Thoughts On The Intellectual Property
Eugênio Fiorelli Cysne1 Leonardo Porto Carioni2
Resumo
Na área da Tecnologia, a Propriedade Intelectual é vista de maneira quase dogmática: em nenhum momento se questionam seus prós e contras, ela é apenas utilizada de maneira natural. Entretanto, nos últimos tempos, tem surgido discussões e argumentos que colocam em cheque este modelo de produção tecnológica. Este artigo visa discutir a questão da validade da Propriedade Intelectual na sociedade atual sob dois pontos principais: aspecto tecnológico e aspecto socio-econômico.
Palavras-chave: Propriedade Intelectual, Propriedade Industrial, Patentes.
Abstract
In technology, intellectual property is seen in an almost dogmatic way: its pros and cons are not questioned at any point, it is simply used in a natural way. However, lately, some discussions have been questioning this model of technological production. This paper aims to discuss about validity of the intellectual property in today’s society under two main aspects: a technological point of view, and a social-economical point of view.
Keywords: Intellectual Property, Industrial Property, Patents.
1. INTRODUÇÃO
Como estudantes de graduação no curso de Engenharia Mecânica, em geral não temos muito contato com o tema de propriedade intelectual. Exceto por algumas disciplinas de projeto onde somos incentivados a buscar por patentes similares aos produtos desenvolvidos e analisados no semestre, não nos deparamos frequentemente com o assunto e menos ainda nos questionamos – ou somos incentivados a nos questionar – sobre sua importância e validade.
A propriedade intelectual pode ser entendida, de maneira básica, através de suas subdivisões. A seguir serão definidas de maneira simplificada as duas mais importantes.
1 Graduando em Engenharia Mecânica - UFSC - Universidade Tecnológica Federal de Santa Catarina – Centro Tecnológico – Departamento de Engenharia Mecânica. - Campus Reitor João David Ferreira Lima - Trindade - Florianópolis - Santa Catarina - Brasil - CEP 88040-970 - [email protected]
2 Graduando em Engenharia Mecânica - UFSC - Universidade Tecnológica Federal de Santa Catarina – Centro Tecnológico – Departamento de Engenharia Mecânica. - Campus Reitor João David Ferreira Lima - Trindade - Florianópolis - Santa Catarina - Brasil - CEP 88040-970 – [email protected]
Direito Autoral – Este consiste em um direito atribuído ao autor de uma obra original, seja ela literária, artística ou científica. São incluídos nesta categoria os autores propriamente ditos, intérpretes, atores, músicos, criadores de softwares.
Este direito dá ao autor a exclusividade sobre a reprodução, divulgação, exploração, e adaptação da obra, dentre outros.
Propriedade Industrial – A propriedade industrial tem como objetivo proteger uma determinada invenção. Refere-se à proteção das patentes, de modelos industriais, formas de design, compostos químicos, e recentemente passou a incluir também a propriedade sobre organismos geneticamente modificados.
Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial [1], a propriedade industrial de patente pode ainda ser dividida em Patente de Invenção, Modelo de Utilidade e Certificado de Adição de Invenção. “Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação.” Para ter a propriedade assegurada, o inventor deve, em troca, “revelar detalhadamente todo o conteúdo técnico da matéria protegida pela patente” [1]. De acordo com [2] permitindo que a patente caia em domínio público após o período de tempo pelo qual esta é válida, a patente passa a estar “apta para ser usada por toda a sociedade, incentivando o inventor a prosseguir na pesquisa de aperfeiçoamentos, buscando evitar a superação por seus concorrentes”. Além de que “os concorrentes do inventor podem desenvolver suas pesquisas a partir de um estágio mais avançado do conhecimento, promovendo, assim, o desenvolvimento tecnológico do país”.
Segundo o artigo 8º da Lei da Propriedade Intelectual (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996), uma invenção é patenteável quando atende simultaneamente aos requisitos básicos:
novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Ou seja, para o invento ser protegido por uma patente, só pode ser conhecido quando o próprio inventor divulgá-lo; deve ser diferente das coisas que já existem, além de que deve ser fruto do intelecto humano; e deve ser útil para produção e uso na indústria.
O inventor deve fazer o depósito do pedido de patente no INPI, que verificará se o pedido tem todos os requisitos necessários. Após 36 meses do depósito, o titular será obrigado a fazer pagamentos anuais, até que o pedido de patente seja aprovado. Caso seja
aprovado, a Patente de Invenção é válida por 20 anos contatos a partir do depósito do pedido de patente [14].
