DANIEL NA COVA DOS LEÕES
GOVERNADORES PREFEITOS
O Governo do rei Dario se caracterizou por uma organização na qual o governo foi dividido em faixas ou zonas de atuação as quais foram chamadas de:
A COROA PRESIDENTES SÁTRAPAS
GOVERNADORES PREFEITOS CONSELHEIROS
Governadores, prefeitos e conselheiros eram as autoridades locais que participavam ativamente do governo.
Os sátrapas: eram do terceiro escalão. Constituíam-se daqueles que representavam a coroa e tinham o contato direto com o povo. O governo foi dividido entre 120 Sátrapas colocados sobre 120 províncias. Sua função era garantir a estabilidade do reino.
Os presidentes: eram homens colocados entre os sátrapas e o rei. Eram apenas três. Eram eles quem recebia os problemas trazidos pelos sátrapas e os expunham ao rei. Era uma espécie de primeiro ministro, a quem todo o reino prestava contas. Sua função era zelar pela segurança, de modo que o rei não sofresse dano. Daniel foi nomeado como um deles. (verso 1,2)
A coroa: era representada na pessoa do rei que, do trono, no palácio real, governava a todos.
Daniel já era pessoa de fama muito conhecida e Dario, apesar de tão pouco tempo de governo, aprendeu a confiar em Daniel e por ele tinha especial apreço.
Diz-nos o verso três que Daniel se distinguiu, e muito, em relação aos outros, pois o rei o constituíra um dos presidentes.
Diante de um desempenho brilhante e de refinada eficiência, o rei Dario pensava em fazer mais uma modificação na estrutura de seu governo e colocar a Daniel em um nível superior, de modo que os presidentes não tivessem mais acesso ao rei, mas sim a Daniel, que passaria a ser a primeira pessoa após a autoridade do rei como se fosse chefe de gabinete ou primeiro ministro.
Daniel foi muito honrado por Dario devido a sua fidelidade e devido a sua eficiência. Era homem sábio e diz-nos a Sagrada Escritura que ele tinha “um espírito excelente”.
Dario o conhecia, através dos comentários constantes a respeito de seus feitos, e como político tinha o nome em evidência em todo lugar. Tendo constatado o valor desse homem para seu governo, pretendia colocá-lo sobre todo o seu reino.
(verso três). Dario pretendia fazê-lo governador em todo o reino.
Essa situação privilegiada de Daniel trouxe sobre si muitos problemas. Imediatamente os sátrapas e seus comandados desenvolveram uma inveja mortal sobre Daniel. (verso 4)
Sem dúvida foi convocada uma reunião entre as lideranças, sem uma comunicação ao rei, para a qual seguramente Daniel não fora convocado.
O objetivo daquela reunião era encontrar uma estratégia que pudesse condenar a Daniel. Mas Daniel era integro em seu caráter. Daniel era de uma fidelidade incontestável. Sua vida era tão impecável que a Bíblia declara: não se achava nele culpa ou erro algum. Leia o verso 4.
Um plano para ofuscar a luz de Daniel, um plano para tirar a Daniel do seu caminho; um plano diabólico a fim de impedir que o rei pusesse a Daniel sobre todos eles. O prestígio de Daniel, sua capacidade de trabalho e o seu perfeito desempenho, foram reconhecidos por todos e sem dúvida ofuscava a visão do rei em relação aos demais governantes.
A INVEJA A inveja:
É um mal que não tem cura, se não pelo sangue de Jesus. 1 João 1.7.
É a podridão dos ossos. (Provérbios 14. 30)
É um mal de grande força e violência (Provérbios 27.4)
Já causou tantos males e continua causando. Mateus 27.18.
Levou José a ser escravo no Egito. Gênesis 37.36
Levou Hamã para a forca. Ester 7.9,10.
Levou Daniel para a cova dos leões. Daniel capitulo 6.
Levou Jesus para a cruz.Marcos 15.10, Mateus 27.18.
Onde há inveja há toda espécie de coisa ruim. Mateus 27.18.
A Bíblia aconselha a todos que não tenham inveja. Salmo 37.1. Provérbios 23.17.
Mas... Não puderam achar em Daniel uma mácula sequer!
Nenhuma culpa! Nenhum erro!
O homem era perfeito, honesto e fiel. Pessoa cuidadosa, de extremo zelo no desempenho da função que lhe foi confiada.
Sobretudo Daniel se mantinha também na presença de Deus em constante consagração.
Aqueles homens invejosos reconheciam a sua inteligência, a sua capacidade, a sua fidelidade ao rei e confessaram entre si que reconheciam não encontrarem em Daniel uma falha sequer! Não havia possibilidade de acusá-lo devido sua integridade
indelével. Veja o verso 5: “...Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel...”.
