Rede Neural Bio-Inspirada
para o Controle Dinâmico
de Múltiplas Interseções
Aluno: Nelson Murcia García Orientador: Prof. Dr. André Riyuiti Hirakawa
Dissertação de Mestrado
Introdução
• O desenvolvimento das grandes cidades é
governado pela economia e pelo
desenvolvimento social.
50% 50%
População total (ano 2007)
População Urbana População Rural
aumentará
70% 30%
População total (ano 2050)
Mobilidade
diminuição da qualidade de vida dos indivíduos
aumento do custo operacional perda da produtividade da
força de trabalho
poluição do ar
Engarrafamento de Trânsito
Ações a serem executadas para resolver os problemas de mobilidade
Limitações: requer grandes orçamentos Limitações: Ônibus também somam grandes quantidades de veículos. Trens, metrôs e trilhos precisam de grandes
orçamentos e um longo tempo para a construção da sua infraestrutura.
Aumento da infraestrutura de estradas e rodovias Aumento das opções do transporte público
Controle Inteligente nas interseções das vias
alternativa econômica e de rápida implementação
Sistema de Trânsito Urbano
• Estocástico
• Com Natureza Imprevisível • Não Linear
• Parcialmente observável
• Possui variáveis dependentes do tempo
• Agentes que possuem relações de interdependência
Sistema com dinâmica complexa
Não existe uma posição comum sobre qualmétodo de controle utilizar
• Tempo fixo
• Acionados por veículos
• Estratégias de controle adaptativas
Estratégias utilizadas para o controle do tempo
de ativação das fases
Estratégias de controle adaptativas
• Dividem-se em: Métodos baseados em Controle Ótimo e Métodos baseados em Inteligência Artificial
• Visa implementar uma temporização ideal para maximizar ou minimizar uma função objetiva.
• Utilizam dados de sensores para estimar o fluxo de trânsito. Limitações gerais
• Simplificação dos dados. • Linearização da dinâmica.
• Discretização do problema em ciclos.
Perda de dados importantes da dinâmica do sistema
Metodologias baseadas em Teoria de Controle Ótimo
Revisão bibliográfica
Métodos Vantagens Desvantagens
Programação dinâmica
• Podem utilizar aproximações lineares. • Otimiza o tempo de ativação das fases
semafóricas.
• Sofre com dados de entrada com grandes intervalos
• Complexidade computacional não linear e tempo alto de resposta.
• Não considera o caráter estocástico. Controle preditivo
baseado em modelos • Estima os estados futuros do fluxo de veículos. • Melhora o tempo de resposta.
• Precisa de um modelo para predizer os valores.
• Utilizam modelos macroscópicos. Contrapressão
• Complexidade computacional é linear. • Atualização on-line do ciclo
semafórico e do tempo de cada fase.
• Consideram a capacidade das vias infinitas.
• Para alta demanda de veículos, o
engarrafamento se propaga pelas vias de interseções vizinhas.
Metodologias baseadas em Inteligência Artificial
Revisão bibliográfica
Métodos Vantagens Desvantagens
Lógica Difusa
• Lida com incertezas nas
variáveis de entradas. • Dificuldade em incorporar informações sobre a dinâmica do sistema.
• Definição das regras de controle e de seus parâmetros não é ótima.
Algoritmos evolucionários
• Atuam como base para utilizar junto com outros métodos.
• Tempo alto de resposta.
Aprendizado por Reforço
• Cálculo em tempo real.
• Analisa estados anteriores do sistema.
• Precisa de fatores de influência para outorgar as recompensas
• Requer uma estrutura de otimização inicial. Redes Neurais
Artificiais
• Podem ser utilizados em conjunto com outros métodos.
• Precisam de uma quantidade elevada de dados. • Tempo de treinamento.
Vantagens
• Concentra-se na dinâmica local. • Baseia-se em equações analíticas.
• Uso da informação adquirida para determinar uma estratégia de controle. • Coordena as atividades dos agentes vizinhos provocando ondas de luzes
verdes nas interseções vizinhas.
