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AULA 9: INSTALAÇÕES

SUMÁRIO PÁGINA CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 2 1. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 3 2. INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS 15 3. COMBATE À INCÊNDIO 33 4. VENTILAÇÃO, EXAUSTÃO E CONDICIONAMENTO DE AR 46

5. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 57

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Olá pessoal, chegamos à aula de Instalações, que envolve Instalações Elétricas, Hidrossanitárias, Combate à Incêndio, Ventilação, Exaustão e Condicionamento de Ar.

Para esta aula de Instalações eu convidei o professor Diego Carvalho Sousa, também auditor do TCU, na área de obras. Chamei ele porque soube que a parte de instalações hidráulicas e recursos hídricos é o seu forte. Ele trabalhou com importantes obras nessa área antes de entrar no TCU, tal como a Transposição do Rio São Francisco. Portanto.

Nesta aula, as questões estão comentadas juntamente com a teoria, de forma a complementá-la.

E como sempre, após a teoria, há a lista das questões apresentadas na aula para que vocês possam treinar com mais facilidade.

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INSTALAÇÕES 1 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

As instalações elétricas para fins de prova são as de baixa tensão que são regulamentadas pela NBR 5410/97 possuem a seguintes características: tensão até 1000 Volts para corrente alternaada (residências) e de 1500 V para corrente contínua. No Brasil, por decreto governamental determinou-se que a frequência de geração, transmissão e distribuição é de 60 Hertz, ou 60 ciclos/s, logo corrente alternada.

Para que a energia chegue em nossas residências são três passos: Geração (Brasil maior parte hidroeletricidade), Transmissão (Brasil existe o SIN= Sistema Interligado Nacional, atualmente só algumas partes no norte do país não fazem parte do sistema integrado, esse sistema permite que o operador nacional consiga maximizar o atendimento da demanda, administrando os níveis das principais usinas brasileiras) e, por fim a distribuição.

A Geração é feita a 13,8 KV, isso é transformado para as tensões de 69 KV, 138 KV, 230 KV, 400 KV, 500 KV, a linha de Itaipu – São Paulo atinge, impressionantes, 765 KV em corrente contínua, pois após 500 KV a transmissão em corrente contínua começa a viabilizar-se, em virtude da corrente contínua nãogerar o efeito Corona (ionização do ar em volta da rede aumentando perdas). Nas cidades começa a distribuição e a voltagem é transformada para 11 KV, 13,2 KV, 15 KV, 34,5 KV(nesse último caso chamam-se linhas de subtransmissão). Ao final a tensão de 220 V ou 110 V que recebemos em casa chega a esse patamar nos transformadores abaixadores

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(alguns ficam em postes, nos prédios maiores com carga mais elevada, etc)

Seguem algumas definições

Corrente elétrica I= Q(cargas)/t, unidade A ampére: deslocamento de cargas em um condutor quando existe diferença de potencial elétrico (ddp, dada em Volts) entre suas extremidades, assim ocorre um fluxo de carga na seção reta de um condutor, na unidade de tempo.

A potência elétrica é o produto da tensão pela corrente, dada em Watts, fisicamente é a energia necessária para produzir movimento, calor, luz, radiação, etc.

Resistência elétrica é a oposição interna dos materiais à circulação de cargas. Bons condutores baixa resistência, maus condutores elevada resistência. Resistência elétrica é medida por Ω ohms: U (ddp) = R x I (corrente). De maneira simplificada chama-se impedância a resistência em circuitos de corrente alternada.

Circuito: conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção (chave ou disjuntor)

Fio: condutor rígido de um diâmetro nominal definido. Cabo: condutor formado pela composição de vários filamentos de diâmetros menores que no conjunto possuem um diâmetro nominal do cabo.

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O projeto de instalações elétricas deve ser elaborado com observância da norma, entre as exigências temos:

1 tomada a cada 8 m²;

1 tomada a cada 5 m de perímetro dos cômodos, exceto em banheiro que uma tomada perto da pia é obrigatória;

1 tomada a cada 3,5 m para cozinhas e copas; 1 tomada para garagens e subsolos;

Para residências: 1 circuito a cada 60 m²

Para lojas e escritórios: 1 circuito a cada 50 m².

Cores dos condutores: Fases: preto, branco, vermelho, cinza; Neutro: azul-claro; Terra: Verdebn

Os condutores em geral devem ser de cobre para instalações elétricas, porém em casos específicos (citei nas questões) pode-se utilizar alumínio que é pior condutor, porém mais barato.

É Importante tratar dos sistemas de aterramento, a terra é o caminho natural de escoamento das cargas indesejadas, como raios. Quase todos os sistemas de distribuição possuem um fio neutro em ligação com a terra para proteção individual. A ddp estabelecida nos circuitos elétricos ocorre devido a essa ligação do neutro, a fase tem um potencial elevado e o neutro o potencial zero, pois está ligado à terra. Os esquemas de aterramento estão detalhados na questão sobre o assunto.

Dispositivos de Controle de Circuito. Os interruptores são dispositivos que interrompem sempre o condutor fase, nunca deve ser o neutro, dessa forma evita-se riscos de choque elétrico ao substituir lâmpadas. O condutor fase chega ao interruptor e a partir dele parte o condutor de retorno em direção a lâmpada, na lâmpada deve ser ligado um condutor neutro e o retorno que vem do

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interruptor. Assim, ao trocar a lâmpada basta deixar o interruptor aberto (sem passagem de corrente) impossibilitando o risco de choque, em situação normal na instalação elétrica o neutro não dá choque, pois tem o mesmo potencial da terra, ou seja, nulo, neutro.

Figura 1 – Esquema de Ligação interruptor Simples

Note, nessa figura, o esquema de ligação paralelo, há um condutor neutro e um condutor fase, a cada ponto de utilização, seja lâmpada ou tomada, deve-se fazer um contato com o condutor neutro e um contato com o condutor fase. Dessa forma, para cada ponto de utilização a diferença de potencial entre a fase e neutro será mantida.

Figura 2 – Esquema de ligação interruptor Three way (paralelo)

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Na figura o X representa uma lâmpada, o par de condutores pretos que ligam um interruptor ao outro ( paralelos) são retornos, vermelho (R) é fase, e azul N é neutro. PE é o condutor de proteção ―fio terra‖, que para lâmpadas não costuma ser utilizado, porém nas tomadas é recomendado o uso em todas.

1) (34 – SEAD/PA – 2005) Em instalações elétricas em escadas ou

dependências, cujas luzes, pela extensão ou por comodidade, se deseje apagar ou acender de pontos diferentes, faz-se uso de um dispositivo de controle de circuitos denominado

A interruptor three-way ou paralelo. B interruptor de várias seções. C minuteria.

D chave magnética. E dimmer.

Resposta:

A- Esse é o interruptor utilizado quando se deseja acender a luz de determinado cômodo de dois pontos diferentes, o interruptor é conhecido também como paralelo, pois são conectados em cada par dois condutores de retorno.

B- Interruptor de várias seções (o que o possui dois ou mais botões) permite o controle de um mesmo ponto de mais de um ponto de luz. C- Minuteria: tipo de interruptor que determinado tempo (programável) após ser acionado ele apaga automaticamente, utilização em garagens, escadas, corredores. É comum a utilização em conjunto com sensores de presença, o sensor fecha o circuito (a

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corrente flui) e após um determinado tempo a minuteria abre o circuito.

