinal de controle modulado sboost para resistência Rbus 120 Ω. (c) corrente de saída do Boost ibus e tensão de saída do conversor vbus para resistência

Rbus 120 ohms. (d) portadora vtr e sinal de controle modulado sboost para tensão da bateria vbat 10.2 volts e Rbus 120 ohms. (e) portadora vtr e sinal de controle

modulado sboost para tensão da bateria vbat 12 volts e Rbus 120 ohms. (f) portadora vtr e sinal de controle modulado sboost para tensão da bateria vbat 12 volts e

Rbus 240 ohms.

Nota-se que o ciclo de trabalho aumenta gradativamente de 52% para 59% à medida que a tensão da fonte diminui de 12 V para 10,2 V. Isso ocorre devido ao aumento da diferença entre a tensão de referência do barramento CC Vbusref (24 volts) e a tensão da bateria (vbat). Com este aumento, a referência do comparador do controlador OCC aumenta e a portadora leva um tempo maior para atingir o valor desta referência, aumentando também, sua largura. Como pode ser observado na Figura 8 (d) e na Figura 8 (e), após o transitório causado pela diminuição da tensão da bateria, a amplitude da portadora aumenta de 1,96 V para 2,24 V, correspondendo respectivamente a 10,38 V e 11,87 V.

A Figura 8 (c) mostra o comportamento da corrente no barramento CC quando o sistema é submetido a uma diminuição da resistência de 240 Ω e 120 Ω (variação de 50%). O aumento da carga em 100% provoca um aumento na corrente do barramento CC de 100 mA para 200 mA que leva à uma diminuição na tensão de referência do comparador, e, portanto, uma diminuição da amplitude da portadora. Dessa forma, o ciclo de trabalho do conversor diminui de 52% para 51%, como pode ser observado na Figura 8 (e) e na Figura 8 (f).

A aproximação dos valores obtidos nos testes experimentais em relação aos resultados das simulações mostra que o controlador é confiável em seus aspectos dinâmicos e mostra-se robusto ao rejeitar de forma instantânea as perturbações impostas no sistema.

VI. CONCLUSÃO

Um sistema fotovoltaico autônomo que usa a técnica de controle de um ciclo como rastreador de máxima potência e

regulador de tensão é apresentado e analisado neste trabalho. Este sistema tem vantagens importantes em comparação com sistemas fotovoltaicos tradicionais com controladores, tais como a capacidade de rejeitar completamente e instantaneamente as perturbações de fontes de energia (painel ou bateria). O controlador também mostra robustez em rejeitar imediatamente e completamente grandes variações de carga. Isto é possível porque nesta técnica o valor médio da variável de comutação é capaz de seguir a referência em um único ciclo. O controlador atinge erro de regime permanente nulo e erro de seguimento dinâmico nulo entre a referência de controle e o valor médio da variável de comutação.

Os resultados de simulação e experimentais mostraram que a técnica proposta garante a ausência de transitórios devido às perturbações no sistema como variações na tensão de fontes de energia e de carga. A ausência de transitórios e a rápida resposta fornecida pela técnica pode aumentar a vida útil das cargas e dispositivos eletrônicos conectados ao sistema. A técnica de controle de um ciclo é uma técnica de controle não-linear para conversores chaveadores que podem ser aplicadas a vários sistemas fotovoltaicos com estes fins. Tem implementação de baixo custo, fornece rastreamento dinâmico rápido e excelente rejeição de distúrbios.

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João Teixeira de Carvalho Neto recebeu o título de bacharel

de engenheiro em Engenharia de Computação em 2010, mestrado em Engenharia Elétrica e de Computação em 2012 e doutorado em Engenharia Elétrica e de Computação em 2016, todos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Brasil. Atualmente, é professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), no Brasil. Suas principais pesquisas são: métodos de rastreamento de máxima potência em painéis fotovoltaicos, controladores lineares e não-lineares, controle de conversores de potência e controle de um ciclo (OCC).

Andrés Ortiz Salazar recebeu o título de bacharel de

engenheiro em Engenharia Elétrica em 1981 na Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), Peru. Ele recebeu o grau de Mestre em Engenharia Elétrica em 1989 e o título de doutor em 1994, todos eles da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil. Ele recebeu o grau de phd da Universidade de Tóquio, Japão. Atualmente, ele é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, desde 1994. Suas pesquisas são voltadas à controle de máquinas elétricas e conversores de potência.

Alberto Soto Lock recebeu o grau de bacharel de engenheiro

em Engenharia Elétrica em 1989 na Universidad Nacional de Ingeniería (UNI), Peru. Ele recebeu o grau de Mestre em Engenharia Elétrica em 1997 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brasil. Ele recebeu o título de doutor em engenharia elétrica em 2011 na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Atualmente, ele é professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), desde 2012. Suas pesquisas são voltadas à controle de máquinas elétricas e conversores de potência e controle de um ciclo (OCC).

Diego Antonio de Moura Fonseca possui graduação em

Engenharia de computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2007) e mestrado em Engenharia Elétrica e de Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2011). Atualmente é engenheiro de computação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Tem conhecimento na área de Engenharia de Computação, com ênfase em Automação Eletrônica de Processos Industriais, atuando principalmente nos seguintes temas: instrumentação, automação industrial, programação.

Referências

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