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Coronavírus Biologia & Evolução

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Academic year: 2021

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(1)

02.04.20

Coronavírus

(2)

Questões sobre COVID-19 – Parte 1

• O que significa os termos COVID-19 e SARS-CoV-2?

• Como testamos para infecção por SARS-CoV-2?

• Como aprendemos sobre a disseminação e as diferentes

cepas do SARS-CoV-2?

(3)

O que significa COVID-19 e SARS-CoV-2?

• COVID-19 é a doença causada pelo

coronavírus chamado SARS-CoV-2

AIDS/HIV; SARS/SARS-CoV-1

• Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios

completamente dependentes do hospedeiro

para replicação

• Muitos vírus, como o coronavírus usam RNA

(ao invés de DNA) no seu genoma

RNA viral pode ser usado para controlar a

célula hospedeira

1. Ligação ao receptor 2. Penetração e desnudamento

3. Expressão gênica inicial 4. Replicação do genoma viral 5. Expressão gênica tardia 6. Montagem dos vírions

7. Saída Fundamentals of

Virology, Acheson

(4)

Como testamos para infecção por SARS-CoV-2?

• Teste RT-PCR

- Reação em cadeia da polimerase por

transcrição reversa (em tempo real)

Reverse Transcription

-

P

olimerase

C

hain

R

eaction (Real-time)

- Quantifica o RNA viral

- Detecta uma infecção em curso

• Teste Sorológico

- Quantifica os anticorpos contra o coronavírus

- Detecta a resposta imune para uma infeção em

curso tanto quanto para infecções passadas

Tem Infecção,

mas Não tem Ac

Tem Infecção e

Tem Ac

Tem Ac, mas

Não tem Infecção

(infecção ocorreu no passado)

(5)

Como aprendemos sobre a disseminação e as diferentes cepas do

SARS-CoV-2?

- A Iniciativa GISAID promove o compartilhamento internacional aberto e gratuíto de todas as seqüências do vírus influenza, dados clínicos e epidemiológicos relacionados a vírus humanos e dados geográficos e específicos de espécies associados a vírus aviários e outros animais, para ajudar os pesquisadores a entender como os vírus evoluem, se espalham e potencialmente se tornar pandemias. O GISAID faz isso superando desincentivos / obstáculos ou restrições, que desencorajam ou impedem o compartilhamento de dados sobre influenza antes da publicação formal. - Países ao redor do mundo compartilham um número crescente de seqüências do genoma de hCoV-19 Laboratórios ao redor do mundo estão gerando de maneira sem precedentes, mais e mais seqüências genômicas e dados clínicos e epidemiológicos relacionados associados ao recém-emergente coronavírus (hCoV-19) rapidamente disponibilizado via GISAID. O vírus pandêmico foi identificado pela primeira vez no final de dezembro de 2019 na província de Hubei, onde os pacientes estavam sofrendo de doenças respiratórias, como pneumonia. Desde então, o hCoV-19 é detectado em todo o mundo. As seqüências genômicas do hCoV-19 são cruciais para projetar e avaliar testes de diagnóstico, rastrear e rastrear o surto em andamento e identificar possíveis opções de intervenção.

https://www.gisaid.org/epiflu-applications/next-hcov-19-app

- Rastreamento em tempo real da evolução de patógenos. O Nextstrain é um projeto de código aberto para aproveitar o potencial científico e de saúde pública dos dados do genoma de patógenos. Fornecemos uma visão continuamente atualizada dos dados publicamente disponíveis, além de poderosas ferramentas analíticas e de visualização para uso da comunidade.

https://nextstrain.org/

(6)

Adaptado de M. Daugherty. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

• Como os vírus como SARS-CoV-2 entram na população

humana?

• Como SARS-CoV-2 se relaciona com outros vírus humanos

circulantes?

• Baseados na experiência com outros vírus humanos, o

que podemos esperar sobre a imunidade de longa duração

ou sobre coexistência com SARS-CoV-2?

