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MORFOLOGIA B A C T É R I A S

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Academic year: 2021

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B A C T É R I A S

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B A C T É R I A S

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B A C T É R I A S

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B A C T É R I A S

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B A C T É R I A S

NUTRIÇÃO

•  São agrupadas em 4 categorias de acordo com a fonte de

ENERGIA e de

CARBONO para a produção de suas moléculas orgânicas:

9 

ENERGIA

A  fototróficos

(fonte:

luz

)

A 

quimiotróficos (fonte: oxidação de substâncias)

9 

CARBONO

A 

autotróficos (fonte: CO

2

)

A 

heterotróficos

(fonte:

moléculas orgânicas

)

Tipo de nutrição Fonte de energia Fonte de energia Exemplos

fotoautotróficos Luz CO2 fotossintetizantes Bactérias

quimioautotróficos Elétrons "energizados" de compostos inorgânicos CO2 Nitrobactérias Nitrosomonas

foto-heterotróficos Luz Compostos orgânicos Bactérias não-sulfurosas

quimio-heterotróficos Elétrons "energizados" de compostos inorgânicos Compostos orgânicos

Saprofágicas Parasitas Simbiontes

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B A C T É R I A S

RELAÇÕES

METABÓLICAS COM O

2

• 

Respiração: hidrogênios e elétrons são transportados por aceptores inorgânicos. Se o

receptor for o O2, é denominada respiração aeróbica; se não for; é respiração anaeróbica

.

9 

Aeróbica

A 

C6H12O6 (glicose) + 6 O2 " 6 CO2 + 6 H2O + energia

9  Anaeróbica

(Pseudomonas e Clostridium, desnitrificação)

A  5 C6H12O6 (glicose) + 24 NO-3 + 24H+ " 30 CO2 + 42 H2O + 12 N2 + energia

• 

Fermentação: hidrogênios e elétrons são transportados por aceptores orgânicos

.

9  Alcoólica

(lactobacilos)

A 

C6H12O6 (glicose) " 2 C2H5OH (álcool etílico) + 2 CO2 + energia

9 

Acética (acetobactérias)

A  C6H12O6 (glicose) " 2 CH3COOH (ácido acético) + 2 CO2 + energia

9 

Láctica (lactobacilos)

(8)

B A C T É R I A S

RELAÇÕES

METABÓLICAS COM O

2

•  Aeróbicos Estritos:

9  necessitam de O

2

.

•  Anaeróbicos Estritos:

9  não toleram O

2

(letal).

•  Aeróbicos Facultativos:

9  não necessitam de O

2

, mas crescem

mais na presença deste gás.

•  Anaeróbicos Facultativos:

9  não necessitam de O

2

, mas crescem

mais na ausência deste gás.

(9)

B A C T É R I A S

(10)

B A C T É R I A S

(11)

B A C T É R I A S

(12)

B A C T É R I A S

(13)

B A C T É R I A S

(14)

C I A N O B A C T É R I A S

(15)

C I A N O B A C T É R I A S

(16)

C I A N O B A C T É R I A S

(17)

M I C O P L A S M A S

MORFOLOGIA

(18)

DOENÇA: tuberculose.

AGENTE: Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch).

TRANSMISSÃO: contágio direto por gotículas de saliva, utensílios contaminados,

ingestão de leite e carne bovina contaminados.

SINTOMAS: tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e, nos casos mais avançados, hemoptise (expectoração com sangue).

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos), vacinação das crianças (BCG - bacilo de Calmet-Guérin), evitar ambientes fechados e não utilizar objetos de pessoas contaminadas.

(19)

B A C T E R I O S E S

DOENÇA: antraz ou carbúnculo.

AGENTE: Bacillus anthracis (bacilo).

TRANSMISSÃO: cutânea (quando se manuseia produtos infectados),

respiratória (quando se inspira esporos do bacilo) ou gastrointestinal (quando se ingere carne de animais contaminados).

SINTOMAS: os sintomas variam conforme a forma de contaminação.

Cutânea: lesão que evolui do estado de uma pequena irritação, como se fosse uma picada de mosquito, para bolhas purulentas que evoluem para uma cicatriz negra profunda.

Inalatória: assemelha-se a resfriado, mas logo apresenta problemas graves de respiração. Repentinamente ocorre aumento da febre, dificuldade para respirar e parada cardíaca. Intestinal: inflamação intestinal aguda, náuseas, vômito sanguinolento, perda de apetite. Seguem febre, dores abdominais e forte diarréia. É fatal em 50% dos casos.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibiótico) e evitar contato com objetos e animais contaminados.

(20)

DOENÇA: hanseníase ou lepra.

AGENTE: Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), que apresenta afinidade por células da pele e dos nervos periféricos.

TRANSMISSÃO: através das secreções nasofaríngeas (expelidas ao tossir, espirrar,

falar ou respirar) de um doente não tratado durante convívio freqüente e prolongado.

