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Livro Respiração Circular/Rebirthing

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Academic year: 2021

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Edição Abril 2015

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 Difusão de Experiências

 Difusão de Experiências Reais e AcessíReais e Acessíveis de Curaveis de Cura Alberto Espíndola

Alberto Espíndola –  – Diretoria de OperaçõesDiretoria de Operações Danae Lamar Speciale

Danae Lamar Speciale –  – Diretoria de ComunicaçãoDiretoria de Comunicação Luiz Antonio Berto

Luiz Antonio Berto –  – Coordenação GeralCoordenação Geral Tattiane Caballero

Tattiane Caballero –  – Harmonização TáticaHarmonização Tática

Foto da Capa na AgBooks:

Foto da Capa na AgBooks: Banco de Imagens AgBook Banco de Imagens AgBook 

Foto da Capa Interna / Folha de

Foto da Capa Interna / Folha de Rosto:Rosto: VanessaVanessa Oliveira Oliveira

Vivência em Cura

Vivência em Cura –  –  Volume Especial Volume Especial –  –  Respiração Consciente Respiração Consciente

Este E-Book é um dos Conteúdos Básicos do Vol. 1 Impresso Este E-Book é um dos Conteúdos Básicos do Vol. 1 Impresso

da Vivência em Cura da Vivência em Cura

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 Difusão de Experiências

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tado. Isso é um renascimento... Quando você renasce, tudo renasce com tado. Isso é um renascimento... Quando você renasce, tudo renasce com você: as árvores serão as mesmas e, contudo, não serão as mesmas; os você: as árvores serão as mesmas e, contudo, não serão as mesmas; os montes serão os mesmos e, contudo, não serão os mesmos - porque você montes serão os mesmos e, contudo, não serão os mesmos - porque você mudou. Você é o centro do seu mundo, e, quando o centro muda, a periferia mudou. Você é o centro do seu mundo, e, quando o centro muda, a periferia tem de seguir, porque o mundo é apenas uma sombra ao seu redor 

tem de seguir, porque o mundo é apenas uma sombra ao seu redor . - trecho. - trecho de "A Semente de Mostarda"

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À Atmosfera Terrestre, À Atmosfera Terrestre, a qual compartilhamos com todos os seres. a qual compartilhamos com todos os seres. Ao Nariz e ao Pulmão. Ao Nariz e ao Pulmão. À Hiperventilação e ao Renascimento. À Hiperventilação e ao Renascimento. À Força de Vontade, ao Poder

À Força de Vontade, ao Poder da Intenção.da Intenção. Ao Amor, à Paz, à Força e à

Ao Amor, à Paz, à Força e à Luz.Luz. Vamos em frente. Vamos em frente.

 

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Introdução ... 8

Ciência da Respiração & Pensamentos ... 10

Respiração – Considerações Gerais ... 12

Sentimentos e Emoções ... 18

Sugestões para Atenuar a Ansiedade com Práticas Respiratórias ... 21

O Inconsciente e o Corpo ... 23

Práticas e Exercícios Respiratórios ... 25

Renascimento ... 29

Prática do Controle dos 4 Elementos no Próprio Corpo ... 35

A Hiperventilação: ... 37

Técnica da HPV para Processos de Cura, Renascimento, Dentre Outros... ... 38

Formas da Respiração Circular Durante a Hipeventilação: ... 42

Outras Formas para Quando “Não Estiver Funcionando”: ... 42

Sensações e Reações Comuns Durante a HPV/Renascimento: ... 44

Harmonização com a EFT ... 46

Objetivos da Respiração Consciente ... 47

Hiperventilação – Prática Continuada: ... 49

Técnicas Complementares ao Renascimento ... 50

Referências ... 51

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Respirar conscientemente aumenta nossa força e poder, ancorando nosso espírito em nosso corpo físico.

 Não há uma forma correta de se respirar, embora uma respiração de qualidade denote uma vida de melhor qualidade, pois a respiração revela a forma que a pessoa está e até como ela é. Uma respiração  profunda e suave, por exemplo, revela uma atitude dessa mesma

natu-reza. Respiração curta e ofegante aponta para ansiedade, cansaço, e  por aí vai...

Respirar de formas diferentes em exercícios específicos tem o propó-sito de nos ensinar novas formas de reagir às situações, nos dar possi- bilidades de liberdade de resposta e também de ampliar a consciência.  Neste texto há um grande detalhamento em relação à questão da

hiperventilação, em decorrência de seu grande poder e diversos desdobramentos. Hiperventilar pode ser entendido bem resumida e simplificadamente como respirar mais do que o necessário, o que pode ser feito em pequenos ou longos intervalos, de formas muito distintas. Mais adiante há algumas propostas e inferências sobre maneiras dis-tintas de se fazer isso.

Estar consciente da forma como se respira durante qualquer prática respiratória é mais importante do que a própria prática em si. É muito comum a pessoa começar um exercício respiratório com determinada  proposta e logo já estar inconscientemente fazendo-o de outra forma,

como, por exemplo, começar focando a inspiração e logo já estar for-çando mais a expiração, sem que perceba essa mudança...

Muitos e muitos anos estudando e ampliando a consciência da respira-ção em si próprio(a) podem não ser suficientes para desvendar todos os seus mistérios. Também facilmente podemos tomar questões intrín-secas a nós mesmos como sendo válidos para todos. Daí essa

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impor-tância sobre a consciência respiratória ser maior do que qualquer tipo de prática em si.

Por exemplo: Ângelo Gaiarsa, autor de “Respiração, Angústia e Re -nascimento”, livro do qual muitos apontamentos aqui apresentados

foram extraídos, chega a dizer que "creem muitos que de algum modo é um inexistente sopro de ar atmosférico a força a estufar passiva-mente o pulmão. [...] Poucos sentem o esforço muscular do tórax

como agente da expansão pulmonar, agente da “in-flação” do pulmão, de seu enchimento por aspiração”.

Ao ler algo assim, podemos facilmente escolher crer que a respiração não é um fenômeno que simplesmente “ocorre” sem nosso esforço,

como dizem muitos e muitos mestres espirituais e instrutores de

me-ditação. Há uma música que diz “Viva o oxigênio QUE INVADE o nariz e faz a gente ser feliz”...

 Na continuidade de exemplos de racionalização que podem dificultar o processo de perceber a respiração por si mesmo(a), Gaiarsa cita um fenômeno que ele descreve como:

“...uma inversão total do sentido da própria respiração:

a pessoa acha que está enchendo o pulmão quando o está esvaziando e vice-versa; acha estar enchendo o  peito quando está "chupando a barriga" (isto é, esvazi-ando o pulmão); acha estar esvaziesvazi-ando o peito quesvazi-ando

está estufando a barriga (isto é, expandindo o pulmão)”.

Isso é perfeitamente possível comum em decorrência de a pessoa não ativar a consciência do que está acontecendo enquanto respira. Quais músculos e partes do corpo estão ou não trabalhando. Todavia, algu-mas explicações, orientações ou direcionamentos podem ser passados  pra determinada pessoa, de acordo com a experiência de determinadas  pessoas ou grupos e aquilo confundir suas práticas e percepções, em decorrência de tentar fazer algo em específico que muitas vezes pode até mesmo não estar ressonante com seu momento...

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 Na respiração holotrópica descrita adiante, é ensinado a deixar a movimentação ativa na inspiração e passiva na expiração, uma vez que ela acontecerá como movimento elástico reflexo natural. Alguém  pode concluir, então, que esse seria o sentido natural da respiração.

Entretanto, por exemplo, na respiração caótica, também descrita adi-ante, se faz justamente o contrário, movimento ativo na expiração e ele se torna, naturalmente, passivo na inspiração.

Muitas práticas de Yoga ensinam a focar a respiração no abdômen,  por motivos diversos. Na hiperventilação holotrópica foca-se a

respi-ração torácica.