• Não possui um estágio de treinamento.
• Apresenta resultados satisfatórios na estabilidade dinâmica e adaptação instantânea a mudanças no ambiente.
Modelo de Redes Neurais Bio-Inspiradas para o Controle
de Trânsito Urbano (Castro G. B. , 2017)
CASTRO, G. B. Modelo de rede neural bioinspirada para o controle do trânsito urbano. Universidade de São Paulo. 2017
Modelo BiNN para o Controle de interseções
Estrutura Dinâmica Op1,p2 ... Pn - saídas do modelo p1,2 ... n - neurônios excitatórios h1,2 ... n - interneurônios inibitórios Q1,2 ... n - neurônios sensoriaisModelo BiNN para o Controle de Interseções
Princípios Fundamentais • Inibição lateral
• Inibição das atividades de outras fases semafóricas. • Plasticidade intrínseca
• Limita a quantidade máxima de tempo que uma fase está inativa.
• Plasticidade sináptica
• Priorização dos fluxos dos veículos, por causa da atualização dos pesos sinápticos.
Modelo BiNN para a Coordenação entre Interseções
Funções
1. Armazenar a informação quando uma fase de um agente vizinho for ativada até que a fase comum do seguinte agente correspondente esteja pronta para se tornar ativa.
2. Inibir a fase ativa atual de um agente nos casos em que o nível de ocupação na via comum da próxima interseção estiver alta.
Modelo BiNN para a Coordenação entre interseções
Estrutura Dinâmica c bq
a,B h1-q
a,B a P1,A P1,BJustificativa e Motivação
Limitações do modelo BiNN desenvolvido por
Castro G. B., 2017 para oControle do Trânsito Urbano
:
• Não diferencia as relações de coordenação existentes entre as
interseções vizinhas.
• Os cenários adotados para os testes foram idealizados.
CASTRO, G. B. Modelo de rede neural bioinspirada para o controle do trânsito urbano. Universidade de São Paulo. 2017
Objetivo
O objetivo deste trabalho é estender o modelo de Redes Neurais
Bio-Inspiradas anteriormente proposto, adicionando informações e o
comportamento para torná-lo aderente às diferenças existentes entre
as interseções do cenário real de trânsito. Para isso, considera-se a
inclusão, ao modelo, dos fatores: distância entre as interseções,
velocidade máxima permitida e o número de faixas da via comum
entre essas interseções.
Metodologia
• Distância entre as interseções, Velocidade máxima dos veículos, e o Número de Faixas da via são independentes e não determinísticas.
• Encontrar a relação de forma empírica.
• Realizar um estudo para determinar quanto influencia cada fator na relação de coordenação entre duas interseções.
• Adicionar uma função para incluir as informações ao modelo.
• Incorporar essas informações sem modificar os comportamentos do modelo como a estabilidade da rede neural e a complexidade computacional escalar demonstrados anteriormente.
• Analisar e validar a extensão proposta ao modelo, com simulações realizadas em um cenário réplica de um cenário real da cidade de São Paulo.
Modelo BiNN proposto para a Coordenação diferenciada entre
interseções
Estrutura
P1,A bq
a,B c h1-q
a,B a P1,Bw
bpw
aAnálise de Regressão
• Encontrar uma função entre variáveis independentes e dependentes por meio de relações empíricas.
• Necessita de uma coleta de dados inicial e do uso de métodos estatísticos, para conhecer a natureza da relação entre as variáveis de entrada e saída.
• Foi utilizado para predizer os possíveis valores do coeficiente de relação entre duas intersecções, dependendo dos parâmetros reais das vias.
