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© UNESP 6 Agosto 2008
Autor: Anibal Tavares de Azevedo
Limeira, 27 de Novembro 2013
SIMULAÇÃO EM PROMODEL
AULA 1
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Variáveis Aleatórias
Demanda
Como determinar a demanda de um determinado produto? Responder esta pergunta é importante para:
•Dimensionar o número de peças a serem pedidas;
•Determinar a compra ou não de maquinário;
•Expansão unidade existente ou construção de nova
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Cadeias de Markov
Em várias situações é interessante saber como uma variável aleatória muda ao longo do tempo. Por exemplo:
(1) O preço de uma ação na bolsa de valores;
(2) A demanda de energia elétrica (ou de um outro produto qualquer);
Em particular será estudado um processo estocástico denominado Cadeias de Markov.
Valor de ação Demanda de energia Balança Comercial
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Cadeias de Markov
Definição de Processo Estocástico:
Suponha que uma determinada característica de um sistema é observada em pontos discretos do tempo cujos índices são 0,1,2,...).
Seja Xt o valor que a característica do sistema assume no tempo t. Então, na maioria das situações,
Xt não é conhecida com certeza antes do tempo t e deve ser vista como uma variável aleatória.
Um processo estocástico discreto no tempo é uma descrição da relação entre as variáveis X0,X1,X2,.... Exemplos de processos estocásticos são ilustrados a seguir.
X
0X
1X
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Cadeias de Markov
X
0A ruína do apostador
X
1X
1Perde (1-p)
Ganha (p)
•••
•••
•••
•••
•••
•••
•••
•••
X
tFim de jogo
X
t6
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Cadeias de Markov
Exemplo 1: A ruína do apostador
Suponha que um jogo no qual o saldo inicial, no tempo 0, é de R$2. Nos tempos 1, 2,..., I é realizado o jogo tal que em cada tempo I é apostado R$1. Há uma probabilidade p de se ganhar o jogo e (p-1) de se perder. O objetivo é aumentar o capital para R$4 e se isto ocorrer o jogo termina. Outra forma de terminar
o jogo é se o capital for reduzido a R$0. Define-se
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Cadeias de Markov
Exercício 1: A ruína do apostador
Quais são os possíveis estados deste jogo?
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Cadeias de Markov
Exercício 1: A ruína do apostador
Quais são os possíveis estados deste jogo?
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Definição de Cadeia de Markov:
Um tipo especial de processo estocástico discreto no tempo é denominado de Cadeia de Markov. Assumindo que em qualquer instante de tempo o processo estocástico pode estar em um dos seguintes estados finitos indexados 1,2,..., s.
Um processo estocástico discreto no tempo é uma
Cadeia de Markov se, para t = 0, 1, 2, ..., e em todos os estados:
P(Xt+1 = it+1|Xt = it, Xt-1 = it-1, ..., X1 = i1, X0 = i0)
= P(Xt+1 = it+1|Xt = it) (1)
Cadeias de Markov
A equação (1) diz que a função de distribuição de probabilidade do estado no instante t+1 depende do estado no tempo t(it) e não depende dos estados da
cadeia percorridos para até se atingir it no tempo t.
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Definição de Cadeia de Markov:
Portanto, no estudo de Cadeias de Markov é suposto que para todos os estados i e j e todos os intervalos de tempo t:
P(Xt+1 = it+1|Xt = it)= pij (2)
Cadeias de Markov
onde pij é a probabilidade de que o sistema no estado i no tempo t esteja no estado j no tempo t+1. Se no próximo período o sistema se move do estado i para o estado j, então, é dito que ocorreu um transição de i para j. Assim, os pij´s são chamados de
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Definição de Cadeia de Markov:
No estudo de Cadeias de Markov é necessário definir qi que é a probabilidade que a cadeia esteja no estado i no tempo 0; ou seja, P(X0 = i)= qi.
Cadeias de Markov
O vetor q = [q1 q2 ... qs] é chamado de função de distribuição de probabilidade inicial para a Cadeia de Markov.
