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Cirurgia Geral vol. 1

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

Cirur

gia Ger

al

vol. 1

Principais temas

para provas

SIC

CLÍNICA

CIRÚRGICA

(2)

Autoria e colaboração

Eduardo Bertolli

Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifí-cia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Cirurgia Geral pela PUC-SP. Título de especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Bra-sileiro de Cirurgiões (CBC). Especialista em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer A. C. Camar-go, onde atua como médico titular do Serviço de Emergência e do Núcleo de Câncer de Pele. Título de especialista em Cancerologia Cirúrgica pela So-ciedade Brasileira de Cancerologia. Membro titular do CBC e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Onco-lógica (SBCO). Instrutor de ATLS® pelo Núcleo da Santa Casa de São Paulo.

André Oliveira Paggiaro

Graduado pela Faculdade de Medicina da Univer-sidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Ci-rurgia Geral e em CiCi-rurgia Plástica pelo HC-FMUSP, onde é doutorando em Cirurgia Plástica e médico assistente.

José Eduardo de Assis Silva

Graduado em Medicina pela Universidade de Per-nambuco (UPE). Especialista em Anestesiologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE-SP). Pós-Graduado em Gestão em Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP).

Marcelo Simas de Lima

Graduado pela Faculdade de Medicina da Univer-sidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em Ci-rurgia Geral, em CiCi-rurgia do Aparelho Digestivo e em Endoscopia Digestiva pelo HC-FMUSP. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

Rogério Bagietto

Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Especialista em Cirurgia Geral pela Uni-versidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer de São Paulo.

Fábio Carvalheiro

Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Es-pecialista em Cirurgia Oncológica pelo Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC) e em Cirurgia Geral pela Santa Casa de São Paulo.

Bruno Carvalho Deliberato

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Residente e pre-ceptor da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Me-dicina Intensiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Anestesiologista do Hospital A. C. Camargo e do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC).

Tiago de Almeida Macruz

Graduado em Medicina, especialista em Anestesio-logia e mestre em Ventilação Mecânica pela Uni-versidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Médico de hospitais como Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz e São José.

Raisa Melo Souza

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universi-dade Federal do Ceará (UFC). Residente em Anes-tesiologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Atualização 2018

Eduardo Bertolli Raisa Melo Souza

Revisão de conteúdo

(3)

Apresentação

O ensino médico é desafiador por natureza, e o estudante que se decide pelos fascinantes caminhos da Medicina sabe disso. Fascínio advindo, em grande parte, justamente das inúmeras possibilidades e, até mesmo, obri-gatoriedades que se abrem para esse aluno logo que ele ingressa no ensino superior, a ponto de ser quase impossível determiná-las ou mensurá-las. Dessa rotina faz parte, por exemplo, um inevitável período de aulas práti-cas e horas em plantões de vários blocos, não só o responsável por grande parte da experiência que determinará a trajetória profissional desse aluno, como também o antecedente imediato do seu ingresso em um programa de Residência Médica que seja referência, no mínimo, em todo o país – o que exigirá dele um preparo minucioso e objetivo.

Esse é o contexto em que toda a equipe de conteúdo da Medcel, forma-da por profissionais forma-das áreas peforma-dagógica e editorial e médicos forma-das mais diferentes especialidades, preparou a Coleção SIC Principais Temas para Provas. O material didático destaca-se pela organização e pelo formato de seus capítulos, inteiramente voltado à interação, com recursos gráficos e dicas sobre quadros clínicos, diagnósticos, tratamentos, temas frequentes em provas, leituras recomendadas e outros destaques, sem os quais o alu-no não deve prestar nenhum exame. Tudo isso somado às questões ao fi-nal, todas comentadas a partir de uma estrutura que lhe permite identificar o gabarito de imediato.

Com tudo isso, nossa equipe reforça o ideal de oferecer ao candidato uma preparação completa e lhe assegura um excelente estudo.

