• Nenhum resultado encontrado

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.51 número4

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. Assoc. Med. Bras. vol.51 número4"

Copied!
1
0
0

Texto

(1)

Rev Assoc Med Bras 2005; 51(4): 181-94

186

M edicina F armacêutica M edicina F armacêutica

C

OMO

COLABORAR

NA

IMPLANTAÇÃO

D

A

FARMACOVIGILÂNCIA

EM

NOSSO

PAÍS

?

À

beira do leito

Alé m d a trad icio nal d e finição d e farm aco vigilância, q ue fala d o aco m p anham e nto d o s e ve nto s ad ve rso s a m e d ica-m e nto s ap ó s a sua co lo cação no ica-m e rcad o , e d a taica-m b é ica-m clássica re fe rê ncia ao caso d a talid o m id a, na d é cad a d e 6 0 d o sé culo p assad o , vale acre sce ntar q ue o d e safio d aq ue le s q ue trab alham ne sta áre a é , na ve rd ad e , inve stigar e d o cu-m e ntar, e cu-m te rcu-m o s e p id e cu-m io ló gico s e so cio e co nô cu-m ico s, se o p e rfil d e se gurança o b tid o no s e stud o s clínico s, e m p o p ulaçõ e s rigo ro sam e nte se le cio nad as, aind a é válid o quando o m e dicam e nto é utilizado na prática clínica1.

Siste m as r e gu lató r io s e ficie n te s e tr an sp ar e n te s são inq ue stio nave lm e nte ne ce ssário s p ara p ro te ge r o s p acie nte s, no q ue tange ao co ntro le e aco m p anham e nto d o s m e d icam e nto s d isp o níve is no m e rcad o . Entre tanto , d ad a a co m p le xid ad e d o te m a, a ativa p articip ação d e to d o s o s p ro fissio nais d e saúd e é ab so lutam e nte e sse ncial. To rna-se clara, p o r e xe m p lo , a ne ce ssid ad e d e um a cultura q u e e n co r aje a d ivu lgação d o s e r r o s, falh as, e ve n to s ad ve rso s, e tc., e m ve z d e e sco nd ê -lo s2. A grand e im p o

r-tância q ue ho je tê m as q ue stõ e s ligad as à farm aco vigilância p ro vave lm e nte re fle te o q ue aco nte ce no m und o d e ne gó -cio s co m o um to d o . O Ato Sarb ane s-O xle y, d ivulgad o no s EU A, e m 2 0 0 2 , re co m e nd a o s valo re s q ue d e ve m no rte ar a go ve rnança co rp o rativa: se nso d e justiça ( fairness), tran s-p arê ncia (disclosu re ), co n fo r m id ad e ge r al (com s-pliance ) e p re stação re sp o nsáve l d e co ntas (account abilit y ), te m as m uito pró xim o s à farm aco vigilância3.

Algum as e straté gias be m suce didas e stão já im ple m e n -tadas e m quase to do s o s paíse s, co m o o Re lato Espo ntâne o de Suspe ita de Re ação Adve rsa. Açõ e s co m ple m e ntare s vê m se ndo suge ridas e im ple m e ntadas, co m o po r e xe m plo , im p lantação d o s h o sp itais-se ntine la, b usca e d e te cção pre co ce de sinais, m o nito ram e nto do s re co lhim e nto s de m e dicam e nto s (recalls) nacio nais e inte rnacio nais, re visão co ntínua da le gislação e das bulas do s m e dicam e nto s co m e r -cializado s, e tc. N o Brasil, a agê ncia re gulató ria (AN VISA) ve m trabalhando na im ple m e ntação de to das e ssas e straté -gias e o s re sultado s são re co nhe cido s po r to do s. O utras e straté gias po de m se r utilizadas para aum e ntar a no tificação , tais co m o : ê nfase na e ducação de re side nte s e jo ve ns m é dico s, alé m do s pró prio s graduando s de m e dicina; intro -dução de links e le trô nico s para facilitar o re lato pe la inte rne t; ade quado feedback ao s re lato re s po r m e io de co m unicaçõ e s pe rso nalizadas o u bo le tins pe rió dico s, e tc.4