Qual dos modos é correto? Torácico ou abdominal, passiva ou ativa na inspiração? A resposta é clara: nenhum. Não há modo correto. Ar é espírito e somos espíritos. Espíritos livres. A multiplicidade é uma característica tão viva e rica da vida quanto tantas outras coisas que fazem parte do que somos. Respirações diversas e distintas para cada um de nós, em momentos diversos e distintos é, portanto, algo extre-mamente natural.

Muitos mestres também ensinam que ao respirarmos não conseguimos  pensar. Ao menos que ao focarmos a atenção na respiração não conse-guimos pensar. Entretanto, a sua experiência direta pode não te demonstrar isso. E aí? Como fazer?...

 Não há o que se fazer há não ser procurar a experiência direta e cada vez mais profunda da consciência respiratória. Não há dúvida da rela-ção entre a respirarela-ção e tudo o que somos, inclusive a manifestarela-ção do  pensamento. Mas é sim possível uma experiência profunda de

percep-ção aguda entre hiperventilapercep-ção e movimento mental. É uma relapercep-ção algumas vezes misteriosa e inexplicável e muitas coisas podem acontecer.

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Quanto de controle e quanto de entrega conseguimos ativar durante a  prática de respiração consciente? Essa é uma questão vertiginosa-mente profunda. Só a prática poderá te levar a uma experiência direta disso consigo mesmo(a). Então, pratique. Os benefícios serão gerados  para você e todos a sua volta, pois você estará curando, ao mesmo

tempo, a si próprio(a) e ao mundo. Amor. 

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A vida autônoma na Terra começa com nossa primeira respiração (normalmente tão forte e marcante que já vem associada a um forte choro...) e termina no último suspiro. Vários tratados abordam a questão do "trauma de nascimento", intimamente ligado ao processo fisiológico que envolve a primeira respiração do recém-nascido. Esse  processo é tão intenso que, dentre outras coisas, envolve a inversão do fluxo sangüíneo em algumas vias, até o nascimento o sangue corre em determinado sentido no feto nesses vasos específicos, após o nasci-mento, inverte o sentido. Incrível isso...

A respiração é provavelmente a coisa mais “palpável” compartilhada

 por todos os seres vivos. E há algo muito interessante aí: a física quântica já comprovou que tudo o que há é apenas um campo energé-tico indistinto. Nossa ultraespecialização em perceber a separação mais do que a união é a responsável por percebermos as coisas como separadas e distintas entre si. Numa ótica bastante interessante e ver-dadeira não há distinção entre ambiente interno e externo. Somos, de certa forma, uma variação personalidade atuando dentro do campo energético universal e uma das formas como nos percebemos é através da distinção de campo interno / campo externo.

A respiração faz a ponte entre esses mundos internos e externos. Ar é espírito. Inspiramos, nosso espírito ocupa mais intensamente esse espaço interno. Expiramos, o espírito evade um pouco mais da inter-nalidade e, na consciência dessa movimentação, podemos ampliar tanto a percepção do interno quanto do externo.

Ainda nesse movimento e nesse ato de compartilhamento com todos os seres vivos há algo de maravilhoso: inspiramos e nosso espírito apodera-se mais do corpo físico, ao mesmo tempo em que o espírito universal está mais próximo (e dentro...) de nós. Na respiração, com- partilhamos de forma contundente com tudo o que há. O ar respirado  por todos os seres vivos é o mesmo!...

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Temos apenas três órgãos que trabalham em pares: pulmões, rins e ovários ou testículos. Metafisicamente falando, eles representam nos-sos níveis distintos de interação com os outros seres. Na respiração temos a maior de todas as trocas com todas as coisas. Podemos, por exemplo, não gostar de alguém e, então, evitar até mesmo que essa  pessoa toque em nós –  a pele também representa contato... Mas a pele

de um ser humano mede em média cerca de dois metros quadrados e meio, enquanto os pulmões abertos chegam a setenta metros quadra-dos. E ainda há algo mais profundo: não se pode evitar que qualquer  pessoa (ou ser...) respire o mesmo ar que nós. Ao contrário: moléculas

e átomos que estão dentro de nós em poucos minutos estarão dentro de outra pessoa.

Os estados de gripe denotam conflitos de convivência. A questão do conviver está de tal sorte mexida que quando alguém chega perto já

vamos dizendo “Não chega perto não, estou gripado...”.

Respirar é o primeiro ato voluntário que realizamos em benefício de nós próprios, sendo normalmente também uma das mais inconscientes de nossas ações, perdendo em muitos casos apenas para a inconsciên-cia das frequêninconsciên-cias mentais (veja o texto sobre Programação Mental  para se aprofundar sobre isso). Integrar as manifestações de nosso inconsciente à nossa personalidade passa pelo aumento da consciência respiratória.

Os primeiros movimentos respiratórios do ser humano são responsá-veis pela formação do pulmão e do tórax. Em seu livro, Gaiarsa chega a dizer que os pulmões não formam um órgão como os demais do corpo, mas, muito antes, um espaço vazio...

O ar, elemento fundamental da respiração (juntamente com o prana...) entre os quatro elementos, está associado a nosso corpo espiritual (ver quadros adiante). Respirar conscientemente aumenta nossa força e  poder, ancorando nosso espírito em nosso corpo físico, trazendo um

conseqüente aumento do nosso influxo energético. O aumento desse influxo mexe em toda a nossa vida, nos trazendo expansão de

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consci-ência, aumento da responsabilidade pessoal por si próprio e exigência do aumento do nosso equilíbrio como um todo, pois o aumento do influxo energético dentro de um corpo físico ou sistema áurico dese-quilibrado corresponderia, comparativamente, a ligar um aparelho em uma voltagem acima da qual ele foi projetado para funcionar...

Para todo e qualquer distúrbio físico e/ou emocional que apresenta-mos, existe uma tensão física e conseqüente distúrbio e/ou dificuldade respiratória associada.

Muitos sistemas iniciáticos, técnicas bioenergéticas, yogues e de evo-lução, começam por trabalhar a pessoa a partir do aumento da sua capacidade respiratória, evoluindo então para outros focos, como qua-lidade da alimentação física, exercícios de força, postura e equilíbrio, vivências de estados alterados de percepção, dentre outros métodos. De todas as privações de relacionamento com o meio externo pelas quais podemos passar, a privação do ar, da respiração, é a que pri-meiro se manifesta, a mais urgente.

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O sistema humano fica:

Condição Elemento Corpo Inferior

Minutos sem respirar Ar Espiritual -espírito

Horas sem aquecimento Fogo Mental - mente

Dias sem água Água Emocional

-sentimento Semanas sem alimento, descanso,

sono, ...

Terra Físico Anos sem contato humano, carinho, sexo, ...

Vidas inteiras sem contato consigo próprio (meditação...)

Os treinamentos de primeiros socorros ensinam que a primeira provi-dência a ser tomada, se a pessoa a ser socorrida estiver aparentando estado inconsciente, é verificar se ela está respirando...

Vários são os exercícios envolvendo técnicas de respiração para atingimento de estados alterados de consciência.