(4)

Índice

Capítulo 1 - Anestesia local ...15

1. Defi nição ...16

2. Tipos de anestesia ... 17

3. Ação ... 17

4. Intoxicação ...18

5. Exemplo de infi ltração ...20

6. Anestesia subaracnóidea (raquianestesia) ...20

7. Anestesia peridural ... 24

Resumo ... 29

Capítulo 2 - Anestesia ...31

1. Avaliação pré-anestésica ...32

2. Manejo das vias aéreas ... 36

3. Anestesia geral ...46

4. Recuperação pós-anestésica ... 52

5. Hipertermia maligna ... 58

6. Que anestesia escolher? ... 59

Resumo ...60

Capítulo 3 - Acessos venosos centrais ...61

1. Introdução ... 62

2. Cateteres venosos centrais ... 62

3. Técnica geral para todos os acessos ... 63

4. Complicações potenciais ...64

5. Problemas durante o procedimento ... 65

6. Pontos anatômicos ... 65

Resumo ...68

Capítulo 4 - Suporte ventilatório não cirúrgico ... 69

1. Introdução ... 70

2. Procedimentos iniciais ... 70

3. Suporte não invasivo ...71

4. Via aérea defi nitiva não cirúrgica ...72

Resumo ... 78

Capítulo 5 - Acesso cirúrgico das vias aéreas ...79

1. Cricotireoidostomia ...80

2. Traqueostomia ... 82

Resumo ...88

Capítulo 6 - Procedimentos torácicos ... 89

1. Toracocentese ...90

2. Drenagem pleural ...93

Resumo ... 96

Capítulo 7 - Procedimentos abdominais ...97

1. Paracentese ... 98

2. Lavado peritoneal diagnóstico ...101

Resumo ... 102

Capítulo 8 - Noções básicas de instrumentação e paramentação cirúrgica ...103

1. Defi nições ...104

2. Paramentação ...104

3. Instrumental cirúrgico ... 105

4. Montagem da mesa cirúrgica ... 106

5. Disposição da equipe cirúrgica ... 106

Resumo ...108

Capítulo 9 - Suturas e feridas ... 109

1. Classifi cação ...110

2. Métodos de fechamento das feridas ...110

3. Técnica básica ... 112

4. Técnicas ... 113

5. Profi laxia do tétano ... 117

Resumo ...118

Capítulo 10 - Cicatrização ... 119

1. Introdução ... 120

2. Anatomia da pele ... 121

3. Fases da cicatrização ... 121

4. Fatores que infl uenciam a cicatrização ...125

5. Tipos de cicatrização ...127 6. Cicatrizes patológicas ... 128 Resumo ... 130 Capítulo 11 - Retalhos ... 131 1. Defi nição ...132 2. Vascularização da pele ...132 3. Conceito de angiossomo ...132 4. Classifi cação ...133 5. Fisiologia ...135 6. Fenômeno da autonomização ...135 7. Planejamento ...135 8. Causas de perda ...136 9. Retalhos cutâneos ...136 10. Retalhos fasciocutâneos ...141

11. Retalhos musculares e musculocutâneos ... 142

Questões: Organizamos, por capítulo, questões de instituições de todo o Brasil. Anote:

O quadrinho ajuda na lembrança futura sobre o domínio do assunto e a possível necessidade de retorno ao tema.

Questões

Cirurgia do Trauma

Atendimento inicial ao politraumatizado

2015 - FMUSP-RP

1. Um homem de 22 anos, vítima de queda de moto em ro-dovia há 30 minutos, com trauma de crânio evidente, tra-zido pelo SAMU, chega à sala de trauma de um hospital terciário com intubação traqueal pelo rebaixamento do nível de consciência. A equipe de atendimento pré-hos-pitalar informou que o paciente apresentava sinais de choque hipovolêmico e infundiu 1L de solução cristaloide até a chegada ao hospital. Exame físico: SatO2 = 95%, FC =

140bpm, PA = 80x60mmHg e ECG = 3. Exames de imagem: raio x de tórax e bacia sem alterações. A ultrassonografia FAST revela grande quantidade de líquido abdominal. A melhor forma de tratar o choque desse paciente é:

a) infundir mais 1L de cristaloide, realizar hipotensão permissiva, iniciar transfusão de papa de hemácias e en-caminhar para laparotomia

b) infundir mais 3L de cristaloide, aguardar exames labo-ratoriais para iniciar transfusão de papa de hemácias e encaminhar para laparotomia

c) infundir mais 3L de cristaloide, realizar hipotensão permissiva, iniciar transfusão de papa de hemácias e plasma fresco congelado e encaminhar para laparotomia d) infundir mais 1L de cristaloide, iniciar transfusão de papa de hemácias e plasma fresco congelado e encami-nhar o paciente para laparotomia

