MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO DE GESTÃO
EXERCÍCIO 2014
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO DE GESTÃO
EXERCÍCIO DE 2014
Relatório de Gestão do exercício 2014 apresentado aos órgãos de controle interno e externo como prestação de contas ordinária anual a que esta Unidade está obrigada nos termos do art. 70 da Constituição Federal. Documento elaborado de acordo com as disposições descritas na Instrução Normativa TCU nº 63/2010, na Decisão Normativa TCU nº 134/2014 e na Portaria - TCU nº 90/2014.
Lista de Abreviações e Siglas
AP – Agricultura de Precisão
BPA – Boas Práticas Agropecuárias CCT – Convênio de Cooperação Técnica CGU – Controladoria Geral da União
CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CNAE – Cadastro Nacional de Atividade Econômica CTA – Capacitação Tecnológica Avançada
DN – Decisão Normativa DOU – Diário Oficial da União
EFQF – Eixo de Formação e Qualificação DTH – Desenvolvimento de Talentos Humanos EPPS – Eixo de Políticas Públicas Sociais
FARSUL – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul
FETAG – Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul FGTS – Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço
FPR – Formação Profissional Rural IN – Instrução Normativa
MP – Manual de Procedimentos
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NR – Norma Regulamentadora
OCI – Órgão do Controle Interno PAT – Plano Anual de Trabalho PIS - Programa Integração Social
PPC – Programa Prática Complementares PS – Promoção Social
REAPAR – Reaparelhamento de Entidades Parceiras RH – Recursos Humanos
RLC - Regulamento de Licitações e Contratos ROD – Relatório de Observação de Desempenho
SEBRAE-RS - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul SENAR/AC – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Central
SENAR-RS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Estado do Rio Grande do Sul
SIGES – Sistema de Gerenciamento do Senar-RS SOL – Segurança, Organização e Limpeza
TC – Termo de Cooperação
TCU – Tribunal de Contas da União TI - Tecnologia da Informação UJ – Unidade Jurisdicionada
Lista de Gráficos, Quadros e Tabelas.
Quadro 1 – Identificação da UJ - Relatório de Gestão Individual ... 11
Quadro 2 – Normas Relacionadas ao Senar-RS ... 11
Figura 1– Organograma Funcional ... 15
Quadro 3 – Identificação do Programa 0101 (Adaptado a UJ) ... 19
Tabela 1 - Execução Orçamentária do Programa ... 20
Tabela 2 - Comparativo Geral - Qualificação Profissional do Trabalhador ... 20
Tabela 3 – Treinamentos mais demandados FPR ... 21
Tabela 4 – Seminários mais Demandados ... 22
(Seminários, Oficinas Técnicas e Prática Complementar)... 22
Tabela 5 – Seminários mais Demandados FPR ... 23
Tabela 6 – Oficinas Técnicas em Feiras e Eventos mais Demandados FPR ... 23
Tabela 7 – Prática Complementar – PPC / mais demandados ... 24
Tabela 8 – Cursos Realizados - FPR ... 25
Tabela 9 – Cursos de Aprendizagem - FPR ... 25
Tabela 10 – Cursos de Qualificação - FPR ... 26
Tabela 11 – Empresas de Tabaco - Treinamentos Realizados ... 30
Tabela 12 – Resultados do TC 053/0-2014 – FETAG/RS ... 34
Tabela 13 – Tabela de Metas Físicas ... 34
Tabela 14 – CASA RURAL - Eventos Previstos x Realizados ... 36
Tabela 15 – Tabela de Metas Físicas e Financeiras ... 36
Quadro 4 – Identificação do Programa 0108 - (Adaptado a UJ) ... 37
Quadro 5 – Identificação da Ação 8788 - (Adaptado a UJ) ... 37
Tabela 16 – Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 38
Tabela 17 - Comparativo Geral Promoção Social Rural ... 38
Tabela 18 – Comparativo Cursos - PS ... 38
Tabela 19 – Cursos mais Demandados - PS ... 39
Tabela 20 – Encontros mais Demandados - PS ... 39
Tabela 21 - Seminários mais Demandados - PS ... 40
Quadro 6 – Identificação da Ação 8772 (Adaptado a UJ) ... 41
Tabela 22 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 41
Tabela 23 – Metas Físicas (Programa Alfa) ... 42
Tabela 24 – Metas Financeiras (Programa Alfa) ... 42
Quadro 7 – Identificação do Programa 0750 – (Adaptado a UJ) ... 43
Quadro 8 – Identificação da Ação 8701 – (Adaptado a UJ)... 43
Tabela 25 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 44
Quadro 9 – Identificação da Ação 8777 – (Adaptado a UJ)... 45
Tabela 26 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 45
Quadro 10 – Identificação da Ação 8711 – (Adaptado a UJ) ... 46
Tabela 27 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 46
Quadro 11 – Identificação do Programa 0801 – (Adaptado a UJ) ... 47
Quadro 12 – Identificação da Ação 8718 – (Adaptado a UJ) ... 47
Tabela 28 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 48
Quadro 13 – Identificação do Programa 0253 – (Adaptado a UJ) ... 48
Quadro 14 – Identificação da Ação 8719 – (Adaptado a UJ) ... 49
Tabela 29 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 49
Quadro 15 – Identificação do Programa 0100 – (Adaptado a UJ) ... 50
Quadro 16 – Identificação da Ação 8703 – (Adaptado a UJ) ... 50
Tabela 30 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 50
Quadro 17 – Identificação da Ação 8705 – (Adaptado a UJ) ... 51
Tabela 31 – Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 51
Quadro 18 – Identificação da Ação 8706 – (Adaptado a UJ) ... 52
Tabela 32 - Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 52
Tabela 33 - Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 53
Quadro 20 - Execução Física das Ações Realizadas pela UJ ... 53
Tabela 34 - Número de Eventos Realizados ... 55
Tabela 35 - Eventos Realizados, Reprovados e Cancelados pelos Parceiros... 55
Tabela 36 - Número de Eventos: Metas PAT e Realizados... 56
Tabela 37 – Eventos por Número de Participantes ... 56
Tabela 38 – Média de Participantes por Evento ... 56
Tabela 39 - Carga Horária Ministrada ... 57
Tabela 40 - Carga Horária: Metas PAT e Realizados 2014 ... 57
Tabela 41 - Relação Número de Eventos / Número de Funcionários ... 57
Tabela 42 - Relação Número de Eventos / Número de Supervisores ... 58
Tabela 43 - Relação Número de Eventos / Número de Municípios ... 58
Tabela 44 - Número de Participantes Aptos, Não Aptos e Evadidos (FPR). ... 59
Tabela 45 - Número de Participantes Aptos, Não Aptos e Evadidos (PS). ... 59
Tabela 46 - Instrutores Atuantes ... 59
Tabela 47 - Número Médio de Ações por Instrutores ... 60
Tabela 48 - Despesas Operacionais / Nº. Horas Aula ... 60
Tabela 49 - Despesas Operacionais / Número de Participantes ... 61
Tabela 50 – Percentual de Eventos Supervisionados por Região ... 61
Gráfico 1– Resultado da Avaliação do Instrutor (Comportamental) ... 62
Gráfico 2 – Resultado da Avaliação do Instrutor (Técnica) ... 62
Quadro 22 – Estrutura de Controles Internos da UJ ... 66
Quadro 21 – Dirigente e Membros de Conselhos Gestão 2013 a 2015 ... 68
Quadro 23 – Realização Orçamentária (Receitas) ... 69
Quadro 24 – Programação de Despesas Correntes ... 69
Quadro 25 – Programação de Despesas Capital ... 69
Quadro 26 - Despesas por Modalidade de Contratação ... 70
Quadro 27 – Despesas Correntes por Grupo de Despesa ... 71
Quadro 28 - Despesas de Capital por Grupo de Despesa ... 71
Quadro 29 - Dez maiores contratos firmados no exercício ... 72
Quadro 30 - Dez maiores contratos firmados no exercício ... 73
Quadro 31 – Caracterização dos Instrumentos de Transferências Vigentes no Exercício de Referência ... 73
Quadro 32 – Força de Trabalho da UJ Apurada em 31/12 ... 75
Quadro 33 – Quantidade de Recursos Humanos por Faixa Etária ... 75
