Prof. Dr. Reinaldo Luiz Cavasso Filho
Centro de Ciências Naturais e Humanas
Universidade Federal do ABC
Aula 9 –
Aula 9 –
03/10/2009
03/10/2009
Revisão
Revisão
1.
1. Funções e Funções InversasFunções e Funções Inversas 2.
2. Funções Exp e LogFunções Exp e Log 3.
3. Funções Trig e TrigFunções Trig e Trig-1-1
4.
4. Limites no ponto Limites no ponto aa 5.
5. Limites no InfinitoLimites no Infinito
6. Continuidade
6. Continuidade
7. Derivada
7. Derivada
8. Regra da Cadeia e Funções Inversas
8. Regra da Cadeia e Funções Inversas
9. Derivada de Funções Exp. e Log, Trig e Trig
9. Derivada de Funções Exp. e Log, Trig e Trig-1-1 10. Derivadas de Ordem Superior e
10. Derivadas de Ordem Superior e
1
x
2x
3x
4x
Domínio Contradomínio Imagem)
(
x
1f
)
(
x
2f
)
(
x
3f
)
(
x
4f
x
f (x)
FUNÇÃO
: Cada ponto no domínio está ASSOCIADO a um ÚNICO ponto na imagem!1
x
2x
3x
Esta associação É uma FUNÇÃO
x
y
GRAFICAMENTEx
y
Esta associação
NÃO É uma FUNÇÃO
)
(x
f
y
FUNÇÃO INJETORA 1
x
2x
3x
Domínio Contradomínio Imagem 1y
2y
3y
1x
2x
3x
1y
2y
3y
NÃO é FUNÇÃO INJETORAFUNÇÃO SOBREJETORA 1
x
2x
3x
Domínio Contradomínio = Imagem 1y
2y
4y
NÃO é FUNÇÃO SOBREJETORA
FUNÇÃO
SOBREJETORA Não sobra ninguém no Contradomínio 1
x
2x
3x
1y
2y
3y
4x
FUNÇÃO BIJETORA 1
x
2x
3x
Domínio Contradomínio = Imagem 1y
2y
3y
NÃO é FUNÇÃO BIJETORA
FUNÇÃO BIJETORA Injetora e Sobrejetora ao mesmo tempo 1
x
2x
3x
1y
2y
3y
OPERAÇÕES COM FUNÇÕES
)
(
)
(
)
)(
(
f
g
x
f
x
g
x
)
(
)
(
)
)(
(
f
g
x
f
x
g
x
)
(
)
(
)
)(
(
f
g
x
f
x
g
x
)
(
/
)
(
)
)(
/
(
f
g
x
f
x
g
x
O domínio da nova função é a intersecção dos domínios de f e g.
No caso de f / g , exclui-se do domínio os pontos onde g(x) = 0.
FUNÇÕES COMPOSTAS
(
)
)
)(
(
f
g
x
f
g
x
Exemplo: 2)
(
x
x
f
1
)
(
x
x
g
2))
(
(
))
(
(
)
)(
(
f
g
x
f
g
x
g
x
2)
1
(
))
(
(
g
x
x
f
FUNÇÕES INVERSAS
A idéia central é resolver a equação
y=f(x)
para x
como uma função de y, ou seja,
x = g(y)
.
x
y
D
R
f(x)
g(y)
domínio de f(x) e imagem de g(y) imagem de f(x) e domínio de g(y)Exemplo:
1
)
(
3
f
x
x
y
x
g
(
y
)
3y
1
DEFINIÇÃO: Se as funções f e g satisfazem as duas
condições:
- g(f(x))=x para todo x no domínio de f
- f(g(y))=y para todo y no domínio de g
3
)
(
3
f
x
x
y
x
g
(
y
)
3y
1
NOTAÇÃO:
3 1(
)
1
x
x
f
NOTAÇÃO:
a função e sua inversa
podem também ser escritas como:
1
x
y
3
x
3y
1
1
x
f(x)
3
e
3 1(
x
)
x
1
f
caso se queira ambas as funções
com a mesma variável
independente
.
)
(
1
)
(
1x
f
x
f
-6 -4 -2 0 2 4 6 -6 -4 -2 0 2 4 6 f -1 (x)=2x-2 y=x y x f(x)=x/2+1
f
x
x
f
1(
)
Função Exponencial x
a
x
f
(
)
0 1 2 3 4 0 2 4 6 8 10 12 14 16y
x
f (x)=2
x Domínio: Imagem:)
,
(
)
,
0
(
Propriedades das Funções Exponenciais
( a > 0
eb > 0 )
y x y xa
a
a
y x y xa
a
a
a
x y
a
y x
a
x.y
x x xb
ab
a
x x xb
a
b
a
Função Exponencial Natural
x
e
x
f
(
)
...