A seguir, e também em outros trechos adiante deste texto, estão apre-sentados apontamentos resumidos sobre a respiração realizados a par-tir do já citado livro "Respiração, Angústia e Renascimento", muito indicado para todos que quiserem aprofundar mais a respeito do tema após os estudos e práticas aqui indicados:

 Única função visceral sobre a qual podemos agir "por querer";  O homem controla a respiração porque fala, fala porque consegue

controlar a respiração;

 Em condições normais, o esvaziamento pulmonar é inteiramente

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 Os músculos estriados são "voluntarizáveis";

 Basta UM único movimento respiratório bem amplo para fornecer

ao corpo todo o oxigênio de que ele necessita para um minuto de atividade vital;

 Com ampla eliminação do gás carbônico, não há nenhuma

von-tade de respirar - nenhum impulso instintivo, nenhuma premência ou necessidade fisiológica de respirar. Daí a importância da von-tade durante a hiperventilação: respirar mesmo sem ter vonvon-tade nenhuma;

 A respiração mantém a chama da vida, as oxidações são o centro e

o eixo de toda nossa complexa maquinaria química. A mágica su- prema da vida constitui-se em conseguir queimar-se em câmara lenta, aproveitando a própria destruição para se refazer – 

 intermi-navelmente;

 Os pulmões e o coração têm a mesma função compartilhada:

absorver e distribuir o oxigênio pelo corpo;

 A respiração é o sopro que anima a palavra e a faz viver, tornando

humano tudo o que é dito. Ao se fazer palavra a coisa se faz humana. Dentro ou fora de nós. Só então, ela reúne dois ou mais; só então, e por isso, ela faz humanidade. É preciso que ela soe com música adequada. Caso contrário, o dito poderá se confundir com outras coisas;

 O sistema nervoso central faz a respiração, inteira;

 Os músculos respiratórios são, histológica e funcionalmente,

iguais aos músculos que levam ao choro, à sucção e à deglutição. Temos na ação respiratória a primeira "educação da vontade", entendida esta como ato intencional, de algum modo proposital -aquele que dissipa a angústia;

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 A respiração é uma ação cuja urgência se sente e que desata

movi-mentos "voluntários" capazes de atenuá-la. Com comando a seu modo consciente, como é consciente no neonato o chorar quando surge a sensação de fome. Mas em relação à fome é inútil uma vontade, pois o neonato nada pode fazer para atenuá-la. Há apenas desejo e frustração, caso ninguém o alimente. Com a respiração a necessidade instintiva de oxigênio eu mesmo a satisfaço, à custa de meu próprio esforço: o espírito é autônomo;

 A única sustância necessária à vida, que o corpo não consegue

armazenar, é o oxigênio; e o único metabolito endógeno de que o corpo tem que livrar-se depressa é o gás carbônico;

 O diafragma divide a grande cavidade do tronco em duas

subcavi-dades, a torácica e a abdominal;

 A cada vinte e cinco segundos todo o sangue do corpo (cinco

li-tros) passa pelo coração;

 Quem respira pouco não pode fazer quase nada;  A mecânica respiratória está no corpo todo;

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Respiração tem tudo a ver com emoções, das mais agitadas às mais tranqüilizantes; com o exercício da vontade –  da vontade de viver –  e

com desenvolvimento espiritual.

Reich lançou os fundamentos da psicanálise do corpo: o inconsciente está inteiro ou simplesmente é o corpo, cujos movimentos e posições o sujeito mal percebe, mas que o outro vê continuamente; "Qualquer ativação da Couraça Muscular do Caráter  envolve sempre uma inibi-ção respiratória"; As inibições respiratórias são o elemento funda-mental de toda neurose.

Perturbações respiratórias = angústia. Angústia significa estreito e "apertado". Toda angústia é um desejo ou necessidade de fazer alguma ação, tomar uma decisão ou assumir uma atitude - que não faço, não tomo, nem assumo...

Angústia é o resultado de uma tentativa de repressão da excitação. A excitação é um preparar-se biológico (automático-involuntário). Se,  preparado, eu não começar a atuar, então a excitação transforma-se em

ansiedade.

Emoção é principalmente este mecanismo preparatório para o encon-tro. Emoção só existe aqui e agora.

A restrição respiratória é ansiedade.

A sensação de fato ruim é a ameaça real e crescente da respiração cada vez mais contida.

O pânico é uma crise aguda ou muito intensa de ansiedade. Diz-se que o pânico depende de uma certa substância produzida pelo cérebro. O cérebro não existe nem funciona isolado do mundo, nem da cons-ciência...

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A ansiedade é o fundamento único de toda a patologia psicossomática. A família é o mais freqüente e o mais poderoso estresse de todos, por-que dura, dura, dura... Dentro dela alguns se manifestam –  demais; e

alguns agüentam –  demais.

Quando os pulmões não respiram o suficiente, o coração tem que tra- balhar em dobro - ou mais - a fim de manter o corpo e, sobretudo, o cérebro, bem suprido de oxigênio. Cardíacos que morrem à noite  podem ter sofrido crises agudas de ansiedade devido a um sonho.

O convívio muito freqüente, obrigatório e exclusivo gera tédio e logo depois agressão, jamais felicidade.

Um dos meios de influir sobre o nível de energia da personalidade é a respiração. Quando se hiperventila o pulmão, o id ganha forças e invade a musculatura, a fim de mover a pessoa na direção do desejo. Em clínica, a hiperventilação intensifica a inibição, acentua a couraça.  Neurose é a rigidez de comportamento, reiteração inoportuna e

inadequada cuja finalidade está em "dizer" para alguém para quem? -"você é sempre o mesmo", -"você está sempre vivo", -"você não precisa recear a aniquilação".

A defesa psicológica é uma defesa contra a morte, contra a sensação de desaparecer, de desfazer-se, de desintegrar-se.

Loucura: "completamente fora do meu caminho ou demasiadamente dentro".

Desenvolver a própria individualidade é com certeza fazer-se diferente dos demais seres humanos que nos cercam.

 Nada mata mais ou nada impede mais que apareçam sentimentos amo-rosos genuínos, do que as atitudes e poses intelectuais.

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Todo desejo vivo que não se realiza morre de asfixia, que é o processo fisiológico da repressão emocional.

Transe hipnótico espontâneo: fixação ocular no vazio. A regência da ação está no olhar.

Enquanto há tensões musculares - inconscientes para a pessoa - esta se sente vítima de constrangimentos, amarras, compressões. Quando a  pessoa se dá conta dessas tensões, sente-se, no mesmo ato da

percep-ção, senhora, ativa, agente.

Um simples grito ou vários gritos intensos aliviam consideravelmente a tensão preexistente. Aquilo que a pessoa diz no momento de desaba-far parece cada vez menos importante...

Pessoa expansiva é aquela que respira bem.

 Nossa vida é a emoção (para alguns: energia em movimento  –  “e -moção”, em inglês “e-motion”...)

Também a generosidade nasce no peito. Contraparte dialética do apego.

Dor proveniente da ferida no coração: mágoa.

Mágoa: de amor, de amor-próprio ferido, de humilhação, de rejeição, de carência, de solidão, separação e/ou abandono, impotência, desespero.

É importante separar a expressão de emoções agudas e a expressão de emoções crônicas no tórax.

Ansioso crônico: se ele for forçado a "vencer" seu medo à custa de um esforço pesado (como querem alguns terapeutas), ele pode morrer. De angústia.

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As emoções crônicas se referem à "expressão" do tórax, se ligam a sua  posição habitual e ao modo como a postura torácica se integra à pos-tura corporal. Essas expressões são sempre restritivas - cronicamente restritivas. Os exemplos mais claros e clássicos: a insuficiência EXPIRATÓRIA do orgulhoso crônico (que nunca se entrega, nunca expira de todo); e o depressivo crônico, inclinado para frente, de ombros tendendo a se fechar, restrito em todos os movimentos respi-ratórios.

Sinônimos: medo; ansiedade; angústia.

Quando ansioso, tente essas alternativas percebendo qual se adapta melhor a você:

1. Respire ampla, profunda e pausadamente; Se não conseguir fazer assim, contenha a respiração completamente;

2.  Não conseguindo nenhuma das duas possibilidades anteriores, respire rápida e superficialmente - "respiração de cachorrinho cansado", até que consiga realizar outro ritmo respiratório mais suave;

3. Concentre-se em seu interior (será necessário ter o propósito de se afastar por alguns momentos das preocupações corren-tes); para realizar isso, inspire profundamente duas vezes. Focalize sua atenção na respiração até que tenha terminado de exalar; fique sem respirar durante alguns segundos antes de inspirar novamente. Repita algumas vezes. Concentre a aten-ção na região do peito, imaginando que está respirando através do peito (respiração torácica, veja mais sobre este tipo de respiração na seção sobre os exercícios respiratórios); tendo facilidade com exercícios de visualização, imagine cenas que lhe tragam paz e conforto. Focar sentimentos de Sugestões para Atenuar a Ansiedade com Práticas

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(*) Este item faz um resumo um tanto coeso de um conceito

denominado “coerência cardíaca”, muito bem explicado, com embasamentos científicos, no livro “Curar o stress, a ansiedade e

a depressão sem medicamento nem psicanálise”, do Dr. David

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Toda postura é psicossomática; ela é ao mesmo tempo uma posição física e uma posição mental ou psicológica, é um "modo de estar no mundo" e um "ponto de vista".