1.1. Histórico
As origens da propriedade intelectual caminham em paralelo com a evolução da escrita. Até o fim da idade média, como a distribuição de material escrito era limitada pela capacidade de reprodução dos escribas, não havia grande preocupação por parte dos governantes com o controle deste tipo de atividade. Com a invenção da prensa móvel por Johannes Gutenberg no século XV, ocorreu um aumento na possibilidade de divulgação de textos, uma vez que uma cópia poderia ser feita com um tempo e esforço muito menores.
Ao enxergar neste novo tipo de mecanismo uma ameaça, de acordo com (VIANNA, 2006), os soberanos da época enxergaram a necessidade de regulamentar este tipo de atividade.
Isto foi feito através da concessão do monopólio de comercialização aos detentores dos meios de produção, dos títulos por eles editados. A contrapartida seria a não impressão de conteúdo contrário.
Com isto, a propriedade intelectual inicialmente não foi criada com o intuito de preservar a criação do autor, mas sim de regular os meios de distribuição3.
1.2. Argumentos Favoráveis à Propriedade Intelectual
Atualmente, observa-se a utilização da propriedade intelectual sem nenhum tipo de questionamento sobre a sua validade, suas origens, seus pontos favoráveis e contrários, etc.
Apesar disso, podem ser elencados alguns argumentos básicos favoráveis à propriedade intelectual. Abaixo serão explicitados alguns dos principais argumentos favoráveis à existência/manutenção da PI.
1.2.1. Ideia
O primeiro ponto argumenta que a propriedade intelectual é legítima, uma vez, caso o autor não tivesse tido aquela ideia, ela simplesmente não existiria. Por isto, o autor deveria merecer uma espécie de reconhecimento ou forma de recompensa pela atividade intelectual por ele desenvolvida.
3 É sugerida a leitura de [14] para uma discussão mais detalhada sobre este ponto.
1.2.2. Autoria
Como segundo ponto, é levantada a questão da autoria. Caso não haja proteção ao autor da propriedade intelectual, não haveria possibilidade de o autor clamar para si a autoria da mesma, e consequentemente gozar dos benefícios de a ela ter criado.
O registro de pantetes garante ainda, a rastreabilidade de uma invenção, já que, da mesma forma que para um intérprete é importante conhecer o contexto em que um determinado compositor escreveu determinada peça, é importante para um novo inventor conhecer as origens das invenções que compõe sua nova invenção, além de conhecer os fundamentos sobre os quais ele se apóia.
1.2.3. Incentivo à Inovação
Este é provavelmente o argumento mais presente em defesa da propriedade intelectual.
Ele alega que, caso não existisse este direito a propriedade, os inventores não seriam motivados a despender seu tempo e dinheiro na atividade intelectual, uma vez que não poderiam dela usufruir. As empresas e institutos de pesquisa precisam despender tempo e dinheiro para desenvolver uma nova tecnologia, então parece razoável que tenham um período de monopólio assegurado juridicamente para que possam reaver o investimento feito.
Além disso, hoje, o número de registros de patentes é visto como um indicador do desenvolvimento de um país. Por exemplo, se fala que o Brasil está deixando de inovar, pois caiu oito posições no ranking de países que mais inovam no mundo desde 2011 [4]. A solução encontrada pelo governo foi a facilitação do acesso ao resgistro de patentes, criando uma ferramenta online que permite o pedido.
Por outro lado, durante a Revolução Industrial, países sem patentes foram tão inovadores quanto países com patentes [5]. Outros estudos perceberam que, comparando a força da legislação de propriedade industrial com a taxa de desenvolvimento econômico de países, percebeu-se que patentes não tem tanta influência no crescimento. Em países mais desenvolvidos, no entanto, a legislação de patentes tem uma relação com investimentos em pesquisa e desenvolvimento [5].
2. DEBATENDO A PROPRIEDADE INTELECTUAL
Neste capítulo serão levantados questionamentos acerca da propriedade intelectual, de suas validades, e das consequencias de sua utilização.
1.3. Propriedade x Propriedade Intelectual
A primeira questão a ser levantada está relacionada com a própria essência do conceito de propriedade intelectual. Uma ideia (ou melhor, a disseminação de uma ideia) pode ser controlada? A resposta pode ser trivialmente positiva, desde que o autor dela simplesmente opte por não divulgá-la a ninguém. Mas, isto não vai contra o princípio básico de uma invenção, que é o de resolver um determinado problema do mundo?