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

2015 - SES-RJ

2. Para avaliar inicialmente um paciente com traumatis-mo cranioencefálico, um residente utilizou a escala de Glasgow, que leva em conta:

a) resposta verbal, reflexo cutâneo-plantar e resposta motora

b) reflexos pupilares, resposta verbal e reflexos profundos c) abertura ocular, reflexos pupilares e reflexos profundos d) abertura ocular, resposta verbal e resposta motora

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

2015 - UFES

3. A 1ª conduta a ser tomada em um paciente politrau-matizado inconsciente é:

a) verificar as pupilas b) verificar a pressão arterial c) puncionar veia calibrosa d) assegurar boa via aérea e) realizar traqueostomia

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

2015 - UFG

4. Um homem de 56 anos é internado no serviço de emergência após sofrer queda de uma escada. Ele está inconsciente, apresenta fluido sanguinolento não coa-gulado no canal auditivo direito, além de retração e movimentos inespecíficos aos estímulos dolorosos, está com os olhos fechados, abrindo-os em resposta à dor, e produz sons ininteligíveis. As pupilas estão isocóricas e fotorreagentes. Sua pontuação na escala de coma de Glasgow é:

a) 6 b) 7 c) 8 d) 9

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

2015 - UFCG

5. Um homem de 20 anos foi retirado do carro em cha-mas. Apresenta queimaduras de 3º grau no tórax e em toda a face. A 1ª medida a ser tomada pelo profissional de saúde que o atende deve ser:

a) aplicar morfina b) promover uma boa hidratação c) perguntar o nome d) lavar a face e) colocar colar cervical

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

2014 - HSPE

6. Um pediatra está de plantão no SAMU e é acionado para o atendimento de um acidente automobilístico. Ao chegar ao local do acidente, encontra uma criança de 5 anos próxima a uma bicicleta, sem capacete, dei-tada no asfalto e com ferimento cortocontuso extenso no crânio, após choque frontal com um carro. A criança está com respiração irregular e ECG (Escala de Coma de Glasgow) de 7. O pediatra decide estabilizar a via aérea

Ci ru rgi a d o T ra um a Que st õe s Comentários:

Além do gabarito oficial divulgado pela instituição, nosso corpo docente comenta cada questão. Não hesite em retornar ao conteúdo caso se sinta inseguro. Pelo contrário: se achá-lo relevante, leia atentamente o capítulo e reforce o entendimento nas dicas e nos ícones.

Comentários

Cirurgia do Trauma

Atendimento inicial ao politraumatizado

Questão 1. Trata-se de paciente politraumatizado,

ins-tável hemodinamicamente, com evidência de hemope-ritônio pelo FAST. Tem indicação de laparotomia explo-radora, sendo que a expansão hemodinâmica pode ser otimizada enquanto segue para o centro cirúrgico.

Gabarito = D

Questão 2. A escala de coma de Glasgow leva em

con-ta a melhor resposcon-ta do paciente diante da avaliação da resposta ocular, verbal e motora. Ainda que a avaliação do reflexo pupilar seja preconizada na avaliação inicial do politraumatizado, ela não faz parte da escala de Glasgow.

Gabarito = D

Questão 3. A 1ª conduta no politraumatizado com

rebai-xamento do nível de consciência é garantir uma via aérea definitiva, mantendo a proteção da coluna cervical.

Gabarito = D

Questão 4. A pontuação pela escala de coma de Glasgow

está resumida a seguir:

Abertura ocular (O)

Espontânea 4

Ao estímulo verbal 3

Ao estímulo doloroso 2

Sem resposta 1

Melhor resposta verbal (V)

Orientado 5

Confuso 4

Palavras inapropriadas 3

Sons incompreensíveis 2

Sem resposta 1

Melhor resposta motora (M)

Obediência a comandos 6

Localização da dor 5

Flexão normal (retirada) 4

Flexão anormal

(decor-ticação) 3

Extensão (descerebração) 2

Sem resposta (flacidez) 1

Logo, o paciente apresenta ocular 2 + verbal 2 + motor 4 = 8.