A interpretação dos sonhos é uma arte e não uma ciência.

A psicoterapia vai mostrando todos os significados das situações e muitos aspectos do personagem; "tomar consciência" é exatamente isso.

 No Grande Espírito há mais coisas além daquelas da natureza. Há a conversa cósmica, a conversa de cada um com todos os próximos.

Jung chamava ao grande espírito dentro de nós de Inconsciente Cole-tivo, ou Psique Objetiva, pois nos transcende, nos governa, indepen-dentemente de nossa vontade e de nossos planos.

Vítimas do Grande Espírito do Coro: "algo" as sufoca.

Comportamentos transferidos são aqueles que se originaram e certa situação, em certo tempo, e que depois tendem a se repetir muitas outras vezes, com maior ou menor oportunidade, guardando sempre a marca da sua origem passada.

Importante na interpretação da transferência é perceber o que ela tem de verdadeira: o que é que eu, aqui e agora, estou fazendo de seme-lhante ao que papai ou mamãe ou alguma autoridade fez no passado. Só descobrindo onde a transferência é adequada é que conseguimos "dissolvê-la".

Quando dormimos sem sonhar, não há ego nenhum. O ego é uma estrutura dinâmica e não uma coisa. O conflito entre o pulmão e a musculatura torácica é o primeiro conflito do ser humano

(25)

Respiração periódica (acompanhada de baixa e ritmo com paradas em recém nascidos) é um sinal da imaturidade funcional da respiração, do seu "infantilismo".

"Espírito", quando não é respiração, é presença viva.

O espaço da consciência é concebido em analogia com o vazio pul-monar. O espaço da inconsciência seria o restante.

O pulmão não é um órgão; é um lugar, ou um vazio.

A respiração é um ato de relação com o mundo, de relação sinalética com os outros (voz/palavra).

A música da nossa palavra é uma expressão direta e perfeita do nosso modo de expirar. Na música, não mais da palavra, mas de frases mais ou menos longas ou de períodos sucessivos aparece nosso ritmo respiratório.

A vigilância do ser humano deve ser tão permanente quanto sua respi-ração. Segundo o Osho: o estado de alerta é o grau mais elevado manifestamos, estando intimamente ligado a nossa espiritualidade.

 Nossos pensamentos "nos vêm" quase como a respiração. Freqüente-mente "vêm" sem que os chamemos ou procuremos. Podem surgir inclusive por força própria e contra nossa vontade grandes e pequenos  pensamentos que preferiríamos não pensar. Podemos dizer que um

mau espírito insufla maus pensamentos à nossa consciência...

Três principais aquisições do ser humano, quando comparado com os animais: posição ereta, fala, mão versátil.

A individualidade começa no coração e completa-se na respiração. O "eu" vivo é cardiopulmonar.

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Procure conhecer e praticar diariamente exercícios de respiração. Isso tem tudo a ver com processos de cura, desintoxicação e purificação. Além de variar os tipos de respiração, é preciso aprender a sentir e a distinguir as sensações corporais ocasionadas pelos vários tipos de respiração.

Muitos são os "bons" modos de respirar. Muitas são as sílabas e as frases mágicas (mantras). "Om" () manifesta um modo de respirar

inerentemente significativo. No livro referenciado sobre o Tantra ao final, há um capítulo espetacularmente bem descrito todo em cima apenas da questão do Om (), inclusive com muitas dicas bastante

claras de como praticá-lo e vivenciá-lo.

Seguem oito exercícios inicialmente propostos para o maior envolvi-mento com a percepção e vivência da respiração consciente. Os exercícios 1, 2 e 3 são especialmente indicados para se perceber a respiração.

1. Deitar de costas; parar de respirar até se tornar bem incômodo; ao voltar a respirar, seguir a "vontade" de respirar que se propõe - e que não é uma inspiração ampla. Repetir algumas vezes.

2. Encher os pulmões lentamente até a capacidade máxima; soltar o ar, deixando-o sair livremente, até que o peito pare sozinho em seu "ponto morto" natural; Expirar todo o ar que puder - sem forçar, esvaziar o peito "até o fundo" e deixar livre para que retorne ao "ponto morto". Repetir algumas vezes. Serve como treino para a percepção da mecânica respiratória.

3. Entrelaçar os dedos das mãos sob a nuca; encher os pulmões devagar, até sua capacidade máxima; parar alguns segundos, sentido os esforços nas faces laterais do tórax (intercostais); depois deixar o ar sair livremente.

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4. Para sentir o que significa "EXPIRAÇÃO PASSIVA" (muito importante durante a prática da hiperventilação): tapar uma narina usando o dedo indicador direito e, com o polegar, comprimir a outra narina, deixando apenas uma passagem bem estreita para o ar; Inspirar de forma bem perceptível o esforço de inalar o ar. A passagem deve ser bem estreita e o esforço bem nítido; Depois de completar a inspiração forçada, deixar o ar ir saindo pela mesma abertura. Notar que agora a expiração se faz longa; Depois de ter regulado a passagem do ar pelo nariz e de tê-la tornado exígua, fazer várias inspirações forçadas - mas abrindo a passagem do ar na expiração; Depois, fazer várias inspirações sem obstáculo, mas recompor o fechamento na expiração, que assim se faz bem lenta, permitindo sentir com clareza o quanto a expiração é passiva. Alternar uma expiração, deixando o ar sair livremente pela abertura estreita, e uma expiração forçando a saída do ar pelo orifício apertado. Marcar bem a diferença entre deixar o ar sair e soprar o ar para fora.

5. Respiração com narinas alternadas - Juntar o dedo indicador com o polegar e fechar a narina do mesmo lado desta mão com o dedo médio. Soltar o ar todo e após inspirar pela narina que ficou aberta. Tapar a outra narina com a outra mão, mantendo a mesma  posição dos dedos da outra mão. Soltar o ar totalmente pela outra narina e inspirar por ela. Fazer isso o mais profunda e suave-mente que conseguir. Repetir o processo várias vezes. Este é um dos exercícios de respiração mais eficientes a médio e longo  prazo para o obtenção de equilíbrio, de uma forma em geral. A sensibilidade da pessoa vai aumentando gradativamente, já no dia-a-dia, em relação a qualquer eventual bloqueio nas narinas. Esta prática tem tudo a ver com equilíbrio (forças yin / yang etc), sendo um dos únicos exercícios de respiração que pode ser reali-zado tranqüilamente enquanto se dirige, por ter o poder de aumentar a lucidez e atenção sem gerar alterações de consciência. Uma variante bastante sutil, interessante e eficiente desta prática é, quando estiver dormindo de lado, deixar para cima o lado

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cor-tenderá a se abrir, equilibrando-se à outra. Poderá ocorrer da outra ficar bloqueada, neste caso, deve-se trocar o lado nova-mente (esta troca de lado não costuma ocorrer muitas vezes durante a mesma noite).

6. Respiração abdominal –  para a prática da respiração abdominal,

 bastante focada em muitas práticas de yoga, veja o texto do Dr. Ciro Masci,  divulgado em sua página na seção específica que trata sobre a questão da respiração associada ao combate à Síndrome de Pânico. Segue apenas a seguinte ressalva: Masci cita que a respiração torácica é a "respiração de quem está fazendo um exercício físico intenso. E é também o tipo de respiração de quem está sob pressão. (...) O resultado é acúmulo de ar viciado,  pobre em oxigênio, além de tensão muscular." Esta afirmação

está correta para o que poderemos considerar "situações normais de percepção". A prática da hiperventilação proporciona a vivên-cia da respiração torácica também sobre outra perspectiva. Os exercícios para atenuar a ansiedade citados anteriormente também são decorrentes da aplicação com sucesso da respiração torácica. Como já foi citado no começo deste texto, não existe um modo certo ou errado de respirar. O mais importante é que a  pessoa tenha liberdade de conhecimento (a partir da própria

vivência) e conseqüentemente de alternativas e escolhas.

