2017
RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017
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3.3 DESEMPENHO OPERACIONAL – RESULTADO LÍQUIDO...22
3.4 INVESTIMENTOS ...22
4 DESEMPENHO POR SEGMENTO DE NEGÓCIO ...24
4.1 CONCESSIONÁRIA ...26
4.1.1 EXPLORAÇÃO ...27
4.1.2 PRODUÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO & GÁS ...30
4.1.3 GESTÃO ECONÓMICA DAS CONCESSÕES ...39
4.1.4 EXPORTAÇÕES DA CONCESSIONÁRIA ...40
4.2 CADEIA PRIMÁRIA DE VALOR – SEGMENTO UPSTREAM ...42
4.2.1 PRODUÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO DA SONANGOL INVESTIDORA ...42
4.2.2 PRODUÇÃO DE GÁS DA SONANGOL E.P ...43
4.3 CADEIA PRIMÁRIA DE VALOR – SEGMENTO MIDSTREAM ...44
4.3.1 NEGÓCIO DE REFINAÇÃO ...44
4.3.2 NEGÓCIO DE TRANSPORTE DE PETRÓLEO BRUTO, REFINADOS E GÁS ...47
4.4 CADEIA PRIMÁRIA DE VALOR SEGMENTO DOWNSTREAM ...48
4.4.1 NEGÓCIO DE LOGÍSTICA ...49
4.4.2 NEGÓCIO DE DISTRIBUIÇÃO...51
4.4.3 COMERCIALIZAÇÃO INTERNACIONAL ...53
4.5 NEGÓCIOS NÃO NUCLEARES ...57
4.5.1 AVIAÇÃO – SONAIR ...57
4.5.2 TELECOMUNICAÇÕES – MSTELCOM ...58
4.5.3 SAÚDE - CLÍNICA GIRASSOL ...59
4.5.4 GESTÃO IMOBILIÁRIA - SONIP ...60
4.5.5 FORMAÇÃO – ACADEMIA SONANGOL ...61
4.6 CORPORATIVO & FINANCEIRO...62
4.6.1 FINANCIAMENTOS ...62
4.6.2 RECURSOS HUMANOS ...62
4.6.3 ORGANIZAÇÃO E PROCESSOS CORPORATIVOS ...64
5 COMPROMISSO COM A SOCIEDADE ...66
6 PERSPECTIVAS PARA O FUTURO ...70
6.1 NOVA PRODUÇÃO...72
6.2 REFINAÇÃO ...73
6.3 PROGRAMA DE REGENERAÇÃO ...73
7 PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS ...74
7.1 RESULTADOS E PROPOSTA DE APLICAÇÃO ...76
8 ACRÓNIMOS E SIGLAS ...78
ÍNDICE GERAL RESUMIDO
00
MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
01
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MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
01
O ano 2017, para a Sonangol, E.P.
e Subsidiárias revelou-se bastante favorável, na medida em que o mercado internacional recuperou do elevado declínio de anos ante- riores, como resultado da melho- ria dos fundamentos da procura e oferta de petróleo bruto, aliado ao crescimento económico registado na economia mundial.
A produção de petróleo bruto em Angola ascendeu a 595.810.124 barris, equivalentes a uma média diária de 1.632.357 barris. Compa- rativamente ao período homólogo, o volume de produção alcançado decresceu em 5%. Este decrésci- mo é explicado pelos constrangi- mentos operacionais nos prin- cipais blocos em produção, pelo decréscimo da actividade na in- dústria petrolífera angolana e pela falta de sancionamento de novos projectos de desenvolvimento.
Todavia, o aumento verificado nos preços de exportação das ramas petrolíferas, na ordem dos 19%, mais do que compensou o declínio. O Resultado Líquido do Exercício foi de 27,25 mil milhões de kwanzas, correspondente a um aumento de 107%, face a 2016, re- flectindo os ganhos da estratégia adoptada pela OPEP.
A indicação de um novo Conselho de Administração em Novembro de 2017, foi recebida com gran- de sentido de responsabilidade,
tendo como principais objectivos regenerar a empresa, visando transformá-la numa Companhia Nacional de Petróleos integrada e eficiente, focada na cadeia primá- ria de valor e desencadear esfor- ços para aumentar a capacidade interna de produção de derivados de petróleo.
Desde então, o actual Conselho de Administração deu passos significativos para o relançamento da imagem da Sonangol, en- quanto Concessionária Nacional e companhia petrolífera credível, assim como para relançar a acti- vidade de exploração e produção de petróleo bruto e gás natural, aproximando-se dos principais intervenientes do sector.
Participámos activamente nos Grupos de Trabalho para discus- são de assuntos considerados fundamentais para a melhoria do desempenho do sector petrolífero nacional, designadamente o prin- cípio de tolerância e flexibilidade contratual, a actividade explora- tória dentro das áreas de desen- volvimento, a desburocratização dos concursos públicos, a norma- lização dos fundos de abandono e o regime jurídico que permitirá a monetização e desenvolvimento de recursos de gás.
Estabelecemos parcerias com as principais Operadoras do sector, para entre diversos assuntos,
retomarem as actividades de ex- ploração petrolífera, optimizarem a produção e transferirem conhe- cimento aos quadros nacionais.
Realizámos o concurso público para a selecção de investidores para os projectos de construção de uma grande refinaria, a ser construída na cidade do Lobito e uma pequena refinaria, na provín- cia de Cabinda.
Foram lançadas as bases para a reestruturação da Sonangol, mediante o Programa de Regene- ração, programa este, extensivo e abrangente, que inclui a análise e avaliação do negócio de explora- ção e produção de petróleo, a refi- nação de petróleo bruto, o negócio de gás natural liquefeito e gás de petróleo liquefeito, a logística de combustíveis, a distribuição e comercialização de derivados, a continuidade dos negócios, as finanças corporativas, os negócios não nucleares, os investimentos e o enquadramento regulatório.
O Programa de Regeneração terá uma duração de 30 meses, com acções concretas implementáveis a curto prazo e outras a longo prazo. Incluirá igualmente um programa de gestão da mudan- ça, digitalização e sistemas de informação e transferência de conhecimento através da Acade- mia Sonangol.
Todas estas realizações não te- riam sido possíveis sem o voto de confiança concedido pelo nosso accionista e o esforço abnega- do dos nossos colaboradores, parceiros de negócio, clientes e fornecedores, que muito têm contribuído para o fortalecimento da companhia.