Gabarito = C

Questão 5. O paciente tem grande risco de lesão térmica

de vias aéreas. A avaliação da perviedade, perguntando-se o nome, por exemplo, é a 1ª medida a perguntando-ser tomada. Em caso de qualquer evidência de lesão, a intubação orotra-queal deve ser precoce.

Gabarito = C

Questão 6. O tiopental é uma opção interessante, pois é

um tiobarbitúrico de ação ultracurta. Deprime o sistema nervoso central e leva a hipnose, mas não a analgesia. É usado para proteção cerebral, pois diminui o fluxo sanguí-neo cerebral, o ritmo metabólico cerebral e a pressão in-tracraniana, o que é benéfico para o paciente nesse caso.

Gabarito = A

Questão 7. Seguindo as condutas preconizadas pelo

ATLS®, a melhor sequência seria:

A: via aérea definitiva com intubação orotraqueal, man-tendo proteção à coluna cervical.

B: suporte de O2 e raio x de tórax na sala de emergência.

C: garantir 2 acessos venosos periféricos, continuar a infusão de cristaloides aquecidos e solicitar hemoderi-vados. FAST ou lavado peritoneal caso o raio x de tórax esteja normal.

D: garantir via aérea adequada e manter a oxigenação e a pressão arterial.

E: manter o paciente aquecido. Logo, a melhor alternativa é a “c”.

Gabarito = C

Questão 8. O chamado damage control resuscitation, que

deve ser incorporado na próxima atualização do ATLS®, está descrito na alternativa “a”. Consiste na contenção precoce do sangramento, em uma reposição menos agressiva de cristaloide, mantendo certo grau de hipo-tensão (desde que não haja trauma cranioencefálico as-sociado), e no uso de medicações como o ácido tranexâ-mico ou o aminocaproico.

Gabarito = A

Questão 9. O tratamento inicial de todo paciente

poli-traumatizado deve sempre seguir a ordem de priorida-des proposta pelo ATLS®. A 1ª medida deve ser sempre garantir uma via aérea pérvia com proteção da coluna cervical. Nesse caso, a fratura de face provavelmente in-viabiliza uma via aérea não cirúrgica, e o paciente é can-didato a cricotireoidostomia. Após essa medida, e

garan-Ci ru rgi a d o T ra um a Com ent ár io s

(5)

12. Expansores ...144

13. Microcirurgia ...144

Resumo ... 146

Capítulo 12 - Enxertos de pele...149

1. Definição ... 150

2. Anatomia da pele ... 150

3. Indicações ...152

4. Fisiologia da integração do enxerto ...152

5. Classificação ... 154

6. Cuidados locais que propiciam a integração de enxerto ...156

Resumo ... 158

Capítulo 13 - Infecção em cirurgia ... 161

1. Definições ...162

2. Patogenia ...162

3. Tipos específicos de infecções cirúrgicas ...162

4. Antibióticos ...165

Resumo ... 168

Capítulo 14 - Resposta metabólica ao trauma ...169

1. Introdução ... 170

2. Definições ... 170

3. Iniciadores e propagadores ...172

4. Utilização de substratos energéticos ...173

5. Implicações clínicas e a resposta metabólica no paciente cirúrgico ...175

Resumo ...178

Capítulo 15 - Choque em cirurgia ...179

1. Introdução ...180

2. Manipulação racional da oferta de oxigênio aos tecidos ... 182

3. Marcadores clínicos do estado de choque ...185

4. Classificação do choque ... 186

5. Identificação e tratamento de condições de risco de morte ...187

Resumo ...192

Capítulo 16 - Risco cirúrgico e estado físico ...193

1. Introdução ... 194

2. Fatores preditivos ... 194

3. Infarto agudo do miocárdio ...195

4. Insuficiência cardíaca ...196 5. Hipertensão ...197 6. Diabetes mellitus ...197 7. Doença pulmonar ... 198 8. Estado nutricional ... 199 9. Sistema endócrino ... 199

