IPTU
Base Legal
LC 04/94 - DF
Decreto-lei 82/66
Fato Gerador
Propriedade, posse ou domínio útil
De imóvel urbano ou urbanizável
Imóvel Urbano – definição no § 1º, 2º, art. 32- CTN. Apresentar pelo menos 2 das 5 características discriminadas:
I) meio- fio ou calçamento, com canalização de água pluvial II) abastecimento de água
III) sistema de esgoto IV) iluminação publica
V) escola primaria ou posto de saúde a 3 Km.
Elemento Subjetivo
Sujeito Ativo: Município ou DF. Fixa-se a competência pelo local do imóvel
Sujeito passivo:
1) Contribuinte: proprietário ou possuidor do imóvel urbano ou urbanizável 2) Responsáveis:
2.1 O adquirente ou remitente responde pessoalmente pelo imposto referente ao imóvel adquirido ou remido, quando não haja prova de quitação de tributos no instrumento respectivo.
2.2 O espólio é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis que pertenciam ao de cujus.
2.3 A massa falida é responsável pelo pagamento do imposto relativo aos imóveis de propriedade do comerciante falido.
Elemento temporal
Momento de ocorrência do fato gerador: 1º de janeiro de
Elemento quantitativo
1)
Base de cálculo: valor venal do imóvel
2)Alíquotas no DF:
2.1)
3,0% - imóvel não edificado
2.2)
1,0% - imóvel comercial
Progressividade
1) Subutilização do imóvel: Art. 182,§ 4º, II:
§ 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de:
I - parcelamento ou edificação compulsórios;
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.
2) Valor do imóvel: Art. 156, § 1º, I:
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
I - ser progressivo em razão do valor do imóvel;
3) Localização e uso: Art. 156, § 1º, II
§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
(...)
Imunidade
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
Imunidade – não aplicação
Art. 150 (...)
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
Súmula 724 do STF - ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, "c", da constituição, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades.
Lançamento
De ofício
O ente tributante é quem apura o tributo mediante a fixação prévia da avaliação do imóvel. A pauta que avalia os imóveis deve ser publicada no ano anterior à sua aplicação, sendo
necessária lei no sentido formal no caso de reavaliação do preço, dispensável quanto da simples aplicação da correção por índice oficial de inflação.
ISS
Base Legal
LC 116/03
Fato Gerador
Prestar serviço não compreendido na competência do
ICMS e descrito na lista da lei complementar 116/03. A
lista é taxativa – precedentes do STF, como o RE 361.829,
Rel. Min. Carlos Velloso
Propriedade, posse ou domínio útil.
O conceito de prestação de serviço deve ser observado, assim
cabe a lei complementar definir quais serviços são tributáveis e
não definir o que é serviço.
Elemento Subjetivo
S. Ativo – município do local da prestação do serviço
Estradas – proporcionalidade
Gráficas – RESP 252.114 Rel. Peçanha Martins Art. 3º LC 116/03
S. Passivo – prestador de serviço
1. Sociedade empresária 2. Autônomo
3 Sociedade Uniprofissional: sociedade simples composta por profissionais liberais, habilitados no exercício de profissão regulamentada que não possuam mais do que 2 funcionários não habilitados por sócio.
Elemento temporal
Momento de ocorrência do fato gerador, quando da efetiva
Elemento quantitativo
Base de cálculo: valor do serviço
“Art. 7 (...)
§ 1o Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 da lista anexa forem prestados no território de mais de um Município, a base de cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da ferrovia, rodovia, dutos e condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao número de postes, existentes em cada Município.”
Alíquotas
1 mínima de 2% - artigo 88, I, da ADCT
2 máxima fixado pela LC 116/03 de 5%
3 percentual ou valor fixo.
Responsáveis
Tomador dos serviços de :
Obras, limpeza, florestamento, vigilância, terceirização de mão-de-obra, feiras e andaimes. “Art. 6 (...)
§ 2o Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o deste artigo, são responsáveis:
I – o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do País;
II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.14, 7.15, 7.16, 7.17,
Imunidade
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
Imunidade – não aplicação
Art. 150 (...)
