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AULA 1 NÁUSEAS E VÔMITOS

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Academic year: 2022

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Samantha Brandes

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‘Quem cuida e se deixa tocar pelo sofrimento humano torna- se um radar de alta sensibilidade, se humaniza no processo e, para além do conhecimento científico, tem a preciosa chance e o privilégio de crescer em sabedoria.

(LEO PESSINI, 2000).

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Náuseas e Vômitos

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

INTRODUÇÃO

São sintomas de alta prevalência e estressantes para o paciente e familiares;

Contribuem para o desenvolvimento da síndrome da anorexia- caquexia, provocam desequilíbrios eletrolíticos, comprometem a qualidade de vida;

Frequentes em pacientes com câncer, em especial nos tumores gástricos, ginecológicos e intestinais.

ANCP, 2012

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

PREVALÊNCIA

6-68% pacientes com câncer;

43-49% pacientes com HIV/AIDS;

17-48% pacientes com IC;

30-43% paciente com doença renal.

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

CONCEITO

Náusea: sensação subjetiva e desagradável em epigástrio e orofaringe associada à urgente necessidade de vomitar – pode vir acompanhada de sudorese, mal-estar, sialorreia;

Vômito: esvaziamento forçado do conteúdo gástrico pela boca, ocasionado pela contração espasmódica do diafragma, parede gástrica, musculatura respiratória e parede torácica.

ANCP, 2012

Fonte: freepik

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

Fonte: freepik

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS

1- Zona quimiorreceptora: área postrema - estrutura circunventricular, localizada no assoalho do 4º ventrículo, no tronco cerebral; mediadores envolvidos – dopamina (R-D2) e serotonina (R-5HT3); relacionado a causas medicamentosas e toxico-metabólicas;

2- Centro do vômito: próximo a área postrema, no mesencéfalo, zona de substância reticular lateral; é a via comum no processamento de estímulos aferentes, promovendo o vômito; mediadores relacionados são acetilcolina (R-muscarínico) e a histamina (R-H1).

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS

3- Sistema vestibular: causado por discinesias e outras alterações vestibulares, compressão medular e hipertensão intracraniana; mediadores envolvidos são acetilcolina e histamina;

4- Córtex cerebral: influenciado por sensações de medo, ansiedade;

sistema GABA agonista;

HCFMUSP, 2018

Fonte: fonovim

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS

5- Sistema gastrointestinal: interação com sistema nervoso central (parassimpático, simpático, neurônios entéricos e células do músculo liso);

Quimiorreceptores e mecanorreceptores – parede TGI: serotonina e neurocininas;

Estímulo vagal mediado por neurotransmissores do núcleo do trato solitário – serotonina, adrenocorticotrófico, dopamina e histamina;

Motilidade do TGI – relacionada a esvaziamento gástrico lentificado e alterações da motilidade intestinal mediados por dopamina e serotonina.

HCFMUSP, 2018

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FISIOPATOLOGIA NÁUSEA E VÔMITO

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

ABORDAGEM E DIAGNÓSTICO

• Diagnóstico é clínico;

• Etiologia é sugerida pela história clínica;

• Conhecer o indivíduo, evolução da sua doença, condições fisiopatológicas e tratamentos já realizados;

• Características do vômito (fecaloide, biliar, alimentar, característica de líquido de estase);

• Considerar aspectos emocionais e sociais.

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

TRATAMENTO NÃO-FARMACOLÓGICO

• Aromaterapia;

• Acupuntura;

• Terapia cognitiva;

• Exercícios de imagens mentais guiadas.

HCFMUSP, 2018

Fonte: freepik

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

MEDIDAS DIETÉTICAS

Fracionamento da dieta em pequenas refeições em intervalos menores;

Realização das refeições em ambiente tranquilo e arejado;

Oferta de pequenas quantidades de carboidratos;

Manutenção de horários estabelecidos para as refeições;

Oferta de alimentos que sejam da preferência do paciente;

Evitar que o paciente deite-se logo após as refeições;

Evitar que o paciente fique próximo à cozinha na hora do preparo da refeição.