Quadro 34 – Quantidade de Recursos Humanos por Escolaridade ... 76
Quadro 35 - Custos de recursos humanos nos exercícios de 2013 e 2014. ... 77
Quadro 36 – Terceirização de Mão de Obra ... 78
Quadro 37 – Distribuição dos Bens Imóveis Locados de Terceiros ... 79
Quadro 38 – Gestão de Tecnologia da Informação da UJ ... 79
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ... 9
1. IDENTIFICAÇÃO E ATRIBUTOS DA ENTIDADE ... 11
1.1 Identificação da Entidade ... 11
1.2 Normas Relacionadas à Entidade ... 11
1.3 Finalidade e Competências Institucionais da Entidade ... 12
1.4 Identificação e Descrição Sucinta dos Setores da Economia Abrangidos pela Atuação da Entidade. ... 12
1.5 Apresentação do Organograma Funcional com Descrição Sucinta das Competência e das Atribuições das Áreas. ... 13
2. PLANEJAMENTO E RESULTADOS ALCANÇADOS ... 16
2.1 Descrição Sucinta do Planejamento Estratégico ... 16
2.2 Estratégias Adotadas pela Entidade para Atingir os Objetivos Estratégicos do Exercício. 17 2.3 Demonstração da Execução Física e Financeira dos Objetivos Estratégicos e das Ações do Plano da Entidade para o Exercício de Referência. ... 19
2.4 Informações sobre Indicadores Utilizados pela Entidade para Monitorar e Avaliar a Gestão. 54 3. ESTRUTURA DE GOVERNANÇA E DE AUTOCONTROLE DA GESTÃO. ... 65
3.1 Descrição das Estruturas de Governança da Entidade. ... 65
3.2 Demonstração da execução das atividades de correição no âmbito da unidade jurisdicionada, destacando os principais eventos apurados e as providências adotadas, notadamente no que concerne a irregularidades ocorridas no âmbito dos macroprocessos finalísticos e que sejam capazes de impactar o desempenho. ... 65
3.3 Estrutura e Atividades do Sistema de Correição ou de Apuração da Entidade ... 65
3.4 Avaliação, pela Alta Gerência, da Qualidade e Suficiência dos Controles Internos. ... 65
3.5 Relação dos Principais Dirigentes e Membros de Conselhos... 67
3.6 Remuneração Paga aos Administradores, Membros da Diretória e de Conselhos. ... 68
4. PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ... 68
4.1. Demonstração da Receita ... 68
4.2. Demonstração e Analise do Desempenho da Unidade na Execução Orçamentária e Financeira ... 69
4.3 Informações sobre os dez maiores contratos firmados e os dez maiores favorecidos com despesas liquidadas no exercício. ... 72
4.4 Relação das 10 (dez) empresas com maiores valores contratados pela entidade para execução de obras de engenharia. ... 73
4.5. Informações sobre as transferências realizadas pela UJ no exercício de referência ... 73
5. GESTÃO DE PESSOAS, TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA E CUSTOS RELACIONADOS. ... 75
5.1 Informações Sobre a Estrutura de Pessoal da UJ ... 75
5.3 Em relação à Desoneração da Folha de Pagamento propiciada pelo art. 7º da lei
12.546/2011 e pelo art. 2º do decreto 7.828/2012... 78
6 GESTÃO DO PATRIMÔNIO MOBILIÁRIO E IMOBILIÁRIO ... 78
6.1 Informações sobre a Gestão da Frota de Veículos Próprios e Locados de Terceiros. ... 78
6.2 Informações sobre a Gestão do Patrimônio Imobiliário Próprio e dos Imóveis Locados de Terceiros. ... 79
7 GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ... 79
7.1 Informações sobre a Gestão de Tecnologia da Informação (TI) da UJ. ... 79
8. GESTÃO DO USO DOS RECURSOS RENOVÁVEIS E SUSTENTABILIDADE ... 80
8.1 Informações Quanto à Adoção de Critérios de Sustentabilidade Ambiental na Aquisição de Bens, Contratação de Serviços ou Obras. ... 80
8.2 Informações sobre medidas adotadas pelas unidades que compõem o relatório de gestão para redução de consumo próprio de papel, energia elétrica e água, contemplando: ... 82
9. CONFORMIDADE E TRATAMENTO DE DISPOSIÇÕES LEGAIS E NORMATIVAS ... 84
9.1 Tratamento das Deliberações Exaradas em Acórdãos do TCU, com as Justificativas no Caso de não Cumprimento. ... 84
9.2 Tratamento das Recomendações Feitas pelo Órgão de Controle Interno. ... 84
9.3 Demonstração de adoção de medidas administrativas para apurar responsabilidade por ocorrência de danos ao Erário. ... 87
10 INFORMAÇÕES CONTÁBEIS ... 87
10.1 Demonstrações Contábeis Previstas na Lei 6404/76 Incluindo as Notas Explicativas. .. 87
10.3. Relatório da Auditoria Independente ... 101
11. RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE ... 103
11.1 Medidas adotadas pelos órgãos ou entidades com vistas ao cumprimento das normas relativas à acessibilidade, em especial a Lei 10.098/2000, o Decreto 5.296/2004 e as normas técnicas da ABNT aplicáveis. ... 103
12. OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO ... 103
12.1 Outras informações consideradas relevantes pela entidade para demonstrar a conformidade e o desempenho da gestão no exercício. ... 103
INTRODUÇÃO
Apresentamos o relatório de gestão que contempla todas as ações e atividades executadas pelo SENAR-RS no exercício de 2014.
O Relatório está estruturado de forma a privilegiar a demonstração dos resultados obtidos, os ganhos capitalizados pelo produtor e trabalhador rural e a demonstração da evolução das ações da entidade.
As diretrizes de atuação do SENAR estão concentradas no desenvolvimento das famílias do meio rural, buscando a fixação das mesmas no campo.
A gestão da propriedade rural tem como foco principal a geração de renda e sustentabilidade das operações com respeito ao meio ambiente e desenvolvimento econômico.
O público do SENAR acompanha a característica agrária do meio rural gaúcho. A grande maioria do público beneficiado pelas ações do SENAR vem da pequena propriedade cuja é a maior demandante de ações de formação profissional e promoção social. O atendimento de nossa missão institucional expande as atividades a programas de forte apelo social como a alfabetização de jovens e adultos no campo e o Programa Agrinho, que abrange exclusivamente crianças da rede pública de ensino, localizadas no interior do Estado.
Desde a elaboração do Plano Anual de Trabalho, balizador orçamentário do SENAR até as ações junto a grupos organizados através de programas especiais, nossa preocupação é com a efetividade.
Neste exercício obtivemos significativos resultados através de nossa rede de parceiros, sem os quais o trabalho não poderia ser realizado. Sindicatos Rurais, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Prefeituras, Secretarias de Educação e de Agricultura, entre tantos outros criaram e dispuseram de toda a estrutura necessária a realização de nossa tarefa educativa.
A informação e orientação profissional de forma correta e positiva, também foi foco do SENAR-RS em 2014. Inúmeras palestras, seminários e participação em feiras e eventos permitiram que nos aproximássemos do homem e da mulher do campo levando tecnologia e capacitação ao setor rural.
Nossos indicadores de desempenho são motivo de grande satisfação, apresentam resultados calcados em ações efetivas e que geraram resultados positivos e duradouros aos participantes. Nosso orçamento é cumprido à risca, denotando respeito com a aplicação dos recursos oriundos da produção agropecuária do Rio Grande do Sul, devolvendo ao setor produtivo através da capacitação educação profissional, o valor arrecadado.
Para 2015, novos desafios serão enfrentados. Nossos projetos incluem uma maior participação junto a grupos de produtores e trabalhadores visando o aproveitamento da mobilização qualificada para acelerar o processo de desenvolvimento do setor rural.
