• Nenhum resultado encontrado

O SONHO DO CAPÍTULO DOIS E O SONHO DO CAPÍTULO QUATRO

A ESTÁTUA DE NABUCODONOSOR

O SONHO DO CAPÍTULO DOIS E O SONHO DO CAPÍTULO QUATRO

sonho em minha cama, e parecia ver em minha mente, o sonho novamente!”.

Nabucodonosor não conseguia mais a tranqüilidade e as atividades reais se achavam comprometidas, devido a uma alteração em seu estado de humor, resultante do sonho.

Nabucodonosor foi tomado pelo pânico, pela insegurança, e esta preocupação o afligia, perturbando-lhe a paz.

Os seus pensamentos lhe tiravam a tranqüilidade. A causa desse transtorno era fundamentalmente a preocupação com sua coroa, a preocupação com o futuro de seu reinado. Queria saber se sua mordomia, sua glória, sua realeza estava ou não ameaçada, comprometida!

Nabucodonosor faz um decreto (verso seis) pelo qual fossem introduzidos em sua presença todos os sábios de Babilônia, para que o fizessem saber a interpretação do sonho. (Verso7) Então entraram os magos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros, e lhes foi contado o sonho.

Mas, novamente a dificuldade da interpretação, pois as coisas de Deus não é para qualquer um.

Nabucodonosor já tinha alguma experiência a respeito de Deus, entretanto novamente chamou os sábios, magos, astrólogos e feiticeiros, caldeus e adivinhos a fim de que esses lhe dessem a interpretação do sonho.

Tudo indica que novamente recorre a seus súditos e se esquece de Daniel. Nessa época, Daniel já era o chefe dos sábios e dos magos, mas não sei por que, se estava tão ansioso, não procurou Daniel já de imediato. Veja o que está escrito no verso 8 “Por fim se me apresentou Daniel, cujo nome é Beltessazar”. Isso me dá a nítida impressão que Daniel foi novamente o último, quando deveria ser o primeiro.

Esse fato está muito relacionado com os grandes talentos que são esquecidos em sua própria sociedade. O mesmo fato ocorre na Igreja, que às vezes possui homens verdadeiramente valorosos, mas que dão frutos em seara alheia. Cantores que possuem valor em outros campos, porque “o santo em sua casa não faz milagres”.

Às vezes a “prata da casa” é rica, brilhante, mas não tem valor.

O SONHO DO CAPÍTULO DOIS E O SONHO DO CAPÍTULO QUATRO

Existem semelhanças e diferenças entre o sonho do capítulo dois e do quatro:

 Ambos envolveram o rei.

 Ambos foram interpretados por Daniel.

 Ambos deixaram Nabucodonosor sem a paz.

 Em ambos os magos nada puderam fazer por se tratar de profecia de Deus.

Mas:

 O primeiro extrapola o reinado de Nabucodonosor, e abrange até o Estado Eterno.

O segundo se refere somente a Nabucodonosor

 O primeiro foi esquecido, sumiu da mente do sonhador.

O segundo, o sonhador o relatou com detalhes.

 O primeiro os magos não puderam interpretar porque não tinham o sonho.

O segundo, não puderam interpretar mesmo tendo o sonho, porque a revelação estava em Deus e não nos homens ou com Satanás.

 O sonho do capítulo dois se encerra com a derrota do governo humano.

 O sonho do capítulo quatro se encerra com o governo de Nabucodonosor.

Daquilo que está escrito nos versos 4.8 e 4.18 podemos deduzir que Nabucodonosor tinha certeza, a respeito de Daniel, que ele desvendaria o sonho. Então, por que será que não o chamou já em primeiro lugar? Por que passou primeiro por todos os magos e sábios de seu reino antes de recorrer a Daniel?

Talvez Nabucodonosor quisesse reforçar, diante de si e de todos, a habilidade de Daniel em comparação com seus magos, sábios, astrólogos, feiticeiros, etc. Nabucodonosor confiava em Daniel plenamente!Leia o verso 18: “Tu, pois, ó Beltessazar, diz a interpretação, porquanto todos os sábios do meu reino não me puderam fazer saber a interpretação, MAS TU PODES; pois há em ti o Espírito dos deuses santos”. Dá-nos a entender que Nabucodonosor queria firmar a superioridade de Daniel em relação aos demais.

