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Apostila Brigada Vulcabras Atualisada

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Apostila

Apostila

Treinamento para Formação de Brigadista

Treinamento para Formação de Brigadista

de

de

Combate a Incêndio.

Combate a Incêndio.

TREINAMENTO PARA FORMAÇÃO DE BRIGADISTA

TREINAMENTO PARA FORMAÇÃO DE BRIGADISTA

(2)

SUMÁRIO

SUMÁRIO

1. HISTORICO DO FOGO---03

1. HISTORICO DO FOGO---03

2. O

2. O FOGO

FOGO E S

E SUAS

UAS CARACTERISTICAS

CARACTERISTICAS ---

---

---04

---04

2.1

2.1 PRINCÍPIOS

PRINCÍPIOS BÁSICOS

BÁSICOS DO

DO FOGO

FOGO ---

---

---04

---04

]]

2.2 COND

2.2 CONDIÇÔES PR

IÇÔES PROPICIAS P

OPICIAS PARA

ARA A COMBUS

A COMBUSTÃO ---

TÃO ---05

---05

2.3 TRIANGULO DO FOGO ---05

2.3 TRIANGULO DO FOGO ---05

3. ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA O FOGO---05

3. ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA O FOGO---05

4. TÉCNICA DE PREVENÇÃO---07

4. TÉCNICA DE PREVENÇÃO---07

5. METODOS DE EXTINÇÃO---08

5. METODOS DE EXTINÇÃO---08

5.1.CLASSE DE INCENDIO---08

5.1.CLASSE DE INCENDIO---08

5.2 AGENTES EXTINTORES---09

5.2 AGENTES EXTINTORES---09

5.3. TIPOS DE EXTINTORES---10

5.3. TIPOS DE EXTINTORES---10

6.0. RECOMENDAÇÕES---11

6.0. RECOMENDAÇÕES---11

7. PRIMEIROS SOCORROS---12

7. PRIMEIROS SOCORROS---12

8. PRODUTOS

8. PRODUTOS

PERIGOSOS---17

17

9. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A SITUAÇÕES DE

EMERGÊNCIA---9. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA---17

17

10. BIBLIOGRAFIA---18

10. BIBLIOGRAFIA---18

2/32

2/32

(3)

SUMÁRIO

SUMÁRIO

1. HISTORICO DO FOGO---03

1. HISTORICO DO FOGO---03

2. O

2. O FOGO

FOGO E S

E SUAS

UAS CARACTERISTICAS

CARACTERISTICAS ---

---

---04

---04

2.1

2.1 PRINCÍPIOS

PRINCÍPIOS BÁSICOS

BÁSICOS DO

DO FOGO

FOGO ---

---

---04

---04

]]

2.2 COND

2.2 CONDIÇÔES PR

IÇÔES PROPICIAS P

OPICIAS PARA

ARA A COMBUS

A COMBUSTÃO ---

TÃO ---05

---05

2.3 TRIANGULO DO FOGO ---05

2.3 TRIANGULO DO FOGO ---05

3. ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA O FOGO---05

3. ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA O FOGO---05

4. TÉCNICA DE PREVENÇÃO---07

4. TÉCNICA DE PREVENÇÃO---07

5. METODOS DE EXTINÇÃO---08

5. METODOS DE EXTINÇÃO---08

5.1.CLASSE DE INCENDIO---08

5.1.CLASSE DE INCENDIO---08

5.2 AGENTES EXTINTORES---09

5.2 AGENTES EXTINTORES---09

5.3. TIPOS DE EXTINTORES---10

5.3. TIPOS DE EXTINTORES---10

6.0. RECOMENDAÇÕES---11

6.0. RECOMENDAÇÕES---11

7. PRIMEIROS SOCORROS---12

7. PRIMEIROS SOCORROS---12

8. PRODUTOS

8. PRODUTOS

PERIGOSOS---17

17

9. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A SITUAÇÕES DE

EMERGÊNCIA---9. PROTOCOLO DE ATENDIMENTO A SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA---17

17

10. BIBLIOGRAFIA---18

(4)

1.0 HISTORICO DO FOGO

1.0 HISTORICO DO FOGO

 A

 A historia

historia contemporânea

contemporânea assegura

assegura que

que o

o fogo

fogo provavelmente

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foi descoberto

descoberto pelo

pelo homem

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Surgia ele

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produziam um relâmpago e um raio. Posteriormente, vencendo esse medo, dele se aproximou e o

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na luta contra o homem.

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O primeiro fogo

O primeiro fogo utili

utilizado pelo homem

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dia ele conseguiu produzi-lo através de prolongadas horas de operação, atritando um pedaço de madeira

dia ele conseguiu produzi-lo através de prolongadas horas de operação, atritando um pedaço de madeira

com outro.

com outro.

O fogo foi estudado em várias épocas, mas seu estudo como fogo começou a partir de 1968,

O fogo foi estudado em várias épocas, mas seu estudo como fogo começou a partir de 1968,

com a criação, Zurick (Alemanha), do Instituto do fogo. Alguma concepção do homem sobre o fogo denota

com a criação, Zurick (Alemanha), do Instituto do fogo. Alguma concepção do homem sobre o fogo denota

o seu processo evolutivo, então vejamos:

o seu processo evolutivo, então vejamos:

A primeira teoria mitológica da pedra;

A primeira teoria mitológica da pedra;

 A

 A segunda

segunda teoria

teoria antecedeu

antecedeu a

a Idade

Idade Média,

Média, por

por volta

volta do

do século

século XVII

XVII denominada

denominada

"Fluogistico”, de autoria de Sthall, segundo a qual a matéria possuía um elemento

"Fluogistico”, de autoria de Sthall, segundo a qual a matéria possuía um elemento

extremamente leve, o Fluogistico, e que o fogo era apenas a perda ou liberdade desse

extremamente leve, o Fluogistico, e que o fogo era apenas a perda ou liberdade desse

elemento;

elemento;

 A

 A terceira

terceira teoria

teoria teve

teve inicio

inicio da

da Idade

Idade Média,

Média, quando

quando os

os alquimistas,

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os curiosos

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da

química, desenvolveram vários estudos, entre eles, o do fogo. A conclusão a que

química, desenvolveram vários estudos, entre eles, o do fogo. A conclusão a que

chegaram na época os pesquisadores, assegurava que o fogo era um elemento básico,

chegaram na época os pesquisadores, assegurava que o fogo era um elemento básico,

 juntamente

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terra, a água e

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de quando ainda não se conhecia a estrutura da matéria.

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Finalmente, no século XVIII os franceses conseguem conquistar a Química Moderna,

Finalmente, no século XVIII os franceses conseguem conquistar a Química Moderna,

quando Lavoisier, por volta de

quando Lavoisier, por volta de 1777, conclui suas experiências

1777, conclui suas experiências químicas. A

químicas. A descoberta

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de Lavoisier joga por terra todas as teorias anteriores sobre o fogo, ou melhor, dizendo a

de Lavoisier joga por terra todas as teorias anteriores sobre o fogo, ou melhor, dizendo a

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oxigênio, submetidos á ação de um agente ígneo. Daí, portanto, a teoria do triangulo da combustão. Essa

oxigênio, submetidos á ação de um agente ígneo. Daí, portanto, a teoria do triangulo da combustão. Essa

teoria é até hoje de fundamental importância, tanto para os estudos de prevenção quanto para combate a

teoria é até hoje de fundamental importância, tanto para os estudos de prevenção quanto para combate a

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interna, mas o objetivo a alcançar não era o fogo nem o calor e sim, a força propulsora. O calor 

interna, mas o objetivo a alcançar não era o fogo nem o calor e sim, a força propulsora. O calor 

apresentava-se com um fator adverso ao fenômeno, que voltou a ser estudado na descoberta dos

apresentava-se com um fator adverso ao fenômeno, que voltou a ser estudado na descoberta dos

motores a jato, motores de combustão externa. Com objetivo de produção do empuxo.

motores a jato, motores de combustão externa. Com objetivo de produção do empuxo.