SINTOMAS: uma ou mais manchas de cor variada, perda de sensibilidade e de pêlos no local, dor, sensação de choque e fisgadas ao longo dos nervos dos braços e pernas, nódulos no corpo avermelhados e dolorosos e diminuição da força muscular das mãos, pés ou da face. PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos), vacinação (BCG) e medidas de higiene e saneamento básico.

(21)

DOENÇA: difteria ou crupe.

AGENTE: Corynebacterium diphtheriae (bacilo diftérico).

TRANSMISSÃO: contágio direto por gotículas de saliva.

SINTOMAS: placas acinzentadas, duras, semelhantes a uma pele aderente, estado geral comprometido, dor de garganta, febre baixa e edema de pescoço

PROFILAXIAS: tratamento do doente (soro antidiftérico e antibióticos) e vacinação antidiftérica (associada à antitetânica e a antipertussis, contra a coqueluche, na forma de vacina tríplice).

(22)

DOENÇA: coqueluche ou tosse comprida.

AGENTE: Bordetella pertussis.

TRANSMISSÃO: inalação de secreções respiratórias que o doente elimina pelo ar.

SINTOMAS: acessos de tosse (5 a 10 tossidas) em uma única respiração, guincho, protusão da língua, cianose, apnéia e vômitos pós-tosse.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos, antitoxinas) e vacinação antipertussis (associada à antitetânica e a antidiftérica, na forma de vacina tríplice).

(23)

DOENÇA: pneumonia bacteriana.

AGENTE: Streptococcus pneumoniae (pneumococo).

TRANSMISSÃO: contágio direto por gotículas de saliva e objetos

contaminados.

SINTOMAS: febre alta, dor no peito ou nas costas, tosse com expectoração, infecção pulmonar, pleurite, pericardite, artrites, otites.

PROFILAXIAS: antibióticos e quimioterápicos.

(24)

DOENÇA: escarlatina.

AGENTE: Streptococcus pyogenes.

TRANSMISSÃO: contato com as secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas ou através de

sangue e também por via placentária.

SINTOMAS: dor de garganta, febre, dores musculares, náuseas e vômitos; as amígdalas ficam inflamadas, com pus, e a língua apresenta pequenas saliências ("língua de framboesa“);

surgem erupções na pele e manchas vermelho-escarlate que podem descamar.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos), evitar o contato com pessoas infectadas.

B A C T E R I O S E S

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DOENÇA: tétano.

AGENTE: Clostridium tetani.

TRANSMISSÃO: ferimentos perfurantes na

pele ou pelo cordão umbilical, quando este é cortado por instrumentos não esterilizados.

SINTOMAS: dor de cabeça, febre e

Contrações musculares, provocando rigidez na face, nuca e mandíbula. Entre as

complicações mais freqüentes devido à paralisia

muscular estão crises hipertensivas, embolia cerebral, flebite e parada cardiorrespiratória. PROFILAXIAS: não há cura; tratamento do doente (soro antitetânico, antibióticos, relaxantes musculares e analgésicos) e vacinação antitetânica (vacina tríplice).

(26)

DOENÇA: leptospirose, doença de Weil, síndrome de Weil, febre dos pântanos, febre dos arrozais, febre outonal, doença dos porqueiros ou tifo canino.

AGENTE: Leptospira interrogans.

TRANSMISSÃO: água, alimentos e objetos contaminados por urina de ratos, cães e outros

animais portadores da bactéria.

SINTOMAS: febre alta, calafrios, dores de cabeça, musculares (principalmente nas panturrilhas) e articulares, anemia, complicações renais, icterícia.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos), vacinação e controle dos vetores.

B A C T E R I O S E S

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B A C T E R I O S E S

DOENÇA: botulismo ou intoxicação por toxina botulínica .

AGENTE: Clostridium botulinium.

TRANSMISSÃO: ingestão de alimentos contaminados que, por estarem mal preparados ou

conservados, o bacilo passa a produzir a toxina botulínica.

SINTOMAS: dores de cabeça, vertigem, sonolência, visão turva e dupla, diarréia, náuseas, vômitos, dificuldade para respirar, paralisia descendente da musculatura respiratória,

comprometimento de nervos cranianos, prisão de ventre e infecções respiratórias.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (soro antibotulínico) e cuidado com alimentos enlatados, em conserva ou defumados.

(28)

B A C T E R I O S E S

DOENÇA: gonorréia, blenorragia, esquentamento ou pingadeira.

AGENTE: Neisseria gonorrhoeae.

TRANSMISSÃO: relação sexual desprotegida (DST e na ocasião do parto.

SINTOMAS: corrimento esbranquiçado na uretra do homem ou vagina e ardência ao urinar.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos) e uso de preservativos nas relações sexuais.

(29)

DOENÇA: sífilis, lues ou cancro duro.

AGENTE: Treponema pallidum.

TRANSMISSÃO: relação sexual desprotegida (DST), transfusões sanguíneas

e via placentária.