Isso é um verdadeiro testemunho. Tomemos para nós esse exemplo de modo que possam reconhecer em nós a fidelidade para com nosso Deus.
Até hoje a história ainda não mudou. O trabalho produtivo do crente incomoda a programação do inimigo e ofusca o percurso de suas ações de modo a ser tornar alvo de suas investidas.
Quando produzimos, em outrem, sentimento de inveja, é porque estamos dando frutos. Árvore que não tem fruto, não recebe pedradas e não se chuta cachorro morto. Mas Deus zela por nossas almas e por nossas vidas e nos livra da perseguição e do mal.
Jesus ensinou em Mateus 5.11, que somos bem-aventurados quando, injustamente, nos injuriarem. Quando não devemos, não temos com o que nos preocupar. Nosso acerto é com Deus e Ele sabe de todas as coisas.
Assim crentes com as qualidades de Daniel incomodam, e podem ser acusados na presença do rei. (ou do pastor, do chefe no nosso trabalho, do nosso pai ou mãe, etc.). Leiamos Mateus 5.11, 12.
Mas aqueles governantes eram astutos e inteligentes, tanto que foram escolhidos para participarem do governo, e arquitetaram um plano envolvendo a vaidade pessoal do rei.
Do verso seis até o verso oito podemos observar os dardos inflamados:
Da inveja, por parte daqueles governantes.
Do rei, por conta da sua vaidade.
Aqueles homens arquitetaram um plano diabólico cujo objetivo era matar a Daniel. Foram até ao rei e lhe disseram:
”Ó rei Dario, vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores, concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito, e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar”. Versos 6 ao 8.
Usaram de mentira e de má fé quando disseram que todos estavam de acordo quando a conspiração foi particularmente deles e muitos dos Sátrapas, governadores e prefeitos e mesmo Daniel não sabiam dessa tramóia.
Eles chegaram ao rei jogando elogios falsos. É como se dissessem: Nós temos participação na responsabilidade pela glória de seu governo e sucesso de seu reinado. Nós, seus
glória e de honra especial ao rei e elevá-lo à categoria dos deuses! No espaço de trinta dias, ó rei, tu serás o mais importante dos deuses e não se poderá fazer nenhuma petição em teu reino que não seja a ti. Tu serás maior até mesmo que o Deus dos exilados de Judá, a quem também não se pedirá nada, exceto a ti”.
O rei embriagado por seu orgulho, pela vaidade, não se apercebeu do transtorno que isso poderia causar, pois não se poderia fazer nenhuma petição nem a homens nem a os deuses senão ao rei; isso num período de 30 dias. Mesmo não sendo em todo o reino, e até mesmo sendo apenas onde se achava Daniel, o transtorno na vida do rei seria um inferno. Quantos milhares de pedidos não receberiam o rei, nesse caso, e como atender a todos?! Na verdade, o objetivo daqueles invejosos era tão somente pegar a Daniel, mas o rei não percebeu a tramóia.
Essa idéia traria um transtorno insuportável para o rei, pois perderia o sossego em todo esse período; pois várias e muitas seriam tais petições, e o rei não daria conta de tal atendimento, mas ele não se apercebeu dessas coisas porque estava embriagado em sua vaidade.
Assim, se utilizaram da vaidade do rei e, mascarados de anjos bons, apresentaram um plano absurdo e até mesmo diabólico.
Mas Dario estava cego, não refletiu e como lhe trouxeram já pronto o interdito, provavelmente nem o leu e de forma inconseqüente o assinou. Verso 9.
Mas esse decreto, esse plano, tinha endereço certo. Tinha a pessoa muito bem definida como alvo. Tratava-se de uma armadilha para pegar Daniel, e acusá-lo de alguma coisa.
Era um plano voltado contra Daniel que tinha um hábito maravilhoso, muito raro nos nossos dias: Orar três vezes ao dia, em seu quarto, cuja janela era voltada para Jerusalém.
Daniel costumava orar com a janela aberta, e era muito comum e natural vê-lo em oração e isso ele fazia 3 vezes no dia. Leia o verso 10.
Daniel tomou ciência do decreto do rei, mas achou que o rei não tinha o direito de mudar o seu relacionamento com Deus.
Assim como ele costumava fazer, não mudou o seu hábito e continuou na presença de seu Deus, e dava graças, como observamos no verso 10.
Convém salientar aqui que era hábito dos judeus orarem três vezes no dia. Geralmente às nove horas, às doze horas, e às quinze horas do nosso horário.
Isso pode ser deduzido da leitura do Salmo 55.17 onde Davi se expressa assim: “À tarde, pela manhã e ao meio dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz”. Ou de Atos 3.1.
Mas, no caso de Daniel, a oração era:
a) Habitual = Daniel costumava fazê-las todos os dias.