Finalm e nte , as pe sso as são m ais pro pe nsas a co nfiar e co o pe rar co m de te rm inado s pro gram as - inde pe nde nte mente

de se us be ne fício s - se e /o u quando um pro ce sso “razo áve l” é se guid o d urante e ste p e rcurso . O p ro ce sso razo áve l re spo nde a um a ne ce ssidade básica hum ana: to do s nó s, à parte no sso s papé is, que re m o s se r valo rizado s co m o se re s hum ano s e tratado s co m re spe ito à no ssa inte ligê ncia. Q ue re m o s que no ssas idé ias se jam avaliadas se riam e nte . E ce rtam e nte que re m o s e nte nde r o racio nal po r trás de e spe cíficas de cisõ e s5. Trê s princípio s de ve m se rvir co m o

guia ne ssas situaçõ e s: e nvo lvim e nto (engagem ent), e xplica-ção (e xplanation) e clare za de o bje tivo s (expectation clarit y). Re ssaltase que um pro ce sso razo áve l não é o brigato -riam e nte um a de cisão de co nse nso , ne m um e xe rcício de de m o cracia. Ele pe rse gue as m e lho re s idé ias, te ndo surgido de um o u de m uito s. U m pro ce sso razo áve l co nstró i co nfiança e co m pro m e tim e nto ; e ste s, po r sua ve z, pro du-ze m co o pe ração vo luntária e e sta alavanca a pe rfo rm ance , le vando as pe sso as alé m do se u de ve r, po r me io da divisão de co nhe cim e nto s e da sua criatividade5. Este s princípio s

po de m e de ve m se r aplicado s quando da intro dução o u re fo rço do tó pico farm aco vigilância, se ja pe las agê ncias re gulató rias, pe la indústria o u pe la acade m ia.

So m e nte co ntand o co m um p ro ce sso “razo áve l” e co m a co lab o ração d e to d o s o s p ro fissio nais d e saúd e , p o d e r-se -á garantir a q ualid ad e e a se gurança d o s m e d ica-m e nto s q ue utilizaica-m o s. “A e te rna farica-m aco vigilância é o p re ço d a lib e rd ad e ” é um le m a q ue se guram e nte ajud aria a e vitar a o co rrê ncia d e o utro s d e sastre s co m o o caso d a talid o m id a6.

SO N I A DAI N ESI

Re fe rê ncias

1 .Talbo t JC C , N ilsso n BS. Pharm aco vigilance in the pharm ace utical industry. J C lin Pharm aco l 1998, 45:427-31.

2 .Pe ache y J. Fro m pharm aco vigilance to pharm aco pe rfo rm ance . D rug Safe ty 2002, 25:399-405.

3 .An d r ad e A, Ro sse tti JP. G o ve r n an ça co r p o r ativa: Atlas; São Pau lo ; 2 0 0 4 .

4 .Barne s J. C halle nge s fo r pharm aco vigilance in the ne w m ille nium . Inpharm a 1999; 1211: 20-1.

5 .Kim W C , Maubo rgne R. Fair pro ce ss: m anaging in the kno w le dge e co no m y. H arvard Busine ss Re vie w 1997; July-Aug, p. 65-75.

6 .Ro utle dge P. 150 Ye ars o f pharm aco vigilance . Lance t 1998; 351: 1200-1.

P ediatria P ediatria

D

EVE

-

SE

UTILIZAR

O

ACESSO

VENOSO

CENTRAL

PELA

VEIA

CAVA

INFERIOR

EM

CRIANÇAS

?

Referências

Documentos relacionados

Validation of high performance liquid chromatography method for determination of meloxicam loaded PEGylated nanocapsules.. Francine Rodrigues Ianiski 1 , Luciane Varini Laporta 2

The development and validation of a UV spectrophotometric method for quantitative determination of mianserin hydrochloride in coated tablets at the wavelength of 278 nm using HCl

HPLC-MS monitoring has shown that VAL degradation products under acid stress condition co-elute with the parent drug, resulting in misleading stability results when monitoring

Density, water vapour permeability, moisture uptake capacity and the mechanical properties of the films were adversely affected by the addition of polymeric adjuvants with

At 75 µg/mL, pheophytin a was able to inhibit growth of 85% of all strains, indicating strong antimicrobial activity for this compound, according to the criteria reported

blood glucose, protein glycation, NADPH oxidase activity and macrophage phagocytic capacity after.. Candida albicans exposure in

In order to construct a calibration curve, pramipexole dihydrochloride monohydrate standards were prepared from the standard stock solution in the concentration range

Caffeine, tea polyphenol and daidzein, which are the main active ingredients of coffee, tea and beans, respectively, were utilized in this study to clarify their influences on the