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Academic year: 2021

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Graduandos em enfermagem, Faculdades Integradas Teresa D’Ávila. Lorena-SP

Bruno Andrade de Carvalho

Joseany Cristina Machado da Silva

EXAME PAPANICOLAU: PERCEPÇÃO DE

ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM DO VALE

DO PARAÍBA

Enfermeira, Professora Titular das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade do Vale do Paraíba.

Mara Filomena Falavigna

Professor Titular das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila Doutor em Educação Matemática pela PUCSP

Marcílio Farias Silva

Enfermeira, Professora Titular das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila Mestre em Enfermagem em Saúde Coletiva pela Escola de Enfermagem da

Universidade de São Paulo

Rosana Tupinambá V. Frazilli

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RESUMO

A enfermagem tem grande responsabilidade na prevenção do câncer do colo do útero, enquanto profissional da saúde. O objetivo desta pesquisa foi identificar a adesão na realização do exame Papanicolau por acadêmicas de graduação do curso de enfermagem de uma faculdade do interior Paulista. O método apresenta uma pesquisa com abordagem quantitativa do tipo descritiva de campo, utilizando como instrumento para coleta de dados, um questionário de múltiplas escolhas, questões mistas e respostas livres, elaborado pelos próprios pesquisadores. Conclusão: A maioria das participantes já realizou o exame Papanicolau e tem conhecimento da importância da realização deste exame como forma de detecção precoce de alterações no colo do útero e assim aumentarem as chances de cura.

PALAVRAS CHAVE:

Teste de Papanicolau; Neoplasias do colo do útero; Saúde da mulher.

ABSTRACT

The nursing field has great responsibility in preventing uterine cancer, while the Healthcare professional. The aim of this study is to identify the adhesion in the attainment of the Papanicolaou test for academics purposes of the graduation course in a college situated in the São Paulo’s countryside. The method treats is a research approach with quantitative descriptive field type, using as instrument for data collection, a questionnaire with multiple choice questions mixed and free answers, created by the researchers themselves. Conclusion: Most participants have performed the Pap smear and is aware of the importance of completing the Pap smear as a method of early detection of changes in the cervix and thus increase the chances of cure.

KEY WORDS:

(3)

INTRODUÇÃO

O exame Papanicolau ou citologia oncótica é um método manual, realizado através de coleta de células do colo do útero e de seu orifício, com uma espátula e escovinha. Estas células são colocadas em uma lâmina que através de coloração multicrômica permite a identificação de células pré-cancerosas, infecções e lesões malignas. A coleta pode ser realizada por profissionais enfermeiros e médicos (1).

O exame Papanicolau é uma das principais formas de prevenção do câncer do colo do útero. Estudos revelam que o diagnóstico precoce ou a identificação de células pré-cancerosas, reduz as complicações e aumentam as chances de cura (2).

Estudos revelam que os hábitos de vida, a hereditariedade, a baixa instrução e conhecimento, influenciam diretamente a incidência de casos de câncer do colo do útero. A multiplicidade de parceiros sem uso de preservativos o inicio precoce da vida sexual, casos de câncer na família, uso de anticoncepcionais por longos períodos e sem orientações médicas e o tabagismo são alguns dos principais fatores de risco (1).

A falta de tempo ou hábito, o medo, a vergonha, a falta de conhecimento quanto à forma de prevenção e sobre a importância da realização do exame Papanicolau são os principais motivos para a não adesão ao exame (1).

Estudos realizados com enfermeiras submetidas ao exame demonstram que algumas apresentaram sentimentos de incômodo, medo e vergonha; outras ansiedades quanto ao resultado, e outras se sentiam calmas e tranquilas durante a realização do exame (1).

A enfermagem tem grande responsabilidade na prevenção do câncer do colo do útero, enquanto profissional da saúde na busca em desenvolver estratégias que motivem e mobilizem os profissionais envolvidos para a realização e adesão deste cuidado e o autocuidado. O profissional enfermeiro exerce um papel fundamental nas ações de prevenção do câncer do colo do útero, através de busca e incentivos à realização do exame Papanicolau, à interação e ao desenvolvimento de uma maior conscientização, à mobilização e estratégias para que este cuidado seja desenvolvido de forma interativa e abrangente. Com um acolhimento que proporcione segurança, deve fornecer informações, orientações e o autoconhecimento (3).

(4)

JUSTIFICATIVA

O câncer tem apresentado grandes proporções e relevâncias em seu perfil epidemiológico em todo o mundo e no Brasil (4).

