Sistema Único de Saúde (SUS)
Propostas para aumentar a eficiência do sistema público de saúde
AGO 2018
O Brasil gasta muito com saúde em proporção do PIB
O gasto total com saúde no Brasil
(9,1% do PIB) é comparável à média dos países da OCDE (9%) e superior à média de seus pares, estruturais e regionais, (6,7% e 7,2%, respectivamente).
Porém, a proporção dos gastos públicos e relativamente baixa (48%), menos que a média entre os países da OCDE (73,2%), que os países de renda média (59%), e acima da média apenas dos BRICS (46%).
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)0%
2%
4%
6%
8%
10%
12%
14%
16%
18%
Brazil South Africa Russian Fed. China Turkey India Indonesia Costa Rica Chile Colombia Mexico United States Sweden Germany Switzerland Netherlands France Canada Belgium Denmark Austria Japan New Zealand Greece Portugal OECD Spain Norway Iceland Italy Slovenia Australia Finland United Kingdom Ireland Slovak Rep. Israel Hungary Korea Czech Rep. Poland Lithuania Estonia Latvia Luxembourg
Structural Peers Regional Peers OECD
Gastos totais com saúde (como percentual do PIB),Brasil e países pares
Privado Público
Fonte: OCDE, 2013.
Nota: Não considera « gastos tributários »
Privado Público
Pares estruturais Pares
regionais OCDE
Além disso, cerca de 0,5% do PIB são gastos com isenções fiscais para o setor da saúde.
Massa salarial e gastos de capital / operacionais
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)PIB per capita e gastos públicos per capita
PIB per capita (Base 100=2004) SUS per capita (Base 100=2004)
Entre 1980 e 2015, o gasto federal com a saúde cresceu mais rápido do que o PIB (a média de crescimento geométrico anual foi de 3,7% e 3,4% respectivamente).
Calcula-se que, em 2050, o envelhecimento da população aumentará o gasto total com saúde em 4% do PIB.
A massa salarial tem sido o principal fator do aumento dos gastos públicos com saúde.
Os gastos públicos com a saúde cresceram mais rapidamente que o PIB entre 2004 e 2014
Massa salarial Capital / Operacional Gasto total com saúde pública
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
Clínicos Gerais Enfermeiros Gerais Auxiliares de Enfermagem Médicos de Hospitais Públicos Médicos de Hospitais Privados Enfermeiros de Hospitais Públicos Enfermeiros de Hospitais Privados Especialistas de Hospitais Clínicos Gerais de Hospitais Clínicos Gerais Primários (não de PSF) Clínicos Gerais Médicos de Hospitais Clínicos Gerais Autônomos Clínicos Gerais Assalariados Enfermeiros e Enfermeiros- Obstetras de Hospitais Clínicos Gerais Todos os Especialistas Enfermeiros de Hospitais Hospitais Públicos Instituições de Atenção Primária à Saúde Hospitais Gerais Hospitais Especializados Hospitais de MTC
BRASIL. 2012 TURQUIA, 2010 REINO UNIDO, 2010 CANADÁ, 2010 CHINA, 2010
Os salários do setor são altos, particularmente dos profissionais da atenção primária à saúde
Salário dos profissionais de saúde como múltiplos da renda média per capita do decil mais rico da população.
Vários países.
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Fonte: OCDE
Salário dos profissionais de saúde como múltiplos da renda média per capita do decil mais rico da população, vários países
-500 500 1500 2500 3500 4500 5500 6500 7500
Coreia Japão Turquia Hungria África do Sul Eslováquia Polônia Canadá República Tcheca Colômbia Bélgica Eslovênia Alemanha OCDE32 Luxemburgo Federação da Rússia Austrália Estônia Letônia Espanha França Chile¹ Lituânia Reino Unito Países Baixos Israel Islândia Estados Unidos Itália Brasil Irlanda Nova Zelândia Áustria Dinamarca México Suíça Noruega Finlândia Suécia
A oferta e a produtividade da força de trabalho em saúde são baixas
A razão de profissionais de saúde/população, particularmente médicos, é menor do que o encontrado em países com nível similar de desenvolvimento, e bastante inferior à média entre os países da OCDE.
Há desigualdade na distribuição geográfica da força de trabalho; há muitos médicos no setor privado de áreas urbanas ou em
atendimento especializado, e
particularmente nas regiões sul e sudeste.
Os salários dos profissionais da saúde são relativamente altos, especialmente na atenção básica, mas a produtividade (consultas por médico) é bastante baixa.
Número de consultas por médico no Brasil e nos países da OCDE (2013)
Fonte: OCDE.
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Nota: No Chile, dados para o denominador incluem todos os médicos licenciados para a prática.