(final do verso dez)
b) Pessoal = Era uma oração individual, sozinho em seu quarto. (Verso dez).
c) De Humildade= era uma oração de joelhos. Não se esqueça que ele era o homem mais importante do reino. Mas, estava ali de joelhos na presença de Deus.
d) De gratidão = Daniel dava graças a Deus. (verso dez) e) Endereçada ao destinatário certo: a Deus, o Deus de seus ancestrais, e não ao rei.
Todos conheciam a Daniel, todos conheciam o seu hábito e sabiam de suas qualidades morais, intelectuais e religiosas.
Aqueles homens, certamente, munidos de testemunhas, foram no horário certo à casa de Daniel e constataram: Daniel está orando ao seu Deus. Verso onze.
Não sabemos nada sobre as súplicas de Daniel e nem tão pouco se aqueles homens ouviram alguma coisa. Afinal não é claro, no verso onze, se Daniel orava em voz alta ou não. De qualquer forma encontraram Daniel orando, e isso era contra o interdito do rei. Na verdade no verso treze eles acusam Daniel de estar orando e não de fazer alguma petição, mas o objetivo era exatamente este: acusar a Daniel. Acontece que Daniel tinha muita consideração com o rei, e tinha perfeita noção do perigo envolvido em sua atitude. Daniel sabia das intenções traiçoeiras daqueles homens; mas Daniel tinha acima de todas as coisas o Deus de seus pais. Ele já vivia os ensinamentos de Jesus, em Lucas 10.27.
Aqueles acusadores viram e ouviram e documentaram a “falha”
de Daniel que desafiava o decreto do rei (que era deles e não do rei). Na verdade a fidelidade de Daniel para com Deus e para com seus princípios religiosos é um grande exemplo para os crentes de hoje.
Devemos ser fiéis mesmo em tempos tempestuosos. Nossas convicções doutrinárias devem nortear a nossa vida em todas as nossas decisões.
No verso doze nos vemos aqueles acusadores, munidos das provas, se apresentando ao rei, a respeito do interdito e lhe disseram: Não assinaste um interdito, que por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Sim, respondeu o rei; e permanece em vigor o que foi dito, pois pela lei dos medos e dos persas não se pode revogar.
Assim usaram não só da má fé, como foram astutos no preparo de uma armadilha, tanto para o rei como para Daniel.
Em seguida, logo após aquela afirmativa do rei, acusaram a Daniel de forma criminosa: Pois então ó rei, esse Daniel, dos exilados de Judá, não fez caso de ti, e nem de teu decreto!
Aí, nessa altura dos acontecimentos, Dario caiu em si e entendeu a trama daqueles homens. O rei foi tomado como que de surpresa, mas esses homens estavam alicerçados na lei e tinham a confirmação da palavra do rei.
O rei Dario perturbou-se de forma profunda e alimentou um firme propósito de salvar a Daniel. Dario muito desejou salvar a Daniel da cova dos leões. Ele sabia que seu primeiro ministro era vítima de um complô de invejosos, que usaram a sua vaidade e o envolveram na trama contra um de seus súditos mais fiéis.
Verso quatorze.
Mas veremos que Dario não conseguiu. Isso se traduz numa limitação do poderio, que nesse reinado não foi tão absolutista como foi o de Nabucodonosor. Afinal Nabucodonosor foi a cabeça de ouro e Dario já era o peito de prata, na estatua de Nabucodonosor.
Aqui temos uma nítida limitação onde o rei não poderia voltar atrás.
Nabucodonosor tinha tudo e todos em suas mãos, tirava a vida de quem quisesse e deixaria viver quem desejasse. (Veja capítulo 5.19). A quem queria exaltava e a quem queria humilhava. Todos os povos, línguas e nações temiam e tremiam diante dele. É por isso que ele foi a cabeça de ouro e esse reinado aqui já é representado pela prata, elemento de menor nobreza.
No verso quinze, vemos uma pressão maciça daqueles homens invejosos sobre o rei, pois não podiam permitir que o rei deixasse vivo a Daniel. Na verdade não houve outro caminho, apesar de todos os esforços do rei. Aquele homem, Daniel, o exilado da tribo de Judá, ele mesmo, o preferido do rei, estava condenado à morte. Ele seria jogado na cova dos leões e nada se poderia fazer para salvá-lo!
DANIEL NA COVA DOS LEÕES
Daniel 6.16-28
16 - Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre.
17 - Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova;
selou-a o rei com o seu próprio anel, e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.
18 - Então o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono.
19 - Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões.
20 - Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel com voz triste; disse o rei a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
21 - Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
22 - O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum.
23 - Então o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus.
24 - Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
25 - Então o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada!
26 - Faço um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.
27 - Ele livra e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões.
28 - Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa.