Incentivaremos cada vez mais a realização de programas que tem a gestão das propriedades como fator central; citamos como exemplo os Programas “Com Licença Vou a Luta” e “Empreendedor Rural”, que levam capacitação, tecnologia e gerenciamento nas diversas etapas da produção agropecuária. Também focaremos mais na educação continuada e nos programas de maior duração visando garantir uma melhor profissionalização no meio rural.
Reputamos ainda da maior importância o incremento das ações de cunho social, visando levar a família rural maiores condições de cidadania, cultura, esporte e lazer.
OS SEGUINTES CONTEÚDOS DA DECISÃO NORMATIVA DO TCU Nº 134/2013 NÃO SE APLICAM A UJ.
2.4 - Demonstração da execução física e financeira das ações da LOA do exercício de referência, comparando-se os valores planejados ou previstos com os efetivamente realizados e justificando as variações significativas.
8.2 – As seguintes letras deste item.
b) Adesão a programas de gestão da sustentabilidade, tais como Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), Programa de Eficiência do Gasto (PEG) e Programa de Eficiência Energética em Prédios Públicos (Procel EPP);
c) Evolução histórica do consumo, em valores monetários e quantitativos, de energia elétrica e água no âmbito das unidades que compõem o relatório de gestão.
10.1 - Informações sobre a adoção de critérios e procedimentos estabelecidos pelas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Público NBC T 16.9 e NBC T 16.10, publicadas pelas Resoluções CFC nº 1.136/2008 e 1.137/2008, respectivamente, ou norma específica equivalente, para tratamento contábil da depreciação, da amortização e da exaustão de itens do patrimônio e avaliação e mensuração de ativos e passivos da entidade.
1. IDENTIFICAÇÃO E ATRIBUTOS DA ENTIDADE
1.1 Identificação da Entidade
Quadro 1 – Identificação da UJ - Relatório de Gestão Individual Identificação da Unidade Jurisdicionada
Denominação Completa: Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Denominação Abreviada: SENAR-RS
CNPJ: 04.303.406/0001-02
Órgão de Vinculação: Ministério do Trabalho e Emprego Situação: Ativa
Natureza Jurídica: Serviço Social Autônomo
Principal Atividade: Outras Atividades de ensino não especificadas anteriormente.
Código CNAE: 85.99-6-99
Telefones/Fax de contato: (51) 3215-7500 (51) 3215-7502 (051) 3215-7551
E-mail: [email protected]
Página da Internet: http://www.senar-rs.com.br
Endereço Postal: Praça Saint Pastous de Freitas, 125 – 3º andar, Cidade Baixa, CEP 90050-390,
Porto Alegre, Rio Grande do Sul Fonte: Divisão de Administração e Finanças
1.2 Normas Relacionadas à Entidade
Quadro 2 – Normas Relacionadas ao Senar-RS Normas de criação e alteração da Unidade Jurisdicionada
- Lei nº. 8315 de 23 de dezembro de 1991 DOU: 24/12/1991, - Decreto nº 566/92: Aprova Regulamento do SENAR, DOU 11/06/1992, - Decreto 790/93: Altera o Regulamento do SENAR DOU 31/03/1993.
Outras normas infra legais relacionadas à gestão e estrutura da Unidade Jurisdicionada - Regimento Interno do SENAR-RS – última alteração 10/08/2009, registro nº 1454820, no 1º cartório de títulos e documentos pessoa jurídica, Porto Alegre/RS;
- Regulamento de Licitações e Contratos – Resolução 001/Conselho Deliberativo SENAR/AC de 2006 e Resolução 033/CD do SENAR/AC de 28/06/2011;
- Instruções Normativas Internas: IN 001/1999 - Sistema de Comunicação Formal, IN 002/1999 - Compras e Contratação de Serviços, IN 003/2002 - Regime do Horário de Trabalho, IN 004/2002 - Almoxarifado e Controle de Estoque, IN 005/2002 - Processo Seletivo de Pessoal, IN 006/2003 - Fundo Fixo de Caixa, IN/007 2004 - Aplicações Financeiras, IN 008/2004 - Movimentação Financeira e Conciliação Bancária, IN 009/ 2004 – Viagens: Autorizações e Critérios, IN 010/2004 - Supervisão Regional, IN 011/ 2005 - Utilização de Celulares a Serviço, IN 012/2005 - Veículos de Serviço, IN 013/2007 - Sistema de Banco de Horas, IN 014/2008 - Programa de Incentivo a Educação Continuada; IN 015/2008 - Inventário dos Bens Patrimoniais e IN 016/2010 Convênios e Termos de Cooperação – Critérios para Análise de Prestação de Contas;
- Manuais de Procedimentos: MP 001/1999 - Manual de Procedimentos das Entidades Concentradoras, MP 002/1999 - Manual de Procedimentos do Prestador Serviços, MP 003/2004 - Manual Processo Seletivo Permanente/Prestação de Serviços, MP 004/2008 - Celebração de Termos de Cooperação.
Fonte: Divisão de Administração e Finanças
1.3 Finalidade e Competências Institucionais da Entidade 1.3.1 Finalidade
Desenvolver, no território do Estado do Rio Grande do Sul, ações de Formação Profissional Rural – FPR e atividades de Promoção Social – PS, voltadas às Famílias Rurais, contribuindo para a sua profissionalização, integração na sociedade, melhoria da qualidade de vida e pleno exercício da cidadania.
1.3.2 Compete ao SENAR-RS
a) Organizar, administrar e executar o ensino da Formação Profissional Rural e a Promoção Social dos exercestes da atividade rural e dos trabalhadores das agroindústrias e suas famílias que atuem na produção primária de origem animal e vegetal;
b) Assistir as entidades empregadoras na elaboração e execução de programas de treinamento e na realização da aprendizagem metódica ministrada no próprio emprego;
c) Com base nos princípios da livre iniciativa e da economia de mercado, estabelecer e difundir metodologias adequadas à Formação Profissional Rural e à Promoção Social do agente que exerce a atividade rural;
d) Exercer em conjunto com o SENAR – Administração Central a coordenação, supervisão e fiscalização da execução dos programas e projetos de formação profissional rural e de promoção social; e
e) Prestar assessoria às entidades governamentais e privadas, relacionadas com a formação de profissionais rurais e atividades assemelhadas.
1.4 Identificação e Descrição Sucinta dos Setores da Economia Abrangidos pela Atuação da Entidade.
1.4.1 Setores da Economia – Rio Grande do Sul
No cumprimento de sua missão, levar a formação profissional e a promoção social ao meio rural, o SENAR-RS atua nos três setores da economia.
No setor primário atua na formação profissional em diversas linhas de ação como: agricultura, pecuária, silvicultura, aqüicultura e Extrativismo.
Junto ao setor secundário desenvolve ações junto as Agroindústrias do Estado, capacitando e levando gestão e organização a estas empresas.
Já no setor terciário atua na capacitação para o exercício de atividades de apoio como mecanização agrícola, irrigação e drenagem e administração rural.
Completam ainda as ações junto ao setor terciário as atividades relativas a prestação de serviços vinculados a atividade rural como: Construções rurais, montagem e reparo de máquinas agrícolas e motores, classificação, armazenagem e preservação de produtos agrícolas, prestação de serviços nas áreas da saúde, vestuário, artigos domésticos, agropecuários e extrativismo, além de turismo rural.
Os produtos agrícolas de destaque no Estado são a soja (grão, óleo e farelo), o trigo, o milho e o arroz. O Estado produz ainda: tabaco, erva-mate, mandioca, amendoim, uva (matéria prima do vinho gaúcho), entre outros.
No setor pecuário, o maior destaque é a criação bovina, embora também sejam grandes os rebanhos de ovinos, eqüinos, suínos e aves no Estado.
1.5 Apresentação do Organograma Funcional com Descrição Sucinta das Competência e das Atribuições das Áreas.
1.5.1 Estrutura Organizacional – Nível Estratégico
Conselho Administrativo – composto de cinco membros e igual número de suplentes, é o órgão
Máximo no âmbito da Administração Regional do Estado do Rio Grande do Sul.