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
Lançamento
Por homologação
O contribuinte antecipa o pagamento e aguarda posterior
homologação do ente tributante.
Fernandes Melo
Advocacia
ITBI
Base Legal
LC 04/94
Lei 3.830/06
Fato Gerador
transmissão onerosa, intervivos de bens imóveis ou direitos reais sobre os mesmos, exceto os de
garantia.
Exemplos Fato Gerador:
Compra e venda, inclusive promessa, sem cláusula de arrependimento.
Excesso oneroso na divisão do patrimônio decorrente de separação, divórcio e dissolução de
condomínio.
Dação em pagamento Permuta
Usucapião
Cessão de direito com imissão na posse Usufruto e sua extinção
Elemento Subjetivo
S. Ativo – município da localização do bem imóvel.
Elemento temporal
Momento de ocorrência do fato gerador, quando da lavratura
Elemento quantitativo
Base de Cálculo - Valor venal do bem.
Direitos reais – 70% do valor venal do imóvel
Propriedade nua- 30% do valor venal do imóvel
Alíquota no Distrito Federal – 2%
Responsáveis
O transmitente, o cedente e o promitente vendedor;
Os tabeliães, escrivães, notários, oficiais de registros
públicos e demais serventuários de ofício, relativamente
aos atos por eles ou perante eles praticados, em razão de
seu ofício, ou pelas omissões por que forem responsáveis
Imunidade
Transmissão de bens para entidades imunes - art. 150 IV.
Transmissão do imóvel para incorporação ao capital de pessoa jurídica e
desincorporação do imóvel da pessoa jurídica ao mesmo alienante.
Fusão, incorporação, cisão ou extinção PJ ( inc. I,
§2º, 159).
Itens 2, 3 e 4 não se aplicam quando há preponderância da atividade imobiliária
na pessoa jurídica adquirente do o imóvel.
A preponderância é verificada quando mais de 50% da receita operacional nos
dois anos anteriores a aquisição do imóvel e nos dois posteriores é decorrente da
compra e venda, locação ou arrendamento de imóveis. Caso a empresa
adquirente não possua 24 meses de existência serão considerados além do
período já existente os próximos 3 anos após a transferência do imóvel.
Lançamento
Por homologação
O contribuinte antecipa o pagamento e aguarda posterior
homologação do ente tributante.
Destacar que o regulamento do DF prevê o lançamento por
declaração ou de ofício, entretanto o mesmo é lançado por
homologação e pago antes de lavrar escritura de transmissão do
bem.
Impostos Estaduais
ITCMD
Base Legal
LC 04/94 - DF
Arts. 35 a 42 do CTN
Fato Gerador
DOAÇÃO
transmissão de bens ou direitos
entre vivos por meio de doação,
ou seja, de forma não onerosa
usufruto gratuito
cessão de direitos sucessórios
cessão de créditos e outros
doação propriamente dita
outros
doação propriamente dita
CAUSA MORTE
transmissão de bens e direitos em
razão de falecimento do
possuidor ou proprietário dos
mesmos.
Sucessão
Usufruto em testamento e a
extinção do usufruto em face da
morte do usufrutuário.
Elemento subjetivo
DOAÇÃO S.A. – Estado
bens imóveis – local dos bens
bens móveis – domicílio do doador
domicílio do donatário quando o doador residir no exterior
S.P.
Contribuinte: donatário / beneficiário da renúncia hereditária
Responsável: doador e oficial de cartório
CAUSA MORTE S.A. – Estado
bens imóveis – local dos bens
bens móveis – onde se processar o arrolamento
domicílio do herdeiro quando o falecido possuía bens no exterior
S.P.
Contribuinte: herdeiro
Elemento temporal
DOAÇÃO
no momento da efetiva
doação, ou seja, da
lavratura do ato.
CAUSA MORTE
no falecimento
.
