Organização e Gestão de
Cooperativas
A implementação de uma cooperativa
deve ser precedida de uma
planificação:
{
Dimensão da Cooperativa,
{
Financiamento,
{
Planificação da contabilidade de gestão,
{
Distribuição dos lucros,
Geralmente não se implementa uma
cooperativa para desenvolver uma
nova actividade.
É usual implementar uma cooperativa
para ordenar e melhorar as actuais
condições de produção. Isto significa
que já existem:
Canais de aprovisionamento,
Canais de comercialização,
Devem reflectir as linhas mestras do que se
pretende da cooperativa, tanto do ponto de
vista económico como social;
Eliminar uma grande parte dos problemas da
futura cooperativa;
Devem ter em consideração as
particularidades da produção e tipo de
produtores;
Todos os estatutos têm a sua
particularidade, não devem ser copiados de
outras realidades;
Estatutos
Devem respeitar a legislação em vigor;
Deve ser evitado todo o tipo de
demagogia:
{
Estabelecer regras de jogo claras e inequívocas,
tanto legais como aquelas que embora não
figurem na lei sejam importantes para o normal
funcionamento da cooperativa
{
Ex.: controlo de qualidade, assumir riscos de
geadas, política de preços, política de lucros,
etc..
{
Uma cooperativa excessivamente grande pode
levar a custos de produção elevados. Ex.:
transportes.
{
Mas, uma cooperativa pequena pode tornar-se
inviável.
{
Do ponto de vista legal são necessários apenas
5 sócios, mas,
{
Do ponto de vista económico, o número mínimo
de sócios há-de ser aquele que supere o limiar
de rentabilidade dos capitais investidos (ver
gráfico)
CUSTOS INDIVIDUAIS
CUSTOS DA COOP.
CUSTOS
{
Entre o n.º mínimo e máximo de sócios existe
um n.º óptimo (calcula-se tendo em conta as
necessidades dos sócios, em função da sua
produção, sua superfície, etc.).
{
No caso das cooperativas de comercialização a
sua dimensão está directamente relacionada
com quantidade de produto a comercializar e
por consequência com a superfície a cultivar,
custos de transporte, etc. (ver gráfico).
DO CUSTOS DE PRODUÇÃO CUSTOS DE TRANSPORTE CUSTOS TOTAIS CUSTOS DIMENSÃO
{
Um critério muito utilizado no cálculo do
dimensionamento é considerar como dimensão
óptima das instalações aquela cujo custo total
unitário (produção + transporte) é mínimo (DO).
{
CTu=CP+Ct
{CP=CF+CV
{ CT - Custos Totais { CF - Custos Fixos { CP - Custos de Produção { CV - Custos Variáveis { Ct - Custos de transporteEx.:
CP=28.593+0,0155
q
{q = Kg produz.
Ct=0,011+0,0005d
{d = distância Km
{Custo Transp. de
1 cx. de 18,75Kg
{Rm = R/2
Raio (Km) Produção Acumulada em Kg 2 2.782.465 4 7.400.090 6 11.525.202 8 14.324.785 10 15.821.285 12 16.817.585 14 17.461.285 16 18.063.103 18 18.507.482 20 18.835.650 22 19.077.894 24 19.256.789 26 19.388.900 28 19.487.439 PRODUÇÃO ACUMULADARaio (K m) Distância M édia Transporte (K m) Custos Totais em €/caixa de 18,75 kg Custos Unitários em €/K g 2 1 0,0115 0,000613 4 2 0,012 0,00064 6 3 0,0125 0,000667 8 4 0,013 0,000693 10 5 0,0135 0,00072 12 6 0,014 0,000747 14 7 0,0145 0,000773 16 8 0,015 0,0008 18 9 0,0155 0,000827 20 10 0,016 0,000853 22 11 0,0165 0,00088 24 12 0,017 0,000907 26 13 0,0175 0,000933 28 14 0,018 0,00096
