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INSTITUIÇÕES DO DIREITO PÚBLICO E PRIVADO

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Academic year: 2022

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INSTITUIÇÕES DO DIREITO PÚBLICO E PRIVADO – [email protected]

1 – CONCEITO DE DIREITO

Direito é o conjunto de normas gerais e positivas ditadas por um poder soberano, que visa disciplinar a vida social. É norma de conduta com força coativa.

O objetivo do direito é regular a vida humana em sociedade, estabelecendo para esse fim, normas de conduta, que devem ser observadas pelas pessoas.

Tem por finalidade a realização da paz e da ordem sócia, mas também vai atingir as relações individuais das pessoas.

A sanção (punição) do direito existe para que a norma seja cumprida.

 NORMAS GERAIS: normas comuns para todos;

 POSITIVAS: escritas (normas);

 PODER SOBERANO: O estado (pelo poder Legislativo);

 VIDA SOCIAL: evitando conflitos, buscando a harmonia social;

 COERCITIVO: poder de exigir condutas e normas (essa é sua principal função);

 ESTÁ IMPLÍCITO:

1. DIREITO É BILATERAL : REGULA DUAS OS MAIS PESSOAS;

2. REGULA O ATO EXTERNO;

1.1 – DIREITO OBJETIVO E DIREITO SUBJETIVO

DIREITO OBJETIVO – é o complexo de normas que são impostas as pessoas, para regular as relações, comum a todos. São Normas, Comportamentos. Ex.: Não matar, Não roubar...

DIREITO SUBJETIVO – é a faculdade de a pessoa postular seu direito, visando à realização de seus interesses. É a Prerrogativa, o benefício assegurado a alguém. Ex.: Quando você compra uma Tv, você tem o direito de recebê-la

OBS.: EM TODO DIREITO OBJETIVO EXISTIRÁ O DIREITO SUBJETIVO.

1.2 DISTINÇÃO (DIREITO E MORAL)

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Nem tudo que é permitido juridicamente é moral, por isso elas possuem semelhanças e diferenças:

 SEMELHANÇAS:

1 – consciência humana: provem a moralidade;

2 – Normas de comportamento: convivência social;

3 – Regulam atos dos seres humanos (livres, morais e conscientes);

4 – Buscam o bem estar do indivíduo e da sociedade.

 DIFERENÇAS:

1 – Direito é coercitivo, obrigatório. Moral vai de consciência.

2 – Direito é um campo menos abrangente. Moral é bem maior, pois envolve o homem e a sociedade, suas relações com Deus e com si mesmo (Solidariedade).

3 –Direito evita que o indivíduo lese seu semelhante. Moral extingue o mal, e preserva o bem.

4 – Direitoé bilateral (Relação entre duas ou mais pessoas). Moral é unilateral (O que é certo pra um pode não ser pra outro).

5 – Direito se preocupa com atos externos. Moral se preocupa com o íntimo das pessoas, seu sentimento interno.

6 – Direito tem origem no estado, através do Poder Legislativo, poder soberano. Moral tem origem na consciência.

OBS.: TENTATIVA DE SUICÍDIO NÃO É CRIME, INSTIGA-LO É.

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2 – RAMOS DO DIREITO

2.1 – DIREITO POSITIVO E DIREITO NATURAL

 DIREITO NATURAL – o direito “NATO” do homem, nasce a partir do momento que surge o homem, nasce para regular a vida humana em sociedade, de acordo com as regras da natureza. É intransferível, universal.Ex.: O direito a vida, a reprodução, a liberdade, a família.

 DIREITO POSITIVO – é apenas a norma legal, derivada do Estado e não de outras fontes do Direito. Dura determinado tempo, podendo ser modificada. EX.: todas as leis em vigor.

2.2 – DIREITO PÚBLICO E DIREITO PRIVADO

 DIREITO PÚBLICO: envolve a organização do estado, de interesse coletivo, envolve normas de ordem pública que devem ser cumpridas.

Ex. : infraestrutura, educação, saúde, etc.

É DIVIDIDO EM 8 RAMOS: Constitucional Administrativo Penal

Eleitoral Processual Internacional Ambiental Tributário

 DIREITO PRIVADO: diz respeito ao interesse dos particulares, às normas contratuais que são estabelecidas pelos particulares, decorrentes de suas vontades. Ex.: Locatário e Locador de uma residência entram na justiça devido a divergências de opiniões.

É DIVIDIDO EM 4 RAMOS: Civil Comercial Trabalhista Consumidor

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FONTES DO DIREITO

1. FONTES DIRETAS OU IMEDIATAS – tem força de impor essas condutas imediatamente.

a) LEI – é obrigatória;Exp.:BRASIL;

b) COSTUMES – não é obrigatório, exp.: monogamia, filas...(pode apenas causar indignação nas pessoas não causam sanções). Exp.: INGLATERRA.