Distância entre interseções (m) Velocidade Máxima (km/h) Número de Faixas da Via Comum 50 40 1 150 50 2 250 60 3 350 4 450
Dados Necessários para Análise de
Regressão
Variáveis de Entradas Variável de Saída Número de Série de Simulação 1 450 60 3 0,12 2 450 60 4 0,15 3 450 40 2 0,16 4 450 40 3 0,21 5 450 50 4 0,21 . . . . . . . . . . . . . . . 55 60 60 4 0,96 56 150 40 4 0,96 57 150 50 2 0,96 58 50 60 2 0,98 59 50 40 4 1 60 50 50 4 1
Métodos de Ajuste de Curvas
Função polinomial com uma variável (P1V)
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Coe fi cien te de R ela ção tempo (segundos)
Coeficiente de Relação obtidos nas simulações Resposta Função polinomial com uma variável
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Coe fi cien te de R ela ção tempo (segundos)
Coeficiente de Relação obtidos nas simulações Resposta Função polinomial com duas variáveis
Função P2V com relação ao Tempo Mínimo
0 1 2 3 4 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 3,00 3,60 4,50 9,00 10,80 13,50 15,00 18,00 21,00 22,50 25,20 26,99 31,50 32,40 40,50 Númer o de F ai xas Coe fi cien te de R ela ção tempo (segundos)
Número de Faixas da Via comum Resposta Função polinomial com duas variáveis
Função P2V com relação ao Número de Faixas
Métodos de Ajuste de Curvas
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 Coe fi cien te de R ela ção Série de simulação
Resposta Rede Neural Artificial Coeficiente de Relação obtidos nas simulações
Função RNA com relação às Séries de Simulações
0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Coe fi cien te de R ela ção tempo (segundos)
Coeficiente de Relação obtidos nas simulações Resposta Rede Neural Artificial
Função RNA com relação ao Tempo Mínimo
Métodos de Aprendizado
Prova de conceito
• Analisar o comportamento das 3 funções de cálculo do CR obtidos. • Avaliar em um cenário réplica de um cenário real.
• Analisar a resposta em termos de TMV e NOV.
• Comparar o modelo BiNN usando os métodos de cálculo do CR com o algoritmo BiNN original e com Controle com Fases Prefixadas (CFP).
0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 140,00 160,00 180,00 200,00 181,17 158,43 155,93 161,30 155,16 temp o (segun d os)
Tempo Médio de Viagem sob Demanda Baixa de veículos
CFP BiNN BiNN-P2V BiNN-P1V BiNN-RNA 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 140,00 160,00 180,00 200,00 196,36 174,43 167,98 173,91 165,59 tem p o (segu n d o s)
Tempo Médio de Viagem sob Demanda Média de veículos
CFP BiNN BiNN-P2V BiNN-P1V BiNN-RNA
Resultados
Tempo Médio de Viagem
0,00 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 281,90 275,41 255,45 255,82 248,95 te m p o (se gu n d o s)
Tempo Médio de Viagem sob Demanda Intensa de veículos
CFP BiNN BiNN-P2V BiNN-P1V BiNN-RNA
Resultados
Nível de Ocupação das Vias
465,46 407,54 398,49 410,62 396,38 0,00 100,00 200,00 300,00 400,00 500,00
Nível de Médio de Ocupação das Vias sob demanda baixa de veículos BiNN-RNA BiNN-P1V BiNN-P2V BiNN CFP 0 100 200 300 400 500 600 1 51 101 151 201 251 301 351 401 451 501 551 601 651 701 751 801 851 901 951 1001 1051 1101 1151 1201 1251 1301 1351 1401 1451 1501 1551 1601 1651 1701 1751 1801 1851 1901 1951 2001 2051 2101 2151 2201 2251 2301 2351 2401 2451 2501 2551 2601 2651 2701 2751 2801 2851 2901 2951 3001 3051 3101 3151 3201 3251 3301 3351 3401 3451 3501 3551 Oc u p aç ão d as V ias Tempo (segundos)
