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DANIEL NO PASSADO E NO PORVIR LUIZ DE MATTOS PARTE I. CAPÍTULOS DE 1 a 6

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Texto

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DANIEL

NO PASSADO E NO PORVIR

LUIZ DE MATTOS PARTE I

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PREFÁCIO DO LIVRO DANIEL NO PASSADO E NO PORVIR

Apresentação

É extremamente honroso apresentar aos estudiosos da Palavra de Deus este precioso trabalho do Dr. e Evangelista Luiz de Mattos, que além de médico, é também um servo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Livro de Daniel possui uma relevância indiscutível para toda a humanidade, as expressões “o tempo do fim” e

“últimos tempos”, recebem um enfoque profundo e bem fundamentado no contexto da Bíblia Sagrada por parte do autor.

Recomendo a todos os Pastores, Obreiros e irmãos adquirirem um exemplar desta obra, certo que este livro de Daniel é o Apocalipse do Velho Testamento.

Trata-se de uma obra didática, de cunho simples e objetivo, à altura do conhecimento de todo aquele que se dispuser a compreender os mistérios de Deus.

Tenho certeza que a obra é de consulta obrigatória por todos aqueles que militam na fé que uma vez foi dada aos santos.

Enfim, vem a lume um trabalho que preenche uma notória lacuna na bibliografia que trata sobre as profecias bíblicas.

A leitura do livro é palpitante e satisfaz o desejo da alma, a interpretação das profecias neste livro é clara e objetiva, algumas profecias já foram cumpridas e outras cumprindo atualmente, na seqüência da complementação de tudo que Deus mostrou a Daniel.

Cuiabá, 11de Março de l998.

SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA-

PASTOR PRESIDENTE DA CONVENÇÃO DOS MINISTROS DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO ESTADO DE MATO GROSSO - CUIABÁ-MT.

PASTOR PRESIDENTE DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS EM CUIABÁ - MT.

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PREFÁCIO DO AUTOR

Esta obra é fruto de muito trabalho e de muito sofrimento. Este livro foi fruto de mais ou menos três anos de dedicação, tendo sido terminada a sua escrita no ano de 1997 quando foi entregue para o pastor Sebastião ler e prefaciar. Em seguida ele foi guardado ate agora, quando estamos a editá-lo , pois sinto ser agora o tempo de Deus.

O Livro de Daniel é um dos mais profundos livros da Bíblia Sagrada.

Daniel é um profeta do Velho Testamento que profetizou sobre a ressurreição, sobre os governos mundiais de todos os tempos.

Daniel é também quem nos legou a profecia das Setenta Semanas de Daniel, Esta profecia envolve o povo de Israel e também envolve toda a humanidade envolvendo o tempo do fim.

Daniel foi o maior homem no aspecto político, tendo tido mais glória que José, pois este foi o primeiro homem depois do rei, em todo um reinado universal, sendo este o mais brilhante e próspero entre todos os demais.

Nabucodonosor foi o rei de maior glória, fora do povo de Deus.

Daniel é um livro atual, um livro que deve ser estudado com muito carinho e atenção.

Esta obra vem atender os interesses de todos aqueles que querem aprender um pouco mais sobre as profecias, passadas e por virem.

Estou à disposição para eventuais esclarecimentos ou dar esse livro na forma de seminário para todos quantos o desejarem, independentemente da denominação.

O Autor O Autor é:

Dr. Luiz de Mattos

Médico formado pela UNESP, Botucatu, SP.

Professor de Matemática e Física Formado pela USP

Ministro do Evangelho - CGADB e CONFRADESP Contatos (019) 34066031.

Email: [email protected]

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AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a DEUS, pelo privilégio de escrever essa obra, pois foi Deus quem me iluminou através do Espírito Santo.

Em seguida, minha esposa, que participou em todo instante do meu trabalho e do meu sofrimento, na realização dessa obra.

Minha esposa, novamente, porque foi ela quem fez o trabalho de datilografia dos originais, com a colaboração de minha filha no início do trabalho.

Ao professor Sebastião Ferri, conceituado professor de Língua Portuguesa que tão carinhosamente leu, revisou, corrigiu e muito contribuiu para a clareza do conteúdo do livro.

Em seguida, ao meu Pastor Antônio Munhoz, que entre tantas coisas e bênçãos, me levou a consagração Ministerial, e muito me incentivou.

 Ao Pastor Abraão de Almeida, que carinhosamente me serviu como exemplo de um escritor de respeitável e merecido sucesso.

 A meus filhos, que tiveram paciência comigo, enquanto me dediquei quase que exclusivamente a esse trabalho.

MUITO OBRIGADO Dr. Luiz de Mattos

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DEDICAÇÃO

Esse livro é dedicado a minha família:

Iray Barbosa de Mattos - minha esposa Luiz de Mattos Júnior

Ricardo Barbosa de Mattos Clery Barbosa de Mattos

Peterson Barbosa de Mattos - filhos Davi Weslley de Mattos

Jônatas William de Mattos Josué Wendel de Mattos Ian Souza Mendonça

Gabriel Lesina de Mattos

Giovana Barbosa Caíres da Silva Natalia Barbosa Caíres da Silva Letícia de Mattos - Netos

Americana 2008

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ÍNDICE

Apresentação ... 1

Prefácio do Autor ... 2

Agradecimentos ... 3

Dedicação ... 4

Introdução ... 6

Invasão e Ataques a Jerusalém ... 12

O Porquê do Cativeiro ... 14

Daniel na Corte Babilônica ... Cap.1.1-7 .... 19

O Propósito de Daniel ... Cap.1.8-21 ... 22

Daniel e o Sonho de Nabucodonosor ... Cap.2.1-13 ... 29

Daniel recorre a Deus ... Cap.2.14-18 .. 34

O Deus da Revelação ... Cap.2.19-30 .. 36

A Revelação ... Cap.2.31-35 .. 39

A Interpretação ... Cap.2.36-45 .. 41

A Recompensa ... Cap.2.46-49 .. 46

A Estátua de Nabucodonosor ... Cap.3 ... 48

A Imagem de Ouro ... Cap.3.1-7 .... 48

A Grande recusa ... Cap.3.8-18 ... 51

A Fornalha de Fogo ... Cap.3.19-25 .. 56

A Exaltação ... Cap.3.26-30 .. 60

A Árvore Gigante ... Cap.4.1-3 .... 64

A Visão da Árvore ... Cap.4.4-18 ... 65

A Interpretação ... Cap.4.19-27 .. 71

Deus Cumpre a Profecia ... Cap.4.27-37 .. 75

A Queda da Babilônia ... Cap. 5 ... 81

A Escritura da Parede ... Cap.5.1-12 ... 82

A Interpretação ... Cap.5.13-29 .. 85

Daniel na Cova dos Leões ... Cap. 6 ... 92

A Inveja ... Cap. 6. 1-15 . 92 Daniel na Cova dos leões ... Cap.6.16-28 .. 99

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DANIEL - INTRODUÇÃO

O Livro de Daniel tem como autor o próprio Daniel, embora existam correntes que defendam a negação desse fato, isto é: alegam que o Livro de Daniel foi escrito em data posterior, por um outro autor.

Foi escrito por volta do século VI antes de Cristo. O Livro de Daniel é considerado o Livro do Apocalipse do Velho Testamento.

Foi escrito por Daniel, durante o exílio, durante o período em que o povo judeu esteve cativo em Babilônia e abrange um período que vai de 606 a.C. até por volta de 530 a.C. Foi escrito em Babilônia.

O Livro de Daniel foi escrito em parte na língua dos judeus, o Hebraico, e em parte na língua dos Caldeus, o Aramaico. O trecho em Aramaico é do capítulo dois, verso quatro, até o capítulo sete, verso vinte e oito.