Tem a função de cumprir e fazer cumprir as diretrizes emendas do Conselho Deliberativo do Senar Administração Central, no que se refere ao planejamento, organização, coordenação, controle e avaliação das atividades de toda a instituição.
Responsável pela análise e decisão sobre as principais diretrizes de atuação da administração regional;
Aprovação orçamentária do Exercício, Aprovação das demonstrações contábeis e financeiras quadrimestrais e do exercício.
1.5.2 Estrutura Organizacional – Nível Tático Superintendência
Competências: Implantação das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Administrativo, envolvendo: planejamento, programação, execução, acompanhamento e avaliação de toda a atividade da instituição.
Macro Processos: Gestão organizacional, assessoramento jurídico, Desenvolvimento de material de divulgação institucional e outras atividades de comunicação social;
Produtos: Planejamento da divulgação institucional, aprovação dos planos de trabalho, Aprovação dos relatórios de gestão, emissão de pareceres jurídicos.
Divisão Técnica
Competências: responsabiliza-se pelo gerenciamento da formulação, execução
acompanhamento e avaliação da Formação Profissional Rural e Promoção Social; participação e laboração nos planos anuais e plurianuais de trabalho; desenvolvimento de metodologias pedagógicas; capacitação de prestadores de serviços e de entidades parceiras.
Macro Processos: Plano de Trabalho anual, Gestão das ações de Formação e atividades de Promoção social, Elabora relatórios de acompanhamento e avaliação, Desenvolve programas especiais e implementa, coordena os processos de supervisão a campo.
Produtos: Plano anual de Trabalho, Material instrucional, capacitação de instrutores e demais parceiros, certificação de alunos, cursos de formação profissional e atividades de promoção social.
Divisão Administração e Finanças
Competências: Administração dos recursos materiais (compras/estoque), humanos, financeiros; planejamento, coordenação e controle de bens patrimoniais; responsável pelos sistemas; contábil e financeiro; elaboração do orçamento anual e os planos de investimentos e custeio que irão compor a Proposta Orçamentária da Administração Regional; Elaboração de contratos e editais de licitação, analise e parecer sobre a prestação de contas de convênios.
Macro Processos: Gestão administrativa e financeira, sistemas de contabilização e demonstrações fiscais e controle, Licitações e Contratos administrativos, Processos na área de Recursos Humanos e sistemas de tecnologia da informação.
Produtos: Folha de Pagamentos, demonstrações contábeis e financeiras, Programação
Orçamentária, Inventários de estoque e patrimonial, Prestações de contas quadrimestrais e anuais, Relatório de Gestão (TCU), Desenvolvimento e manutenção de sistemas de gestão (TI).
Divisão de Arrecadação e Eventos
Competências: coordenação e supervisionar os processos de arrecadação; captação de recursos, análise e projeções econômicas; planejamento, organização e logística para feiras e eventos.
Macro Processos: Acompanhamento da arrecadação mensal, Controle de evasão de arrecadação, processos de intervenção na área de arrecadação, participação em feiras e eventos, captação de apoios financeiros aos projetos sociais da Administração Regional.
Produtos: Projeção da Arrecadação anual para fins orçamentários, Planilha de acompanhamento e organização de eventos, Relatórios de análises e projeções econômicas, Elaboração de Projetos Especiais.
Figura 1– Organograma Funcional
Conselho
Administrativo
Superintendência
Divisão de Administração e Finanças
Administrativo Controladoria Tecnologia da Informação
Divisão Técnica
Formação
Profissional Promoção Social
Supervisão Regional
Divisão de Arrecadação e
Eventos
Arrecadação Feiras e Eventos Assessoria Jurídica Assessorias Especiais Assessoria de Comunicação Secretária Executiva Secretaria doConselho Conselho Fiscal
Núcleo de Assessoria da
2. PLANEJAMENTO E RESULTADOS ALCANÇADOS
2.1 Descrição Sucinta do Planejamento Estratégico
O Planejamento Estratégico visa vislumbrar em um determinado período um retrato bastante aproximado dos ambientes externo e interno à instituição, além de permitir a proposição de um plano anual de trabalho condizente com as reais necessidades e interesses da clientela do SENAR e do mercado de trabalho.
Denomina-se ambiente externo à instituição o mapeamento das características sociopolíticas e econômicas dos municípios, regiões e do estado. Uma análise criteriosa desses aspectos resulta na obtenção do diagnóstico externo.
Em conjunto com os supervisores regionais, as entidades concentradoras e seus parceiros elaboram um plano anual de trabalho para a sua região e realizam reuniões mensais para avaliação e programação de eventos ao longo do ano.
Na elaboração do PAT, os parceiros e a supervisão identificam projetos de desenvolvimento municipais e regionais que demandam ações de formação profissional rural e atividades de promoção social. Essas informações são analisadas pela equipe técnica da administração regional e monitoradas durante o planejamento e aprovação dos eventos ao longo do ano, atendendo às prioridades da profissionalização e aos objetivos pretendidos pelo SENAR-RS. Obtido o diagnóstico externo, o SENAR passa a analisar sua capacidade operativa. Neste caso, a instituição faz um estudo de suas possibilidades e limitações para atendimento às necessidades verificadas, compondo, assim, o diagnóstico interno.
A partir da compatibilização dos dois diagnósticos (externo e interno), elabora-se o plano anual de trabalho (PAT), que é o produto final do planejamento. Há que se ressaltar que do PAT podem resultar planejamentos semestrais ou trimestrais, a depender da forma de trabalho de cada administração regional do SENAR.
2.1.1 Objetivos Estratégicos
a) Incentivar a permanente qualificação da mobilização para as ações de FPR e atividades de PS demandadas pelos parceiros (sindicatos rurais e de trabalhadores e parcerias locais), com orientação dos Supervisores e ouvidos os interesses do mercado de trabalho de cada município;
b) Aperfeiçoar o quadro técnico da instituição e dos prestadores de serviço, através de treinamentos técnicos e operacionais;
c) Ampliar do quadro de prestadores de serviço, visando atender a demanda crescente; d) Desenvolver programas especiais em conjunto com empresas parcerias (Souza Cruz S/A,
Alliance One, Universal Leaf Tobaccos, Premium Tabacos, Stara S/A entre outras);
e) Ampliar as oportunidades de educação profissional para trabalhadores, jovens e adultos com ou sem escolaridade;
g) Articular-se com instituições públicas e privadas visando à execução de ações/atividades de FPR e de PS e o desenvolvimento de programas conjuntos.
h) Ampliar a produção de material instrucional, visando facilitar o processo de ensino e aprendizagem;
i) Apoiar os sindicatos para estimular a integração destes com as organizações comunitárias, para se obter maior consistência externa na definição dos cursos de profissionalização e nas atividades de promoção social, como forma de legitimar o planejamento;
j) Ampliar o processo de divulgação institucional junto a feiras e eventos, bem como entre os diversos meios de comunicação;
k) Ampliar as cooperações técnicas e financeiras através de convênios e parcerias institucionais visando à ampliação do número de projetos atendidos;
l) Aplicar recursos humanos e materiais na formação de técnicos especializados nos programas de Agricultura de Precisão, Irrigação e Drenagem e na Cadeia do Leite;
m) Criar e disponibilizar programas e cursos relacionados com as áreas de inovação e competitividade.
2.2 Estratégias Adotadas pela Entidade para Atingir os Objetivos Estratégicos do Exercício.
2.2.1 Estratégias Adotadas
O SENAR-RS utiliza alguns critérios no processo de planejamento e programação de eventos. Além de seguir um orçamento mensal pré-estabelecido, é utilizado o Sistema de Gerenciamento
do SENAR-RS – SIGES que permite aos técnicos e supervisores o acompanhamento on-line
das informações sobre eventos.