D- chave magnética: dispositivo de comando e proteção de motores elétricos trifásicos, podendo ser utilizado para motores monofásicos. Nela existem dois circuitos básicos o de força e o de comando. O circuito de comando opera com corrente suficiente apenas para operar uma bobina que fecha o circuito de força. Esse circuito de comando pode ser operado remotamente, ou por um interruptor instalado, por exemplo em uma sala de comando de motores.

E- Dimmer – Dispositivo com potenciômetro que permite variar a intensidade de corrente que vai para determinada lâmpada, variando assim a intensidade de luz.

Gabarito: A

2) (179 – TCU/2005) Em instalações elétricas, o dispositivo de

proteção deve ser dimensionado para defesa contra sobrecargas e contra curtos-circuitos.

Resposta: Segundo item 5.3 da NBR 5410/2004, os dispositivos devem ser dimensionados para defesa contra sobrcargas e contra curtos circuitos, além disso, afirma-se, na norma, que há dispositivos que atuam simultaneamente na proteção contra correntes de sobrecargas e correntes de curto-circuitos, há dispositivos que atuam apenas na proteção contra correntes de sobrecarga e há dispositivos que atuam apenas na proteção de correntes de curto-circuito, nesses dois últimos casos podem haver associações com outros dispositivos.

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3) (142 – TCU/2009) Em instalações comerciais com potência

instalada de até 120 kW, é permitido o emprego de condutores de alumínio com seções menores que 50 mm2; para potência maior, devem ser utilizados condutores de cobre.

Resposta: Pessoal segundo a NBR 5410/2004, a utilização de cabos de alumínio em estabelecimentos comerciais só é permitida para seções maiores que 50 mm², desde que seja uma instalação comercial com baixa densidade de ocupação e altura inferior a 28 m, ou seja, permita condições normais de fuga das pessoas em emergências, e a instalação e manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas. Portanto, fora dessas condições que devem ser atendidas simultaneamente deve-se utilizar condutores de cobre. Já para as instalações industriais, é permitido o uso de condutores de alumínio com seção nominal superior a 16 mm², desde que a instalação seja alimentada diretamente por subestação de transformação ou transformador, a partir de uma rede de alta tensão, ou possua fonte própria e a instalação e manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas. A norma não trata de potências máximas ou mínimas no caso da utilização de condutores de alumínio.

Gabarito: Errada

4) (143 – TCU/2009) Em instalações industriais, podem ser

utilizados condutores de alumínio, desde que a seção nominal destes seja maior ou igual a 16 mm2, e a potência instalada, de, pelo menos, 50 kW.

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Resposta: Conforme item anterior

Gabarito: Correta

5) (52 – SEGER-ES/2011) No esquema da figura abaixo, que

representa parte de um projeto elétrico, há um interruptor duplo, duas tomadas baixas e apenas quatro condutores fase.

Resposta: A norma que prescreve os símbolos gráficos para instalações elétricas prediais é a NBR 5444/89. Os símbolos mais usuais estão descritos no quadro abaixo.

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Figura 4 – Simbologia instalações elétricas

1 – Condutor fase; 2 -Ccondutor neutro; 3- Condutor de Retorno; 4 – Condutor Terra; 5 – Interruptor Simples; 6- Interruptor Duplo; 7 – Interruptor Triplo; 8 – Interruptor Three Way ou paralelo; 9 – Interruptor Four Way; 10 – Tomada Baixa (30 cm do piso acabado); 11 – Tomada Média (1,3 m do piso acabado); 12 – Tomada Alta (2,0 m do piso acabado); 13 – Tomada de Piso; 14 – Ponto de Luz no Teto; 15 – Ponto de Luz na Parede (Arandela). OBSERVAÇÃO é usual utilizar a representação de interruptores pela letra S, S1 (interruptor Simples), S2 (interruptor duas seções), S3W (interruptor three way), S4W four way.

Assim, estão representados no circuito da questão:5 condutores fase, 4 condutores neutros, 3 condutores terra, 1 condutor de retorno, um ponto de luz no teto, duas tomadas baixas e um interruptor Three Way (o padrão é a 1,3 m do piso).

Gabarito: Errada

(SEGER-ES/2011) Sabendo que as instalações elétricas de baixa tensão, para garantir o funcionamento adequado das instalações, a segurança de pessoas e animais e a conservação dos bens, devem estar em conformidade com as condições fixadas em norma técnica, julgue os itens que se seguem, referentes às instalações elétricas prediais.

6) 91 Na figura abaixo, o esquema representa uma linha elétrica

do tipo condutores isolados ou cabos unipolares em eletrocalha ou perfilado suspensa(o).

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Resposta:

Figura 5 – Eletrocalhas ou perfilado, fonte NBR 5410

A figura foi retirada da NBR 5410/2004 no item que trata dos tipos de linhas elétricas, a pegadinha do examinador foi utilizar o desenho da linha elétrica do tipo cabo multipolar e na questão ele cita condutor isolado ou cabo unipolar. No desenho a única diferença é a circunferência cinza no cabo multipolar.

Gabarito: Errada

7) 92 Uma corrente elétrica de curto-circuito consiste em uma

sobrecorrente resultante, por exemplo, de uma falta direta entre condutores energizados, que apresentam uma diferença de potencial em funcionamento normal.

Resposta: Bom, vamos lá! o que dificulta a questão é saber do que se trata falta direta entre condutores. Falta elétrica:contato ou arco

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acidental entre partes de um circuito elétrico com potenciais diferentes, normalmente ocasionada por falha no isolamento. A falta direta ocorre quando a impedância de isolamento é baixa ou desprezível. E a falta para a terra ocorre quando uma das partes envolvidas e a terra, por exemplo uma fase que entre em contato com a terra, por exemplo, utilizando-se do corpo humano. Com essa definição a questão está correta.

Gabarito: Correta

8) 93 No esquema TT de aterramento, um ponto de alimentação,

em geral o neutro, é diretamente aterrado, e as massas dos equipamentos elétricos são ligadas a esse ponto por um condutor metálico.

Resposta: A NBR 5410 considera os esquemas de aterramento TN, TT e IT. Para melhor esclarecimento, seguir pelas figuras abaixo.

Esquema de Aterramento TT. T ligação direta do Neutro à terra de serviço (no poste do transformador de média tensão para baixa tensão); T Massas ligadas diretamente à terra de Proteção (na unidade receptora: residências).

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Figura 6 – Esquema TT de aterramento

Esquema de aterramento TN. T ligação direta do neutro à terra de serviço; N massas ligadas diretamente ao neutro. O TN pode ser TN-C, quando o terra de proteção e o neutro são um condutor comum; TN-S, quando neutro e proteção são em condutores separados, porém chegam ao mesmo ponto de aterramento, o de serviço.

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Esquema de aterramento IT. I – Neutro isolado da Terra ou ligado à terra por impedância de valor elevado. T – massas ligadas diretamente à terra de proteção.

Figura 8 – Esquema de Aterramento IT

No caso, o erro da questão é que as massas dos equipamentos elétricos estão ligadas diretamente à terra de proteção, ou seja um aterramento distinto do aterramento de alimentação, o Neutro.