71828
.
2
1
1
lim
x xx
e
0 25 50 75 100 0,0 0,3 0,6 0,9 1,2 1,5 1,8 2,1 2,4 2,7 3,0y
x
xx
1
1
Função Logarítmica
x
x
f
(
)
log
ax
y
log
a quer dizer quea
y
x
Ou seja, o loga
x
é o número que elevado aa
resulta emx
Só isso!!!
Função Logarítmo Natural
x
x
x
f
(
)
log
e
ln
x
x
f
1(
)
log
aA inversa da função exponencial
f
(
x
)
a
x é a função logarítmicaPropriedades Básicas
das Funções Inversas
a
xe log
ax
x
a
logax
x
a
x a
log
x
e
lnx
x
e
x
ln
PROPRIEDADES DOS LOGARITMOS
Para qualquer numero real x>0 e y>0.1 – PROPRIEDADE DO PRODUTO
y
x
xy
a a alog
log
log
2 – PROPRIEDADE DO QUOCIENTEy
x
y
x
a a alog
log
log
3 – PROPRIEDADE DA POTENCIAÇÃOx
y
x
y a alog
log
4 – PROPRIEDADE DO RECÍPROCOx
x
a alog
1
log
x
a
b
c
x
x
a
b
x
tg
c
b
x
c
a
x
cos
sen
sen
cos
Funções TrigonométricasFunções Trigonométricas Inversas
cos
x
1
x
sen
x
arcsen
é o arco cujo seno dá
x
Só isso!!!
x
x
f
(
)
sen
y
y
g
x
x
y
arcsen
)
(
sen
x
x
f
1(
)
arcsen
As funções trigonométricas básicas não possuem inversa !!!
Entretanto
Entretanto, em cada caso pode-se restringir o domínio
Descreve o comportamento de f(x) quando x tende a
a
)
(
lim
f
x
a xO uso básico do conceito de limite é descrever como uma função se comporta quando a variável independente tende a um dado valor.
A partir da figura abaixo e da tabela ao lado, fica evidente que os valores de f(x) ficam cada vez mais próximos de 3 à medida que x estiver cada vez mais próximo de 2, por qualquer um dos lados (esquerdo ou direito).
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 0 1 2 3 4 5 6 7 x f( x) 1 ) (x x2 x f x f(x) 1.0 1.000000 1.5 1.750000 1.9 2.710000 1.95 2.852500 1.99 2.9770100 1.995 2.985025 1.999 2.997001 2 2.001 3.003001 2.005 3.015025 2.01 3.030100 2.05 3.152500 2.1 3.310000 2.5 4.750000 3.0 7.000000 aproximando pelo lado esquerdo aproximando pelo
Limites Laterais
Quando x aproxima-se de 0 pelo lado direito, os valores de f(x) tendem a 1 (na verdade, os
valores de f(x) são exatamente iguais a 1 para todos esses valores de x),
Quando x tende a 0 pela esquerda, os valores
x y 1 -1 0
x
x
x
f
(
)
0
1
0
1
x
x
Considere a função:Limites Laterais
Diz-se, então, que
“o limite de f(x)=|x|/x é 1 quando x tende a zero pela direita”
e que
“o limite de f(x)=|x|/x é -1 quando x tende a zero pela esquerda”
1
lim
0
x
x
x1
lim
0
x
x
xCom esta notação, o índice superior “+” indica um limite à direita e o índice superior “–” indica um limite à esquerda.
Fala-se, então, em limites laterais.
x y
1
-1 0
L
x
f
a
x
(
)
lim
se e somente selim
f
(
x
)
L
lim
f
(
x
)
a x a
x
Às vezes, um ou ambos os limites laterais podem não existir e isto implica que o limite bilateral não existe.
EXEMPLO 3 2 1 a x y 3 ) ( lim a f x x xlima f (x) 1 y=f(x)
os limites laterais existem quando x tende a a, mas não são iguais, portanto,
o limite bilateral não existe. O limite bilateral de uma função existe em um ponto a se e somente se existirem os limites laterais naquele ponto e se estes tiverem o mesmo valor, isto é:
Às vezes os limites lateral ou bilateral não existem porque os valores da função crescem ou decrescem indefinidamente.