Apesar dos altos níveis de gastos, ainda há ineficiências
Caso sejam mantidas as tendências atuais de
crescimento nominal dos gastos públicos com a saúde, os gastos com o SUS chegarão a R$ 700 bilhões até 2030. No entanto, há uma ampla margem para melhorar a eficiência, o que poderia gerar uma economia de R$ 115 bilhões até 2030*:
O nível de eficiência na atenção primária à saúde (APS) é estimado em 63% e para os níveis de Média e Alta Complexidade (MAC), em 29%.
Estima-se que exista uma folga (ou desperdício) anual de aproximadamente R$9,3 bilhões apenas na APS, somando os três níveis de governo.
Na MAC, o desperdício anual estimado chega a R$ 12,7 bilhões.
* O crescimento é estimado sem considerar o envelhecimento da população, a incorporação de tecnologias e o possível aumento do orçamento do governo.
Cenário 1
(R$ Status quo) Cenário 2
(R$ Bi em ganhos de eficiência)
200.00 250.00 300.00 350.00 400.00 450.00 500.00 550.00 600.00 650.00 700.00
2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030
R$ 22bi
R$ 115 bi
R$ 989 bi
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Fonte: Araujo na Lobo, 2018
Projeção nominal dos gastos do SUS, 2014-2030
Apesar dos altos níveis de gastos, ainda há ineficiências
A eficiência do SUS está diretamente associada à escala (tamanhos dos municípios e dos hospitais).
• O desempenho dos municípios com menos de 5.000 habitantes é quatro vezes inferior ao dos municípios com mais de 100.000 habitantes.
Existe uma relação positiva entre a eficiência na APS e a eficiência nos níveis mais elevados de atenção à saúde.
As estruturas institucionais do SUS são descentralizadas em nível municipal, causando fragmentação e grandes deseconomias de escala. A fragmentação é um gargalo premente da rede de prestação de serviços do SUS.
• Atualmente existe pouca coordenação entre os níveis de atenção, e a fragmentação da rede do SUS resulta em
duplicação de serviços e excesso de capacidade, além de perda de economias de escala e custos operacionais mais altos.
Eficiência por tamanho do município
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1
<5,000 5,000 -10,000 10,000 - 20,000 20,000 - 50,000 >=50,000 Faixas de população
Atenção secundária e terciária
Atenção primária de saúde
Fonte: Cálculos da equipe do Banco Mundial.
Nota: O gráfico mostra a distribuição da ineficiência - as cores incluem o primeiro e o quarto quartis, divididos pela mediana.
Apesar dos altos níveis de gastos, ainda há ineficiências
A rede de serviços ambulatoriais e hospitalares do SUS é altamente ineficiente. Os serviços operam com elevada capacidade ociosa (ou seja, baixas taxas de ocupação de leitos hospitalares), há deseconomias de escala devido ao pequeno volume de serviços e à falta de concorrência entre os provedores.
• Os serviços hospitalares e de diagnóstico estão distribuídos de forma desigual e muitas vezes são pequenos demais para operar com eficiência e garantir qualidade.
• É limitada a coordenação entre provedores e entre os níveis de atenção (primária, secundária e terciária) para o
tratamento de doenças crônicas.
As taxas de ocupação de leitos são baixas.
• Média de 45% para todos os hospitais do SUS e apenas 37% no caso dos leitos de alta complexidade
• A média do OCDE é de 71%.
• A taxa de ocupação desejável é entre 75% e 85%.
24%
31%
23%
14%
4% 3%
24.29
55.46
78.56
92.70 97.06 100.00
0.00 20.00 40.00 60.00 80.00 100.00 120.00
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
0 A 25
LEITOS 26 A 50
LEITOS 51 a 100
LEITOS 101 A 200
LEITOS 201 A 300
LEITOS MAIS DE 300
0.23
0.27 0.30
0.40
0.45
0.28
0.20 0.25 0.30 0.35 0.40 0.45 0.50
26 a 50 51 a 100 101 a 200 201 a 300 300+
Escore DEA (hospitais)
Faixas de Leitos
Deseconomias de escala: a maioria dos hospitais brasileiros é pequena demais para operar de maneira eficiente.
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Fonte: Cálculosda equipedo Banco Mundial.
Tamanho do hospital e eficiência
-0.5 -0.4 -0.3 -0.2 -0.1 0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5
Subsídios hospitalares Subsídios ambulatoriais Subsídios tributários
Gasto total com saúde pública
As isenções fiscais para os seguros de saúde são muito regressivas
Os gastos tributários (isenção fiscal) com a saúde são progressivos, mas as isenções concedidas a hospitais privados e os descontos do imposto de renda para planos e seguros de saúde privados são regressivos e volumosos, deixando os gastos públicos totais (incluindo as isenções fiscais) menos progressivos.