10. Insuficiência renal e balanço hídrico ... 200

11. Hepatopatias... 200

12. Pacientes em vigência de quimioterapia ... 201

Resumo ...202

Capítulo 17 - Cuidados pré-operatórios ....203

1. Introdução ... 204

2. Pré-operatório ... 204

3. Preparos especiais...206

4. Reserva de sangue e hemoderivados ...212

5. Dieta e suporte nutricional ...213

6. Perioperatório ...215

Resumo ... 216

Capítulo 18 - Cuidados pós-operatórios ....217

1. Introdução ... 218

2. Controle do balanço hídrico e equilíbrio acidobásico no pós-operatório ... 218

3. Dieta no pós-operatório e suporte nutricional intensivo ...223

4. Controle da dor no pós-operatório ...226

5. Profilaxia de trombose venosa profunda ... 227

6. Cuidados com drenos, sondas e tubos no pós-operatório ...228

7. Protocolos de recuperação rápida ...230

8. Índices de gravidade ...230

Resumo ...232

Capítulo 19 - Complicações pós-operatórias ...233

1. Introdução ...234

2. Febre ... 235

3. Complicações respiratórias ... 235

4. Complicações da ferida operatória ... 243

5. Deiscências anastomóticas ... 245

6. Complicações urinárias ...246

7. Complicações cardíacas ... 247

8. Complicações intracavitárias ...249

9. Complicações gastrintestinais ...251

10. Complicações do sistema nervoso central ....254

11. Rabdomiólise ... 255

12. Disfunção sexual ... 255

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Suporte

ventilatório

não cirúrgico

Eduardo Bertolli

Neste capítulo, serão discutidos conceitos teóricos rela-cionados à via aérea não cirúrgica. O tema aborda o suporte não invasivo feito com máscara facial, que cor-responde à 1ª medida de ventilação suplementar que manterá a via aérea com fl uxo de O2 adequado, além

da via aérea defi nitiva não cirúrgica, cujo procedimento envolvido é a intubação orotraqueal ou nasotraqueal, que compreende a presença de tubo endotraqueal, com cuff insufl ado, fi xado e devidamente conectado a um ventilador, capaz de oferecer O2 a 100%. Esses tópi-cos também servem de base para questões de diversas especialidades e para simulados de atendimento de urgências e emergências, clínicas e traumáticas.

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siccirurgiageral

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1. Introdução

As manobras de suporte ventilatório não invasivas são prioridade no suporte básico de vida de pacientes semiconscientes ou inconscientes. Uma vez diagnosticada a parada respiratória, ou respirações agônicas tipo gasping, o socorrista deve estar preparado para manter uma ven-tilação adequada ao paciente, até o início dos cuidados avançados. O diagnóstico de parada respiratória é feito pela tríade propedêutica do “ver, ouvir e sentir” (Figura 1). Posicionando-se sobre a cabeça do pa-ciente, deve-se procurar por movimentos respiratórios, além de ouvir e sentir as inspirações e as expirações.

Figura 1 - Socorrista em posição de ver os movimentos da caixa torácica e ouvir e sentir os movimentos respiratórios

Tais manobras também são úteis a pacientes que serão submetidos a anes-tesias, que estejam com a oxigenação ou com a ventilação inadequadas, com perda dos mecanismos de proteção da laringe, entre outros motivos.

Figura 2 - Anatomia da via aérea superior

2. Procedimentos iniciais

A 1ª medida é limpar a cavidade oral e retirar corpos estranhos (denta-duras, próteses dentárias e alimentos) e secreções locais (muco, sangue e vômitos), preferencialmente com aspirador a vácuo rígido. Também se deve manter a orofaringe livre e posicionar a cabeça.

Se o relaxamento da língua e da faringe obstruir a via aérea, deve-se estender e retificar a mandíbula ou tracionar a língua para fora da cavi-dade oral – o que é contraindicado nas suspeitas de traumatismo cer-vical. O objetivo é realizar o alinhamento dos 3 eixos de vias aéreas superiores: oral, laríngeo e faríngeo (Figuras 3 e 4).

Figura 3 - Alinhamento das vias aé-reas: (A) posicionamento incorreto e (B) posicionamento correto – vale ressaltar que esse posicionamento deve ser aplicado somente às víti-mas sem suspeita de lesão cervical

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suporteventilatórionãocirúrgico 71

Figura 4 - Posicionamento de vias aéreas: (A) na posição normal, há tendência de obstrução ventilatória por queda da língua e (B) posição olfativa (flexão do pescoço associada a hiperextensão da articulação atlantoccipital) para desobstrução da via aérea

A cabeça deve ser elevada de 5 a 10cm por meio de coxim sob o occi-pício, a fim de eliminar o ângulo entre a laringe e a faringe. O doente é observado constantemente, devido ao risco de vômitos reflexos. É pos-sível utilizar cânulas orofaríngeas (Figura 5) para manter a língua sem cair na orofaringe; entretanto, a cânula de Guedel pode desencadear reflexo de vômito no indivíduo consciente. Se o paciente a tolerar bem, provavelmente terá indicação de uma via aérea definitiva. Sempre se deve administrar O2 suplementar (máscara facial, cateter nasal) e

man-ter oximetria de pulso para constante avaliação.