2.0 O FOGO E

2.0 O FOGO E SUAS CARACTERISTICAS

SUAS CARACTERISTICAS

Devem-se conhecer os dois aspectos básicos da proteção contra incêndio, para nossa própria segurança.

Devem-se conhecer os dois aspectos básicos da proteção contra incêndio, para nossa própria segurança.

3/32

3/32

(5)

O primeiro aspecto é da prevenção de incêndios, isto é, evitar que ocorra fogo, utilizando-se de certas

medidas básicas, que envolvem a necessidade de se conhecer:

Característica do fogo;

Propriedade de riscos dos materiais;

Causas de incêndios;

Estudos dos combustíveis.

Quando apesar da prevenção, ocorre o princípio de incêndio, é importante que ele seja combatido de

forma eficiente, para que sejam minimizadas suas conseqüências. Para que esse combate seja eficaz,

deve-se:

Conhecer os agentes extintores;

Saber utilizar os equipamentos de combate a incêndio;

Saber avaliar as características do incêndio, o que determinará a melhor atitude a ser tomada.

Com este trabalho, pretende-se enfocar os aspectos principais que devem ser conhecidos por todos que

compõem a brigada.

2.1

P

RINCÍPIOS BÁSICOS DO FOGO

Pode-se definir o fogo como conseqüência de uma reação química denominada combustão, que produz

calor ou calor e luz.

Para que ocorra essa reação química, dever-se-á, ter no mínimo dois reagentes que, a partir da

existência de uma circunstância favorável, poderão combinar-se resultando no fogo.

Os elementos essenciais do fogo são:

Combustível

Comburente

Calor 

2.1.1.C

OMBUSTÍVEL

Em síntese, combustível é todo material, toda substância, que possui propriedade de queimar, de entrar 

em combustão.

Os combustíveis podem apresentar nos três estados físicos:

Sólido (algodão, madeira, tecido etc...)

Líquido (álcool, gasolina, éter etc...)

Gasoso (acetileno, butano, propano etc...)

2.1.2.Comburente

Normalmente, o oxigênio.

O ar atmosférico contém, em sua composição, cerca de 21% de oxigênio.

2.1.3.Temperatura (calor)

É o elemento que possibilita a reação ente o combustível e o comburente, mantendo e propagando a

combustão, como a chama de um palito de fósforo.

Nota-se que o calor propicia:

Elevação da temperatura;

 Aumento do volume dos corpos;

Mudança no estado físico das substâncias.

Há casos em que a própria temperatura ambiente já serve como fonte de calor.

(6)

É importante notar que no princípio da combustão, além dos elementos essenciais do fogo, há

necessidade de que as condições em que esses elementos se apresentem, sejam propícios para o

inicio do fogo.

Se pensar em um escritório iluminado com lâmpadas incandescente de 100watts, temos presente no

ambiente:

Combustível: mesa, cadeira, papel.

Comburente: oxigênio presente na atmosfera;

Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada.

Nesta situação temos os três elementos, mas não o fogo. Mas se aproximarmos a folha de papel da

lâmpada, quando estiver acesa, haverá um aquecimento do papel e este começará a liberar vapores,

que em contato com uma forte de calor (lâmpada) se combina com o oxigênio entrará em combustão.

Portanto, somente quando o combustível se apresenta sob a forma de vapor ou de gás, ele poderá entra

em ignição. Se este combustível estiver em estado sólido ou liquido, haverá necessidade que seja

aquecido, para começar a liberar vapores ou gases.

Outro fator é a concentração de oxigênio no ambiente, se a porcentagem estiver abaixo de 16%, diz-se

que a mistura comburente/combustível é muito rica, e não haverá combustão, somente fumaça. Daí em

muitos casos não ser aconselhado abrir uma máquina, sem antes estar tudo preparado para o combate.

2.3

T

RIÂNGULO DO FOGO

Quando os três elementos se apresentam em um determinado ambiente, sob condições propícias,

temos o chamado triângulo do fogo.

3.0 Características dos elementos essenciais do fogo

3.1 C

OMBUSTÍVEIS

Todo material possui certas propriedades que o diferem de outros, em relação ao nível de

combustibilidade. Por exemplo, pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não

ocorrendo o mesmo com relação ao carvão. Isso por que o calor gerado pela chama não seria suficiente

para levar o carvão à temperatura necessária para que ele liberasse vapores combustíveis.

Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior ou menor quantidade

de vapores. Para melhor compreensão do fenômeno, diferem-se algumas variáveis, denominadas:

ponto de fulgor;

ponto de combustão;

temperatura de ignição.

3.1.1 P

ONTO DE FULGOR

(7)

É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender vapores que se entrarem em

contato com alguma fonte externa de calor, se incendeia. Só que as chamas não se mantém, não se

sustentam, por não existirem vapores suficientes.

O ponto de fulgor 

de combustível para combustível. Exemplo: a madeira é de 150ºC; para a gasolina é

de -42ºC; já para o asfalto é de 204ºC.

3.1.2 P

ONTO DE COMBUSTÃO

Se aquecermos a madeira e ela passam do seu ponto de fulgor, os gases que ela liberará entrando em

contato com uma fonte de calor, uma chama de um fósforo por exemplo. Incendiar-se-ão e manter-se-ão.

 Agora a queima não para. Foi atingido o

ponto de combustão,

isto é a temperatura mínima em que o

combustível, sendo aquecido desprende gases que em contato com uma fonte externa de calor se

incendeiam, mantendo as chamas.

No ponto de combustão,

acontece um fato diferente ou seja as chamas continuam.

3.1.3.T

EMPERATURA DE IGNIÇÃO

Digamos que continuamos aquecendo a madeira e ela já passou do seu ponto de fulgor e do ponto de

combustão. Naturalmente ela vai continuar desprendendo vapores. Até que num certo momento ao

entrarem em contato com o oxigênio (comburente), ela pegará fogo sem necessidade de uma chama

externa. Ocorre então um fato novo. Não há mais necessidade da fonte externa de calor. Os gases

desprendidos pelo combustível, só pelo contato com o comburente, pegam fogo e, evidentemente, se

mantêm as chamas.

Foi atingida assim a

temperatura de ignição,

que é a temperatura mínima em que gases desprendidos

de um combustível se inflamam, pelo simples contato com o oxigênio do ar.

3.2

C

OMBURENTE

Consideram-se a combustão como uma reação de oxidação o comburente será sempre o oxigênio, mas

há outras substâncias que liberam oxigênio em outras em certas condições como o cloreto de potássio e

a celulose, onde temos como exemplo, os fardos de algodão, que queimam de dentro para fora. Uma

atmosfera de cloro também, pode funcionar como comburente.

3.3

F

ONTE DE CALOR

 As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:

 A chama de um fósforo;

 A brasa de um cigarro;

Uma lâmpada;

Uma fagulha de um curto circuito, etc...

 A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível; é o caso da gasolina cujo

ponto de fulgor é aproximadamente de -40ºC.