Daniel foi um instrumento usado por Deus a fim de estabelecer de forma profética toda a história de Israel e, como conseqüência, a história do mundo gentílico, especialmente as nações gentílicas que possuíam relações com Israel.

Daniel também foi usado para mostrar a extensão do poder e da onisciência de Deus em relação ao mundo gentio e que Deus é o excelso governador do universo; e que os governantes assim como os governados estão submissos ao seu ilimitado domínio. Daniel 4.25.

Podemos estabelecer como objetivos contidos no Livro de Daniel:

1- Revelar o futuro de seu povo.

2- Revelar o futuro deste mundo e de toda a humanidade.

Vide Daniel 2.22

3- Revelar a soberania de Deus sobre todos os reinos e governos terrestres. Vide Daniel 4.25

4- Revelar que Deus estabelecerá, no final desse período, um reinado eterno, sem auxílio e sem interferência de mãos humanas.

5- Lançar, desde então, as bases do Apocalipse, o qual seria mais detalhado após a ressurreição de Jesus.

6- Estabelecer de forma definitiva a extensão do período de governo humano, fixando na história porvir, quatro grandes impérios universais e, como conseqüência, estabelecer quando e como será o final desse período.

7- Mostrar que Deus castiga o seu povo, mas não o desampara à mercê de si próprio.

8- Mostrar que Deus é zeloso no cumprimento de suas leis

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Estudando-se o LIVRO DE DANIEL pode-se estabelecer de maneira exata e inequívoca:

a) A época em que nasceria Jesus.

b) A época de sua morte.

c) O final dessa dispensação.

d) O estabelecimento do reino Milenar e quando isso ocorrerá.

Na seqüência histórica dos acontecimentos narrados aqui, temos os relatos de Esdras e Neemias, lembrando que os acontecimentos relacionados com Ester se localizam (cronologicamente no tempo) entre os capítulos seis e sete de Esdras.

O Livro de Daniel é um livro do Velho Testamento, mais ou menos 600 a.C., mas está ligado ao final dos tempos, sendo que já se passaram 2.600 anos e ainda não se cumpriu todo o seu roteiro profético. Daniel foi citado por Jesus, em seu ministério, e se constitui na base do Livro do Apocalipse, escrito por João na ilha de Patmos. É também como o Apocalipse, um livro escrito à base de símbolos. O livro de Daniel é um livro tão atual quanto o livro do apocalipse.

Os acontecimentos históricos registrados na história universal ilustram e demonstram os acontecimentos proféticos apresentados e esmiuçados aqui nesse livro, no tocante às profecias já realizadas ou já cumpridas.

Certamente deduzimos que as profecias ainda não cumpridas, ligadas ao final dos tempos, (por exemplo, a 70ª semana de Daniel), cumprir-se-ão com a mesma fidelidade e precisão com que aconteceram as já cumpridas. O Livro do Apocalipse é, quase na totalidade, a 70ª semana de Daniel, apresentada com detalhes que Daniel não apresentou. No final desse período, quando estiver cumprida toda a profecia de Daniel, não existirá mais governo humano, encerrar-se-á o governo dos gentios e será estabelecido o reinado eterno, cujo rei será JESUS.

O Livro de Daniel tem citações no Novo Testamento referidas por Jesus: Mateus 24.15.

MATEUS 24.15 - Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo.

(quem lê entenda).

Com essa citação de Jesus concluímos:

1- Jesus reconhece Daniel como profeta.

2- Jesus conclama a fim de que acreditemos em suas profecias.

O livro pode ser dividido em duas partes nítidas e distintas, a saber:

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a) Histórica.

Abrange principalmente o povo judeu.

Podemos observá-la dos capítulos iniciais até o sexto, com exceção do capítulo dois.

b) Profética.

Estabelece o roteiro do futuro de Israel e paralelamente mostra também o futuro de toda a humanidade.

O conteúdo profético desse livro sobre os impérios mundiais permanece atual e ainda se estenderá até o final dos tempos. (Os dedos da estátua de Nabucodonosor, como veremos mais adiante).

Para entendermos melhor o Livro de Daniel, vamos nos dedicar um pouco ao contexto histórico pouco anterior ao início do cativeiro de Babilônia.

Bem sabemos que Nabucodonosor invadiu Israel e dominou o reinado de Judá, levando esse povo para o cativeiro de Babilônia, entre eles Daniel, autor do livro que nos propomos a estudar.

A história que nos interessa, tem origem na desobediência do povo de Israel ao Senhor, tendo o povo se contaminado com a idolatria cujo pico foi no governo do reinado de Manassés e de Amon, seu filho. Esses reis fizeram o que foi mal aos olhos do Senhor, introduzindo pesada idolatria em todo o Israel. Ver 2 Reis 24 versos 1 ao 4, onde fala desses governos. Ver também 2 Crônicas 34.

21 onde o rei Josias declara que seus pais se desviaram dos caminhos do Senhor.

Ver ainda 2 Crônicas capitulo 33.

Regredindo ainda um pouco mais, em 2 Crônicas capítulo 34, temos o rei Josias iniciando o seu reinado, com oito anos, reinado que durou trinta e um anos. Antes do rei Josias a nação de Israel estava totalmente desviada dos caminhos do Senhor, principalmente sob o reinado de Manassés e Amon, filhos de lhos de Ezequias, porque fizeram o que era mal aos olhos do Senhor, e introduziram uma fase de idolatria e profanação, levando o povo a se distanciarem mais e mais de Deus.

2 REIS 21.9 - Eles, porém não ouviram; e Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações, que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.

Devido à obstinação desse povo, Deus determinou que também Judá seria tirado de sua presença. 2 Reis 21.13-15.

Nesta altura o reino do norte já era cativo dos Assírios.

Quando da morte de Amon, Josias, seu filho, tinha apenas oito anos, mas não obstante tão tenra idade começou a

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reinar, e o fez de 639 a 609 a.C., 2 Crônicas 34.1 e 2 Reis 22.1

Josias conduziu um governo de reconciliação levando o povo de volta à presença do Senhor.

Josias fez o que era reto aos olhos do Senhor, purificou a Judá e livrou-a da idolatria de seus pais (especialmente Manassés e Amon).

Em 2 Crônicas capítulo 34 versos 1-7 temos a descrição do seu trabalho. Assim, dessa forma, Josias aplacou a ira de Deus, que já havia determinado a extradição de Judá, mas Josias achou graça diante de Deus, a ponto de receber, através da profetisa Hulda, a promessa de que seus olhos não veriam o mal que viria sobre Judá. Veja 2 Crônicas 34.27,28. Assim Josias desenvolveu um reinado de paz.

No panorama das demais nações, nessa mesma ocasião, temos o Egito conquistando extensas áreas de modo a se constituir num grande império mundial incipiente. A Assíria já passava por seu apogeu e já se achava em decadência. O Egito havia conquistado há pouco a capital dos assírios e havia constituído CARQUEMIS como base avançada do Egito.

Em Babilônia, nessa época, era rei Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, que era chefe dos exércitos da Babilônia;

jovem valente e audacioso guerreiro.

Nabucodonosor havia conquistado a Carquemis, às margens do Eufrates, e o rei do Egito, cujo nome era Faraó-Neco, subia do Egito para livrar Carquemis da mão dos inimigos.

Mas para ir do Egito a Carquemis, é necessário passar pela Palestina. Ao passar por Megido, que é um local estratégico na terra dos judeus, eis que o rei Josias, apesar de seu brilhante comportamento diante do governo em Judá, sai-lhe ao encontro; no fundo mesmo, para provocá-lo!