Gabarito: Errada

2 - INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS

Para começar essa parte da matéria segue um glossário de termos técnicos, considero importante, pois as bancas gostam de utilizar alguns termos pouco conhecidos para ―pegar‖ candidatos. Alguns foram retirados direto da norma NBR 5626 – Instalações Hidráulicas Prediais, outras foram retiradas do livro do Hélio Creder e outras achei por bem comentar.

Alimentador predial: Tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de uso doméstico .

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Automático de Bóia: Dispositivo instalado no interior de um reservatório para permitir o funcionamento automático da instalação elevatória entre seus níveis operacionais extremos. Ou seja aciona e desliga automaticamente a bomba de racalque.

Barrilete: Tubulação que se origina no reservatório e da qual derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento é indireto. No caso de tipo de abastecimento direto, pode ser considerado como a tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada à fonte de abastecimento particular

Cavalete: Tubulação imediatamente anterior e posterior a hidrômetro, normalmente, a disposição dos tubos acaba com um formato mesmo de cavalete.

Coluna de distribuição: Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais.

Caixa quebra de pressão: caixa destinada a reduzir as pressões nas colunas de distribuição. Alternativamente, pode-se utilizar válvulas redutoras de pressão.

Conexão cruzada: Qualquer ligação física através de peça, dispositivo ou outro arranjo que conecte duas tubulações das quais uma conduz água potável e a outra água de qualidade desconhecida ou não potável.

Conjunto elevatório: Sistema para elevação de água. Conjunto motor-bomba, tubulações e válvulas.

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Dispositivo de prevenção ao refluxo: Componente, ou disposição construtiva, destinado a impedir o refluxo de água em uma instalação predial de água fria, ou desta para a fonte de abastecimento.

Duto: Espaço fechado projetado para acomodar tubulações de água e componentes em geral, construído de tal forma que o acesso ao seu interior possa ser tanto ao longo de seu comprimento como em pontos específicos, através da remoção de uma ou mais coberturas, sem ocasionar a destruição delas a não ser no caso de coberturas de baixo custo. Inclui também o shaft que usualmente é entendido como um duto vertical.

Fonte de abastecimento: Sistema destinado a fornecer água para a instalação predial de água fria. Pode ser a rede pública da concessionária ou qualquer sistema particular de fornecimento de água. No caso da rede pública, considera-se que a fonte de abastecimento é a extremidade a jusante do ramal predial.

Galeria de serviços: Espaço fechado, semelhante a um duto, mas de dimensões tais que permitam o acesso de pessoas ao seu interior através de portas ou aberturas de visita. Nele são instalados tubulações, componentes em geral e outros tipos de instalações. Instalação elevatória: Sistema destinado a elevar a pressão da água em uma instalação predial de água fria, quando a pressão disponível na fonte de abastecimento for insuficiente, para abastecimento do tipo direto, ou para suprimento do reservatório elevado no caso de abastecimento do tipo indireto. Inclui também o caso onde um equipamento é usado para elevar a pressão em pontos de utilização localizados.

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Instalação predial de água fria: Sistema composto por tubos, reservatórios, peças de utilização, equipamentos e outros componentes, destinado a conduzir água fria da fonte de abastecimento aos pontos de utilização.

Ligação hidráulica: Arranjo pelo qual se conecta a tubulação ao reservatório domiciliar.

Metal sanitário: Expressão usualmente empregada para designar peças de utilização e outros componentes utilizados em banheiros, cozinhas, áreas de serviço e outros ambientes do gênero, fabricados em liga de cobrel. Exemplos: torneiras, registros de pressão e gaveta, mistu-radores, válvulas de descarga, chuveiros e duchas, bicas de banheira.

Nível de transbordamento: Nível do plano horizontal que passa pela borda do reservatório, aparelho sanitário ou outro componente. No caso de haver extravasor associado ao componente, o nível é aquele do plano horizontal que passa pelo nível inferior do extravasor.

Peça de utilização: Componente na posição a jusante do sub-ramal que, através de sua operação (abrir e fechar), permite a utilização da água e, em certos casos, permite também o ajuste da sua vazão. Ponto de suprimento: Extremidade a jusante de tubulação diretamente ligada à fonte de abastecimento que alimenta um reservatório de água para uso doméstico.

Ponto de utilização (da água): Extremidade a jusante do sub-ramal a partir de onde a água fria passa a ser considerada água servida. Qualquer parte da instalação predial de água fria, a montante desta

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extremidade, deve preservar as características da água para o uso a que se destina.

Ramal: Tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais.

Ramal predial: Tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento de água e a extremidade a montante do alimentador predial ou de rede predial de distribuição. O ponto onde termina o ramal predial deve ser definido pela concessionária.

Rede predial de distribuição: Conjunto de tubulações constituído de barriletes, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos, destinado a levar água aos pontos de utilização. Refluxo de água: Escoamento de água ou outros líquidos e substâncias, proveniente de qualquer outra fonte, que não a fonte de abastecimento prevista, para o interior da tubulação destinada a

conduzir água desta fonte. Incluem-se, neste caso, a

retrossifonagem, bem como outros tipos de refluxo como, por exemplo, aquele que se estabelece através do mecanismo de vasos comunicantes.

Registro de fechamento: Componente instalado na tubulação e destinado a interromper a passagem da água. Deve ser usado totalmente fechado ou totalmente aberto. Geralmente, empregam-se registros de gaveta ou registros de esfera. Em ambos os casos, o registro deve apresentar seção de passagem da água com área igual à da seção interna da tubulação onde está instalado.

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Registro de utilização: Componente instalado na tubulação e destinado a controlar a vazão da água utilizada. Geralmente empregam-se registros de pressão ou válvula-globo em sub-ramais. Retrossifonagem: Refluxo de água usada, proveniente de um reservatório, aparelho sanitário ou de qualquer outro recipiente, para o interior de uma tubulação, devido à sua pressão ser inferior à atmosférica.

Separação atmosférica: Separação física (cujo meio é preenchido por ar) entre o ponto de utilização ou ponto de suprimento e o nível de transbordamento do reservatório, aparelho sanitário ou outro componente associado ao ponto de utilização.

Sub-ramal: Tubulação que liga o ramal ao ponto de utilização.

Tubulação de Recalque: Tubulação compreendida entre o orifício de saída da bomba e o ponto de descarga no reservatório superior (de distribuição);

Tubo Ventilador: Tubulação destinada à entrada de ar em tubulações para evitar subpressões nesses condutos.

Com esse glossário de termos referentes a instalações hidráulicas prediais vamos pincelar alguns pontos importantes da matéria.