(1) Raio (Km) (2) Dimensão das Instalações kg (3) Custos Fixos em € (4) Custos Variáveis €/Kg (5) Custos de Transporte €/Kg (6) Custos Totais (3)+[(4+5)*2] Custos Totais Unitários (6)/(2) 2 2.782.465 28.593 0,0155 0,000613 73.427,79 0,026389 4 7.400.090 28.593 0,0155 0,00064 148.030,45 0,020004 6 11.525.202 28.593 0,0155 0,000667 214.917,10 0,018648 8 14.324.785 28.593 0,0155 0,000693 260.559,02 0,018189 10 15.821.285 28.593 0,0155 0,00072 285.214,24 0,018027 12 16.817.585 28.593 0,0155 0,000747 301.822,70 0,017947 14 17.461.285 28.593 0,0155 0,000773 312.746,31 0,017911 16 18.063.103 28.593 0,0155 0,0008 323.021,58 0,017883 18 18.507.482 28.593 0,0155 0,000827 330.758,49 0,017872 20 18.835.650 28.593 0,0155 0,000853 336.618,66 0,017871 22 19.077.894 28.593 0,0155 0,00088 341.088,90 0,017879 24 19.256.789 28.593 0,0155 0,000907 344.532,72 0,017891 26 19.388.900 28.593 0,0155 0,000933 347.217,26 0,017908 28 19.487.439 28.593 0,0155 0,00096 349.356,25 0,017927 CUSTOS
(Km) das Instalações kg Fixos em € Variáveis €/Kg Transporte €/Kg Totais (3)+[(4+5)*2] Totais Unitários (6)/(2) 2 2.782.465 28.593 0,0155 0,000613 73.427,79 0,026389 4 7.400.090 28.593 0,0155 0,00064 148.030,45 0,020004 6 11.525.202 28.593 0,0155 0,000667 214.917,10 0,018648 8 14.324.785 28.593 0,0155 0,000693 260.559,02 0,018189 10 15.821.285 28.593 0,0155 0,00072 285.214,24 0,018027 12 16.817.585 28.593 0,0155 0,000747 301.822,70 0,017947 14 17.461.285 28.593 0,0155 0,000773 312.746,31 0,017911 16 18.063.103 28.593 0,0155 0,0008 323.021,58 0,017883 18 18.507.482 28.593 0,0155 0,000827 330.758,49 0,017872 20 18.835.650 28.593 0,0155 0,000853 336.618,66 0,017871 22 19.077.894 28.593 0,0155 0,00088 341.088,90 0,017879 24 19.256.789 28.593 0,0155 0,000907 344.532,72 0,017891 26 19.388.900 28.593 0,0155 0,000933 347.217,26 0,017908 28 19.487.439 28.593 0,0155 0,00096 349.356,25 0,017927
Cooperativas de Segundo Grau
Uma coop. perfeitamente planificada pode pretender
abordar outra actividade, por exemplo, dedicar-se à
exportação.
Serão necessários armazéns no estrangeiro e, por outro
lado a concorrência é muito maior.
Esta situação pode levar com que a coop. inicial não
suporte tais custos, apesar de estar a produzir a custos
mínimos. Por outro lado os custos actuais podem estar
muito longe das possibilidades da actual coop.
CUSTOS
DIMENSÃO
do DO
Custos Produção
Cooperativas de Segundo Grau
No gráfico seguinte podemos verificar como a
soma das dimensões óptimas se pode
aproximar bastante do óptimo de exportação.
Notar que a coop. de segundo grau, para
além de gerar novos níveis de
dimensionamento, relativamente ás coop. de
primeiro grau, provoca um efeito
CUSTOS DIMENSÃO do’ DO=do+do’+do’’ Custos Produção Custos Exportação do do’’
Financiamento da Cooperativa
Financiamento dos sócios
Capital social,
{ Pode ser em dinheiro ou não,
{ Em função de certas variáveis agronómicas (ha de vinha, Kg de fruta,etc.)
Quotas de entrada, quotas periódicas.
Financiamento alheio típico
Empréstimos / créditos
Financiamento alheio atípico
Pagamentos diluídos no tempo,
{ Dívidas de curto prazo, a fornecedores.
Autofinanciamento
Ganhos gerados pela própria cooperativa
{ Fundo de reserva obrigatório,
{ Quando não é feito o retorno aos sócios este capital fica para aumentar a capacidade financeira da cooperativa.
Financiamento da Cooperativa
O principio de exclusividade:
Proibido vender produções a outros
intermediários.
{
Implicações:
Redução das economias de escala;