Elemento quantitativo
B.C. – valor dos bens ou direitos
fideicomissio – 70%
consolidação do fideicomíssio – 30%
(Resp 606.133 – Min. José Delgado)
usufruto – 70%
propriedade nua – 30%
AL. – 4%
Jurisprudência
Processo
REsp 606133 / RJ ; RECURSO ESPECIAL Relator(a)
Ministro JOSÉ DELGADO (1105) Órgão Julgador T1 - PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 08/03/2005 Data da Publicação/Fonte DJ 11.04.2005 p. 183 RDR vol. 32 p. 159 Ementa
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A DOAÇÃO. FIDEICOMISSO. EXTENSÃO.
1. Não é devido o imposto de doação sobre extinção de fideicomisso, sob pena de ocorrência de bitributação.
2. Ao extinguir-se o fideicomisso não há transmissão de propriedade.
3. Ausência de previsão legal para a imposição do tributo. Princípio da legalidade. 4. Recurso improvido.
Imunidade
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
Lançamento
De ofício ou por homologação
O lançamento será por homologação quando houver o pagamento
antecipado para posterior homologação, como por exemplo no caso da
lavratura de uma escritura de doação de imóvel.
O lançamento será de ofício nos casos de processo de inventário e
IPVA
Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores
Base Legal
Lei 7.431/85
Fato Gerador
ter propriedade, domínio útil ou posse legítima de veículo automotor
terrestre.
O STF entende que não é possível a tributação de aeronaves e
embarcações, pois a disciplina do CF de 88 não autoriza tal cobrança, vez
que a intenção do constituinte era a substituição da Taxa Rodoviária que
atingia exclusivamente aos veículos terrestres, além do que as aeronaves e
embarcações não possuem registro estadual, o impossibilitaria a definição
do sujeito ativo da obrigação tributária.
Jurisprudência
RE 134509 / AM - AMAZONASRECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO
Relator(a) p/ Acórdão: Min. SEPÚLVEDA PERTENCE
Julgamento: 29/05/2002 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação
DJ 13-09-2002 PP-00064 EMENT VOL-02082-02 PP-00364 Parte(s)
RECTE. : ESTADO DO AMAZONAS
ADVDO. : JOÃO BOSCO DANTAS NUNES RECDO. : JOSÉ FERNANDES
ADVDOS. : MANUEL OCTÁVIO RODRIGUES DE SOUZA E OUTRO Ementa
EMENTA: IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (CF, art. 155, III; CF 69, art. 23, III e § 13, cf. EC 27/85): campo de incidência que não inclui embarcações e aeronaves.
Elemento Subjetivo
S.A. – Estado em que é registrado o veículo S.P.
Contribuinte: proprietário; titular do domínio – casos de arrendamento mercantil e possuidor –
casos de alienação fiduciária
Responsáveis:
I - o adquirente, em relação ao veículo adquirido sem o pagamento do imposto do exercício ou
exercícios anteriores;
II - o titular do domínio útil ou o possuidor a qualquer título;
III - o proprietário que alienar e não comunicar a ocorrência ao órgão público encarregado do
registro e licenciamento, inscrição ou matrícula;
IV - o funcionário que autorizar ou efetuar o registro e licenciamento, inscrição ou matrícula de
veículo de qualquer espécie, sem a prova de pagamento ou do reconhecimento de isenção ou imunidade do imposto.
Elemento temporal
1 – 1º de janeiro de cada ano;
2 - no registro de veículos novos;
2.1 – tratando-se de veículo de fabricação nacional, a ocorrência é o
momento da transferência da propriedade ou posse do veículo - emplacamento.
2.2 – tratando-se de veículo importado, considera-se o desembaraço
aduaneiro.
3 – licenciamento de veículos transferidos de outras unidades da federação e
4 – data da recuperação do veículo roubado, furtado ou sinistrado
Elemento quantitativo
B.C. – valor venal do veículo
AL. – Terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado e poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização do veículo - § 6º art. 155 da CF, introduzido pela emenda 42/2003.
No DF
1% - caminhões, ônibus, tratores e afins. 2% - motos e afins.
3% - automóveis, camionetes, utilitários e demais veículos.