Começando pelos sistemas de distribuição, que podem ser:

a) Direto, a tubulação que vem da rede pública alimenta diretamente todos os pontos de utilização. Desvantagem: quando o abastecimento é interrompido ou a pressão abaixa,

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a residência ou os pontos de utilização em níveis superiores podem ficar sem água. Não há reservatório.

b) Indireto sem bombeamento, utilizado na maioria das casas, a um reservatório superior de água alimentado pela rede pública e a partir dele é feita a distribuição para os pontos de utilização. Desvantagem: Maior custo para instalar reservaatório.

c) Indireto com bombeamento, utilizado em prédios, onde há um reservatório inferior alimentado pela rede pública e com volume maior de reserva (3/5 do volume de dois dias de consumo diário da edificação) e um reservatório superior de volume mais reduzido (2/5 do volume de dois dias de consumo diário da edificação) de onde é feita a distribuição para os pontos de utilização. A elevação da água do reservatório inferior para o reservatório superior(processo chamado de recalque da água) é realizado por conjunto motor-bomba no próprio prédio (instalação elevatória). Obs.: além do volume de dois dias de consumo diário, os reservatórios devem possuir um acréscimo de volume de 15% a 20% para reserva de incêndio.

d) Sistema hidropneumático de distribuição: esse sistema dispensa reservatório superior, é um tanque vedado que fica submetido à pressão suficiente para atender todos os pontos de utilização da edificação a partir desse tanque hidropneumático, situado no subsolo ou térreo. Pouco utilizado devido aos custos de operação e manutenção, porém quando há limitações estruturais para instalação de um reservatório superior é a saída mais indicada.

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A NBR 5626 limita a pressão estática máxima em 40 mca (metros de coluna de água), ou seja, 400 KPa = 4 Kg/cm²=0,4 MPa. Sendo que a pressão dinâmica máxima admitida devido à sobrepressão é de 20 m além da pressão estática no ponto.

Uma das principais causas da sobrepressão é o golpe de aríete. O golpe de aríete ocorre com o fechamento brusco de válvulas de descarga, interrompendo bruscamente o fluxo ocorrendo a onda de sobrepreção na tubulação.

Uma questão importante a ser mencionada é o fecho hidráulico, ou, comumente falando, sifonamento de aparelhos sanitários, ralos, etc. Esse fecho hidráulico impede o escape de gases do sistema predial de esgoto sanitário para os locais de utilização dos aparelhos. Para o correto funcionamento desse sifonamento é necessária a instalação dos tubos ventiladores na instalação de esgoto, favorecendo a manutenção da pressão atmosférica na tubulação de esgotos. Isso impede, por exemplo, quando uma descarga no pavimento superior da edificação for acionada ao ser esgotada descendo pela coluna, ocorra a subpressão na coluna de esgoto e essa subpressão sugue a água do fecho hidráulico nos aparelhos sanitários conectados a essa coluna.

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9) (25 – SEAD/PA – 2005) A figura acima mostra um esquema

típico de entrada de água em edifícios. Com relação aos componentes do sistema mostrado, indicados pelas letras de V a Z, assinale a opção incorreta.

A V é um pescoço de ganso. B W é um registro de passeio. C X é um registro de bóia. D Y é uma válvula de retenção. E Z é um extravasor.

Resposta:

A questão mostra um esquema típico de entrada de água em edifícios. A alternativa incorreta é a letra D, pois Y não representa uma válvula de retenção, Y indica uma válvula de pé. Essa é a única válvula que se localiza no fundo do reservatório inferior, a função dela é permitir a sucção da água pela bomba de recalque, ou seja, elevação d‘ água do reservatório inferior do edifício para o reservatório superior. Essa válvula, segundo a norma NBR 5626/98 deve ser com crivo (espécie de coador, grade metálica de ferro

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batido, cobre ou latão). O crivo impede a sucção de partículas sólidas que danificam a bomba.

Figura 9 – Válvula de pé com crivo

Definições relevantes:

Escorvamento da bomba: as bombas ao iniciar a operação precisam de ter a tubulação de sucção preenchida com o líquido a ser bombeado, diz-se que a bomba está escorvada quando a coluna de sucção está cheia, essa escorva pode ser realizada manualmente, ou em alguns casos, as bombas são auto-escorvantes.

Montante ( em hidráulica): quer dizer local de onde a água vem, inicia seu trajeto, por isso lembra montanha (rios nascendo em montanhas...)

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Jusante: quer dizer rio abaixo, para onde a água vai. Válvula de pé: Instalados na extremidade inicial de montante da sucção de modo a garantir o escorvamento da bomba durante algum tempo em que a mesma não estiver funcionando, ou seja, são instalados na entrada das tubulações de sucção das bombas com a finalidade de impedir o retrocesso da água quando o bombeamento é desligado, independente do motivo. Para o seu melhor funcionamento faz-se necessário que a tubulação de sucção, pelo menos seu trecho inicial, esteja na vertical. Em instalações com bombas afogadas ou submersas não há necessidade da válvula de pé, pois as bombas permanecem automaticamente escorvadas, mas normalmente o crivo não pode ser dispensado.

Válvula de retenção localiza-se onde a letra Z indica na figura da questão, quando a bomba de recalque para de funcionar, a válvula de retenção fecha o circuito hidráulico automaticamente impedindo que a água da tubulação retorne para o reservatório inferior. Como se vê a válvula de pé e de retenção tem funções de impedir o retorno da água, porém a válvula de pé tem um formato similar e só pode ser instalada na tubulação de sucção. Já a válvula de retenção sempre deve estar no meio de uma tubulação, e a atuação de impedir o retorno de água é só em um sentido.

A figura abaixo apresenta de forma mais clara as demais componentes do esquema típico de entrada de água em edifícios.

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Figura 10 - Esquema de entrada típica em edifícios -Fonte: Hélio Creder: Instalações Hidráulicas e Sanitárias Gabarito: D

10) (26 – SEAD/PA – 2005) No que se refere aos componentes de uma estação elevatória de água com bomba centrífuga, assinale a opção incorreta.

A As válvulas de retenção são peças conectadas na extremidade de tubulações de sucção em instalações de bombas não afogadas.

B No salão das máquinas, são instalados os conjuntos elevatórios e, na maioria dos casos, os equipamentos elétricos pertinentes.

C O poço de sucção é o compartimento, de dimensões limitadas, de onde parte a tubulação que conduz a água para a bomba.

D As tubulações das casas de bombas podem ser de ferro fundido com juntas de flange.

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Resposta:

Essa questão traz o mesmo erro da questão anterior, a definição apresentada pela banca de válvula de retenção aplica-se para válvula de pé. A banca trocou uma pela outra.

Gabarito: A

(TCU/2009) Com relação às especificações a aos tipos de tubulações que podem ser utilizados nas instalações hidráulicas de um prédio, julgue os seguintes itens.

11) 144 Para que tubos de chumbo sejam utilizados, estes devem ser perfeitamente maleáveis, permitir dobramentos em ângulos de 180º, sem fissuras, e, entre outras características, não apresentar bolhas.

Resposta: Uma característica do chumbo é a maleabilidade do metal, porém o uso do chumbo, segundo a NBR 5626/98 (Instalações Prediais de Água Fria), não é permitida (item 4.3.3.1). E nos casos em que essa tubulação já estiver instalada essa tubulação deve ser substituída na ocasião de reparos. A inviabilidade do uso está na corrosão do metal, contaminando a água e causando a doença saturnismo, além de problemas para o feto durante a gravidez.

Gabarito: Errada

12) 145 Os tubos de PVC flexível, do tipo pesado, têm sua aplicação limitada a redes que transportam água a baixa pressão, como residências unifamiliares e prédios residenciais de não mais de dois pavimentos.

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Resposta: Não há previsão na NBR 5626/98 da utilização de PVC flexível, no item 4.4.4 permite-se apenas a utilização de PVC rígido. Na verdade o plástico flexível é a base de polietileno e o uso é mais restrito a abastecimento de água de emergência e irrigação (Hélio Creder).