Faraó-Neco se achava ali de passagem e seu destino era Carquemis. Não tinha nenhum interesse contra Judá ou seu rei. Ver 2 Crônicas 35.20-24. Dessa forma, Josias, fora da direção de Deus, acabou morrendo ali em Megido, e toda a Jerusalém chorou e lamentou a sua morte. Josias morreu em 609aC. e Judá teve o seu trono vago e subiu para reinar Jeoacaz, filho de Josias, quando tinha vinte e três anos e começou a reinar em Jerusalém. Mas o reinado de Jeoacaz durou apenas três meses. Veio Faraó-Neco e depôs a Jeoacaz, tomou o trono e colocou como rei a Eliaquim, cujo nome foi mudado para Jeoaquim, subjugando agora o povo de Judá ao Egito. Faraó-Neco obrigou Judá a pagar tributos ao Egito, e os judeus passaram então a pertencer ao império Egípcio.

Quanto a Jeoacaz, foi levado para o Egito onde morreu.

Veja 2 Reis 23.31-37.

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Esse rei Jeoaquim, que estava submisso ao Egito, foi o rei em cujo terceiro ano de reinado se deu a invasão de Nabucodonosor sobre Jerusalém, dando início ao cativeiro de Babilônia em 606 a.C.

Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e seu reinado durou onze anos, tendo feito um mal governo aos olhos do Senhor.

Devido ao mau procedimento de Jeoaquim, Deus providenciou a Babilônia para promover o castigo sobre Judá. Ver 2 Reis 23.37.

No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, subiu Nabucodonosor, rei de Babilônia, e conquistou a Jerusalém das mãos de Faraó-Neco e subjugou a nação e a Jeoaquim, deixando-o no trono. (Jeoaquim continuou rei; mas agora submisso a Babilônia). Ver 2 Reis 24.1 e Daniel 1.1.

Judá ficou três anos sob o domínio do Egito e passou em seguida para o domínio da Babilônia, sendo essa data o marco inicial do cativeiro de Judá.

Jeoaquim era inimigo de Jeremias e Jeremias foi o profeta do cativeiro, tendo permanecido em Judá após a invasão de Nabucodonosor. Ver Jeremias 26.21; 36.26.

A razão dessa inimizade era o mal governo de Jeoaquim e as profecias de reprovação de Jeremias contra o seu procedimento.

O rei Jeoaquim inicialmente aceitou bem a submissão à Babilônia, mas após certo tempo, se rebelou contra Babilônia. Nabucodonosor foi o instrumento que Deus usou para reprimir e reeducar o seu povo. Se lermos 2 Reis 24.2 nós podemos observar:

2 REIS 24.2- Enviou o Senhor contra Jeoaquim bandos de caldeus, e bandos de síros, e de moabitas e dos filhos de Amom; enviou-os contra Judá para o destruir, segundo a palavra que o Senhor falara pelos profetas, seus servos.

Nabucodonosor veio contra Jeoaquim, e encerrou o seu reinado, colocando rei em seu lugar a Joaquim, que era filho de Jeoaquim. 2 Reis 24.6.

Assim Joaquim foi rei de Judá sob o domínio de Nabucodonosor, cujo império já era desde o Eufrates até o rio do Egito. Joaquim também reinou mal, também não agradou a Deus, e no oitavo ano de seu reinado, Nabucodonosor e seus súditos militares cercaram a cidade e levaram o seu rei preso, assim como sua família e os tesouros do Templo do Senhor. Ver 2 Reis 24.13.

Foi nessa data que tivemos a segunda leva dos cativos de Judá para a Babilônia. A primeira leva de cativos se deu em 606 a.C., quando Nabucodonosor conquistou a Jeoaquim no terceiro ano de seu reinado. Na primeira leva de cativos,

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Daniel e seus companheiros foram levados para a Babilônia.

Falaremos ainda sobre isso.

Nessa segunda leva de cativos de Jerusalém para a Caldéia, Nabucodonosor levou por volta de dez mil cativos principalmente os artesãos e os artífices, e aquelas pessoas que tinham alguma habilitação profissional, como carpinteiros e ferreiros, e não deixou nenhum, a não ser o povo da terra, o lavrador. Foi nessa leva de cativos que foi levado Ezequiel para a Babilônia. Enquanto Jeremias permaneceu em Jerusalém. Pode-se ler sobre isso em 2 Reis 25.1-22. Ainda voltaremos a falar sobre esse assunto.

Destituído Joaquim do trono de Judá, o rei de Babilônia colocou em seu lugar a Matanias, cujo nome foi trocado para Zedequias que se constituiu no último rei de Judá.

Zedequias reinou durante onze anos e também se rebelou contra Babilônia e mais uma vez, já no undécimo ano de seu reinado, novamente Nabucodonosor investe contra o rei de Judá e contra Jerusalém. Desta vez Nabucodonosor cercou a cidade de Jerusalém por mais ou menos um ano, até que se esgotaram todos os seus recursos dentro dos seus muros, obrigando os judeus a se renderem e destruiu totalmente a cidade de Jerusalém, seus muros, seus palácios e o Templo Sagrado.

Foi nessa última invasão que se alguém escapou da espada então foi levado cativo para Babilônia.

Quanto à família do rei Zedequias, foram degolados os seus filhos, na presença do próprio rei e, quanto ao próprio, vazaram-lhe os olhos e o levaram vivo para Babilônia.

Em Jerusalém não ficou nada que não estivesse queimado ou derrubado. Pode-se ler sobre isso em 2 Reis no capítulo 25 e 2 Crônicas capítulo 36.

Essa última invasão ocorreu no ano de 586 a.C., portanto vinte anos depois do início do cativeiro em 606 a.C.. Essa invasão determina o marco inicial dos TEMPOS DOS GENTIOS de Lucas 21.24. Hoje, já são passados mais de dois mil e quinhentos anos e Jerusalém ainda continua pisada pelos gentios.

O local do Templo sagrado, atualmente, está sob o domínio dos árabes e em seu lugar está construída a Mesquita de OMAR. Jerusalém constitui hoje a cidade santa também para os muçulmanos, além dos judeus e dos cristãos.

Não confundir:

a) Tempos dos gentios b) Plenitude dos gentios.

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a) Tempos dos gentios:

A Bíblia usa essa expressão em:

LUCAS 21.24 -... até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles.

Essa expressão foi do próprio Jesus relatada por Lucas, onde vemos que o tempo dos gentios está relacionado com Jerusalém e o povo não judeu. É uma expressão que se refere ao período que iniciou com a invasão de Nabucodonosor a Jerusalém, quando a destruiu totalmente na terceira invasão, por volta de 586 a.C. e terminará na segunda vinda de Jesus, quando Jerusalém retornará ao povo Judeu.

Tempo dos Gentios corresponde então ao período no qual os gentios têm domínio sobre Jerusalém; daí a expressão:

será pisada por eles.

O período dos gentios iniciou com uma profanação do templo e sua destruição e terminará também com uma profanação, que será desenvolvida pelas bestas do Apocalipse. Esse período, portanto, não faz nenhuma alusão à Igreja, nem tem nenhuma relação com ela.

b) Plenitude dos gentios.

Esse período se refere ao espaço de tempo no qual Israel se acha desviado dos caminhos do Senhor, período no qual não reconhecem a Jesus como o Messias e corresponde ao período da existência da Igreja aqui nesta terra. Teve início no dia do Pentecostes e terminará no dia do Arrebatamento da Igreja.

Nesse período, Israel não deixou de ser o povo escolhido e tão pouco deixou de ser a videira plantada pelo Senhor, usando a melhor semente. Israel continua sendo a nação santa e escolhida. Mas a Igreja se constitui no povo de Deus nesse período, tendo sido comprada pelo sangue de Jesus, no sacrifício vicário da cruz, no Calvário.