Existe uma dificuldade muito grande em importar o conceito de propriedade de um bem tangível para um intangível. Uma ideia possui a capacidade de se replicar infinitamente, bastando que o detentor da mesma a divida com outra pessoa. Com isto, o problema da escassez inerente à “propriedade material” não se aplica neste caso, já que não é um recurso finito no planeta e com isto não estaria sujeito a atribuição de um valor monetário a sua escassez.
1.4. Relação Autor x Distribuidor/Financiador
Outra controvérsia existente na discussão sobre propriedade intelectual é a complicada relação entre o autor propriamente dito e o distribuidor ou o financiador. Há tempos a inovação deixou de ser capitaneada pelo inovador criativo individual, e passou a ser basicamente estruturada e a ocorrer em grandes equipes com pesados recursos e tempo para pesquisa e desenvolvimento. Em virtude disto, muitas vezes quem tem o maior interesse na manutenção da propriedade intelectual não é o autor dela propriamente dito, mas sim um investidor que está por trás dele. Esta relação de interesses complicada é inerente à propriedade intelectual, como citado acima ao estudá-la desde suas origens.
Além disso, muitas vezes o autor sofre com esta relação de hipossuficiência: ele não é efetivamente protegido, e é submisso contratualmente ao seu financiador, ou seja, todas as suas criações serão de propriedade do financiador, e não do próprio autor.
1.5. Aspectos Socioeconômicos
Sob o ponto de vista socio-econômico, será discutido fundamentalmente o problema da escassez gerada pela existencia da propriedade intelectual.
O problema da escassez está intimamente relacionado com a capacidade de se copiar, ou replicar, um determinado bem, seja ele um serviço ou produto. Tendo em vista que a propriedade intelectual dá os subsídios teóricos para este processo de replicação, restará apenas a necessidade de aparatos físicos (sejam eles mão de obra, materiais, máquinas, etc), para que este processo seja realizado. É neste ponto que a propriedade intelectual se torna um problema: em casos de escassez na sociedade, como o problema nome já diz, existe uma falta de um determinado bem, e a manutenção do direito à propriedade intelectual passa a se tornar um empecilho ao suprimento desta escassez.
É claramente observável a ocorrência desta situação na indústria farmacêutica, onde a dicotomia entre o interesse público e o direito de propriedade é visível. Muito embora as patentes sejam usadas neste caso para justificar os investimentos em inovação, [6] pondera que não são precisas as respostas para dizer em quanto exatamente as patentes elevam o preço de um medicamento.
Um exemplo deste problema foi no caso do combate à AIDS, principalmente na decada de 1990, quando os medicamentos Anti-Retrovirais (ARVs), apesar de existentes, possuiam valor muito elevado, fator este responsável pelo não acesso de pessoas necessitadas aos medicamentos. Tendo em vista este problema, em 2007, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou um decreto autorizando a quebra da patente do medicamento Efavirenz, utilizado por pacientes com HIV. Esta ação reduziu o valor do medicamento em 72% [7].
A Índia traz outro exemplo referente ao problema das patentes, com o agravante de neste caso as patentes trazerem um problema que antes era inexistente. Este país tem fortemente enraizado em sua cultura a agricultura, e durante séculos, os agricultores renovavam suas plantações com sementes novas, a cada certo número de anos. Nos anos 2000, com o crescimento dos transgênicos, uma empresa multinacional chegou ao país com a oferta aos agricultores de uma semente geneticamente modificada, com uma capacidade de produção por área mais elevada. Os agricultores trocaram as sementes que utilizava a séculos por esta. Ocorre que a semente, além desta modificação genética, possui outra, que faz com que a planta basicamente se torne estéril após a segunda geração, fazendo com que seja não apenas inútil, mas também ilegal para os agricultores coletar sementes para utilização na próxima temporada [8] [9] [10]. Isto fez com que milhares de agricultores entrassem em dívidas ao longo dos anos, e, sob o risco de pagar severas multas caso fossem flagrados com plantas modificadas geneticamente em suas propriedades que
não tivessem procedência. Eram puníveis inclusive casos em que a semente era acidentalmente transportada, como no caso de aves, ou pelo vento. Isto tudo porque as sementes eram patenteadas, e os casos eram enquadrados como quebra de patentes [8].
Hoje em dia, neste país, há um forte movimento contrário às GMOs, inclusive com o banimento de algumas sementes.