Gabarito: Errada

13) 146 Permite-se a utilização de tubos de cerâmica desde que eles sejam pintados externamente com tinta anticorrosiva, possuam revestimento interno e não transportem fluidos quentes.

Resposta: A NBR 5626/98 prevê a utilização dos seguintes tubos: aço-carbono, cobre, ferro fundido galvanizado, ligas de cobre, poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV), polipropileno e PVC Rígido. Tubos cerâmicos podem são utilizados nas redes de esgoto sanitário. Porém não são usados em instalações prediais, pois apresentam problemas de estanqueidade.

Gabarito: Errada

(TCU/2009) No que se refere às especificações técnicas dos tubos utilizados nas instalações hidráulicas de edificações, julgue os itens seguintes.

14) 163 Os tubos e conexões de ferro fundido não necessitam de revestimento interno.

Resposta

Segundo o livro do Hélio Creder, na parte que trata de Tecnologia dos materiais há a previsão de uso de ferro fundido somente com revestimento, com argamassa de cimento aplicada por centrifugação e pichada externamente. O ferro fundido é um tubo de custo elevado,

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normalmente utilizado em diâmetro de mais de 2‘ polegadas e a resistência a corrosão é pequena, por isso a necessidade de revestimento interno e externo.

Já o tubo de ferro galvanizado, por ter essa, proteção dispensa o revestimento de argamassa.

Gabarito: Errada

15) 164 Os tubos de PVC devem resistir a pressão interna igual ou superior a 5 MPa.

Resposta:

5 MPa é equivalente a 50 Kg/cm², no livro do Hélio Creder, há uma tabela baseada na norma NBR 5648 sobre a tensão máxima de serviço, o valor dessa tensão para Tubos de PVC Rígido é de 60 Kg/cm². Há ainda valores para resistência a tração: 520 Kgf/cm² e resistência a compressão: 700 Kg/cm², em comparação ao ferro fundido (Fofo) cuja resistência a tração é de 4000 Kg/cm² e resistência a compressão é 5300 Kg/cm². Portanto a questão está correta.

Gabarito: Correta

(SEGER-ES/2011) Com relação às instalações prediais de águas pluviais, julgue os itens a seguir.

16) 86 O dimensionamento dos condutos horizontais de seção circular deve ser realizado para o escoamento com lâmina de altura igual a 2/3 do diâmetro interno do tubo.

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Resposta: Como nas tubulações de esgotamento de água pluvial ocorre sob pressão ambiente, a tubulação não funciona como conduto forçado, nessa situação consegue-se uma vazão maior se o conduto não trabalhar com a seção toda preenchida. Essa previsão de 2/3 do tubo para condutores horizontais de águas pluviais constam no livro do Hélio Creder e na NB-611 – Instalações Prediais de águas pluviais.

Gabarito: Correta

17) 87 Na figura abaixo, que apresenta o corte esquemático de uma cobertura, a parte indicada por (A) corresponde a uma calha de água-furtada.

Resposta: Consta no livro do Hélio Alves de Azeredo, a definição de calha água furtada é a que é utilizada na concordância de duas águas (água para cobertura é um pano que drena a água da chuva segundo um caimento).

Gabarito: Correta

18) 88 Nas tubulações enterradas de águas pluviais, devem ser

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Resposta: Segundo a NB-611, ou NBR 10844/89, adeve ser prevista caixa de areia sempre que houver conexões com outra tubulação, mudança de declividade, mudança de direção e ainda a cada trecho de 20 m nos percursos retilíneos. Portanto a questão está errada.

Gabarito: Errada

Aqui cabe uma pequena teoria acerca instalações de água quente. O abastecimento de água quente é feito em tubulação separada do abastecimento de água fria, existem os seguintes sistemas de aquecimento: individual ou local, central privado (domiciliar), e aquecimento central do edifício. Local é o caso do chuveiro elétrico ou a gás (com o aquecedor individualizado para o chuveiro, ou mesmo para o banheiro). Nesse caso não há uma coluna de água quente, o aquecimento ocorre a partir da coluna de água fria.

Existem vários formas de fornecer as calorias para o aquecimento de água, como exemplo temos:

Energia elétrica: resistência ou efeito Joule; Combustíveis Sólidos: Madeira, carvão;

Combustíveis líquidos: álcool, querosene, gasolina, óleo; Combustíveis Gasosos: gás de rua, gás engarrafado;

Água quente produzida por sistemas de arrefecimento, como de ar condicionados;

Gases quentes produzidos de processos fabirs (alto-forno);

Vapor: aquecimento por serpentinas ou misturado diretamente à água;

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Água quente oriunda do subsolo (fontes termais, gêiseres).

São os seguintes sistemas de aquecimento central em edifícios: Ascendente sem circulação;

Ascendente com circulação por termossifão (sem bombeamento);

Descendente com bombeamento Misto

A diferença entre o sistema com circulação é que nestes ao abrir-se a torneira a água quente sai imediatamente, enquanto que no sistema sem circulação demora um tempo (dependendo do porte, da altura do edifício) para sair água quente, a vantagem do sistema sem circulação é a economia de tubulações e equipamentos.

As tubulações utilizadas para água quente são: cobre, latão, aço galvanizado ou não, o bronze, hoje se utiliza também o CPVC (policloreto de vinila clorado, que é um material com todas as propriedades do PVC, somando se a resistência à condução de líquidos sob pressão a altas temperaturas).

Para diminuir as perdas de calor do sistema de água quente as tubulações recebem isolamento térmico, os materiais utilizados são: lã de vidro, canaletas de cortiça prensada, amianto em pó ou cortiça moída, misturada com caldo de cal, envolvendo os encanamentos em uma camada de 2 cm. Observação: Nunca deve-se utilizar amianto com cimento, pois ele adere ao tubo rachando o isolamento e o reboco. Pronto, vamos às questões.

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(SEGER-ES/2011) Julgue os itens seguintes, relativos a instalações prediais de água quente.

19) 89 Caso a água fornecida para uso humano ultrapasse, no ponto de utilização, a temperatura de 40ºC, é obrigatória a instalação de misturadores de água quente com água fria.

Resposta: Essa previsão consta norma NBR 7198/93 no item 5.3. Resposta correta. Água quente temperaturas mais usuais: Uso pessoal e de higiene: 35 a 50º C; Cozinhas (Dissolução de gorduras): 60 a 70º C; Lavanderias 75 a 85º C; Finalidades Médicas (esterilização): 100º C ou mais.

Gabarito: Correta

20) 90 O dispositivo de recirculação destina-se a manter a água quente em circulação, com o objetivo de equalizar sua temperatura.

Resposta: Está também é cópia da NBR 7198/93, ou NB 128, item 3.30 da norma. Resposta correta.

Gabarito: Correta

3 – COMBATE À INCÊNDIO

Começo essa parte da aula com a figura do reservatório superior de uma edificação com sistema de proteção contra incêndio. Nessa figura, é possível observar a reserva técnica de incêndio, ela corresponde por norma a 20% do volume total do reservatório. Essa parte sempre estará cheia, mesmo que acabe a água de distribuição a reserva não poderá ser utilizada. Para garantir esse nível mínimo da reserva técnica a tubulação que saí para o barrilete de distribuição

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encontra-se acima desse nível, assim em caso de incêndio haverá esse volume da reserva mais o volume de água que estava no reservatório para distribuição.