Aqui podemos tirar uma lição para nós: Nossos problemas e nossas aflições têm que ser levadas para a pessoa certa, sem o que apenas tornaremos público os nossos problemas e não teremos deles a solução. Não adianta ficar lastimando, nem tão pouco murmurando, nem ainda discutindo com a pessoa inadequada.

Corroboram esse pensamento as atitudes da viúva de Zarefat que, tendo o filho morto, foi procurar o homem de Deus, Elias, em Samaria. Quando outros a interpelaram pelo caminho, respondia

“tudo vai bem”, e apenas ao homem de Deus foi apresentar o seu problema e o seu lamento. 2 Reis 4.25.

Enfim, Nabucodonosor tem agora diante de si o homem de Deus, o único capaz de revelar a interpretação.

Aqui no verso oito vemos que Nabucodonosor tem plena

diz: “Mas por fim, entrou na minha presença Daniel, cujo nome e Beltessazar, segundo o nome do meu deus e no qual há o espírito dos deuses santos”; podemos deduzir que reconhecia que seus deuses não tinham santidade, seus deuses não tinham vida, seus deuses não passavam de mitos e folclore, não possuíam espírito nem vida, e que Daniel tinha um Deus que sobre tudo é santo. O deus de Daniel tinha vida, operava maravilhas e ainda revelava o escondido.

No verso nove, Nabucodonosor diz: “Beltessazar, príncipe dos magos, eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos e nenhum segredo te é difícil”, como se dissesse: “Tens um Deus operante, vivo, sábio, cuja sabedoria não há limites!” e assim Daniel ouve da parte do rei, o seu sonho.

Daniel ouviu atentamente a narração do grande monarca, cuja descrição está nos versos dez a dezessete. Trata-se de:

a) Uma grande árvore, localizada no centro da terra, cuja altura era muito imensa. Verso dez.

b) A árvore tinha um crescimento ilimitado, no TAMANHO, no ASPECTO e na força. Verso onze. Podia ser vista até os confins da Terra.

c) A árvore cresceu tanto, sua folhagem era vistosa, exuberante, de raro esplendor, de modo que servia de abrigo para as aves do campo e sua sombra, de abrigo para os animais.

Verso doze.

d) Seus frutos eram viçosos, além de abundantes, de modo a sustentar toda a carne. Verso doze. Sua fonte alimentar era inesgotável, sustinha: os animais do campo, as aves do céu e todos os homens da Terra; (toda a carne diz o verso doze).

Nabucodonosor observava com admiração aquele cenário e, como que absorvido por ele, pois era uma visão indescritível, quando se rompe a harmonia da visão e Nabucodonosor vê um mensageiro vindo do céu, referido por ele como “um santo que descia do céu” Verso 13, que gritava em alta voz: “Derrubai a árvore e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas e espalhai o seu fruto; e afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves dos seus ramos.” Verso 14.

Nos versos 15,16 e 17 prossegue o discurso do ser celestial, do mensageiro do céu, que não se contenta em somente cortar-lhe os ramos e afugentar os animais, como destruir seus galhos e suas folhas, eliminando a sombra e os frutos, o abrigo das aves e o alimento dos animais que dela dependiam.

No verso 15 há uma ordem para se deixar o tronco com suas raízes sem serem alterados, mas temos também a determinação do mensageiro: (V.15,16).

a) Seja ele preso à erva do campo com prisão de alta segurança.

b) Seja regado pelo orvalho do campo.

c) Sua alimentação seja a erva da terra.

d) Sua companhia sejam os animais.

e) Mude-se-lhe o coração de modo a ser animal.

f) Esta determinação terá a duração de sete estações.

