• Nenhum resultado encontrado

Arq. Bras. Oftalmol. vol.71 número5

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Arq. Bras. Oftalmol. vol.71 número5"

Copied!
2
0
0

Texto

(1)

Arq Bras Oftalmol. 2008;71(5):615-6

Entre as riquíssimas sessões anuais de apresentação e discussão de temas de editoração, a cargo dos Arquivos Bra-sileiros de Oftalmologia e já tradicionais em nossos Congres-sos Brasileiros de Oftalmologia (anos ímpares), ou de Preven-ção da Cegueira e ReabilitaPreven-ção Visual (anos pares), desde quando se realizou a primeira, em 1998, a deste ano merece receber menção especial, quer pela abrangência dos assuntos, quer pela homogeneidade das apresentações, todas em nível muito apropriado, quer por suas excelências pedagógicas. Em comemoração ao aniversário de setenta anos dos Arquivos, o conteúdo do Simpósio deve ser então, agora, ajustado para leitura, em meio eletrônico ou papel, para aproveitamento de eventuais interessados que não puderam presenciá-lo, agre-gando-se a temas de Metodologia Científica (assunto de ou-tro magnífico painel de discussões, neste Congresso) e de regras sobre apresentação oral. Fazemos aniversário, mas quem ganha presente são os leitores...

De fato, neste ano os Arquivos Brasileiros de Oftalmologia comemoram seus setenta anos, desde quando começaram a circular. Como revista de Oftalmologia de periodicidade regu-lar é a mais antiga da América Latina. Pois, a partir de sua primeira publicação, não conheceu períodos de interrupção, conservando, para nosso orgulho, uma regularidade inequi-vocamente invejável para um órgão desse tipo. Aliás, seja no Brasil, como no exterior, não foram poucas as tentativas de publicar revistas de Oftalmologia que, entretanto, apenas tive-ram durações efêmeras, frustrando ideais, face às dificuldades de editoração, tanto de ordem financeira, quanto da disponibi-lidade de conteúdo (quantidade e quadisponibi-lidade) das matérias. Realmente, até algumas revistas de elevadíssimo padrão inter-nacional não podem se jactar dessa continuidade.

Contudo, isso não é fácil, mesmo hoje, com prestígio já consolidado e como revista científica oficial do Conselho Bra-sileiro de Oftalmologia. Imagine-se, então, como teriam sido os percalços dos primeiros tempos. Convém relembrá-los.

Tudo começou por obra e graça da família Belfort Mattos. Com Waldemar, propugnador, fundador e mantenedor da re-vista até quando nos deixou (1956), seguido por seu filho, Rubens (até 1991) e por seu neto, Rubens Júnior, foi necessá-ria muita fé no ideal, muita persistência no empreendimento, muito trabalho e empenho, muito dinheiro. Por 39 anos, a família apoiou o crescimento e a maturidade da revista, a ela se desvelando com preocupações, com carinho e com sacrifícios de toda ordem, tempo e patrimônio. Que o diga D. Rosinha Belfort Mattos, sobre como foi dividir atenções do sogro, do

EDITORIAL

Harley E. A. Bicas

marido e do filho com esse ideal, decidindo, por fim, também imergir as suas no mesmo sentido. Uma aposta de alto risco, a que a Oftalmologia brasileira decidiu que não podia ficar indi-ferente: em 1977, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia pas-sou a patrociná-la. Mas enganou-se quem pensasse que, en-tão aliviada dos encargos financeiros, a família se omitisse. Por mais 22 anos continuou em sua linha de esforços e dedica-ção para que a revista se tornasse cada vez maior e melhor, liderando suas conquistas até setembro de 1999. E muito se engana, ainda, quem ache que a história terminou: como a uma filha, ou neta, embora já em suas plenitudes de vida, a preocu-pação de pais, ou avós, segue como se menininha a filha, ou neta, ainda fosse. Desde então, os Arquivos Brasileiros de Oftalmologia foram definitivamente recebidos pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, inclusive (e como se diz) de papel passado, por doação de direitos, por escritura pública, no ano seguinte. O reconhecimento da Oftalmologia brasileira se fez, em parte, pela inclusão de um membro, ou sucessor, da família Belfort Mattos no Conselho Administrativo da revista, seu colegiado maior.