Não sabemos em qual das orações do dia, aqueles homens flagraram a Daniel e foram acusá-lo junto ao rei; mas quero crer que foi a primeira. Vimos no verso quatorze que Dario tudo fez para livrá-lo e isto foi até o pôr-do-sol, isto é: o entardecer. O dia estava terminando, e o rei não conseguira livrar a Daniel.
Não tinha alternativa. Ao anoitecer o rei manda chamar a Daniel, como vemos no verso dezesseis a fim de ser lançado na cova dos leões. Verso 16.
Mas antes de ser jogado na cova dos leões, o rei se aproximou de Daniel, no meio de todo aquele povo que certamente ali estava a fim de se certificar da execução do réu, e disse para Daniel:
- Daniel, eu tudo fiz para livrar-te da boca dos leões, mas apesar dos meus esforços, e apesar de eu ser o rei, não pude fazê-lo. Mas confie no teu Deus, pois eu creio que Ele te livrará.
Não sabemos se Daniel estava ou não de mãos amarradas, provavelmente não. Certamente, ele estava totalmente livre mas não ofereceu nenhuma resistência. Aceitou de bom grado aquela injustiça, pois o mal que fizera era ter orado ao seu Deus e a ele dado graças.
Assim se cumpriu o interdito do rei e Daniel foi lançado na cova dos leões. Agora Daniel já está na companhia dos leões. A porta é fechada, e para se garantir o cumprimento da execução, foi trazida uma pedra e colocada junto à boca da cova, de modo que nada podia entrar ou sair sem remover a pedra. Para garantir a imobilidade da pedra, esta foi selada em seu lugar com o selo do anel do rei e também o selo do anel de seus algozes. Verso 17
Daniel não poderá sair de lá e ninguém externamente pode remover a pedra, nem o rei!
Dario ficou angustiado. Ele cria que o Deus de Daniel o poderia livra da fúria dos leões, mas a sua fé era muito mesquinha. Ele cria, mas não exerceu a fé e por isso passou a noite toda em vigília, e fugiu-lhe o sono. (verso 18). O rei perdera o apetite e estava em jejum, nada lhe apetecia, nem a música, seu “hobby” preferido. Não! Nem música! Estava entregue à ansiedade. Não era para menos, pois:
a) Tinha se comportado como um idiota tinha sido levado por sua vaidade; agora sua consciência o acusava.
b) Tinha sido enganado por sua cúpula administrativa, teoricamente homens de sua confiança.
c) Lá estava na cova dos leões um homem, não só inocente, mas sobre tudo admirável e de extraordinário valor e, acima de tudo, amigo do rei.
Os pensamentos o atormentavam: Será que Daniel ainda está vivo?
Foi o preço a pagar por sua imprudência.
Às vezes nós nos enroscamos nas armadilhas criadas por nós mesmos. Se não vigiarmos todo o tempo, podemos nos enlaçar e nos envolver em problemas sérios, criados por nós mesmos.
Vigiemos, pois nossas atitudes e nossa língua ao falarmos.
Jesus ensina a esse respeito quando diz: VIGIAI E ORAI. Vigiar é até mesmo mais importante do que orar, pois Jesus o colocou em primeiro lugar. Se vigiarmos, estaremos atentos para percebermos as artimanhas dos nossos inimigos contra nós. No mínimo não cairemos em buracos ao longo do caminho e vamos nos desviando dos obstáculos dessa vida. Às vezes nos enroscamos em nossas próprias linhas. Muita gente está sofrendo e fica achando que é provação de Deus, mas não é não! É conseqüência de seu comportamento imprudente. Semeou mal, comportou-se mal, só poderá colher resultados ruins. Vigie! Cuidado! E assim não culpará a Deus daquilo que Ele não fez.
E assim passou Daniel a noite na cova dos leões e o rei acordado e ansioso nos aposentos reais de seu palácio.
(V.19) No dia seguinte o rei, que confiava em Deus, o Deus de Daniel, o qual poderia tê-lo salvo naquela noite, foi com muito nervosismo e apreensão até à cova dos leões. Seguramente foi o primeiro a fazê-lo logo ao amanhecer. Seu coração queria acreditar que Deus o houvera salvado, mas a sua fé não era tanto assim, e no fundo ele achava que Deus poderia falhar e neste caso não teria salvado a Daniel. Passava-lhe pela mente:
será que sobrou pelo menos a roupa de Daniel? Será que sobrou algum osso inteiro do meu querido amigo?
E nessa ansiedade angustiada e triste, Dario chegou à cova dos leões. Lá estava a pedra selada. Não havia saído do lugar.
Os selos estavam intactos. No verso vinte, vemos Dario com uma voz sofrida e triste, um tanto esperançosa e trêmula, baixa, como se quisesse esconder-se em caso de insucesso (afinal Deus poderia não tê-lo salvo e Daniel nesse caso estaria morto):
“... Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te
“... Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te