FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
CERÂMICOS
FABRICAÇÃO DE PRODUTOS
CERÂMICOS
• A fabricação de produtos cerâmicos
compreende as fases de:
• exploração das jazidas
• tratamento da matéria prima
• moldagem
• secagem
• queima
Exploração das jazidas
• Aspectos gerais observados: conformação,
localização, acesso, facilidade de transporte,
• existência de água,
Tratamento da matéria prima
• Depuração (eliminação das impurezas)
• Pasta passando por um trem de preparação,
que inclui:
- trituradores ( moinhos de rolos e martelos)
- peneiradores com lavagens
- misturadores (pás helicoidais em dupla fila)
- amassadores (amassamento e mistura podem
ser simultâneos)
- laminadores (dão maior homogeneidade à
massa)
Moldagem
• Métodos de moldagem:
• Método de moldagem a seco ou semi-seco (4 a 10%) prensagem (ladrilhos, azulejos e tijolos e telhas de qualidade superior)
• Moldagem com pasta plástica consistente (5 a 15% ) (câmaras a vácuo para retirar
o ar da massa) tijolos, telhas, tubos cerâmicos, refratários, etc
• Moldagem em pasta plástica mole (25 a 40%)→
artesanal (vasos, pratos, etc e produção rudimentar de tijolos)
• Moldagem com pasta fluida (30 a 50% de água)→
barbotina (peças de formato complexo como aparelhos sanitários, porcelanas, etc)
Conformação da argila por extrusão
• Processo da argila rija - pasta dura (h = 15%) – Marombas com câmara de vácuo
Maromba produzindo blocos
cerâmicos
Secagem
• Grande parte da umidade é retirada na
secagem, o restante durante o processo de
cozimento.
• A perda de água é acompanhada da contração
do produto e será tanto maior quanto maior for o
grau de umidade da pasta.
• A velocidade de secagem deve ser controlada
para evitar retração excessiva desuniforme, o
que geraria fendas e deformações nos produtos.
• A contração linear da argila comum não tratada
• Evaporação da água livre até a umidade
de equilíbrio com o ambiente
• Mecanismo de secagem
– Evaporação superficial
– Difusão da umidade do interior para a
Secagem
superfície da peça
• Processos de Secagem
– Natural
• Proteção contra vento e sol
– Artificial
• • • •
Queima
Durante a queima, dão-se as transformações estruturais da argila, havendo necessidade de uma marcha típica
de aquecimento e resfriamento de cada produto. A
vitrificação ocorre em torno dos 12000C (formação de
vidro que ocupa os poros do material aumentando sua resistência e reduzindo sua permeabilidade).
Contração e fechamento dos poros
Queima lenta menor perigo, mas maior custo
Queima rápida economicamente interessante, mas a qualidade poderá ser afetada.
A queima de produtos cerâmicos em fornos túneis, que são contínuos, é feita em aproximadamente 24h.
• Estágios da queima
– Desidratação - até 700
oC
• Evaporação da água livre
• Queima da matéria carbonosa
– Oxidação - até 900
oC
Queima
• Fe2O3 → Fe3O4 (mais estável)
– Vitrificação – ocorre a cerca de 1200
ºC
• Contração e fechamento dos poros
• Fornos
– Intermitentes
– Contínuos
• • • • • • • •
PRODUTOS CERÂMICOS PARA
CONSTRUÇÃO
- Materiais de argila (cerâmica vermelha) porosos (tijolos, telhas, ladrilhos, etc)
vidrados (ladrilhos, manilhas, drenos). – Materiais de louça
pó de pedra: azulejos, material sanitário
grés : materiais sanitários, pastilhas e ladrilhos porcelana : pastilhas, azulejos, porcelana elétrica
– Materiais refratários – silicosos – sílico-aluminosos – aluminosos 4) magnesita 5) cromomagnesita 6) cromita
Blocos cerâmicos
• A especificação NBR15270-1 da ABNT
recomenda para blocos de vedação.
Resistência à compressão:
• A resistência à compressão mínima dos
blocos na área bruta deve atender aos
valores indicados na tabela 4
• A especificação NBR15270-2 da ABNT
recomenda para blocos portantes uma
resistência à compressão característica (f
bk) >
3,0 MPa (com valor a ser definido pelo
Bloco cerâmico para alvenaria de
vedação - NBR 15270/1
Possíveis vantagens dos blocos
sobre os tijolos (maciços):
• São normalmente fabricados em marombas à vácuo apresentando aspecto uniforme, faces mais planas e melhor esquadrejados.
• Tem menos peso por unidade de volume aparente; (1,1 a 1,2 kg/dm3)
• Dificultam a propagação do som e são melhores do ponto de vista do isolamento térmico.