Segundo o ministério da saúde e o INCA em uma pesquisa realizada através da (IARC, do inglês Internacional Agency for Research on Cancer), da Organização Mundial da saúde (OMS), houve 14,1 milhões de casos novos de câncer e um total de 8,2 milhões de mortes por câncer, em todo o mundo, em 2012. Esta proporção vem aumentando, sendo que os casos de câncer mais frequentes em mulheres são o câncer de mama, o câncer do colo do útero e o de pulmão (4)

.

A estimativa para o ano de 2014, no Brasil, que será válida também para o ano de 2015,segundo o ministério da saúde e o INCA, é de aproximadamente 576 mil casos novos de câncer, sendo que, somente para o câncer do corpo do útero estimam-se 5.900 novos casos, com um risco estimado de 5,79 casos, a cada 100 mil mulheres (4).

Os principais fatores de riscos para o câncer do colo do útero são: idade precoce na menarca, idade tardia na menopausa, terapia de reposição hormonal (TRH), uso prolongado de anticoncepcionais, tabagismo, etilismo, multiplicidade de parceiros sexual, multiparidade, inicio precoce na vida sexual, persistência de infecção por HPV e obesidade (5,6).

Diante destas estimativas e da extensão e proporções do problema e frente à responsabilidade do profissional enfermeiro na prevenção do câncer do colo do útero, buscaremos quantificar atitudes e praticas à adesão ao exame Papanicolau e os fatores de riscos para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, por acadêmicas de graduação do curso de enfermagem, buscando contribuir com a promoção do aprendizado em desenvolvimento desta assistência.

OBJETIVOS

Esta pesquisa tem como objetivo geral:

- Identificar a adesão na realização do exame Papanicolau por acadêmicas de graduação em enfermagem de uma Instituição de ensino superior do interior Paulista

(5)

E como objetivos específicos:

- Caracterizar o perfil sócio demográfico das alunas do curso de graduação

em enfermagem de uma instituição de ensino superior, localizada no interior paulista.

-Identificar os fatores de riscos para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

-Identificar os sentimentos ao submeter-se se ao exame Papanicolau. - Identificar a atitude e práticas à adesão ao exame Papanicolau.

MARCO CONCEITUAL

O câncer do colo do útero é considerado o terceiro tipo de câncer mais frequente na população feminina. Trata-se de alterações nas células; essas alterações podem ser iniciadas a partir de infecções pelo HPV, com a formação de células pré-cancerosas que, com a persistência do vírus ou a reinfecção por subtipos de altos riscos acrescidos de outros fatores de riscos, tendem à formação do câncer, podendo levar à morte se não detectado precocemente (5).

O exame Papanicolau é a principal forma de prevenção do câncer do

colo do útero. É realizado por profissionais: enfermeiros e médicos, através da coleta de amostras de células do colo do útero e do orifício uterino, com uma espátula de madeira e uma escovinha, por raspagem. Estas células são dispostas em uma lamina e fixadas, em laboratório são coradas e analisadas em microscópio (1).

O exame Papanicolau recebeu este nome em homenagem a seu descobridor o Dr George Papanicolaou (1883-1962). Nasceu em Coumi, uma vila grega, mas formou-se médico em Munique, na Alemanha; em 1910, foi para os Estados Unidos, trabalhou como assistente de laboratório e após tornou-se professor na Universidade Cornell. Ali, em 1923, ao estudar as mudanças provocadas pelos hormônios no útero, através de analises de secreções uterinas de pacientes, percebeu a presença de amostra diferenciada, com células deformadas, pertencente a uma paciente voluntária com câncer. Após repetir o exame a outras pacientes doentes, constatou que aquele tipo de análise diagnosticava tumores. Escreveu mais de 100 páginas sobre o assunto, sem despertar interesse, até que os resumiu a oito páginas e em 1943 o exame foi instituído e recebeu o seu nome e até hoje é o melhor método de diagnóstico do câncer do colo do útero (7).

(6)

Pesquisas demonstram que os principais fatores de riscos para o desenvolvimento do câncer do colo do útero estão intimamente envolvidos ao comportamento sexual, a estilos de vida e à hereditariedade. Os fatores também podem ser divididos em internos e externos e os principais fatores de riscos são: o tabagismo, etilismo, menarca precoce, inicio de vida sexual precoce, multiplicidade de parceiro sexual, multiparidade, uso prolongado de anticoncepcionais hormonais, o não uso de preservativos, o HPV entre outros (1,4, 5, 6, 8, 9).