Era a sentença dos “vigiadores” para aquela árvore tão frondosa: destruição apenas do seu esplendor, da sua aparência, da utilidade, mas não da sua essência, pois o tronco devia ser mantido com suas raízes intactas. Com isso se manteria sua essência, podendo brotar novamente e vir a ser uma árvore tão frondosa e bela como antes.

Nós sabemos que o tronco e as raízes representam toda a essência da árvore, pois são as raízes que extraem os nutrientes de toda a árvore, e o tronco é o intermediário através do qual há sustentação de todas as estruturas que compõem toda a árvore.

Neste caso observamos Deus mantendo, desta árvore, o que lhe é de essencial: o tronco vivo, ligado à fonte de alimentação de modo a permanecer vivo.

As determinações que lemos nos versos quinze e dezesseis, apresentadas nos itens a, b, c, d, e, f são relativas a esse tronco que foi deixado; este deveria ser regado pelo orvalho, alimentar-se da erva do campo, ter como companhia os animais, ter o coração mudado, numa sentença com sete anos de duração.

Vemos aqui que essa árvore tem como tronco “algo” que não pode ser vegetal, pois:

a) Um vegetal se nutre dos elementos retirados da terra através de suas raízes; mas este aqui vai se nutrir da erva da terra.

b) Habitualmente um tronco de árvore não tem companhia, mas esse tem como companhia os animais.

c) Um vegetal não tem coração, mas esse aqui O TEM, pois diz o verso 16 que ele SERÁ MUDADO para coração de animal, o que quer dizer que ele tinha um coração que não era de animal.

Veremos adiante que esse tronco de árvore é o próprio Nabucodonosor, conforme a interpretação de Daniel.

O verso dezessete nos mostra o fundamento deste sonho profético, que não é outro se não mostrar:

Primeiro: que Deus é soberano sobre todos os soberanos.

Segundo: que é Deus quem dá ou permite o reinado dos homens.

Terceiro: Deus dá o governo humano a quem quer e tira daquele que o tem para o dar a quem de sua escolha, até mesmo ao mais baixo ou mais simples, ou ainda o mais humilde entre os homens.

Quarto: O verdadeiro domínio de todas as coisas pertence ao Deus do povo de Judá.

O verso dezoito deixa patente que se trata de um sonho, podendo ser redigido assim: “Isso em sonho, eu, rei Nabucodonosor vi” ou “isso eu vi em meu sonho enquanto dormia”.

Assim temos a narração do sonho por Nabucodonosor a Daniel, e diante de Daniel, Nabucodonosor anseia pela interpretação e diz: “este é o sonho que ninguém pôde interpretar, mas que tu o podes, pois em ti há o Espírito dos deuses santos.”

b) A INTERPRETAÇÃO DO SONHO

Daniel 4.19-27

19 - Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o turbavam.

Então lhe falou o rei, e disse: Beltessazar , não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, e disse. Senhor meu, o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos.

20 - A árvore que viste, que cresceu, e se tornou forte, cuja altura chegou até ao céu, e que foi vista por toda a terra;

21 - cuja folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual os animais do campo achavam sombra, e em cujos ramos as aves dos céus faziam morada,

22 - és tu, ó rei, que cresceste, e vieste a ser forte; a tua grandeza cresceu, e chega até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra.

23 - Quanto ao que viu o rei, um vigilante, um santo, que descia do céu, e que dizia: Cortai a árvore, destruí-a, mas a cepa com as raízes deixai na terra, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; seja ele molhado do orvalho do céu e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos.

24 - Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que virá contra o rei, meu senhor:

25 - serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e dar-te-ão a comer ervas como aos bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.

26 - Quanto ao que foi dito, que se deixasse a cepa da árvore com as suas raízes, o teu reino tornará a ser teu, depois que tiveres conhecido que o céu domina.

27 - Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe termo em teus pecados pela justiça, e às tuas iniqüidades usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranqüilidade.

No verso dezenove vemos Daniel “ATÔNITO” por algum tempo.

Existem versões bíblicas que neste verso traduzem esse “algum tempo” por “quase uma hora”, (Ver Young’s Literal Translation 1998, Almeida Revista e corrigida 1995, por exemplo) e nesse espaço de tempo, seus pensamentos perturbavam o seu semblante, de modo que o rei percebeu a mudança exterior de seu aspecto.