O calor pode atingir uma determinada área de três formas;

Condução;

Onde a propagação do calor é feita de molécula para molécula do corpo, por movimento vibratório. A

taxa de condução do calor vai depender da conectividade térmica do material bem como de sua

espessura.

Convecção;

É a forma característica dos fluidos. Pelo aquecimento, as moléculas se expandem e tendem a se elevar.

Radiação;

É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite ondas. O calor do sol é

transmitido assim.

(8)

4.0 TÉCNICAS DE PREVENÇÃO

4.1 A

RMAZENAGEM DE MATERIAL

Manter sempre que possíveis substâncias inflamáveis longe de fonte de calor. Ex-soldas;

Manter no local de trabalho sempre a mínima quantidade de inflamáveis para uso;

Possuir um depósito com boas condições de ventilação, longe de áreas de trabalho e operações;

Proibição de fumar nas áreas onde existem riscos de incêndios. Etc ...

4.2 M

ANUTENÇÃO ADEQUADA

Instalações elétricas em condições precárias, fios expostos e descascados causam curtos-circuitos;

Instalações elétricas mal projetadas, podem provocar aquecimento dos fios e originar incêndios;

Instalação de pára-raios;

Falta de manutenção e lubrificações em equipamentos mecânicos podem provocar aquecimento por 

atrito, criando perigosa fonte de calor.

4.3 O

RDEM E LIMPEZA

Deve-se manter sempre a organização, materiais como: papeis, algodão, estopas sujas de óleo e

graxas são meios por onde pode começar e se propagar um incêndio.

5.0 MÉTODOS DE EXTINÇÃO

Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, uma reação química, que precisa de alguns elementos para

que ela aconteça. Consideremos o triângulo do fogo:

Eliminando um desses elementos, terminará a combustão. Ai se tem uma indicação muito importante de

como se pode acabar com o fogo.

Pode-se eliminar a substância que está sendo queimada (esta é uma solução nem

sempre possível)

Pode-se eliminar o calor, provocando resfriamento, no ponto em que ocorre a

queima;

Pode-se ainda, eliminar ou afastar o comburente (oxigênio) do lugar da

queima, por abafamento.

O triângulo do fogo é como um tripé se eliminado um das pernas, acaba a sustentação isto é, o

fogo se extingue.

De tudo se conclui que, impedindo a ligação dos pontos do triângulo, ou seja dos elementos essenciais,

indispensáveis ao fogo, este não surgirá ou deixará de existir.

Quando num lugar onde existe material combustível e oxigênio se lê um aviso em que se proíbe fumar, o

que se pretende é evitar que se forme o triângulo do fogo, isto é combustível, comburente e calor. O

calor neste caso, é a brasa do cigarro. Sem este calor, o combustível e o comburente, não poderão

transforma-se em fogo.

(9)

5.1 C

LASSES DE INCÊNDIO

É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai combater, para escolher o equipamento

correto. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas ou pode

piorar a situação, aumentando as chamas, espalhando-as ou criando novas causas de fogo

(curtos-circuitos).

Os incêndios são divididos em quatro (4) classes:

Classe A

-

Fogo em materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem

em sua superfície e profundidade e que deixam resíduos, como: tecidos, algodão,

madeira, papel, fibras, etc.

Tipos de Extintores:

 Água e Espuma Mecânica

Classe B

-

São considerados inflamáveis os produtos que queimam somente em

superfície, não deixando resíduos, são os: óleos, graxas, vernizes, solventes, gasolina,

etc.

Tipos de Extintores:

Pó Químico, CO2 (Gás Carbônico)

Classe C

-

fogo em equipamentos elétricos energizados, como: motores,

transformadores, quadros de distribuição, fios, etc..., sob tensão

Tipos de Extintores:

Pó Químico e CO2 (Gás Carbônico)

Classe D -

Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, zircônio, titânio, etc.

Tipos de Extintores:

Pó químico especial tipo ABC

5.2 A

GENTES EXTINTORES

Basicamente a extinção de um incêndio é feita por uma ação de resfriamento ou abafamento, ou a união

das duas ações.

 Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material incendiado a níveis inferiores a ponto de

fulgor ou de combustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá a emissão de vapores

necessário ao prosseguimento do fogo;

 A ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pela aplicação de um agente extintor,

que deslocará o ar da superfície do material em combustão.

Dependendo do tipo do agente extintor ou da forma como alguns deles são empregados, outros efeitos

podem ser conseguidos, como a diluição de um líquido combustível em água ou a interferência na

reação química.

 A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) evita a propagação

do incêndio, sem a necessidade de se utilizar um agente extintor.

5.3 T

IPOS

D

E

E

QUIPAMENTOS

P

 ARA

C

OMBATE

A I

NCÊNDIOS

Extintores;

Hidrantes;

Chuveiros automáticos e outros.

5.3.1 T

IPOS DE EXTINTORES

É preciso conhecer muito bem cada tipo de agentes extintores, pois a característica do incêndio,

determina o seu meio de extinção.

(10)

NBR - 11715 

Denominação

Capac.

P. Total

Diâm.

Altura

Mang.

 AP 10 lts.

10 litros

15,8 kg

17,5 cm

68,0

0,6 m.

Carreta 75 lts. AG

75 litros

128,0 kg

36,0 cm 112,5 cm

5,0 m

O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:

Pressurizado;

É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão, que impulsiona a água

geralmente é o gás carbônico ou nitrogênio. O manuseio é simples. O operador deve-se

aproximar até uma distância conveniente, retirar o pino de segurança e dirigir o jato de

água para a base do fogo.

A pressurizar;

Há uma ampola de gás, e uma vez retirado o pino de segurança, o gás é

liberado e pressiona a água. A ampola pode ser interna ou externa ao cilindro

que contém água.

Sua manutenção é simples, porém devem ser tomados os seguintes cuidados:

Revisão e testes hidrostáticos a cada 5 anos;

 Anualmente ser descarregado.

Extintor de gás carbônico CO2

 Art. no

Capac.

P. Total

Diâm.

Altura

Mang.

CO2 

6,0 kg

24,5 kg

16,8 cm

64,0 cm

0,7 m

CO2 

30 kg

56 kg

22,0 cm

1,5 cm

5,0 m

O gás é inserido num tubo com uma pressão de 61 atmosferas.

 Ao ser acionado o gatilho, o gás passa por uma válvula num forte jato.

Como há possibilidades de vazamentos, este extintor deverá

ser pesado a cada 12 meses e, todas as vezes que houver perda

de mais de 10% no peso, deverá ser descarregado e

recarregado novamente.

Como não deixam resíduos, é o ideal para equipamentos delicados

e elétricos energizados.

Extintor de pó químico regular/ comum PQR/C

Capac. P. Total

Diâm.

Altura

Mang.

8,0 kg

12,7 kg

17,5 cm

51,0 cm

0,5 m

20,0 kg 35,1 kg

20,0 cm

1,0 cm

3,0 m

(11)

Utiliza carbonato de sódio, não higroscópio (que não a absorve água) e um agente propulsor que fornece

a pressão e que pode ser gás carbônico ou nitrogênio. É fornecido para uso manual ou carreta e pode ser 

sob pressão permanente ou injetada.

Seu controle é feito pelo manômetro e, quando a pressão baixa, deve ser recarregada.

São semelhantes no aspecto aos extintores de água. Também são pressurizados ou a pressurizar 

Outros tipos de extintores

Extintor de espuma;

Seu funcionamento se dá pela reação química entre duas substâncias: o sulfato de alumínio e o

bicarbonato de sódio dissolvidos em água.