À medida que x fica cada vez mais próximo de 0 à direita, os valores de f(x) são positivos e crescem indefinidamente;
Quando x aproxima-se de 0 pela esquerda, os valores de f(x) são negativos e decrescem indefinidamente. x x 1/x 1/x 0 x y EXEMPLO
Considere o comportamento da função f(x)=1/x quando x tende a 0.
x x 1 lim 0 x x 1 lim 0
PROPRIEDADES DO LIMITE
Se L, M, c e k são números reais e
M
x
g
L
x
f
c x c x
)
(
lim
)
(
lim
1 – REGRAS DA SOMAM
L
x
g
x
f
c x(
(
)
(
))
lim
2 – REGRAS DA DIFERENÇAM
L
x
g
x
f
c x(
(
)
(
))
lim
3 – REGRAS DO PRODUTOM
L
x
g
x
f
c x(
(
).
(
))
.
lim
4 – REGRAS DA MULTIPLICAÇÃO POR UMA CONSTANTE
L
k
x
f
k
c x(
.
(
))
.
lim
5 – REGRAS DO QUOCIENTE
0
)
(
)
(
lim
M
com
M
L
x
g
x
f
c x 6 – REGRAS DA POTENCIAÇÃO s r s r c xf
x
L
/ /))
(
(
lim
se r e s são inteiros e s é diferente de 0, então
DEFINIÇÃO
1. Dizemos que f(x) possui o limite L quando x tende ao infinito e
escrevemos
L
x
f
x
lim
(
)
se, à medida que x se distancia da origem no sentido positivo f(x) fica cada vez mais próximo de L.
2. Analogamente, se os valores de f(x) ficam cada vez mais próximos
de um número L, à medida que x decresce sem limitação, escrevemos:
L
x
f
(
)
lim
O símbolo para infinito () não representa nenhum número real.
Usamos para descrever o comportamento de uma função quando
ASSÍNTOTAS HORIZONTAIS: Interpretação geométrica do limite no infinito x y y=L
f(x)
x y y=Lf(x)
A reta
y=L
é uma assíntota horizontal do gráfico de f.L
x
f
Os limites no infinito, no entanto, podem também não existir.
Na seção anterior viu-se que o limite no infinito pode existir (e ser igual a um número L.).
Uma possibilidade é os valores de f(x) crescerem ou decrescerem sem limitação quando ou .x x
2lim x
x
2lim x
x -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 0 20 40 60 80 100 y x f (x) = x2Outra possibilidade para a não existência do
limite no infinito
é o gráfico da função oscilar
x
e
x xlim
0
ln
lim
x
x
x1
sen
lim
0
x
x
x1
1
lim
0
x
e
x x1
)
1
ln(
lim
0
x
x
xFunções Racionais
Um polinômio comporta-se como o seu termo de maior grau quando x ou x m m n n x m m n n x
d
x
x
c
x
d
x
d
d
x
c
x
c
c
lim
...
...
lim
1 0 1 0Alguns Limites Notáveis
n n x n n x
lim
c
0
c
1x
...
c
x
lim
c
x
O gráfico da função
f (x)
tem uma “quebra” ou buraco no pontox = c
quando: x y c)
(c
f
não é definido x y c)
(
lim
f
x
c x não existe x y c)
(
)
(
lim
f
x
f
c
c x
Uma função
f (x)
é contínua em um ponto c se:)
(c
f
está definido)
(
lim
f
x
c x existe)
(
)
(
lim
f
x
f
c
c x
x y
y=f(x)
a b
mas não é contínua no ponto extremo à esquerda porque:
)
(
)
(
lim
f
x
f
a
a x
Essa função contínua no ponto extremo à direita do intervalo [a,b] porque:
)
(
)
(
lim
f
x
f
b
b x
Em geral, diz-se que uma função é contínua à esquerda no ponto c se
)
(
)
(
lim
f
x
f
c
c x
e é contínua à direita no ponto c se
)
(
)
(
lim
f
x
f
c
c x
Uma função f é dita contínua em um intervalo fechado [a,b], se as seguintes condições são satisfeitas:
(i) f é contínua em (a,b).
(ii) f é contínua à direita em a. (iii) f é contínua à esquerda em b.