A enfermagem exerce um papel fundamental na prevenção e no desenvolvimento deste cuidado e na implementação de estratégias que proporcionem a adesão ao exame. A comunicação e a elaboração de meios de informação, a determinação de uma motivação aos profissionais envolvidos, a busca ativa das mulheres expostas aos fatores de riscos e maior vulnerabilidade para o desenvolvimento do câncer do colo do útero são algumas de suas competências (3).

MÉTODOS

Esta é uma pesquisa com abordagem Quantitativa do tipo descritivo de campo. A pesquisa com abordagem quantitativa, segundo Polit, Beck e Hungler (2004), é um método cientifico positivista tradicional. Utiliza-se de vários procedimentos ordenados, usados para adquirir informações. Através do raciocínio dedutivo para gerar predições, que são testadas no mundo real; usam mecanismos destinados a controlar a situação de pesquisa, de modo a minimizar as parcialidades e maximizar a precisão e a validade. (10)

As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de variações variáveis (...) Entre as pesquisas descritivas, salientam-se aquelas que têm o objetivo de estudar em as características de um grupo: sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde física e mental (11).

Este estudo permitiu analisar os fatores que influenciam a prática do exame colpo citológico das acadêmicas de enfermagem, de uma instituição de ensino superior.

O estudo foi desenvolvido em uma Instituição de Ensino Superior (IES),

localizada no interior paulista.

É uma IES com um histórico de décadas de grande reconhecimento em diversos estados, por sua qualidade e eficácia em seu ensino, pela efetiva e

(7)

sistemática ação na extensão e pela relevância em pesquisas. Sua inserção regional e missão, suas finalidades, seus objetivos e metas, suas áreas de atuação acadêmica, sua responsabilidade social e suas políticas de ensino, extensão e pesquisa, têm como destaque o curso de graduação em enfermagem.

A população do estudo foi constituída por 149 acadêmicas do 1º ao 5º ano do curso de graduação em enfermagem de uma IES do interior paulista.

Os critérios de inclusão no estudo foram: Ser mulher; Estar regularmente matriculada no curso; Estar presente no período de coleta de dados; Aceitar participar do estudo, mediante à assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido e ser maior ou/e inclusive de 18 anos.

Foram excluídos do estudo todos os que estavam inseridos aos critérios

de exclusão: graduandos do sexo masculino e graduandas que estiverem ausentes do local de estudo, durante o período de coleta de dados.

Após o envio da solicitação da pesquisa à direção da IES e com autorização formal da mesma, foi encaminhado o projeto ao Comitê de Ética e pesquisa para apreciação em atendimento à resolução nº 466/12 de 12 de Dezembro de 2012 do conselho Nacional de Saúde, que versa sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos.

Após aprovado o projeto pelo CEP das Faculdades Integradas Teresa D’ Ávila, de Lorena, sob o parecer consubstanciado de Nº 462.243, foi agendada com a Coordenadora da IES a data para a coleta dos dados.

Foi utilizado como instrumento para coleta de dados, um questionário de múltipla escolha, com questões mistas e respostas livres, elaborado pelos próprios pesquisadores, contendo questões de múltiplas escolhas, questões mistas e respostas livres.

A coleta ocorreu no mês de fevereiro de 2014 em dias alternados, em sala de aula, com a presença do professor e autorização do coordenador do curso de graduação em enfermagem da IES.

Os termos de inclusão e os objetivos da pesquisa foram expostos às alunas e as duvidas foram esclarecidas.

Foi realizada a distribuição do questionário pré-formulado para auto preenchimento a todas as acadêmicas de graduação do curso de enfermagem que concordaram em participar da pesquisa, após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Foram garantidos a todas: o anonimato e a ausência de prejuízos pela não participação ou pela desistência, o direito de resposta às duvidas e a inexistência de qualquer ônus financeiro à participante.

(8)

informatizado, sendo utilizado o programa Excel. As análises foram quantitativas e descritivas por meio de cálculos das frequências absolutas e relativas expressas por meio de tabelas.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A pesquisa contou com a participação de 149 mulheres, na faixa etária entre 18 a 51 anos, todas as alunas de graduação do curso de enfermagem do 1º ao 5º ano, foram traçados perfis sócio-demográficos, fatores de riscos aos quais são expostas, condições de sexualidade, hereditariedade para o câncer, atitudes e práticas na adesão ao exame Papanicolau. Todos estes dados seguem dispostos nas tabelas abaixo.