7. Respiração Caótica –   respirar caoticamente (sem constância de

ritmo) pelo nariz, focando a expiração. O corpo se encarregará da inalação. Fazer isto o mais rápido e o mais forte possível, conti-nuar ainda mais e mais forte, até se tornar literalmente a própria respiração. Usar os movimentos naturais do corpo para ajudá-lo(a) a levantar a sua energia. Senti-la subindo, mas não deixando que nada se extravase. Ficar atento para inspirar também pelo nariz, pois muitas pessoas apresentam tendências a fazer inala-ções pela boca. Mantendo essa respiração de 3 a 10 minutos como exercício de autoconhecimento e autopercepção, a pessoa  poderá lançar mão dela em diversas situações durante o dia-a-dia

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diversos, dentre eles, a quebra de freqüência de padrões psicoe-mocionais.

8. Bocejar por um período de 10, 15, 20 ou até mesmo por 30 minu-tos seguidos. Os bocejos envolvem diversos aspecminu-tos numa única atividade, dentre eles alongamento e respiração de uma forma sutil, porém bastante poderosa. Como toda prática visando expansão de consciência e cura, os bocejos devem ser praticados em profundidade para se ter tais efeitos. A questão não é a de dar duas ou três bocejadas como quando estamos com sono. Faça um teste se propondo a bocejar pelos períodos aqui propostos . Os efeitos e as descobertas são impressionantes.

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Entendido pela origem da palavra, o renascimento está diretamente ligado às questões de regressão, flashback,  revivência de traumas

etc.

Podem ser considerados sinônimos: renascimento; respiração holotró- pica; hiperventilação (HPV); e respiração circular.

Leonard Orr (um dos nomes mais conceituados em renascimento em todo o mundo) faz uma distinção entre a HPV e o renascimento, afir-mando inclusive que "O renascimento curou a hiperventilação, "vítimas da Kundalini", e muitos outros tipos de dificuldades respiratórias."

Em transcrição direta a partir do livro de Orr - "Libertando-se do Há- bito de Morrer - a Ciência da Vida Eterna", seguem os dois próximos  parágrafos:

"A sessão de renascimento pode conter mudanças físicas e emocionais dramáticas que algumas vezes são taxadas pela comunidade médica como a síndrome de hiperventilação. Na verdade o espírito está limpando, equilibrando e nutrindo a mente e o corpo humano. Kriya ioga [saiba mais em www.yogananda.com.br  ] era uma forma intuitiva de respiração no século IX que aplicava este poder da respiração num estrito conjunto de práticas rígidas, com o objetivo de proteger as  pessoas das dramáticas mudanças emocionais e físicas que o  poder da respiração produz nas personalidades humanas à  proporção que purifica - as mudanças que são geralmente

chamadas de síndrome da hiperventilação.

O objetivo é conectar a inalação à exalação por pelo menos uma hora por dia. É recomendado que pessoas que iniciam esta  prática sem a assistência de um instrutor renascedor, limitem- se a respirar vinte respirações conectadas uma ou duas vezes

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ao dia. Esta recomendação baseia-se na possibilidade da ocor-rência da síndrome da hiperventilação sem o preparo necessário."

Em um processo terapêutico, a hiperventilação pode apresentar-se como um poderoso recurso para a canalização e enfoque de cura. O ideal é que não se procure direcionar o processo para qualquer lado, quer seja para regressões, projeções, vivências místicas ou qualquer outro ponto, deixando a ocorrência de quaisquer desses fenômenos sempre vinculada a ocorrência de uma vivência de cura pessoal ante-rior, como âncora.

Independente dessas questões sutis, embora importantes de enfoque, seguem as considerações diretas de Gaiarsa sobre o renascimento / hiperventilação:

 Técnica capaz de favorecer o desenvolvimento emocional e

espiri-tual dos seres humanos;

 Visa levar a perceber, isolar e, se possível, desfazer entraves

gerados pela educação e expectativas sociais;

 Permite fazer um paralelo entre a ocorrência de suas

manifesta-ções e as nomanifesta-ções de carma e os conflitos inconscientes ligados aos complexos familiares;

 É uma ótima tentativa para resolver problemas emocionais. Sua

 prática freqüente estimula um processo contínuo de mudança. A segunda técnica, na escala de eficiência, é a prática de alonga-mentos; e

 Desperta espontaneamente, na maior parte das pessoas,

sentimen-tos muito bons, de autoaceitação incondicional, de gratidão, de  perdão por tudo quanto foi feito contra nós e por toda a maldade

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A criação de uma vivência de renascimento é muito profunda e  proveitosa para uma pessoa na senda do encontro pessoal. Essa deno-minação foi associada a práticas de respiração profunda por diversos motivos, especialmente em decorrência do potencial que elas têm de trazer à tona diversas sensações comuns encontradas no processo de

nascimento, bem como pela renovação capazes de provocar, um “tor 

-nar-se novo”, uma “nova pessoa”, “renascida”.

Uma experiência profunda e transformadora de renascimento real-mente faz emergir a memória emocional dos momentos de parto e esse processo será muito contundente quando abranger um quadro com a seguinte estrutura:

Propósito Situação Desistência Permanência Renascimento

       

Você deve criar uma situação dentro da qual permaneça até ter vontade de ir embora, terminar a situação, mas não termina, não sai dali, persiste até o incômodo passar e ficar novamente tranquilo(a) dentro da situação.

Esse é o primeiro pressuposto. Por quê?

Tal quadro cria a situação pré-nascimento. As contrações do parto começam de forma sistemática e sucessiva, cada vez mais próximas. Entre as contrações, momentos de tranquilidade. Durante as contra-ções, nada serve, não há nada que apazigue, tanto mãe quanto bebê. Emocionalmente falando, terror e pânico, ou de uma forma mais sutil, desconforto.

Fim das contrações, paz e tranquilidade; começo das contrações, terror e pânico. Conforto / desconforto. E a situação vai crescendo...

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O nascimento em si é aquele momento difícil, canal vaginal, super

estreitamento, “não vai dar”... Essa é a sensação do espírito que vai

 passar ali. Desafio extremo, muita coisa acontecendo.

Quando criamos esse tipo de situação de permanecer em uma situação além do desconforto está criada a potencialidade para evocar a memória emocional de parto. Quando fazemos isso associado à hiper-ventilação tudo isso é intensificado, uma vez que ela potencializa tudo o que dentro dela é feito.

Seguindo a sequência do nascimento, após passar o canal vaginal, a  primeira coisa que o espírito terá de fazer por conta própria é respirar, então, o processo de já estar respirando para criação do processo de renascimento faz ainda mais sentido. Questões também como ir acessando e dissolvendo as tensões musculares intrínsecas à hiperven-tilação ampliam o relaxamento do tônus muscular total, o que também evoca o estado emocional do bebê (livre de tensões musculares  – 

lembrando que musculatura e emoções tem uma relação direta e estreita, ao ponto de poderem ser até mesmo entendidos como sendo um manifestação reflexa do outro em planos distintos).