(7)

A origem dos vírus pandêmicos humanos

Todos os vírus pandêmicos humanos tem sido originados de outras

espécies animais

Isto é chamado transmissão “zoonótica” ou “zoonóse”

Para um vírus humano tornar-se pandêmico, é necessário haver uma

transmissão sustentada de humano à humano

(8)

A origem dos vírus pandêmicos humanos

*Taxa de letalidade (%) = número de pessoas que morrem com uma dada doença, dividido pelo número de casos dessa doença diagnosticados no mesmo período x 100

**

Middle Eastern Respiratory Syndrome - Coronaviurs

Vírus animal circulante

Muitos coronavírus de morcegos

Baixa *taxa de letalidade estimada

Vírus zoonóticos com transmissão limitada

Síndrome Respiratória do Oriente Médio – Coronavírus (MERS-CoV)

Primeiramente descrita em 2012, taxa de letalidade 30-40%

Vírus humano circulante

Coronavírus respiratório humano

Vírus do resfriado comum, baixa taxa de letalidade

Transmissão

sustentada

em humanos

Vírus zoonóticos com potencial pandêmico

SARS-CoV

Passagem interespécie

#

Passagem interespécie

#

#

(9)

Adaptação viral e interações moleculares de base

*ACE2 (Angiotensin-Converting Enzyme): Enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2) uma enzima componente do sistema renina angiotensina aldosterona. Sua importância médica reside no fato de estar

relacionada a patogênese de várias desordens cardiovascular, como por exemplo, hipertensão, arteriosclerose e infarto do miocárdio. A enzima conversora da angiotensina(ECA) é produzida pelos vasos pulmonares e age sobre a angiotensina-1, transformando-a em angiotensina-2. A ECA 2 é uma proteína transmembranar formada por 805 aminoácidos, que contém um ecto domínio na porção extracelular (aminoácidos 18-739), uma região transmembrana (740-768) e uma calda intracelular. A porção extracelular contém um domínio catalítico, sendo 42% idêntico ao da ECA. A ECA 2 possui função

de peptidase dependente da porção C terminal do substrato, necessitando de um resíduo hidrofóbico ou básico precedido pelo menos por uma prolina (Pro). Desempenhando fortemente essa função para angiotensina II, angiotensina I e bradicinina. Além disso, ECA 2 pode hidrolisar outros peptídeos como apelina 13 e grelina. No entanto, o produto mais ativo da ECA 2 é a angiotensina 1-7 a partir da hidrólise de angiotensina II ou a partir de angiotensina I, a partir deste último com ação conjunta com outras enzimas.

Vírus de Morcego

Proteína S (Spike)

Receptor de Morcego

Proteína ACE2*

Proteína S (Spike)

Adaptada

Novo Receptor - humano

Proteína ACE2 humana

Estas adaptações moleculares precisam

ocorrer em várias interfaces hospedeiro-vírus

para que o vírus seja capaz de “pular” de uma

espécie para outra.

Passagem interespécie

(10)

Outros vírus pandêmicos circulantes

Vírus animal circulante (geralmente baixa letalidade)

Muitos coronavírus de morcegos

Vírus influenza aviário e suíno, SIV (simian immunodeficiency virus), e, muitos, muitos outros

Vírus zoonóticos com transmissão limitada

MERS-CoV (Síndrome Resipratória do Oriente Médio – Coronavírus)

H7N9 influenza “aviária”, vírus da raiva, vírus nipah

Vírus humano circulante (geralmente baixa letalidade)

Coronavírus respiratório humano

Influenza (gripe) sazonal, sarampo, pólio

Vírus zoonóticos com potencial pandêmico

SARS-CoV

Gripe espanhola 1918, Gripe de Hong Kong 1968, Gripe suína

2009, Varíola, HIV, Ebola

Transmissão

sustentada

em humanos

(11)

O que podemos esperar sobre a imunidade?