Tabela 1: Perfil Sócio demográfico das acadêmicas do curso de graduação em enfermagem de uma IES do interior Paulista. (Lorena-2014)

Intervalos Perfil Sócio demográfico

Nº % 18-21 45 30,20 22-26 43 28,86 27-31 33 22,15 32-36 16 10,74 37-41 10 6,71 42-46 1 0,67 47-51 1 0,67 Branca 88 59,06 Negra 14 9,40 Parda 45 30,20 Sem resposta 2 1,34 Cor

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Religiões

Fonte: Instrumento de Pesquisa.

A análise dos dados revelaram que N 45 (30,20%) das participantes da pesquisa têm entre 18 a 21 anos e a faixa etária entre 22 a 26 anos corresponde a N 43 (28,86%), N 33 (22,15%) têm entre 27 a 31 e como minoria com N 1 (0,67%) estão as participantes com faixas etária entre 42 a 46 e 47 a 51 anos de idade.

Demonstramos assim que as maiorias das mulheres que participaram da pesquisa estão em fase reprodutiva e dentro da faixa etária de maior vulnerabilidade aos fatores de riscos para o câncer de colo do útero.

O inicio precoce da vida sexual aumenta os riscos para o desenvolvimento do câncer do colo do útero, por presença e persistência do vírus do HPV. Devido à presença, na maioria das adolescentes de ectopia uterina, trata se de um processo fisiológico que se caracteriza pela presença de epitélio endocervical na ectocérvice. Pesquisas demonstram ser comum a presença de metaplasia escamosa em ambiente de maior atividade do HPV e um maior risco de câncer no futuro, apesar de que o câncer invasor de colo do útero ser raro na adolescência (9). Católica 111 74,50 Espirita 4 2,77 Evangélica 30 20,13 Não tem 3 2,01 Universalista 1 0,67 Estado Civil Amasiada 5 3,36 Casada 34 22,82 Divorciada 10 6,71 Solteira 97 65,10 Viúva 3 2,01 Total Geral 149

(10)

No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolau) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal (5).

Dentre as participantes da pesquisa N 88 (59,06%), sendo a maioria, declararam-se ser de cor Branca, N 45 (30,20%) declararam se ser parda e N 14 (9,40%) negra e a minoria N 2 (1,34%) não responderam ou não sabem.

Em uma pesquisa realizada nos EUA foi demonstrada que o câncer cervical é diagnosticado em um estágio localizado mais frequentemente em brancos (49%) do que em afro-americanos (negros) (39%), Porém há uma evidência de maior mortalidade entre os negros (6).

Somente N 3 (2,01%) declaram não ter nenhuma religião, N 146 (97,99%) declaram ter uma religião, sendo que a maioria declara ser católica com N 111 (74,50%) das participantes, N 30 (20,13%) declaram ser evangélicas, N 4 (2,77%) declaram ser espiritas e N1 (0,67%) declaram ser universalistas.

O comportamento de uma sociedade pode ser influenciado por inúmeros referenciais, principalmente os religiosos, que muitas das vezes estimulam determinados comportamentos, que vão contra medidas de prevenções em relação ao uso de contraceptivos, principalmente o preservativo, que é uma das principais formas de prevenção de diversas DSTs. Estudos revelaram que muitas pessoas por influencia de sua religião podem abandonar o uso do preservativo sob a justificativa de serem merecedores de proteção divina, expondo-se a varias doenças, entre elas o HPV que é um precursor ao desenvolvimento do câncer do colo do útero (8).

O estado civil que predominou foi o de solteira, totalizando N 97 (65,10%) das participantes da pesquisa, N 34 (22,82%) são casadas, N 10 (6,71%) são divorciadas, N 5 (3,36%) são amasiadas e a minoria com N 3 ( 2,01%) viúvas.

Tabela 2: Relação dos fatores de riscos para o câncer do colo do útero e condições de sexualidade das participantes da pesquisa. ( Lorena-2014)

Relação dos fumantes, os que consomem bebidas alcoólicas e que tem câncer na família e condições de sexualidades.

Fumantes Nº %

Não 132 88,59

(11)

Bebidas alcoólicas.

Não 76 51,01

Sim 73 48,99

Tem câncer na família

Não 69 46,31 Sim 80 53,69 Menarca Condições de Sexualidade % 9-11 37 24,15 12-14 101 67,79 15-17 10 6,72 18-20 1 0,67 Não Especificado 1 0,67

Inicio da vida sexual Idade 13-15 30 20,13 16-18 57 38,25 19-21 28 18,79 22-24 8 5,36 25-27 3 2,01 Não Especificou 2 1,34

Ainda não iniciou 21 14,09

Ativa sexualmente Não 38 25,50 Sim 111 74,50 Numero de Parceiros Múltiplos 7 4,69 Não Especificado 14 9,39 Um Fixo 107 71,81 Não tem 21 14,09

(12)

Fonte: Instrumento de Pesquisa

Segundo estimativas do INCA para o ano de 2014, no Brasil, são esperadas 15.590 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 15,33 casos a cada 100 mil mulheres (5).