Pois bem, você se deu o presente de criar essa situação: montou um momento sem interrupções para vivência de um processo profundo em um local seguro e protegido. Começou seu processo de hiperventila-ção e permaneceu nele por um longo período (uma a quatro horas, por exemplo). Dentro desse tempo houve sensações ruins ou desinteres-santes e em alguns momentos você pensou em parar o processo, pois  já estava demais. A cabeça começou a pensar uma série de coisas, você ficou se questionando porque ainda ficar ali, que seria melhor  parar com aquilo, já estava demais. Mas havia um compromisso ante-rior consigo mesmo(a) e você permaneceu e foi além. Continuou até sentir-se novamente bem, em paz. Pode ser que esse processo de ficar  bem / ficar mal tenha ocorrido até mesmo mais de uma vez, o que é muito bom e até recomendado, para aumentar ainda mais a seme-lhança com os vários momentos de contração e relaxamento que

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antecedem o parto e, consequentemente a intensidade do processo e também os frutos a serem colhidos...

Leonard Orr sugere que esse processo seja feito dentro de uma  banheira. Inclusive, se possuir o recurso, utilizar um snorkel (aquela  peça na máscara de mergulho que apresenta um tubo elevando-se acima do nível da água e permite que se respire com a cabeça mergulhada).

Imagine isso: você afundado(a) na água por três ou quatro horas respirando só pela boca. Uma loucura, não? Ou incrível... (risos)

Sensação de útero total e intensa. Não tem a banheira? Tudo bem: siga em frente com todos os recursos que tiver disponível.

Fora de uma experiência de hiperventilação, imagine que você foi  para uma choupana na mata. Sozinho(a). Ficou lá um final de semana inteiro. Ou mesmo uma ou duas semanas. Sem ninguém. Em determi-nado momento deu vontade de ir embora. Você podia ir, tinha todos os recursos pra isso. Mas não foi. Ficou lá por horas, ou dias (conforme o caso), até voltar a se sentir bem. Naquele meio tempo  processou suas histórias internas. A sensação de renascimento também  pode ter sido criada aí. Percebe?

Bem, voltemos na situação criada com o processo de hiperventilação.  Na sequência do nascimento, após a respiração do bebê, será provi-denciado e verificado o equilíbrio térmico (contato com fogo...), roupas ou contato com o calor do corpo materno. Após o contato com o fogo, temos o contato com a água (primeira amamentação...). Por fim, contato com terra, alimentação, chegada a este mundo de forma mais participativa, presente, sono etc (veja o quadro adiante do controle dos quatro elementos no corpo físico para visualizar melhor isso.)

Então, utilize esse conhecimento da sequência dos quatro elementos

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tenha um contato ritualizado e sagrado com cada um dos próximos elementos:

Tenha um contato com o fogo, quer seja numa fogueira, vela ou mesmo numa gostosa exposição ao sol. Lembre-se de que é a

“primeira” vez que você estará tendo contado com esse elemento.

 Não faça isso de qualquer forma. Faça com calma, apreciando, absorvendo e magnetizando nesse momento tudo o de novo que você pretende para essa nova criatura da qual você está fazendo o  parto. Você está nascendo de dentro de você mesmo...;

Ritualize seu contato com o elemento água. Lembre-se: é  primeira amamentação do novo ser que você é e do qual está assumindo a paternidade e a maternidade. Você irá, cada vez mais, suprir suas próprias necessidades, não mais esperando (como eventualmente pode ter ocorrido no passado) que os outros assumam essa função supridora naturalmente esperada desde

cedo de “pais” e “mães” que muitas vezes não estão presentes ou

se quer existem, são apenas projeções do nosso eu esperando por um acolhimento que estava disponível a partir de nós mesmos... Então: beba a água, mergulhe num rio, tome um banho, mas lembre-se: é a primeira vez que você está fazendo isso. Como isso será feito? Vai engolir o copo de água automaticamente como tem feito a tantos anos ou vai saborear isso profunda-mente?...

Virá então sua primeira refeição. Com qual grau de consciência e  percepção você vai realizar isso? Pense nisso...

Feliz renascimento. Você é bem vindo(a) neste mundo. Quais são as metas, quais são os caminhos e, principalmente, quais são os cuidados que você mesmo(a) proverá para esta nova criatura que é você mesmo(a)?...

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Aos exercícios de respiração pode-se acrescentar um paralelo com outros exercícios de interação com o meio externo envolvendo não apenas o ar, mas também os outros três elementos naturais.

Esta percepção e prática é ponto chave para a harmonização dos corpos físico/emocional: a qualquer sensação de mal estar, verificar, nesta ordem, a falta dos elementos em seu corpo físico:

 Elemento / corpo corresp.

 Para casos de "emergência" A médio/longo  prazo

Ar

(espiritual)

Respirar ar livre e puro, com livre fluxo nas vias

respiratórias, sair de

ambientes fechados e/ou com "ar viciado".

Estar/visitar lugares abertos juntos à natureza e fazer exercícios de contemplação e respiração. Fogo (mental) Aquecimento do corpo, em especial nas extremidades. Aquecer-se perto do fogo, agasalhar-se, aquecimento.

Tomar sol, vivenciar calor humano(*).

Água

(emocional)

Tomar água, lavar o rosto, tomar banho.

 Nadar, contato com rio, cachoeira, mar. Terra

(físico)

Alimentação, descanso,

sono, pisar descalço no chão / terra, deitar no chão em contato direto com a terra.

Alongamento/exercíci o físico leve,

 grouding , viver a vida física com atividades  prazerosas e

realizadoras, em contato com a arte, festa, pessoas(*) e trabalho criativo.

Prática do Controle dos 4 Elementos no Próprio

Corpo

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(*) A intenção do seu propósito em relação ao contato com as  pessoas deve ser sempre o mais pura e amorosa possível. O convívio com outros seres humanos deve ser sempre buscado como uma prática de longo prazo. Em situações de crise, aceite a ajuda voluntária de pessoas especializadas, preparadas e disponí-veis para socorrê-lo(a) naquele momento ou procure ajuda profis-sional adequada. Não se utilize das pessoas para descarregar suas tensões (graves ou sutis) ou para chorar suas mágoas; lembre-se que sua divindade interna tem o potencial intrínseco para viver e transmutar todas as suas experiências pessoais.

Estas práticas têm tudo a ver com desintoxicação e purificação. Assuntos intimamente ligados a qualquer processo de cura e sobre os quais são indicados os livros "Você sabe se desintoxicar" e "Liber-tando-se do Hábito de Morrer", citados ao final.

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Conforme já sutilmente diferenciado acima, a hiperventilação seria, então, a técnica de trazer, como o nome denuncia, uma quantidade de ar para o corpo acima do que ele precisa, por um determinado período. Segue nova série compilada de considerações do Gaiarsa sobre a hiperventilação/ renascimento:

 Anestesia ou reduz o funcionamento do neocórtex, a região do

cérebro mais sensível à falta de oxigênio, liberando o animal e a criança interiores. As partes mais antigas do cérebro ficam libera-das e assim conseguem fazer a síntese de episódios passados, reunir os lados negativos, dos quais a pessoa tem consciência –  até

demais  –   a aspectos positivos dos mesmos episódios, que a

estruturação da personalidade de vítima não permitia perceber. O mesmo se diz das percepções da pessoa em relação a sim mesma. Todos nós temos noções bem limitadas de nós mesmos; no renas-cimento nos percebemos mais inteiros, mais completos. E como o que reprimimos é a alegria, a felicidade e o prazer, são estes que comparecem como novidade quando nos é dado re-experimentar sensações como crianças ou animais saudáveis. O renascimento inibe quanto temos de analítico e de seletivo nos permitindo, no mesmo ato, experiências globais muito próximas da iluminação, da integração com o universo e dos estados extáticos.