São utilizados diversos instrumentos de gestão e controle operacional das ações e atividades técnicas do SENAR-RS, o Manual de Procedimentos Operacionais para Programação e Prestação de Contas da Entidade Concentradora, o Manual de Procedimentos do Prestador de Serviços (instrutor), o Manual de Procedimentos Operacionais dos Supervisores e o Manual do Processo Seletivo Permanente (utilizado para o credenciamento de prestadores de serviços). Visando melhor gerenciar os processos, são utilizados ainda sistemas de controle e acompanhamento do desempenho dos parceiros e instrutores, tais como:
a) Controle de procedimentos incorretos de programação (acompanhamento da qualidade do preenchimento e dos prazos de envio das propostas de eventos);
b) Controle de procedimentos incorretos na prestação de contas: nos controles de frequência, nos relatórios de conclusão do evento, idade mínima dos participantes, número mínimo e máximo de alunos nos eventos, avaliação do evento pelo prestador de serviços;
c) Controle e acompanhamento de pendências de documentação de eventos (acompanha os prazos de envio, de acordo com o Manual de Procedimentos);
d) Controle de transferências e cancelamentos de eventos com as respectivas ocorrências e justificativas;
e) Relatório de Observação de Desempenho de instrutores – ROD, que é aplicado por supervisores e técnicos do SENAR-RS.
f) Instrumento de Avaliação de Reação – questionário aplicado, de forma amostral (mínimo de 3 (três) eventos/mês), pelo supervisor regional do SENAR- RS, aos participantes de eventos de FPR e PS por ele supervisionados.
g) Essas informações são acompanhadas permanentemente. Com base nelas, são realizadas ações corretivas e de orientação junto aos instrutores e às entidades concentradoras e seus parceiros. São realizados encontros com supervisores e técnicos do RS para avaliação de resultados e definição de planos de atuação do SENAR-RS junto aos parceiros.
O processo decisório na aprovação/reprovação de eventos considera as seguintes variáveis: a) Orçamento aprovado, de acordo com o Plano Anual de Trabalho;
b) Ocorrências verificadas nos sistemas de controles acima referidos; c) Histórico das ações realizadas em anos ou meses anteriores;
d) Informações e análises sobre mercado de trabalho referente às várias ocupações com as quais opera o SENAR-RS;
e) Projetos de desenvolvimento municipais, regionais ou estaduais;
f) Parcerias institucionais, bem como contrapartida por parte dos parceiros e participantes no custeio dos eventos;
g) A avaliação do supervisor regional sobre a mobilização e consistência da ação proposta; h) Informações contidas no Plano Anual de Trabalho (PAT).
2.2.2 Referenciais Estratégicos
O SENAR-RS desenvolve estratégias próprias de análise das propostas de eventos, com o objetivo de auferir maiores resultados em seus trabalhos e garantir o cumprimento de sua missão institucional. Dentre estas, destacam-se as seguintes:
a) Priorização do atendimento às áreas ocupacionais que tenham relevância econômica e, por consequência, empregabilidade no meio rural, bem como daquelas que estão em desenvolvimento através de projetos sustentáveis;
b) A democratização do processo de planejamento para a realização de ações de formação profissional rural e atividades de promoção social através de reunião de parceiros possibilitando discutir e elaborar em conjunto a programação em nível municipal ou regional;
c) O processo de supervisão, que orienta apoia e avalia as ações e atividades do SENAR-RS, desenvolvidas através dos prestadores de serviço e das entidades concentradoras parceiras;
d) A valorização da estratégia pedagógica de aprendizagem, realizando permanente revisão e adaptação do material instrucional à realidade do mercado de trabalho no meio rural; e) A orientação às entidades de classe parceiras e contribuintes quantos aos aspectos
f) A formalização de parcerias estratégicas com entidades, instituições e empresas que, de alguma forma, possam realizar um trabalho conjunto para o desenvolvimento da Formação Profissional e a Promoção Social na área rural.
2.3 Demonstração da Execução Física e Financeira dos Objetivos Estratégicos e das Ações do Plano da Entidade para o Exercício de Referência.
Os programas e ações desenvolvidas pelo SENAR-RS destinam-se a específico público alvo, o produtor, o trabalhador rural e suas famílias.
A FPR é destinada a jovens, homens e mulheres, que exerçam ou pretendam exercer atividades profissionais no meio rural, com ou sem vínculo empregatício, incluindo os produtores rurais em regime de economia familiar e trabalhadores rurais.
No atendimento aos seus objetivos institucionais e cumprimento de sua missão, o SENAR-RS desenvolve uma série de Programas. Os programas são classificados como finalísticos, quando geram benefícios e desenvolvimento da sociedade, ou são como de apoio, quando visa dar sustentabilidade a execução da atividade fim da instituição no cumprimento de suas metas físicas e financeiras.
No cumprimento de sua missão o SENAR-RS se utiliza de 6 (seis) Programas vinculados a sua estrutura orçamentária quais sejam:
0101- Qualificação Profissional do Trabalhador;
0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador; 0801 - Formação de Gerentes e Servidores;
0750 - Apoio Administrativo;
0253 - Serviços de Comunicação de Massa; 0100 - Assistência ao Trabalhador.
2.3.1 Programa 0101 - Qualificação Profissional do Trabalhador (Ação 8729) a) Identificação do Programa
Quadro 3 – Identificação do Programa 0101 (Adaptado a UJ)
Tipo de programa Finalístico
Objetivo geral
Realizar programas de formação profissional rural (FPR) em diversas ocupações relacionadas ao mercado de trabalho da agropecuária e da agroindústria das regiões do Estado do Rio Grande do Sul.
Objetivos específicos
Promover cursos, seminários e treinamentos de formação profissional rural aos produtores, trabalhadores rurais e suas famílias no território do Estado do RS.
Gerente do programa Não se Aplica Responsável pelo
programa no âmbito da UJ
Divisão Técnica do SENAR-RS
Indicadores ou parâmetros utilizados
Número de eventos realizados; Número de participantes dos eventos; Carga horária total dos eventos.
para avaliação do programa Público- alvo (beneficiários)
Produtores rurais, trabalhadores rurais, jovens aprendizes e dirigentes de entidades sindicais.
Ações Vinculadas Ação 8729 – Qualificação Profissional na Área da Agropecuária e
Agroindústria
b) Informações Orçamentárias e Financeiras do Programa
Tabela 1 - Execução Orçamentária do Programa
Metas Previsão Execução Execução/Previsão
Financeira R$ 29.745.875 R$ 29.711.535 99,9%
Física 108.161 83.949 77,6%
Fonte: Divisão de Administração e Finanças e Divisão Técnica c) Resultados Alcançados pelo Programa
Os resultados do Programa 0101, Qualificação Profissional do Trabalhador estão identificados na Tabela 2, a seguir e incluem as ações de qualificação denominadas, treinamentos, seminários e cursos:
Tabela 2 - Comparativo Geral - Qualificação Profissional do Trabalhador
EXERCÍCIO 2014 Eventos Participantes Carga Horária
Previsto no PAT 6.954 108.161 145.373
Realizado no PAT 5.873 83.949 133.985
Percentual Realizado 84,5% 77,6% 92,2%
Fonte: Divisão Técnica
As metas físicas previstas no PAT 2014 atingiram percentuais significativos de realização nas ações de FPR conforme demonstra o quadro acima.
Estão incluídos nas ações de qualificação os treinamentos, seminários, oficinas técnicas e eventos de prática complementar, além dos cursos de longa duração.
As metas definidas para 2014 em relação às ações de FPR foram cumpridas adequadamente em 84,5%. Importante destacar a realização do número de participantes 92,2%
Constam da lista de treinamentos do SENAR/AR-RS mais de 168 cursos voltados a capacitação do público rural.
No exercício de 2014 foram realizados 5.873 eventos de Formação Profissional Rural pelo SENAR-RS, onde foram capacitadas 83.949 pessoas, com uma carga horária de 133.985 horas/aula.
Destes, 87,5% são treinamentos, ou seja, 5.140 ações, envolvendo mais de 58 mil produtores e trabalhadores rurais.