ABCP, 2011

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Agonistas dopaminérgicos (D2):

- Haloperidol 1-2mg 8/8h;

- Clorpromazina, levomepromazina- 10mg a cada 6 ou 8h;

- Prometazina;

Agentes pro-cinéticos:

- Metoclopramida 40-120mg EV;

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Anti-histamínicos e anticolinérgicos:

- Escopolamina 120mg/24h;

Antagonistas 5-HT3:

- Ondansetrona 0,15 mg/kg por dose / 8mg a cada 8h;

- Mirtazapina 15-45mg/dia;

- Olanzapina 2,5-10mg/dia (age também R-muscarínicos e H1)

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Benzodiazepínicos:

- Quimioterapia / náusea antecipatória;

Análogo da somatostatina:

- Octreotide - 150 - 1500 µg;

- Oclusão intestinal maligna;

Corticosteroides:

- Dexametasona 4-20 mg/dia;

HCFMUSP, 2018

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

SITUAÇÕES ESPECÍFICAS

Náusea/vômito quimicamente induzidos:

- Metoclopramida 30-80mg/dia - 6/6h;

- Haloperidol na impossibilidade do uso de gastrocinética: 1 a 2mg 8/8h;

- Ondansetrona 4-8mg 8/8h;

Estase gástrica:

- Sonda nasogástrica de alívio se distensão abdominal;

- Usar inibidores de bomba de próton ou antagonista H2;

- Gastrocinéticos: metoclopramida, bromoprida, domperidona e eritromicina.

ANCP, 2012

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AULA 1 – NÁUSEAS E VÔMITOS

SITUAÇÕES ESPECÍFICAS

Hipertensão intracraniana e meningismo:

- Corticosteroides em dose elevada - dexametasona 16 a 20mg/dia;

Irritação peritoneal:

- Metoclopramida ou haloperidol;

- Ondansetrona como segunda escolha;

- Anti-histamínicos como o dimenidrinato – a cada 6 ou 8 horas;

ANCP, 2012

(21)

Constipação, obstrução e diarreia

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

CONSTIPAÇÃO

• Frequente em 30-90% dos pacientes – neoplasia avançada e uso de opioides (redução da atividade neural e diminuição da atividade propulsora);

• Pode promover a dor abdominal, perda de apetite, náuseas/ vômitos, diarreia paradoxal, retenção urinária, confusão mental;

DEFINIÇÃO: percepção individual de desconforto ou dificuldade de eliminação das fezes, associada à diminuição do hábito intestinal e/ou alteração da consistência das fezes.

HCFMUSP, 2018

Fonte: absguedes

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

DIAGNÓSTICO DE CONSTIPAÇÃO

• Histórico de constipação (Critérios de Roma III);

• Avaliação de condições clínicas recentes que possam determinar ou agravar a obstipação;

• Sensação subjetiva de obstipação: sensação de evacuação incompleta ou plenitude retal;

• Alterações objetivas (frequência/consistência das fezes).

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

CAUSAS DE CONSTIPAÇÃO

• Imobilismo, inatividade, dificuldade de acesso ao vaso sanitário e falta de privacidade;

• Baixa ingesta oral, caquexia, diminuição da força de preensão abdominal e fraqueza;

• Dor à evacuação – doença hemorroidária, fissura anal, tumores;

• Distúrbios metabólicos – desidratação, hipocalemia, hipercalcemia;

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

CAUSAS DE CONSTIPAÇÃO

• Medicamentoso – opioide, diurético, bloqueador do canal de cálcio, antidepressivo tricíclico, escopolamina, antiemético ant 5TH3, análogo somatostatina;

• Causas mecânicas – volvo, obstrução por tumor;

• Outras condições: hipotireoidismo, distúrbios neurológicos (lesão medular), medo de diarreia, depressão.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO NÃO-FARMACOLÓGICO