TEOREMA DO VALOR INTERMEDIÁRIO
Se f for contínua em um intervalo fechado [a,b] e k é um número qualquer entre f(a) e f(b), inclusive, então há no mínimo um
número x no intervalo [a,b] tal que f(x) = k.
y
a
x
bf(a) f(b)
x y
y = f(x)
(a,b)y = f
-1(x)
(b,a)y = x
Se uma função
f
for contínua e tiver uma inversa, entãof
-1 é também contínua.x0 x1 f(x0) f(x1) P Q y=f(x) f(x1) - f(x0) x1 - x0 reta secante x y 0 1 0 1 sec
)
(
)
(
x
x
x
f
x
f
m
Inclinação da Reta Secante:
x0 x1 f(x0) f(x1) P Q y=f(x) f(x1) - f(x0) x1 - x0 reta secante x y reta tangente 0 1 0 1 sec
)
(
)
(
x
x
x
f
x
f
m
Inclinação da Reta Secante:
0 1 0 1
)
(
)
(
lim
0 1x
x
x
f
x
f
m
x x tg
Inclinação da Reta Tangente:
Taxa de Variação Instantânea !!!
A equação da reta tangente a curva é determinada pelo ponto de intersecção (x0, y0) e pela sua inclinação mtg
A função
f ’
definida pela fórmula:é chamada de derivada de
f
em relação a x.O domínio de f’ consiste de todo x para o qual o limite existe.
h
x
f
h
x
f
x
f
h)
(
)
(
lim
)
(
'
0
O processo de encontrar a derivada é chamado de
diferenciação.
Quando a variável independente for x, a operação de diferenciação é denotada por:
f
(x
)
dx
d
0
]
[
c
dx
d
x
n
nx
n1dx
d
(
)
f
(
x
)
dx
d
c
x
cf
dx
d
(
)
(
)
(
)
g
(
x
)
dx
d
x
f
dx
d
x
g
x
f
dx
d
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
f
(
x
)
dx
d
x
g
x
g
dx
d
x
f
x
g
x
f
dx
d
2)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
x
g
x
g
dx
d
x
f
x
f
dx
d
x
g
x
g
x
f
dx
d
Propriedadesc
en
sendo constantes:REGRA DA CADEIA
REGRA DA CADEIA
dx
du
du
dy
dx
dy
Considerando a função composta y = f (g(x))
Reescrevendo g(x) como u, temos que
y = f (u)
dx
du
nu
u
dx
d
n n
1
dx
du
u
2
1
u
dx
d
Derivada da Função Inversa
Derivada da Função Inversa
Conhecendo
f ´(x)
, a derivada da inversa def (x)
é dada por:
)
(
´
1
)
(
1 1x
f
f
x
f
dx
d
dx
du
b
u
u
dx
d
bln
1
log
dx
du
u
u
dx
d
1
ln
x
x
dx
d
1
ln
e
xe
xdx
d
dx
d
e
u
e
udu
dx
a
a
a
dx
d
x xln
dx
du
a
a
a
dx
d
u uln
x
dx
x
d
cos
sen
x
dx
x
d
sen
cos
x dx x d tg sec2
x dx xd cotg cossec2
x x dx x d tg sec sec
x x dx x d g cot sec cos sec cos
dx du u u dx d 2 1 1 1 sen
dx du u u dx d 2 1 1 1 cos
dx du u u dx d 2 1 1 1 tg
dx du u u dx d 2 1 1 1 cotg
dx du u u u dx d 1 1 sec 2 1
dx du u u u dx d 1 1 cossec 2 1 NOTAÇÃOSe a derivada de uma função
f
,f ´(x)
, for uma função diferenciável, então a derivada def ´
será denotadaf ´´
, sendo chamada dederivada segunda de
f
.Da mesma forma, e à medida que se tiver diferenciabilidade, pode-se continuar o processo de diferenciar derivadas e
obter assim as derivadas terceira, quarta, quinta,... de
f
.
(
)
)
´(
f
x
dx
d
x
f
´´(
)
f
´(
x
)
dx
d
x
f
´(
)
(
)
)
´´(
2 2x
f
dx
d
x
f
dx
d
x
f
´´(
)
(
)
)
´´´(
3 3x
f
dx
d
x
f
dx
d
x
f
´´´(
)
(
)
)
(
4 4 ) 4 (f
x
dx
d
x
f
dx
d
x
f
(
)
)
(
) (f
x
dx
d
x
f
n n n
Derivada n-ésima def (x)
Funções Implícitas:
y
definido implicitamente numa equação envolvendox
ey
Para encontrar :
dx
dy
1) Derivar ambos os lados da equação em relação a
x
, considerandoy
como uma função dex
.2) Reunir os termos que contenham