Foram realizados ainda 153 seminários de aperfeiçoamento abrangendo as ocupações de Legislação ambiental, administração rural, bovinocultura de corte, bovinocultura de Leite,
tecnologia de aplicação de agrotóxicos, ovinocultura, Forrageiras Campo Nativo, Inverno e Verão e outros. Destes, 98 ações são relativas ao PPC (Programa de Prática Complementar).
Neste ano de 2014 foram realizados 436 eventos de oficinas técnicas com o foco principal na Administração Rural.
Além dos treinamentos, seminários e oficinas acima citados, 144 cursos de qualificação e aprendizagem rural foram realizados, com destaque para o Programa Com Licença Vou à Luta, Programa SOL RURAL, Programa Agricultura de Precisão (AP) e Programa Negócio Certo Rural (NCR).
d) Análise Crítica dos Resultados
Para melhor compreensão das variações apresentadas na tabela 2, apresentamos a análise crítica dos resultados, segmentada conforme o tipo de ação de formação profissional executada no exercício.
d.1 treinamentos de aperfeiçoamento
Conforme identificado na Tabela 2, no exercício de 2014 foram realizados 5.140 eventos de Formação Profissional Rural pelo SENAR-RS.
Foram ministradas 117.686 horas/aula, 5.140 treinamentos ao custo médio por treinamento de R$ 2.181,03. Por participante, o custo médio foi de R$ 192,26 neste ano. Em 2013 o custo médio por treinamento foi de R$ 2.120,15 por turma e de R$ 181,33 por participante.
Participaram dos treinamentos de aperfeiçoamento neste exercício 58.308 pessoas, e em 2013, 50.685 participantes; demonstrando um aumento de 15%. A seguir aprestamos tabela com os treinamentos mais demandados.
Tabela 3 – Treinamentos mais demandados FPR
Treinamento Nº de Turmas Nº de
Participantes
Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 453 6.150
Inclusão Digital Rural - Windows (kit móvel) 436 3.061
Saneamento Rural Básico 319 4.271
Tratores Agrícolas 186 1.460
Cadastro Ambiental Rural - CAR 181 2.133
Jardinagem 174 2.312
Operação e Manutenção de Motosserra 174 940
Outros 3.217 37.981
Total Geral 5.140 58.308
Fonte: Divisão Técnica - Siges
A maior demanda por treinamentos neste ano permitiu ao SENAR-RS manter um ótimo nível de atendimento da população rural cumprindo com sua missão institucional.
Destacamos o aumento de 35,2% nos treinamentos de Saneamento Rural Básico com relação ao período 2013, isto se deve ao aumento significativo no número de turmas do Programa Alfa (estes treinamentos são sugeridos às turmas do Programa Alfa).
Também cabe destacar o treinamento de “Tratores Agrícolas” que no exercício passado ocupava a 6ª colocação (146) e neste passou para 4ª colocação com crescimento de 27,4% no número de eventos.
A média geral de participantes nos treinamentos realizados ficou 11 pessoas por evento.
d.2. Seminários de Qualificação Profissional (Seminários, Oficinas Técnicas e Prática Complementar).
Os seminários atendem a demandas específicas de busca por conhecimentos sobre temas atuais que possam orientar aos produtores e trabalhadores rurais sobre as tendências de mercado e possibilidades de aumento da produtividade e renda.
Os seminários são utilizados como reforço e ampliação dos conhecimentos adquiridos nos demais cursos e treinamentos do SENAR servindo como complemento e ampliação de informações mais gerais sobre determinado assunto oportunizando aos produtores e trabalhadores aprofundar-se nos temas tratados.
Os seminários podem ser desenvolvidos em turmas fechadas ou em feiras e eventos em que o SENAR-RS participe, sendo aberto a todos os interessados do meio rural.
Em 2014 foram realizados 589 seminários de aperfeiçoamento onde foram capacitadas 23.555 pessoas, com total de 4.295 horas de capacitação.
O custo médio por turma nos seminários foi de R$ 537,01 e o custo médio por participante foi de R$ 13,43. O número de Seminários em 2014 apresentou crescimento de 33,3% em relação ao ano anterior, sendo que o número de participantes apresentou redução de 9,8%.
Os seminários mais demandados em 2014 tiveram foco principal em: Legislação Ambiental (18,8%), Bovinocultura de Leite (17%), Ovinocultura (10,4%) Bovinocultura de Corte (9,7%) Administração Rural (7,3%), Mecanização Agrícola (5,8%), Agricultura (5,3%), Irrigação (4,75%), Guasqueiro (4,7%), Aquicultura (4,6%), Confecção Tecelagem em Lã (3,6%), outros (8,2%).
Tabela 4 – Seminários mais Demandados
(Seminários, Oficinas Técnicas e Prática Complementar).
Tema Nº de Eventos Nº de Participantes Média Participante Legislação Ambiental 111 5.884 53 Bovinocultura de Leite 100 2.806 28 Ovinocultura 61 2.628 43 Bovinocultura de Corte 57 4.620 81 Administração Rural 43 2.096 49 Mecanização Agrícola 34 997 29 Agricultura 31 240 8 Irrigação e Drenagem 28 1.111 40 Guasqueiro 28 401 14 Aquicultura 27 96 4 Confecção e Tecelagem em Lã 21 543 26 Outros 48 2.133 44 Total 589 23.555 34
Fonte: Divisão Técnica - Siges d.2.1. Seminários
Neste ano foram realizados 55 seminários com um público de 3.248 participantes, e média de 59 participantes por evento. Neste exercício o número de seminários apresentou crescimento de 41% na relação do com o ano de 2013.
Na tabela a seguir apresentamos os seminários mais solicitados no ano de 2014. Tabela 5 – Seminários mais Demandados FPR
Tema Nº de Eventos Nº de Participantes Média Participante Legislação Ambiental 18 899 50 Administração Rural 11 635 58 Bovinocultura de Leite 6 341 57 Bovinocultura de Corte 4 85 21
Tecnologia de Aplicação de Agrotóxicos 3 308 103
Ovinocultura 3 288 96
Forrageiras Campo Nativo, Inverno e Verão 2 431 215
Outros 8 261 33
Total 55 3.248 59
Fonte: Divisão Técnica - Siges
Destaque neste item para os 18 (dezoito) Seminários de Legislação Ambiental que focaram no CAR – Cadastro Ambiental Rural; com um público de 899 participantes, média de público de 50 participantes. Cabe ainda considerar que este seminário foi o que apresentou o maior percentual de crescimento (800%) no comparativo com a quantidade realizada no ano passado.
d.2.2. Oficinas Técnicas
Em 2014 foram realizados 436 eventos de oficinas técnicas, onde o público atendido foi de 19.916 pessoas. Com relação ao exercício passado as oficinas técnicas realizadas em feiras e eventos tiveram crescimento de 26,4%.
O foco principal neste exercício das oficinas técnicas foi na administração rural onde buscou a gestão da propriedade com a realização de 123 eventos com 6.372 pessoas. Nesta linha temos a destacar as 69 oficinas do “Cadastro Ambiental Rural” – CAR e 12 oficinas do “Código Ambiental”.
A tabela a seguir demonstra os principais temas tratados nas oficinas e seu público participante. Tabela 6 – Oficinas Técnicas em Feiras e Eventos mais Demandados FPR
Tema Nº de Eventos Nº de Participantes Média Participante Administração Rural 123 6.372 52 Bovinocultura de Leite 75 2.437 32 Ovinocultura 57 2.328 41 Bovinocultura de Corte 47 4.437 94 Mecanização Agrícola 38 1.070 28
Irrigação e Drenagem 28 1.111 40
Confecção e Tecelagem em Lã 21 543 26
Outros 47 1.618 52
Total 436 19.916 46
Fonte: Divisão Técnica - Siges
Merece destaque ainda as oficinas técnicas de Bovinocultura de Leite onde foram realizados 75 eventos com 2.437 participantes, e de Bovinocultura de Corte onde foram realizados 47 eventos com 4.437 participantes.