Figura 5 - Cânulas orofaríngeas: (A) cânulas de orofaringe – Guedel, de diversos tama-nhos – e (B) posicionamento da cânula orofaríngea para manter a via aérea pérvia

Vídeo

Posicionamento das

vias aéreas

3. Suporte não invasivo

A máscara facial é a 1ª medida de ventilação suplementar que man-terá a via aérea com fluxo de O2 adequado. Para melhor ventilação, a máscara tem de se adaptar à anatomia da face. O paciente é colocado na posição olfativa (Figura 4 - B), que permite o alinhamento dos eixos oral, laríngeo e faríngeo.

(9)

Acesso

cirúrgico das

vias aéreas

Eduardo Bertolli

Neste capítulo, serão discutidas as vias aéreas cirúrgicas: cricotireoidostomia e traqueostomia. A primeira está indicada nos casos de insufi ciência respiratória aguda na impossibilidade ou falha da intubação orotraqueal, muito utilizada nos casos de trauma de face e laringe. Já a traqueostomia é uma via aérea cirúrgica que pode ser usada indefi nida mente e é realizada em caráter ele-tivo, nos pacientes com indicação (traumatismos faciais graves, queimadura de vias aéreas superiores, via aérea difícil, ventilação mecânica prolongada). Esses conceitos são muito úteis em questões de Cirurgia do Trauma, mas também podem ser cobrados em provas práticas.

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siccirurgiageral

80

1. Cricotireoidostomia

Figura 1 - Cricotireoidostomia

A - Anatomia

Figura 2 - Anatomia das vias aéreas

B - Indicações

É indicada quando é necessário o acesso de via aérea alternativa na insuficiência respiratória aguda em que não há a possibilidade de abor-dagem orofaríngea imediata, ou em caso de falha nas manobras de in-tubação orotraqueal (IOT).

A 1ª escolha para o acesso imediato das vias aéreas é a IOT. Por ser um procedimento de risco e com dificuldade técnica de acesso, a aborda-gem nasotraqueal não é recomendada na Urgência. Além disso, a pas-sagem do tubo pela narina é contraindicada na suspeita de trauma da base do crânio e em pacientes com apneia. É importante ressaltar que, em vítimas de trauma, o colar cervical só pode ser removido tempora-riamente se a coluna cervical está protegida por uma imobilização em linha reta no seu eixo.

Dica

No trauma, o acesso cirúrgico das vias aéreas deve ser considerado nas lesões maxilofaciais (fraturas mandibulares, Le Fort III com fratura mediofacial), nas queimaduras orais e na fratura de laringe.

C - Cricotireoidostomia por punção

Compreende uma técnica simples e que envolve a colocação de um Jelco® de 12 gauge dentro da traqueia, via membrana cricotireóidea, até que se obtenha uma via aérea definitiva (Figura 3).

A membrana cricotireóidea, localizada entre a cartilagem tireoide superiormente e a car-tilagem cricoide inferiormente, pode ser sentida palpando-se o pescoço anteriormente e sen-tindo a cartilagem tireoide pro-eminente no pescoço. Descendo o dedo indicador, pode-se sentir o espaço entre a cartilagem ti-reoide e a cricoide; esse é o lo-cal do ligamento cricotireóideo (Figura 2).

Importante

A cricotireoidostomia por punção proporciona uma adequada ventilação por até 45 minutos, sendo a insuflação em jato realizada de forma intermitente, 1 segundo sim e 4 não. A hipercap-nia é o fator limitante para tal método porque não ocorre a expiração adequada dos pulmões, fazendo aumentar as taxas de CO2.

(11)

acessocirúrgicodasviasaéreas 81

Nas crianças menores de 12 anos, essa abordagem pode ser feita em uma fase de atendimento emergencial das vias aéreas, como medida temporária.