1.6. Aspectos Tecnológicos
A maior parte dos pedidos de patentes é feito porgrandes companhias de capital aberto que, sendo responsáveis por cerca de 90% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento, despendem recursos em pesquisas de novas tecnologias. Ainda assim, algumas importantes invenções e avanços tecnológicos são feitas por inventores individuais ou pequenas empresas privadas. O período no qual o pedido de patente ainda está em avaliação é o mais prejudicial para as pequenas empresas e inventores individuais [5].
Quando uma grande empresa detem a propriedade sobre uma determinada tecnologia, acaba tornando inviável, devido às litigações e seus custos, principalmente, o acesso de pequenas empresas ou inventores individuais àquela tecnologia. Já que, conforme mencionado anteriormente, mesmo que os gastos devido a litigações das empresas maiores sejam mais significativos que no caso das empresas pequenas (que em geral tem lucro com o uso de patentes), o volume de capital menor leva empresas pequenas à falência por não conseguir se manter na luta judicial com empresas maiores ou por não ter capital para investir na produção e comercialização de sua invenção. Essa segregação tecnológica afasta o inventor individual – que, apesar de não ser responsável pela maior parte das descobertas inovadoras, tem grande contribuição no total – do que pode ser a base de um novo paradigma tecnológico [5].
1.7. Patentes Pipeline
As patentes Pipeline são basicamente patentes de revalidação. Até 1996, a patente de medicamentos e produtos alimentícios era proibida no Brasil. A partir de 1996, como descrito nos artigos 230 e 231 da Lei 9.279/9LPI (Lei Brasileira de Propriedade Industrial), houve possibilidade de se registrar pedidos de patente nos segmentos acima mencionados.
Entre 1996 e 1997, foram aceitos pedidos de patente através do mecanismo pipeline, que aceitava a revalidação de patentes feitas no exterior para o Brasil. Assim, a patente de
diversos produtos alimentícios, medicamentos, dentre outros, foi ‘nacionalizada’. Estes pedidos, de acordo com [11], passaram apenas por uma análise formal, seguindo as normas da patente concedida no país original, carecendo de uma análise técnica do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).
Estes mecanismos, assim como o acordo TRIPs (do inglês Agreement on Trade- Related Aspects of Intellectual Property Rights) evidencia a fragilidade da discussão desta questão quando se pensa na propriedade intelectual internacionalmente. Outro ponto que vale ser ressaltado, é o interesse elevado e o aumento da rigidez na cobrança sobre as PIs nos últimos anos, por parte dos países desenvolvidos. Fica claro que é uma questão de elevado interesse econômico, uma vez que enquanto estes países se desenvolviam, não possuíam tanto interesse na PI, porém, quando os países subdesenvolvidos estão em ascensão, os mesmos passam a cobrar de maneira mais rígida a existência de proteção à propriedade intelectual.
1.8. Biopirataria
Com esta maior internacionalização da propriedade intelectual, passou a ser cada vez mais evidente o atraso do Brasil com relação ao assunto. Em 2006, apenas 7412 dos 17703 pedidos registrados naquele ano, foram de autores residentes no país [12].
Na área de biotecnologias, a situação se repete. Das pesquisas em células-tronco entre 1989 e 2004 foram registradas 102 pedidos de patente, dos quais apenas um único era de instituição brasileira [12].
É facilmente observável que não existe nenhum tipo de interesse nem vantagem para o desenvolvimento nacional neste aspecto. As empresas internacionais pouco estão preocupadas com a realidade regional dos locais de extração, apenas investem nestas pesquisas para exploração própria.
3. CONCLUSÕES
A existência de patentes realmente aparenta servir como um incentivo para inovações tanto em pequenas quanto em grandes empresas. Por outro lado, no usufruto e na resolução de litígios gerados pela propriedade intelectual, as empresas maiores, apesar de nos últimos anos terem apresentado prejuízo no saldo de custos de litigação x lucro gerado pelas patentes, ainda colhem mais frutos que as empresas pequenas, onde, mesmo
recebendo o devido reconhecimento e recompensa pela invenção, os gastos para resolução de litígios autorais representa uma fração muito elevada de seu faturamento.