As demais oficinas técnicas trataram de temas relacionados à Ovinocultura, Mecanização Agrícola, Irrigação, Confecção e Tecelagem em Lã, Agricultura, Aquicultura, Segurança no Trabalho, etc.
d.2.3. Práticas Complementares - PPC
O PROGRAMA PRÁTICA COMPLEMENTAR – PPC tem como objetivo aprofundar e facilitar a aplicação prática de temas técnicos após a realização de treinamentos de formação profissional regulares. Procura atender as demandas pontuais e específicas de grupos de produtores.
Tabela 7 – Prática Complementar – PPC / mais demandados
Tema Nº de Eventos Nº de Participantes Média Participantes Agricultura 26 81 3 Piscicultura 25 42 2 Guasqueiro 10 54 5 Bovinocultura de Corte 5 93 19 Outros 32 121 7 Total 98 391 4
Fonte: Divisão Técnica - Siges
Destaca-se que esta atividade tem características especiais de aprofundamento e reforço de temas já tratados nos treinamentos. A demanda decorre de pequenos grupos com necessidades específicas que o SENAR atende através deste programa. Como pode ser visto a média de participantes por evento é de 4 pessoas permitindo um melhor aprendizado na prática.
Para fins de melhor análise estamos apresentando os resultados do PPC – Programa Prática Complementar de forma separada dos demais eventos classificados como seminários, tendo em conta este apresentar resultados estatísticos próprios e que não se confundem com as ações em feiras nem tampouco com os seminários.
Em 2014 foram realizados 98 eventos de PPC o que representa um crescimento de 69% na comparação com o ano de 2013.
Neste exercício os seminários/ PPC – Programa Prática Complementar tiveram por foco principal a questão “Agricultura (26 eventos) e Piscicultura (25 eventos)” com a realização de 51 eventos com 123 participantes capacitados.
d.3. Cursos de Aprendizagem e Qualificação
Os programas de maior duração, denominados “cursos” são articulados com parceiros e visam uma educação focada em conhecimentos na área de gestão. Neste exercício foram realizadas 132 turmas de cursos de qualificação com 1.786 participantes, além disso tivemos 12 turmas de curso de aprendizagem rural com 300 participantes.
Tabela 8 – Cursos Realizados - FPR Natureza da
Programação Nº Cursos
Nº de
Participantes Carga Horária
Média Participante
Aprendizagem 12 300 5.735 25
Qualificação 132 1.786 6.268 14
Total 144 2.086 12.003 14
Fonte: Divisão Técnica - Siges Cursos de Aprendizagem
Na natureza da programação “Aprendizagem” classificamos o Programa de Aprendizagem Rural – Jovem Aprendiz, e na de “Qualificação’ os demais programas como SOL Rural, Empreendedor Rural, Negócio Certo Rural, Agricultura de Precisão, Pronatec e o Com Licença, Vou a Luta.
Tabela 9 – Cursos de Aprendizagem - FPR
Curso Nº de Turmas Nº de participantes Média Participante Aprendizagem Rural 12 300 25 Total 12 300 25
Fonte: Divisão Técnica - Siges
As turmas do curso de aprendizagem rural ocorrerão nos municípios de:
02 em Barra do Ribeiro com 40 alunos;
02 em Minas do Leão com 43 alunos;
02 em Santa Vitória do Palmar com 48 alunos;
02 em São José do Norte com 51 alunos;
02 em São Luiz Gonzaga com 66 alunos;
02 em Uruguaiana com 52 alunos
Cada curso possui em média 478 horas de duração e uma média de 25 participantes por turma e atende jovens de 14 a 24 anos de idade.
Cursos de Qualificação
No ano de 2014 foram realizadas 132 turmas de cursos de qualificação com um total de 6.268 horas e com participação de 1.786 pessoas.
Destacamos o Programa Com Licença, Vou à Luta (CLVL) que teve 83 turmas e 1.025 participantes perfazendo um total de 3.080 horas/aula. Programa, dedicado exclusivamente as
mulheres rurais e que tem apresentado expressivos resultados da participação do gênero nas ações do SENAR-RS.
Neste ano de 2014 foram devolvidas turmas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.
Desta forma neste exercício foram realizadas quatro turmas do PRONATEC:
01 turma do PRONATEC – Fruticultor com 14 participantes perfazendo um total de 200
horas/aula;
01 turma do PRONATEC – Piscicultor com 14 participantes perfazendo um total de 160
horas/aula;
02 turmas do PRONATEC – Identificador Florestal com 31 participantes perfazendo um total de
320 horas/aula.
Com a preocupação em levar cada vez mais informações após produtores rurais, o Senar-RS desenvolveu o Programa Leitec que visa capacitar os produtores rurais nas áreas afins da bovinocultura de leite no que tange aos conhecimentos gerenciais e técnicos da atividade leiteira. Neste exercício foram realizadas 02 turmas com 34 praticantes com uma carga horária de 176 horas.
Apresentamos a seguir os cursos de qualificação mais solicitados neste ano. Tabela 10 – Cursos de Qualificação - FPR
Curso Nº de Eventos Nº de Participantes Média Participante
Programa Com Licença, Vou à Luta 83 1.025 12
Programa Negócio Certo Rural (NCR) 28 495 18
Programa Agricultura de Precisão (AP) 9 56 6
Programa Empreendedor Rural (Fase I) Gestão do
Conhecimento e Desenvolvimento Humano 4 77 19
Programa Tecnologia para Produção de Leite (Leitec) 2 34 17
PRONATEC - Identificador Florestal 2 31 16
Programa SOL Rural 1 22 22
Programa Jovem Produtor Rural (Projeto Recriar) -
Rosário do Sul/RS 1 18 18
PRONATEC - Fruticultor 1 14 14
PRONATEC - Piscicultor 1 14 14
Total 132 1.786 14
Fonte: Divisão Técnica - Siges
Os cursos de qualificação apresentam carga horária média de 47 horas e custam em média R$ 5.853,26 por turma, apresentando ainda um custo de R$ 432,60 por aluno.
d.4. Programas Especiais de Qualificação Profissional
É estratégico para o SENAR-RS o desenvolvimento de programas especiais voltados a públicos específicos com o objetivo de organizar e capacitar as cadeias produtivas principalmente em aspectos vinculados ao planejamento e a gestão das propriedades rurais.
A seguir passaremos a relatar, pontualmente, os resultados obtidos pelos Projetos Especiais desenvolvidos pelo SENAR-RS durante o exercício de 2014, incluindo sucinta análise sobre o resultado de cada um deles.
Importante salientar que os dados estatísticos destes programas estão consolidados na tabela 2.
Programa de Aprendizagem Rural - Jovem Aprendiz
Programa que visa à capacitação profissionalizante de jovens do meio rural, através da realização de atividades teóricas e práticas, com carga horária acima de 800 horas, conforme previsto na Lei da Aprendizagem.
Em 2014 foram concluídas 12 turmas do Programa, onde obtivemos a capacitação profissionalizante de 300 jovens aprendizes com idade entre 14 e 24 anos, que ao final da capacitação receberam o Certificado de “Qualificação Profissional de Aprendizagem Rural”.
Os jovens foram capacitados profissionalmente em uma ou mais das seguintes ocupações: Trabalhador na Silvicultura; na Orizicultura; na Fruticultura; na Bovinocultura de Corte, na Bovinocultura de Leite e em Mecanização.
Também, em 2014 iniciamos mais 08 turmas do referido Programa que deverão ser concluídas no ano seguinte.
Os dados de realização do Programa constam da estatística da formação profissional rural – cursos – aprendizagem.
Programa de Turismo Rural
O Programa tem como objetivo identificar e implantar negócios de turismo rural, ambientalmente corretos, aliados às habilidades e vocações do produtor e sua família, com consequente diversificação e aumento de renda da propriedade rural.
Composto de sensibilização e 09 (nove) módulos de ensino, totalizando 220 horas por curso. Participaram do programa 689 empreendedores rurais, em 57 cursos, num total de 1.196 horas. Os dados de realização do programa constam da estatística já informada em seminários e treinamentos de FPR.