Um princípio desse tipo de sistema é que desde o barrilete até as colunas e ramais de distribuição de água, a independência do sistema de distribuição de água e o sistema de combate a incêndio. Lembrando que por norma a tubulação do sistema de distribuição de água deve ser pintada de verde e a tubulação do sistema de combate a incêndio deve ser pintada de vermelho.

Na figura abaixo há que se notar que após o barrilete de combate a incêndio existe uma válvula de retenção (logo adiante explicarei a razão da válvula) e, no caso do barrilete de distribuição, não existe essa válvula.

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Figura 11 – Esquema de reservatório Superior

Importante, tratar nesse tópico, das classificações aplicadas aos incêndios, pois pode ser questão de prova.

Os incêndios se classificam-se em três classes, segundo o Federal Fire Conucil:

Classe A: incêndios causados que deixam brasa, como os à base de celulose (madeiras, lonas, papéis, palhas, serragens, lixos), os materiais carbonáceos (carvão e coque), e os materiais a base de nitrocelulose (filmes, material fotográfico).

Classe B: incêndios causados por óleos minerais (petróleo, gasolina, querosene, graxa, verniz, tinta), por óleos vegetais(alcoóis, acetona, éter, óleo de linhaça), e por óleos de animais (banha, peixe, etc).

Classe C: incêndios em equipamentos elétricos (motor, transformador, reator), quando eletrificados. Caso contrário serão incêndios classe A.

Essa classificação é importante para combater o incêndio de com o agente extintor mais adequado. A água pode ser usada sem restrições para incêndios Classe A e com restrições para as classes B e C, no último caso, C, só deve ser utilizada água, após desligamento da energia. Além da água, pode se utilizar Espuma (Sulfato de alumínio) e Soda ácido para incêndios classe A. Para as classes B e C utiliza-se extintores de Anidrido carbônico (fumaça branca, expulsa o oxigênio da queima), Tetracloreto de carbono (extingue o fogo por ser um vapor mais denso que o ar, abafando o fogo por falta de oxigênio), esse último é mais recomendado para os incêndios da classe C, por ser um vapor não condutor.

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Classe I: pequeno risco, como escolas, residências e escritórios;

Classe II: risco médio ou normal, como oficinas, fábricas, armazéns.

Classe III: grande risco, como depósitos de combustíveis, paióis de munição, refinarias de petróleo.

Para as instalações de Combate a incêndio, a seguinte nomenclatura de componentes de combate a incêndio pode ser útil nas provas. Abrigo - Compartimento destinado ao acondicionamento de Mangueiras e seus acessórios

Agente Extintor - É o produto químico, ou não, utilizado para extinção do fogo.

Antecâmara - É o recinto que antecede a caixa da escada enclausurada à prova de fumaça, podendo ser dos tipos vestíbulo, terraço ou balcão.

Armazém de Produtos Acondicionados - Área coberta, ou não, onde são armazenados recipientes, tais como: tambores, tonéis, latas, baldes, etc., que contenham derivados de petróleo ou álcool.

Aspersor — Dispositivo utilizado nos chuveiros automáticos ou sob comando para formação de neblina.

Base de Distribuição - Instalação com as facilidades necessárias ao recebimento, armazenamento, mistura, embalagens e distribuição de derivados de petróleo em urna área de mercado específico.

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Bomba de Incêndio - Aparelho hidráulico especial destinado a recalcar água no sistema de hidrante

Bomba ―Booster‖ - Aparelho hidráulico especial destinado a suprir deficiência de pressão em uma instalação hidráulica de proteção contra incêndios. Obs.: O booster é uma bomba que funciona sem reservatório, ela é acoplada diretamente na tubulação aumentando a pressão.

Canalização - Rede de canos destinados a conduzir água para alimentar os hidrantes de combate a incêndio.

Carreta Extintor - Sobre rodas, com capacidade de no mínimo 20 kg de agente extintor, em um único recipiente.

Compartimentação de Área - Isolamento através das paredes resistentes a combustão, portas corta-fogo, destinado a evitar ou reduzir as probabilidades de propagação do fogo.

Câmara de Espuma - Dispositivo dotado de selo destinado a conduzir a espuma para o interior de tanques de armazenamento do tipo teto cônico

Chuveiro Automático - Peça dotada de dispositivo sensível à elevação de temperatura e destinado a espargir água sobre a área incendiada, quando acionado pelo aumento de temperatura ambiente.

Demanda - Solicitação quantitativa da instalação de hidrantes à fonte de alimentação.

Defletor - Dispositivo destinado a dirigir a espuma contra a parede do tanque

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Deslizador de Espuma - Dispositivo destinado a facilitar o espargimento suave de espuma sobre o liquido armazenado.

Diagrama Isométrico - Desenho em perspectiva, em ângulo de 30º, da instalação de hidrantes.

Detector de Incêndio - Dispositivo do funcionamento elétrico que reage a um incêndio detectando o calor ou a fumaça e é capaz de emitir um sinal elétrico a uma central do alarme. Um detector do incêndio pode ser projetado do modo a reagir a um aumento de temperatura, ou a presença de fumaça por dispositivo fotoelétrico ou de ionização, ou ainda, por um sistema de leitura infravermelha. Duto de Ventilação – É o espaço no interior da edificação que permite a saída, em qualquer pavimento, de gases o fumaça da antecâmara da escada para o ar livre, acima da cobertura da edificação.

Elevador de Segurança - Aquele dotado de alimentação elétrica independente da chave geral da edificação, chave com duplo comando, automático o manual, no piso de descarga, gerador próprio, tendo a caixa envolvida por paredes resistentes ao fogo por 02 (duas) horas, com as portas abrindo para uma antecâmara.

Escada Enclausurada - Escada que apresenta a caixa envolvida por paredes resistentes a 04 (quatro) horas do fogo e separada da área comum por porta corta-fogo leve (sem antecâmara e duto do venti1ação).

Escada Enclausurada a Prova do Fumaça - É a escada cuja caixa e envolvida por paredes e portas resistentes ao fogo o procedida de

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antecâmara e duto de venti1ação, do modo a evitar, em caso do incêndio, a penetração do fogo e fumaça.

Esguicho - Dispositivo hidráulico destinado a dar forma, alcance e direção ao jato d‘água.

Esguicho para Espuma - Equipamento destinado a formar e orientar a fluxo da espuma.

Estação Fixa de Emulsionamento - Local onde se localizam bombas, proporcionadores, válvulas e tanques do líquido gerador da espuma (LGE).

Estação Móvel de Emulsionamento - Veículos especializados para transporte do líquido gerador de espuma e o equipamento para seu emulsionamento automático com a água.

Espuma Mecânica - Agente extintor, constituída por um aglomerado de bolhas, produzido por turbilhonamento de água com um concentrado proteínico ou sintético e o ar atmosférico.

Extintor do Incêndio - Aparelho portátil ou montado sobre rodas, destinado ao combate imediato ao incêndio em seu início.

Gasômetro - Local destinado à fabricação do gás e/ou engarrafamento e/ou armazenamento.