Figura 3 - Cricotireoidostomia por punção: introdução de Jelco® na membrana crico-tireóidea – acoplar uma seringa com soro pode auxiliar na percepção de que a via aérea foi atingida

D - Cricotireoidostomia cirúrgica

Uma das condições mais importantes para o procedimento é a posição do paciente. A posição ideal é a supina, com coxim sob os ombros e o pescoço em hiperextensão. Nas vítimas de trauma, isso nem sempre é possível.

Figura 4 - Cricotireoidostomia cirúrgica

Vídeo

Acesso cervical da via

aérea

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Cirur

gia Ger

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vol. 1

Principais temas

para provas

SIC

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Questões

Cirurgia Geral

Anestesia local

2017 - UNIFESP - CLÍNICA CIRÚRGICA

1. Com relação aos anestésicos locais, assinale a afi rma-tiva correta:

a) o anestésico local ideal deve incluir, entre suas pro-priedades, um tempo de latência longo

b) a duração do efeito da bupivacaína é de 2 a 3 vezes maior que da lidocaína

c) os anestésicos solúveis em água não são considera-dos ideais

d) o uso de epinefrina na solução anestésica não infl ui na dose farmacológica máxima

e) a toxicidade do anestésico local não depende da dose administrada

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão

Reler o comentário Encontrei difi culdade para responder

2017 - SANTA CASA-BH - CLÍNICA CIRÚRGICA

2. Com relação aos anestésicos usados para anestesia local, assinale a alternativa incorreta:

a) a adição de epinefrina aumenta o risco de efeitos tó-xicos dos anestésicos locais

b) a duração da anestesia tem relação direta com o grau de ligação proteica

c) em geral, os agentes anestésicos com pKa baixos têm início de ação mais rápido do que aqueles com pKa mais elevado

d) em meio com pH mais baixo (infl amação), os anes-tésicos locais estão predominantemente na forma ionizada

Tenho domínio do assunto Refazer essa questão

Reler o comentário Encontrei difi culdade para responder

2016 - UFF - CLÍNICA CIRÚRGICA

3. Em uma paciente de 5 anos, com peso e altura normais para a idade, a ser submetida a sutura de ferida em cou-ro cabeludo, a solução e a massa de anestésico local a serem utilizadas estão indicadas em:

a) no máximo, 300mg de lidocaína b) no máximo, 100mg de bupivacaína

c) até 6mL de solução de lidocaína a 2% com adrenalina 5μg/mL

d) até 12mL de solução de bupivacaína a 0,5%

e) no máximo, 12mL de solução de lidocaína a 1% com adrenalina 10μg/mL

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2016 - UFRN - CLÍNICA CIRÚRGICA

4. A anestesia local infi ltrativa é muito utilizada em pro-cedimentos cirúrgicos de grande porte. Com relação às reações adversas da anestesia local infi ltrava, é correto afi rmar que:

a) a meta-hemoglobinemia ocorre mais comumente com a lidocaína e caracteriza-se clinicamente por cianose b) a reação vasovagal é rara, e o tratamento é a posição

de Trendelenburg

c) as reações anafi láticas são raras, e o tratamento é oxigênio, anti-histamínico e corticoide

d) as crises hipertensivas são causadas principalmente pela injeção intravascular de adrenalina

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2015 - HCV - ACESSO DIRETO/CLÍNICA CIRÚRGICA

5. Um paciente de 25 anos apresenta ferimento cortante na mão direita, com cerca de 5cm de extensão, necessi-tando de sutura. A dose máxima da utilização da lidoca-ína, sem adrenalina, nesse caso, é de:

a) 7mg/kg b) 10mg/kg c) 3 a 4mg/kg d) 20mg/kg e) 15mg/kg

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2015 - HCV - ACESSO DIRETO/CLÍNICA CIRÚRGICA

6. É considerado sintoma precoce de intoxicação por anestésicos locais: a) cefaleia b) obnubilação c) dores musculares d) diplopia e) zumbidos

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2015 - SURCE - CLÍNICA CIRÚRGICA