Extintor de pó químico tipo ABC Que podem utilizados com eficiência nos incêndio de classe A

Composto de monofosfato de amônia . Ele apaga as três classes. Quando aquecida forma uma camada

que adere as superfícies aquecidas.

5.3.2 L

OCALIZAÇÃO E INSTALAÇÃO DE EXTINTORES

Os extintores deverão ser colocados em locais de fácil acesso e visualização;

O local dos extintores deve ser sinalizado por um círculo ou uma seta;

Onde haja menos probabilidade do fogo bloquear seu acesso;

 A área dos extintores deve permanecer livre.

 As áreas dos extintores devem ser pintadas de vermelho nas bordas e no interior com as

cores:

 Amarelo

Gás carbônico (CO2)

 Azul

Pó químico (PQS)

Branco

Água (AGP)

Os extintores devem ser instalados de acordo com a tabela abaixo:

CLASSES DE

INCÊNDIO

TIPOS DE EXTINTORES

 ÁGUA

ESPULMA

CO2

PÓ QUIMICO

SECO (PQS)

A

 ALGODÃO

TECIDO

PAPEL

MADEIRA

SIM

SIM

NÃO

**

NÃO

***

B

GASOLINA

ÓLEO

GRAXA

TINTA

GLP

NÃO

*

SIM

SIM

SIM

C

ELÉTRICOS

ENERGIZADOS

MOTORES

QUADROS

ELÉTRICOS

NÃO

NÃO

SIM

SIM

D

MAGNÉSIO

ZIRCÔNIO

TITÂNIO

NÃO

NÃO

NÃO

OBS. PÓ

SIM

QUÍMICO

ESPECIAL

* Não é utilizada com jato pleno, porém, pode ser usada sob a forma de neblina.

(12)

*** Pó químico especial tipo ABC

5.3.3 I

NSPEÇÃO DE EXTINTORES

Devemos verificar todas as condições dos extintores como:

Peças móveis: mangueira, difusor, gatilho;

Manômetro indicador de pressão que deve estar no campo de ação recomendada;

Lacres para saber se não foram violados.

5.3.4 R

EDE DE COMBATE A INCÊNDIOS

Nossa rede é composta por:

Duas bombas de recalque, sendo uma a diesel e outra elétrica;

Esguichos reguláveis jato sólido e neblina;

Reduções de 2 1/2'' para 1 1/2'';

 Armários;

Mangueiras de 1 1/2'' e 2 1/2'' com conexão engate rápido;

Chaves e esguichos reguláveis; Derivante em Y.

11/32

HIDRANTE DE COLUNA

2 x 2.1/2"

ESGUICHO JATO

SÓLIDO E

 NEBLINA

Dimensões

2.1/2"e 1.1/2"

CHAVE STORZ DUPLA, 1.1/2" x

2.1/2"

ARMÁRIOS

PARA

MANGUEIRAS

TAMPÃO STORZ C/ CORRENTE 2.1/2"

REDUÇÃO 2.1/2" st X 1.1/2"

VÁLVULA ANGULAR 2.1/2" x

45o

ADAPTADOR - 2.1/2"

VOLANTE

MANGUEIRA DE INCÊNDIO

Camada externa de fios de poliéster.

Camada interna de borracha vulcanizada.

Diâmetros: 1.1/2" ou 2.1/2".

Pressão de Ruptura: 400 Ibf/pol2 (1.1/2") e 430 Ibf/pol2

(2.2/2").

Comprimentos 15 metros.

Fornecida com união storz, empatada hidráulicamente com

anéis de cobre recozido, conforme normas da Petrobrás /

DIN.

(13)

6.0 Recomendações para o caso de incêndios

Toda a área deve ser evacuada. Os curiosos e as pessoas de boa vontade só atrapalham;

 A brigada deve intervir, isolar a área e dar combate ao fogo;

 A brigada não tem todos os recursos e não domina todas as técnicas de combate ao fogo. Portanto

em caso de dúvidas e sinistro em grandes proporções deve-se chamar, imediatamente o Corpo de

Bombeiros;

 Antes de dar combate ao incêndio, deve ser desligada a ou as entradas de força;

Quando o Corpo de Bombeiros chegar, é preciso explicar qual o tipo de fogo (classe A,B,C ou D) e

orientar os soldados do fogo sobre a área do incêndio;

Em qualquer caso, deve ser mantida a calma, deve-se atuar com serenidade e ninguém deve tentar 

ser herói;

7.0 PRIMEIROS SOCORROS

Prontosocorrismo:

São todas as ações com o objetivo de manter a vida e/ou minimizar sofrimentos e

seqüelas, prestadas a vítimas de infortúnios, até que socorristas especializados

tomem conta do caso.

É importante que na falta de pessoa especializada, integrante da comunidade que

tenha conhecimentos básicos de prontosocorrismo, por motivo de humanidade, e

legalidade, encarregue-se de prestar os primeiros socorros. É preciso agir com

rapidez, más sem precipitação, mantendo a calma e segurança, conquistar-se-á a

confiança, do acidentado e dos circunstantes.

Importância da reanimação cardiorespiratória:

Estatísticas têm demonstrado que milhões de pessoas morrem por ano, devido à paradas respiratórias e

cardíacas. Investigações permitem afirmar que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se

tivessem sido socorridas à tempo. É um socorro de fácil aplicação que qualquer criança treinada poderá

exercitá-lo.

O ponto mais importante é o tempo transcorrido entre a parada e o início do atendimento, que deve ser o

menor possível.

Causas de parada:

 As causas são as mais diversas possíveis, as mais freqüentes são as obstruções das vias aéreas por 

corpos estranhos, afogamentos, asfixia por fumaça, asfixia por soterramento, choques elétricos, choques

mecânicos, excesso de drogas, doenças cardíacas.

 A parada respiratória quando prolongada acarretará em parada cardíaca por falta de oxigênio nas células.

Verificação da existência ou não da consciência

Estimulo verbal, chamando-o pelo nome, se souber, ou dizendo "Êh! tudo bem! por três vezes, Não

havendo nenhum sinal de atendimento ao chamamento, deverá ser considerado como inconsciente".

O objetivo de verificar se a vítima está consciente é para obter informações a respeito do ocorrido e do

seu estado de saúde

Verificação da existência ou não da respiração

Para verificar se a vítima está em parada respiratória, devemos utilizar 03 (três) órgãos dos sentidos:

 AUDIÇÃO, TATO E VISÃO. "VOS"

O socorrista deverá aproximar da vítima, efetuar a elevação do queixo, colocar seu rosto próximo do nariz

e boca da vítima, usando os órgãos dos sentidos mencionados, sentir a saída do ar exalado, devido a

diferença de pressão e temperatura em relação ao ar ambiente. Tentar ouvir o ruído produzido pelo

processo respiratório e tentar visualizar a expansão e contração dos músculos responsáveis pela

respiração.

(14)

Desobstrução das vias aéreas:

 A forma mais simples de desobstruir as vias aéreas é através do método de elevação do queixo que

consiste em colocar uma das mãos sobre a testa da vítima e a outra, com as pontas dos dedos colocados

lateralmente na mandíbula, efetuar um movimento de extensão do pescoço. A mão que se encontra

espalmada na testa é que será responsável pela maior parte da força, a outra que é colocada na

mandíbula, serve apenas como apoio e direção do queixo.