Entrámos num novo ciclo em que iremos primar pelo realinhamento da empresa ao seu core business, para alcançar uma maior eficiên- cia e eficácia do desempenho organizacional, com a contribui- ção de todos os colaboradores.
Para tal, deveremos pautar-nos nas nossas actividades diárias pela humildade, muita dedicação, disciplina, seriedade, protecção da informação, conhecimento, capacidade, flexibilidade, traba- lho em equipa, rigor na análise e ponderação na tomada de decisão e firmeza para compreender todos os intervenientes da indústria.
Em nome do Conselho de Admi- nistração agradeço e reafirmo o compromisso de continuar empe- nhado em garantir a estabilidade e a sustentabilidade da Sonangol, reforçando o seu papel de baluarte da economia e do desenvolvimento social do País.
SONANGOL E. P.
02
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SONANGOL E. P.
2.1 MODELO EMPRESARIAL DA SONANGOL, E.P.
02
Em 2017 a Sonangol E.P. desen- volveu as suas actividades por intermédio de 18 empresas subsi- diárias, sendo de um modo geral responsável pela definição das linhas estratégicas, fornecimento de orientações, supervisão e apoio à gestão, especialmente no pro- cesso de tomada de decisão. Estas empresas actuaram no mercado em três dimensões, ou seja:
• A Sonangol, E.P., exercendo a função de Concessionária Nacional, por lhe terem sido concedidos pelo Estado os di- reitos mineiros para a prospec- ção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos líquidos ou gasosos, associan- do-se a entidades estrangeiras ou nacionais para realização das operações petrolíferas em território nacional, na forma de contratos de associação, con- tratos de partilha de produção e contratos de serviços com risco.
• Adicionalmente, a Sonan- gol E.P., actuando como uma empresa integrada de petróleo e gás, assumindo um papel de holding operacional centraliza- dora, constituída pelas seguin- tes empresas na sua cadeia de valor primária:
» Exploração e Produção (Upstream): constituído por um conjunto de empresas subsidiárias que têm como actividade principal a explo- ração, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos (petróleo bruto e gás natural), nomeadamente:
- Sonangol Pesquisa e Pro- dução;
- Sonangol Hidrocarbonetos Internacional;
- Sonangol Gás Natural.
» Refinação e Transporte (Midstream): congrega as empresas de refinação e transporte marítimo de petró- leo bruto e produtos refina- dos, nomeadamente:
- Sonangol Shipping Holdings Limited;
- Sonangol Refinação.
» Logística e Distribuição (Downstream): integra as empresas subsidiárias da Sonangol E.P. que se dedi- cam ao aprovisionamento, armazenagem, distribuição e comercialização de produtos refinados de petróleo bruto e gás, nomeadamente:
- Sonangol Logística;
- Sonangol Distribuidora;
- Sonangol Comercialização Internacional.
Figura 2
Matriz Empresarial da Sonangol, E.P.
ILUSTRATIVO - EMPRESAS PARTICIPADAS PELA SONANGOL E.P.
NA CADEIA PRIMÁRIA
CADEIA DE VALOR PRIMÁRIAUPSTREAM · MIDSTREAM · DOWNSTREAM
EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO SONANGOL P&P
SONANGOL HIDROCAC. INTL.
SONANGÁS
REFINAÇÃO E TRANSPORTE SONANGOL SHIPPING
SONANGOL REFINAÇÃO
LOGÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO SONANGOL LOGÍSTICA SONANGOL DISTRIBUIDORA SONANGOL COMERC. INTL.
· PUMA ENERGY
· SONASING SAXI-BATUQUE
· SONASING KUITO
· LOBINAVE
· ALM - ANGOLA LNG MARKETING
· SONASING XIKOMBA
· SONASING SANHA
· SONASING MONDO
· REFINARIA DO LOBITO
· JASMIN (JOINT VENTURE)
· ALNG S. SERVICES
· ALNG SUPPLY LTD
· SONANGOL SÃO TOMÉ OFFSHORE
· SONANGOL STARFISH OIL & GAS
· SONANGOL HIDROCARB . INTERNACIONAL
· SONANGOL ASIA . SONANGOL USA COMPANY
· SONANGOL CABO VERDE
· SONANGOL LIMITED
· SOMG
· OPCO
ILUSTRATIVO - EMPRESAS PARTICIPADAS PELA SONANGOL E.P.
NA CADEIA PRIMÁRIA
· SONASURF
· ANGOFLEX
· SONATIDE MARINE
· TECHNIP ANGOLA
· ESTALEIRO NAVAL DE PORTO AMBOIM
· SONADIETS
· SONAID
· MOTA ENGIL ANGOLA
· BCGA
· UNITEL
· BAI
· ANGOLA CABLES
· BIOCOM
· MILLENNIUM BCP
· BANCO ECONÓMICO
· GENIUS
· E.I.H
· PDA
· BAUXITE ANGOLA
· SODIMO
· KWANDA
· SONAMEMT INDUSTRIAL
· BAYVIEW
CORPORATIVO E FINANCEIRO SONANGOL, E.P.
SONANGOL FINANCE
NEGÓCIOS NÃO NUCLEARES
SONAIR MS TELCOM SONANGOL HOLDING SIIND
SONIP
CLINICA GIRASSOL ACADEMIA SONANGOL SONANGOL VIDA Figura 1
A Sonangol, E.P. Como Empresa Integrada de Petróleo e Gás
Crude Derivados De Petróleo
Plataformas Navios Navios
Terminais e Instalações de Armazenamento
Caminhões de Tanque
Pipelines Vagões Cisterna
Refinaria
Sonangol
Outros Operadores Aviação Marinha
B2B Lubrificantes
Sonangol GPL Gás Natural
Sonangol
Pesquisa E Produção Sonangol
Shipping Sonangol
Refinação
Sonangol Logística
Sonangol
Distribuidora Sonangol
Distribuidora
Sonangol Gás Natural Sonangol
Gás Natural Sonangol
Gás Natural
Sonangol Finance Sonangol E.P.
Sonangol Hidrocarbonetos
Internacional
Corporativo e Financeiro
Upstream Midstream Downstream
Sonangol
Comercialização Internacional
Distribuição
Log. Secundária Log. Primária
Exploração
e Produção Transporte
e Armazenamento LNG / Refinaria Marketing
e Comercialização Trading
• Adicionalmente, a Sonangol actuou noutros dois segmentos de negócio, nomeadamente:
» Corporativo e Financei- ro (Corporate & Financing):
constituído pelas funções corporativas transversais, de suporte e monitoramento das empresas Subsidiárias e pela actividade de obtenção de financiamentos nos mercados internacionais;
- Sonangol E.P. e Sonangol Finance;
» Actividades Não Nuclea- res (Non Core): constituído pelo conjunto de empresas subsidiárias, cuja actividade principal visa dar suporte aos negócios nucleares da Sonangol, E.P., assim como empresas que desenvolvem negócios de carácter social e relacionados com o desenvol- vimento de capital humano,
ou que têm como prioridade o apoio ao desenvolvimento económico do País.
- Sonair, MSTelcom, So- nangol Holdings, Sonangol Investimentos Industriais (SIIND), Sonangol Imobiliá- ria e Propriedades (SONIP), Clínica Girassol, Academia Sonangol e Sonangol Vida.
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2.2 GOVERNO CORPORATIVO
ADMINISTRADORES EXECUTIVOS
CARLOS SATURNINO
ROSÁRIO ISAAC
SEBASTIÃO MARTINS BALTAZAR MIGUEL
LOPO DO NASCIMENTO MARCOLINO MOCO
ANDRÉ LELO JOSÉ GIME
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
CARLOS PINTO LUÍS MARIA
ALICE SOPAS
ADMINISTRADORES NÃO-EXECUTIVOS
2.3 GOVERNO CORPORATIVO
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (PCA)
CARLOS SATURNINO
ADMINISTRADOR CARLOS PINTO
DIRECÇÃO DE SERVIÇOS JURÍDICOS (DSJ) TIAGO ALEXANDRE COSTA NETO
DIRECÇÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA (DRSC) LURI DANILO EDUARDO DA COSTA
DIRECÇÃO DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO (DTI)
ALBERTO RIBEIRO
DIRECÇÃO DE PLANEAMENTO (DPL)
KID DOS SANTOS CARVALHO DIRECÇÃO DE EXPLORAÇÃO (DEX)
DOMINGOS CUNHA DIRECÇÃO DE FINANÇAS (DF)
DIVALDO PALHARES
DIRECÇÃO DE GESTÃO DE RISCOS (DGR) ALBERTO CARDOSO PEREIRA
FUNDO DE PENSÕES (FP) ALBERTO CARDOSO PEREIRA
CLINICA GIRASSOL JOAQUIM VAN-DÚNEM
PETRO ATLÉTICO TOMÁS FARIA DIRECÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
E INFRAESTRUTURAS (DAI)
FUNDO DE ABANDONO (FA) DIRECÇÃO DE NEGOCIAÇÕES (DNEG)
SUZEL CARDOSO ALVES
DIRECÇÃO DE PRODUÇÃO (DPRO) BELARMINO CHITANGUELECA
DIRECÇÃO DE ECONOMIA DAS CONCESSÕES (DEC)
NATACHA MASSANO DIRECÇÃO DO COMITÉ DE CONTROLO
DAS CONCESSÕES (DCCC) PEDRO MANUEL ALEXANDRE DIRECÇÃO LABORATÓRIO CENTRAL (DLAB)
ANTÓNIO AUGUSTO MORAIS GARCIA GABINETE DE ARQUIVO E GESTÃO DE DADOS (GAD) ISABEL POLICARPIO DA SILVA SONANGOL HIDROCARBONETO
INTERNACIONAL FREDERICO FERRAZ DOMINGOS EMPRESA DE SERVIÇOS E SONDAGENS
DE ANGOLA, LDA (ESSA) FERNANDO DA FONSECA DIRECÇÃO DE GESTÃO DE PROJECTOS
ESTRUTURANTES (DGPE) JOAQUIM SOARES KITECULO DIRECÇÃO DE PROJECTOS (DP)
DANIELA MATOS DIRECÇÃO DE SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO (DSI) ANDRÉ PITRA DIRECÇÃO CENTRAL LOGÍSTICA (DCL)
NELSON CARVALHO (INTERINO) SONANGOL IMOBILIÁRIA E PROPRIEDADE, LDA (SONIP)
AMILTON CUNHA SONANGOL INTEGRATED LOGISTIC
SERVICE (SONILS) HELDER SOUSA DIRECÇÃO DE QUALIDADE
SEGURANÇA E AMBIENTE (DQSA) MÓNICA ROQUE DIRECÇÃO DE SEGURANÇA
EMPRESARIAL (DSE) MANUEL DA SILVA SONANGOL DISTRIBUIDORA, SA BERNARDO VIEIRA ANTÓNIO (INTERINO)
SONANGOL LOGÍSTICA LUÍS MARIA SONANGOL GÁS NATURAL, LDA
(SONAGÁS) MAURO GRAÇA LUXERVIZA, LDA (GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA)
JOÃO DA SILVA NÚCLEO DE PETROQUÍMICA DIRECÇÃO DE COMUNICAÇÃO E IMAGEM (DCI)
MATEUS BENZA COMITÉ DE COORDENAÇÃO DO PROJECTOS
SOCIAS NO SOYO (CCPSS) HELDER JOAQUIM DOS SANTOS
MSTelcom, Lda (MERCURY) ROGER DOS SANTOS FERREIRA CENTRO RECREATIVO PAZ FLOR
ADALBERTO SENA
SONANGOL VIDA ALBERTO CARDOSO PEREIRA
SONANGOL INVESTIMENTO INDUSTRIAIS (SIIND) EUGÉNIO BRAVO DA ROSA DIRECÇÃO DE AUDITORIA E CONTROLO
INTERNO (DACI) NELSON EFENGUE BERNARDO
GABINETE DE RELAÇÕES COM O ESTADO E FISCALIDADE (GEF)
VANESSA GODINHO DIRECÇÃO DE ÉTICA (DE) OLÍMPIA GRAÇA MAGALHÃES
ACADEMIA SONANGOL, SA BALTAZAR MIGUEL
CENTRO DE APOIO EMPRESARIAL (CAE) JOB CONTREIRAS VASCONCELOS
QUICOMBO SUPORTE LOGÍSTICO SONANGOL SHIPPING ANGOLA
(LUANDA)
GABINETE DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (GPCA)
JANUÁRIO VICENTE
SONANGOL COMERCIALIZAÇÃO INTERNACIONAL (SONACI)
LUÍS PEDRO MANUEL
SONANGOL HOLDINGS, LDA JOSINA BAIÃO MAGALHÃES
SONANGOL SERVIÇO AÉREO, S.A (SonAir) FILOMENO MERLATH (INTERINO) SONANGOL REFINAÇÃO, SA
(SONAREF)
SONANGOL FINANCE SECRETARIADO DO CONSELHO
DE ADMINISTRAÇÃO (SCA) JULIÃO BARBER SONANGOL PESQUISA E PRODUÇÃO, SA
(SNL, P&P) RICARDO VAN-DESTE (INTERINO) CHINA SONANGOL INTERNACIONAL
MAURO PIZARRO (INTERINO)
DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS (DRH) MARIA DO ROSÁRIO VIEGAS
ADMINISTRADOR
LUÍS MARIA ADMINISTRADOR
SEBASTIÃO MARTINS ADMINISTRADORA
ALICE SOPAS ADMINISTRADOR
BALTAZAR MIGUEL ADMINISTRADOR
ROSÁRIO ISAAC
ADMINISTRADOR
MARCOLINO MOCO ADMINISTRADOR
LOPO DO NASCIMENTO ADMINISTRADOR
JOSÉ GIME ADMINISTRADOR
ANDRÉ LELO ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS
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SÍNTESE DO DESEMPENHO
03
SÍNTESE DO DESEMPENHO
3.1 SUMÁRIO EXECUTIVO
03
O presente relatório espelha o desempenho da Sonangol, E.P. e das suas Subsidiárias, durante o ano de 2017, com realce para os resultados alcançados nas diver- sas actividades programadas.
No decorrer do ano 2017, a acti- vidade de exploração em Angola resultou na conclusão de oito programas de processamento sís- mico, totalizando 13.766 Km2 de sísmica 3D, bem como na perfura- ção de setenta e quatro (74) poços de desenvolvimento, dos quais cinquenta e três (53) produtores e vinte e um (21) injectores (poços de serviço).
Durante o ano de 2017 foram produzidos 595.810.124 barris de petróleo bruto, correspondentes a uma média diária de 1.632.357 barris, registado-se uma redução de 5%, relativamente ao ano de 2016.
Dos volumes alcançados, coube- ram à Sonangol 216.825.582, dos quais 134.307.947 (62%) sob a for- ma de direitos da Concessionária e 82.517.635 (38%), respeitantes à Sonangol Investidora.
A produção de Gás de Angola foi de 5.822.681 toneladas métri- cas, das quais 1.227.193 de LPG, 4.371.017 de LNG e 224.471 de Condensados. Desta produção coube à Sonangol um total de 1.421.195 toneladas métricas,
registando-se um aumento em 185% face ao ano anterior, devido ao bom desempenho da fábrica do Angola LNG.
De Janeiro a Dezembro de 2017 foram processados pela Refinaria de Luanda uma média de 52.159 barris de Petróleo Bruto por dia, correspondente a uma taxa de utilização de 80% da capacidade instalada. A produção total de refi- nados atingiu as 2.473.434 tone- ladas métricas (incluindo o LPG), 3% abaixo da produção alcançada no ano transacto.
No período em análise, a So- nangol transportou um total de 14.940.021 toneladas métricas de produtos, dos quais 9.788.210 toneladas métricas de petró- leo bruto e 5.151.811 toneladas métricas de produtos refinados.
As quantidades transportadas durante o ano de 2017 represen- taram um aumento de 7% face ao ano anterior.
Em termos de distribuição foram comercializadas 5.106.682 tonela- das métricas de Produtos Refina- dos, sendo 3.638.761 no mercado doméstico e 1.467.920 no mercado externo (incluindo gás butano e propano), o correspondente a um decréscimo de 9% no volume total de produtos comercializados, face ao ano 2016.
Para suprir as necessidades internas, adquiriu-se do merca- do externo um total de 3.267.227 toneladas métricas de produtos refinados, tendo a importação re- duzido 7% face ao período homó- logo de 2016.
Foram comercializadas no merca- do externo 198.301.082 barris de petróleo bruto, quantidade inferior em 3% face ao ano de 2016, tendo o preço médio das ramas angola- nas atingido os USD 54,06/Bbl.
3.2 DESEMPENHO OPERACIONAL – EBITDA
O EBITDA consolidado atingiu os 625.270 milhões de Kwanzas, um crescimento de 19%, motivado em grande parte pelo desempenho da actividade de Upstream, onde o aumento do preço do petróleo bruto foi o factor mais relevante, e pelo desempenho do Downstream.
Estes dois segmentos representa- ram, respectivamente, 87% e 24%
do total do EBITDA de 2017.
No segmento de Corporate and Financing, o EBITDA de 2017 foi negativo em cerca de 98.630 milhões de Kwanzas, uma vez que este segmento de negócio agre- ga algumas das actividades de suporte à actividade dos restantes segmentos.
O segmento de Upstream (Ex- ploração e Produção) representa cerca de 87% do EBITDA registado no exercício e teve uma variação positiva de 106% face a 2016, devido ao aumento do preço médio de comercialização das ramas angolanas.
O total da produção teve uma variação homóloga positiva de 5%, resultando numa produção
0 -100.000
100.000 200.000 300.000 400.000 500.000 600.000 700.000
-98.630 Corporate
& Financing
Upstream Midstream Downstream Non Core Ajustamentos
Consolidação Total 541.117 41.207
148.332
-9.834
3.078 625.270
Figura 1
Ebitda por Segmento de Negócio (Em Milhões de Kwanzas)
média diária de 245 mil Bbls.
Relativamente à produção de gás, a Sonangol registou um aumen- to de 35% na produção de LPG, que passou de 277 mil toneladas métricas para 373 mil toneladas métricas.
Em 2017, o EBITDA imputado ao segmento de Midstream (Refina- ção e Transporte) representou 7%
do total do EBITDA da Sonangol.
No ano em referência, a refinaria de Luanda adquiriu 18.579.108 toneladas métricas de Petróleo Bruto, sendo que a utilização da capacidade instalada se situou nos 80%, tendo observado um decrés- cimo de 1,5% face ao ano anterior.
Com a menor disponibilidade de petróleo bruto, foram processa- dos, em média, 52.159 barris de Petróleo Bruto por dia, repre- sentando uma variação negativa de 3% face a 2016. A produção de produtos refinados atingiu as 2.473.434 toneladas métricas, re- presentando uma variação negati- va de 3% face ao ano anterior.
No que respeita ao transporte de petróleo bruto, observou-se um
aumento de 17% nas quantida- des transportadas, no entanto, o transporte de produtos derivados decresceu em 8%, motivado pelo contexto macroeconómico e pelo arrefecimento da economia.
O EBITDA registado no segmento Downstream (Logística e Distribui- ção) atingiu os 148 mil milhões de Kwanzas, representando 24% do total do exercício e registando um decréscimo de 37% face ao exercí- cio anterior, devido essencialmen- te à diminuição do consumo de produtos derivados.
As actividades de aprovisionamen- to e armazenagem registaram um decréscimo de 10% e 22%, respectivamente, devido à retrac- ção no consumo de derivados.
Internamente, a comercialização de produtos refinados registou igualmente um decréscimo de 15%, explicado pela contracção da procura, decorrente da conjuntura económica nacional.
No segmento de Negócios não- -nucleares, O EBITDA em 2017 foi negativo, em 9,8 mil milhões de Kwanzas, representando uma redução de 11,2 mil milhões de Kwanzas face a 2016. O indicador foi fortemente afectado pelo de- créscimo de actividade, traduzido pela redução do número de horas de vôo realizadas pela Sonair, pela redução do tráfego de voz na MS- Telcom e pela redução da activida- de da Clínica Girassol.
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3.3 DESEMPENHO OPERACIONAL – RESULTADO LÍQUIDO
3.4 INVESTIMENTOS
Corporate
& Financing Upstream Midstream Downstream Non Core Ajustamentos Consolidação Total 23.607
8.705
-35.130
29.335
-2.230
3.078 27.365
Figura 2
Resultado Líquido por Segmento de Negócio (Em Milhões de Kwanzas)
-10.000 -5.000 0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000
Em 2017, o Resultado Líquido consolidado foi de 27.365 milhões de Kwanzas, registando um aumento de 106% face ao exercício de 2016.
Para este resultado contribuíram de forma significativa a actividade de Downstream e o resultado do segmento Corporate and Financing, que in- corpora cerca de 155.356 milhões de Kwanzas de resultados financeiros.
Apesar da recuperação do preço do petróleo bruto no mercado internacional nos últimos meses do ano, a actividade de investi- mentos foi bastante conservadora, priorizando-se a exploração e a produção de petróleo bruto e gás natural, visando aumentar o vo- lume de produção e compensar o declínio acentuado dos campos.
Do montante de USD
1.674.176.000 executados durante o ano de 2017, 90,6% foram no segmento de Exploração e Produ- ção, destacando-se os investimen- tos nos projectos de desenvolvi- mento dos FPSO Kaombo Norte e Sul, no Bloco 32, com previsão de entrada em produção em 2018 e nos projectos de desenvolvimento
Ochigufu e Vandumbu no Polo Oeste do Bloco 15/06, igualmente com previsão de entrada em pro- dução em 2018. Em tais Blocos, a Sonangol Pesquisa e Produção tem uma participação de 30% e de 36,84%, respectivamente.
O segmento de Refinação e Trans- porte absorveu 9,2% do investi- mento total, ou seja, 154 milhões USD, com a conclusão da fabrica- ção de dois navios suezmax, para reposição da frota.
Os 0,2% remanescentes corres- pondem a investimentos de menor dimensão, no segmento de negó- cios não nucleares.
Tabela 1
Programa de Investimentos da Sonangol E.P de 2017
U.M.: MIL usd
Designação Execução Variação
Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Execução
Corporativo e Financeiro - - - - - n.a
Sonangol, E.P. - - - - - n.a
Exploração e Produção 451.300 429.287 307.908 327.700 1.516.195 -46%
Sonangol, E.P. - Bloco 0 28.414 114.849 31.154 62.973 237.390 -43%
Sonangol Pesquisa e Produção 421.175 311.989 274.231 262.848 1.270.243 -46%
Sonangol Hidrocarbonetos Interna-
cionais 426 1.342 1.512 1.031 4.311 n.a
Songás - n.a
ESSA (Perfuração) 1.285 1.107 1.011 848 4.252 -68%
Refinação e Transporte 56.619 97.516 - - 154.135 26%
Sonangol Shipping 56.619 97.516 - - 154.135 n.a
Sonangol Refinação - - - - - n.a
Sonarel - - - - - n.a
Sonaref - - - - - n.a
Logística & Distribuição - - - - - n.a
Sonangol Logística - - - - - n.a
Sonangol Distribuidora - - - - - n.a
Negócios não Nucleares 2.829 471 444 103 3.846 12%
Sonair - - - - - n.a
Sonangol MSTelcom - - - - - n.a
Sonangol Holdings - - - - - n.a
Sonangol Investimentos Industriais
(SIIND) - - - - - n.a
Sonangol Imobiliária e Propriedades
(SONIP) 2.829 471 444 103 3.846 37%
Clínica Girassol - n.a
Academia Sonangol - - - - - n.a
Total 510.747 527.274 308.352 327.803 1.674.176 -43%
Gráfico 3
Execução dos Investimentos por Segmento
0,0%
0,0%
0,2%
9,2%
90,6%
0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0% 100,0%
Corporativo e Financeiro Logística e Distribuição Negócios não Nucleares Refinação e Transporte Exporação e Produção
DESEMPENHO
POR SEGMENTO DE NEGÓCIO
04
RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017 RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017
DESEMPENHO
POR SEGMENTO DE NEGÓCIO
4.1 CONCESSIONÁRIA
04
Em 2017, o abrandamento da acti- vidade exploratória a nível mundial no sector petrolífero reflectiu-se na actividade da Concessionária.
Desta feita, não foram realizadas quaisquer licitações de blocos petrolíferos, não se realizou activi- dade sísmica e nem foi concluído qualquer poço de pesquisa e de avaliação. Em resultado da ausên- cia de investimento em explora- ção, não foram descobertos novos recursos.
Para inverter a tendência de declí- nio da produção, a Concessionária tem desenvolvido projectos chave – Polo Oeste (Bloco 15/06), CLOV Fase 1 (Bloco 17) e Kaombo (Bloco 32) - com perspectivas de início de produção em 2018 e que prevêem
uma produção estimada de aproxi- madamente 1.000 Mbbl.
Com a entrada em produção do Campo Cabaça Sudeste, com dois poços, no Bloco 15/06 foi possível atenuar a redução registada na produção. Assim, em 2017 o volu- me de produção de petróleo bruto decresceu 5% face a 2016, sendo que, a título de Direitos da Con- cessionária registou -se um de- créscimo de 6%. No que respeita à produção de Gás Natural Associa- do, a produção decresceu 8% face a 2016. Por sua vez, a produção de LPG registou um aumento subs- tancial de 68%, comparativamente ao ano anterior, justificada funda- mentalmente pelo bom desempe- nho da fábrica do Angola LNG.
Enquanto Concessionária Nacio- nal, as exportações de Petróleo Bruto corresponderam a 89% dos direitos arrecadados, uma redução de 6% face ao registado no ano anterior, contribuindo negativa- mente para o total de exportações registadas pelo grupo (Sonangol E.P. e Sonangol Pesquisa e Pro- dução).
No exercício de 2017, a Sonangol conseguiu recuperar USD 167 mil milhões do total de USD 223 mil milhões de custos incorridos nas concessões em produção.
Do total de custos recuperados, 63% resultam dos Blocos 17 e 15, representando 38% e 25%, res- pectivamente.
4.1.1 EXPLORAÇÃO
4.1.1.1 AQUISIÇÃO SÍSMICA
4.1.1.2 PROCESSAMENTO SÍSMICO
Durante o período em análise, não se registou qualquer actividade sísmica por força do adiamento e/ou cancelamento para avaliação da eficiência operacional de projectos de exploração de petróleo bruto.
Tabela 2
Actividade de Exploração [Aquisição Sísmica]
Tabela 3
Processamento Sísmico Concluído Aquisição Sísmica
Sísmica 2D Sísmica 2D Sísmica 2D
(Km) (Km2) (Km3)
2017 2016 2017 2016 2017 2016
Bloco 15/06 (3D-15/06NW-PGS) - - - 992 -
FS/FST (CGG2016) - - - 60 -
Total - - - 1.052 -
Sísmica Bloco Programa Início Conclusão Extensão
3D
0 3D-0 Área A Erva/Bucomazi Study IV Trimestre/2016 I Trimestre/2017 350 Km2
02/15 3D OBC GAROUPA PSTM II Trimestre/2016 II Trimestre/2017 600 km2
3D OBC GAROUPA PSDM III Trimestre/2016 III Trimestre/2017 600 km2 15/06 3D-15/06-PSTM-NW-PGS-2016 II Trimestre/2016 I Trimestre/2017 1.032 km2
32
3D-32B22N&B10N IV Trimestre/2013 I Trimestre/2017 1.100 km2 3D-32PSDM13SW Área C22 II Trimestre/2015 I Trimestre/2017 600 km2 3D-32 Bi-WATS CNE PSDM III Trimestre/2014 III Trimestre/2017 1.484 km2 Multi-Cliente 3D-MC WG99 Phase VII/VIII II Trimestre/2015 I Trimestre/2017 8000 km2
Total 3D 13.766 Km2
Até ao final do ano de 2017 foram concluídos oito (8) programas de processamento sísmico, perfazendo uma área de 13.766 Km² de sísmica 3D.
Entre Janeiro e Dezembro do ano em análise, esteve em curso o processamento sísmico de dezasseis (16) programas, conforme a tabela seguinte:
Tabela 4
Processamento Sísmico Concluído
Sísmica Bloco Programa Início Progresso Extensão
2D 32 2D-MCWGAngolaUDA PSD IV Trimestre/2016 97% 3.740 Km
Total 2D 3.740 Km
3D
0 3D-O-Area B Great 105-B Area II Trimestre/2017 85% 586 km2
14 3D-14 Greater Tomb-Land VM e well calibration III Trimestre/2017 95% 1660 km2 3D-14 Greater Land AVO and Pre-stack Inversion III Trimestre/2017 60% 471 km2
15/06
3D-15/06 PGS 16 PSDM I Trimestre/2017 99% 1.032 km2
3D-15/06PSDM Revision Omocola North Area I Trimestre/2017 99% 550 km2
3D-15/06 PSG16 AVO Analysis I Trimestre/2017 45% 1.032 km2
3D-15/06 PSG16 Lower Miocene Oligocene PSDM I Trimestre/2017 98% 1.000 km2
32
3D-32LO2007 C12SW PSDM III Trimestre/2015 99% 520 km2
3D-32HDGIC2006 PSDM II Trimestre/2016 99% 520 km2
3D-32 Colorau South dedicated imaging IV Trimestre/2016 99% 590 km2
3D-32 Louro RTM Remigration-Phase 2 I Trimestre/2017 85% 590 km2
3D-32 Louro RTM Remigration-Phase 1 IV Trimestre/2017 99% 590 km2
Mostarda VMB & imaging IV Trimestre/2017 8% 826 km2
Caril 3D/4D Pre-Processing II Trimestre/2017 99% 211 km2
Total 3D 10.178 Km2
4D 17 4D CLOV-Baseline & Monitor 1 Full Processing II Trimestre/2016 67% 729 km2
Total 4D 729 Km2
4.1.1.3 SONDAGEM-ACTIVIDADE DE EXPLORAÇÃO, AVALIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Tabela 5
Poços de Sondagem
Blocos / Associação Poço de Pesquisa Poço de Avaliação Poços Desenvolv.
Produto Poços Desenvolv.
Injector
Bloco 0 - Associação Cabinda - - 13 3
Bloco 17 - - 5 4
Bloco 15/06 - - 5 1
Bloco 17 - - 12 6
Bloco 31 - - - 2
Bloco 32 - - 11 5
Congo Onshore - - 7 -
Total - - 53 21
4.1.1.4 PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO
Tabela 6
Projectos de Desenvolvimento
Projectos Bloco Início de
Produção Progresso
Actual Geral (%) Ponto de Situação Até Dezembro De 2017 Polo Oeste, Ochigufu
15
1T 2018 83 Decorre o comissionamento dos equipamentos submarinos.
Polo Oeste, Vandunbu 4T 2018 90 Preparação para a fabricação dos umbilicais UG8A e UG9A.
Polo Oeste, SMBS 4T 2018 73 Decorre a fabricação da última unidade.
CLOV fase 1 17 2T 2018 93 Decorre a campanha de fabricação e instalação de well jumpers Kaombo 32 4T 2018 91 Registados atrasos na entrega do FPSO. Início de produção
previsto para julho 2018
Em 2017 foram concluídos seten- ta e quatro (74) poços de desen- volvimento, dos quais cinquenta e três (53) poços de desenvol- vimento produtor e vinte e um (21) poços de desenvolvimento injector – Poços de Serviços.
As operações de sondagem de desenvolvimento estiveram concentradas no Bloco 17, onde foram concluídos doze (12) po- ços produtores e seis (6) poços injectores, no Bloco 0, onde foram concluídos treze (13) poços produtores e três (3) poços injec- tores, no Bloco 32, onde foram concluídos onze (11) poços produ- tores e cinco (5) poços injectores, no Bloco 15, onde foram concluí- dos cinco (5) poços produtores
e quatro (4) poços injectores, no Onshore Congo, onde foram con- cluídos sete (7) poços produtores, no Bloco 15/06, onde foram con- cluídos cinco (5) poços produtores e um (1) poço injector, por fim, no Bloco 31, onde foram concluídos dois (2) poços injectores.
Por sua vez, as operações de workover estiveram concentradas, na Associação Cabinda, Bloco O, com vinte e seis (26) poços, no Bloco 14 com vinte e um (21) poços, no Onshore do Soyo com dezanove (19) poços, e nos Blocos 15 e 17 com dois (2) poços cada e o Bloco 32 com um (1) poço.
Para dar suporte às metas de produção de petróleo bruto, foram de- senvolvidos os projectos listados acima, para os quais é apresentado o ponto de situação a 31 de Dezembro de 2017.
RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017 RELATÓRIO DE GESTÃO & CONTAS CONSOLIDADAS 2017
4.1.2 PRODUÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO & GÁS 4.1.2.1 PRODUÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO
Durante o ano de 2017, foram produzidos em Angola 595.810.124 barris de petróleo bruto, equi- valentes a uma média diária de 1.632.357 barris. Comparativa- mente ao período homólogo, o volume de produção alcançado decresceu em 5%.
Na base do decréscimo estiveram os constrangimentos operacio- nais nos blocos em produção, o decréscimo de actividade devido
Tabela 7
Produção de Petróleo Bruto de Angola
U.M.: Bbls
Associações & Blocos Execução Variação
Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Produção
Offshore 146.712.028 148.015.480 152.872.144 145.394.172 592.993.824 -5%
Bloco 0 19.373.790 23.261.392 23.832.727 23.054.616 89.522.525 4%
Área A 12.818.976 16.047.557 17.032.180 16.349.597 62.248.310 13%
Área B 6.554.814 7.213.835 6.800.547 6.705.019 27.274.215 -11%
Bloco 2/05 78.427 75.707 75.017 100.006 329.157 -1%
Bloco 3/05 2.905.193 2.746.958 2.738.442 2.346.391 10.736.985 -21%
Bloco 3/05A 220.068 201.799 105.240 - 527.107 -47%
Bloco 4/05 586.508 609.385 554.246 484.084 2.234.223 -19%
Bloco 14 7.674.740 7.266.309 7.116.016 6.652.523 28.709.588 -18%
Bloco 14k 948.379 861.416 811.000 739.251 3.360.046 -27%
Bloco 15 26.247.570 25.857.392 25.969.527 24.287.327 102.361.816 -11%
Bloco 15/06 7.460.696 10.609.310 13.124.094 12.456.409 43.650.509 54%
Bloco 17 55.818.234 53.636.652 55.276.528 53.759.304 218.490.718 -5%
Bloco 18 10.744.995 10.838.328 10.299.179 9.308.454 41.190.956 -19%
Bloco 31 14.653.428 12.050.832 12.970.127 12.205.807 51.880.194 -13%
Onshore 724.494 697.456 696.834 679.516 2.816.300 -14%
Cabinda Sul 85.161 95.884 116.232 126.584 423.861 -23%
Associação FS 20.482 18.501 21.647 20.760 81.390 -15%
Associação FST 618.851 583.071 558.955 550.172 2.311.049 -12%
Total 147.436.522 148.712.936 153.568.978 146.091.688 595.810.124 -5%
Média diária 1.638.184 1.634.208 1.669.228 1.587.953 1.632.357 -5%
à falta de aprovação de contrata- ção de sondas e outros contratos, assim como a falta de sanciona- mento de novos projectos.
Ao longo do ano, destacou-se a entrada em produção do Campo Olombendo no Bloco 15/06, no dia 8 de Fevereiro, com uma produção diária de 12.868 barris de óleo e a entrada em produção do projecto Girassol M14, no FPSO Girassol do Bloco 17, no dia 05 de Junho de
2017, com um poço produtor de óleo, cuja produção diária foi de 1.800 barris de óleo.
Por origem, o Bloco 17 foi o que mais contribuiu para a produção, seguido dos Blocos 15, 0, 31 e 18, representando de forma agregada 84,7% da produção de petróleo bruto em Angola.