• Apesar da redução da seção carregada, pelas melhores qualidades intrínsecas provenientes do apuro na
produção, podem ter tensões de utilização, referidas à seção plena (sem desconto dos furos), da mesma
Bloco cerâmico para alvenaria
NBR 15270/1, 2 e 3
Características visuais
– Ausência de defeitos visuais sistemáticos
• Trincas, quebras,
superfícies irregulares,
deformações e
Bloco cerâmico para alvenaria
NBR 15270/1, 2 e 3
Características geométricas
Bloco cerâmico para alvenaria
NBR 15270/1, 2 e 3
Características geométricas
Bloco cerâmico para alvenaria
Absorção de água
• A absorção de água não deve ser inferior
a 8% nem superior a 25%
Telhas (NBR15310/2005)
• As telhas podem ser :
• Curvas – (coloniais, paulistas, portuguesas)
• Planas – (ou de escamas)
• De encaixe – (francesas ou de Marselha)
Devem apresentar as seguintes características de qualidade:
•retilinidade e planaridade
•tolerância dimensional (estabilidade volumétrica) •massa
•absorção de água (permeabilidade) •características visuais e sonoridade
Tubos cerâmicos (NBR 5645/90)
Exigências:
-resistência à compressão diametral -permeabilidade
-aspecto visual
-absorção de água -resistência química
•
Placas cerâmicas para revestimento
(esmaltadas e não esmaltadas)
PORQUE USAR REVESTIMENTO CERÂMICO ? • Adequado ao clima brasileiro
• Facilidade de limpeza (Classificação pela NBR13 818 como resistência a manchas)
• Durabilidade e resistência – material inerte
• Antialérgico – 15 % da população sofre de algum tipo de alergia
• Antiinflamável
•
•
Azulejos (NBR13818/97)
São normalmente constituídos de duas camadas: uma de argila selecionada de espessura grande, e outra fina, de um esmalte que recobre uma das faces e que
lhe proporciona impermeabilidade e alta durabilidade. O azulejo tem por função revestir outros materiais dando proteção e bom acabamento.
A parte de fundo é queimada a cerca de 950 . A face visível é uma camada geralmente composta de chumbo, estanho e óxidos com pigmentos adequados. Depois da aplicação do esmalte, o material é recozido, espalhando-se o esmalte, ao fundir, uniformemente por sobre o azulejo.
• As faces devem ser planas, sem empenos e com
arestas vivas. Importante é que apresentem dimensões uniformes, para permitir boa colocação. As dimensões variam de acordo com modelos de época.
Propriedades importantes das
placas cerâmicas
ABRASÃO SUPERFICIAL – PEI - NBR 13818
• O ensaio PEI mede a resistência ao desgaste superficial para produtos esmaltados:
Método PEI
Recomendações para uso
PEI PEI 0 PEI 1 PEI 2 PEI 3 PEI 4 PEI 5 Tráfego -Baixo Médio médio alto Alto Altíssimo
Prováveis locais de uso
Paredes (desaconselhável para pisos)
Banheiros residenciais, quartos de dormir, etc.
Cômodos sem portas para o exterior e banheiros
Cozinhas, corredores, halls, sacadas residenciais e quintais
Residências, garagens, lojas, bares, bancos, restaurantes, hospitais, hotéis e escritórios
Residências, áreas públicas, shoppings, aeroportos, padarias e fast-foods
RESISTÊNCIA AO RISCO
• Obs: Todo produto liso e brilhante risca com
ATRITO
• Preocupação com o escorregamento:
áreas residenciais, áreas públicas e locais industriais -contato com água, barro, óleos e gorduras
Outras exigências de qualidade
para
os revestimentos cerâmicos.
•
•
•
•
Resistência ao ataque químico,
resistência ao choque térmico,
à gretagem e
ao chumbo e cádmio, estes em locais
de manipulação de alimentos,
ANÁLISE VISUAL:
São defeitos visuais de superfície nas peças cerâmicas:
rachaduras - crateras – depressões - base descoberta por falha no vidrado bolhas furos pintas –manchas defeitos na decoração -cantos e lados
lascados, despontados – saliências - incrustações de corpos
estranhos - riscados ou arranhaduras e diferenças de tonalidades nas caixas
Obs.: os produtos de 1a qualidade devem apresentar 95% ou mais de peças sem defeitos visíveis, em exposição simultânea de 30 peças ou mais, em local com ângulo e iluminação adequados.
Características geométricas, verificam-se:
a ortogonalidade das peças, o paralelismo dos lados, a planaridade, distorções de forma e variações de espessura. Triagem feita por sensores eletrônicos.
PATOLOGIAS NO REVESTIMENTO CERÂMICO:
• O destacamento pode ocorrer devido a:
• falhas no assentamento, ausência de garras de fixação (tardoz liso), expansão por umidade, ausência de juntas de expansão;
• Escurecimento: ocorre devido à absorção de água nas cerâmicas não esmaltadas que apresentam alta
porosidade;
• Eflorescência: ocorre devido à penetração de água da chuva pelo rejuntamento, à ascensão de água pelo piso ou mesmo vazamento em tubulações. Solubiliza sais solúveis ou cal do emboço ou assentamento de piso ocasionando o depósito na superfície da placa.