Em bebês devemos tomar cuidado para que, com a extensão do pescoço, não obstrua a passagem do ar 

pela flexibilidade e frigidez das suas estruturas.

O método, hoje, preconizado é a "MANOBRA DE HEIMLICH", que consiste em:

a. Adultos conscientes:

Posicione-se atrás da vítima de pé, coloque seus braços ao redor do tórax desta, segure seu punho de

uma das mãos e com a outra, coloque as mãos de encontro ao abdomem do paciente, entre o umbigo e o

apêndice xifóide e aperte seu punho contra o abdomem da vítima com um movimento rápido, de baixo

para cima. Repita o procedimento de 06 (seis) a 10 (dez) vezes.

b. Adultos inconscientes:

Coloque a vítima em decúbito dorsal e ajoelhe-se ao lado do seu abdomem, coloque uma das mãos em

cima da outra, mantendo a palma da mão que está embaixo na linha média entre o umbigo e o apêndice

xifóide. Curve-se para frente de modo que seus ombros fiquem na mesma linha do abdomem da vítima.

 Aperte o abdômen em direção ao diafragma, com um golpe rápido.

Obs: Cuidado para não exercer pressão nas laterais dessa linha média, pois poderá afetar órgãos

abdominais.

c. Crianças pequenas:

Mantenha a criança em decúbito ventilar sobre seu antebraço, segurando-o pelo rosto na altura do nariz.

 Aplique 4 pancadas firmes com a outra mão nas costas entre a omoplata. A seguir coloque em decúbito

dorsal ao longo do seu braço e efetue 4 compressões no esterno, semelhante à massagem cardíaca; que

aprenderemos no decorrer.

d. Grávidas:

Em mulheres grávidas as manobras de compressão abdominal devem ser substituídas por compressão

no esterno, semelhantes às massagens cardíacas, que veremos logo mais.

Em todos os casos, após efetuar as compressões, abra a boca da vítima e usando os dedos em forma de

pinça ou gancho, tente remover o corpo estranho.

Quando essas técnicas falharem, o socorrista deverá efetuar a cricotirotomia, que consiste em colocar o

paciente em decúbito dorsal com a cabeça rodada para trás. Segurar a laringe com o polegar e o dedo

médio, identificar a membrana cricotiroídea com o dedo indicador. Fazer uma incisão na pele, horizontal e

adequada. Perfurar a membrana cricotiroídea, introduzir um duto para possibilitar a ventilação "boca

-traquéia ".

Isso só será feito em

"ESTADO DE NECESSIDADE";

e o duto deverá possuir comprimento suficiente

para não adentrar completamente nas vias respiratórias.

Tratamento parada respiratória:

Estando a vítima em decúbito dorsal e com a elevação do queixo, a mão que está sobre a testa deverá

pinçar as narinas com os dedos indicador e polegar para evitar o escape de ar. Acoplar a boca na boca da

vítima envolvendo-a totalmente e insuflar ar até observar que o tórax da mesma se eleve. Após, soltar o

nariz e afastar, um pouco, o rosto para possibilitar a saída do ar.

O ritmo deve ser um insuflada a cada 5 (cinco) segundos em adultos, uma a cada 4 (quatro) segundos em

crianças e uma a cada 3 (três) segundos em bebes.

É importante fazer a insuflação de forma lenta e contínua, evitando o sopro brusco, que irá desviar para o

estômago parte do ar insuflado, podendo provocar vômitos.

Quando por quaisquer motivos, dificultar o acoplamento boca-a-boca, as insufladas deverão ser feitas

através do nariz.

Nos casos de crianças pequenas o socorrista deverá envolver com sua boca, o nariz e a boca da vítima.

Dependendo do biótipo do rosto do socorrista, será possível e mais fácil tapar as narinas com a bochecha.

Em crianças a intensidade da insuflação deve ser menor, de acordo com suas estruturas em formação.

Tratamento parada circulatória:

 Antes da década de 60, somente era possível fazer circular o sangue, artificialmente, sem equipamentos,

em uma vítima com parada cardíaca através da massagem cardíaca a peito aberto. Após muitas

(15)

pesquisas, descobriu-se que era possível a circulação sangüínea através da massagem cardíaca externa

ou a peito fechado. O coração situa-se no centro do peito entre a coluna vertebral e o esterno. O esterno é

um osso com certa flexibilidade e se pressioná-lo, comprimir-se-á o coração com a coluna dorsal,

provocando a saída do sangue para o sistema circulatório. Quando aliviada a pressão, o coração

encher-se-á novamente.

Massagem cardíaca

Para executar a massagem cardíaca externa é necessário que a vítima se encontre em decúbito dorsal

sobre uma superfície rígida. O socorrista deverá posicionar-se, de joelhos, ao lado do tórax da vítima,

localizar, deslizando o dedo médio da mão esquerda (para os destros) pelas costelas flutuantes até a

confluência com o esterno. Medir 02 (dois) dedos acima desse ponto, colocar a mão direita sobre o

esterno e a esquerda sobre a direita, com os dedos entrelaçados, comprimir o esterno, abaixando-o de 3,5

a 5 cm em adultos; 2,5 a 4 cm em crianças e de 1,5 a 2,5 cm em bebes.

Para crianças e bebes, utiliza-se apenas uma mão ou os dedos indicador e médio.

 A posição do socorrista deverá proporcionar-lhe trabalhar com os braços estendidos, transferindo o peso

do seu tronco para o peito do paciente.

Quando estiver sozinho, executar as compressões num ritmo de 80 (oitenta) vezes por minuto em adultos,

90 (noventa) em crianças e 100 (cem) vezes em bebes.

Quando estiver em dois socorristas esse ritmo poderá ser reduzido.

Deverá atentar para a posição correta das mãos a fim de não causar lesões graves que inviabilizem o

objetivo do socorro.

Reanimação cardiorespiratória:

De nada adianta circular sangue que não esteja oxigenado, daí a

necessidade da execução da respiração artificial "boca-a-boca"

concomitantemente com a "Massagem Cardíaca Externa"

 A reanimação cardiorespiratória, se fará duas insufladas e quinze

massagens. Após o quarto ciclo completo, verificará se restabeleceu a

circulação. A reanimação não deverá ser interrompida por mais de 5 (cinco)

segundos contínuos. Após iniciada, a reanimação somente poderá ser 

interrompida quando a circulação e respiração espontânea retornarem, ou

um profissional de saúde assumir o caso.

Os bebes, devido suas pequenas dimensões, mesmo com apenas 1 (um)

socorrista a coordenação da reanimação é de 1 (uma) insuflada para 5

(cinco) massagens. Pare e verifique o pulso a cada 20 ciclos.

É importante relembrar que do tempo para início da reanimação cardiorespiratória, dependerá grande

parte do sucesso ou insucesso do socorro.

Hemorragias:

São consideradas hemorragias todos os derramamentos de sangue para fora dos vasos que devem

contê-lo. Assim, fica fácil detectar uma hemorragia externa. Somente através da visualização do local

onde há o extravasamento. As hemorragias internas são mais difíceis de detecção, pois o sangue perdido,

nem sempre, é visível, devendo suspeitá-la nos acidentes por desaceleração, ferimentos por projétil de

arma de fogo, faca ou estilete, principalmente na cabeça, tórax e abdome. Faz-se diagnóstico através do

pulso rápido e fraco, palidez da pele e mucosas, sudorese abundante e pele fria.