Gerador de Espuma - Equipamento que se destina a facilitar a mistura da solução com o ar para formação de espuma.

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Grampo do Segurança - Grampo metálico solidário a estrutura na laje de cobertura para fins do acoplamento de equipamentos de salvamento do Corpo de Bombeiros.

Hidrante - Ponto de tomada de água provido de dispositivo de manobra (registro) e união de engate rápido

Hidrante de Parede - É o hidrante interno instalado na parede externa da edificação. Pode ser usado como hidrante de recalque.

Iluminação de Emergência - Aquela que tem por finalidade auxiliar a evacuação da edificação sempre que necessário, devendo entrar em funcionamento automático, sempre que houver interrupção de suprimento de energia elétrica.

Instalação para Tratamento de Produtos - Aquela onde os produtos sofrem modificações por mistura, aquecimento e outros processos. Isolamento Vertical - Obtido através do afastamento entre vergas e peitoris de pavimentos consecutivos ou através de elementos construtivos horizontais, solidários com o antipiso, de maneira a evitar a propagação de um incêndio de um pavimento para outro. Linha de Espuma - Canalização ou linha de mangueiras destinadas a conduzir a espuma.

Líquido Gerador de Espuma (LGE) - Concentrado em forma de líquidos de origem animal ou sintético, que misturado com água forma uma solução que, sofrendo um processo do batimento e aeração, produz espuma.

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Mangotinho - Tubo flexível de seção indeformável e diâmetro máximo de 25 mm.

Monitor - Esguicho montado sobre rodas ou plataforma elevada com capacidade mínima de vazão de 800 litros por minuto.

Nebulizador - Bico especial destinado a realizar o resfriamento de tanques do armazenamento de derivados do petróleo ou álcool.

Parque - Área destinada ao armazenamento e transferência de produtos onde se situam tanques, armazéns e bombas de transferência.

Plataforma de Carregamento - Local onde são carregados a granel, caminhões ou vagões tanques.

Porta Corta-fogo - É o conjunto de portas propriamente dito, batente e seus acessórios, capaz do impedir ou retardar a propagação do fogo, fumaça e gases do um ambiente para outro.

Posto de Serviço - Local onde se localizam tanques de combustíveis e bombas de distribuição.

Proporcionador - Equipamento destinado a misturar em quantidades proporcionais pré-estabelecidas (água + líquido gerador de espuma). Registro de Manobra - Destinado à abertura e fechamento de hidrantes.

Registro de Paragem - Dispositivo hidráulico destinado a interromper o fluxo de água nas instalações hidráulicas de proteção contra incêndios.

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Registro de Recalque - Dispositivo hidráulico destinado a permitir a introdução de água proveniente de fontes externas na instalação hidráulica de proteção contra incêndios instalado em posição que assegure a rápida identificação e facilidade de acesso a viaturas do Corpo de Bombeiros

Requinte – É o bocal existente na ponta do esguicho do diâmetro variável.

Reserva de Incêndio - Quantidade de água reservada especialmente para combate a incêndios

Reservatório - Local destinado ao armazenamento de água que irá alimentar a instalação hidráulica de proteção contra incêndios

Risco – Compreende as ocupações ou parte delas.

Risco Isolado - São os riscos separados por paredes, dispositivos de retardamento da propagação do fogo e afastamentos, dentro dos critérios estabelecidos pela Tarifa de Seguro Incêndio do Brasil.

Sinalização - Meios utilizados para indicar aos ocupantes de uma edificação, as rotas de fuga e posição dos equipamentos de combate a incêndios

Sistema do Chuveiro Automático - Equipamentos que mediante um impulso ocasionado por uma queda de pressão, fluxo de água, variação de temperatura, evolução de fumaça, presença de chamas, etc, entra em funcionamento sem a interferência do ser humano.

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Sistema de Alarme - Conjunto de equipamento destinado a dar um aviso sonoro e/ou luminoso da ocorrência de incêndios acionados manualmente.

Sistema de Acionamento Manual - Equipamento que, para entrar em funcionamento, necessita da interferência do ser humano.

Sistema de Detecção - Conjunto de equipamentos destinados a dar um aviso sonoro e/ou luminoso da ocorrência de incêndio acionado manual e automaticamente pela ação de detectores capazes de captar fenômenos físicos da combustão.

Sistema Fixo - Equipamento para proteção de tanques de armazenamento do combustível, cujos componentes são fixos, permanentemente, desde a estação geradora de espuma ate a câmara aplicadora.

Sistema Portátil - Equipamento cujos componentes são transportados para o local onde serão utilizados pelos próprios operadores.

Sistema Semifixo - Equipamento destinado à proteção e de tanques

de armazenamento de combustível, cujos componentes,

permanentemente fixos, são complementados por equipamentos móveis para sua operação.

Neste tipo do sistema, a tomada de alimentação da câmara poderá ser operada através de rede comum de alimentação dos hidrantes, com a interposição de um proporcionador de linha tipo especial, pelo sistema ― around the pump ― (proporcionador em paralelo ou by—pass), ou ainda pela interposição de uma bomba ―booster‖ (em série).

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Solução de Espuma - Mistura de água com líquido gerador de espuma.

Tambor - Recipiente portátil, cilíndrico, feito em chapa metálica, com capacidade máxima de 250 litros.

Tanque do Armazenamento - Reservatório especialmente construído para acumulação de petróleo, seus derivados ou ainda de álcool. Tanque de Serviço - Reservatório especialmente construído para operações auxiliares e/ou distribuição de produtos.

Unidade Extintora - Capacidade mínima convencionada do agente extintor.

Válvula de Retenção - Dispositivo hidráulico destinado a permitir o fluxo de água apenas em um sentido dentro da canalização.

21) (31 – SEAD/PA – 2005) Julgue os itens a seguir, relativos a componentes de projetos de instalações de proteção contra incêndios.

I Em um prédio com 10 pavimentos, o barrilete de incêndio deve ser separado do barrilete normal do prédio.

II O registro de manobra é o registro destinado à abertura e ao fechamento do hidrante.

III O registro de paragem é o dispositivo hidráulico destinado a permitir a introdução de água na instalação hidráulica de prevenção e combate a incêndios.

IV O aspersor é um dispositivo utilizado nos chuveiros automáticos ou sob comando.

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V No que se refere à classificação das áreas quanto ao perigo de incêndios, as classificadas na classe I são aquelas de grande risco, como, por exemplo, depósitos de combustíveis.

Estão certos apenas os itens A I, II e IV.

B I, III e V. C I, IV e V. D II, III e IV. E II, III e V.

Resposta:

I -Segundo consta na bibliografia – Hélio Creder para edifícios com quatro ou mais pavimentos é obrigatório um barrilete de incêndio inteiramente separado do barrilete normal do prédio.

II – O registro de manobra é destinado a abrir e fechar o hidrante. Ele situa-se no passeio enterrado, junto a base do hidrante de passeio.

III- O registro de paragem é um dispositivo hidráulico destinado a interromper o fluxo de água nas instalações hidráulicas de proteção contra incêndios.

IV Aspersor — Dispositivo utilizado nos chuveiros automáticos ou sob comando para formação de neblina.