Embora o SUS cubra toda a população, 75% da população depende exclusivamente do SUS e o restante goza de cobertura dupla (seguro privado voluntário,
principalmente funcional).
1
PRINCIPAIS DESAFIOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Coeficientes de concentração de depesas públicas com saúde
Fonte: Cálculos da equipe do Banco Mundial baseados em dados da PNAD
Nota: O coeficiente de concentração pode ser calculado a partir da Curva de Concentração (também conhecida como Curva de Lorenz), como C/(C+D), onde C é a área entre a Curva de Concentração e a Linha de Perfeita Igualdade, e D é a área sob a Curva de Concentração.
2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)As reformas são propostas ao longo de 4 eixos principais:
São necessárias reformas para garantir a sustentabilidade do sistema
1.
Reformasna Gestão do Sistema.
• Implantar Redes Integradas de Atenção à Saúde.
• Melhorar a
coordenação com sistema de saúde suplementar.
2.
Reformas do lado da oferta.• Expandir e fortalecer a
cobertura da APS para 100% - ganhos de eficiência de pelo menos 0,03% do PIB.
• Racionalizar a oferta de serviços ambulatoriais e hospitalares.
• Aperfeiçoar os arranjos de governança e gestão para aumentar a autonomia, a flexibilidade e a eficiência dos provedores.
3.
Reformas do lado da demanda.• Fazer respeitar a função de porta de entrada (gatekeeper) da APS por meio da
introdução de incentivos aos provedores e aos pacientes.
• Introduzir itinerários de atenção/diretrizes clínicas baseadas em evidências.
• Criar um pacote de benefícios bem definido a ser coberto pelo SUS.
4.
Reformas do financiamento.• Reformar o pagamento aos provedores para premiar qualidade, resultados e
produtividade.
• Aumento relativo do financiamento de APS.
Reformas na Gestão do Sistema
2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Implantar Redes Integradas de Atenção à Saúde (RAS)
• A experiência internacional demonstra que a formação de redes integradas é a melhor maneira de assegurar a coordenação da atenção à saúde em diferentes
contextos e ao longo do tempo.
• A coordenação da atenção pressupõe o desenvolvimento de estruturas e mecanismos (processos) para melhorar a comunicação, a continuidade da atenção e o
compartilhamento de informação entre os diferentes componentes, infraestruturas e setores de um sistema de serviços de saúde.
• A implementação de RAS exigirá o redesenho dos modelos de prestação, gestão e financiamento dos serviços do SUS.
Melhorar a coordenação com sistema de saúde suplementar.
• O SUS precisa melhorar a coordenação com o sistema de saúde suplementar, para:
a. Minimizar a concorrência por um
contingente escasso de profissionais de saúde;
b. Fazer valer os reembolsos de tratamentos de segurados privados realizados pelo SUS; e c. Definir uma abordagem comum para
incorporar novas tecnologias, medicamentos e tratamentos.
Reformas do lado da oferta
2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Expandir e fortalecer a cobertura da APS para 100% - ganhos de eficiência de pelo menos 0,03%
do PIB.
• A escassez de médicos de APS e a dificuldade de atrair pessoal qualificado para áreas mais pobres e distantes dos grandes centros urbanos são os principais desafios para a expansão dos serviços de APS.
• As estratégias para atrair mais profissionais incluem o aumento da remuneração relativa dos profissionais da APS em relação aos especialistas hospitalares, com exigência de dedicação exclusiva e contratos de desempenho, e a melhoria da
cobertura, ampliando o escopo da prática de enfermeiros e outros profissionais auxiliares.
Aperfeiçoar os arranjos de governança e gestão para aumentar a autonomia, a flexibilidade e a eficiência dos provedores.
• O arcabouço legal limita a capacidade de provedores e formuladores de políticas de introduzir inovações no sistema de prestação de serviços.
• A falta de autonomia limita a gestão eficiente dos recursos humanos no setor da saúde.
Racionalizar a oferta de serviços ambulatoriais e hospitalares.
• É necessário maximizar as economias de escala e as necessidades de acesso aos serviços de saúde, e implantar sistemas efetivos de referência e contra referência.
Reformas do lado da demanda
2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Fazer respeitar a função de porta de entrada (gatekeeper) da APS por meio da introdução de incentivos aos provedores e aos pacientes.
• A implementação de RAS terá de racionalizar o acesso aos serviços de saúde dentro do SUS - mais especificamente, o acesso aos pronto- socorros e serviços especializados de saúde - e fortalecimento dos sistemas de referência e contra referência.
• Mudar o modelo de prestação de serviços - para garantir que a APS seja o primeiro ponto de contato do paciente com os serviços prestados - exige a melhoria das condições da APS, de modo a atrair mais profissionais de saúde para a APS.