Todas as hemorragias deverão ser controladas as mais rápidas possíveis, pois a perda de determinada

quantidade de sangue num curto espaço de tempo poderá levar o acidentado a óbito.

 As técnicas de contenção de hemorragias são:

PRESSÃO DIRETA SOBRE O FERIMENTO

, com material que possibilite o

estancamento, mais limpo que obtiver;

1.

ELEVAÇÃO ACIMA DO NÍVEL DO CORAÇÃO, A PARTE DO CORPO

AFETADA,

se não houver inconveniente

;

2.

PRESSÃO SOBRE AS ARTÉRIAS BRAQUIAL, FEMURAL E POPLÍTEA,

quando a

hemorragia for nos membros superiores ou inferiores.

Torniquete

Nos casos de amputações esmagamentos ou grandes dilacerações do membros superiores ou

inferiores.É aceitável a aplicação do torniquete somente nesses casos.

 Após aplicado o torniquete, este deverá ser afrouxado somente na presença médica, onde houver 

possibilidades de reposição do sangue perdido.

(16)

Uma das complicações mais perigosas e mais freqüentes que pode produzir-se como resultado de

traumatismo grave é o ESTADO DE CHOQUE.

Pode ocorrer imediatamente após o trauma, recebendo o nome de CHOQUE PRIMÁRIO, ou poderá

ocorrer algum tempo depois, recebendo o nome de CHOQUE SECUNDÁRIO.

Sintomas

Quando se inicia o estado de choque traumático, o acidentado queixa-se de acentuada fraqueza com

tendência para desmaio e tonturas. Ás vezes está muito sedento - O aspecto do paciente é bastante

característico: peles pálidas, podendo mais tarde assumir coloração cinzenta. Nos lábios e unhas há com

freqüência cor azulada (Cianose).

 Ao tocar a pele, comprova-se que está fria também úmida por transpiração bastante abundante.

Olhos fundos, pupilas dilatadas, olhar vago, visão confusa, eis o quadro que apresenta o paciente em

estado de choque.

Há com freqüência náuseas e vômitos. medida que avança o estado de choque, observa-se imobilidade,

indiferença e apatia crescentes. A respiração é superficial e às vezes acelerada.

O pulso é rápido e fraco, ás vezes muito difícil de sentir.

Se o CHOQUE não for tratado poderá produzir a morte. É preciso agir rapidamente para salvar a vida do

paciente.

Providencie a presença de um médico o mais rápido possível.

 Até a chegada do médico, tome as seguintes providências:

Deitar o traumatizado com a cabeça mais baixa do que os pés;

 Afrouxar o colarinho do paciente;

Fornecer ar puro, evitar correntes frias;

Cobrir o acidentado

Movimentar o menos possível o traumatizado.

Fraturas

É a ruptura de um osso e pode ser fechada ou exposta.

Podem ser causadas por golpes, quedas e contrações musculares violentas. São predispostos às fraturas

os idosos.

Os principais sintomas e sinais de fraturas são: dor, incapacidade funcional, deformação, crepitação e

mobilidade anormal. Nem sempre se encontra todos estes sintomas ou sinais.

 As fraturas deverão ser tratadas com imobilizações como veremos na prática e nos casos de fraturas

expostas cobrindo o ferimento para evitar contaminações. - Se houver perda dos sentidos ou alguma

saliência anormal ou angulação de alguma parte da coluna vertebral; ou se ainda o paciente estiver 

consciente e sentir dor aguda na região da coluna ou não apresentar movimento de algum membro,

deve-se evitar mover-deve-se com o acidentado.

Fraturas especiais

Não se trata propriamente de uma classificação de fratura quanto a forma, mas sim de traumatismos

ocorridos em pontos vitais do corpo humano, ou seja, crânio, coluna e pélvis.

Fratura do crânio

O acidentado apresentará os seguintes sintomas e/ou sinais

-

perdas dos sentidos no momento do acidente, esquecimento do acidente, palidez, respiração lenta,

dilatação da pupilas, sonolência e coma, paralisia, perda dos reflexos e vômitos.

Tratamento

Consiste em:

deitar a vítima com a cabeça levantada, a fim de se diminuir o fluxo de sangue para o celebro;

aplicação da bolsa de gelo ou compressa fria no local do ferimento para diminuir o diâmetro dos

capilares;

evitar movimentos bruscos com a cabeça do acidentado;

caso haja extravasamento de sangue ou líquido cefalorraquidiano por um dos ouvidos, inclinar a

cabeça da vítima para facilitar a saída deste;

prevenir o Estado de Choque.

Fratura da coluna

(17)

 A coluna vertebral é formada por trinta e três (33 ) vértebras e dá ao nosso corpo os movimentos de flexão,

bem como sustentação de sua parte estrutural. Divide-se em quatro (4) regiões: cervical, dorsal, lombar e

sacro cóccix.

Reconhece-se que um acidentado sofreu uma fratura da coluna quando ele apresenta:

dor aguda na vértebra atingida, sendo irradiada em forma de cinturão ao redor do corpo;

saliência anormal

perda de sensibilidade nos membros, dependendo da região afetada com o comprometimento da

medula.

Tratamento

De maneira geral o tratamento consiste, e basicamente se assenta, em evitar que a vítima tenha sua

coluna flexionada ou ainda que a cabeça do acidentado seja movimentada (acidente da coluna cervical).

Tais cuidados são necessários para se evitar que a medula se rompa. Devemos, ao prestar o socorro de

urgência a um acidente na coluna, com fratura ou suspeita de tal, observar os cuidados:

Transportar a vítima em uma maca rígida;

Movimentar a vítima como se fosse uma peça rígida;

Prevenir o Estado de Choque.

OBS. IMPORTANTE : No caso de fratura da coluna, o tempo de socorro da vítima não é

fundamental, Deve ser dirigida toda a atenção do socorrista, de forma eficaz, para os cuidados do

transporte da vítima.

Fratura da pélvis

O acidentado apresenta os seguintes sintomas: dor na virilha ou na parte baixa do abdômen quando tenta

se locomover. Nesse caso mova a vítima o mínimo possível e imobilize as suas pernas flexionadas

.

Queimaduras

Queimaduras é uma lesão produzida no tecido de revestimento do organismo por agentes térmicos (calor,

frio, eletricidade), produtos químicos, irradiação ionizante, etc..

Como sabemos, o tegumento tem por finalidade a proteção do corpo contra invasão de microorganismos,

regulação da temperatura do organismo através da perda de água para o exterior e conservação do

líquido interno. Desta forma, uma lesão produzida no tecido tegumentar irá alterar em maior ou menor 

grau estes mecanismos, dependendo da sua extensão e da profundidade.

Podemos dividir a queimadura em graus, de acordo com a profundidade:

1. -PRIMEIRO GRAU

- atinge a epiderme. Caracteriza-se por dor local e vermelhidão da área

atingida

.

2. -SEGUNDO GRAU -

atinge a epiderme e a derme. Caracteriza-se por dor local, vermelhidão e

formação de bolhas d'água.

3. -TERCEIRO GRAU -

atinge todo o tecido de revestimento, alcançando o tecido gorduroso, ou

muscular, podendo chegar até o ósseo. Caracteriza-se por pouca dor devido à destruição das

terminações nervosas da sensibilidade pele escura ou esbranquiçada ladeadas por vezes por 

áreas de eritema.