Assim sendo terminará no Arrebatamento da Igreja e corresponde ao período da graça, onde para ser salvo é necessário aceitar a Jesus como Salvador, inclusive o povo judeu.

O período chamado plenitude dos gentios coincide com o intervalo entre a 69ª e 70ª semanas de Daniel, cujo tempo está parado no relógio de Deus com relação a Israel.

INVASÕES E ATAQUES A JERUSALÉM

Vamos enfocar de forma mais minuciosa os ataques de Nabucodonosor a Jerusalém. Foram três esses ataques e

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correspondem às três levas de cativos levados de Judá para a Babilônia.

606 a.C.: INVASÃO INICIAL

Foi nessa data que teve início o cativeiro de Judá, conseqüência da primeira invasão de Nabucodonosor em Jerusalém. Nessa época, Jerusalém estava ainda sob o domínio do Faraó-Neco, e era o terceiro ano de Jeoaquim.

Essa invasão:

Termina com o jugo Egípcio iniciado com a morte de Josias.

Inicia o jugo da Babilônia dando também início ao cativeiro de Judá que durará por volta de 70 anos.

Nabucodonosor ordena a Aspenás, chefe de seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, tanto da linhagem real como dos nobres, jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, versados no conhecimento e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus; escolhendo assim o que há de melhor em Judá, levando cativo a Daniel e seus companheiros para a Babilônia, entre outros.

Ver Daniel 1.1-4

597 a.C.: SEGUNDA INVASÃO

A segunda invasão ocorreu em 597 a.C. estando já Jerusalém sob domínio Babilônico

Foi nessa invasão que Nabucodonosor derrotou a Joaquim e o levou cativeiro para Babilônia.

Foi nessa invasão que Nabucodonosor levou para a Babilônia a segunda leva dos cativos. Foi nessa invasão que:

* Levaram Ezequiel para Babilônia e deixaram Jeremias em Judá.

2 Crônicas 36.9,10 e 2 Reis 24.10-17.

Levaram por volta de dez mil judeus para o cativeiro, especialmente os profissionais.

Levaram os tesouros do Templo.

586 a.C.: TERCEIRO E ÚLTIMO ATAQUE

Esse foi o último ataque de Nabucodonosor a Jerusalém e nesse também ocorreu a última leva de judeus para o

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cativeiro. Essa invasão foi contra Zedequias, o último rei de Judá, e nela:

O cerco de Jerusalém durou mais de um ano.

Ninguém escapou ileso: quem não morreu a espada foi levado cativo.

Ocorreu a destruição total de Jerusalém e do Templo.

Atearam fogo em tudo aquilo que foi possível.

Podemos observar então que:

1) Houve três levas de cativos e três invasões da Babilônia em Jerusalém: 606, 597 e 586 a.C.

2) A terceira invasão foi a mais demorada e a mais cruel, quando Jerusalém foi sitiada por mais de um ano e houve a destruição total da cidade e do Templo.

3) Passaram-se vinte anos entre o início do cativeiro e a destruição do Templo e de Jerusalém.

4) Jeremias foi profeta em Jerusalém durante o cativeiro.

5) Daniel e seus companheiros foram levados cativos já na primeira leva.

6) Ezequiel foi levado cativo na segunda invasão.

7) Foi na segunda invasão que foram levados mais de dez mil judeus para o cativeiro da Babilônia.

8) Ezequias foi levado cativo para Babilônia.

O PORQUÊ DO CATIVEIRO

O povo de Judá iniciou o cativeiro na Babilônia no ano de 606 a.C.,quando da invasão de Nabucodonosor sobre Jerusalém, no ano terceiro de Jeoaquim, rei de Judá e terminou em 536 a.C. no reinado de Ciro, o Persa.

A duração do cativeiro foi de setenta anos, profetizado por Jeremias em seu Livro, no capítulo 25 verso 11.

Na verdade, Nabucodonosor não venceu o povo de Deus, mas Deus entregou-o em suas mãos, de modo que a Babilônia foi um instrumento nas mãos do Senhor, um executor dos planos corretivos de Deus.

O cativeiro dos setenta anos está muito relacionado:

1º - Aos quatrocentos e noventa anos de uso da terra sem se respeitar o ano sabático, que seria o ano de descanso da terra. Para cada sete anos deveria existir um ano de repouso da terra, mas Israel já tinha vivido quatrocentos e noventa anos sem cumprir esta determinação de Deus. Nesse ano sabático, Israel não deveria plantar e nem fazer uso da terra, pois seria ano de descanso da terra. Eles deveriam guardar o produto da de modo que no sétimo ano a terra pudesse descansar. Essa era a orientação de Deus e dos

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Como houve desobediência do povo, então Deus levou o povo para o cativeiro, de modo a cumprir sua orientação e a terra ficou os setenta anos descansando, de modo a descansar um ano para cada sete de desobediência.

Isso é uma demonstração de que Deus vela e zela pela sua Palavra e suas profecias. Com isso devemos estar atentos a fim de ouvirmos e atendermos as diretrizes de Deus. No Livro de Jeremias 25.9-11, Deus revela ao povo, através do profeta Jeremias que Ele mesmo trará Nabucodonosor, ao qual o Senhor chama de seu servo, contra o seu povo a fim de destruí-los como castigo pele desobediência. Deus fala ali, que fará cessar a alegria e a luz de candeeiro de seu povo.

No verso 11 Deus fala que Israel será escravizado por setenta anos na Babilônia. Ver Jeremias 25.9 a 11.

O livro de 2 Crônicas, capitulo 36 e versos do 14 ao 21, fala da terceira invasão da Babilônia e da matança que houve em Jerusalém. Fala também da destruição dos muros, e dos objetos preciosos, e ainda do terror sofrido pelo povo.

Ver 2 Crônicas 36.14-21.

2º - Prostituição religiosa e rebeldia contra Deus.

A Bíblia fala em II Crônicas 36.16 e 17 que o povo de Deus zombava dos seus mensageiros, desprezavam a Palavra de Deus e desprezavam também aos seus profetas, até que subiu a ira de Deus contra eles. Leia 2 Crônicas 36.16,17.

CONSEQÜÊNCIAS DO CATIVEIRO

AS conseqüências do cativeiro são aquelas coisas que aconteceram por terem passado pelo castigo da escravidão na Babilônia. Algumas dessas conseqüências são:

Foi abolida de uma vez por todas a idolatria entre os judeus.

Os judeus passaram a respeitar a Lei de Moisés com difusão e estudo dessa lei nas reuniões que começaram a ser periódicas nas Sinagogas.

Surgiram as Sinagogas a partir do cativeiro porque o povo não tinha aonde ir, onde se reunir nem onde adorar ao seu Deus.

Ocorreu o avivamento da promessa Messiânica, porque o povo se voltou para Deus e se voltou para o estudo de sua Palavra.

Ocorreu o aperfeiçoamento do sentimento de patriotismo.

Ver Salmo 137.

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UM POUCO SOBRE DANIEL

Daniel é um nome Hebraico que quer dizer “Deus é meu Juiz”. Ele foi considerado (e ainda o é) um dos gigantes na fé.

Daniel procedia de uma família que, segundo Flávio Josefo, era de nobreza real. Foi o maior intérprete de sonhos e visões entre os homens de Deus. O seu livro foi escrito na Babilônia e provavelmente foi concluído em 534 a.C., constituindo-se em integrante do cânon hebraico.