O câncer do Colo do útero – ocupa o terceiro lugar geral no País. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente (5).

O câncer é causado por diversos fatores que podem ser tanto fatores externos: (tabaco, organismos infeciosos, produtos químicos e de radiação) como por fatores internos (mutações hereditárias, hormônios, condições imunológicas e mutações que ocorrem a partir de metabolismo). Esses fatores podem agir em conjunto ou em sequência para iniciar ou promover o

Faz uso de Anticoncepcional.

Não 69 48,25 Sim 74 51,75 Uso de Preservativo Eventual 22 14,77 Não 82 55,03 Todas as Relações 45 30,20 Gestações 0 100 67,11 1 23 15,44 2 18 12,08 3 5 3,36 4 2 1,34 8 1 0,67

Já realizaram o exame Papanicolau

Não 41 27,52

Sim 108 72,48

(13)

desenvolvimento de câncer. Mais de dez anos pode se passar, entre a exposição a fatores externos e a detecção do câncer. O tabagismo é um dos principais fatores de riscos para o desenvolvimento de diversos tipos de cânceres. Entre os mais frequentes e de grande importância como causador de mortalidade entre as mulheres, está o câncer do colo do útero (6).

Todos os cânceres causados por tabagismo e consumo abusivo de álcool po-dem ser completamente evitados. Em 2014, quase 176 mil dos cerca de 585.720 mortes por câncer foram causados pelo uso do tabaco. Estima-se que até um terço dos casos de câncer que ocorrem em países economicamente desenvolvi-dos, como os EUA, estão relacionados com sobrepeso ou obesidade, inatividade física, e ou a má nutrição, e, portanto, também poderiam ser evitados (6).

A análise dos dados demonstrou que N132 (88,59%) das participantes desta pesquisa não são tabagistas, sendo a maioria, e N17 (11,41%) são fumantes.

Entre as participantes N76 (51,01%) não consomem bebidas alcoólicas e N 73 (48,99%) consomem bebidas alcoólicas, sendo quase a metade, e das que declaram consumir bebidas alcoólicas, N 60 (82,19%) bebem eventualmente.

O câncer do colo do útero está intimamente correlacionado à hereditariedade, principalmente tratando-se de parentescos de primeiro grau como mãe, irmãs e filhas. Cuidados e exames de rotinas são fundamentais na prevenção contra o câncer do colo do útero e todos os tipos de cânceres principalmente os que envolvem o mau funcionamento de genes que controlam o crescimento celular e divisão. Apenas uma pequena percentagem dos cânceres é fortemente hereditária, em que uma alteração genética herdada confere um risco muito elevado de desenvolver câncer. Fatores herdados desempenham um papel muito importante na determinação do risco de alguns tipos de câncer e aumentam se associados a outros fatores de riscos (6).

A pesquisa revela que N 80 (53,69%) das participantes têm ou tiveram algum caso de câncer na família, aumentando de forma considerável os riscos de desenvolvê-lo, em algum momento da vida e N 69 (46,31%) não têm casos de câncer na família.

Das participantes que têm casos de câncer na família N 10 (12,50%) relatam que sua mãe tem ou teve câncer, sendo que N 5 (50%) destas foi câncer de mama; N 33 (41,25%) dos casos de câncer na família foram por parte dos avós, sendo que a maioria. N 5 (6,25%) das participantes que têm casos de câncer na família relatam ter mais de um parente com câncer; N 25 (31,25%) relataram ter casos de câncer na família por partes dos tios.

Quanto à localização do câncer nos casos de câncer na família, a pesquisa revelou que N 5 (6,25%) foram localizados no útero, N 21 (27,0%) foram câncer de mama, N 11 (13,75%) das participantes com casos de câncer na família

(14)

relataram em duas ou mais localizações

A pesquisa revelou que N 101 (67,79%) das participantes da pesquisa tiveram sua menarca entre os 12 e 14 anos de idade, N 37 (24,15%) foi entre 9 aos 11 anos, sendo considerada precoce.

Entre as participantes N 147 (98,66%) não estão na menopausa e N 2 (1,34%) são histerectomizadas, não tendo mais menstruação.

Entre as participantes da pesquisa N 21 (14,09%) declaram ainda não ter iniciado sua vida sexual, N 30 (20,13%) iniciaram sua vida sexual dos 13 aos 15 anos de idade, N 57 (38,25%) iniciaram dos 16 aos 18 anos de idade.