O tratamento provisório de um queimado é basicamente:

1. Providenciar, o mais rápido possível, o resfriamento do local com água natural;

2. Evitar o estado de choque;

3. Evitar a perda de líquido na região da queimadura;

4. Evitar as infecções; e

5. Transportar ao hospital, de preferência, especializado

Devemos prestar particulares atenções às vias aéreas superiores em pacientes que tenham queimaduras

faciais, pois a obstrução poderá ocorrer com o passar do tempo.

1. Evitar a colocação de pastas, cremes, e outras substâncias sobre a área queimada.

OBS. Está sendo testado um "GEL" que possui a propriedade de resfriamento e evitabilidade de infeções

para socorro a queimados, Após confirmação e aprovação da Organização Mundial da Saúde,

possivelmente, esse medicamento será preconizado.

(18)

8.0.PRODUTOS PERIGOSOS

INTRODUÇÃO

ACIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

RÓTULOS DE RISCO E PAINÉIS DE SEGURANÇA

NÚMERO DE RISCO

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

FICHA DE EMERGÊNCIA

ACIDENTE ENVOLVENDO VEÍCULOS COM PRODUTOS PERIGOSOS

PRINCIPAIS PRODUTOS ARMAZENADDOS I

INTRODUÇÃO

Considera-se PRODUTO PERIGOSO aquele que é perigoso ou represente risco para saúde de pessoas, para a segurança pública ou para o meio ambiente. Os riscos de desastres com produtos perigosos avultam entre os desastres humanos de natureza

tecnológica, podendo localizar-se no Transporte Rodoviário, Ferroviário, Marítimo, Fluvial ou Lacustre, no Deslocamento por Dutos, em Instalações Fixas como Portos, Depósitos, Indústrias Produtoras de produtos perigosos, Indústrias Consumidoras de produtos perigosos, Refinarias de Petróleo, Pólos Petroquímicos, Depósitos de Resíduos, Rejeitos ou Restos, no Consumo, Uso ou Manuseio de produtos perigosos.

ACIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS

Centenas de milhares de produtos químicos são produzidos, armazenados, transportados e usados anualmente. Um acidente com produto perigoso ocorre todas as vezes que se perde o controle sobre o risco, resultando em extravasamento, causando danos humanos, materiais e ambientais. Devido à natureza perigosa de muitos deles, foram estabelecidas normas para reduzir os danos prováveis. Se essas normas não forem seguidas, perde-se o controle efetivo sobre o risco e origina-se uma situação de desastre iminente, Os acidentes com produtos perigosos variam em função do tipo do produto químico e da quantidade e das características dos mesmos.

Um acidente de produto perigoso é uma situação na qual um produto perigoso escapa ou pode escapar para o ambiente que o rodeia. Todas as atividades que são requeridas quando se aciona uma ação emergencial nestes acidentes podem ser divididas em cinco amplos elementos que interatuam entre si:

OBJETIVOS:

♦ Prevenir acidentes em descargas com produtos perigosos;

♦ Reduzir o risco de acidentes que possam atingir áreas de preservação;

♦ Minimizar as conseqüências provenientes de sinistros com produtos perigosos;

♦  Adotar ações e medidas mitigadoras eficientes em função dos eventuais acidentes que venham ocorrer;

♦ Disciplinar ação padronizadas de emergências, que colaborem para minimizar os prejuízos decorrentes de acidentes com

cargas de produtos perigosos;

♦ Envolver os órgãos competentes, que por sua elevada especialização desenvolvem ações eficientes de prevenção, controle,

monitoramento quanto a acidentes de cargas com produtos perigosos. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

Os números de classe ou subclasse de risco, estabelecidos pela ONU, encontram-se dispostos na parte inferior dos Rótulos de Risco, de acordo com a Portaria N.º 204/97 do Ministério dos Transportes e NBR 7500 da ABNT, revisada em março de 2000, assim como na discriminação dos produtos perigosos relacionados no documento fiscal, juntamente com o respectivo nome e N.º ONU.

(19)

As classes e respectivas subclasses dos produtos perigosos apresentam os seguintes significados: Classe 1 Explosivos

Subclasse 1.1 Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa Subclasse 1.2 Substâncias e artefatos com risco de projeção

Subclasse 1.3 Substâncias e artefatos com risco predominante de fogo Subclasse 1.4 Substâncias e artefatos que não apresentam risco significativo Subclasse 1.5 Substâncias pouco sensíveis

Subclasse 1.6 Substâncias extremamente insensíveis Classe2 Gases

Subclasse 2.1 Gases Inflamáveis

Subclasse 2.2 Gases não inflamáveis, não tóxicos Subclasse 2.3 Gases tóxicos

Classe 3 Líquidos Inflamáveis

Classe 4 Sólidos Inflamáveis; Substâncias Sujeitas à Combustão Espontânea; Substâncias que, em contato com a água, emitem Gases Inflamáveis

Subclasse 4.1 Sólidos Inflamáveis

Subclasse 4.2 Substâncias Sujeitas à Combustão Espontânea

Subclasse 4.3 Substâncias que, em contato com a água, emitem Gases Inflamáveis Classe 5 Substâncias Oxidantes; Peróxidos Orgânicos

Subclasse 5.1 Substâncias Oxidantes Subclasse 5.2 Peróxidos Orgânicos

Classe 6 Substâncias Tóxicas; Substâncias Infectantes Subclasse 6.1 Substâncias Tóxicas (venenosas)

Subclasse 6.2 Substâncias Infectantes Classe 7 Materiais Radioativos Classe 8 Corrosivos

Classe 9 Substâncias Perigosas Diversas

Os produtos das Classes 3, 4, 5 e 8 e da Subclasse 6.1 classificam-se, para fins de embalagem, segundo três grupos, conforme o nível de risco que apresentam:

- Grupo de Embalagem I - alto risco; - Grupo de Embalagem II - risco médio; e - Grupo de Embalagem Ill - baixo risco. RÓTULOS DE RISCO E PAINÉIS DE SEGURANÇA Identificação do Produto

Identifique o produto pode ser feito por qualquer uma das seguintes maneiras:

1.

Pelo número da Classificação de Risco ONU constante no rótulo na embalagem do produto, na Ficha de Emergência ou no documento fiscal.

2. Pelo número do quatro de algarismos, número da ONU, existe no painel de segurança, placa laranja, afixada nas laterais, traseira e dianteira do veículo.

3. Pelo número de risco NÚMERO DE RISCO

Os números que indicam o tipo e a intensidade do risco, são formados por dois ou três algarismos. A importância do risco é registrada da esquerda para a direita.

Os algarismos que compõem os números de risco têm o seguinte significado: 2 Emissão de gás devido a pressão ou a reação química;

3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases, ou líquido sujeito a auto-aquecimento 4 Inflamabilidade de sólidos, ou sólidos sujeitos a auto-aquecimento;

2.3

8265

2.3

(20)

5 Efeito oxidante (favorece incêndio); 6 Toxicidade;

7 Radioatividade; 8 Corrosividade;

9 Risco de violenta reação espontânea.

 A letra "X" antes dos algarismos, significa que a substância reage perigosamente com água.  A repetição de um número indica, em geral, aumento da intensidade daquele risco específico.

Quando o risco associado a uma substância puder ser adequadamente indicado por um único número, este será seguido por zero (0).