Na maioria das aplicações as probabilidades de transição são dadas por uma matriz P de transição de probabilidade de tamanho s x s.
=
ss s s s sp
p
p
p
p
p
p
p
p
P
L
M
O
M
M
L
L
2 1 2 22 21 1 12 11 12© UNESP 6 Agosto 2008
Cadeias de Markov
=
ss s s s sp
p
p
p
p
p
p
p
p
P
L
M
O
M
M
L
L
2 1 2 22 21 1 12 111
1
2
s
Estado
2
s
Probabilidade de sair de i (=1)
em t e ir para j (=2) em t+1.
∑
∑
∑
∑
=1
∑
∑
= + ==
=
=
=
s j s j ij tt
j
X
i
p
X
P
1 1
1
|
)
1
(
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Cadeias de Markov
Representação Gráfica:
Uma matriz de transição pode ser representada por um
grafo no qual um nó representa o estado e o arco
(i,j) representa a probabilidade de transição pij.
i
j
p
ij1
2
3
4
p
11p
12p
13p
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Cadeias de Markov
X
0A ruína do apostador
X
1X
1Perde (1-p)
Ganha (p)
•••
•••
•••
•••
•••
•••
•••
•••
X
tFim de jogo
X
tExercício 2:
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−
−
−
=
1
0
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
p
p
p
p
p
p
P
Cadeias de Markov
0
1
3
∑
∑
∑
∑
=1
∑
∑
= + ==
=
=
=
s j s j ij tt
j
X
i
p
X
P
1 1
1
|
)
1
(
2
4
0
1
2
3
4
Exercício 2:
Encontrar a matriz P e o grafo deste problema.
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Cadeias de Markov
Exercício 2:
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Simulação - Passeio Aleatório 1D
+1
-1
O passeio aleatório é a formalização matemática de um
caminho que é construído por meio de uma sucessão de
passos aleatórios. Pode ser associado a uma cadeia de
Markov !!
p =1/2
p =1/2
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Simulação - Passeio Aleatório 2D
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Simulação em Sala de Aula
Neste livro o protagonista resolve
tomar decisões empregando o
resultado da jogada de um dado !
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Cadeias de Markov
Exemplo: Consumo de Refrigerantes
Suponha que indústria produza apenas dois refrigerantes. Supondo que uma pessoa comprou o refrigerante 1, existe um probabilidade de 90% a próxima compra seja do mesmo. Se ela comprou o refrigerante 2, então,
a chance de comprar o mesmo de novo é de 80%.
××××
1
2
(1) Se a pessoa consome o refrigerante 2, qual a probabilidade de que ela compre o refrigerante 1 após
duas compras a partir de agora?
(2) Se a pessoa consome o refrigerante 1, qual a probabilidade de que ela compre o refrigerante 1 na
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Cadeias de Markov
Resolução: As compras de cada pessoa podem ser representadas por uma Cadeia de Markov cujos estados
Xt no tempo t representam o último refrigerante comprado, tal que, X0 é o refrigerante comprado agora e Xn é o refrigerante comprado no tempo, futuro, n.
1
2
=
8
.
0
2
.
0
1
.
0
9
.
0
P
1
2
2
1
0.9
0.1
0.2
0.8
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Cadeias de Markov
O comportamento das probabilidades de transição após
n-passos com n crescente é como dado a seguir:
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Cadeias de Markov
Para n grande o suficiente tanto P11(n) quanto P21(n)
são constantes e tendem ao valor 0.67. Isto significa que, para n grande, não importa o estado inicial a chance de uma pessoa se tornar comprador do
refrigerante 1 é de 67%, e portanto, do 2 é de 33%.