 Diminui a força das palavras sobre a consciência e, desse modo,

reduz a força das repressões;

 Atenua a força de todos sobre cada um. Permite-nos experimentar

o existir sem palavras  –   um dos passos fundamentais da

medi-tação;

 Estimula desejos e emoções inconscientes, evidencia os modos de

a pessoa lutar contra seus desejos, os esforços que ela faz para conter-se. A HPV ativa os conflitos entre as forças internas. Facilita a recordação e a re-experiência de traumas e emoções

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infantis reprimidas, de experiências de vidas passadas, a emergência de arquétipos, a regressão e a reativação de formas instintivas de comportamentos e mais;

 Os efeitos da HPV são comparáveis aos observados pela ingestão

de LSD, menos dramáticos e menos coloridos, e com a vantagem de dispensar o uso de uma substância alheia ao organismo com alto potencial tóxico. (ver também Estados Alterados de Consciência sem o Uso de Psicoativos);

 Intensifica qualquer coisa que se esteja fazendo;

 Variações respiratórias específicas,  durante a prática da HPV,

aceleram a passagem pelo "túnel" da angústia viva;

As questões ligadas à sensação de "túnel" podem ser percebidas como sendo um fenômeno ligado diretamente ao chacra do plexo solar, responsável por ligar "as historinhas" das pessoas, quer dentro de uma mesma vida ou ainda pela força do carma. Seriam os tais laços entre todas as pessoas descritos pelo visionário Carlos Castaneda.

Essa sensação de túnel pode ser tanto no sentido da regressão (nasci-mento) quanto no sentido da sensação de morte, ou de iluminação, entendo-se este processo como sendo uma etapa imediatamente poste-rior a liberação do processo cármico.

A técnica inicialmente descrita aqui é conhecida também como respi-ração holotrópica e é indicada para o começo da prática de hiperven-tilação aqui proposta. Como descrito adiante e destacado no começo de todo este conteúdo, é muito importante a liberdade e a consciência respiratórias.

Esta forma específica de respirar amplifica a intensidade e os efeitos Técnica da HPV para Processos de Cura, Renascimento, Dentre Outros...

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dois focos principais: respirar mais do que o necessário e circular-mente, sem intervalos entre inspiração e expiração, assumindo inclusive outras ou novas formas de continuar o processo, inclusive as indicadas adiante.

 Deitar de barriga pra cima;

 Respirar voluntariamente, mais do que o necessário, durante

muitos minutos. Em torno de 1 hora é um período que traz vivên-cias intensas para a maior parte das pessoas - após 15 ou 20 minutos, os primeiros efeitos normalmente começam a ser perce- bidos. Muitos renascimentos com hiperventilação são conduzidos  por períodos superiores a três horas;

 Procurar tanto relaxamento quanto possível;  Mexendo-se o menos possível (*);

 Boca entreaberta;

 Respiração torácica, alta, mais costal do que diafragmática.

Acentuando o "movimento para cima". Foco nos músculos inter-costais (faces laterais do tórax)  –   ao inspirar, há uma nítida sensação de “subida” do tórax no sentido barriga/peito, assim

como uma clara percepção de o peito e as costelas estarem se abrindo; ao expirar essas sensações e movimentos são invertidos,

as costelas e o peito “fecham” e o sentido do movimento é de “descida” no sentido peito/barriga;

 Sem pausas, respiração circular –  não há intervalo entre inspirar e

expirar. Ao final de cada inspiração, começa ou expiração. Ao fi-nal de cada expiração começa a próxima inspiração;

 Expiração passiva - muito importante este tópico - veja exercício

específico para perceber e treinar esta prática.

 Foco da atenção na própria respiração, aconteça o que acontecer

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Bem executada, a HPV com as técnicas acima:

 A pessoa parece estar ansiando, aspirando ou desejando algo

com certa premência. Parece a respiração de quem recobra o fôlego após grande esforço: APÓS o esforço, e não em estado de estar se esforçando...;

  Não gera cansaço, especialmente abdominal.

(*) Mexer o mínimo possível –   sobre este item, cabe ressaltar que

dentro dos propósitos da hiperventilação, isso é muito impor-tante, pois esse direcionamento levará ao crescimento das taxas de oxigênio no organismo. Há casos onde mesmo ocorrendo muita respiração há muita queima, como por exemplo, durante atividades aeróbicas como a corrida, a natação e muitas outras.

Muitos desportistas, e em cascata quase todos que procuram ati-vidades físicas mesmo não competitivas, respiram muito mal (pouco) até mesmo durante atividades aeróbicas como a corrida. O pulmão e o coração dividem a função agregada de absorver e distribuir oxigênio para todo o corpo. Há uma preocupação (bem justificada) em manter o nível de batimentos cardíacos em faixas seguras. Para isso, os atletas e seus treinadores focam  basicamente o aumento e a diminuição da intensidade física do exercício (velocidade, potência, carga etc), praticamente desconsiderando a possibilidade de intensificação da respiração consciente durante os exercícios, variando respirações diversas. Uma pessoa fazer atividades como corrida, por si só não indica que ela esteja bem de saúde. Há casos, comuns entre pessoas de negócios, políticos e tantos outros intensamente focados em atividades voltadas apenas para o mundo externo, sem pausas  para interiorização, onde a pessoa tem paradas cardíacas fulmi-nantes mesmo durante uma caminhada. Com certeza, neste tipo de ocorrência, o indivíduo não tinha o mínimo de consciência

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mesmo tipo de freqüência estressante e desgastante, levando-o a mais completa inconsciência das reais necessidades de atendimentos das necessidades físicas de descanso, manutenção e equilíbrio.

A exceção para este direcionamento de mexer o mínimo possí-vel e ainda assim obter resultados surpreendentes é praticar a hiperventilação junto com as rodadas sucessivas de EFT (veja o

tópico “Harmonização com a EFT” logo adiante). De qualquer

forma, é interessante conhecer as duas técnicas cada uma em separado. Mesmo que você comece a praticar a HPV junto com EFT para evitar efeitos muito dramáticos, é recomendado que em algum momento que já esteja mais seguro(a), faça rodadas mais profundas e longas apenas com a respiração intensificada,  para conhecer os potenciais da técnica e também a si mesmo(a),  pois cada uma dessas duas práticas abre portais de

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Essas formas de respiração circular servem para diversos momentos de prática de respiração consciente. Entretanto, são excepcionalmente  profundas quando praticadas durante a hiperventilação:

1) Lenta e profunda –  indicada para se começar o processo;

2) Rápida e superficial  –   melhor para quando um padrão(*) está

emergindo com força, acelerando sua integração;

3) Rápida e profunda –   melhor para quando um padrão emergente

tende a provocar distrações (muitos pensamentos, mente domi-nante, mente fixa...);

(*) PADRÃO (de energia...): qualquer evento interior suficientemente claro ou bem configurado par ser percebido pela pessoa.

 Neste particular, das formas de respiração circular durante a HPV, cita-se Morfeu, no filme Matrix, quando, em treinamento, alerta Neo sob a realidade ou não de o mesmo estar respirando ar ou simples-mente "achar" que está respirando ar. Este paralelo é importante uma vez que durante a prática da HPV, em alguns momentos, temos a  possibilidade de expandir nossa consciência em termos de ao quanto

estamos realizando apenas movimentos "vazios", sem entrada de ar, em relação ao seu oposto: quanto de ar nos entra, e sai, sem que o estejamos percebendo... (veja mais sobre a interpretação da sabedoria contida em Matrix, no texto específico sobre o filme).

Como já dito, caso a técnica acima não esteja gerando resultado contigo, use novas alternativas. Inove. Uma ótima sugestão é a respi-ração caótica, já descrita.

Formas da Respiração Circular Durante a Hipeventilação:

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Com uma prática bastante intensa você será capaz de perceber clara-mente a relação dos pensamentos e da hiperventilação citadas na introdução. Pode ocorrer muitos e muitos momentos alternados entre respiração profunda e focalização mental de alguma forma, quer seja  por aberturas de insights, vocativos de estados de não mente, muitos estados e sensações bem claros ainda como outros que apenas pare-çam ser claros, embora possam ser tão somente ilusórios. Não importa. Não há regras aí, há não ser ampliação consciencial.

Claro que pessoas com manifestações de defesas de personalidade desconectada devem ser observadas e assistidas sempre que necessário  por pessoas preparadas para a elas darem suporte e ajudar no

alinha-mento.