Sua profecia sobre as setenta semanas, conhecida como

“as Setenta Semanas de Daniel”, ainda é muito atual e moderna, apesar dos dois mil e quinhentos anos que já se passaram. Dessas setenta semanas, sessenta e nove já são passadas, como veremos oportunamente, mas a última delas ainda não se cumpriu. A respeito do cumprimento das sessenta e nove semanas, a profecia se cumpriu detalhe por detalhe na data profetizada, exatamente, de forma precisa, e na data profetizada. O cumprimento das sessenta e nove semanas foi tão fiel que existem incrédulos colocando em dúvida a autoria do livro, dizendo que foi escrito depois dos acontecimentos dos fatos.

A refinada Teologia do Livro, no Velho Testamento, representa um grande avanço profético e doutrinário, onde temos desde a hierarquia angelical, onde os anjos são chamados pelos seus nomes, até o ensino sobre a ressurreição dos mortos. Daniel foi o primeiro a mencionar a ressurreição dos mortos. Ver Daniel 12.2

Daniel foi levado cativo para Babilônia já na primeira leva dos cativos em 606 a.C. Nessa época tinha entre quinze e dezesseis anos; um verdadeiro adolescente. Era um moço sábio, perfeito, saudável, douto em ciência e no saber; de refinada competência, a ponto de ser escolhido junto com outros três, também pertencentes à nobreza, para permanecerem na corte Babilônica, junto ao rei.

Daniel desenvolveu sua vida no exílio e permaneceu em Babilônia até por volta de 530 a.C., quando já tinha por volta de noventa anos.

Na corte, suas primeiras atividades proféticas foram interpretar sonhos e visões dos outros.

Daniel passou a ter suas próprias visões num estágio posterior, sendo a profecia das setenta semanas uma das mais importantes, atual até o dia de hoje. Também ainda é de relevante importância as profecias dos capítulos dez, onze, e doze do seu livro, onde apresenta em detalhes profecias que se referiam ao futuro próximo e distante dos

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seus dias. No Livro de Daniel achamos as bases do Livro de Apocalipse, escrito por João, mas cujo autor é Jesus.

Daniel ao chegar à corte Babilônica, junto com os seus três companheiros, foi fazer uma espécie de curso, estágio ou faculdade, com duração de aproximadamente três anos, onde deveriam estudar a língua, os hábitos, a cultura e as tradições do povo caldeu, na companhia de jovens selecionados em todo o império, oriundos de toda parte do mundo conhecido.

Foi durante esse estágio que Daniel e seus companheiros recusaram o manjar e iguarias da mesa do rei, cuja atitude achou graça e aprovação da parte de Deus. Daniel 1.8-12.

Daniel se manteve sempre numa conduta impecável, reto diante de Deus e dos homens, de modo a não se achar nele, nunca, nenhuma falta. Daniel 6.5.

A Bíblia não fala da vida particular de Daniel e por isso nada se sabe sobre a sua família.

Ezequiel dá testemunho da vida irrepreensível de Daniel.

Vide Ezequiel 14.14-20; 28.3.

Podemos esboçar seu livro em duas partes:

I - Histórica. Daniel capítulos 1 ao 6.

II - Profética. Daniel capítulos 7 ao 12.

I – Histórica

Daniel na corte babilônica: Daniel capítulo 1.

Visão de Nabucodonosor: Daniel capítulo 2.

A fornalha de fogo ardente: Daniel capítulo 3.

A humilhação do grande rei: Daniel capítulo 4.

A queda do império babilônico: Daniel capítulo 5.

Daniel e o império Medo-Persa: Daniel capítulo 6.

II – Profética

A visão dos quatro animais: Daniel capítulo 7.

A visão do carneiro e o bode: Daniel capítulo 8.

As Setenta Semanas de Daniel: Daniel capítulo 9.

A profecia final: Daniel capítulo 11.

Os reis vindouros: Daniel capítulo 12.

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DANIEL

NO PASSADO E NO PORVIR

I PARTE

DANIEL CAPÍTULOS DE 1-6

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CAPÍTULO 1

DANIEL NA CORTE BABILÔNICA Daniel Capítulo 1.1-7

1 - No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia a Jerusalém, e a sitiou.

2 - O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da casa de Deus; a estes os levou para a terra de Sinear, para a casa do seu deus e os pôs na casa do tesouro do seu deus.

3 - Disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, assim da linhagem real como dos nobres,

4 - jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência, e versados no conhecimento, e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei; e lhes ensinasse a cultura e a língua dos caldeus.

5 - Determinou-lhes o rei a ração diária, das finas iguarias da mesa real, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, ao cabo dos quais assistiriam diante do rei.

6 - Entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias.

7 - O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber:

a Daniel o de Beltessazar; a Hananias o de Sadraque, a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abede-Nego.

Daniel aprendera muito, embora fosse tão jovem, a cerca do Deus de Israel, com o rei Josias e com o profeta Jeremias, além de outros. Daniel tinha entendimento sobre a importância da fidelidade a Deus.

O verso um estabelece a época da invasão de Nabucodonosor em Jerusalém. Isso ocorreu no ano terceiro do reinado de Jeoaquim, que fizera um mau governo aos olhos do Senhor.

O Verso dois diz: Deus entregou nas mãos de Nabucodonosor a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da casa de Deus. Esses utensílios sagrados foram levados para a terra dos Caldeus, mais exatamente para Sinear, onde se achava a casa do deus de Babilônia. O deus de Babilônia não era outro senão o Baal dos Hebreus em Israel.

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Essa expressão “entregou em suas mãos” é uma referência à perseverança de Deus em se opor a tal atitude. Na verdade, Deus não queria, mas o povo era muito obstinado.

Israel se achava corrompido, desviado e fazia pouco da palavra do Senhor e por esse motivo foi condenado, devido à idolatria, prostituição e soberba. Veja 2 Reis 21.1-15 e 2 Crônicas 36.14,15.

Deus havia resistido a tal idéia, e deu uma pausa durante o reinado de Josias, mas sua tolerância se esgotara. Apenas poupou a Josias e ainda deu-lhe a sua palavra de que não veria esse mal, pois obrara o que era reto diante do Senhor, e reconduzira o povo à presença de Deus. Pode-se ler sobre isso em 2 Reis 22.16-20.

Mas no período de Jeoaquim, que fez o que era mal diante dos olhos do Senhor, e ainda perseguiu o profeta Jeremias.

Jeoaquim não deu ouvido à voz de Deus ou aos seus profetas e suas exortações. O povo estava distante de Deus e por essa razão, Deus os entregou a Nabucodonosor, instrumento de sua disciplina.

Deus não entregou somente o povo, mas a cidade santa e também o templo sagrado e tudo o que nele havia. Não tinha sentido preservar a santificação dos vasos, dos utensílios e do Templo Sagrado, com o povo desviado ou no cativeiro.

A santificação é primordial no relacionamento com Deus.

Veja Hebreus 12.14, onde temos que sem a santificação ninguém verá ao Senhor.

Não havia santificação no Templo, nem poderia haver se o povo estava desviado. Importante para Deus é o povo, não os utensílios materiais. Tanto que, hoje, Deus não habita mais em “construções” humanas, mas em nós. Hoje somos o “templo”

do Espírito Santo. Romanos 8.9,11; 1 Coríntios 3.16;6.19 Essa foi a razão de Deus permitir a destruição do Templo em Jerusalém, como também da cidade.

Nos versos três e quatro temos as orientações de Nabucodonosor aos chefes dos Eunucos: Escolher jovens sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a ciência, versados no conhecimento. Corresponde à “nata” da sociedade. Sobretudo jovens competentes a fim de servirem na corte Babilônica. Seriam encaminhados inicialmente para um “estágio” ou curso, com duração de três anos, junto ao palácio do rei, onde aprenderiam a língua e a cultura dos caldeus.