Daniel se apresentava “espantado”, estava mudo, não falava nada, estava pálida, vítima de uma vaso-constrição periférica percutânea, de origem neurogênica, que foi causada pelo entendimento da narração que acabara de ouvir. Daniel já sabia que a interpretação era totalmente desfavorável ao rei.

Daniel, súdito fiel, tinha por seu rei, verdadeiro apreço, e o bem-estar do seu rei fazia parte de seus propósitos. Ele nunca desejaria mal ao rei e vendo o mal rodeando o seu senhor, estava envolvido numa terrível emoção desagradável.

Vendo o rei o estado de Daniel, disse-lhe: Beltessazar, não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Daniel 4.19. Mas Daniel estava assustado e como maior prova de consideração e apreço para com o rei, responde: Senhor meu, o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos.

Nabucodonosor deixou Daniel à vontade para interpretar o sonho, tranqüilizando-o qualquer que fosse o sentido da interpretação.

Profetizar contra o rei poderia significar a morte;

profetizar contra o rei poderia significar as conseqüências mais desastrosas, mas a preocupação de Daniel não foi dessa natureza. Ele se preocupava realmente com o rei, com o seu bem-estar.

Assim Daniel se põe a interpretar o sonho do rei, chamando-o de “Senhchamando-or meu”. (Verschamando-o dezenchamando-ove)

 Para os que te tem ódio, pois boa coisa não é, e não se trata de boas notícias.

 A interpretação seja para os teus inimigos, para que esse mal se volte conta eles.

Mas a Nabucodonosor cabia apenas ouvir a interpretação profética e a Daniel, a interpretação fiel.

Assim ao longo dos versos seguintes temos a explicação do sonho para Nabucodonosor.

A árvore:

* aquela árvore tão frondosa, tão grande, tão útil não só para as aves, mas para todo animal, cuja folhagem era formosa e cujos frutos abundantes;

* aquela árvore que crescera tanto a ponto de atingir o céu e a extremidade da terra;

* aquela árvore que fornecia o conforto para os animais e

Era Nabucodonosor no gozo de sua glória e no domínio de seu poder que se estendeu até aos extremos da terra conhecida até então. Verso 20 e 21. Ver verso 22: ”aquela árvore és tu, ó rei, que cresceste, e vieste a ser forte; a tua grandeza cresceu, e chega até ao céu, e o teu domínio até à extremidade da terra”.

Aquela árvore representava a pessoa do rei, pois dele saíam os recursos para todos e o abrigo às aves e animais. Seu reinado e poderio se estenderam de tal forma que sua influência foi representada no sonho por aquela árvore, cujo crescimento atingiu o céu, e cuja visão atingia o extremo da terra. (Verso 22). Mas no verso vinte e três temos uma quebra nesse cenário paisagístico tão agradável, de esplêndida admiração, através de um mensageiro; um santo que desceu do céu e dizia, emitindo uma ordem sem definição do endereço, sem definir a quem era aquela ordem:

Cortai a árvore e destruí-a, mas deixai o tronco e não danifiquem em nada suas raízes. E aquele ser prossegue em seu imperativo discurso:

Mas o tronco, que não deve sofrer danos, seja fixado à terra com prisões seguras, em meio à erva do campo;

Esse tronco deverá ser molhado pelo orvalho do céu que atinge tudo o aquilo que não tem abrigo.

Sua porção alimentar seja junto com os animais do campo, à sua semelhança.

Isso deverá ser mantido até que passe sete tempos. Verso 23.

No verso vinte e quatro, Daniel suspira, inspira um pouco mais profundo que o habitual e diz ao rei: Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo que virá sobre o rei, meu senhor.

Nesta altura dos acontecimentos Nabucodonosor não havia entendido a extensão e o propósito da profecia e olhava para Daniel como quem queria entendê-lo melhor!