O conceito principal da propriedade intelectual deve continuar existindo. É preciso que haja uma maneira de manter a referência de autoria de uma invenção e recompensar o autor de uma ideia. Por outro lado, é um conceito que precisa ser repensado. O sistema de proteção à ideia que a torna indisponível para outras partes que tenham interesse em desenvolver novas tecnologias nela baseadas não se justifica quando apenas privilegia uma parcela de seus usuários. As propostas envolvem tanto soluções radicais como eliminar toda a propriedade e deixar que o mercado se regule quanto ideias mais ponderadas, propondo período de monopólio menor, compra da patente pelo Estado para que esta se torne domínio público, entre outras. As ideias de mudança sempre vão de encontro a questões políticas e econômicas que são ditadas pelas grandes empresas, que são quem se privilegiam com as pantentes hoje, mas a discussão precisa continuar acontecendo para garantir a conscientização das pessoas afetadas pelo tema.
Referências
[1] INPI. Guia Básico – Patentes. 2013. Disponível em
<http://www.inpi.gov.br/portal/artigo/guia_basico_patentes>. Acesso em 09 novembro 2013.
[2] INPI. Guia de Depósitos de Patentes. 2008. Disponível em
<http://www.inpi.gov.br/images/stories/downloads/patentes/pdf/Guia_de_Deposito _de_Patentes.pdf>. Acesso em 09 novembro 2013.
[3] KIPPER, Liane Mahlmann; GRUNEVALD, Isabel; NAU, Daiane Ferreira Prestes. Manual da Propriedade Intelectual. Disponível em:
<http://www.unisc.br/portal/images/stories/a_unisc/estrutura_administrativa/nitt/ma nualpi.pdf>. Acesso em: 29 out. 2013.
[4] MOREIRA, V. 2013. Inovação, tecnologia e propriedade intelectual: o grande
dilema do Brasil. Disponível em
<http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/inovacao-tecnologia-e- propriedade-intelectual-o-grande-dilema-do-brasil/74520/>. Acesso em 10 novembro 2013.
[5] BESSEN, J. e MEURER, M.. Patent Failure. Princeton University Press, Princeton, 2008. Disponível em <http://press.princeton.edu/chapters/s8634.pdf>.
Acesso em 11 novembro 2013.
[6] MARQUES, Marília Bernardes. Patentes farmacêuticas e acessibilidade aos medicamentos no Brasil. Hist. cienc. saude-Manguinhos [online]. 2000, vol.7, n.1, pp. 07-21. ISSN 0104-5970. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S0104- 59702000000200001>. Acesso em: 04 nov. 2013.
[7] PARIZ, Tiago. Lula quebra patente de remédio anti-AIDS. 2007. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL31234-5603,00- LULA+QUEBRA+PATENTE+DE+REMEDIO+ANTIAIDS.html>. Acesso em:
04 nov. 2013.
[8] MALONE, Andrew. The GM genocide: Thousands of Indian farmers are committing suicide after using genetically modified crops. Disponível em:
<http://www.dailymail.co.uk/news/article-1082559/The-GM-genocide-Thousands- Indian-farmers-committing-suicide-using-genetically-modified-crops.html>.
Acesso em: 04 nov. 2013.
[9] MOODY, Glyn. The Main Problem With Patented GM Food Is The Patent,
Not The Fact That It's GM. Disponível em:
<http://www.techdirt.com/articles/20121229/03344321523/main-problem-with- patented-gm-food-is-patent-not-fact-that-its-gm.shtml>. Acesso em: 4 nov. 2013.
[10] KAUFMAN, Frederick. Genetically Monetized Food. Disponível em:
<http://www.slate.com/articles/life/food/2012/12/plant_patent_law_why_overhauli ng_it_will_do_more_to_help_the_food_movement.single.html>. Acesso em: 4 nov.
2013.
[11] TERTO JUNIOR, Veriano; PIMENTA, Maria Cristina; REIS, Renata (Org.). Perguntas & Respostas sobre Patentes Pipeline: Como afetam sua
saúde?. Disponível em:
<http://www.deolhonaspatentes.org.br/media/file/Publicações/PergResp_PIPELIN E_PT.pdf>. Acesso em: 09 nov. 2013.
[12] Biopirataria ataca o desenvolvimento científico brasileiro. Disponível em: <http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=53006>. Acesso em: 21 nov. 2013.
[13] KINSELLA, Stephan. Contra a Propriedade Intelectual. São Paulo:
Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2008.
[14] VIANNA, Túlio Lima. A ideologia da propriedade intelectual: a inconstitucionalidade da tutela penal dos direitos patrimoniais de autor. Jus Navigandi, Teresina, ano 11, n. 1174, 18 set. 2006. Disponível em:
<http://jus.com.br/revista/texto/8932>. Acesso em: 21 out. 2013