Daniel e seus companheiros foram achados satisfazendo integralmente essas exigências e, portanto, foram escolhidos para a corte Babilônica.

Como fator de justiça, diante de uma seleção tão exigente, o rei determinou que esses jovens tivessem o

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privilégio de receberem a porção diária das finas iguarias da mesa real, incluindo-se o vinho que era servido ao rei.

Isso por todo o período dos três anos, na formação da nova cultura.

Entendemos que isso seria mesmo um privilégio! Mas Daniel, em seu estado de santificação, apesar de sua tenra idade, reconheceu nessa atitude uma artimanha de Satanás, um ardil astuto, onde se contaminaria com comida sacrificada aos ídolos.

Daniel entendeu que isso seria um primeiro passo, em terra estranha, para se distanciar de seus princípios de fidelidade a Deus e preferiu se abster desse privilégio, trocando-o por frutas e legumes.

Satanás é muito astuto e quando tenta derrubar os crentes ele não vem mostrando suas garras, mas vem disfarçado dentro daquilo que parece natural, mas é armadilha onde o crente cai se não estiver ligado com Deus.

Precisamos pedir a Deus que nos conceda do Espírito de discernimento, a fim de percebermos quando se trata dos ardis de Satanás. Ver Atos 16 a partir do verso 16 e veja o Espírito de discernimento de Paulo, Espírito esse que devemos ter também em nós.

Ao chegarem à corte Babilônica havia interesse em que os expatriados se esquecessem de sua pátria, dos seus hábitos e costumes. Por esse motivo foram trocados os nomes de Daniel e de seus companheiros: Hananias, Misael e Azarias.

Essa troca de nomes era estratégica e visava contribuir para que perdessem a identidade JUDAICA e renunciassem sua fé; se esquecessem de seu povo, da sua Pátria e de seu Deus e, com novo nome, iniciassem nova identidade, uma nova vida, uma nova fé.

Naquela época os nomes implicavam significados importantes, e às vezes o próprio nome fazia referência ao caráter da pessoa. Vejamos os significados dos nomes de Daniel e de seus companheiros.

A mudança do nome de Daniel e seus companheiros foram do hebraico para o caldeu:

HEBRAICO CALDEU

Daniel Beltessazar Misael Mesaque

Azarias Abede-Nego Ananias Sadraque

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O significado dos nomes em hebraico:

Daniel  Deus é meu Juiz.

Misael  Quem é igual a Deus.

Azarias  Deus é meu ajudador.

Ananias  Jeová é gracioso.

O significado dos nomes em Caldeu:

Beltessazar (Daniel)  Bel te proteja.

Mesaque (Misael)  Não se sabe o significado.

Abede-Nego (Azarias)  Servo de Nebo.

Sadraque (Ananias)  Ordem de AKU.

NOTA: AKU era uma deusa dos Babilônios. Bel e Nebo também eram deuses Babilônicos.

Mas Daniel, embora tão jovem, e embora tão arriscado fosse tal comportamento, propôs no seu coração não se contaminar com as finas iguarias da mesa real.

Isso é um verdadeiro exemplo para nossa mocidade. É uma lição que nos diz: é possível ser fiel a Deus em todas as provas da juventude, em casa e fora dela, junto aos pais, ou distante deles! A fidelidade a Deus não tem faixa etária. Deus ama a todos os que lhe são fiéis. A Bíblia recomenda que devemos nos lembrar de nosso Criador nos dias de nossa mocidade, pois é um período no qual temos muita energia e muita disposição e podemos servir a Deus no auge da nossa força. Veja Eclesiastes 12.1. Muitas pessoas se voltam para Deus em sua velhice por ter medo da morte, mas Deus se agrada daqueles que dele se aproximam porque o ama e têm desejo de adorá-lo.

O PROPÓSITO DE DANIEL

Capítulo 1.8-21

8 - Resolveu Daniel firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.

9 - Ora Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos.

10 - Disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do

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bebida; por que, pois, veria ele os vossos rostos mais abatido que o dos outros jovens da vossa idade? Assim poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.

11 - Então disse Daniel ao cozinheiro – chefe, a quem o chefe dos eunucos havia encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:

12 - Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.

13 - Então se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei, e, segundo vires, age com os teus servos.

14 - Ele atendeu, e os experimentou dez dias.

15 - No fim dos dez dias, as suas aparências eram melhores; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.

16 - Com isto o cozinheiro - chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes.

17 - Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos.

18 - Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor.

19 - Então o rei falou com eles; e entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso passaram a assistir diante do rei.

20 - Em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.

21 - Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro.

Aqui nós temos Daniel na corte, juntamente com seus companheiros Hananias, Misael, e Azarias, e ainda outros jovens escolhidos de outras nações. A situação desses jovens era realmente privilegiada, embora estivessem em cativeiro, vejamos:

1- Estavam na corte do rei, sendo esse rei o mais nobre dos existentes até então em termos de poderio e autoridade.

2- Haviam passado em um “vestibular muito difícil”, cuja seleção não foi só do conhecimento, mas também físico e econômico.

3- Estavam cursando uma “faculdade” com duração de três anos para depois serem aproveitados em destaque no reino.

4- Foram privilegiados com a porção das finas iguarias da mesa do rei, e até mesmo do vinho que ele bebia.

Ora, sem dúvida alguma, isso era muito honroso e a posição era privilegiada entre os exilados.

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Admitir um comportamento diferente das propostas padronizadas ou gerais aqui, era muito perigoso. O rei era absolutista. Matava a quem queria, sem julgamento nenhum e promovia a quem desejasse sem dar satisfação a ninguém.

Concentrava em suas mãos todo o poder de forma autoritária e absoluta.

Daniel e seus companheiros sabiam disso. Tinham plena consciência de onde estavam e com quem estavam lidando.

Mas em seu coração sábio, e cheio do Espírito Santo, Daniel entendeu que seria contaminação participar de tal mesa. Daniel entendeu ser o primeiro passo para quebrar a fidelidade para com seu Deus, embora fosse atitude aparentemente inócua, essa de comer da comida da mesa do rei.

Por entender dessa forma, teve um comportamento humilde e inteligente, e “pediu” ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar. Verso oito.

No verso nove, observamos a mão de Deus trabalhando a seu favor, quando diz que Daniel encontrou misericórdia e compreensão por parte do chefe dos eunucos. Essa pretensão era muito arriscada para todos e no verso 10 vemos a preocupação e o temor desses homens diante de possíveis conseqüências desastrosas: poderia até mesmo rolar alguma cabeça como castigo maior.

Mas Deus estava nesse negócio, e Deus coroou a fidelidade de Daniel e de seus companheiros. Era aparentemente mais fácil e muito mais natural comerem da mesa do rei. Comida boa, altamente selecionada, de bom tempero; apetite para comer tinha-se de sobra, o natural seria participar dessa mesa! Eram jovens, em pleno desenvolvimento, a comida era muito bem-vinda.

Especialmente essa que vinha da mesa do rei. Mas existe uma diferença entre aqueles que servem a Deus e os que não o servem (Malaquias 3.8), e os crentes são separados devido ao seu estado de santificação. Os crentes necessitam ser diferentes dos demais habitantes do mundo, pois esses:

a) São lavados no sangue de Jesus.

b) Possuem o nome escrito no Livro da Vida.

c) Estão esperando a volta de Jesus.

d) São o templo do Espírito Santo de Deus.

e) Experimentaram o Novo Nascimento.

E aqueles:

a) Não conhecem a Jesus como Salvador.

b) Não possuem o nome no Livro da Vida

c) São escravos de Satanás e vivem presos em seus laços.

