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J. Pneumologia vol.29 número6

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Academic year: 2018

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J Pneumol 29(6) – nov-dez de 2003 421

Diagnóstico radiológico

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO

O objetivo desta seção é estimular uma abordagem para o diagnóstico baseado em infor-mações clínicas e radiológicas. Nós convidamos todos os leitores a participar.

Você pode mandar a sua opinião preenchendo um formulário no site

www.jornaldepneu-mologia.com.br ou através do e-m ail [email protected]. Não esqueça de identificar-se

com o nome completo e a instituição a que está vinculado. Publicamos os nomes de quem acertar o diagnóstico. As imagens mostradas são as mais importantes para o diagnóstico. O diagnóstico deste caso será publicado no próximo número do Jornal.

JORGE KAVAKAMA

Radiologista de Diagnósticos por Imagem do Instituto do Coração-InCor do HCFMUSP, São Paulo, SP

45 anos, masculino, assintomático.

• Fumante 28 anos-maço.

• Trabalhou durante sete anos na mineração do asbesto. • Fez radiografia a pedido da empresa.

Perguntamos: qual o diagnóstico?

JAIME RIBEIRO BARBOSA

Instituto de Radiologia de Presidente Prudente

NESTOR MÜLLER

(2)

Kavakama J, Müller N

422 J Pneumol 29(6) – nov-dez de 2003

Diagnóstico do caso da edição anterior

J Pn eum ol 2 0 0 3 ;2 9 (5 ):3 3 2

Pne umo nia de hipe rs e ns ibilidade

(alve o lite alé rgica e xtríns e ca)

T

OMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLUÇÃO

(

TCAR

)

Opacidade em vidro fosco difusamente distribuída. Pequenos nódulos centrolobulares em vidro fosco es-parsos.

Pequenos nódulos centrolobulares difusamente distri-buídos.

Pequenos nódulos peribronquiolares, alguns com as-pecto de “árvore em brotamento”.

Co m e ntário s

A pneumonia de hipersensibilidade (PH), também de-nominada alveolite alérgica extrínseca, é uma enfermida-de pulmonar, imunologicamente mediada, causada pela inalação de antígenos. Esses antígenos estão presentes em poeiras orgânicas, tanto de origem vegetal quanto animal, mas, têm sido descritos casos de PH pela inalação de algumas substâncias químicas.

Embora, na maioria das vezes, seja causada pela inala-ção de actinomicetos termofílicos (inicialmente descrito como “pulmão do fazendeiro”) e de proteínas oriundas das secreções de pássaros (“pulmão dos criadores de pás-saros”), há, atualmente, grande quantidade de antígenos orgânicos que podem causar PH.

Fas e ag uda: A fase aguda é caracterizada pelo

desen-volvimento de sintomas respiratórios poucas horas após intensa exposição ao antígeno. A radiografia de tórax pode ser normal ou apresentar consolidações bilaterais.

Fas e s ubag uda: Em muitos pacientes, o curso é mais

lento (semanas ou meses), geralmente com dispnéia pro-gressiva.

A TCAR tem-se revelado muito útil na avaliação de pa-cientes nesta fase. O aspecto mais característico consiste na presença de pequenos nódulos (menores que 5mm) centrolobulares, maldefinidos, em vidro fosco.

Outros aspectos que podem estar presentes na TCAR: 1) áreas difusas de opacidade em vidro fosco, 2) perfusão em mosaico, 3) aprisionamento aéreo na expiração e 4) opacidade difusa em vidro fosco associada a nódulos cen-trolobulares.

É importante lembrar que uma TCAR normal não exclui a possibilidade de PH.

Fas e crô nica: Esta fase caracteriza-se pela presença

de sinais de fibrose, em geral, reticulado, distorção arqui-tetural e, ocasionalmente, faveolamento.

No presente caso, como o aspecto na TCAR não foi considerado suficientemente diagnóstico, foi realizada biópsia a céu aberto, sendo o diagnóstico compatível com PH na fase subaguda.