• Orientação dietética - ingesta de frutas laxativas, legumes e verduras, frutas com casca e bagaço, alimentos integrais, leguminosas, aumento da ingesta de líquidos;

• Estimular a atividade física e mobilidade, se possível;

• Em ambiente tranquilo, estimula a ida ao vaso sanitário principalmente no período matutino.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO – LAXATIVOS

IRRITATIVOS

Estimulação direta do plexo mioentérico, causa aumento da peristalse;

Cólicas abdominais e diarreia como efeitos colaterais;

Primeira escolha para constipação por opioide;

- Bisacodil (5mg comprimido): início de ação 10-12h; recomendado 5-10mg à noite;

- Senne (cápsula): início de ação 8-10h; 1-2 cápsulas à noite;

- Picossulfato de sódio (2,5mg pérola gelatinosa/ 7,5mg/ml): início de ação 6-12h; 2-4 pérolas OU 10-20 gotas à noite.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO – LAXATIVOS

OSMÓTICOS

Atuam promovendo um meio hiperosmolar, atraindo água e determinando aumento do trânsito fecal por aumento do bolo fecal e da diminuição da sua consistência;

- Lactulose (667mg/ml): início de ação 48h; 15-30ml ao dia, 2-3x;

- Polietilenoglicol (macrogol): 1-2 sachês pela manhã;

- Hidróxido de magnésio: 30-60ml ao dia por 3 dias consecutivos.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO – LAXATIVOS

LUBRIFICANTES

Lubrificação das fezes;

Risco de broncoaspiração – pneumonia lipídica;

- Óleo mineral: 1- 2 colheres de sopa por dia;

- Docusato (60mg comprimido): início de ação 24-48h; 1-2 comprimidos à noite.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO – LAXATIVOS

DE USO RETAL

- Supositório de glicerina adulto: ação osmótica – ação em 15-60min;

- Solução glicerinada12% 500ml: com sonda retal, aplicado lentamente; ação em 15-60minutos;

- Fosfato de sódio monobásico e de sódio dibásico (solução 130ml): ação em 30-60min.

HCFMUSP, 2018

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Fonte: home.ufam

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

Para concluir ...

• Antecipar-se a este problema comum;

• Questionar o paciente sobre sua função intestinal habitual;

• Iniciar laxantes profiláticos em concomitância ao início do uso de opioides;

• Dar preferência a laxantes orais aos retais;

• Combinar laxantes se necessário;

• Titular o tratamento visando atingir evacuações confortáveis;

• Considerar, sempre que possível, medidas não farmacológicas.

ANCP, 2012

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

DIARREIA

DEFINIÇÃO: eliminação de fezes anormalmente líquidas com maior frequencia que o habitual;

Diarreia aguda < 2 semanas;

Diarreia persistente 2-4 semanas;

Diarreia crônica > 4 semanas;

O volume da evacuação deve ser superior a 200g/dia.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

CAUSAS DE DIARREIA

• Desequilíbrio de terapia laxativa;

• Medicamentos (antibióticos, antiácidos, AINE, quimioterapia, preparados contendo ferro);

• Impactação fecal com diarreia por transbordamento;

• Obstrução intestinal maligna;

• Estenose de ostomia intestinal e fístulas entéricas (neoplasia de colo de útero);

• Radioterapia abdominal/ pélvica;

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

CAUSAS DE DIARREIA

• Má absorção (neoplasia de pâncreas, gastrectomia, ressecção ileal, colectomia);

• Tumores retais/ colônicos;

• Tumores endócrinos (carcinoide);

• Doenças concomitantes (DM, DII, hipertireoidismo, infecção gastrointestinal);

• Hábitos alimentares prévios.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO DE DIARREIA

Incontinência anal: loperamida 4mg, seguida de 2mg a cada evacuação diarreica até 16mg/ dia (como opção: codeína 30mg 6/6h);