 As combinações de números a seguir têm significado especial: Exemplos:

88 Produto muito corrosivo 20 Gás inerte

X338 Líquido muito inflamável, corrosivo, que reage perigosamente com água (*)

X423 Sólido inflamável, que reage perigosamente com água, desprendendo gases inflamáveis (*) 33 Líquido muito inflamável (PFg < 23ºC )

236 Gás inflamável, tóxico

539 Peróxido orgânico, inflamável 723 Gás radioativo, inflamável 80 Produto corrosivo

90 Produtos perigosos diversos

69 Produto tóxico ou nocivo, sujeito a violenta reação espontânea 265 Gás tóxico, oxidante (favorece incêndios)

70 Material radioativo IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO CLASSE 1 EXPLOSIVOS (subclasse 1.1, 1.2, 1.3, 1.5 e 1.6) RISCOS POTENCIAIS: FOGO OU EXPLOSÃO

Pode explodir e espalhar fragmentos num raio de 600m ou mais, se o fogo atingir a área de estoque ou carga. RISCOS PARA A SAÚDE

Em contato com o fogo pode produzir gases irritantes ou venenosos. AÇÃO DE EMERGÊNCIA

Em caso de fogo, interromper todo o tráfego e evacuar a área em todas as direções, num raio de 800 m. Manter as pessoas afastadas.

Não combater o fogo na carga. Tentar impedir que o fogo atinja o compartimento com carga explosiva.

Equipamentos autônomos de respiração e vestimentas usuais de combate ao fogo oferecem proteção limitada.

CHAMAR "PRÓ-QUÍMICA" O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL, principalmente se não houver no local, equipe especializada em produtos perigosos.

FOGO

Fogo no veículo ou equipamento: inundar com água; se não houver água, usar pó químico, Halon ou terra. CUIDADO: o fogo nos pneus pode recomeçar. Se possível, desengatar o veículo trator do reboque.

Fogo na carga: Não mover a carga ou veículo, se a carga tiver sido exposta ao calor. Não combater o fogo se este atingir a carga. Abandonar a área e deixar queimar .

Se houver incêndio, isolar imediatamente a área, removendo todas as pessoas da vizinhança. Primeiramente remover as pessoas fora da linha de visão da cena do acidente e afastá-las das janelas. Obter melhores informações e orientação específica de autoridades competentes, que possam estar relacionadas nos documentos fiscais do transportador.

Se houver suspeita de que explosivos de alta periculosidade, tais como bombas ou projéteis de artilharia estejam expostos à ação do calor ou chamas, aumentar a área de isolamento em todas as direções para: 1200 m para carregamento em caminhões e 1600 m para carregamentos em trens.

DERRAMAMENTO OU VAZAMENTO

Eliminar fontes de ignição, impedir fagulhas, chamas e não fumar na área de risco. Não tocar no produto derramado.

PRIMEIROS SOCORROS

Solicitar assistência médica de emergência.

Ministrar os primeiros socorros de acordo com a natureza dos ferimentos. CLASSE 2

(21)

GASES NÃO INFLAMÁVEIS COMPRIMIDOS OU LIQUEFEITOS RISCOS POTENCIAIS:

RISCOS PARA A SAÚDE Pode ser nocivo se inalado Vapor extremamente irritante

O contato pode causar queimaduras na pele e nos olhos.

O contato com o líquido pode causar lesões na pele por congelamento.  As águas residuais de controle do fogo e as águas de diluição podem causar poluição.

FOGO OU EXPLOSÃO

 Alguns desses produtos podem queimar, mas nenhum deles se inflama facilmente. O cilindro pode explodir com o calor do fogo.

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

Manter as pessoas afastadas: isolar a área de risco e impedir a entrada.

Manter-se com o vento pelas costas: afastar-se de áreas baixas e ventilar locais fechados antes de entrar. Equipamentos autônomos de respiração e vestimentas usuais de combate ao fogo oferecem proteção limitada.

Evacuar imediatamente a área do derramamento ou vazamento, em todas as direções, num raio de pelo menos 15 m (consultar a Tabela de Distância de Evacuação, no final deste manual. Se o nome do produto for encontrado nessa Tabela, procurar ajuda para efetivar a evacuação recomendada).

CHAMAR ESPECIALISTAS O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, principalmente se não houver no local, equipe especializada em produtos perigosos.

FOGO

Incêndios de pequenas proporções: Pó químico. CO2, Halon.

Incêndios de grandes proporções: Neblina de água ou espuma normal são recomendadas. Remover os recipientes da área do fogo, se isso puder ser feito sem risco.

Resfriar lateralmente com água, os recipientes que estiverem expostos às chamas, mesmo após a extinção do fogo. Manter-se longe dos tanques.

Isolar a área até que o gás tenha se dispersado. DERRAMAMENTO OU VAZAMENTO

Estancar o vazamento, se isso puder ser feito sem risco.

Usar neblina de água para reduzir os vapores: não usar água diretamente na área de derramamento ou vazamento. Isolar a área até que o gás tenha se dispersado.

PRIMEIROS SOCORROS

Remover a vítima para o ar fresco e solicitar assistência médica de emergência; se não estiver respirando, fazer respiração artificial; se a respiração é difícil, administrar oxigênio.

Remover e isolar imediatamente, roupas e calçados contaminados.

Em casos de contato com o produto, lavar imediatamente a pele ou os olhos com água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Manter a vítima quieta e agasalhá-la para manter a temperatura normal do corpo.

GASES TÓXICOS COMPRIMIDOS OU LIQUEFEITOS RISCOS POTENCIAIS:

RISCOS PARA A SAÚDE

Venenoso; pode ser fatal se inalado ou absorvido pela pele. O contato pode causar queimaduras na pele e nos olhos.

O contato com o líquido pode causar lesões na pele por congelamento.

 As águas residuais de controle do fogo e as águas de diluição podem causar poluição. FOGO OU EXPLOSÃO

 Alguns desses produtos podem queimar, mas nenhum deles se inflama facilmente. O cilindro pode explodir com o calor do fogo.

AÇÃO DE EMERGÊNCIA

Manter as pessoas afastadas: isolar a área de risco e impedir a entrada.

Manter-se com o vento pelas costas: afastar-se de áreas baixas e ventilar locais fechados antes de entrar.

Equipamentos autônomos de respiração e vestimentas usuais de combate ao fogo oferecem proteção limitada, se o tempo de exposição a esses produtos for curto.

Roupas protetoras de encapsulamento total deverão ser usadas em caso de derramamento ou vazamento sem fogo.

Evacuar imediatamente a área do derramamento ou vazamento, em todas as direções, num raio de pelo menos 15 m (consultar a Tabela de Distância de Evacuação, no final deste manual. Se o nome do produto for encontrado nessa Tabela, procurar ajuda para efetivar a evacuação recomendada).

CHAMAR ESPECIALISTAS O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, Principalmente se não houver no local, equipe especializada em produtos perigosos.

FOGO

Incêndios de pequenas proporções: Pó químico. CO2, Halon.

Incêndios de grandes proporções: Neblina de água ou espuma normal são recomendadas. Não deixar penetrar água nos recipientes.

Remover os recipientes da área do fogo, se isso puder ser feito sem risco.

Resfriar lateralmente com água, os recipientes que estiverem expostos às chamas, mesmo após a extinção do fogo. Manter-se longe dos tanques.

Isolar a área até que o gás tenha se dispersado. DERRAMAMENTO OU VAZAMENTO

Estancar o vazamento, se isso ser feito sem risco.

Usar neblina de água para reduzir os vapores: não usar água diretamente na área de derramamento ou vazamento. Pequenos derramamentos: Lavar a área com grandes quantidades de água.

Grandes derramamentos: Confinar o fluxo longe do derramamento, para posterior descarte. Não deixar penetrar água dentro do recipiente.

Referências

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