V- Classe I : pequeno risco, como escolas, residências, escritórios, etc

Gabarito: A

22) (180 – TCU/2005) Em tubulação que sai de reservatório elevado para abastecimento de hidrantes em instalações de combate a incêndios, não deve ser instalada válvula de retenção, para garantir menor perda de carga.

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Resposta: Pessoal segundo a NBR 13714/2003 – Sistema de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, o tubo de descida do reservatório elevado para abastecer os sistemas de hidrantes ou de mangotinhos deve ser provido de: uma válvula de gaveta e uma válvula de retenção considerando-se o sentido reservatório-sistema. A válvula de retenção deve ter passagem livre, sentido reservatório-sistema.

A utilização dessa válvula de retenção visa impedir o retorno da água ao reservatório quando os bombeiros reabastecerem as colunas de água de combate a incêndio do edifício, pois a tubulação de incêndio dos edifícios é ligada em uma válvula no passeio do edifício e em caso de incêndio, os bombeiros podem ligar um caminhão tanque com bomba que vai recalcar mais água na coluna dos hidrantes. Gabarito: Errada

4 – VENTILAÇÃO, EXAUSTÃO e CONDICIONAMENTO DE AR Iniciemos com as funções dos sistemas de ventilação e exaustão:

promover a circulação de ar condicionado (resfriado ou aquecido) para manter conforto humano em ambientes;

remover ar contaminado de ambientes;

remover, com auxílio de uma corrente de gás, particulado sólido gerado em processos industriais;

promover a filtragem de ar de ambientes críticos, etc. Uma lista dos elementos de um sistema de ventilação compreenderia:

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Dutos: função de conduzir, confinadamente, os gases de trabalho (muitas vezes o ar)

‗dampers‘ de controle, as ‗válvulas‘ dos sistemas de ventilação, podem ser manuais ou automáticos, e são usados para controlar e ajustar a vazão do gás de trabalho e mesmo isolar elementos do sistema de ventilação, como é o caso dos ‗dampers‘ corta-fogo;

filtros, aplicados para remover pó, particulado sólido, contaminantes e odor do escoamento de gás;

serpentinas de aquecimento e resfriamento, utilizadas em sistemas de condicionamento de ar e refrigeração para manter o ar na temperatura de conforto ou em temperatura específica;

abafadores de ruído, aplicados para reduzir o nível de ruído produzido pelo ventilador;

caixas de mistura, utilizadas para misturar correntes gasosas diversas e garantir a especificação do gás insuflado no ambiente (por exemplo, o ar de retorno de um ambiente condicionado e o ar externo são misturados na caixa de mistura para garantir uma taxa de renovação especificada e manter em nível baixo a concentração de contaminantes, CO2, etc);

umificadores e desumidificadores, utilizados para controlar a umidade do ar insuflado em ambientes. Serpentinas de resfriamento são desumidificadores quando operam em temperaturas inferiores ao ponto de orvalho, causando a condensação da umidade do gás ventilado sobre sua superfície;

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caixas de volume variável, utilizadas em sistemas de

condicionamento de ar, suprem uma vazão variável de ar condicionado ao ambiente em resposta a um sinal proveniente de um sensor de temperatura;

difusores, instalados na extremidade dos dutos,são os elementos responsáveis por distribuir/remover adequadamente o ar dos ambientes condicionados;

singularidades dos dutos, tais como cotovelos, junções, derivações, etc.

23) (36 – SEAD/PA – 2005) Os sistemas de ventilação contribuem para a melhoria da qualidade e salubridade do ar de ambientes. Nesse contexto, no sistema de distribuição cruzada, o ar é insuflado no recinto

A verticalmente, a baixas velocidades, pela parte superior do recinto, enquanto que o ar viciado é retirado pela parte inferior do recinto. B horizontalmente, à meia altura e a saída do ar viciado ocorre pela parte superior do recinto, por meio de um exaustor especial.

C horizontalmente, a velocidades elevadas e pela parte superior do recinto.

D verticalmente e o ar viciado é retirado através de pontos localizados na parte inferior do recinto.

E horizontalmente pelo piso, sendo retirado verticalmente, por exaustão, pela sua parte superior.

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A – Ventilação cruzada vertical o ar fresco entra pela parte inferior e sai o ar quente pela parte superior. Densidade do ar quente mais leve sobe!

B – Não há necessidade de exaustor especial. C – Opção correta.

D – É o inverso.

E – Pelo piso é ventilação cruzada vertical, a C está mais correta.

Gabarito: C

24) (139 – TCU/2009) Os sistema de ventilação para condicionamento de ar do tipo fan-coil pode atender uma grande quantidade de ambientes, sendo o ar insuflado e(ou) exaurido através de um conjunto complexo de dutos interligados ou ramificados.

Resposta:

Há sistemas de ventilação simples, constituídos pelo ventilador somente (os ―circuladores de ar‖, de teto, de coluna ou de mesa), os sistemas formados por um único ventilador e duto de insuflamento ou exaustão, ou mesmo um ventilador montado em um gabinete de dimensões reduzidas, onde há um filtro e uma sepentina de resfriamento ou de aquecimento de ar (o chamado ‗fan-coil‘), e difusores nas extremidades de dutos de comprimento reduzido‖.

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Figura 12 – Sistema de ar Fan Coil Gabarito: Errada

25) (140 – TCU/2009) O sistema de ventilação para condicionamento de ar de volume constante e temperatura variável consiste de um único ventilador, instalado de modo a propiciar a circulação do ar por apenas um duto de insuflamento.

Resposta:

O sistema de ventilação para condicionamento de ar de volume constante e temperatura variável (o volume constante refere-se à vazão de ar constante). Tem somente um ventilador instalado, que circula o ar e mantém os ambientes com pressão ligeiramente superior à atmosférica para evitar infltrações, e vários elementos auxiliares. Utiliza dutos de retorno, os quais, em conjunto com os dutos de insuflamento, constituem um sistema em circuito ‗quase fechado‘, pois ‗dampers‘ são utilizados para permitir que uma fração do ar circulante seja renovado com ar fresco externo. Um sensor de temperatura no duto principal de insuflamento para os ambientes

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condicionados alimenta um controlador que atua as válvulas de controle de vazão da água gelada na serpentina de resfriamento. Desta forma o ar frio (caso dominante no Brasil, onde as regiões que requerem aquecimento restrigem-se a estadosdo sul e alguns do sudeste) é insuflado nos ambientes (podem ser vários, como o conjunto de salas de um edifício, etc) com a temperatura ajustada pela carga térmica instantânea.

Ar de exaustão T Ar de retorno Ar externo Ar misturado Ar para ambientes Filtro Serpentina de resfriamento Ventilador Abafador de ruído Abafador de ruído Damper D am pe r D am p er

Figura 13 - Sistema de ventilação para condicionamento de ar: volume constante e temperatura variável

Gabarito: Errada

26) (141 – TCU/2009) O sistema de ventilação para condicionamento de ar de volume variável e temperatura constante apresenta como principal limitação a incapacidade de controle individualizado por ambiente condicionado.

Resposta:

O sistema de ventilação de volume de ar variável e temperatura constante (vazão de ar variável e temperatura de insuflamento constante). Utiliza as caixas VAV para insuflar o ar condicionado nos ambientes. Note que este sistema permite um controle individualizado por ambiente condicionado. As variações da carga

Referências

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