Nível de Ocupação das Vias sob demanda baixa de veículos
Resultados
Nível de Ocupação das Vias
533,87 471,05 447,76 461,75 439,52 0,00 100,00 200,00 300,00 400,00 500,00 600,00
Nível de Médio de Ocupação das Vias sob demanda média de veículos BiNN-RNA BiNN-P1V BiNN-P2V BiNN CFP 0 100 200 300 400 500 600 700 1 59 117 175 233 291 349 407 465 523 581 639 697 755 813 871 929 987 1045 1103 1161 1219 1277 1335 1393 1451 1509 1567 1625 1683 1741 1799 1857 1915 1973 2031 2089 2147 2205 2263 2321 2379 2437 2495 2553 2611 2669 2727 2785 2843 2901 2959 3017 3075 3133 3191 3249 3307 3365 3423 3481 3539 3597 Oc u p aç ão d as V ias Tempo (segundos)
Nível de Ocupação das Vias sob demanda média de veículos
885,47 873,48 851,18 829,79 807,68 0,00 200,00 400,00 600,00 800,00 1000,00
Nível de Médio de Ocupação das Vias sob demanda intensa de veículos BiNN-RNA BiNN-P1V BiNN-P2V BiNN CFP
Resultados
Nível de Ocupação das Vias
0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1 51 101 151 201 251 301 351 401 451 501 551 601 651 701 751 801 851 901 951 1001 1051 1101 1151 1201 1251 1301 1351 1401 1451 1501 1551 1601 1651 1701 1751 1801 1851 1901 1951 2001 2051 2101 2151 2201 2251 2301 2351 2401 2451 2501 2551 2601 2651 2701 2751 2801 2851 2901 2951 3001 3051 3101 3151 3201 3251 3301 3351 3401 3451 3501 3551 Oc u p aç ão d as V ias Tempo (segundos)
Nível de Ocupação das Vias sob demanda intensa de veículos
Considerações sobre os resultados
• Método BiNN-RNA apresentou os melhores resultados.
• Métodos que diferenciam as relações entre interseções
apresentaram melhores do que o método sem diferenciar relações
Modelo Demanda Baixa Demanda Média Demanda Intensa Geral (ponderada)
TMV 2,1% 5,3% 10,6% 6,6% NMOV 2,8% 7,2% 8,1% 6,4%
Trabalhos Futuros
• Utilizar um método de aprendizado por reforço para otimizar o cálculo do parâmetro CR, sendo possível a atualização on-line.
• A aplicação do método proposto em hardware e aplicar no controle de um grupo de interseções com semáforos para conseguir avaliar os resultados na prática.
Publicações
• Murcia, N., Hirakawa, A. R., & Castro, G. B. (2017). Bio-Inspired Neural Network Model Applied to
Urban Traffic Control in a Real Scenario. In H. R. Arabnia, L. Deligiannidis, F. G. Tinett, Q.-N. Tran, &
M. Q. Yang (Eds.), 4th Annual Conf. on Computational Science & Computational Intelligence (pp. 303–308). IEEE Computer Society. https://ieeexplore.ieee.org/document/8560806
• Murcia, N., Hirakawa, A. R., & Castro, G. B. (2018). Bio-inspired Neural Network Model applicated
in Urban Traffic Control. Memórias do XII Workshop de Tecnologia Adaptativa - WTA 2018. São
Paulo. Retrieved from http://lta.poli.usp.br/lta/publicacoes/artigos/2018/garcia-hirakawa-e-castro-2018-bio-inspired-neural-network-applied-to-urban-traffic-control-in-a-real-scenario/view
• Murcia, N. & Hirakawa, A. (2019). Controle adaptativo de interseções em trânsito urbano baseado
em parâmetros reais de vias. Memórias do XIII Workshop de Tecnologia Adaptativa - WTA 2019.
São Paulo. Retrieved from http://lta.poli.usp.br/lta/publicacoes/artigos/2019/garcia-e-hirakawa-
Rede Neural Bio-Inspirada para o Controle Dinâmico de Múltiplas Interseções
Aluno: Nelson Murcia García Orientador: Prof. Dr. André Riyuiti Hirakawa
Dissertação de Mestrado