É inconstitucional a diferenciação de alíquota em face da origem do veículo, logo é inconstitucional alíquotas diferenciadas para veículos importados. Art. 152 da CF.
Jurisprudência
RE-AgR 367785 / RJ AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. EROS GRAU
Julgamento: 09/05/2006 Julgador: Segunda Turma Publicação DJ 02-06-2006 PP-00038
EMENT VOL-02235-05 PP-00956 Parte(s)
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : PGE-RJ - SERGIO PYRRO
AGDO.(A/S): GILBERTO SAYÃO DA SILVA ADV.(A/S) : EVANDRO ANDRADE DA SILVA
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IPVA. VEÍCULO IMPORTADO. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. 1. Não se admite a alíquota diferenciada de IPVA para veículos importados e os de procedência nacional. 2. O tratamento desigual significaria uma nova tributação pelo fato gerador da importação. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.
Imunidade
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
Imunidade – não aplicação
Art. 150 (...)
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.
Não incidência
Veículos roubados ou com sinistro
Veículos transferidos de outras unidade da Federação
que já tenha pago o IPVA àquele Estado. (não
incidência exclusivamente quanto àquele exercício)
Lançamento
De ofício
O ente tributante é quem apura o tributo mediante a
fixação prévia da avaliação do veículo.
A pauta que avalia os veículos deve ser publicada no ano
anterior à sua aplicação, sendo necessária lei no sentido
formal no caso de reavaliação do preço.
ICMS
Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços de
Comunicação e Transporte Intermunicipal ou Interestadual.
Base Legal
LC 87/96
Lei 1.254/96
Fato Gerador
Circulação de mercadorias ;
Prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal de
bens, mercadorias, valores ou pessoas;
Serviço oneroso de Comunicação e
Elemento Subjetivo
SA – Estado onde ocorrer a operação, ressalvando as regras aplicáveis
às operações interestaduais;
SP (contribuinte) – pessoa física ou jurídica que habitualmente realize a
circulação onerosa de mercadorias, a prestação do serviço interestadual
ou intermunicipal de transporte ou comunicação.
Elemento temporal
Momento de ocorrência do fato gerador, quando da
ocorrência da operação, ou seja, saída da mercadoria do
estabelecimento; ou efetiva comunicação ou início do
transporte.
Elemento quantitativo
BC: valor operação + o próprio imposto.
Alíquotas: variadas.
Imunidade
Exportações – crédito assegurado.
Operação interestadual com petróleo e derivados, energia elétrica.
Ouro quando ativo financeiro.
Comunicação nas modalidades de radiodifusão de sons e imagens
Lançamento
Por homologação
O contribuinte antecipa o pagamento e aguarda posterior
Princípios
Não Cumulatividade.
Isenção ou não incidência não implicará em crédito e
anulará o crédito das operações anteriores.
Operações interestaduais
Senado fixará alíquotas interestaduais (menores que as
internas), poderá ainda fixar alíquota mínimas e máximas do
tributo.
Resolução 22/89 do Senado Federal
Alíquota interestadual – 12%.
Operações que realizadas nas Regiões Sul e Sudeste, destinadas
às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ao Estado do
Espírito Santo – 7%.
Aplicação da alíquotas nas operações
interestaduais
art. 155, § 2º, VII e VIII:
VII - em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a
consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se-á:
a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do
imposto;
b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele;
VIII - na hipótese da alínea "a" do inciso anterior, caberá ao Estado da
localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a
alíquota interna e a interestadual;
Benefícios fiscais
Necessidade de prévia aprovação pelo CONFAZ –
Conselho Fazendário
LC 24/75
ADPF 198 – STF
Taxas
Tributo vinculado
Tributo retributivo ou contraprestacional
Competência comum (União, Estados, Distrito Federal e Municípios)
Taxas – Exercício do poder de polícia
Exercício regular do poder de polícia
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração
pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou
liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão
de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem,
aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício
de atividades econômicas dependentes de concessão ou
autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos
Taxa – Serviço Público
Serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição