• Nenhum resultado encontrado

As férias passam muito rápido! 1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "As férias passam muito rápido! 1"

Copied!
8
0
0

Texto

(1)

Relatório de EDUCAÇÃO FÍSICA – 2º semestre/2016

Turma: 4º Ano

Professora: Andrea Desiderio

Coordenadora: Maria Aparecida de Lima Leme

“As férias passam muito rápido!”1

Vou relatar aqui os dois primeiros dias de aula de Educação Física do segundo semestre de 2016, e depois disso darei espaço aos outros acontecimentos, com maior brevidade e fluência, porém estes dois dias foram muito significativos neste começo de semestre, especificamente para mim.

Imaginem a primeira aula depois de 30 dias sem nos reunirmos! Foi uma conversa só. Coisas boas e outras nem tanto... então, quando tive a primeira brecha, comecei a falar sobre as Olimpíadas. Nessa turma qualquer assunto dá uma boa conversa e várias questões, dúvidas, explicações.

Este ano, 2016, tivemos os XXXI Jogos Olímpicos da era moderna, no Brasil, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, assunto que começamos a abordar no primeiro semestre de 2016 e que demos continuidade no segundo semestre também. Neste primeiro dia mencionei que retomaríamos as questões que eles tinham feito anteriormente e decidiríamos coletivamente o que estudaríamos. O tempinho restante jogamos „Baleado”, uma das brincadeiras do Mapa do Brincar que pesquisamos no outro semestre também. No segundo dia o assunto foi a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. Teve quem falou das danças, das projeções, das acrobacias, do “le parkour”, da Gisele, dos tantos países que nem sabíamos que existiam e da pira olímpica. Com tanto assunto quando fomos jogar, não tivemos mais tempo! Quis relatar esses dois dias pois eles são, para mim, um pequeno recorte de grandes questionamentos que esta turma traz para mim como pessoa/professora/pesquisadora da infância e das práticas corporais. Esta turma, com suas conversas, suas perguntas e até com seus silêncios me faz

(2)

refletir muito o modelo escolar vigente. Discurso que tenho como princípios a autonomia, o respeito, a democracia, a liberdade, assuntos valiosos para o corpo, para o “Eu soma”2

.

Dentre questionamentos e reflexões fui eu sugerir, hierarquicamente, que continuássemos o estudo sobre as Olimpíadas. A turma aceitou com a sede de corpo e natureza que todo ser humano tem na sua essência. Começamos então pelo handebol, esporte Olímpico desde 19723. Parti das seguintes perguntas: “Qual o princípio deste esporte? O que o caracteriza?” Nas respostas estavam características do jogo e a partir delas tentei construir brincadeiras que as exercitasse. Neste momento não queria antecipar definições de esporte que veremos no ano seguinte, porém quando alguns alunos trouxeram o esporte fechado em suas regras institucionalizadas, fiz a opção de fazer uma grande intervenção para que partíssemos juntos, sobre o entendimento da “lógica” desse esporte. Ao fazer esta escolha quero mostrar outras possibilidades, principalmente as que são contrárias aos discursos esportivizados de rendimento, de performance e outros que muitas vezes atrapalham o “conhecer-se” devido a tanta busca por comparação com o outro. Escolhi como disparador as seguintes respostas: fazer gol/ponto e usar apenas as mãos na bola, e com estas ideias fomos a campo! Reconhecemos o desenho da quadra de handebol na quadra externa da escola, apresentei a área de gol e suas especificidades. Fizemos pequenos grupos e dividimos nosso espaço em dois campos para handebol. Assim todos puderam vivenciar realmente o jogo e relataram isso ao final, pois puderam “pegar” na bola. Iniciamos com o jogo “Passa 10” e com os dias chegamos a brincar de handebol.

Conforme os dias foram passando chegamos na troca de assunto e como segundo esporte teríamos o voleibol, porém, no exercício da democracia, permanecemos mais um tempo no handebol. Neste momento pudemos conversar sobre assembleias, e decisões por consenso, ao invés de votação, sobre sabermos apresentar uma ideia, levantarmos seus pontos positivos e negativos. E juntos resolvemos alguns problemas que tivemos em relação a espaço e suas ocupações dentro de nossa escola.

2

A ideia de ‘eu soma’ é uma não separação entre corpo e mente, e dicotomias derivadas desta. 3 O Handebol masculino também esteve presente nos jogos de 1936.

(3)

A partir do consenso fomos estudar voleibol e depois atletismo.

Perguntei novamente qual seria o princípio do voleibol? Fiz até uma brincadeira relembrando um professor dos tempos de faculdade. Se tivéssemos que apresentar um jogo de voleibol para um extraterrestre recém-chegado ao planeta Terra, como faríamos? A grande presença nas respostas fora a rede! E a partir dessa observação levantada pelos alunos e alunas, a relacionei com um obstáculo que deveria ser transposto pela bola (apenas). Então a situação problema estava dada e a turma teve que se reunir em grupos e criar possibilidades de jogos de voleibol que tivesse um obstáculo que deveria ser transposto pela bola, dois times, uma área de jogo pré-determinada e utilizar mãos e braços para tocar a bola. Falamos da utilização dos pés também, uma vez que isso é possível no esporte institucionalizado, porém optamos, em outro consenso, que apenas utilizaríamos as mãos e braços.

O que chamou a atenção da turma para outro assunto esportivo, foram as corridas e assim revisitamos o atletismo. Vivenciamos as corridas (velocidade, revezamento, resistência, e com obstáculos), os saltos (em distância, salto triplo, e em altura) e lançamento de peso. Com o atletismo tentamos seguir alguns preceitos do esporte moderno em relação a medidas e comparações. Conseguimos comparar as habilidades, de quem se dispôs a isso, no decorrer das aulas sem valorizar a comparação com outra pessoa, apenas com suas próprias conquistas. Esta escolha foi minha por acreditar que se buscamos outra formação, temos que valorizar caminhos diversos e não reproduzir modelos.

Não apenas quem aprende, mas também quem ensina, precisa saber que se procuramos uma coisa diferente também precisa ser diferente o modo de procurá-la (RUSSO, 2008, p. 162).

A dinâmica dessa turma também me coloca em um ritmo diferente, ora consigo acompanha-los, ora não, mas eles e elas não me abandonam.

A solicitação pelo basquete trouxe a controvérsia, mas fizemos juntos. Também aceito, também flexibilizo. E a pergunta sobre o princípio do basquete nos fez pensar em criar alvos colocados em locais de maior altura, no campo adversário e sempre quicarmos a bola para nos deslocarmos. Também brincamos de reloginho, no garrafão da quadra de basquete e de mata-mata.

(4)

Outro esporte olímpico abordado foi o badminton. Conseguimos vivenciar este esporte devido a uma ação coletiva entre as alunas e alunos do quinto, quarto e terceiro ano que trouxeram seus equipamentos para a escola e disponibilizaram para que as três turmas utilizassem. Partimos de perguntas bem similares as dos handebol. “Qual o princípio deste esporte? O que o caracteriza?”

“Fazer a peteca cair no campo da outra equipe.” Essa resposta pareceu contemplar todo o jogo de badminton, porém ao apresentar uma situação problema várias outras explicações se juntaram a ela... “usando „essa‟ raquete; por cima „dessa‟ rede; a rede tem que ser mais alta que a rede de tênis.”

Tudo vivenciado, experimentado corporalmente. Montamos quadras, tivemos zelo e cuidado com o material emprestado.

Em meados de setembro tentei retornar ao meu planejamento, que dizia que naquele momento iniciaríamos o estudo da Ginástica e, havendo interesse e disponibilidade dos alunos e alunas, poderia ter relação com as Olimpíadas ou estudaríamos a Ginástica para Todos. Iniciamos pela Ginástica Artística e com ela conseguimos vivenciar o solo, a trave de equilíbrio e o salto sobre a mesa, seguindo a metodologia dos “3 momentos”4

. Quando fui apresentar a Ginástica Rítmica, uma reprovação! As fitas atraíram alunos e alunas, porém não foram o que eu esperava, e nem o que eu planejara no início do ano. Foi então que por sugestão de um aluno decidimos por consenso estudar sobre os Jogos Paralimpicos. Vimos então futebol de 5, volei sentado e golbol.

Volei sentado: modalidade parecida com o voleibol, no qual os participantes são amputados ou deficientes motores (de diferentes naturezas), o princípio é volear a bola no seu campo e colocá-la no chão do campo adversário passando por cima da rede. Os jogadores só podem tocar a bola se estiverem em contato com o chão. Fizemos em duplas e já conseguimos identificar muitas de nossas dificuldades.

Para o futebol de 5 iniciamos com uma brincadeira com olhos vendados. Em dupla, uma pessoa estava vendada e a outra, o guia, não vendada. O guia levava a pessoa vendada para um passeio na escola. A confiança e a

4

Metodologia criada no Projeto Crescendo com a Ginástica (PCG) desenvolvido na Faculdade de Educação Física da Unicamp entre os anos de 1987 e 1997 que serviu de laboratório para a pesquisa da profa. Marília Velardi e para o projeto Imagynação. Consiste basicamente em criar possibilidades de descobertas corporais gímnicas por meio de situações problemas e circuito de materiais.

(5)

observação eram fundamentais entre a dupla. Percebemos algumas diferenças significativas, principalmente ligadas a orientação espacial, quando “excluímos” a visão. Foi a primeira vez que vivenciávamos estar sem a visão na aula de Educação Física. Redigi os comentários:

“Sentia que ia bater. Tive medo de andar rápido, medo na descida, me senti perdida, tive muitas dúvidas, fiquei tonta, e senti que estava desequilibrando em vários momentos.”

“Também senti que ia bater. Tive medo.”

“Tive medo. Sempre achei que eu ia bater, fiquei tonta e com medo. Perguntava onde estou, cada eu? Fiquei desorientada.”

“Pensei que pisaria em algo que não deveria pisar, fiquei desorientada. Tive medo.”

“Tive sensação de medo também, sentia as coisas muito perto, mas no final era muito longe, tinha medo de bater nas coisas e ficava esperando o comando do guia.”

“Não me senti seguro, não consegui enxergar nada, sensação de bater nas coisas a qualquer momento, medo de trombar.”

“Tinha a sensação que sempre tinha coisa na frente e eu queria pegar na coisa para poder saber onde eu estava.”

“Tive medo e dor.”

“Me senti num mundo desconhecido e o meu guia era um extraterrestre.” “Senti que estava de um lado e estava do outro.”

“Tive medo de trombar em algo.”

“Me senti inseguro, pois não confiei no meu guia, mesmo ele sendo meu melhor amigo.”

“Eu senti segurança.”

“Senti que estava subindo uma ladeira, achei que iria tropeçar, mas não senti medo.”

“A venda machucou meu olho. Estava andando e parecia que alguma hora eu ia cair, e o mundo ia acabar.”

“Me senti perdido por causa dos comandos... senti mais o chão com o pé.” “Senti muito medo pois achava que ia cair, eu não confiava na minha guia.”

“Pensei que tudo era plano, mas tinha alguma árvore, casa, eu confiei na guia, que ela não iria me deixar cair. Quando eu estava indo para o banheiro... aí eu quase bati na árvore. Ela não percebeu o que eu estava fazendo. Quando fomos, ela foi até a varanda... eu já decorei o caminho... Porque esse lugar já é bem conhecido da gente... eu sabia onde eu estava, senti o caminho, pois já conheço. Percebi que quando eu andava eu não andava reto...”

Utilizamos uma bola com guizo dentro e o jogo foi muito desastroso e engraçado!

O golbol é um jogo que qualquer pessoa pode jogar, mas somente os cegos ou com baixa visão podem participar dos Jogos Paralímpicos. Tivemos uma experiência interessante motivada pela vontade de conhecer um esporte totalmente novo e criado especificamente para deficientes. No golbol temos 2 times com 3 jogadores cada. Todos são atacantes e goleiros ao mesmo tempo. A seguir veja a planta baixa da quadra de golbol:

(6)

As linhas vermelhas simbolizam o gol de cada campo/equipe, e as bolas azuis e verdes são os jogadores de cada time. Os jogadores devem lançar a bola com as mãos, e pelo chão, respeitando o limite da área de lançamento, em direção ao gol adversário. Caso acerte o gol o árbitro faz o som de dois apitos. Volto ao questionamento... o que é ser democrático? Como fazer isso? Como ser democrático e organizado dentro de uma instituição? Dentro de um planejamento? Seguirei neste questionamento, ainda mais motivada pela situação política que estamos passando na atualidade no Brasil, e pelas leituras de Danilo Russo5

E depois de experiências fantásticas de sensações e olhares sem ver, cheguei empolgada para nosso último assunto do ano... Circo.

Minha surpresa foi que ao anunciar o tema, poucos não aprovaram com expressões faciais, e muitos se expressaram verbalmente e de maneira positiva. “Ufa! Bola dentro!”

Aí já emendei a pergunta: “O que é circo?” e “O que tem no circo?”

Silencio total!!!! Fiquei surpresa com o silêncio e tivemos apenas algumas poucas respostas. Pedi então que todos preparassem respostas para a próxima aula. E elas vieram:

O que é circo? “Uma arte de corpo...”

“Mágica, eu gosto muito. Tem bastante coisa legal, piruetas doidas.”

“Vários artistas se juntam em pontos da cidade para fazer uma apresentação, como mágicos, malabaristas.”

“É uma arte que muitas pessoas acabam usando sempre. E é uma coisa muito legal como mágica, outras coisas como ginástica, que eu mais quero aprender.” “Tem dois tipos de circo, um com piruetas e outro sem.”

(7)

“Quando um monte de artistas se juntam e fazem um único espetáculo com vários tipos de entretenimento. Os artistas fazem os truques que prepararam e fazem bastante ensaio.”

“É uma coisa onde as pessoas se apresentam, porque elas devem treinar bastante, pois se dedicam muito”

“Lugar que vários atores se apresentam.”

“É um conjunto de artistas que se une para fazer uma apresentação, que dure uma ou duas horas.”

“Eu acho que o tempo é qualquer, não é só de mágica, tem apresentação de tecido, lira, corda bamba.”

“Eu fui no circo uma vez, a gente foi e treinou, pessoas que fazem vários truques, na corda, no tecido, com malabarismo e que divertem os que estão vendo.” “É uma coisa normalmente engraçada para divertir as pessoas, as pessoas também tem que estar felizes parar conseguir fazer, se você está triste você não consegue fazer.”

“Nem sempre é feliz... ou engraçado. No cirque du soleil não é só engraçado. “Eu já vi um espetáculo que eles dão facadas no repolho.”

“Não é só pra ficar feliz, mas alguma coisa tem de feliz. Já fui num circo que era uma corda bamba. Acho que no circo também tem improviso, não é só ensaio... você fica na dúvida se estava na cena ou não... se alguém cai... pode ser feliz, mas nem sempre é tudo alegre, o globo da morte é difícil... tem muito ensaio, não deve ter uma coreografia, mas tem algum combinado... já no tecido tem improviso, no trapézio também pode.”

“Eu acho que circo é um pouco do que falaram, mas não gosto muito de assistir circo, prefiro ver apresentação de palhaço, os dois são quase a mesma coisa. Meus pais são palhaços e acho o circo bem engraçado. Eu acho que circo tem mais coisa do que uma apresentação de palhaço.

Acho que circo tem uma coisa que é palhaço, malabarista e outra.” “Acho que é um tipo de teatro.”

“Artistas de juntam. Não apenas um lugar fixo, ele roda a cidade... em volta do circo tem uns trailers. Os artistas ficam nestes lugares, que é a casa deles. Pois a estrutura do circo pode ser removida, colocada em uma caminhonete e ir para outros lugares.”

“Tem circo que se move, o do Tubinho por exemplo, e outros não, que as pessoas ficam na mesma cidade, onde eles moram. Deve ser difícil, pois em cada cidade você tem que fazer um novo amigo.”

“Uma mistura de ginástica com tecido.”

“Pra mim são truques que as pessoas apresentam.

“Um lugar de entretenimento. Mesmo que você não faça nada é uma diversão você ficar sentado assistindo.”

“Lugar para as pessoas rirem.”

“É muito bem planejado, pois dificilmente sai uma coisa errada. O público se diverte. “Estão ali para fazer as pessoas dar risada, tem alguns que são mais de ginastica.”

O que tem no circo?

Trapézio, tecido, corda bamba, trampolim, mágica, trave de equilíbrio, comida, algodão doce, pipoca, comédia, seres humanos, elefante, tigre, domadores de leão, lira, apresentador, globo da morte, palhaço, magico, capoeira, animais, formigas, pulgas, monociclo, teatro de palhaço, malabarista, mímica, cenas (esquetes), monga (mulher que vira gorila), acidentes, capoeira, chup-chup. “Tem pessoas que vão para assistir e pessoas que vão para se apresentar. E tem gente que é produtor, que vai pra produzir, tem gente que vai para dirigir, tem gente que vai para colocar o trapézio, a lira...”

(8)

Inspirada nas respostas e no conhecimento que tenho da turma a cada dia fui trazendo um novo material circense e propondo experimentações, para que cada um pudesse criar um número circense a partir do que já conhecíamos de circo ou a partir de possíveis talentos que temos. Concluímos que o Circo é o lugar do talento, do inusitado, do incomum.

Andrea Desiderio

Referência citada

RUSSO, Danilo. De como ser professor sem dar aulas na escola da infância (III).

Revista Eletrônica de Educação. São Carlos, SP: UFSCar, v.2, no. 2, p. 149-174, nov.

Referências

Documentos relacionados

Ore para que o Espírito Santo lhe provoque incômodos, a ponto de seus pecados não ficarem mais incrustados em você.. Deus (o cotonete) faz um trabalho maravilhoso, mas somente

2 a 2 com bola, um de cada lado da rede, o aluna com bola coloca-se na linha dos três metros e lança a boa para cima da rede, o outro faz bloco,

P or diversas vezes Jesus usou a expressão “Lei ou os Profetas” para designar todo o conjunto dos livros do Velho Testamento, uma vez que os judeus classificam as

Ainda de acordo ainda com Eidt e Tuleski (2017) a consciência humana e as funções psicológicas superiores não estão prontas deste o nascimento, e não se desenvolvem

alunos. Entendemos que essas significações medeiam suas necessidades frente à educação de alunos com PAEE, de modo que esta atividade aconteça o mais próximo do

De fato, a aplicação das propriedades da regra variável aos estudos lingüísticos além da fonologia não constitui assunto tranqüilo, seja porque a variável passa a ser

Eu sou Estouro, um palhaço que gosta muito das crianças. Fui pequenito como você, meu menino, e desde que me entendi por gente eu sei o que é um circo e como é a vida dos homens

O palhaço sempre estabelece uma relação com o público, que lhe permite solicitar voluntários, que podem ser adultos ou crianças, para participar de determinadas