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d) São sinagogas de Satanás.

e) Nunca nasceram de novo para entrarem no reino dos céus.

Ora, então, tem que haver uma diferença!

...“Tenho medo de meu Senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida... Disse o eunuco (Daniel 1.10). Tratava-se de ordens do próprio rei. Não cumpri-las poderia resultar no abatimento daqueles jovens que, comparados com outros, poderia denunciar alguma diferença e acusá-los da mudança no cardápio.

Podemos deduzir daqui que o nosso comportamento pode atingir a vida das outras pessoas. Podemos entender também que muitas vezes a segurança e a tranqüilidade dos outros dependem de nós e de como nos comportamos. Por esse motivo devemos estar sempre na direção e na orientação de Deus, a fim de sermos uma bênção onde nos encontrarmos, a fim de sermos um verdadeiro canal de luz e de bênçãos.

No verso 12 vemos uma demonstração da fé de Daniel, onde ele faz uma proposta de fé: ...“experimenta, peço-te, os teus servos durante dez dias, e nos dêem de comer legumes e a beber água”.

Uma demonstração de fé: se Deus quer que prossigamos nesse propósito, ele vai atuar e nós teremos sucesso nessa direção. Quando estamos na direção de Deus, devemos nos preocupar somente com a nossa parte, porque a parte de Deus, Ele a proverá. Deus nunca desampara os seus fiéis.

Deus requer que tenhamos o firme propósito da fé. Deus muitas vezes espera o nosso primeiro passo.

No verso 13 temos a pauta contratual: “Então se veja a nossa aparência e a aparência dos demais e então poderás agir conforme os resultados”.

Assim foi estabelecido um acordo que foi desenvolvido durante certo período conforme verso 14: “Ele atendeu e os experimentou dez dias”.

E no fim desse período os resultados: Deus operou maravilhosamente dando aos seus servos conforto, consolo e desenvolvimento; diz o verso 15: “no fim dos dez dias, suas aparências eram melhores, estavam mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias da mesa do rei”!! É assim mesmo, Deus não desampara aqueles que nEle confiam, aqueles que nEle esperam. Veja 64.4 do Livro de Isaías.

A experiência havia dado certo, e o espírito da tranqüilidade atingiu a todos, e no verso 16 encontramos registrado o sucesso: “com isso o cozinheiro chefe tirou deles as finas iguarias e o vinho a eles destinado, e lhes

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servia legumes com água”, consolidando um novo cardápio com duas dietas diferentes.

Assim prosseguiu Daniel e seus companheiros, ao longo daquele estágio cuja duração foi de três anos. Deus em tudo os abençoava. Especialmente a Daniel. O verso 17 refere que Deus incrementou-lhes o conhecimento, a inteligência em toda cultura e sabedoria. Mas a Daniel Deus o presenteou com um dom especial: O dom de interpretar sonhos e visões.

Podemos deduzir daqui e com muita clareza, que é Deus quem dá a sabedoria, quem dá o conhecimento e a inteligência. A nós nos cabem “buscar” e “manter” essas dádivas oriundas em Deus.

A Bíblia não fala em detalhes desse período se não o que já foi exposto, e assim chegamos ao final desse “estágio”.

Vencido o tempo determinado para que esses jovens fossem formados em toda ciência e cultura dos caldeus, os jovens foram submetidos à prova final, e essa não foi na escola!

Não foi aplicada pelos professores do convívio diário, mas foi aplicada pelo próprio rei. A prova final foi do tipo oral. As provas orais são as mais difíceis no âmbito da avaliação de aprendizado.

Quando, em épocas passadas, na época em que eu cursei os cursos fundamentais, me lembro muito bem, quando eu era submetido a esta técnica de avaliação. O exame oral era o pavor dos alunos, e tínhamos que estudar a fim de conhecer a matéria e sermos desinibidos ao sermos examinados.

Tínhamos que nos expressar bem, não era somente saber a matéria. Ali, diante do rei, a situação não era diferente, pelo contrário, era mais complicada, pois se tratava do próprio rei.

Agora estamos na presença do rei (verso 18).

O verso dezenove nos apresenta os resultados finais:

entre todos os estudantes da mesma época, não foram achados outros como Daniel e seus companheiros. Eles tinham se destacado como os melhores de todos. Deus é fiel! A fidelidade de Deus não é medida pela extensão da nossa, graças a sua misericórdia e seu infinito amor. Aqui temos a operação de Deus naquelas vidas.

Esse “todos” inclui não somente os companheiros dos jovens judeus, oriundos de outras nações, mas também os sábios, mágicos, astrólogos e toda sorte de “doutor”

naquela época. É só ver o verso vinte onde temos: “Em toda matéria de sabedoria e de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino”.

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Como consequência disso, esses jovens judeus foram escolhidos, entre todos, para permanecerem na presença do rei.

Aqui temos outro ensinamento muito importante: Não é nenhuma humilhação para um “líder” (de qualquer natureza) agrupar um conjunto de assessores formados por pessoas inteligentes e sábias, pois elas em muito poderão contribuir para o seu sucesso. Ninguém é tão sábio que dispensa o conselho, ninguém é tão sábio de modo a não ter o que aprender com alguém.

No verso 21 temos que Daniel permaneceu na corte até o rei Dario. Daniel resistiu durante três grandes reis:

Nabucodonosor, Dario e Ciro. Todos entenderam o quanto Daniel podia ser útil. Assim Daniel ocupou posição de grande destaque, posição privilegiada, tendo atingido em sua vida maior honra do que José, pois este foi governador apenas do Egito, e Daniel o foi no maior império mundial existente até os seus dias.

Daquilo que já estudamos até aqui, já podemos deduzir que:

1- Deus é como um pai, se necessário for, corrige os seus filhos, embora isso possa lhe causar maior dor. Deus corrigiu o povo de Israel utilizando-se da Babilônia como instrumento da correção. Veja o que está escrito em Apocalipse 3 verso 19.

2- Deus também chama jovens sábios e fortes para o seu trabalho e espera deles fidelidade e santificação. Os jovens fazem parte ativa dos exércitos de Deus. Sabemos que ser fiel a Deus no período da mocidade é muito mais difícil, mas veja o que diz em Lamentações 3 verso 27:

“Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade”.

3- O período da mocidade se caracteriza pela força e pelas falta de experiência; devendo se juntar a isso a longa expectativa de vida nesse período. Por essa razão servir a Deus acaba sendo mais difícil nesse período. Mas a Bíblia tem um estimulo ou uma advertência para os jovens, em Eclesiastes capitulo 12 e verso 21, onde diz “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer”.

4- Deus honra a fé de seus servos e é fiel em todos os momentos de nossa vida.

5- Deus está atento ao desejo dos nossos corações quando nosso desejo é para glória do nome do Senhor. Veja Salmo 37.4.

6- Satanás é muito astuto, inteligente e sutil, sempre ataca de modo imperceptível e sempre pelo lado mais fraco

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das pessoas. Tudo parece ser natural, não tem nenhuma aparência de maldade, mas é uma armadilha.

7- Até esse ponto entendemos também que a sabedoria, a inteligência e o conhecimento são atributos de Deus.

Na verdade, a sabedoria é um dos atributos eterno de Deus. Veja Provérbios 8.23 em diante e leia sobre a sabedoria e o verso 26 diz assim: “Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo”.