Tabela 8
Direitos de Produção de Petróleo Bruto por Companhias
U.M.: Bbls
Companhias Execução Variação
Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Produção
Total 25.989.296 25.406.345 26.079.287 25.287.538 102.762.467 -5%
BP 25.585.693 24.470.517 24.749.392 23.348.622 98.154.225 -11%
ESSO 21.662.675 21.070.287 21.443.116 20.466.792 84.642.870 -8%
Statiol 18.474.497 17.566.597 18.086.670 17.406.580 71.534.344 -7%
ENI 11.996.321 13.338.960 14.291.074 13.465.681 53.092.036 3%
Sonangol P&P 11.234.109 11.078.615 12.156.101 11.344.575 45.813.400 2%
Sonangol 10.036.606 11.579.364 11.970.328 11.503.730 45.090.028 3%
Chevron 10.267.693 11.638.060 11.799.804 11.328.859 45.034.417 -2%
SSI 9.534.167 10.019.159 10.549.370 9.763.625 39.866.321 -5%
Galp 776.081 731.495 713.431 665.260 2.886.267 -19%
Somoil 642.983 617.299 589.162 530.889 2.380.333 -18%
Ajoco 625.052 589.751 568.737 469.278 2.252.818 -23%
Acrep 119.774 123.723 113.298 103.266 460.061 -18%
INA-NAFTA 125.010 117.950 113.747 93.856 450.564 -23%
NAFTAGAS 125.010 117.950 113.747 93.856 450.564 -23%
Prodoil 83.117 85.637 78.658 73.011 320.423 -17%
Pluspetrol 46.839 52.736 63.928 69.621 233.124 -23%
China Sonangol 55.017 50.450 26.310 - 131.777 -96%
Force Petroleum 17.032 19.177 23.246 25.317 84.772 -23%
Falcon Oil 15.685 15.141 15.003 20.001 65.831 -1%
Kotoil, S.A 9.803 9.463 9.377 12.501 41.145 -1%
Poliedro Oil 9.803 9.463 9.377 12.501 41.145 -1%
Cupet 4.258 4.794 5.812 6.329 21.193 -23%
Total 147.436.522 148.712.936 153.568.978 146.091.688 595.810.124 -5%
0,01%
0,1%
0,1%
0,1%
0,4%
0,4%
1,8%
5,4%
6,9%
7,3%
8,7%
15,0%
17,2%
0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00% 30,00% 35,00% 40,00%
Associação FS Bloco 2/05 Cabinda Sul Bloco 3/05A Bloco 4/05 Associação FST Bloco 3/05 Bloco 14 Bloco 18 Bloco 15/06 Bloco 31 Bloco 0 Bloco 15
A propriedade do petróleo bruto produzido em Angola apresenta-se conforme mapa abaixo:
Tabela 9
Produção de Petróleo Bruto por Operador
U.M.: Bbls
Companhias Execução Variação
Homóloga I Trimestre II Trimestre III Trimestre IV Trimestre Produção
Total 55.818.234 53.636.652 55.276.528 53.759.304 218.490.718 -5%
Chevron 27.996.909 31.389.117 31.759.743 30.446.390 121.592.160 -3%
ESSO 26.247.570 25.857.392 25.969.527 24.287.327 102.361.816 -11%
BP 25.398.423 22.889.160 23.269.306 21.514.261 93.071.150 -16%
ENI 7.460.696 10.609.310 13.124.094 12.456.409 43.650.509 54%
SNL P&P 3.711.769 3.558.142 3.397.929 2.830.475 13.498.315 -22%
Somoil 717.760 677.279 655.619 670.938 2.721.596 -11%
Pluspetrol 85.161 95.884 116.232 126.584 423.861 -23%
Total 147.436.522 148.712.936 153.568.978 146.091.688 595.810.124 -5%
Média diária 1.638.184 1.634.208 1.669.228 1.587.953 1.632.357 -5%
Por empresas, as operadoras pe- trolíferas estrangeiras em Angola produziram 97,3% do volume total da produção de petróleo bruto durante o período em análise, lideradas pela TOTAL E&P Ango- la com 36,7% da produção total, seguida da CHEVRON com 20,4%,
da ESSO com 17,2%, da BP com 15,6%, da ENI com 7,3% e Pluspe- trol com 0,1%. Os remanescentes 2,7% correspondem à produção das operadoras nacionais (So- nangol Pesquisa e Produção e Somoil), com 2,3% e 0,5%, respec- tivamente.
Gráfico 5
Produção de Petróleo Bruto por Operador
0,1%
0,5%
2,3%
7,3%
15,6%
17,2%
20,4%
36,7%
0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40%
Pluspetrol Somoil SNL PP ENI BP ESSO Chevron TOTAL
Em termos de cumprimento das metas estabelecidas pelos opera- dores das concessões em produ- ção, registaram-se os seguintes constrangimentos de ordem técni- co-operacional, abaixo descritos:
• Associação de Cabinda Nesta concessão, a produção esteve ligeiramente abaixo do previsto devido ao fecho de alguns poços dos Campos Takula, Ma- longo e Mafumeira Sul, resultante de problemas operacionais e dos trabalhos de monitorização e optimização nos campos Nemba, Ndola, Lomba e Bomboco. Apesar do acima referido, os níveis de produção foram sustentados com a entrada em produção de (13) treze poços do projecto Mafumeira Sul, bem como a optimização do Rácio Oleo Gás (GOR) nos Campos Nemba e Sanha.
• Cabinda Sul
A produção esteve acima do previsto, apesar de ter sido ligeiramente comprometida no I trimestre devido à baixa pressão no reservatório e às intervenções
no poço Noz-1, com o objectivo de remover a parafina, de modo a criar comunicação com o fundo do poço. Nos trimestres seguintes, o campo melhorou significativamen- te a produção, com a re-entrada do poço CA-04
• Associação FS/FST
Nesta concessão, a produção esteve abaixo do previsto devido ao fecho de alguns poços, de entre os quais (62) sessenta e dois poços produtores e (3) três injectores, decorrente de vários problemas operacionais, como fuga de óleo na linha de três polegadas, avarias do sistema de instrumentação e indisponibilidade do sistema de gás de elavação.
• Bloco 2/05
Os campos permaneceram fechados, exceptuando o campo Essungo que entrou em produção com apenas dois poços, com a fi- nalidade de dar suporte à linha de produção do FS/FST. Em Dezem- bro de 2017, foi reaberto o poço Estrela-A do Campo Bagre.
• Bloco 3/05
A produção foi afectada devido à falta de eruptividade de alguns poços, à falta de injecção de água em todos os campos e, ao fecho de alguns poços, por força da fase avançada de maturidade dos Campos. De realçar que neste Bloco, actualmente encontram-se fechados (93) noventa e três po- ços, dos quais (48) quarenta e oito poços produtores e (45) quarenta e cinco poços injectores.
• Bloco 3/05A
A baixa na produção deveu-se ao fecho do poço desde dia 03 de Ou- tubro, consequência da formação de parafinas. Face a isso, estão a ser feitos trabalhos de limpeza do poço.
• Bloco 4/05
A produção esteve ligeiramente abaixo do previsto, devido a alguns problemas operacionais e à fraca injectividade de alguns poços.
• Bloco 14
A produção esteve ligeiramente abaixo do previsto. Apesar da boa