A pesquisa revelou que a maioria das participantes iniciou sua vida sexual dos 16 aos 18 anos de idade, sendo N 57 (38,25%) das participantes, o que foi considerado precoce segundo pesquisa (9).

O inicio precoce das relações sexuais aumenta os risco de câncer do colo do útero, devido a uma maior proliferação do epitélio cervical, durante a puberdade e a adolescência, tornando maior a vulnerabilidade nesse período, levando a alterações induzidas por agentes sexualmente transmissíveis, como o HPV (9).

Estudos realizados demonstraram que a iniciação da atividade sexual antes dos 18 anos é considerada precoce, pois a cérvice ainda não está completamente formada e os níveis hormonais não se estabilizaram, principalmente quando há exposição a agentes biológicos que causam doenças. Há uma maior incidência de lesões cervicais por HPV em mulheres com múltiplos parceiros sexuais, e que não fazem uso de preservativo (9).

Entre as participantes da pesquisa, N 111 (74,50%) das participantes são ativas sexualmente, sendo que N 107 (92,24%) relatam ter um parceiro fixo, sendo a maioria e N 7.(6,03%) têm múltiplos parceiros.

A multiplicidade de parceiros, a precocidade na primeira relação sexual e gravidez, a multiparidade, o uso de anticoncepcionais e o tabagismo são uns dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. (9)

Participantes que fazem uso de Anticoncepcional: N 74 (51,75%) fazem uso, e N 69 (48,25%) das participantes não fazem uso.

Os anticoncepcionais e hormônios em terapia de reposição podem influenciar a carcinogênese cervical. A haptoglobina (Hp), uma proteína de fase aguda que tem um polimorfismo genético, pode influenciar a resposta imune de tumor a influência de polimorfismos genéticos haptoglobina no risco de desenvolvimento de câncer de colo uterino depende de hormônios esteróides sexuais (12).

(15)

aumentar os riscos para o câncer cervical invasivo, por suprimirem a resposta imunológica do hospedeiro à infecção. Esta mesma pesquisa demonstrou que as mulheres que relataram uso de anticoncepcionais, atual durante o estudo, tiveram uma maior persistência da infecção por HPV em comparação com as que não faziam uso de anticoncepcionais, independente do comportamento sexual, e de teste diagnóstico de Papanicolau (13).

A utilização do preservativo é a principal forma de prevenção contra as DSTs, principalmente o HPV que é uma das principais causas de lesões precursoras do câncer do colo do útero, prevalente em mulheres jovens que estão iniciando sua vida sexual. A não utilização do preservativo associado à multiplicidade de parceiros aumentam os riscos de contraírem diversas DSTs e consequentemente desenvolverem o câncer do colo do útero (5).

A pesquisa demonstrou que N 82 (55,03%), sendo a maioria das participantes não fazem uso de preservativo, aumentando assim o risco de contraírem diversas DSTs, principalmente o HPV e somente N 45 (30,20%) fazem uso de preservativo em todas as relações e N 22 (14,77%) fazem uso de preservativos eventualmente, ou seja, somente em algumas relações sexuais. N 100 (67,11%) das participantes não têm nenhum filho.

Quanto à realização do exame Papanicolau N 108 (77,48%) já realizaram o exame e N 41 (27,52%) nunca realizaram.

A adesão ao exame Papanicolau no Brasil, ainda é insuficiente. Pesquisas revelam que existem cerca de seis milhões de mulheres, na faixa etária indicada, que nunca realizaram o exame Papanicolau, e cerca de 40% das que fazem o exame não retornam para buscar o resultado. Milhares de óbitos poderiam ser evitados se tivessem realizado o exame periodicamente, permitindo a prevenção ou tratamento a tempo da doença, evitando a sua progressão para malignidade e consequentemente a morte (1).

Todas as mulheres que iniciaram atividade sexual devem realizar o exame, mesmo as que estão na menopausa, ou as submetidas à histerectomia parcial, sem vida sexual ativa, as gestantes e as virgens que apresentem sintomas (14).

Tabela 3: Alterações encontradas nos resultados dos exames Papanicolau, relatadas pelas participantes da pesquisa. (Lorena-2014)

Alteração ginecológica (DST) Nº %

Sem alterações 98 90,74

Pequena lesão 1 0,92

(16)

Fonte: Instrumento de Pesquisa.