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CAPÍTULO 2

DANIEL E O SONHO DE NABUCODONOSOR

O capítulo dois é o único capítulo profético contido nesta parte histórica do Livro de Daniel. Trata-se da primeira profecia sobre os quatro reinados mundiais. Esses reinos mundiais abrangem desde os dias de Daniel e se estendem até a volta de Jesus. Veremos que após o final desses reinados, Jesus estabelecerá o seu reino, o qual além de mundial será eterno e cheio de paz. Esse capítulo 2 é o capítulo mais extenso do livro, tanto no sentido literal, como no sentido espiritual quando consideramos a extensão da profecia:

a) Sentido literal - é o maior capítulo do Livro de Daniel.

b) No sentido espiritual - fala dos quatro reinados mundiais, desde os dias de Daniel, até a segunda volta de Jesus em poder e grande glória.

Vamos dividir o capítulo dois em seis partes, a saber:

Tema versículos a) O sonho do rei 1 a 13 b) Daniel recorre a Deus 14 a 18 c) O Deus da revelação 19 a 30 d) A revelação do sonho 31 a 35 e) A interpretação do sonho 36 a 45 f) A recompensa 46 a 49 a) O SONHO DO REI

Capítulo 2.1 - 13

1 - No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este sonho; o seu espírito se perturbou e passou-se-lhe o sono.

2 - Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros, e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei.

3 - Disse-lhes o rei: Tive um sonho; e para sabê-lo está perturbado o meu espírito.

4 - Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.

5 - Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo;

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6 - mas se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação.

7 - Responderam segunda vez, e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação.

8 - Tornou o rei, e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido,

9 - isto é: Se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação; portanto dizei-me o sonho, e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação.

10 - Responderam os caldeus na presença do rei, e disseram:

Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigiu semelhante cousa dalgum mago, encantador ou caldeu.

11 - A cousa, que o rei exige, é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens.

12 - Então o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilônia.

13 - Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos.

Esse capítulo introduz as atividades proféticas de Daniel e o inicia no exercício de interpretar sonhos e visões. Já vimos, no verso 17 do capítulo 1, que Deus dotou a Daniel desse dom especial.

Os quatros judeus não se achavam na sociedade, eles ainda se encontravam fazendo aquele aperfeiçoamento inicial e não eram, portanto, reconhecidos como magos ou sábios ou adivinhos, mas já eram conhecidos pela sabedoria que possuíam a qual era fora do normal.

A profecia desse capítulo se estende por todo o período do governo humano, isto é, até o final dos tempos. É, portanto uma profecia atual. Parte dela já se cumpriu. Ela fala de quatro impérios mundiais que serão estudados no decorrer do Livro de Daniel, sendo aqui apenas uma visão panorâmica e global desses quatro impérios. Desses impérios três já são passados e se cumpriram com fidelidade absoluta. Trata-se de uma antevisão panorâmica da história humana.

Inicia com um sonho que foi esquecido, envolvendo o rei de Babilônia, Nabucodonosor. O grande problema desse monarca era conhecer o significado do sonho; mas ele tinha se esquecido sobre o que sonhara e qual era o sonho. (Versos 1,2,3).

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Verso um nos dá a informação da data do sonho: No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este sonho; a parte final desse versículo fala da preocupação do rei a seguir do sonho:

o seu espírito se perturbou e passou-se-lhe o sono.

Reuniu então, o rei, os mais importantes magos, adivinhos, feiticeiros, caldeus e ainda os sábios e propôs-lhes que lhe dissessem qual foi o sonho e qual a sua interpretação. Ver verso dois.

No verso três temos a exposição do rei: Tive um sonho; e para sabê-lo está perturbado o meu espírito.

No verso quatro, naturalmente, os magos e seus companheiros pedem ao rei a descrição do sonho se comprometendo em interpretá-lo logo a seguir: “... Ó rei, vive eternamente! dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação.

Mas o grande problema é que o rei se esqueceu do sonho! E o pior é que o rei quer a descrição do sonho e também a sua interpretação, sendo que nem mesmo ele se lembra daquilo que sonhou!!!

Ora, interpretar um sonho conhecendo o seu conteúdo, já não é tarefa muito fácil, imagine isso sem conhecer o sonho.

Assim, o rei na sua ansiedade de se lembrar o sonho e conhecer a sua interpretação; propõe no verso cinco, uma verdadeira recompensa, seguida de uma terrível ameaça. Leia

Diante da solicitação dos magos, para que o rei lhes descrevesse o sonho, o rei lhes diz a respeito do seu esquecimento, mas não obstante, ele queria o sonho e a interpretação. Ë nesse momento que o rei lhes apresenta a promessa da recompensa ou sobre a ameaça do castigo. Ver Daniel versos cinco e seis.

“Respondeu o rei, e disse aos caldeus: Uma coisa é certa:

se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo;

Mas, se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação”.

Nabucodonosor exigia muito, Na verdade, exigia o impossível!

Lá estava Nabucodonosor sem dormir, agitado e inquieto.

Ele tinha noção de sua exigência e da limitação humana de seus sábios. A base de tanta preocupação era o receio que o rei tinha, a respeito de perder o seu trono.

Nabucodonosor associou o sonho com o futuro do seu reinado.

Seu maior desespero era: nem sequer conseguia se lembrar do próprio sonho, daí a gravidade maior do problema. Esta missão exigida por Nabucodonosor era extra-humana. Resolver um problema dessa natureza somente nosso Deus, pois ninguém sabia siquer qual era o sonho.

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No verso quatro, podemos observar o comportamento natural daqueles homens, que foram chamados para esclarecer ao rei sobre tal sonho, mas não tinham a descrição do sonho.

Magos ou sábios aqui é uma referência aos homens que se dedicavam e entendiam as escritas mais antigas, tendo, portanto uma capacidade maior de se esclarecer dentro da história e de entender melhor as vicissitudes da vida. Entre eles alguns usavam de feitiçarias e mágicas ou truques e eram conhecidos também como feiticeiros. Tudo era decorrente do contato que tinham com literaturas especialmente religiosas. Mas Daniel tinha um dom divino, recebido de Deus, e por isso era capaz de interpretar sonhos e visões e distingui-los dos sonhos decorrentes “do bucho cheio”; ou seja, dos sonhos naturais, decorrentes das ações cerebrais psicológicas, ou até mesmo pesadelos.

As adivinhações e o poder das feitiçarias, a capacidade evolutiva deste mundo e até mesmo a sabedoria e poder de Satanás, é tudo muito limitado. Aqui, nesse caso, se tratava do futuro da humanidade e por esse motivo somente Deus, o Deus Onisciente, é que pode discernir e interpretar, sendo essa a razão de ninguém poder ajudar o rei nessa situação tão desesperadora.

No verso 6 temos uma promessa de recompensa, até mesmo gratificante. Mas como alcançar o objetivo do rei sem a descrição do sonho?

Nabucodonosor propõe: se me declarardes o sonho (verso seis) e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas e prêmios, grandes honras, mas é necessário que me dêem o sonho e sua interpretação.

Isso se constituía num problema humanamente impossível, pois o rei não se lembrava do sonho!

Conhecendo exatamente onde estava a chave da dificuldade, os magos, feiticeiros e adivinhos disseram ao rei pela segunda vez:

“Diga o rei, o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação!” (verso sete)

Embaraçosa e complicada era a situação daqueles indivíduos, pois não dispunham do sonho!

Mas o rei não estava para perder tempo. Sua preocupação era profunda e temia pelo seu trono. Por isso foi colocando um ponto final, interrompendo o diálogo, dizendo:

“Bem percebo que quereis ganhar tempo,” é como se dissesse:

“bem percebo que estais tentando me enrolar”, por estarem convencidos a respeito da sentença de morte! (Verso 8).

Todos os magos tinham plena convicção do poder do rei, e que suas cabeças rolariam com certeza, mas não podiam resolver

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