2. FONTES INDIRETAS OU MEDIATAS - não possuem força para impor conduta, procedimentos, mas sim encaminham no processo de conscientização para elaborar uma norma.

a) DOUTRINA: interpretação da lei pelos estudiosos do direito, conscientizando a população para que sejam criadas novas leis (normas);

b) JURISPRUDÊNCIA: Quando a lei é omissa, ou quando o juiz não acha lei para aplicar em dada situação (casos inéditos), o juiz interpreta o direito e então aplica a melhor maneira para uma das partes. É A INTERPRETAÇÃO QUE OS JUÍZES FAZEM DA LEI.

c) ANALOGIA (semelhança) – quando a lei é omissa, o juiz aplica a lei que já foi aplicada em casos semelhantes.

Exceções: Penal e Tributal (fiscais).

d) EQUIDADE (retidão, bom senso) – Quando a lei é omissa, o juiz se coloca no lugar do legislante utilizando seu sentido de retidão para ser aplicado em casos onde a lei é omissa.

Exc.: só pode ser utilizados no que prevê a lei. ?????

e) PRINCÍPIOS GERAL DO DIREITO – princípios fundamentais em que a lei se baseia (podendo ou não está escrito).

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O NOVO CÓDIGO CIVIL

 Regula as relações das pessoas;

 Surgiu em 1916 e teve as seguintes alterações:

 1962 – Surge o estatuto da mulher casada, onde a mulher passa a ser colaboradora;

 1977 – Surge a lei do divórcio (filhos fora do casamento passam a ser reconhecidos);

 1994 – A União Estável passa a ser reconhecida;

 1996 – a propriedade comum; pensão;

 2002 – o Código Civil é revogado, dividido em duas partes:

DAS PESSOAS E DAS COISAS.

A PERSONALIDADE CIVIL E CAPACIDADE CIVIL:

 DAS PESSOAS:FÍSICA OU NATURAL JURÍDICAA

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A PERSONALIDADE CIVIL E A CAPACIDADE CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

A PESSOA NATURAL EM GERAL:

 É o ser humano;

 Art. 1: éo ser humano capaz de assumir direitos e obrigações;

 Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida;

mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do NASCITURO.

E termina com a morte. (Exp.: Honra, Imagem, privacidade, etc.)

OBS.: 1- A PERSONALIDADE DO DIREITO VAI DESDE O NASCIMENTO COM VIDA, OU O NASCITURO, PORÉM O DIREITO VAI DE ANTES DO NASCIMENTO (INCLUINDO O NASCITURO) ATÉ DEPOIS DE SUA MORTE.

2 – NASCITURO – TEM EXPECTATIVA DE NASCIMENTO PODE RECEBER DOAÇÕES EM SEU NOME OU EM NOME DOS PAIS, POREM A MESMA SÓ DECORRE SE O MESMO NASCER VIVO, SE NASCER MORTO AS DOAÇÕES SÃO ANULADAS.

3 – O DIREITO DEPOIS QUE A PESSOA MORRE SE DÁ PELO DIREITO SUCESSÓRIO DO DECUJO (MORTO).

4 – INSTITUTO DA COMORIÊNCIA – QUANDO DUAS OU MAIS PESSOAS MORREM AO MESMO TEMPO, POR EXEMPLO, NUM MESMO ACIDENTE NO MESMO INSTANTE, OS BENS DE CADA PESSOA SÃO TRANSFERIDOS PARA A SUA RESPECTIVA FAMÍLIA.

 CAPACIDADE CIVIL DA PESSOA FÍSICA OU NATURAL;

É A APTIDÃO DO INDIVÍDUO DE EXERCER ATOS E TER DIREITOS, OBRIGAÇÕES E TAMBÉM EXERCER POR SI OU OUTREM A CAPACIDADE CIVIL.

a) CAPACIDADE CIVIL DE DIREITOS OU DE GOZO: Gozar das prerrogativas que a lei lhe oferece. Assim que adquirir a Personalidade do direito;

b) CAPACIDADE CIVIL DE FATO OU DE EXERCÍCIO: Quando ele se torna capaz de exercer por si só sem auxílio de outrem. Quando atinge a maioridade civil. Exc.: A PESSOA INTERDITADA, possui a capacidade civil mas não terá capacidade de exercício;

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DA CLASSIFICAÇÃO DAS PESSOAS: (Art. 03 e 04)

a) PLENAMENTE CAPAZES: quem possuir capacidade civil de Gozo e a capacidade civil de fato. MAIORES DE 18 ANOS.

b) ABSOLUTAMENTE INCAPAZES:os menores de 16 anos, deficientes mentais ou quem possuem enfermidades, quem não possuir discernimento de certo e errado ou quem não puder exercer sua vontade. ESTES SÃO REPRESENTADOS POR PESSOA DESIGNADA.