n passos
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TEORIA DE FILAS
1
0
2
3
4
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Estado do Sistema: número de clientes
Não há clientes
1 em atendimento
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TEORIA DE FILAS
Processos de Nascimento-Morte:
Seja o número de pessoas presentes em uma fila no tempo t o estado do sistema no tempo t. Para t=0,o estado do sistema será igual ao número de pessoas presentes na fila. É de grande interesse determinar
Pij(t) que fornece a probabilidade de que j pessoas estejam presentes no sistema no tempo t, dado que no tempo 0, i pessoas estavam presentes. Observe que determinar Pij(t) é análogo a obter a probabilidade de transição em n passos Pij(n) de uma Cadeia de Markov (probabilidade de que em n passos o sistema com estado inicial i termine no estado j). Conforme n
torna-se suficientemente grande Pij(t) se aproxima de
ππππj, denominada de probabilidade de estado
estacionário do estado j, que independe do estado inicial i.
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Processos de Nascimento-Morte:
Para problemas de filas ππππj pode ser entendido como:
TEORIA DE FILAS
(1)A probabilidade de que existam j clientes no sistema.
Tempo t = 0
i
Tempo t
j
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(2)A fração de tempo na qual j clientes estão no sistema.
Fração
ππππ
ii
Fração
ππππ
jj
TEORIA DE FILAS
T sistema
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Processos de Nascimento-Morte:
Na maioria dos modelos de filas o valor de Pij(t)
para t pequeno depende do estado inicial i, ou seja, o número inicial de clientes. Por exemplo, para t pequeno é esperado que P50,1(t) e P1,1(t) sejam bastante diferentes. Porém, no estado estacionário, se existir, P50,1(t) = P1,1(t) = ππππj. O comportamento de Pij(t) antes de atingir o estado estacionário é denominado de comportamento transiente do modelo de fila. O comportamento transiente será tratado mais a frente. Por hora, será considerado que os modelos de filas em análise estão em estado estacionário e portanto ππππj pode ser utiizado no lugar de Pij(t).
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Processos de Nascimento-Morte:
Um processo de Nascimento-Morte é um processo estocástico contínuo no tempo tal que o estado do sistema é um inteiro não-negativo e pode ser observado em qualquer instante de tempo e não apenas em instantes discretos de tempo. Se o processo de nascimento-morte estiver no estado j no tempo t, então, o processo é governado pelas seguintes leis:
TEORIA DE FILAS
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TEORIA DE FILAS
Relação da Exponencial com Processos de Nascimento e Morte:
A maioria dos modelos de filas com intervalo entre chegadas com distribuição exponencial e serviço de
atendimento também exponencial podem ser modelados por processos de nascimento-morte.
j-1
j
j+1
λλλλ
0
...
...
λλλλ
λλλλ
λλλλ
µµµµ
µµµµ
µµµµ
µµµµ
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TEORIA DE FILAS
λλλλ
µµµµ
Morte (serviço completado) Nascimento (chegada)
2
3
2clientes:
1 em serviço
1 em fila
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Teoria de Filas
Chegada
A
A
Supõe a chegada de apenas um usuário por instante.
O tempo para ocorrer uma chegada é função de prob.
Atendimento
C1
C
Pode ter servidores em paralelo (C2) ou em série (C1).
O tempo de serviço é associado a função de distrib.
C2
C
Fila
B
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Estudo de Caso
REVISTA EXAME, EDIÇÃO 1001, ANO 45, NO. 18, PP. 60-64, 05/10/2011
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Estudo de Caso
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ALGUMAS DEFINIÇÕES
Modelo determinístico
de simulação
É tal que não emprega variáveis
aleatórias.
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ALGUMAS DEFINIÇÕES
Modelo determinístico
de simulação
É tal que não emprega variáveis
aleatórias.
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ALGUMAS DEFINIÇÕES
Modelo estocástico
de simulação
É tal que emprega uma ou mais
variáveis aleatórias.
Tempo de descarregamento
pode ser variável em [11,13]
Pode existir a probabilidade
de uma máquina quebrar.
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Teoria de Filas - Resumo
Fila de Aviões
Atendimento no Aeroporto
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Teoria de Filas - Resumo
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