Então Daniel prossegue, esmiuçando a mensagem profética, numa linguagem mais trivial e ilustrativa:

(Ó rei Nabucodonosor) serás tirado de entre os homens, perderás o teu trono e também o teu leito, perderás também a tua família e o teu lar; a tua morada será junto aos animais do campo, e tu sofrerás uma mudança no modo de comer e passarás a comer como os bois; passarás a dormir no campo e não mais no teu leito real, onde gozas a proteção contra as intempéries naturais; por essa razão o teu corpo será molhado pelo orvalho do céu, pois dormirás a céu aberto como os bois e os outros animais. Isso acontecerá sobre ti, até que se passe sete anos a fim de que reconheças que Deus é muito superior a ti, e que foi

ele que te deu esse reinado, que tu não tens nada, que és pobre e estás nu. Tudo o que tens veio desse Deus a quem não reconheces como teu Senhor, embora, já tenha visto suas maravilhas, e já tenhas conhecido do seu poder!

Esse Deus é um Deus que dá e que também tira, e quando dá, o faz a quem quer, imperando apenas a sua vontade que é absoluta e suprema. Uma vez reconhecido que a Deus pertence a verdadeira glória, então voltarás a ter o teu trono, eis o porquê do tronco ser mantido, inalterado, junto com as suas raízes, o qual voltará a brotar e formará uma nova árvore.

Deus tirará o teu reino, o dará para outros e depois o devolverá a ti, e isso acontecerá durante sete anos.

Na verdade, com respeito aos “sete tempos” referidos por Daniel, não sabemos exatamente o que ele quis dizer; pois os Babilônios tinham duas estações que correspondem ao verão e ao inverno e não sabemos se as sete estações seriam diretas, o que daria três anos e meio, ou se sete verões, ou sete invernos de modo que seriam sete anos.

Aquele rei necessitava se converter em sua grandeza. Ele se comportava como um deus absoluto e necessitava reconhecer que Deus é o Senhor, o Deus de Judá, o Deus de Daniel. Mas Deus lhe deu uma oportunidade, embora na Sua presciência já sabia que ele não ouviria o conselho de Daniel, apresentado no verso 27:

- Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e desfaça-te dos teus pecados e das tuas iniqüidades e passe a usar de misericórdia para com os pobres e talvez se prolongue a tua tranqüilidade.

É como se dissesse ao rei: Ó rei, você comete muita injustiça. Por exemplo: mandou aquecer a fornalha de fogo sete vezes para nela jogar meus companheiros que sempre lhe foram fiéis; e isso só para satisfazer o seu ego. Você ocupa um lugar mais alto do que aquele que Deus o colocou. Você não tem misericórdia com os pobres e não respeita a ninguém. Arrependa-te, pois, aceite esse meu conselho e terá sua tranqüilidade prolongada, caso contrário está aí a profecia a teu respeito.

Agora ó rei, já tens a interpretação e a orientação que desejavas. A profecia desta vez é contra ti e a vítima serás tu, ó rei.

Deus ainda deu para Nabucodonosor, tempo para que se arrependesse e ouvisse os conselhos de Daniel. Foi somente após ter passado um período próximo de um ano, quando o rei já tinha se esquecido totalmente da profecia e da visão, além dos conselhos de Daniel, é que veio a se cumprir essa visão profética.

Veremos a seguir que Deus cumpre a sua palavra, e todas essas coisas sobrevieram sobre Nabucodonosor.

c) DEUS CUMPRE A PROFECIA

Daniel 4.28-37

28 - Todas estas cousas sobrevieram ao rei Nabucodonosor.

29 - Ao cabo de doze meses, passeando sobre o palácio real de Babilônia,

30 - falou o rei, e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder, e para glória da minha majestade?

31 - Falava ainda o rei quando desceu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Já passou de ti o reino.

32 - Serás expulso de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; e far-te-ão comer ervas como os bois, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti, até que aprendas que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.

33 - No mesmo instante se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi expulso de entre os homens, e passou a comer erva como os bois, o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.

34 - Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorificarei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.

O verso de número vinte e oito fala sobre o cumprimento

O verso de número vinte e oito fala sobre o cumprimento

Documentos relacionados