No t a d a re d a ç ã o : Este caso, além dos Drs. JAIME

BARBOSA, JORGE KAVAKAMA e NESTOR MÜLLER, teve a cola-boração do Dr. ROGÉRIODE SOUZA, assisten te da Discipli-n a de PDiscipli-n eum ologia do H CFMUS P.

B

IBLIOGRAFIA

Fraser RS, Müller NL, Colman N, Paré PD. Diagnosis of Diseases of the Chest. Fourth Edition. WB Saunders Company. Philadelphia, 1 9 9 9 . Naidich DP, Muller NL, Zerhouni EA, Webb WR, Krinsky GA, Siegelman

SS. Compute Tomography and Magnetic Resonance of the Thorax. Third Edition. Lippincott-Raven. Philadelphia, 1 9 9 9 .

Webb WR, Muller NL, Naidich DP.High-Resolution CT of the Lung. 3rd

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J Pneumol 29(6) – nov-dez de 2003 423

Diagnóstico radiológico

Acertadores do caso de setembro/ outubro de 2003: 27

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO

1 . Adriano Rie g e r – Hospital Santa Terezinha,

Joa-çaba, SC

2 . Ana Alice Lo nde ro do s S anto s – Pneumocenter,

Uberlândia, MG

3 . Andre a Alm e ida de S o uza Te ó filo – Secretaria

Municipal de Saúde, Arapiraca, AL

4 . Be ne dito Francis co Cabral Junio r

Universida-de Universida-de Brasília, Brasília, DF

5 . Ce lio de D e us S im õ e s – Policlínica Mara, Patos

de Minas, MG

6 . Claudius Figue ire do – Hospital Universitário, Santa

Maria, RS

7 . D anie la G. N. Miranda – Universidade Federal do

Estado de São Paulo, São Paulo, SP

8 . D é bo ra Os ó rio Balag ue z – Escola Paulista de

Me-dicina, São Paulo, SP

9 . Fabricio Picco li Fo rtuna – Universidade de

Ca-xias do Sul, CaCa-xias do Sul, RS

10. Francis co Anto nio D ias Lo pe s – Hospital

Para-ná, Maringá, PR

11. Gis lle ny N. C. Ro cha – Santa Casa, São José dos

Campos, SP

12. Haro ldo Ro drig ue s – Universidade Estadual

Pau-lista, Botucatu, SP

13. Hug o Hyung Bo k Yo o – Universidade Estadual

Paulista, Botucatu, SP

14. Je an Carlo S tum pf Zane tte – Santa Casa de

Por-to Alegre, PorPor-to Alegre, RS

15. Jo rg e Luiz Pe re ira E. S ilva – Universidade

Fede-ral da Bahia, Salvador, BA

16. Lúcia He le na Me s s ias S ale s – Universidade

Fe-deral do Pará, Belém, PA

17. Lúcia Maria Mace do Ram o s – Universidade Fe-deral de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

18. Marce lo Co e lho Machado – Centro Médico

Ita-maraty, Vitória da Conquista, BA

19. Nas s e r Mag alhãe s Jo rg e – Consultório

particu-lar, Pelotas, RS

20. Ro drig o Tam e r S e rto rio – Hospital Regina, Novo

Hamburgo, RS

21. Rube ns Altair Am aral de Pádua – Hospital Vaz Monteiro, Lavras, MG

22. Rube ns Andrade – Universidade Federal de Santa

Maria, Santa Maria, RS

23. S é rg io S aldanha Me nna Barre to – Hospital de

Clínicas de Porto Alegre, Porto Alegre, RS

24. S hirle y Co le tty do s S anto s – Departamento

Mé-dico da Câmara dos Deputados, Brasília, DF 25. S im o ne Cas te lo Branco Fo rtale za – Hospital de

Messejana, Fortaleza, CE

26. Virg ilio Ale xandre Nune s de Ag uiar – Hospital Guilherme Álvaro, Santos, SP

27. We lling to n S o are s de Olive ira – Hospital

Referências

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