SÃO AQUELES QUE NÃO RESPONDEM POR SEUS ATOS.

Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:

I - os menores de dezesseis anos;

II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;

III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

c) RELATIVAMENTE INCAPAZES:só podem praticar atos de acordo, com um representante legal, que irá ASSISTI-LO (este deverá estar presente na prática do ato), por exemplo

Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; NO CASO DO VOTO.

II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;

III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;

IV - os pródigos.

Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada porlegislação especial. Chamados de SINVÍCOLAS têm seus atos regulados e intervindos pela FUNAI. Nesse sentido os índios sofreram retrocesso jurídico passaram de RELATIVAMENTE INCAPAZES paraABSOLUTAMENTE INCAPAZES.

ATO NULO OU ANULÁVEL

o vício é sério.

NUNCA SERÁ VALIDADO.

Exp.: Bigamia.

O vício não é tão sério, e pode ser sanável. Exp.:

Menor Aprendiz, ao assinar o contrato de trabalho seu responsável deve assiná-lo também.

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CESSAÇÃO DE CAPACIDADE CIVIL Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos,

quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:

I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro,

mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; EMANCIPAÇÃO.

II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

1 – Quando cessar o motivo da incapacidade.

2 – EMANCIPAÇÃO: antecipação da capacidade civil plena, cedida pelos pais, juiz ou pela ocorrência de fatos fortes. Podem ocorrer: ANTES DOS 18 ANOS (A PARTIR DE 16 ANOS COMPLETO), EM TRÂS TIPOS:

VOLUNTÁRIA: pelos pais, os dois, em cartório os emancipados responderam por atos ilícitos;

JUDICIAL: Exp.: órfãos de pai e mãe. Realizados por ordem judicial, registrado em cartório; OBS.: O TUTOR NÃO PODE CEDER EMANCIPAÇÃO PARA NÃO PREJUDICAR O TUTELADO.

LEGAL: ART 5. Pelo casamento; pelo exercício de emprego público efetivo; pela colação de grau em curso de ensino superior; pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria estável.

OBS.: EMANCIPAÇÃO É IRREVOGÁVEL.

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INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA NATURAL

TODO INDIVÍDUO É ÚNICO, ESTA TRATA DE SUAS CARACTERÍSTICAS, PELOS MEIOS: 01 - NOME;

02 - DOMICÍLIO;

03 - ESTADO.

01 – NOME: principal meio de individualização humana, NOME COMPLETO;

O NOME É COMPOSTO DE:

Pré nome: o primeiro nome. LIVRE ESCOLHA DOS PAIS.

Patronímico: sobrenome, apelido de família

Cognome: pode se referir ao patronímico ou ao nome através do qual o indivíduo é conhecido e depois o adota, como: XUXA, LULA, PELÉ...

Agnome: sinais distintivos que diferenciam parentes com mesmo nome.

Exp.: FILHO, NETO, SOBRINHO, etc.

Codnome ou Pseudônimo: utilizados em atividades lícitas.

Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.

Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.

Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação

de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são

partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz,

a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.

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CARACTERÍSTICAS DO NOME:

 PERSONALÍSSIMO;

 INALTERÁVEL;

 INTRANSFERÍVEL;

 IMPRESCRITÍVEL – NÃO ACABA;

 ESSENCIAL PARA O EXERCÍCIO DE DIREITOS E CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES.

OBS.: PARTE DO NOME PODE SER ALTERADO, MAS NÃO O NOME COMPLETO, DESDE QUE SEJA JUSTIFICADO. Podem ser:

 CAUSAS NECESSÁRIAS: reconhecimento de paternidade, adoção;

 CAUSAS VOLUNTÁRIAS: são 9: 1 – o casamento, 2 – Divórcio; 3 – erro gráfico evidente; 4 – 1º ano após a maioridade; 5 – inclusão de apelido ou cognome; 6 – Quando ocorre de você ser conhecido por toda a sua vida por um nome diferente do registrado; 7 – Homônimos (principalmente se este é prejudicado por algum motivo); 8 - CONCUBINAS (mulheres que vivem com maridos sem casar); 9 – nomes exóticos.

02 – DOMICÍLIO – DOMICÍLIO é diferente de RESIDÊNCIA.

OBS.: 1 - A PESSOA PODE NÃO TER RESIDÊNCIA, MAS TER DOMICÍLIO.

EXP.: MENDIGO (PODE SER ENCONTRADO NA PRAÇA – SEU DOMICÍLIO- ONDE DORME).

2 – FORÚM COMPETENTE:é o Domicílio que designará qual o Forúm competente (juiz) que atenderá o caso.

Art. 70. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo.

Art. 71. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas.

Art. 72. É também domicílio da pessoa natural, quanto às relações concernentes à profissão, o lugar onde esta é exercida.

É o local onde habitae tem o centro de suas atividades.

É o local onde o indivíduo é encontrado.

Referências

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