7. Gabriel, de 18 anos, vítima de acidente com motocicle-ta, apresenta fratura de rádio. Foi solicitada realização

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Comentários

Cirurgia Geral

Anestesia local

Questão 1. Analisando as alternativas:

a) Incorreta. O tempo de latência é o que representa o início de ação do anestésico local. Quanto menor ele for, mais rápido será o efeito.

b) Correta. A bupivacaína é um anestésico local de longa duração, que apresenta efeito por aproximadamente 2 a 3 horas. A lidocaína possui duração intermediária, de aproximadamente 40 minutos.

c) Incorreta. Anestésicos locais são solúveis em água. Isso garante a capacidade de dispersão do fármaco. Den-tro do tecido, a forma não ionizada (lipofílica) atravessa a membrana celular e é responsável pelo início de ação. d) Incorreta. A adição de adrenalina diminui a absorção do anestésico local, aumenta a duração de ação e, con-sequentemente, aumenta a dose máxima, para evitar a toxicidade.

e) Incorreta. A toxicidade do anestésico local está direta-mente relacionada à dose administrada. Por exemplo, li-docaína sem vasoconstritor tem dose máxima de 5mg/kg.

Gabarito = B

Questão 2. Analisando as alternativas:

a) Incorreta. A adição de adrenalina diminui a absorção do anestésico local, aumenta a duração de ação e, con-sequentemente, aumenta a dose máxima para evitar a toxicidade.

b) Correta. A duração do efeito de um anestésico local tem relação diretamente proporcional à sua taxa de li-gação proteica.

c) Correta. Os anestésicos locais são bases fracas, por-tanto comportam-se como bases fracas: BH (ionizada) → B- (não ionizada) + H+. Sabe-se que a forma não ionizada é

lipofílica e capaz de ultrapassar a membrana celular. pKa refere-se ao pH em que a equação está em equilíbrio, ou seja, há 50% na forma ionizada e 50% na forma não ioni-zada. Quanto menor o pKa do anestésico, maior a parte que fi ca na forma não ionizada, possibilitando início de ação mais rápido. Isto acontece porque o pH humano va-ria de 7,35 a 7,45, e os anestésicos locais comportam-se como bases fracas.

d) Correta. A infl amação é um meio ácido, portanto, com alta concentração de H+, fato que deslocaria o equilíbrio

para a esquerda da equação, havendo maior

concentra-ção de anestésico local na forma ionizada. Por isto, anes-tésicos locais são inefi cazes em meio ácido.

Gabarito = A

Questão 3. Uma criança de 5 anos tem peso esperado de

19kg. A dose recomendada de anestésico local depende da adição ou não do vasoconstritor, de acordo com a Ta-bela a seguir.

Dose máxima de anestésicos locais Sem adrenalina (mg/kg) Com adrenalina (mg/kg) Lidocaína 5 7 Bupivacaína 2,5 3 Mepivacaína 5 7 Prilocaína 7 8,5

No caso de sutura de couro cabeludo, a adição de vaso-constritor é necessária. Em uma paciente de 19kg, a dose de lidocaína é de 133mg (7mg/kg). Usando uma solução de lidocaína a 2%, ou seja, com 2g em 100mL de solução, seriam necessários no máximo 6,65mL para alcançar a dose de 133mg de anestésico. No caso da bupivacaína, para uma paciente de 19kg a dose recomendada é de 57mg. Seriam necessários, então, no máximo 11,4mL de uma solução de bupivacaína a 0,5% ou 5,7mL de uma so-lução a 1% para uma dosagem segura.

Gabarito = C

Questão 4. Analisando as alternativas:

a) Incorreta. O anestésico mais associado a episódio de meta-hemoglobinemia é a prilocaína.

b) Incorreta. A reação vasovagal/lipotimia é tratada com posição de Trendelenburg, no entanto é uma compli-cação comum ao uso de anestésicos e está associada a fatores psicogênicos como medo, ansiedade e estresse. c) Correta.

d) Incorreta. A administração de anestésicos locais as-sociados a vasoconstritores adrenérgicos não deve ser indicada a hipertensos que fazem uso de medicação anti-hipertensiva do tipo betabloqueadores não seleti-vos ou diuréticos não caliuréticos, pois esses pacientes podem estar mais suscetíveis a possíveis precipitações de episódios hipertensivos motivados por esses vaso-constritores.

Gabarito = C

Questão 5. A dose máxima de utilização da lidocaína,

Referências

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