Criar um pacote de benefícios bem definido a ser coberto pelo SUS.
• Embora o marco legal
estipule que todos devem ter acesso a um pacote aberto de benefícios gratuitos, na prática os pobres são os mais afetados pela racionalização dos serviços, que se traduz em longas listas de espera, acesso limitado a serviços especializados e número insuficiente de leitos hospitalares.
Introduzir itinerários de atenção/diretrizes clínicas baseadas em evidências.
• Os itinerários ou diretrizes clínicas são definidos como declarações
sistematicamente elaboradas para ajudar profissionais da saúde e pacientes a tomarem decisões a respeito do manejo apropriado de circunstâncias clínicas específicas.
Reformar o pagamento aos provedores para premiar qualidade, resultados e produtividade.
• Dentro do SUS, os mecanismos de pagamento são pouco utilizados como instrumentos de política para influenciar ações prioritárias e, em muito menor medida, para incentivar desempenho.
• Os mecanismos de pagamento aos provedores precisam estar alinhados com os objetivos da política do SUS para influenciar o comportamento dos provedores para elevar a qualidade e conter os custos.
Aumento relativo do financiamento de APS.
• Para estruturar o sistema de prestação de serviços do SUS em torno das RAS, será preciso introduzir
mudanças nos fluxos de financiamento:
a.
Redirecionar recursos da atenção hospitalar e ambulatorial para a APS; eb.
Adaptar os atuais repasses federais de APS para os estados e municípios, com a inclusão decomponentes de pagamento por desempenho.
Reformas do financiamento
Proposta de financiamento - Acompanhamento do paciente
2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)2
RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICAS ECONÔMICAS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Economia política do setor de saúde no Brasil
Existe um consenso que reformas são necessárias para melhorar a eficiência e qualidade do sistema público de saúde.
• Principal dilema:
sub-financiamento vs.
eficiência (movimento sanitário, gestores do setor da saúde)
Apesar do consenso de que reformas são necessárias, há pouca convergência entre as propostas existentes:
• Privatização (em graus diferentes, focalização dos serviços do SUS, subsídios para planos/seguros e baixos custos, etc.); e
• Preservação do status quo (provisão estatal e mais recursos)
Reformas similares foram
propostas antes, porém não foram implementadas devido à pressão de poderosos grupos de interesse.
• Comunidade da saúde pública – movimento sanitário;
• Associações profissionais; e
• Governos locais/regionais que buscam manter controle da provisão dos serviços (ganhos políticos).
3
PRINCIPAIS MENSAGENS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Principais mensagens
Apesar do sucesso em estabelecer um sistema de saúde público e universal, o Brasil enfrenta o desafio de manter um equilíbrio entre um nível apropriado de gastos públicos e obter mais
resultados com os recursos destinados ao setor público de saúde;
O SUS enfrenta desafios que requerem o aprofundamento da reforma do sistema;
Essas novas reformas precisam preparar o Sistema para enfrentar desafios existentes (qualidade, eficácia limitada, e ineficiências) e desafios futuros (envelhecimento da população e o crescimento da carga de doenças crônicas);
A reforma deverá necessariamente mudar a estrutura de incentivos existentes na prestação dos serviços de saúde, incentivar a competição entre provedores, introduzir mecanismos de compartilhamento de custos com os provedores e pacientes, e reduzir a fragmentação da
provisão dos serviços de saúde; e
Será necessário reconfigurar o modelo de
atenção à saúde em torno das redes integradas de atenção à saúde, com mudanças nos modelos de gestão e pagamento aos provedores com mecanismos para incentivar qualidade e resultados, e melhorar a coordenação com o sistema de saúde suplementar.
ANEXOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
4
Anexos
Proposta de organização das redes integradas de atenção à saúde do SUS.
ANEXOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
4
Financiamento e Fluxos de Pacientes, atualmente e com a Reforma do SUS.
A criação do SUS está associada à ampliação da oferta de serviços de saúde, melhoria do acesso, proteção financeira e indicadores de saúde da população
Uma das menores incidências de gastos catastróficos na região da ALC
ANEXOS | SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
4
Fonte: ONU/IBGE, 2016.
Taxa bruta de natalidade (a cada 1.000 habitantes) Taxa de mortalidade infantil (a cada 1.000 habitantes) Taxa de mortalidade infantil abaixo dos 5 anos de idade (a cada 1.000 habitantes)
Gastos catastróficos como percentual dos gastos residenciais Costa Rica Brasil México Colômbia Bolívia Peru Equador Argentina República Dominicana Nicarágua Guatemala Chile Fonte: Knaul et al (2011)
http://www.worldbank.org/pt/country/brazil/brief/brazil-policy-notes