Nestes anos mais recentes, a revista tem colhido os frutos de sua maturidade e os benefícios da excelente qualidade da oftalmologia brasileira. Aumentou o volume de suas publica-ções e recebeu novos reconhecimentos de mérito (SciELO, MEDLINE e EMBASE), somando-se aos que já possuía. É, hoje, a única revista de Oftalmologia da América Latina a se orgulhar do prestígio de sua indexação pelas mais respeitadas agências internacionais que disso cuidam. Há pouco, os im-pactos de nossos trabalhos publicados e autores passou a ser medido pela Scopus, uma das duas mais importantes e influen-tes agências de divulgação eletrônica das bases de dados científicos mundiais, a mais recente prova de nossos méritos. E esperamos que, em breve, estejamos igualmente reconheci-dos pelo ISI Web of Knowledge, pedra da coroa, incensada pelas agências de fomento à pesquisa e Universidades brasi-leiras como determinante de valores de um trabalho científico, ou do veículo que o propaga.

Obviamente, a periodicidade de suas publicações, a quan-tidade e a qualidade de seus artigos, o reconhecimento de valor pelas indexações e divulgações mais amplas de seus conteúdos, a medição de impactos, tudo isso fator distintivo para uma revista científica – a fazê-la respeitada por Universi-dades e agências de fomento à pesquisa – não esgotam a necessidade de aperfeiçoamentos. Ao contrário, nesse pata-mar elevado, apartada de suas congêneres latino-americanas e

(2)

616Simpósio de Editoração, Aniversário de Setenta anos e Scopus

Arq Bras Oftalmol. 2008;71(5):615-6

digna representante delas, categorizada entre o que melhor existe na oftalmologia mundial, as exigências se tornam ainda maiores. Para isso, contamos com o decidido apoio dos auto-res que nos pauto-restigiam pelo encaminhamento de seus traba-lhos; de analistas e do corpo editorial da revista, que contri-buem para que as condições de nossas publicações sejam,

sempre e cada vez mais, as melhores possíveis. Chegando à primeira divisão das revistas internacionais, a busca seguinte é a de estar entre as melhores dessa elite.

Não há fim na busca das finalidades. Este é o destino desta jovenzinha de setenta anos: alcançado um objetivo, vislum-brar outro mais à frente.

24 a 27 de Agosto de 2009

Expominas - Centro de Convenções - Belo Horizonte

XXXV

CONGRESSO

BRASILEIRO DE OFTALMOLOGIA

XXXV

CONGRESSO

Referências

Documentos relacionados

nesta nossa modesta obra O sonho e os sonhos analisa- mos o sono e sua importância para o corpo e sobretudo para a alma que, nas horas de repouso da matéria, liberta-se parcialmente

Os interessados em adquirir quaisquer dos animais inscritos nos páreos de claiming deverão comparecer à sala da Diretoria Geral de Turfe, localizada no 4º andar da Arquibancada

No entanto, maiores lucros com publicidade e um crescimento no uso da plataforma em smartphones e tablets não serão suficientes para o mercado se a maior rede social do mundo

3.3 o Município tem caminhão da coleta seletiva, sendo orientado a providenciar a contratação direta da associação para o recolhimento dos resíduos recicláveis,

Existem quatro armários na sala, um que serve para arrumar livros e materiais utilizados pela educadora, outros dois que servem de apoio aos adultos da sala e

A par disso, analisa-se o papel da tecnologia dentro da escola, o potencial dos recursos tecnológicos como instrumento de trabalho articulado ao desenvolvimento do currículo, e

Detectadas as baixas condições socioeconômicas e sanitárias do Município de Cuité, bem como a carência de informação por parte da população de como prevenir

O número de desalentados no 4° trimestre de 2020, pessoas que desistiram de procurar emprego por não acreditarem que vão encontrar uma vaga, alcançou 5,8 milhões