Ainda é muito cedo para traçarmos conclusões sobre a imunidade de longa duração para SARS-CoV.

Algumas observações sobre outros outros vírus:

Imunidade protetora de longa duração

Varíola

Raiva

Sarampo

Pólio

Caxumba, Rubéola e vários outros

Soro hiperimune pode ser administrado e é protetor

Ebola

Imunidade protetora limitada, curta-duração, ou desconhecida

Coronavírus humanos respiratórios

Não existem muitos dados disponíveis, entretanto parece que as pessoas podem ser reinfectadas novamente após

algum tempo (poucos anos)

Vírus influenza

A vacina é efetiva, mas o vírus se evolui anualmente para escapar da imunidade

 Podemos esperar uma imunidade protetora, mas ainda não temos clareza sobre a proteção de longa duração.

(12)

• Vírus zoonóticos continuarão a entrar na população humana

com base em sua habilidade de evoluir rapidamente para superar

as barreiras moleculares

• Nossa melhor defesa é a vigilância epidemiológica, e,

a habilidade de rapidamente implementar uma resposta efetiva

de saúde pública em colaboração com os esforços da ciência

• Este “pedágio” pandêmico irá passar, com períodos de

reemergência ou (de modo otimista) com a atenuação viral ou

com pela imunidade de longa duração

O que podemos esperar sobre a imunidade?

(13)

Questões sobre COVID-19 – Parte 3

Adaptado de J. Meyer. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

• Quais as variáveis que contribuem para a disseminação de

patógenos?

• Existe um aumento da possibilidade de novas pandemias no

futuro?

(14)

Quais as variáveis que contribuem para a disseminação de patógenos?

R

0

é o potencial reprodutivo de um patógeno

R

0

estimado para SARS-CoV-2 é de ~2,5

Adaptado de J. Meyer. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

O número de reprodução básico, R0 de uma doença contagiosa é o número médio de novos infectados que gera um indivíduo doente sobre uma população sem imunidade à doença e na ausência de qualquer controle. Quando R0 < 1 o contágio diminui se R0 > 1 a epidemia continua se alastrando.

(15)

Quais as variáveis que contribuem para a disseminação de patógenos?

R

0

= Infectividade x Período infeccioso

R

0

estimado para SARS-CoV-2 é de ~2,5

(16)

Quais as variáveis que contribuem para a disseminação de patógenos?

R

0

= Infectividade x Período infeccioso

R

0

estimado para SARS-CoV-2 é de ~2,5

• Quão contagiosa uma

pessoa infectada é

• O número de contatos

• Taxa de recuperação

• Taxa de mortalidade

(17)

M. Daugherty. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

Quais as variáveis que contribuem para a disseminação de patógenos?

R

= Infectividade x Período infeccioso

R

0

estimado para SARS-CoV-2 É DE ~2,5

• Quão contagiosa uma

pessoa infectada é

• O número de contatos

• Taxa de recuperação

• Taxa de mortalidade

Distanciamento social

Quarentena Usar mascara

quando contagioso

Potencial reprodutivo após intervenções como:

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M. Daugherty. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

Existe um aumento da possibilidade de novas pandemias no futuro?

1. Aumento da exposição à patógenos não humanos

a. Aumento do consumo de carne (criações de animais em pequena e larga escala)

b. Aumento da invasão de áreas naturais (desmatamento, ecoturismo, etc.)

c.

Aumento do comércio de animais exóticos

2. Urbanização (grandes concentrações humanas)

3. Globalização (deslocamentos frequentes e intensos)

4. Mudança Climática

a. Disseminação de doenças transmitidas por vetores para novas populações

b. Aumento das temperaturas e inundações com a disseminação de doenças

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M. Daugherty. https://www.youtube.com/watch?v=m9A4FMpwcQM&t=317s

Onde a próxima nova doença irá emergir?

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