Programa Empreendedor Rural – PER
O Programa Empreendedor Rural tem o objetivo de oferecer ao homem do campo ferramentas que contribuam com seu desenvolvimento pessoal e com a gestão do empreendimento rural.
O Programa está estruturado em 17 (dezessete) módulos presenciais, com duração de 08 (oito) horas cada, totalizando 136 horas de capacitação.
Encerraram-se 04 (quatro) turmas em 2014, com 77 empreendedores rurais e carga horária total de 416 horas.
Estes dados já constam da estatística já informada de cursos e treinamentos de FPR.
Programa Com Licença Vou a Luta
Trata-se de curso modular direcionado à qualificação profissional das produtoras e trabalhadoras rurais, visando aprimorar seus conhecimentos para a gestão da propriedade rural.
O Programa está estruturado em 05 (cinco) encontros, totalizando 40 horas onde são abordados temas nas áreas de empreendedorismo, planejamento financeiro, legislação, liderança e relações interpessoais.
Em 2014 qualificou-se 1.025 produtoras e trabalhadoras rurais, em 83 turmas, num total de 3.080 horas de capacitação para melhor conduzir e gerenciar a propriedade rural.
Estes dados já constam da estatística informada nos cursos de qualificação de FPR. Programa Negócio Certo Rural - NCR
O programa proporciona aos participantes implantarem em suas
propriedades os conceitos de gestão rural, através do
desenvolvimento de um plano de negócios que pode informar se o projeto escolhido tem viabilidade econômica de acordo com o mercado.
Estudo feito através de seis etapas: Realize o Diagnóstico da Propriedade, Identifique as ideias de Negócio, Descreva o Negócio, Verifique a Viabilidade do Negócio, Organize e Administre o Negócio, Relacione o Negócio com o Mercado, distribuídas em 05 módulos.
Além dos módulos presenciais os produtores recebem 02 consultorias individuais, uma sala de aula e outra na propriedade rural.
Encerraram-se 28 (dezessete) turmas em 2014, com 495 empreendedores rurais e carga horária total de 1.186 horas.
Estes dados já constam da estatística informada nos cursos de qualificação de FPR. Programa Inclusão Digital Rural
O programa tem por objetivo apresentar e orientar os produtores e trabalhadores rurais sobre como operar programas de informática e usufruir da internet como auxílio na sua vida no campo. Oferecido a produtores e trabalhadores rurais através de dois cursos: Inclusão Digital Rural – Linux (16h) e Inclusão Digital Rural – Windows (16h) através de 05 (cinco) kits móveis (cada kit com 05 notebooks) e Unidade Móvel de Inclusão Digital Rural.
Foram realizados 469 cursos, com 3.364 participantes, num total de 7.504 horas. Estes dados constam da estatística de treinamentos de FPR.
Programa Prática Complementar e Capacitação Tecnológica Avançada
O PROGRAMA PRÁTICA COMPLEMENTAR – PPC tem como objetivo aprofundar e facilitar a aplicação prática de temas técnicos após a realização de treinamentos de formação profissional rural regulares. Já a CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA AVANÇADA – CTA que tem como objetivo o atendimento pontual, com abordagem técnica muito específica aos produtores que desenvolvem suas atividades agropecuárias nas cadeias produtivas de Bovinocultura de Corte, Bovinocultura de Leite, Fruticultura, Grãos e Oleaginosas e de Ovinocaprinocultura.
Quando se analisa as demandas tecnológicas por cadeia produtiva do Programa Prática Complementar são observados modelos de atendimentos às necessidades pontuais e específicas dos grupos de produtores de leite, hortaliças e frutas.
Na cadeia da Bovinocultura de Leite as maiores demandas foram na Análise e Diagnóstico da Propriedade Leiteira, onde se buscou o levantamento de índices técnico econômico da propriedade, e também na área de qualidade do leite, onde se buscou identificar nos locais de trabalho quais os ajustes a adotar e determinar procedimentos de higiene e cuidados de manejo para melhorar a qualidade do leite produzido.
Para tanto, os produtores receberam atendimentos em grupo com abordagem gerencial para a efetiva gestão e organização da propriedade rural.
Nos grupos de horticultores e fruticultores as maiores demandas tecnológicas foram na área de adubação, reconhecimento morfológico e fisiológico no período vegetativo, adubação e tecnologia de aplicação de agrotóxicos.
Já a demanda na área de administração rural foi o tema empreendedorismo com o objetivo de despertar os produtores para o desenvolvimento de um perfil empreendedor para novas oportunidades de negócio no meio rural.
Foram realizados 98 cursos, com 391 participantes, na tabela 7 deste relatório os dados estatísticos estão mais detalhados.
Programa de Treinamentos Complementares (Mobilização Qualificada) Empresas de Tabaco
O Programa busca aperfeiçoar os produtores rurais (fornecedores de tabaco) através de cursos complementares (informática, gestão rural, tratores agrícolas, aplicação correta e segura de agrotóxicos – NR-31, etc.) à sua atividade desenvolvida e, ao mesmo tempo, oportunizar a qualificação para a diversificação dentro da propriedade rural através da mobilização qualificada realizada pelas principais empresas do setor.
Conforme demanda da região de atuação das empresas é realizada uma programação de cursos e programa especiais para os produtores. Já a identificação e mobilização dos produtores são realizadas pela empresa parceira.
Em 2014, foram executadas 395 turmas com um total de 5.023 participantes. Portanto, os treinamentos escolhidos buscam a formação continuada do produtor para melhorar a produtividade e renda na atividade desenvolvida.
Tabela 11 – Empresas de Tabaco - Treinamentos Realizados
Fonte: Divisão técnica – Siges
Empresa Treinamento Turmas Part. Carga Horária
Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 75 1.083 1.500
Gestão Rural - Básico 5 66 80
Gestão Rural - II (Finanças, Comercialização,
Obrigações Legais e Tributárias, Planejamento) 1 13 24
Inclusão Digital Rural - Linux (sala) 2 26 32
Inclusão Digital Rural - Windows (kit móvel) 37 329 592
Informática Básica - Gestão Rural 1 9 32
Irrigação - Sistema por Gotejamento e Fertirrigação 1 10 16
Jardinagem 1 14 24
Manejo do Solo e sua Fertilidade - Plantio Direto 2 26 32
Operação e Manutenção de Motosserra 2 12 64
Programa Com Licença, Vou à Luta 17 215 680
Programa Empreendedor Rural - Sensibilização 1 29 6
Programa Empreendedor Rural (Fase I) Gestão do
Conhecimento e Desenvolvimento Humano 1 17 136
Tratores Agrícolas 2 15 64
148 1.864 3.282
Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 96 1.311 1.920
Inclusão Digital Rural - Linux (sala) 2 18 32
Inclusão Digital Rural - Windows (kit móvel) 21 155 336
Manejo do Solo e sua Fertilidade - Plantio Direto 1 11 16
Programa Com Licença, Vou à Luta 4 46 160
124 1.541 2.464
Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 47 648 940
Gestão Rural - Básico 5 71 80
Inclusão Digital Rural - Linux (sala) 3 24 48
Tratores Agrícolas 2 13 64
Programa Com Licença, Vou à Luta 2 21 80
59 777 1.212 Philip Morris Brasil Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 7 101 140
7 101 140 Intab Ind. de
Tabacos Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 15 193 300 15 193 300 Continental
Tobaccos Alliance Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 25 330 500 25 330 500
Aplicação Correta e Segura de Agrotóxicos - NR-31 14 185 280
Manejo do Solo e sua Fertilidade - Plantio Direto 3 32 48
17 217 328 395 5.023 8.226 Continental Tobaccos Alliance
Alliance One
Alliance One TOTAL GERAL
Philip Morris Brasil
Intab Ind. Tabacos Souza Cruz
Souza Cruz
Universal Leaf Tobaccos
Universal Leaf Tobaccos
JTI – Kannenberg