A infecção persistente por certos tipos de papiloma vírus humanos (HPV) é a principal causa da maioria dos cânceres do colo do útero. As mulheres que iniciaram sua vida sexual precocemente, que têm ou tenham tido muitos parceiros sexuais, têm maior risco para contraírem a infecção pelo HPV e o câncer de colo do útero, podendo estar infectadas com HPV mesmo que tenham tido apenas um parceiro sexual (5).

As infecções persistentes por subtipos oncogênicos do vírus HPV, principalmente o HPV-16 e o HPV-18, são responsáveis por cerca de 70% dos cânceres do colo do útero (5).

A infecção pelo HPV é comum e abrangente. Acredita-se que milhões de mulheres já contraíram ou irão contrair o vírus. O INCA estima que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas o irão adquirir lá ao longo de suas vidas. Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos subtipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, mesmo na presença da infecção pelo HPV, a infecção pelo HPV é um risco necessário, porem, só o HPV não é suficiente, para o desenvolvimento do câncer de colo uterino (5).

Aspectos relacionados aos subtipos do HPV: a carga viral, a múltiplas infecções, outros fatores associados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual influenciam os mecanismos que determinam a regressão ou a persistência da infecção à progressão e, consequentemente, a progressão para lesões precursoras do câncer até o câncer. Assim como: o tabagismo, o inicio precoce de vida sexual, a multiplicidade de parceiros, a multiparidade e o uso de contraceptivos orais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer do colo do útero (5).

HPV 2 1,85

Ferida ectópica 1 0,92

Corrimento 2 1,85

Candidíase 1 0,92

(17)

Motivos %

A médica informou que faz depois de um ano de relação 1 2,43

Desnecessário 4 10,00

Falta de Tempo 10 24,39

Não respondeu 3 7,31

Não precisou 1 2,43

Nunca foi solicitado 18 43,90

Sem vida sexual 1 2,43

Virgem 3 7,31

Total Geral 41

Fonte: Instrumento de Pesquisa

As mulheres admitem a importância da realização do exame preventivo, principalmente por temerem muito o câncer, e consideram o exame Papanicolau como uma forma de cuidado com a própria saúde (3).

Esta pesquisa revelou que Nº 80 (56,3%) das participantes declaram que a realização do exame Papanicolau é essencial para a prevenção do câncer do colo uterino e N 57 (40,1%) acham importante a realização.

Tabela 5: Opiniões das participantes quanto à importância da realização do exame Papanicolau na prevenção do câncer do colo do útero. (Lorena-2014)

Opinião sobre a importância do exame Papanicolau %

Essencial 80 56,3

Importante 57 40,1

Não respondeu 12 3,5

(vazio)

Total Geral 149

Fonte: Instrumento de Pesquisa

Tabela 4: Razões pela quais as participantes da pesquisa relatam nunca ter realizado o exame Papanicolau. (Lorena-2014)

(18)

A percepção de cada mulher quanto ao exame Papanicolau se difere em diversos sentidos. Estão envolvida em vários aspectos como: culturais, educação sexual, pudores, preconceitos e até fisiológicos. Algumas reconhecem o procedimento como sendo simples, porém, muitas não têm a mesma opinião e sentimento. Apesar dos avanços em informações à sociedade quanto à sexualidade e anatomia genital, ainda percebe se uma educação sexual com proibições e anulação dos órgãos genitais, despertando sentimentos de desconforto ao realizar o exame (1).

Serão disponibilizados, a seguir, os sentimentos relatados pelas entrevistadas quanto à realização do exame Papanicolau

Tabela 6: Declaração das participantes quanto ao sentimento ao se submeterem ao exame Papanicolau. ( Lorena-2014)

Sentiu se %

Confortável 18 16,66

Constrangida 11 10,18

Constrangida e desconfortável 2 1,85

Constrangida e dor 1 0,98

Constrangida, desconfortável e envergonhada. 5 4,62

Desconfortável 20 18,51 Desconfortável e envergonhada 4 3,70 Desconfortável e segura 1 0,98 Envergonhada 17 15,74 Não respondeu 4 3,70 Natural e confortável 1 0,98 Normal 2 1,85 Protegida 20 18,51 Protegida e envergonhada 2 1,85 Total Geral 108

Fonte: Instrumento de Pesquisa

Os sentimentos relatados pelas participantes da pesquisa ao se submeterem ao exame Papanicolau foram de constrangimento, vergonha,

(19)

desconforto, e outras se sentiram como: protegidas, confortáveis, normais e naturais, sendo que a maioria N 20 (18,51%) disseram ser um exame desconfortável e equiparando-se em N e % as que se sentiram protegidas.