Para quem não tiver grau relevante de desconexão, esse tipo de prática  por si só pode se constituir num momento para dissolução de distor-ções da percepção e não ampliação das mesmas. A regra geral é (num  português coloquial, mas que traduz de forma bem eficiente o que se

quer transmitir aqui...): “não viaje na maionese.

Muitas vezes precisamos e devemos ter determinadas crises.

Entre-tanto, o limiar entre o que precisamos e o que “inventamos” é muito

tênue, quer tenha ou não outras pessoas por perto. Entretanto, toda vez que tem outras pessoas por perto e o que está ocorrendo é invenção, a

 pessoa que “simula” ou exagera a crise está na realidade com muito

medo em seu próprio mundo interior e, por isso, procura chamar a atenção das outras pessoas de forma a obter algum tipo de atenção e, consequentemente, de amparo.

Quando realizamos nossos exercícios e práticas de hiperventilação

com profundeza e consciência conseguimos, progressivamente, “dar flagrantes” em nosso ego, nossos pensamentos e padrões inconscien

-tes, nos curando progressivamente.

A chave é: respire muito e viva. Respire muito e sinta. Essa é a pri-meira fase.

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 No segundo momento, procure perceber como você se sentirá nas horas e nos dias subseqüentes à experiência. Vá ampliando cada vez mais o ponto de equilíbrio para evitar seqüelas e resultados indeseja-dos posteriores, como qualquer tipo de dor ou desconforto emocional ou físico, baixas energéticas etc.

Quanto mais bem equilibradas suas vivências e investigações, mais

alinhamento e menos “efeitos colaterais”.

As reações e sensações possíveis quando uma pessoa começa a respi-rar conscientemente são realmente profundas. A mudança na vida, no  poder e na expansão de consciência são relevantes.

Para os mais “desconfiados”, recomenda-se começar bem lentamente,

com exercícios leves e progressivos, pois as mudanças na vida são grandes e, o mais delicado, experiências pontuais dramáticas podem ocorrem.

Em seguida estão expostos alguns dos efeitos possíveis durante o  processo de hiperventilação, que é o mais radical dentro das práticas respiratórias. Se estiver preparado(a) para esses efeitos, conseguirá atravessar todos os demais desafios da respiração consciente sem maiores problemas, recebendo seus inestimáveis benefícios.

 Garganta e boca seca;

 Formigamento localizado ou generalizado na pele;  Contrações musculares intensas e involuntárias;  Tonturas (se tenta levantar e andar);

 Sensação de leveza ou de peso;

Sensações e Reações Comuns Durante a HPV/Renascimento:

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 Agitação, risos;

 "Briga" com "agressores invisíveis";  Choro sentido ou desesperado;

 Gritos de dor, de raiva, de medo;

 "Aparência de cadáver"  –   "buraco negro". A pessoa pára de

respirar, fica imóvel, pálida;

 Eventual dor de cabeça (sinal para diminuir o ritmo);  Movimentos "obscenos";

 Esboços do "reflexo do orgasmo" (descrito por Reich);

 Intensificação de reações ligadas às próprias defesas de

persona-lidade;

 Aparência de feto encolhido, recém nascido a chupar o dedo,

nenês choramingando ou risonhos e felizes...

Muitas vezes ocorrem sinais e movimentos que lembram os de um recém-nascido, criando uma espécie de psicodrama. Muitas vezes o re-experimentar do próprio parto impõe-se com força. Muitas vezes, a re-experiência do parto é de todo real.

A melhor técnica é acompanhar o que acontece, ao invés de dirigir o  processo nesta ou naquela direção.

Depois de algumas experiências, por vezes até nas primeiras, ocorrem vivências profundas e prazerosas, insights dramáticos - ou hilariantes. Ocorrem ainda regressões, resolução de traumas infantis, revivência e superação de traumas de parto, ativação de arquétipos, de imagens  protetoras, emergência de símbolos poderosos, recordações de horas

decisivas na vida, resolução de conflitos atuais, melhora ou cura de sintomas e muito mais...

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Aos poucos, pela repetição, a respiração vai impelindo a personali-dade na direção da criança despreocupada - apesar disso responsável (nem sempre do modo como a sociedade espera...), do animal livre, do  primitivo simples que percebe depressa o que lhe importa, e age deci-didamente para conseguir o que sente como importante. Toda a força do cérebro reptiliano e toda a magia do cérebro mamífero.

Os melhores guias para o desenvolvimento posterior do renascimento são a responsabilidade, a afeição e a escuta desenvolvidos em relação às necessidades da "nova criança".

Praticada muitas e muitas vezes, a hiperventilação traz mudanças amplas, profundas e estáveis de personalidade. Ficamos mais fortes, mais alegres, mais compreensivos, mais serenos, com pouco ou nenhum desespero, depressão, rancor, confusão. Traz ainda clareza emocional, facilidade de decidir, firmeza em realizar o decidido - pela redução considerável dos mil pensamentos inúteis que ocupavam nossas cabeças a maior parte do tempo. Não deixa a vida "um mar de rosas", mas tem a capacidade de torná-la mais expressiva e signi-ficativa.

Gestantes entre o 1º e 3 meses e entre o 6º e 9º devem se abster de realizar o processo, pois podem ocorrer induções ao aborto ou descon-fortos gerados pelo princípio desse processo.

Em decorrência desses aspectos todos dramáticos e profundos, muitas vezes uma pessoa sem condução externa e experiente pode ficar desnorteada ou temerosa com os processos de hiperventilação e renas-cimento. Entretanto, muitas tantas outras pessoas conseguem sim se autoconduzirem no processo desde a primeira vez.

Uma coisa bastante boa e interessante para se experimentar junto com a hiperventilação é a prática da EFT (Emotional Freedom Techniques Harmonização com a EFT

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tas dos dedos nos pontos de aplicação da EFT, realizar as rodadas  básicas, sucessivamente enquanto hiperventila.

Essa associação de técnicas é bastante poderosa, evitando muito dos  processos dramáticos deflagrados pela hiperventilação sozinha, sem,

entretanto, despotencializar o poder de processamento e resolução de questões internas relevantes e profundas.

Se tiver algum tipo de receio em praticar a hiperventilação, aprenda  primeiro a EFT e, então, se dê de presente realizar sessões longas (acima de 30 minutos consecutivos) unindo as duas técnicas. Você verá que os resultados são realmente muito bons, resolutivos, interes-santes. Entretanto, como já dito, em algum momento, quando se sentir mais seguro(a), realize rodadas profundas apenas de hiperventilação  para ir bem fundo nesse processo. De qualquer forma, já conhecendo a EFT, se, em algum momento de um processo muito intenso com a respiração, achar que não vai dar conta sozinho(a), poderá lançar mão de começar os processamentos com EFT para processar e equilibrar tudo, até que as reações difíceis de serem vividas e sentidas se diluam e você fique apenas com os benefícios colhidos... 

Como benefícios “colaterais” da prática de respiração consciente

 provavelmente haverá processos de cura, especialmente quando isoladas determinadas práticas para determinadas questões específicas. Entretanto esse não é o foco indicado aqui, especialmente se fizer  parte apenas de um objetivo específico e pontual (por exemplo, a cura de uma dor de cabeça ou algo mais estruturado, como uma asma ou um câncer), embora isso possa ser possível, particularmente se somado a outros métodos complementares e somados entre si.

Dentro da prática aqui proposta para os trabalhos com respiração consciente os objetivos são:

(49)

 A expansão da consciência;  O autoconhecimento; e

 O aumento de poder pessoal.

Mesmo sob a ótica da hiperventilação, que pode ser a primeira e mais rápida técnica para absorção e implementação dos profundos efeitos da respiração consciente, o enfoque não é apenas de um tratamento, embora possa muitas vezes esse efeito ser imediato.

São objetivos principais e específicos da hiperventilação e do renas-cimento aqui sugeridos:

 Alcançar a liberdade respiratória - sinal seguro de ausência de

qualquer repressão emocional.

 Abrir canal para a prática continuada.

 Abrir canal para que a pessoa possa incorporar uma super

Referências

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