Terapia laxativa: ajuste de laxativos;

Diarreia colônica – ressecção ileal < 100cm: HEV, colestiramina 4-16g/dia;

Esteatorreia crônica: pancreatina 2-4 cápsulas/refeição;

Diarreia por transbordamento: toque retal, tratamento da causa;

Diarreia infecciosa: Clostridium difficile – metronidazol/ vancomicina VO;

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

TRATAMENTO DE DIARREIA

Radioterapia (em geral 2ª-3ª semana pós-RT): profilaxia sulfassalazina /tratamento mesalazina e AAS;

Quimioterapia (febre/fezes com sangue/ enterocolite neutropênica):

filgrastim/ loperamida/ antibiótico;

Esclerose sistêmica difusa / síndrome de má absorção: rotação de ATB – metronidazol, tetraciclina, amoxicilina, ciprofloxacina / octreodite 0,1mg SC 12h ou 20mg/mês IM por 6 meses;

HIV/AIDS (TARV): dieta constipante, loperamida, difenoxilato, octreodite.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

OBSTRUÇÃO INTESTINAL

OBSTRUÇÃO INTESTINAL MALIGNA

• Complicação bem conhecida e um problema complexo em pacientes com câncer avançado;

• Obstrução pode ser mecânica ou funcional, parcial ou completa, no intestino delgado, grosso ou em ambos;

• Comum em pacientes com neoplasia ginecológica e gastrointestinal;

• 4-24% em pacientes com neoplasia colorretal;

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

FISIOPATOLOGIA DA OBSTRUÇÃO INTESTINAL

• Tumores intraluminais podem ocluir o lúmen;

• Tumores intramurais podem causar lesão da mucosa intestinal, obstruindo a luz ou diminuindo o peristaltismo;

• Massas mesentéricas ou omentais podem causar obstrução extramurais;

• Tumores que infiltram mesentério, músculo do intestino podem causar alteração da motilidade.

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

SINTOMAS DA OBSTRUÇÃO INTESTINAL

ANCP, 2012

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ANCP, 2012

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

DIAGNÓSTICO

• Rx simples de abdome;

• Rx contrastada pode ajudar na definição do local;

• TC abdome com duplo contraste é o padrão-ouro;

TRATAMENTO

Cirúrgico: quando não for possível controle de sintomas em 48-72h;

• Stent autoexpansível metálico;

• Gastrostomia descompressiva;

• Clínico;

HCFMUSP, 2018

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AULA 2 – CONSTIPAÇÃO, OBSTRUÇÃO E DIARREIA

OBSTRUÇÃO INTESTINAL

• Usar haloperidol como primeira escolha em dose de até 15mg/24h - ondansetrona e dimenidrinato podem ser ambos úteis como segunda escolha;

• Restringir volume de hidratação;

• Usar antissecretores como hioscina;

• Usar SNG até melhora da distensão e redução do volume de drenagem;

retirar se o paciente concordar com o jejum;

• Corticosteroides podem diminuir edema de alça e de massa tumoral, reduzindo o fator de compressão, além de fatores inflamatórios locais.

ANCP, 2012

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ANCP, 2012

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Ana B.

https://www.youtube.com/watch?v=

b8dPnIVajNs

https://www.youtube.com/watch?v=t CTQBvuF98M

https://veja.abril.com.br/revista- veja/a-boa-morte/

https://veja.abril.com.br/videos/em- pauta/o-fim-corajoso-de-ana-beatriz- cerisara/

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Associação Brasileira de Cuidados Paliativos. Consenso Brasileiro de Náuseas e vômitos.

2011.

Manual de Cuidados Paliativos ANCP. 2012.

Manual da Residência de Cuidados Paliativos. HCFMUSP. 2018.

WATSON, M., LUCAS, C., HOy, A., WELLS, J. Oxford Handbook of Palliative Care. Oxford University Press, 2 ed, Oxford, 2010.

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Gratidão!

@sa_brandes

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