A exposição em que a mulher é submetida no momento da realização do exame Papanicolau evidencia diversos sentimentos e muitos são negativos. Esses sentimentos estão relacionados a experiências vivenciadas durante suas vidas, em que foram cercadas de restrições, ao não conhecimento de sua anatomia e fisiologia, à cultura, à sociedade, ao preconceito de gêneros (1).

CONCLUSÃO

Conclui-se que as participantes da pesquisa, em sua maioria, estão em faixa etária entre 18 a 21 e a maioria nesta faixa etária ainda não realizaram o exame Papanicolau. A maioria das participantes é ativa sexualmente, não tem nenhum filho e apesar de não fazerem uso de bebidas alcoólicas e consumos de cigarros uma grande porcentagem iniciou sua vida sexual precocemente e é solteira. Também a maioria tem casos de câncer na família e tem somente um parceiro fixo, porem, não se descartam os riscos para o câncer do colo do útero, uma vez que a maioria faz uso de anticoncepcionais e não faz uso de preservativos, aumentando os riscos para contraírem o HPV, e consequentemente atribuídos a outros fatores de riscos virem a desenvolver o câncer do colo do útero. A maioria das participantes já realizou o exame Papanicolau e tem conhecimento da importância da realização do exame Papanicolau, como forma de detecção precoce de alterações no colo do útero e assim aumentarem as chances de cura.

REFERÊNCIAS

1- Jorge RJ B, et al . Exame Papanicolaou: sentimentos relatados por profissionais de enfermagem ao se submeterem a esse exame. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, n. 5, May 2011.

2- Valente CA, et al . Conhecimento de mulheres sobre o exame de Papanicolaou. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 43, n. spe2, Dec. 2009.

3- Silva SED, et al . Esse tal Nicolau: Representações sociais de mulheres sobre o exame preventivo do câncer cérvico-uterino. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 44, n. 3, Sept. 2010.

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4- Silva JAG, Estimativas 2014, Incidência de câncer no Brasil.[internet] Ministério da saúde, INCA instituto nacional de câncer. [Acesso em: 31 maio 2014] 2014 Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2014/estimativa-24042014.pdf

5- Silva JAG, Controle do câncer do colo do útero fatores de riscos.[internet] INCA instituto nacional de câncer 2013 [citado em: 22 maio 2014].Disponível em:http:// www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_ nacional_controle_cancer_colo_utero/fatores_risco

6- American Cancer Society. Cancer Facts & Figures 2014 (Atlanta):. American Cancer Society; 2014. [Acessado em: 23 março 2014].Disponível em: http://www.cancer.org/ research/cancerfactsstatistics/cancerfactsfigures2014/index.

7- Medeiros TS, et al ,Tecnologia Papanicolau | Dr. Papanicolau, Universidade federal de Santa Catarina.2011 [acessado em: 01 junho 2014].Disponível em: http://www. tecnologiapapanicolau.com/#!dr-papanicolau/c14s2

8- Diógenes MAR, Cesarino MCF, Jorge RJB, Queiroz INB, Mendes RS, Fatores de risco para câncer cervical e adesão ao exame papanicolau entre trabalhadoras de enfermagem Rev Rene. 2012; 13(1)

9- Duarte SJH, et al. Fatores de risco para câncer cervical em mulheres assistidas por uma equipe de saúde da família em cuiabá, mt, (Brasil) Ciencia y Enfermeria XVII. 2011; (1): 71-80

10- Polit DF, Beck CT, Hungler BP, Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização.5ª.ed. Porto Alegre: Artmed; 2004.

11- Gil AC, Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª. ed. São Paulo: Atlas; 2002. 12- Bicho MC, Silva AP da, Matos A, Silva RM, Bicho MD, Cancer Genetics and Cytogenetics Sex steroid hormones influence the risk for cervical cancer: modulation by haptoglobin genetic polymorphism. 2009; 191, (Issue 2), 85–89.

13- Morgan M, et al, Combined Oral Contraceptive Use Increases HPV Persistence but Not New HPV Detection in a Cohort of Women From Thailand, J Infect Dis. Nov 15, 2011; 204(10): 1505–1513. Published online Sep 29, 2011. doi: 10.1093/infdis/jir560 [acessado em: 25 may 2014] Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/ PMC3222104/?tool=pubmed

14- Feliciano C, Christen K , Velho MB, Câncer de colo uterino: realização do exame colpocitológico e mecanismos que ampliam sua adesão, Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro. 2010 jan/mar; 18(1):75-9 p.75

Responsável pela submissão Joseany Cristina Machado da Silva Email: [email protected]

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