SINTOMAS: apresenta 3 fases, com evolução cada vez mais grave, se não for tratada logo no início.

1ª fase (14 a 21 dias após o contágio): sífilis primária, com ferida isolada, chamada de cancro

duro, que não dói e pode desaparecer mesmo sem tratamento.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos) e uso de preservativos nas relações sexuais.

(30)

DOENÇA: sífilis, lues ou cancro duro.

AGENTE: Treponema pallidum.

TRANSMISSÃO: relação sexual desprotegida (DST), transfusões sanguíneas

e via placentária.

SINTOMAS: apresenta 3 fases, com evolução cada vez mais grave, se não for tratada logo no início.

2ª fase (2 a 3 meses após o contágio): sífilis secundária, com manchas arroxeadas na pele,

palma das mãos e planta dos pés; ínguas indolores; febre e mal-estar; queda de cabelos (estes sinais podem desaparecer mesmo sem tratamento).

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos) e uso de preservativos nas relações sexuais.

(31)

DOENÇA: sífilis, lues ou cancro duro.

AGENTE: Treponema pallidum.

TRANSMISSÃO: relação sexual desprotegida (DST), transfusões sanguíneas

e via placentária.

SINTOMAS: apresenta 3 fases, com evolução cada vez mais grave, se não for tratada logo no início.

3ª fase (1 a vários anos após o início do cancro duro): sífilis terciária, com lesões ósseas;

lesões no sistema nervoso que levam à paralisia e demência; lesões graves no coração que podem levar à morte.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos) e uso de preservativos nas relações sexuais.

(32)

DOENÇA: meningite meningocócica.

AGENTE: Neisseria meningitidis.

TRANSMISSÃO: inalação de secreções respiratórias

que o doente elimina pelo ar.

SINTOMAS: secreção nasal, dor de garganta, cefaléia, febre, prostração, rigidez da nuca, vômitos em jato, delírios, coma.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibióticos e soro) e vacinação (duração pequena).

(33)

DOENÇA: cólera.

AGENTE: enterotoxina do Vibrio cholerae O1 (El Tor, Inaba, Ogawa ou Hikojima) e O139 (Bengal).

TRANSMISSÃO: ingestão de água ou alimentos contaminados, crus ou mal cozidos.

SINTOMAS: diarréia intensa, cólicas abdominais, dores no corpo, náuseas e vômitos;

desidratação grave (muita sede, cãibras, olhos encovados e pele seca, azulada e enrugada), pois o vibrião colérico libera uma toxina que rompe o equilíbrio de sódio nas células da mucosa do intestino e provoca a perda de água.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (soro reidratante e antibióticos).

(34)

DOENÇA: febre tifóide.

AGENTE: Salmonella typhi (bacilo de Elberth).

TRANSMISSÃO: ingestão de água, alimentos ou fezes humanas

contaminados; pode ser transmitida pelo contato direto (mão-boca) com fezes, urina, secreção respiratória, vômito ou pus de indivíduo infectado.

SINTOMAS: febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarréia e tosse seca.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibiótico e reidratação), saneamento básico, hábitos de higiene e vacinação.

(35)

DOENÇA: febre maculosa, tifo ou tifo murino.

AGENTE: Rickettsia rickettsii, bactéria gram-negativa intracelular obrigatória.

TRANSMISSÃO: picada ou esmagamento (fluidos ou fezes) de carrapatos infectados da

espécie Amblyomma cajennense (“carrapato-estrela”, “carrapato-de-cavalo” ou “rodoleiro”).

SINTOMAS: febre elevada, cefaléia e/ou mialgia intensa e/ou prostração, seguida de exantema máculo-papular, predominantemente nas regiões palmar e plantar, que pode evoluir para

petéquias, equimoses e hemorragias.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibiótico) e eliminação do vetor (nunca espremer).

B A C T E R I O S E S

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DOENÇA: peste negra, “febre do rato” ou “doença do rato”. 3 formas de peste (bubônica, septicêmica e pneumônica).

AGENTE: Yersinia pestis.

TRANSMISSÃO: picada de pulgas infectadas (peste bubônica), gotículas transportadas pelo ar

e os fômites de pacientes (peste pneumônica).

SINTOMAS: febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores generalizadas, falta de apetite, náuseas, vômitos, confusão mental, olhos avermelhados, pulso rápido e irregular, pressão arterial baixa, prostração e mal-estar geral.

Peste Bubônica: após 2 ou 3 dias, aparece tumefação nos linfonodos superficiais.

Peste Septicêmica: dispnéia, estado geral grave, dificuldade na fala, hemorragias, necrose dos membros, coma e morte.

Peste Pneumônica: dor no tórax, respiração curta e rápida, dispnéia, cianose, expectoração sanguinolenta, delírio, coma e morte.

PROFILAXIAS: tratamento do doente (antibiótico) e evitar contato com roedores e suas pulgas.

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Referências

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